A Semana e os Últimos Dias de Bienal: O Que Teve?

Literatura

Continuando nossa saga pelos Jogos Vorazes Literários, depois do primeiro sábado e do primeiro domingo exaustivos da 25ª Bienal do Livro de São Paulo, quem poderia me culpar por mal conseguir andar na segunda-feira pós-evento, e seguir tentando me recuperar dessa maratona na terça?

Totalmente fora de combate depois das correrias do fim de semana, só voltei a dar as caras no Pavilhão de Exposições do Anhembi na quarta-feira (08). Como já sou macaca velha de Bienal, compreendi que essas idas à noite (depois do meu expediente de trabalho), durante a semana, seriam essenciais se eu quisesse tirar fotos nos estandes das editoras e garimpar em busca de promoções, pois essas incursões se provaram impossíveis no primeiro fim de semana, e todo mundo sabe como o segundo é infinitamente mais cheio e consequentemente pior.

Sendo assim, concentrei as fotos e as compras durante a semana e deixei para o sábado e o domingo apenas a missão de pegar filas para autografar livros, o que foi, modéstia a parte, a coisa mais sábia que fiz.

Com um tempo infinitamente mais curto, na quarta consegui apenas passar pelo estande da Intrínseca e adquirir os livros “O Dia da Morte de Denton Little” pela bagatela de 5 golpinhos, e “Caçadores de Trolls”, por R$ 10,00, na prateleira de promoções. Estava louca pra achar “Vida e Morte” da Stephenie Meyer, aquela edição especial do aniversário de 10 anos de “Crepúsculo”, onde o sexo dos personagens é invertido, e que eu tinha visto via Instagram da editora nessa parte de promoções, por apenas R$ 5,00. Infelizmente na quarta-feira ele já tinha esgotado, mas eu não iria desistir assim tão fácil, principalmente depois que uma das moças do estande me disse que os livros eram repostos todos os dias.

Na saída do estande aproveitei a baixa movimentação pra finalmente tirar fotos na entrada maravilhosa que eles montaram.

Da Intrínseca parti em direção ao estande da Pólen para tirar fotos na famigerada poltrona de leitura, o lugar que ficou mais lotado que o Trono de Ferro nessa Bienal. Mesmo durante a semana e na parte da noite, ainda havia fila pra fotografar, mas menor, então eu fiquei lá bem bonitinha esperando a minha vez.

Depois disso ainda dei uma garimpada pelos Book Outlets da feira, mas não encontrei nada que fizesse meu coração bater mais forte, então parti em direção à minha casa.


Na quinta me recusei a tirar fotos (estava acabada demais pra isso) e me concentrei na garimpagem de livros. Não que eu tenha sido muito feliz nessa missão. Só voltei à Intrínseca e alcancei a vitória ao botar as mãos no exemplar de “Vida e Morte” que eu tanto queria, além de adquirir também o livro “Apenas Uma Garota”, da Meredith Russo, por R$ 10,00.

Dali fui até o estande da Companhia das Letras com o intuito de comprar o meu “Tempestade de Guerra”, quarto volume da série “Rainha Vermelha”, que eu autografaria no sábado com a Victoria Aveyard. Eu estava com o coração na mão de pagar 45 golpinhos no livro, principalmente depois que perdi uma promoção dele por R$ 30,00 na Livraria Cultura do Conjunto Nacional na semana anterior. Por sorte o estande estava com promoções e acabei pagando mais ou menos o valor da promoção perdida.

Pra não dizer que não tirei nenhuma foto na quinta, eis que passei pelo estande da Amazon para clicar a parede maravilhosa de lambe-lambes deles.


Na sexta-feira consegui sair mais cedo do trabalho, pois tinha uma sessão de autógrafos com o Soman Chainani, autor da série de livros “A Escola do Bem e do Mal”, às 16h.

A sexta se mostrou um dos dias mais produtivos de toda essa Bienal, a começar pelo momento em que cheguei ao evento, fui para fila de autógrafos e já dei de cara com a maravilhosa Larissa Siriani ali pelas redondezas:

Depois, eu, a Sarah e a Nicole, assistimos ao bate-papo com o Soman ali da fila mesmo enquanto aguardávamos a nossa vez de autografar nossos livros.

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O banho de água fria rolou enquanto eu mantinha os 4 livros da série nos braços, esperando ansiosamente para autografá-los quando alguém da organização da Bienal olhou bem nos meus olhos e disse “Só pode um”.

