Estreias da Semana (11/04/2019)

Cinema, Nas Telonas

Mais uma quinta-feira e mais um bocado de filme bacana chegando aos cinemas brasileiros nesta semana! Peguem a pipoca e acomodem-se, por que vem aí as Estreias da Semana de 11/04/2019:


After

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 46min
Direção: Jenny Gage
Gêneros: Romance, Drama
Nacionalidade: EUA

Tessa Young (Josephine Langford) é uma jovem de 18 anos que acaba de ingressar na faculdade. De roupas recatadas e bastante ingênua, ela é apresentada ao mundo das festas através de sua colega de quarto, Steph (Khadijha Red Thunder), bem mais liberal. Logo conhece Hardin (Hero Fiennes Tiffin), um jovem rebelde que renega o amor, apesar de ter lido os principais romances sobre o tema. Aos poucos os dois se aproximam, iniciando uma ardente paixão.


Ayka

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 54min
Direção: Sergey Dvortsevoy
Gênero: Drama
Nacionalidades: Rússia, Alemanha, Polônia, Casaquistão, China

Ayka (Samal Yeslyamova) é uma jovem de origem cazaque, que vive ilegalmente em Moscou. Ela dá à luz num hospital local, mas abandona o seu filho por medo de ser descoberta e deportada. Logo depois, ela enfrenta as complicações pós-parto, a fome, a solidão, a falta de emprego e a perseguição da máfia local, a quem deve dinheiro. Um dia, os mafiosos exigem que Ayka volte ao hospital, recupere o bebê e entregue a eles.


Border

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Direção: 1h 50min
Direção: Ali Abbasi
Gêneros: Drama, Fantasia
Nacionalidades: Suécia, Dinamarca

Tina (Eva Melander) é uma policial que trabalha no aeroporto fiscalizando bagagens e passageiros. Depois de ser atingida por um raio na infância, ela desenvolveu uma espécie de sexto sentido, fazendo com que seja capaz de “ler as pessoas” apenas pelo o olhar. Isso sempre representou uma vantagem na sua profissão, mas tudo muda quando ela identifica um criminoso em potencial e não consegue achar provas para justificar sua intuição. Após o episódio, ela passa a questionar seu dom, ao mesmo tempo em que fica obcecada em descobrir qual o verdadeiro segredo de Vore (Eero Milonoff), seu único suspeito não legitimado.


De Pernas pro Ar 3

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 48min
Direção: Julia Rezende
Gênero: Comédia
Nacionalidade: Brasil

O sucesso da franquia Sex Delícia faz com que Alice (Ingrid Guimarães) rode o mundo, visitando os mais diversos países em uma correria interminável. Sem tempo para se dedicar à família, quem assume a casa é seu marido João (Bruno Garcia), que cuida dos filhos Paulinho (Eduardo Mello) e Clarinha (Duda Batista), de apenas seis anos. Cansada de tanta agitação, Alice decide se aposentar e entregar o comando dos negócios à sua mãe, Marion (Denise Weinberg). Porém, o surgimento de Leona (Samya Pascotto), uma jovem competidora, faz com que mude seus planos.


Em Trânsito

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 41min
Direção: Christian Petzold
Gênero: Drama
Nacionalidades: Alemanha, França

Quando Georg (Franz Rogowski) tenta fugir da França após a invasão nazista, ele rouba os manuscritos de um autor falecido e assume sua identidade. Preso em Marseille, acaba conhecendo Marie (Paula Beer), que está desesperada para encontrar seu marido desaparecido – o mesmo que ele está fingindo ser. Para complicar ainda mais, ele começa a se apaixonar por ela.


Horácio

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 26min
Direção: Mathias Mangin
Gênero: Drama
Nacionalidade: Brasil

Durante um único dia, diversas figuras marginalizadas se cruzam pela cidade de São Paulo: um jogador sem talento, uma prostituta sem sorte, um capanga encontrando seu amor, um chefe autoritário, a filha dele, um agiota… Entre essas pessoas, um contrabandista de 80 anos de idade (Zé Celso) entra em desespero ao descobrir que o capanga por quem está apaixonado não o ama.


Los Silencios

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 29min
Direção: Beatriz Seigner
Gênero: Drama
Nacionalidades: Colômbia, Brasil, França

Amparo (Marleyda Soto) é mãe de dois filhos pequenos e está fugindo dos conflitos armados da Colômbia. Na tríplice fronteira do país com o Peru e o Brasil, ela e os meninos se abrigam em uma pequena ilha com casas de palafita no Rio Amazonas. No local, eles encontram o pai (Enrique Diaz), que supostamente estava morto.


Meditation Park

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 34min
Direção: Mina Shum
Gênero: Drama
Nacionalidade: Canadá


Maria (Pei-Pei Cheng) e Bing (Tzi Ma) são um casal que imigraram de Hong Kong para o Canadá 40 anos atrás. Uma mãe, esposa e dona de casa dedicada sua vida toda, Maria se vê obrigada a procurar por independência quando sua realidade é balançada por encontrar roupas íntimas de outra mulher no bolso de seu marido.


Primeiro Ano

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 32min
Direção: Thomas Lilti
Gênero: Drama
Nacionalidade: França

Benjamin (William Lebghil) acaba de se formar no ensino médio e está começando seu primeiro ano da faculdade de medicina. Já Antoine (Vincent Lacoste) está começando o primeiro ano pela terceira vez. Quando os dois se conhecem, uma amizade logo se forma e os dois se unem para enfrentar noites mal dormidas, um ambiente extremamente competitivo e a pressão das expectativas para seu futuro.


Superação – O Milagre da Fé

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 56min
Direção: Roxann Dawson
Gêneros: Drama, Biografia
Nacionalidade: EUA

John Smith, um menino de 14 anos, passeava com a família em uma manhã de inverno no Lago St Louis, no Missouri, quando, acidentalmente, sofreu uma queda e se afogou. Chegando ao hospital, John foi considerado morto por mais de 60 minutos até que sua mãe, Joyce Smith, juntou todas as suas forças e pediu a Deus para que seu filho sobrevivesse. Sua prece poderosa foi responsável por um milagre inédito.


Suspíria – A Dança do Medo

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 2h 32min
Direção: Luca Guadagnino
Gênero: Terror
Nacionalidades: Itália, EUA

Susie Bannion (Dakota Johnson), uma jovem bailarina americana, vai para a prestigiada Markos Tanz Company, em Berlim. Ela chega assim que Patricia (Chloë Grace Moretz) desaparece misteriosamente. Tendo um progresso extraordinário, com a orientação de Madame Blanc (Tilda Swinton), Susie acaba fazendo amizade com outra dançarina, Sara (Mia Goth), que compartilha com ela todas suas suspeitas obscuras e ameaçadoras.


E aí, gente? Quais dessas estreias pretendem ver no cinema nesse fim de semana?

Me contem aqui nos comentários 🙂

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ESTREIAS DA SEMANA (04/04/2019)

Cinema, Nas Telonas

Quinta-feira no BR é dia de estreia nos cinemas!

Como falei nesse post aqui, a partir de agora, toda semana, vocês vão poder conferir todos os filmes lançados em território nacional, e já se programar pra pegar aquele cineminha safado no final de semana.

Então preparem a pipoca e partiu conferir as estreias da semana:


Duas Rainhas

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 2h 04min
Direção: Josie Rourke
Gêneros: Histórico, Drama
Nacionalidades: EUA, Reino Unido

Mary (Saoirse Ronan), ainda criança, foi prometida ao filho mais velho do rei Henrique II, Francis, e então foi levada para França. Mas logo Francis morre e Mary volta para a Escócia, na tentativa de derrubar sua prima Elizabeth I (Margot Robbie), a Rainha da Inglaterra.


