Primeiro Sábado de Bienal: O que teve?

Literatura

No post anterior aqui do blog deu pra perceber toda a minha empolgação com o inicio da 25ª Bienal do Livro de São Paulo, e agora venho por meio deste contar pra vocês tudo o que rolou no meu primeiro dia nesse evento incrível.

Será que consegui cumprir minha agenda? Comprei muito livro? Peguei muito marcador? Recebi muitos brindes? Essas e outras questões serão respondidas a seguir, então vem comigo!

Bom gente, primeiramente vocês precisam saber que a minha Estrela da Morte deu piripaque de novo! E se você não sabe o que é a minha Estrela da Morte, tá na hora de dar uma olhadinha nesse post. Essa é uma história para ser contada na série “Meu Carro, Minha Cilada“, mas em resumo as coisas começaram a degringolar logo cedo na manhã de sábado (04), e eu acabei perdendo a chance de chegar cedíssimo ao Pavilhão de Exposições do Anhembi.

O evento começava as 10h, assim como a maior parte das distribuições de senhas para autógrafos com os autores que eu planejava ver naquele sábado. Somando a quebra do carro à fila quilométrica que tive que pegar para entrar, quando cheguei aos estandes tudo já havia se esgotado.

Mas como a Bienal do Livro é uma espécie de Jogos Vorazes Literário, bola pra frente, nada de parar e chorar pelo leite derramado (embora eu possa ter dado alguns pitis antes de colocar a cabeça no lugar e seguir o jogo), pois o tempo urge e é muito precioso.

Corri para a minha próxima sessão de autógrafos, que não precisava de senhas, no estande da HarperCollins Brasil, e finalmente me encontrei com a Lola Salgado, autora do livro “Sol em Júpiter“, um dos meus favoritos desse ano e mais do que indicado pra quem ama um romance super contemporâneo e que não é só um clichê água com açúcar, apesar de ter uma escrita jovem e leve, aborda temas como bullying, depressão e uma grande crítica ao uso das redes sociais e de como elas podem controlar nossa vida.

Dali parti para o estande do Grupo Editorial Record e garanti minha senha para sessão de autógrafos com a Marina Carvalho e a Laura Conrado, que aconteceria às 18h.

Senha na mão, era hora de adquirir alguns dos livros que autografaria naquele dia. Vou dizer, achei que não iria comprar muita coisa nessa Bienal. Apesar de ter passado o ano inteiro sem comprar nem sequer um livro (eu sei! Difícil de acreditar, mas eu estava desempregada e matando cachorro à grito, além de ter mais de 400 livros comprados e não lidos parados na minha estante), tava me julgando bem controlada. Separei 6 livros, porém faltava um, que já estava “esgotado” no estande, por isso estavam esperando o caminhão trazer lá do estacionamento pra repor.

No meio da espera, acabei trombando com a minha fabulosa amiga e fada das trevas, Sarah, do Instagram @sahliterariando e os livros FORAM ESQUECIDOS! Mentira, escondemos a minha seleção em meio à outros livros pra eu poder voltar e pegar mais tarde, já que estava demorando horrores pro tal do caminhão chegar com a reposição de livros, e resolvemos partir para outros estandes.

No estande do Grupo Autêntica garanti 2 livros: o lançamento da Babi Dewet, “Allegro em Hip-Hop“, segundo volume da série “Cidade da Música”, que eu autografaria naquele mesmo dia; e o quarto volume da série “A Escola do Bem e do Mal”, “Em Busca da Glória“, que eu só vou autografar no próximo fim de semana com o Soman Chainani, mas como a regra nos estandes é “quanto mais livro, mais desconto”, já preferi comprar de uma vez. Por se tratar de dois livros juvenis, ganhei de brinde o livro da Flavia Pavanelli, “S.O.S. Amor“, um desses livros de colorir para adultos e vários bottons e marcadores.

Demos uma boa olhada nos Outlets de livros e nos seus exemplares à R$ 10,00, e consegui colocar as mãos no livro “Wicked“, do Gregory Maguire, que sempre quis, mas nunca consegui ter coragem de pagar os 50 golpinhos que a editora exigia. Foi o único desses livros promocionais que me permiti comprar nesse primeiro dia, precisava seguir com foco nos livros que ia autografar.

Depois disso, encontramos nosso brother, aquele que é quase um prefeito nesse mundo literário, sabe como é, conhece todo mundo, para pra falar com todo mundo, etc, etc, etc HAAHAHAHAHHAHAHA, depois de trombar com o Luiz Santana, partimos para tirar as melhores fotos dessa bienal!