Fiquei estupidamente frustrada. Primeiro de tudo por que eu tinha arrastado uma bolsa cheia de livros até ali pra nada. Segundo por que, graças a Deus haveria uma sessão extra de autógrafos com o autor no dia seguinte e eu poderia autografar o resto dos meus livros, mas isso ia foder totalmente a minha agenda de sábado.

Estresse à parte, autografei o primeiro volume da série e garanti ao autor que voltaria no dia seguinte para assinar os outros. Ele pareceu meio surpreso, acho que não existem fãs tão loucos como os brasileiros lá fora.

Na saída da Arena Cultural, eu e as meninas acabamos tropeçando na maravilhosa Érica Imenes, co-autora do livro “K-Pop: Manual de Sobrevivência” e mediadora do bate-papo com o autor. Gente, a Érica é muito incrível! Eu não tenho nem palavras pra descrever essa pessoa, então vou deixar aqui só as fotos:

Depois da sessão do Soman, eu e a Sarah partimos para o estande da Submarino para tirar algumas fotos. Havia ali uma cabine de telefone bem interessante e um cosplay de Jason que valia muito a pena.

Além disso, quase infartei ao dar de cara com uma super promoção dos livros ilustrados de Harry Potter. Sério, pessoas do lado de fora do estande puderam ouvir meus gritos quando coloquei as mãos em “Harry Potter e a Pedra Filosofal” e descobri que estava custando apenas 40 golpinhos! Sem pensar duas vezes embolsei ele e os outros dois, totalizando R$ 200,00. Mas se a gente for pensar que só o “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” ilustrado tá custando R$ 160,00, acho que fiz um ótimo negócio.

De lá fui até o estande do Grupo Editorial Record e tirei fotos sentada no gabinete do Presidente dos Estados Unidos HAHAHAHHAHAHAH, era um espaço para divulgar o livro “O Dia em que o Presidente Desapareceu”, de Bill Clinton e James Patterson.

Depois passei em outro Book Outlet e adquiri algumas preciosidades por apenas R$ 10,00! São elas “Excalibur”, do Bernard Cornwell, “Em Águas Sombrias”, da Paula Hawkins, “Rich e Mad”, do William Nicholson e “A Falta Que Me Faz”, quinto e ultimo volume da série “Desaparecidos”, da Meg Cabot.

Como não podia faltar, também fizemos nossa tradicional foto no Trono de Ferro, no estande da Editora Leya.

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No meio do caminho trombamos com o ícone acessível, Vítor Martins, autor de “Quinze Dias” e “Um Milhão de Finais Felizes”, no estande da Universo do Livros, e por que estávamos todos muito cansados, sentamos ali no chão mesmo e passamos HORAS jogando conversa fora sobre livros e pessoas.

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Dali, visitamos o quarto da Lara Jean, de “Para Todos os Garotos que já Amei”, na editora Intrínseca:

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E fizemos mais uma parada na entrada maravilhosa desse estande que precisa ser exaltada todos os dias!

Pra finalizar minha sexta, dei uma corridinha no estande das Livrarias Loyola e comprei a edição de colecionador de “A Rainha Vermelha” para autografar no dia seguinte, pela bagatela de R$ 50,00!

Saí da Bienal quebradíssima e com a sombra do último fim de semana pairando como uma ameaça sob a minha cabeça.


Minha missão no sábado e no domingo era basicamente simples: entrar na feira, sentar numa fila, autografar livros, ir pra outra fila, autografar mais livros e assim por diante. Isso me permitiria descansar um pouco depois do desgaste todo que tive durante a semana, mas logo no início do sábado percebi que as coisas não seriam lá muito fáceis pra mim.

Cheguei bem cedo, pois queria correr até o estande da Record para garantir uma das primeiras senhas para a sessão da Carina Rissi. Na semana anterior só consegui autografar um livro dela e ainda tinha mais dois no aguardo da assinatura dessa escritora maravilhosa.

Tive minhas esperanças frustradas logo que coloquei o pé no evento. A entrada de credenciados estava um verdadeiro caos. A fila para entrar dava no estacionamento do Anhembi, perto do local onde pegamos os ônibus para ir embora.

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Como resultado, só fui entrar na Bienal depois das 10h30, mas graças a Deus consegui uma senha pra sessão da Carina, quase no número 200, o que requeria todo um replanejamento do meu dia.

Com minha senha na mão, parti para a Arena Cultural à espera da Victoria Aveyard. O lugar estava tão cheio que fomos encaminhados diretamente pra esperar na Arena de Autógrafos e nem vimos o bate-papo. Por sorte fui uma das primeiras a chegar e logo, uma das primeiras a conseguir meu autógrafo.