Bio – Construindo uma Vida

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 45min
Direção: Carlos Gerbase
Gêneros: Drama, Ficção científica
Nacionalidade: Brasil
  
Nascido em 1959 e morto em 2070, um homem tem uma patologia especial que não o permite mentir. Depois de sua morte, amigos e membros de sua família se reúnem para relembrar acontecimentos especiais pelos quais passaram juntos e que montam um interessante retrato da biografia do rapaz. 


Família Submersa

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 31min
Direção: Maria Alché
Gênero: Drama
Nacionalidades: Argentina, Brasil, Alemanha, Noruega

Quando Rina morre repentinamente, a vida de sua irmã e companheira de vida Marcela é completamente abalada. O velório é sobreposto por conversas sobre o passado e assuntos familiares que incomodam Marcela, principalmente por estar recebendo todos em sua casa.


Milagre

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Direção: Mauro Ventura
Gênero: Documentário
Nacionalidade: Brasil


Apesar dos milagres serem o elemento central da fé cristã, atualmente, são poucos os que se propõem  a adentrar o tema. Através de conversas com pensadores como Olavo de Carvalho, Raphael de Paola e Wolfgang Smith, o diretor Mauro Ventura inicia uma investigação filosófica acerca desse fenômeno, com o objetivo de dissecá-lo de forma profunda e desvendar os seus enigmas para a contemporaneidade.


Mussum – Um Filme do Cacildis

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 15min
Direção: Susanna Lira
Gênero: Documentário
Nacionalidade: Brasil

A trajetória do humorista e sambista Antônio Carlos Bernado Gomes, o “Mussum”, é contada de diferentes ângulos. São reveladas facetas mais sérias da figura que foi eternizada no imaginário popular brasileiro por sua participação no programa “Os Trapalhões”. Por trás de sua persona humorística e debochada, Antônio Carlos mantinha uma rotina de responsabilidades com sua família, projetos e compromissos. A sinopse oficial ainda não foi divulgada.


O Chalé é uma Ilha Batida de Vento e Chuva

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 12min
Direção: Letícia Simões
Gênero: Documentário
Nacionalidade: Brasil
 
Após uma viagem para o Pará, a diretora Letícia Simões entrou em contato com o livro de Dalcídio Jurandir. O documentário é uma homenagem ao romancista, que, enquanto escrevia os livros que compõem sua saga de 10 volumes, subia e descia o Rio Tapajós de barco para trabalhar como inspetor de escola.


O Tradutor

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 47min
Direção: Rodrigo Barriuso, Sebastián Barriuso
Gênero: Drama
Nacionalidades: Cuba, Canadá

Trabalhando na Universidade de Havana, um professor de literatura russa é obrigado a trabalhar como tradutor para crianças vítimas do desastre nuclear de Chernobyl quando elas são enviadas até Cuba para tratamento médico.


Quando Margot encontra Margot

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 35min
Direção: Sophie Fillières
Gêneros: Comédia , Romance
Nacionalidade: França

Depois de se esbarrarem em uma festa na noite parisiense, Margot, de 45 anos; e Margot, de 20 anos, percebem que são a mesma pessoa, com um quarto de século de diferença. A partir de então, elas desenvolvem uma estranha amizade, na qual uma delas passa por momentos da vida que a outra já conhece; e a outra tenta auxiliar a mais nova a não cometer os mesmos erros desnecessários.


Shazam!

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 2h 12min
Direção: David F. Sandberg
Gêneros: Ação, Fantasia
Nacionalidade: EUA

Billy Batson (Asher Angel) tem apenas 14 anos de idade, mas recebeu de um antigo mago o dom de se transformar num super-herói adulto chamado Shazam (Zachary Levi). Ao gritar a palavra SHAZAM!, o adolescente se transforma nessa sua poderosa versão adulta para se divertir e testar suas habilidades. Contudo, ele precisa aprender a controlar seus poderes para enfrentar o malvado Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong).


Três Faces

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 40min
Direção: Jafar Panahi
Gênero: Drama
Nacionalidade: Irã

Uma famosa atriz iraniana recebe um vídeo perturbador de uma garota implorando por ajuda para escapar de sua família conservadora. Ela então pede seu amigo, o diretor Jafar Panahi, para descobrir se o vídeo é real ou uma manipulação. Juntos, eles seguem o caminho para a aldeia da menina nas remotas montanhas do norte, onde as tradições ancestrais continuam a ditar a vida local.


Um Funeral em Família

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 49min
Direção: Tyler Perry
Gênero: Comédia
Nacionalidade: EUA

Madea (Tyler Perry) e seus companheiros achavam que estavam indo para uma reunião de família como outra qualquer. Porém, tudo se transforma em um pesadelo quando de repente eles precisam planejar um funeral no meio de sua viagem a Georgia.


E aí, pessoal? O que vão assistir no fim de semana?

Contem pra mim aqui nos comentários 🙂

Estreias da Semana (28/03/2019)

Cinema, Nas Telonas

Desde o começo do ano estou louca para implementar uma “coluna” fixa aqui no blog. Como vocês que acompanham o Pamelisses puderam perceber, eu ando um pouco sumida e normalmente isso acontece quando o volume de trabalho aumenta e fico tão esgotada mentalmente que mal consigo alimentar o hobby da escrita.

Uma forma de sempre atualizar a parte de Literatura do Blog foi criar a “coluna” mensal das “Leituras do Mês“, mas sinto muita falta de poder fazer isso com a parte de Cinema aqui do Pamelisses, então, unindo o útil ao agradável e matando dois coelhos com uma cajadada só, eis que nasce a coluna semanal fixa de Estreias da Semana!

A partir de agora, toda quarta-feira (véspera da virada das cinessemanas no Brasil e, consequentemente, data que antecede as estreias de filmes nos cinemas), vocês vão poder conferir um resumo que tudo que vai estrear nos cinemas naquela semana e já se programar pra assistir aquele filme safado.

Agora, sem mais delongas, fiquem com as Estreias da Semana de 28/03/2019:


A Rebelião

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Duração: 1h 49min
Direção: Rupert Wyatt
Gêneros: Ficção científica, Suspense
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Em um bairro de Chicago, quase uma década após uma invasão alienígena no planeta Terra, acompanhamos como é a vida das pessoas nos dois lados do conflito, o dos colaboradores e o dos dissidentes.




António Um Dois Três

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Duração: 1h 35min
Direção: Leonardo Mouramateus
Gênero: Drama
Nacionalidades: Portugal, Brasil

Sinopse: Lisboa, Portugal. António (Mauro Soares) é um jovem que, após passar a noite fora de casa, é cobrado pelo pai devido a uma carta anônima que recebeu, dizendo que o filho abandonou a faculdade há cerca de um ano. Diante da situação, António foge de casa e encontra refúgio na casa de Mariana (Mariana Dias), uma ex-namorada. Lá ele conhece Débora (Deborah Viegas), uma brasileira que alugou um quarto por um único dia, com quem acaba se envolvendo.


Dumbo

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Lançamento: 1h 52min
Direção: Tim Burton
Gêneros: Família, Aventura
Nacionalidade: EUA

Sinopse: 1919, Joplin, Estados Unidos. Holt Farrier (Colin Farrell) é uma ex-estrela de circo que, ao retornar da Primeira Guerra Mundial, encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. Além de perder um braço no front, sua esposa faleceu enquanto estava fora e ele agora precisa criar os dois filhos. Soma-se a isso o fato de ter perdido seu antigo posto no circo, sendo agora o encarregado em cuidar de uma elefanta que está prestes a parir. Quando o bebê nasce, todos ficam surpresos com o tamanho de suas orelhas, o que faz com que de início seja desprezado. Cabe então aos filhos de Holt a tarefa de cuidar do pequenino, até que eles descobrem que as imensas orelhas permitem que Dumbo voe.