Retornei ao estande da HarperCollins Brasil pra fotografar na entrada da casa Hobbit e na maleta gigante do Newt Scamander que eles montaram, inclusive encontramos um dos melhores cosplayers de “Animais Fantásticos” que já encontrei:

Depois passamos no estande da Companhia das Letras, que estava maravilhoso demais, cheio de capas de livros penduradas com os maiores sucessos da editora. Passamos pela Intrínseca e o túnel incrível de livros que eles montaram na entrada! Não deu pra tirar fotos com mais qualidade, pois estava IMPOSSÍVEL de tanta gente, mas estou providenciando pra essa semana. Depois fomos até a Faro Editorial, que está com um estande todo lindão, inclusive com um trono cheio de caveiras que eu achei bem mais emocionante que o batido Trono de Ferro. Finalizando a parte da manhã, seguimos para o estande da Astral Cultural, que conta com uma Barraca do Beijo, inspirada no filme da Netflix de mesmo nome, já que estão trazendo o livro aqui pro BR.

No almoço me separei da Sarah e do Luiz e fui encontrar a Flavinha, que trabalhou comigo por uns anos na Revista Pais & Filhos e está fazendo um freela na assessoria de imprensa do evento. Essa parte do almoço valeu por eu ter conseguido dar uma esmagada nela e fofocar um pouquinho, por que a Praça de Alimentação estava IMPOSSÍVEL!

Além de não ter lugar pra sentar (e eu sou uma pessoa que precisa fazer as refeições de maneira confortável), a fila para fazer os pedidos estava ultrapassando os 40 minutos, e até a comida ficar pronta estavam indo mais uns 40 minutos de espera também. Como não da pra perder tempo em Bienal, partimos para o estande das Lojas Americanas, onde garanti um salgadinho, uma bolacha recheada e um Toddynho (meu coração chorou por não ter Coca-Cola, mas tenho certeza que meus rins agradeceram) e arranjamos um lugar vazio no chão pra sentar.

Quando a Flavinha precisou voltar para os seus deveres, encontrei com minhas melhores companheiras de Comic Con Experience, a Nicole e a Michelle, do blog Crie Unicórnios, e partimos em direção à novos estandes, depois de morrer por um tempinho ali no chão e tentar recuperar as nossas forças.

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Visitamos o estande da Editora Rocco, onde já botei a mão no lançamento da Chris Melo, “Uma Noite e a Vida“, que eu autografaria no dia seguinte; e em “Sem Coração“, o novo livro da Marissa Meyer, escritora de “As Crônicas Lunares”, que vou autografar no próximo domingo.

Esse ano o estande da Rocco não está tão glamouroso quanto nas bienais passadas, tanto as de São Paulo, quanto as do Rio de Janeiro, mas em compensação está bem mais prático. Em vez de toda aquela parafernália encantadora do mundo de Harry Potter, esse ano contamos com vitrines especiais em homenagem aos maiores sucessos da editora, aproveitando muito melhor o espaço dentro do estande.

Dali fomos para o estande da Plataforma 21, onde comprei meu “Mensageira da Sorte“, o novo livro da Fernanda Nia, autora, ilustradora e publicitária carioca, que começou o trabalho autoral em 2011 ao criar o site Como eu realmente, e em 2014 conquistou uma série de livros publicados pela Editora Nemo. Já garanti meu autógrafo com ela, que foi uma querida, e descobrimos que nossos lados bons para fotos se complementam ❤

Ali na fila encontrei a dona Karen, do Instagram @lendodepijamas, que eu não via há, literalmente, anos! Nesse ponto já tinha reencontrado a Sarah, e batemos aquela foto safada pra não deixar esse reencontro rápido passar batido!

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A dona Sarah,  que já estava acompanhada da Pivetinha (no caso a Isabela Piveta) me acompanharia na sessão de autógrafos de “Allegro em Hip-Hop”, no estande da Gutenberg, então me despedi da Nicole e da Michelle, pra poder seguir com elas em direção à Babi Dewet, que é a pessoa mais linda desse mundo inteiro, tanto por dentro quanto por fora. Sério, toda vez que tiro fotos com ela fico me sentindo uma monstrenga perto de tanta maravilhosidade!

Com meu autógrafo na mão, logo na saída do estande, dou de cara com ela, a rainha absoluta dos romances dramáticos, Bianca Briones! Fazia muito tempo que a gente não se via, e depois de garantir à ela que participaria do bate-papo na Arena Cultural logo mais, e que estaria na sua sessão de autógrafos no dia seguinte, eu e as meninas partimos para mais uma filinha básica.