A Victoria foi a unica autora que liberou mais de 200 senhas (no caso foram 400, e posteriormente mais 200 no domingo em uma sessão extra) e que iria autografar mais de um livro (no caso todos os 4 livros da série Rainha Vermelha).

Como eu estava com 5 livros, os 4 originais e mais a edição de colecionador do primeiro (deixei o livro de contos “Coroa Cruel” em casa, pois sacrifícios precisavam ser feitos), fiz amizade com o pessoal na fila e consegui que uma menina (que INFELIZMENTE não lembro o nome) autografasse o primeiro volume da série pra mim, já que ela estava apenas com um livro.

Quando chegou a hora de conhecer essa fada em forma de autora (que devemos mesmo exaltar, por que imagino que não deva ser fácil autografar 2.400 livros), ela foi incrivelmente simpática, elogiando meu cabelo e sendo extremamente humilde com os elogios que disparei para ela e seus livros. Sério, queria levar a Victoria pra minha casa e servir um cafézinho com bolo de fubá pra ela.

Depois de conhecer essa ídola, veio o segundo golpe doloroso desse sábado.

Eis que a menina que iria autografar meu exemplar de capa comum de “Rainha Vermelha” desaparecera sem deixar vestígios. Com o meu livro. Com o meu livro autografado. GENTE, quem faz um negócio desses? Quem rouba o livro de um colega leitor numa fila de autógrafos? Em todos os meus anos de eventos literários nunca vi nada assim acontecer. Fiquei primeiramente incrédula, depois em choque, depois muito muito muito triste mesmo e, por fim, extremamente pistola. O que me consola é que o karma ta por aí e que vai voltar pra ela mais cedo ou mais tarde, porém se eu trombar com a mau caráter de novo, juro que vou dar um pau nela.

Frustrada, mas correndo contra o tempo, deixei minhas magoas de lado e parti para o estande do Grupo Autêntica, peguei uma das ultimas senhas para ver o Soman Chainani novamente e autografar o resto dos meus livros. Nesse sábado ele estava absolutamente chocado com o tanto de gente visitando a Bienal e lembrou do nosso encontro no dia anterior.

Gente, vocês não imaginam como essa Bienal estava abarrotada de gente nesse ultimo sábado. Mal dava pra andar. Parecia um show de rock.

Depois corri novamente, me espremendo entre as milhares de pessoas, em direção à Arena Cultural, pois a sessão com o David Levithan se aproximava e eu precisava ser mais uma vez uma das primeiras da fila para autografar o meu “Todo Dia” e partir pra outra sessão.

Mal me lembro de ver o bate-papo na Arena e o encontro com o David passou como um borrão de tão rápido. Me lembro apenas agradecer pela história e dizer como tinha adorado o livro, ele assinou meu exemplar, ali de pé mesmo, foi muito simpático e então acabou.

Eu já estava tão exausta à essa altura do campeonato que praticamente me arrastei em direção ao Espaço Suzano para enfrentar minha ultima sessão do dia, com a Carina Rissi.

Fui uma das ultimas da fila, mas em compensação consegui autografar todos os meus livros e ainda bater um papo super bacana com a autora e com o pessoal da Record, que parecia tão morto quanto eu.

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Quando o relógio bateu 23h, encontrei meus bebês, Sarah e Isa, novamente no estande da Intrínseca e batemos a ultima foto do dia:

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No domingo eu não faço ideia como consegui sair da minha cama. Acho que um único pensamento em impulsionava: MARISSA MEYER.

Era a única sessão de autógrafos que eu teria no dia e era a que eu mais ansiava. Quem acompanha o blog notou como me encantei pelas “Crônicas Lunares” e a perspectiva de encontrar a criadora da série foi o bastante pra me jogar cedo pra fora da cama.

O fato de ser Dia dos Pais e eu estar esperando um dia mais tranquilo de evento também ajudou, e como eu já havia decidido que não ficaria por lá o dia todo, apenas autografaria meus livros e depois iria pra casa descansar, ousei ainda mais, super confiante no fato da minha Estrela da Morte ter visitado um mecânico recentemente, resolvi ir de carro pra Bienal.

E essa, meu amigos, tinha tudo pra ser uma das minhas decisões mais equivocadas, pois conhecemos bem meu carro e a mania dele de me deixar na mão em momentos de necessidade, principalmente em eventos. Entretanto foi a MELHOR coisa que fiz nessa bienal.

Cheguei rápido e cedo ao evento. Graças a Deus a fila de credenciados estava tranquila. Quando entrei fui direto para a Arena Cultural, esperar na fila pelo bate-papo que começaria às 11h.