Gloria Bell

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Duração: 1h 41min
Direção: Sebastián Lelio
Gêneros: Romance, Comédia dramática
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Uma mulher sozinha com 50 anos e espírito livre (Julianne Moore) ocupa suas noites buscando amor em boates para adultos solteiros em Los Angeles. Sua frágil felicidade muda no dia em que conhece Arnold (John Turturro). Sua intensa paixão deixa ela alternando entre esperança e desespero, até ela descobrir uma nova força e que agora, surpreendentemente, ela consegue brilhar mais do que nunca.


Happy Hour – Verdades e Consequências

Data de lançamento: 28 de março de 2019 
Duração: 1h 54min
Direção: Eduardo Albergaria
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidades: Brasil, Argentina

Sinopse: Após um acidente, Horácio (Pablo Echarri) muda completamente suas perspectivas de vida e decide confessar para sua esposa, Vera (Letícia Sabatella), que deseja ter relações com outras pessoas, embora ainda queira continuar o casamento. Confusa e inserida em um momento profissionalmente complicado, ela não gosta da ideia mas percebe que precisa, mais do que nunca, continuar seu casamento.


Inezita

Data de lançamento: 28 de março de 2019 
Duração: 1h 25min
Direção: Hélio Goldsztejn
Gêneros: Documentário, Biografia
Nacionalidade: Brasil

Sinopse: Tendo comandado o programa Viola, Minha Viola por mais de 30 anos, Inezita Barroso foi um dos grandes expoentes da música popular brasileira. No entanto, a caminhada até o sucesso não foi nada fácil. Nascida em 1925, a artista teve que romper com preconceitos e estigmas que excluíam as mulheres da cena musical sertaneja do país, além de batalhar muito para mostrar seu valor como pesquisadora folclórica.


Minha Obra-Prima

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Duração: 1h 41min
Direção: Gastón Duprat
Gênero: Comédia
Nacionalidades: Espanha, Argentina

Sinopse: Renzo Nervi (Luis Brandoni) já foi um pintor bem-sucedido em Buenos Aires, mas hoje não consegue vender um único quadro. Seu amigo Arturo Silva (Guillermo Francella), negociante de obras de arte, faz o possível para valorizar os quadros de Nervi, porém a personalidade arrogante do artista não ajuda nos negócios. Um dia, um acidente inesperado proporciona aos dois uma possibilidade inédita (e ilegal) de ganharem dinheiro dentro do corrupto mercado de obras de arte.


Os Últimos Dias de Copacabana Jack

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Duração: 1h 15min
Direção: Rob Curvello
Gêneros: Policial, Drama
Nacionalidade: Brasil

Sinopse: Vivendo em um pequeno apartamento situado no coração de Copacabana, um sexagenário solitário cumpre rigorosamente sua monótona rotina todos os dias. Quando ele assiste na TV sobre diversas investigações que apontam o aparecimento de misteriosos pacotes manchados de sangue nas ruas, percebe que seus hábitos podem ser o segredo para desvendar a identidade de um assassino em série. 


The Cleaners

Data de lançamento: 28 de março de 2019 
Duração: 1h 25min
Direção: Hans Block, Moritz Riesewieck
Gênero: Documentário
Nacionalidades: Alemanha, Brasil

Sinopse: No sombrio submundo da internet, quem é responsável por controlar o que vemos e o que pensamos? Um olhar analítico sobre a indústria virtual responsável por fazer limpezas digitais, apagando e controlando os conteúdos que ficam visíveis online.


Uma Viagem Inesperada

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Duração: 1h 27min
Direção: Juan José Jusid
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidades: Argentina, Brasil

Sinopse: Pablo (Pablo Rago) é um engenheiro argentino que mora no Brasil. Ele trabalha como responsável pela criação de uma nova plataforma de petróleo numa empresa localizada no Rio de Janeiro. Morar longe de sua família é algo que gerou certo afastamento. Porém, quando seu filho passa por um problema, Pablo viaja para seu país natal em busca de soluções.


Vox Lux – O Preço da Fama

Data de lançamento: 28 de março de 2019 
Duração: 1h 50min
Direção: Brady Corbet
Gêneros: Drama, Musical
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Celeste (Natalie Portman) é uma menina que sobrevive após uma grande tragédia, o que a torna conhecida nacionalmente. Após um tempo, ela se lança como cantora e alcança o estrelato.


Enfim, gente!

Espero que tenham gostado dessa novidade. Se tiverem alguma ideia de conteúdo que vocês gostariam de ver aqui, e que seja bem a cara do Pamelisses, me digam lá nos comentários 😉

E aproveitem pra me contar qual desses filmes vai fazer a cabeça de vocês nesse fim de semana!

“Homem-Aranha no Aranhaverso”

Cinema, Nas Telonas

Durante a CCXP de 2017 pude acompanhar o painel da Sony Pictures e assistir em primeira mão a entrevista com os produtores Christopher Miller e Phil Lord, que nos apresentaram, com exclusividade, o primeiro teaser de “Homem-Aranha no Aranhaverso”.

Desde então estou completamente obcecada com a ideia desse filme e praticamente fiz um calendário mental para contar os dias até sua estreia.

A espera acabou na última quinta-feira, 10 de janeiro, quando chegou aos cinemas de todo Brasil a mais nova animação do Teioso.

Situada no Universo Ultimate, a trama acompanha os passos do jovem Miles Morales, que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras versões do Homem-Aranha.

“Homem-Aranha no Aranhaverso” é um respiro delicioso depois de todos os longas centrados em Peter Parker. Parece que a Sony finalmente entendeu que o público já estava meio cansado da mesma história de origem e resolveu investir em um novo protagonista, com uma nova história, novos dilemas e novos problemas.

A animação é uma das coisas mais bonitas e diferentes que já vi. Não EXISTE nada assim na história do cinema e parece que estamos assistindo a um quadrinho animado em três dimensões. Sério, a Direção de Arte desse filme é inacreditável, tudo nele é visualmente impressionante.

Além do visual belíssimo, que mistura diversos estilos de animação, o filme ainda faz várias referências aos quadrinhos, com os quadros de pensamento e os sons e barulhos. Fora todas as homenagens sutis aos Aranhas anteriores, não só os animados, mas também os live-actions e até os memes da internet.

O design é impecável e equilibra muito bem os traços em 2D dos Aranhas secundários com os em 3D do trio principal. Amei a clara referência aos animes com a Peni Parker e aos cartoons com o Porco Aranha, e tudo isso sem forçar a barra, é muito natural e bonito na tela.

Falando em coisas naturais e bonitas na tela, a interação entre os personagens é fantástica e cada um deles têm seu espaço para brilhar. Até mesmo os vilões, que tem pouco tempo em tela, são apresentados com uma profundidade palpável.

Outro ponto alto da animação é a trilha sonora, que estou escutando desde que sai do cinema:

O roteiro é impecável e muito bem desenvolvido, com diálogos coerentes e uma trama super convincente. O longa sabe equilibrar perfeitamente as sequências de ação, com a comédia e os momentos mais emocionantes. Perdi as contas de quantas vezes gargalhei no cinema, quantas vezes vibrei e gritei pelos personagens, e também quantas chorei em momentos de emoção pura.

“Homem-Aranha no Aranhaverso” não é apenas a melhor animação que já assisti, quiça o melhor filme do Homem-Aranha já feito. Talvez seja também o melhor longa de Super Heróis da atualidade.

Além de cair no gosto do público, o filme ainda levou o Globo de Ouro e o Critics Choice Movie Awards de Melhor Animação e estou com os dedos cruzados e torcendo muito para que ele receba também uma estatueta do Oscar

E aí, já foi aos cinemas conferir a nova aventura do Cabeça de Teia?