De volta ao estande do Grupo Editorial Record, fui em busca dos livros que escondi logo cedo, já que a sessão de autógrafos com a Marina Carvalho e a Laura Conrado estava prestes a começar. Não posso dizer que fiquei surpresa pelos livros já não estarem mais lá, mas fiquei em choque ao descobrir que um deles, a coletânea de contos “Heroínas“, havia esgotado. Por sorte eu só autografaria este no domingo, e o pessoal do estande me garantiu que seria reposto até a sessão.

Mesmo assim, botei na sacola o “Literalmente Amigas“, lançamento que eu autografaria naquele momento, “Sonhos de Avalon“, da Bianca Briones, “O Amante da Princesa“, da Larissa Siriani, “Quando a Noite Cai” e “Desencantada” da Carina Rissi e “Sob a Luz da Escuridão” da Ana Beatriz Brandão, ambos que eu autografaria no dia seguinte, além do livro “Todo Dia“, do David Levithan, que vai ser autografado no próximo sábado.

Livros na mão, só nos restou encarar mais uma fila, até chegar a nossa vez. A parte boa da Bienal é que mesmo que a gente passe horas nas filas de autógrafos, sempre acabamos passando esse tempo com muita gente querida, e até se você está sozinho, acaba fazendo amizades e colocando mais pessoas maravilhosas dentro do seu coração. As filas podem até ser chatas, mas a gente se diverte mesmo assim, como as imagens abaixo podem comprovar:

Depois de muita espera, foi maravilhoso reencontrar as autoras espetaculares que escreveram juntas “Literalmente Amigas”. Eu tenho um carinho todo especial pela Marina Carvalho, desde que li “Azul da Cor do Mar” e a partir daí devorei todas as coisas que ela escreveu em que pude colocar as minhas mãos. Inclusive foi ela quem me apresentou o trabalho da Laura Conrado, na ultima Bienal de São Paulo, lá em 2016, quando comprei e autografei o livro “Quando Saturno Voltar“, por indicação dela.

Saindo da sessão no estande do Grupo Editorial Record, não podíamos deixar de registrar nossos respeitos à Rainha de Terrasen, o ícone badass: Celaena Sardothien! A estátua em tamanho natural retratando a protagonista da série de livros “O Trono de Vidro“, da Sarah J. Maas, é espetacular e deixou todo mundo de queixo caído.

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De lá demos um pulo na Arena Cultural para conferir o bate-papo do “Encontro de Fãs e Escritores de Romances de Hot e Contemporâneos”, com Bianca Briones, Lola Salgado, Samanta Holtz, Leila Rego, Fernanda França, Nana Pauvolih, A.C. Meyer e Mila Wander.

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Depois, correndo muito pra tentar cumprir minha agenda, fui em busca do Vitor Martins, autor do livro “Quinze Dias” e do lançamento “Um Milhão de Finais Felizes” no estande da Globo Livros. Infelizmente ele já tinha ido embora, mas mesmo assim adquiri seu livro novo e de quebra, graças à promoção onde todos os livros da Globo Alt estavam por R$ 19,90, ainda levei o “Leis da Atração“, segundo volume da série “Química Perfeita“, escrita pela Simone Elkeles.

Minha busca se voltou para o estande da editora Qualis, onde eu iria autografar o lançamento da Amanda Ághata Costa, “Nunca Olhe Para Dentro“. Infelizmente ela já tinha ido embora também, e eu teria que rebolar um bocado no dia seguinte pra conseguir encaixar esses dois na agenda já corrida do dia.

No fim do dia restavam de pé apenas a Sarah e eu, e a gente ainda deu aquela passada básica no estande da Pólen Livros. Não deu pra tirar foto na poltrona cheia de livros (e isso eu vou providenciar durante a semana), mas conseguimos alguns cliques com a parede de posters sensacionais que eles montaram.

Pra finalizar, depois de muita dor nas costas, nos pés e nas pernas e sem perceber que eu mal comi ou bebi água ou fui ao banheiro durante o dia inteiro, vem o saldo do dia:

  • 15 livros comprados;
  • 04 livros autografados;
  • Inúmeros brindes sensacionais;
  • Inúmeros reencontros fabulosos;
  • E um bocado de fotos fantásticas;

Enfim, essa foi só a maratona do meu primeiro dia na Bienal do Livro 2018, fiquem de olho por que no próximo post eu volto pra contar como foi o meu domingo nesse Jogos Vorazes Literário!

E vocês? Já foram visitar a feira?

Me contem tudo aqui nos comentários!

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7 comentários sobre “Primeiro Sábado de Bienal: O que teve?

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