Como o estande da Pólen era ali do lado, resolvi tirar a barriga da miséria, aproveitar que as pessoas ainda não tinham chegado e tava tudo vazio, pra pegar todos os lambe-lambes que eles estavam dando no estande.

Depois, o bate-papo com a Marissa foi incrível e cheio de novidades. Foi ótimo conhecer um pouco mais sobre o processo criativo dela, as influências e inspirações. Como a história de Cinder, Scarlett, Cress e Winter surgiu, e ainda como ela teve a ideia para o novo romance, lançado recentemente pela Editora Rocco, “Sem Coração”. Além disso ainda tivemos a confirmação de que a série de super heróis da autora, “Renegades”, chegará em breve aqui no BR.

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Na Arena de Autógrafos eu posso ter dado uma pequena surtada, agarrado a Marissa e disparado elogios às Cronicas Lunares e a como ela e os livros eram espetaculares. Talvez eu tenha até chorado um pouquinho.

Antes de jogar a toalha e ir embora, quis passar no estande do Grupo Editorial Record, pois tinha ouvido boatos sobre baixa nos preços. Os boatos eram reais e eu consegui botar as mãos em “A Construção de Noah Shaw”, primeiro volume da série spin-off de Michelle Hodkin, que se passa no mesmo universo da trilogia “Mara Dyer”, por apenas R$ 20,00. Também garanti o meu “É Assim que Acaba”, da Collen Hoover, pelo mesmo valor.

Enquanto garimpava enlouquecida pelo estande da Record, passei uma das maiores vergonhas da vida. Eis que estava procurando alguns livros em especifico e comecei a perguntar para um mocinho ali perto sobre esses livros. Ele, super solicito, foi me dando todas as informações: “esse já esgotou”, “esse não baixou o preço”, “ih, esse acabou ontem”, e por aí vai. Só quando ele resolveu me indicar um livro, O DELE PRÓPRIO, foi que eu percebi que estava diante de Lucas Rocha, autor do romance “Você Tem a Vida Inteira”. Olha gente, eu não sabia onde enfiar minha cara. Ele foi um amor, um show de humildade e carisma, tão abençoado que além de levar o livro dele, ainda voltei pra autografar.

Pra finalizar, dei mais um pulo no estande da Amazon pra garantir mais um lambe-lambe pra minha coleção e tirar uma foto naquele mural maravilhoso. A última foto da Bienal do Livro SP 2018.

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O saldo dessa ultima semana de evento, vocês conferem abaixo:

  • 15 livros comprados;
  • 14 livros autografados;
  • Inúmeros brindes sensacionais;
  • Muitos abraços quentinhos em muita gente querida;

Olha gente, foi um evento incrível. Cheio de altos e baixos. Dias bom e dias ruins, mas principalmente cheio de magia. Não tenho palavras pra descrever a sensação de estar cercada de pessoas com a mesma paixão que você, de dividir esses momentos com os amigos, conhecer nossos ídolos e receber tanto amor de volta.

Minha conta bancária esta estupidamente mais vazia, e minha estante muito mais cheia do que de costume. Ao todo foram 35 livros adquiridos nesses 10 dias de Bienal do Livro e apesar de estar me achando velha demais até pra esse “rolê nerd”, cara, como eu tô feliz e realizada:

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Acho que a melhor sensação do mundo é aquela da missão cumprida e eu consegui cumprir todos os desafios à que me propus nesse evento maravilhoso.

Então que venha a próxima!

E vocês, gente? Contem pra mim qual evento faz o coração de vocês bater mais forte!

2 comentários sobre “A Semana e os Últimos Dias de Bienal: O Que Teve?

  1. Oi, Pam
    Fiquei impressionado com a riqueza de detalhes com que você escreveu o seu post sobre a Bienal: é de deixar Homero corado!
    Quando a feira vem aqui, pro Rio, parece a da Providência: são stands de editoras, palestrantes ….Acho que o Mercado prefere agradar São Paulo pela simples lógica de ter um poder aquisitivo muito maior do que o Rio. De qualquer forma, você me ajudou com o seu diário antevendo o que deve vir pra cá, ano que vem.
    Valeu pelo post,
    Piu

    Curtido por 1 pessoa

    1. Que bom que você gostou *—* normalmente costumo viajar para o RJ pra Bienal tbm, e por incrível que pareça gosto mais da Bienal Rio que da de SP… sempre acho o espaço maior, mais estandes e muito mais promoções das editoras… o único ponto negativo que vejo é não ter o esquema de pegar senhas para autógrafos com antecedência pela internet… essa prática melhorou muito as coisas aqui em SP 😀

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