Me conta o que achou aqui nos comentários 😉

P.S.: a animação conta não apenas com uma, mas com duas cenas pós-créditos e, acredite em mim, você não vai querer sair do cinema sem assisti-las!

“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”

Cinema, Nas Telonas

Na semana passada estreou nos cinemas de todo o Brasil um novo capítulo do “Wizard Word” concebido por J.K. Rowling, autora da série de livros do bruxo mais famoso do mundo. Desta vez a aventura é nas telas dos cinemas com “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald“, que conta com roteiro da própria Rowling e direção de David Yates, o responsável pelos quatro últimos filmes da série “Harry Potter” nos cinemas.

O segundo filme da franquia “Animais Fantásticos” se passa na Paris de 1928, apenas alguns meses após os acontecimentos de seu antecessor:

No longa, Newt Scamander (Eddie Redmayne) reencontra os queridos amigos Tina Goldstein (Katherine Waterston), Queenie Goldstein (Alison Sudol) e Jacob Kowalski (Dan Fogler). Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da MACUSA (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres mágicos de sangue puro e seres não-mágicos.

Como Potterhead assumida, vou confessar que tinha grandes expectativas quanto à essa sequência, mas antes mesmo de comparecer aos cinemas para conferi-la fui bombardeada com inúmeros headlines de críticas negativas.

Obviamente evitei ler os textos pra não haver nenhuma influência na minha opinião, mas baixei minhas expectativas consideravelmente e devo dizer, nem isso ajudou muito.

Não é que o filme seja de todo ruim. Ele tem suas partes satisfatórias, como por exemplo o belíssimo visual, como todos os outros filmes desse Mundo Mágico, não decepciona. 
“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” pode muito bem receber indicações ao Oscar por “Melhores Efeitos Visuais”, “Melhor Maquiagem e Penteado” e “Melhor Figurino”. Inclusive o 3D desse longa é uma das melhores experiências que já tive, e olha que não sou muito fã, mas neste filme foi quase como magia, rs.

Outro ponto alto do filme foi a participação de Jude Law na pele de Alvo Dumbledore. Embora com pouco tempo de tela, o ator nos mostrou toda sua versatilidade ao cumprir com louvor a missão de interpretar um personagem tão icônico quanto o futuro Diretor de Hogwarts em sua versão mais jovem. É incrível como até alguns trejeitos de Michael Gambon (o Dumbledore da franquia “Harry Potter”) foram incorporados à performance de Law e trouxeram muito mais veracidade para o personagem.

Outra atuação digna foi a de Johnny Depp, que retornou como Gerardo Grindelwald. Embora eu não saiba muito bem se foi a performance de Depp que foi boa ou se meu ranço pelo ator transcendeu e contribuiu pro meu ódio pelo personagem… O caso é que Depp é tremendamente convincente na pele desse vilão, que não distribui sorrisos ou trejeitos bizarros como seus personagens anteriores, mas é frio e polido, sem exageros, e não convence seus seguidores pelo medo, como o cruel Voldermort, mas sim pela lábia afiada.

No cinema até brincamos chamando o personagem de “Bolsonaro Bruxo” e no final das contas essa foi a comparação mais verdadeira que fizemos quanto ao antagonista desta franquia. Foi assustador de tão verídico acompanhar como ele arrebanhava discípulos com apenas um discurso distorcido.

Infelizmente os pontos altos do filme ficam por aqui e não foram suficientes para fazer de 
“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” um longa satisfatório. Precisamos encarar um simples fato: J.K. Rowling é uma estupenda escritora de literatura, mas não é assim tão boa quando se trata de escrever um roteiro para o cinema.

E acho que o maior exemplo disso é o pouco brilho que o quarteto protagonista tem em tela. Não é um desempenho ruim, mas não é algo memorável como estamos acostumados em se tratando do Mundo Mágico (passaram bem longe de Harry, Rony e Herminone). Acho, inclusive, que se a gente tirasse Newt, Tina, Jacob e Queenie, a narrativa ficaria na mesma.

Me lembro da época em que “Animais Fantásticos e Onde Habitam” estreou nos cinemas e muita gente caiu matando em cima e criticou demais o roteiro da escritora, enquanto me mantive firme defendendo uma das minhas heroínas. E a verdade é que o roteiro do filme anterior da franquia não foi tão ruim e tão cheio de pontas soltas quanto esse. Muita gente vai dizer que essas pontas soltas na verdade são ganchos para as sequências, mas a sensação que tive na sala de cinema foi só a de enormes buracos na história. Assim não da pra te defender, J.K..

E que história, não é mesmo? Estou procurando pelos “Crimes de Grindelwald” até agora. E também pelos “Animais Fantásticos”. E se perguntarem, não consigo traçar uma linha clara do enredo desse filme. Parece que não acontece nada, mesmo que um milhão de coisas tenham acontecido. Juro que foi como sair do cinema depois da sessão de “O Hobbit: A Desolação de Smaug”: o mesmo filme longo, parado e em alguns pontos meio chato, com graves problemas de continuidade e sem nenhum clímax.

Mas pelo menos em O Hobbit eles tinham o dragão.

Acredito que se o roteiro tivesse focado em apenas dois plots e desenvolvido eles com propriedade, o filme teria sido um sucesso. Porém é muito difícil dar foco em 84 tramas diferentes no cinema. Pode ficar incrível nas páginas de um livro, mas as telas são uma mídia completamente diferente e algumas coisas precisam ser cortadas pelo bem do desenvolvimento do enredo.

Não quero nem comentar no desperdício da personagem Leta Lestrange, vivida por Zoë Kravitz, que poderia ter tido muito mais atenção e um plot muito mais bem desenvolvido. A história da personagem era incrível, mas acredito que se tivesse tido mais tempo para desenvolvimento em filmes futuros teria sido mais bem aproveitada. E olha que ela foi apenas um dos meus botes de expectativa afundados por esse longa. Decepção define.

Minha outra canoa naufragada foi a do Nicolau Flamel, que só apareceu como fan service e não fez nada de útil além de ser engraçadinho na cena com o Jacob. Gente, pra que colocar um dos nomes de mais peso no Mundo Bruxo num filme, se ele só vai aparecer pra ser inútil, contradizendo tudo o que ouvimos falar dele na saga “Harry Potter”?

E esse também é o caso da Nagini, concebida apenas pra ser a broderzinha do Credence, sem nenhuma relevância real para a história. E mais uma vez eu repito: pra que enfiar essa personagem no enredo? Pra que mais um plot com desenvolvimento precário?

Enfim, como puderam notar este é o relato de uma fã ensandecida de desgosto. Posso ficar aqui o dia todo falando mal desse filme, mas não garanto não jogar nenhum spoiler cabeludo na cara das pessoas.

No fim das contas  o que precisam saber é que é um filme lindo (visualmente falando), que, se você é um fã de Harry Potter, vale a pena sim conferir e tirar suas próprias conclusões. Se no final você não curtir, vai ter valido a pena por rever Hogwarts mais uma vez, ficar todo arrepiado (a) e chorar um pouquinho de saudade. Vai valer pelo Dumbledore e também pelo 3D mais magnifico que assistirá na vida.

Agora, é impontante ir preparado para um filme com muitos plots, onde nenhum deles é desenvolvido com eficiência, momentos em que você não sabe o que está acontecendo (e não de um jeito bom), e momentos totalmente desnecessários e que não fazem sentido algum.

Mas, talvez o mais importante: esteja preparado para um filme sem nenhum clímax no final e com um gancho para a sequência que deveria ser um plot-twist-mind-blowing, mas só conseguiu deixar os fãs confusos e furiosos, e gritando FAKE NEWS na sala de cinema. Inclusive, todos os possíveis plot twists dessa narrativa (e aqui inclui-se a mudança de lado de alguns personagens) foram tão mal elaborados que só pareceram um negócio meio sem pé nem cabeça.

E aí? Já assistiram “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”?

Me contem aqui nos comentários o que acharam.

“Venom”

Cinema, Nas Telonas

Semana passada chegou aos cinemas BR a tão aguardada adaptação do filme encabeçado pelo clássico vilão dos quadrinhos do Homem-Aranha: “Venom”.

Esculachado pela crítica em suas sessões de teste e pré-estreias, e até mesmo comparado à fiascos como “Mulher-Gato” (2004) e “Quarteto Fantástico” (2015), o longa não é assim tão ruim, inclusive achei “legalzinho”, aquele filme meio “Temperatura Máxima”, que não é terrível, mas está bem longe de empolgar.

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Girando em torno do famoso jornalista Eddie Brock, o longa não faz nenhum tipo de referência ao Cabeça de Teia, inclusive, no meu entendimento, parece se passar em um Universo Paralelo, que nem conta com a existência do Teioso.

Imagino que talvez essa tenha sido a intenção da Sony depois das negociações de cessão de direitos do Homem-Aranha com a Marvel. Eles não deixam exatamente claro que o filme se passa em um outro universo, meio que jogando aquele verde pra ver se conseguem se encaixar dentro do MCU caso a oportunidade surja.

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Fica muito claro que o estúdio não quer perder uma franquia nesse nicho de super-heróis, que faz tanto sucesso no mercado cinematográfico atualmente, e depois de sucessos como “Deadpool” e “Logan”, enxergaram em “Venom” sua grande oportunidade de abocanhar aquela fatia de mercado destinada aos anti-heróis, e cair no gosto do público com um filme mais adulto e mais violento.

E teria sido ótimo, se não tivessem cagado legal no pau, já que o filme não tem nada de adulto e muito menos de violência.

San Francisco, Estados Unidos. Eddie Brock (Tom Hardy) é um jornalista investigativo, que tem um quadro próprio em uma emissora local. Um dia, ele é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), o criador da Fundação Vida, que tem investido bastante em missões espaciais de forma a encontrar possíveis usos medicinais para a humanidade. Após acessar um documento sigiloso enviado à sua namorada, a advogada Anne Weying (Michelle Williams), Brock descobre que Drake tem feito experimentos científicos em humanos. Ele resolve denunciar esta situação durante a entrevista, o que faz com que seja demitido. Seis meses depois, o ainda desempregado Brock é procurado pela dra. Dora Skirth (Jenny Slate) com uma denúncia: Drake estaria usando simbiontes alienígenas em testes com humanos, muitos deles mortos como cobaias.

Primeiramente, pra dar aquela reduzida safada na classificação etária do filme, e conseguir levar um maior publico composto por adolescentes aos cinemas, o estúdio cortou praticamente todas as cenas “violentas” do longa. Existe, claro, uma menção à violência, que nunca é mostrada. Por exemplo: mal me lembro de ver sangue na tela de cinema, mesmo depois do Venom sair devorando cabeças por aí.

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O ritmo é lento. Parece que o primeiro ato, aquele de apresentação dos personagens, acaba invadindo pelo menos metade do ato de desenvolvimento, e a história em si não anda! Fica todo mundo esperando o Eddie Brock ficar pronto, toda a trama em stand-by, no aguardo do mocinho chegar lá para alcança-la.

O roteiro é bem clichê, tremendamente comum e nada surpreendente. Tem um bocado de incoerências bizarras e aquelas conveniências escrachadas que dão uma bela de uma vergonha alheia. Temos toda uma sequência de invasão à um laboratório de última geração, onde nenhum dos personagens parece se importar com as câmeras de segurança, por exemplo.

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Outro ponto fraquíssimo é a comédia pastelão inserida no meio da trama. As cenas que eram pra ser engraçadas, com aquele humor ácido dos filmes adultos (e esse NÃO É um filme adulto), acabou ficando forçado e despropositado. Olha, eu amo o Tom Hardy e acho que ele fez um esforço descomunal nesse filme pra fazer a coisa toda funcionar, mas haviam momentos em que as expressões dele eram tão exageradas que beiravam o ridículo.

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E a Michelle Williams gente, 4 vezes indicada ao Oscar, totalmente desperdiçada nessa narrativa, e usando a pior peruca da história do cinema. Eu passei tanto tempo incomodada com a peruca, que nem consegui prestar muita atenção na performance dela.

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Porém, ninguém me incomodou mais em “Venom” do que o Riz Ahmed, que encarnou o vilão Carlton Drake. Tenho certeza que a intenção dele era parecer um daqueles ricaços blasé, mas o tiro saiu pela culatra, e nem assim ele convence. O vilão não tem carisma nenhum, não cativa, e tem uma motivação bem porca e sem sentido.

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Acho que o problema de “Venom” foi a preguiça no desenvolvimento do roteiro. Parece que escolheram o caminho mais fácil, aquela jornada mais clichê impossível, a receita saída de um filme de ação dos anos 90, bem raso e bem fraco. Faltou sangue, faltou personalidade, faltou culhões da produção.

A CGI é meio precária, tanto que a produção usou e abusou das cenas escuras e noturnas, dos cortes abruptos onde não da pra ver direito o que tá acontecendo naquela sequência de ação, e desconfio que tudo isso foi pra disfarçar a pobreza dos efeitos especiais.

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Acho que eles poderiam ter sido muito mais felizes no desenvolvimento do projeto se tivessem dado um foco maior na relação Brock/Venom, que ficou meio sem pé nem cabeça, muito mal aproveitada e cheia de mais incoerências.

No todo, não é um filme assim tão ruim, mas todos esses probleminhas no decorrer de 2 horas e 20 minutos incomodam um pouco. Se formos parar pra pensar, o filme não entrega nada menos do que foi prometido nos trailers liberados. É exatamente aquilo lá, sem nenhuma pretensão além. Minha dica é ir assistir despretensiosamente, sem grandes expectativas.

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Ah, e o longa conta com 2 cenas pós-créditos: uma fazendo alusão a um personagem muito esperado em uma possível sequência, inclusive com Woody Harrelson, que aparece apenas nessa cena. A outra é uma prévia de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, a animação protagonizada por Miles Morales, que estreia em 20 de dezembro aqui no BR e promete ser infinitamente melhor do que “Venom”.

Enfim, agora quero saber a opinião de vocês.

Já assistiram “Venom”? O que acharam?

Me contem aqui nos comentários!

A ansiedade para “Nasce uma Estrela” e minha obsessão musical da semana

Cinema, Música, Nas Telonas, Nos Fones de Ouvido

Na próxima semana, aqui no Brasil, vai rolar a estreia do remake de “Nasce uma Estrela”, protagonizado pelo ícone Lady Gaga e por Bradley Cooper, que além de ter dado uns pitacos no roteiro, também é o responsável pela direção do longa.

O engraçado é que esse filme já teve 3 versões anteriores:

A primeira, de 1937, estrelada por Janet Gaynor e Fredric March, tratava-se de um drama sobre uma jovem sonhadora, que chega à Hollywood na década de 30 com o desejo de se tornar uma estrela do cinema, e seu sonho vira realidade quando um famoso ator coloca os olhos nela numa festa em que trabalhava como garçonete. Apaixonado, ele impulsiona sua carreira e a transforma realmente em uma estrela.

A Star is Born (1937)

A segunda versão, de 1954, protagonizada por Judy Garland e James Mason, carrega o mesmo enredo da primeira, porém, desta vez, veio em formato de musical.

A Star is Born (1954)

As coisas mudam na versão de 1976, que apesar de ter sido um grande sucesso popular nos anos 70, é considerada pela crítica como a pior versão das três produções. Estrelando Barbra Streisand e Kris Kristofferson, a história desta vez gira em torno de uma jovem cantora iniciante que se envolve romanticamente com um famoso astro do rock. Ele a ajuda a deslanchar sua carreira, e ela começa também a se tornar uma estrela.

A Star is Born (1976)

A nova versão de 2018 possui o roteiro mais similar à sua predecessora, porém já vem sendo um sucesso de critica desde suas exibições de teste, e há quem fale em Oscars de Melhor Atriz para Lady Gaga e Melhor Ator e Diretor para Bradley Cooper.

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Uma curiosidade é que esse papel inicialmente não seria da Gaga e sim de Beyoncé, que precisou abandonar o projeto por causa da gravidez. Outra é que, originalmente, quem teve a ideia de uma nova versão de “Nasce uma Estrela”, foi Clint Eastwood, mas só Deus sabe o por quê de ele ter abandonado a direção do longa…

O caso é que parece que não perdemos nada com a saída de Clint Eastwood, pois enquanto Bradley Cooper surpreende como Diretor e também como cantor, Lady Gaga se revela uma grande atriz, que, além de ter composto grande parte das canções que recheiam o remake, também pediu para que todas as músicas do filme fossem gravadas ao vivo enquanto filmavam as cenas, em vez de em estúdio.

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E foi por causa de uma dessas canções que o post de hoje veio à luz.

Na semana passada foi liberada a primeira faixa da trilha sonora do filme: “Shallow”, e eu estou completamente O-B-C-E-C-A-D-A por ela.

Do tipo que ouve o dia inteiro em looping infinito.

Do tipo que toda vez que assiste ao clipe chora igual um bebê.

A obsessão pela música foi tanta que acabou extravasando para o filme e então precisei escrever esse texto pra dividir com vocês a minha paixão absurda e precoce, além da ansiedade louca pra conferir esse longa nos cinemas.

E pra jogar ainda mais combustível na minha obsessão, hoje foi liberada a Soundtrack completa do filme, que conta com 34 faixas:

Enquanto o remake não estreia no Brasil, a gente segue aqui, completamente ansiosa e apaixonada por essa história que mal conhecemos, mas já consideramos pacas, e ouvindo essa trilha sonora inteira pra já chegar no cinema no dia 11 de outubro cantando junto com os personagens.

E vocês, ansiosos para a estreia de Lady Gaga nas telonas?

“Os Incríveis 2”

Cinema, Nas Telonas

Atrasada como sempre, lá vou eu trazendo a critica do filme quase um mês depois da sua estreia aqui no BR. O engraçado é que esse eu assisti logo no final de semana em que saiu, mas como a minha agenda está louquíssima ultimamente, e ainda tô tentando organizar uma grade de postagens bem decente aqui pro blog, equilibrando todas as minhas pamelisses pra vocês verem um pouquinho de cada por semana e não ficarem muito saturados com um assunto só, minha opinião sobre a nova animação da Disney e Pixar tá saindo só agora do forninho.

Depois de 14 anos de espera, chegou aos cinemas brasileiros, em 28 de junho de 2018, a sequência de um dos maiores sucessos de critica e bilheteria: “Os Incríveis 2”. Será que o novo filme, que traz de volta todos os personagens que conhecemos e amamos e nos apresenta alguns novos, faz jus ao original?

Vem comigo descobrir!

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O longa tem início exatamente no momento em que o filme anterior terminou. Vemos nossa família de super-heróis favorita enfrentando o vilão Escavador, numa sequência inicial de tirar o fôlego e gargalhadas dos espectadores.

Infelizmente o ato de heroísmo da família Incrível não é muito bem visto pela sociedade, já que provoca mais estragos do que benefícios e os heróis continuam sendo ilegais. Para reconquistar a opinião publica e trazer de volta o heroísmo de forma sancionada, surge um casal de irmãos cheios da grana, que recrutam a Mulher-Elástica para convencer as pessoas que ser super é tudo de bom. Eles só não contavam com o surgimento de um novo vilão sinistro, que ameaça botar fim ao heroísmo de uma vez por todas.

Na trama, Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e cabe ao seu marido, Roberto, a tarefa de cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé. O que ele não esperava era que o caçula da família também tivesse superpoderes, que surgem sem qualquer controle.

Olha gente, primeiramente eu só queria exaltar a Pixar por sempre ter um cuidado mais do que especial com as sequências dos filmes que produz. Se você parar pra pensar, não importa quanto tempo passe, cada vez que o estúdio anuncia a continuação de um de seus grandes sucessos, é praticamente garantia de que vai ser maravilhoso. Assim como “Toy Story”, “Monstros S/A” e “Procurando Nemo”, que tiveram sequências brilhantes, “Os Incríveis 2” segue pelo mesmo caminho.

Com o mesmo espirito do longa de 2004, a história é bem ritmada, leve e engraçada, com elementos e acontecimentos muito bem distribuídos por toda a estrutura da trama. Quando a Mulher-Elástica é recrutada, a narrativa se divide em dois núcleos, o dela, enquanto combate o crime e o do Sr. Fantástico, enquanto cuida das crianças e da casa.

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As duas partes da história são igualmente interessantes, não deixando a galera entediada em nenhum momento. Se nas cenas da Mulher-Elástica a gente tem ação sem limites, a apresentação de novos personagens (e heróis) e a inserção do vilão, num núcleo mais “agitado”, com o Sr. Incrível a gente curte o homem tentando se adaptar à vida de “dono de casa”, se descabelando pra dar conta de todos os filhos e percebendo que o trabalho da mulher não é assim tão fácil, tudo isso com muito humor e comédias exageradas para fazer o público gargalhar.

Essa é uma das coisas que mais adorei no filme, essa reflexão sobre a inversão dos papéis desse sistema patriarcal imposto pela nossa sociedade. Por que o Sr. Incrível se sente reduzido quando a mulher dele, e não ele, é escolhida para combater o crime, que que tem mais efetividade? Por que ficar em casa e cuidar das crianças faz ele se sentir rebaixado? Não deveria, afinal nenhum desses dois papéis é simples e, mesmo sendo diferentes, possuem igual valor.

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Outro dos melhores pontos do filme é o bebê Zezé. No final do primeiro longa descobrimos que ele possui poderes, e não qualquer poder, mas basicamente TODOS, e é uma coisa muito louca e sem controle, que ninguém da família descobriu ainda, até que explode na mão do pai e ele não conta para a mulher, porque meio que é uma questão de honra resolver essa treta sozinho.

Zezé e seus poderes, rendem as melhores sequências cômicas do filme e, ainda arrisco dizer, que a melhor cena de ação e luta de todos os tempos é protagonizada pelo bebê e um guaxinim mais que azarado. Hilário é pouco para descrever.

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Talvez seja por isso que a parte mais legal desse filme seja seu humor. Não é forçado e não tem piadas que insultam os pais ou os filhos na sala de cinema. É tudo muito bem pensado e inteligente, com situações reais do cotidiano de qualquer um, só levemente exageradas e que fazem com que qualquer um, adultos ou crianças, deem gostosas risadas.

Tecnicamente falando, o filme não deixa de fazer jus à seu nome e ser incrível. Honrando os traços do original, ele não deixa pra trás toda a evolução tecnológica que tivemos nesses 14 anos entre um e outro, e podemos conferir isso nos efeitos especiais deslumbrantes, na montagem ágil das cenas de ação, que são instigantes e exploram muito bem todas as possibilidades que os poderes especiais dos supers tem à oferecer para aquele entretenimento ficar visualmente estonteante na tela.

A direção de arte segue com aquela mistura de retrô e futurista, que funciona super bem pra esse universo fantasioso que a Disney criou pra abrigar os personagens, tudo embalado pela trilha sonora regida à muito jazz e imprimindo todo um clima de espionagem ao longa.

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O roteiro é bem amarradinho, com uma trama super dinâmica, mas não consegue fugir muito da formula básica e sem grandes surpresas, chegando a ser até meio previsível em alguns momentos.

Pra mim, a unica coisa que deixou esse filme abaixo do primeiro foi o vilão. Não me entendam mal, os meios, os “poderes”, e todo o modus operandi dele são ótimos e poderia ter sido genial, se não fosse o fato do objetivo ser meio merda. Além da motivação ruim, se ele tivesse ficado no canto dele, sem se envolver, talvez teria conseguido o que queria de uma forma mais fácil.

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Enfim, dica para o final de semana com as crianças ou até sem elas, feito para divertir pessoas de todas as idades, o filme é sensacional e vale a pena conferir com a família inteira.

E vocês? Já assistiram? Deixem aqui nos comentários a opinião de vocês 😀

“Homem-Formiga e a Vespa”

Cinema, Nas Telonas

Com a estreia de “Homem-Formiga e a Vespa”, a Marvel nos traz o retorno de um de seus heróis mais mortais e carismáticos, e nos apresenta à uma nova heroína.

Sumidos daquele quebra pau épico de “Vingadores: Guerra Infinita” (2018), a dupla aparece neste longa, que se passa antes e, por que não dizer, durante o último filme do estúdio, tendo suas próprias pendengas pra resolver.

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Na trama, Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope van Dyne e o Dr. Hank Pym com uma nova missão urgente. Scott deve mais uma vez vestir o uniforme e aprender a lutar ao lado da Vespa, trabalhando em conjunto para descobrir segredos do passado.

Enquanto Scott cumpre prisão domiciliar após os acontecimentos de “Capitão América: Guerra Civil” (2016), Hope assume o manto da Vespa e trabalha, junto com o pai, para encontrar uma forma de resgatar sua mãe, Janet Van Dyne, que ficou presa na Dimensão Quântica pelos últimos 30 anos. Para isso, mesmo que a contra gosto, eles precisam que Scott se junte a eles e seja novamente o Homem-Formiga. O que ninguém esperava era o surgimento da vilã Fantasma, que ameaça acabar com os planos de reencontro da família com sua matriarca.

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Bom gente, o longa é bom, mas parece que falta alguma coisa. A impressão que eu tive com ele é de que se trata de um filme menor, com problemas menores. E isso não é ruim de jeito nenhum, basta a gente olhar pra “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017), que pode ser classificado, quando comparamos com os outros gigantes da Marvel, como uma trama de escala menor. O problema, meus amigos, é que depois de toda a merda que rolou no ultimo filme dos Vingadores, jogar um enredo desses na nossa cara é muita falta de sacanagem.

Provavelmente isso é um problema meu e das minhas expectativas, mas acho que depois de tudo que vimos no ultimo lançamento do estúdio, todo o abalo que esse universo cinematográfico sofreu, eu esperava mais relação com a Guerra Infinita. A sensação que fica é que o filme ta ali só pra encher umas linguiças e cumprir agenda.

E isso não é um problema da produção ou do roteiro, que é bom é todo amarradinho, apesar de eu ter algumas ressalvas quanto à ele. O caso é que o filme vai ser muito melhor aproveitado e curtido pela audiência se for isolado dos outros longas desse universo e visto como uma aventura à parte.

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Com uma trama mais intimista, onde nenhum dos heróis está tentando salvar a vizinhança, ou seu país, ou seu povo, ou o mundo, ou ainda: o bem maior (inclusive o objetivo da dupla é até meio egoísta, se a gente for parar pra pensar), esse filme está longe de ser perfeito.

Uma das coisas que me chateou no longa, e daí pode culpar novamente as minhas expectativas, foi a falta de noção dos personagens a respeito da grandiosidade do que eles estavam fazendo ali. Cara, é uma missão ao Reino Quântico, sabe? Não um passeio no parque. Acho que faltou dar a atenção que a situação merecia, faltou desespero nos personagens, faltou agonia. Eu queria ter sentido angustia e desesperança em algumas cenas, mas foi tudo meio de boas.

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Outra coisa que também acho que faltou, e nesse caso já enxergo como um desperdício de enredo promissor, foi explorarem melhor esse universo microscópico. Esse filme poderia ter tido um apelo tão maior e ser tão mais diferenciado se investissem numa coisa meio “Querida Encolhi as Crianças” (1989), mas não… vamos queimar tempo em tela com essa vilã, que apesar de bem motivada e justificada, não me convenceu, tá toda avulsa na história, não agregando nada além daquele “corre corre” de filme de herói, com os produtores e roteiristas investindo mais nessa mesmice, no que é mais cômodo e mais fácil.

Eu não vou nem entrar nas questões lógicas de encolhimento e desencolhimento de carros e prédios e todas as leis da física que foram desrespeitadas pra não dar spoilers, mas a minha dica é que fechem os olhos para essas coisas e aproveitem o entretenimento de qualidade que o filme oferece.

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Falando de coisas boas, além desse entretenimento de qualidade, todo o visual do filme é muito verossímil, e os efeitos são incríveis. Fiquei babando com as cenas no Vácuo Quântico, que super me remeteram aos inúmeros mundos apresentados em “Doutor Estranho” (2016).

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O longa possui uma narrativa bem humorada, com um encaixe perfeito de elementos e relações críveis entre os personagens. O diretor, Peyton Reed, responsável pelo primeiro “Homem-Formiga” (2015) e por filmes de comédia como: “Sim Senhor” (2008) e “Separados pelo Casamento” (2006), sabe muito bem como levar um filme “engraçadão” e acrescenta muito dinamismo à todos os diálogos cômicos. Mesmo a piadinha mais pastelona consegue arrancar pelo menos um sorriso da gente.

Inclusive, pra mim, um dos melhores momentos do filme é em uma dessas cenas cômicas com uma montagem incrível e muito carisma do elenco. Mini spoiler aqui: trata-se de uma sequencia de Luis, personagem de Michael Peña, com um possível soro da verdade.

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Paul Rudd e Evangeline Lilly estão incríveis na reprise de seus papéis. Inclusive acho que nesse longa o protagonismo ficou muito mais a cargo da Evangeline, já que sua personagem agiu como um motor, impulsionando toda a trama. Isso não quer dizer, em momento algum, que o Paul foi menos brilhante. A coisa maravilhosa desse filme é que existe um equilíbrio perfeito entre a dupla de heróis, cada um deles tem seus momentos, seus pontos fortes e fracos e eles se complementam e se salvam como uma verdadeira equipe.

A beleza de “Homem-Formiga e a Vespa” está justamente nessas limitações, que acabam humanizando e trazendo os personagens pra mais perto da realidade. O herói imbatível e sem limites, que só perde por conveniências num roteiro, que podem ou não ser desprezadas, não tem lá muita graça.

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Além dos atores que dão nome aos protagonistas dessa história, não podemos esquecer de outros nomes de peso que compõe o elenco: Michael Douglas, Michelle Pfeiffer e Laurence Fishburne.

Meu sonho de princesa é um filme do Homem-Formiga de Hank Pym, ambientado no passado, contando as peripécias do herói acompanhado de sua Vespa e também do Golias, e obviamente usando CGI pra rejuvenescer essa galera por que quero todo mundo no elenco!

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Pra finalizar, indico sim que todo mundo vá ao cinema e confira esse novo capítulo no Universo da Marvel, porém aconselho a desprezar esse universo na hora de apreciar a trama. O filme é muito melhor aproveitado se for assistido como uma aventura isolada, e com expectativas pé no chão.

E não se esqueçam das cenas adicionais características dos longas do estúdio. “Homem-Formiga e a Vespa” conta com duas: uma tremendamente importante e que situa o filme na linha do tempo da Marvel; e a segunda, que não é nada além de engraçadinha e pode frustrar quem ficar até o final dos créditos gigantescos.

Agora contem pra mim, quem já assistiu e o que acharam do filme?

 

 

“Jurassic World: Reino Ameaçado”

Cinema, Nas Telonas

Aproveitando a chegada do fim de semana, tá saindo agora, direto do meu forninho, a crítica de “Jurassic World: Reino Ameaçado”, novo filme da franquia, que estreou aqui no BR em 21 de junho.

Como eu disse pra vocês nesse post aqui, não sou nenhuma especialista em cinema nem nada do tipo. Não estudei pra isso e sou apenas uma reles apreciadora da sétima arte, que normalmente só da a sua humilde opinião, bem tendenciosa diga-se de passagem, sobre os longas e fala umas abobrinhas, então não me levem muito a sério.

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Dirigindo pelo talentoso J.A. Bayona, responsável por sucessos como:  “O Orfanato” (2007),  “O Impossível” (2012) e “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” (2016), o quinto filme da franquia de sucesso está para “O Mundo Perdido” (1997) assim como o requel, “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” (2015), esteve para “Jurassic Park” (1993).

“Owen e Claire retornam à ilha Nublar para salvar os dinossauros restantes de um vulcão que está prestes a entrar em erupção. Eles encontram novas e aterrorizantes raças de dinossauros gigantes ao descobrir uma conspiração que ameaça todo o planeta.”

Esse novo longa nos traz uma importante reflexão logo em suas cenas iniciais, com um “dialogo” protagonizado pelo Jeff Goldblum (que aqui só faz uma pontinha), retornando à seu personagem Ian Malcolm. Essa reflexão, apesar de ser apresentada no começo do filme, nos acompanha até os minutos finais: os dinossauros merecem ser salvos de sua eminente reextinção? A erupção do vulcão adormecido na Ilha Nublar seria uma ação da natureza tentando corrigir seu curso após a intervenção do homem que insiste em brincar de Deus?

JURASSIC WORLD: FALLEN KINGDOM Jeff Goldblum (as Ian Malcolm)

O filme é um daqueles entretenimentos gostosos, fluindo até que bem, com cenas frenéticas que se sucedem naturalmente, emendando um perigo atrás do outro de forma espontânea. O roteiro é bem amarradinho, mas suas qualidades acabam por aí.

Infelizmente o blockbuster acaba sendo meio que mais do mesmo. Se você está esperando um daqueles filmes surpreendentes, pode tirar seu cavalinho da chuva. Não tem nada de muito diferente do que já vimos nos filmes anteriores: rola aquela clássica cena do T-Rex chegando na hora H pra salvar os mocinhos; tem a parte da chegada da galera, toda maravilhada com o brontossauro fêmea; tem o tipico vilão com roupa caqui parecendo pronto pra fazer um Safari; tem também a nova criação horripilante dos outros vilões, por que depois de 5 filmes ninguém aprendeu ainda a NÃO CRIAR PREDADORES ENORMES QUE VÃO ACABAR COMENDO VOCÊ NO FINAL.

Jurassic World: Fallen Kingdom The Indoraptor

No geral achei o roteiro do filme bem fraquinho e cheio daquelas conveniências preguiçosas. Outro ponto negativo pra mim foi a construção das personagens antagonistas. São completamente rasas, parecendo muito aqueles vilões da Malhação, que são maus apenas por serem maus. Na minha opinião faltou trabalhar melhor esses caras, dar um background maior pra eles, uma motivação real por trás dos seus planos diabólicos de dominação mundial.

Outra coisa que detestei foi a personagem do Justice Smith, que nem me lembro o nome. Ele era pra ser o alivio cômico da história, mas acabou sendo só um pé no saco. Tudo foi muito forçado em volta dele, tanto que senti que o filme só começou a funcionar quando ele deu uma sumida.

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Apesar desse roteiro meio duvidoso, o filme não é ruim. Seu ponto forte é, com certeza, a direção de J.A. Bayona, que emprega muito de sua expertise com filmes-catástrofe e terror, e total domínio da câmera, imprimindo uma identidade mais diferenciada ao longa. Mesmo com todos os clichês do script, ele consegue redefinir toda a estética e o tom da franquia.

Esse é um cara que sabe trabalhar muito bem os enquadramentos, criando a atmosfera perfeita para cada cena, com total eficiência na hora de construir o suspense da trama. Inclusive tem uma cena em que a câmera passeia pelo telhado e se inverte na janela, simulando, de certa forma, o movimento sorrateiro do dinossauro. Essa sequência me deu arrepios!

Outra coisa que gostei, foram os truques de luz que ele usava, com o fundo totalmente escuro e então, durante um relâmpago ou um curto-circuito, podíamos visualizar aquele monstro escondido nas sombras.

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A trilha sonora de Michael Giacchino também não deixa a desejar. Misturando elementos da trilha original de John Williams, ele consegue criar algo novo, que se expande e se encaixa perfeitamente com os dois momentos do filme, seguindo lado a lado com a fotografia impecável.

Com o filme basicamente divido nessas duas partes: primeiro aquela aventura cheia de elementos catastróficos, enquanto nossos mocinhos correm contra o tempo tentando salvar os dinossauros ao mesmo tempo em que o vulcão da Ilha Nublar entra em erupção; e depois quando saímos da ilha e o longa ganha todos os tons sombrios, cheios de terror e suspense; conseguimos enxergar perfeitamente essas nuances e a mudança de clima através da trilha e da fotografia, aliás, a cena que marca a transição desse ato 1 para o ato 2, com o solitário brontossauro deixado para morrer na ilha, foi de partir o coração e me fez derrubar uma ou duas lagrimas.

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Ainda falando de coisas boas sobre “Jurassic World: Reino Ameaçado”, podemos exaltar a atuação do Chris Pratt, que finalmente parece bem à vontade com sua personagem neste longa. Desta vez, Owen Grady passa do carrancudo meio robótico do filme anterior, para um cara muito mais bem humorado, e isso naturalmente, sem ser um palhaço.

A relação dele com a Blue tem seu laço mais bem explorado nessa sequência, principalmente em algumas cenas de flashback onde vemos o vínculo dos dois durante a criação da nossa velociraptor favorita. Talvez eu tenha chorado um pouco nessas cenas também.

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Já a Bryce Dallas Roward tinha apenas ONE JOB em seu retorno como Claire Dearing, e esse era basicamente sobreviver até o final do filme. A atriz não deixa de entregar uma performance impecável, mas eu acho que a personagem poderia ter tido uma missão maior, além de estar toda engajada na causa de “Salvem os Dinos” e ficar correndo pra lá e pra cá, dessa vez de botas, como fizeram questão de ressaltar.

Pra mim, uma das maiores surpresas foi a Isabella Sermon, que interpreta a Maisie Lookwood, neta de Benjamin Lookwood, o parceiro de John Hammond na empreitada que trouxe os dinossauros de volta à vida.

Parte de um plot dentro de outro plot, ela tem um papel “importante” na trama, mas que, não sei se devido à eu ter matado essa charada logo no inicio do filme, acabou se perdendo um pouco na hora da revelação do plot twist dela. Podiam ter dado uma atenção maior em vez de jogarem tudo na nossa cara durante um discurso do vilão.

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Enfim, mesmo com um ritmo meio irregular, que vai do frenesi à uma barrigada lá pela metade, mas se recupera na obscuridade da segunda parte, na minha opinião é um bom filme, com vários elementos e gêneros cinematográficos dentro de um, e que acaba tendo mais qualidades do que defeitos.

Só não digo que é um filme pra toda família, pois as crianças, apesar de amar os dinossauros, podem ficar meio assustadas com as cenas mais aterrorizantes (sei que eu fiquei), e os mais velhos podem acabar tendo um pequeno ataque cardíaco com os jump scare (sei que eu tive).

E vocês? Já assistiram ao filme? O que acharam?