Como não surtar durante a quarentena

Eu Mesma, Na Minha Cabeça

Estamos vivendo uma situação única e difícil, que balança o psicológico até do mais forte. Agora, imagine só como tudo isso está afetando uma pessoa com ansiedade e comportamentos depressivos? Se você, assim como eu, anda tendo dificuldades em se manter estável no meio dessa pandemia e dentro da quarentena, então esse post é pra você!

Lembrando que eu não sou uma profissional. Esse post é para compartilhar as coisas que estou fazendo para me manter sã neste momento de tensão. Como já falei aqui no blog, nos últimos dois posts (este e este), se estiver muito difícil de aguentar, não deixe de procurar ajuda. Se não se sentir à vontade conversando com amigos e familiares, me manda uma mensagem, ou procure ajuda profissional. Uma boa terapia faz milagres.

Agora voltando ao assunto: pandemia e coronavírus, misturado com isolamento e quarentena, somado à falta de caráter e empatia do nosso atual presidente, é igual: a combinação destrutiva mais letal ao cérebro de uma pessoa. Perdi as contas de quantas crises de ansiedade tive em casa, tudo isso medicada e fazendo terapia.

O que mais me afeta é que me preocupo muito com as pessoas que ainda estão na rua. Sejam elas aquelas autônomas, que se não trabalharem não conseguem comer, ou aquelas burras mesmo, que ficam fazendo carreata em seus carros importados em prol do fim do confinamento.

Eu também me preocupo com a economia, sabe? Também estou preocupada que se as pessoas não trabalharem elas não ganham dinheiro, se não ganham dinheiro não consomem e se não consomem a economia quebra. EU SEI DISSO. Não sou uma esquerdista que tá aqui só pra meter o pau no presidente e queimar pneu na rodovia. Porém, na minha humilde opinião, PESSOAS são mais importantes que a ECONOMIA. E pessoas estão morrendo.

Não é só uma gripezinha, não é só terrorismo da mídia. Essa pandemia não foi inventada pra derrubar a direita. E ver gente, em todos os lugares, querendo o fim da quarentena, uma medida séria e importante, pra impedir a disseminação do vírus e, consequentemente, a morte de milhões de pessoas, me tira do sério.

Assistir o noticiário todos os dias, vendo o número de mortos e infectados praticamente dobrar a cada 2 dias, ver uma carreata de caminhões cheios de caixões na Itália, num cenário que pode ser o futuro do Brasil, se não ficarmos em isolamento, ME TIRA O SONO. Me deixa nervosa num ponto em que o psicológico afeta o físico e eu passo mal no banheiro, vomitando de nervoso.

E isso tudo medicada e fazendo terapia.

Depois de muitos dias da semana passada surtando enquanto assistia noticiários e pronunciamentos criminosos, resolvi dar um basta. Em prol da minha saúde, percebi que chega. O coronavírus tá ai, isso não vai mudar tão cedo. Os gados bitolados vão seguir cegamente o presidente deles, não importa o que eu diga, não importa quantos posts raivosos eu faça nas minhas redes sociais ou quantas discussões acaloradas eu tenha por WhatsApp. Isso não vai mudar. Vai além das minhas capacidades transformar essa situação.

Então, seguindo o conselho da minha terapeuta, resolvi colocar um filtro nas coisas que consumo e no que eu permito que me estresse. Decidi desligar a tv na hora do jornal. Dar um tempo de tanta notícia ruim. Me afastar um pouco das redes sociais nesse momento. E quando alguma noticia ruim chega até mim eu me questiono: “posso mudar essa situação?” e se sim: “o que posso fazer para mudar?”, e então me distraio traçando um plano para fazer a diferença sobre aquilo. Se eu não puder fazer nada a respeito, preciso deixar pra lá.

Precisamos entender que as coisas continuam acontecendo, gente. Querendo ou não, se estressando ou não, as coisas vão continuar rolando. E nós podemos e devemos fazer a nossa parte para melhorar tudo. Neste caso, o que está no nosso poder é: evitar sair de casa, lavar bem as mãos e proteger nossos grupos de risco. Fora isso, não vai adiantar espernear, só vai fazer mal pra gente. Precisamos saber onde colocar a nossa energia. Acreditem ou não, o estresse também baixa a nossa imunidade. Então vamos respirar e escolher as nossas batalhas.

Fora isso, criei uma pequena rotina nos meus dias pra me forçar a sair da cama e cuidar da minha saúde física e mental. Abaixo vou citar alguns bullets que estão me fazendo super bem:

  • Fazer um alongamento assim que me levanto;
  • Arrumar minha cama;
  • Fazer um skincare no meu rosto;
  • Praticar yoga através de vídeo aulas;
  • Levar as dogs para um passeio rápido;
  • Comer uma fruta;
  • Ler o capítulo de um livro;
  • Cozinhar;
  • Assistir um episódio de alguma série;
  • Fazer as unhas dos pés e das mãos;
  • Assistir novelas;
  • Fazer uma hidratação no cabelo;
  • Escrever;
  • Assistir um filme
  • Conversar com meus amigos;

Sei que algumas coisas parecem bem idiotas, mas criam uma rotina que nos inspira a não entregar os pontos. Obviamente eu não faço tudo isso todos os dias, mas vou dividindo durante a semana. E o mais importante: não me sinto culpada por não conseguir fazer algo. É importante a gente não se cobrar tanto. É imprescindível que sejamos gentis com nós mesmos. Temos que nos lembrar que essas pequenas atividades são coisas que fazemos pela gente, pra nos cuidar e fazer com que nos sintamos bem. Então não tem nada a ver se sentir mal ou se cobrar demais. Siga seu ritmo e ouça seu coração.

Pra finalizar, queria dizer que vai ficar tudo bem. Isso vai passar. É importante que a gente se mantenha positivo, mesmo sendo muito difícil, precisamos continuar com nossa frequência alta, com boas vibrações. É uma crença que eu, particularmente, tenho. Essa coisa de mandar energias positivas pro Universo e esperar que elas retornem positivas pra mim. Você pode não acreditar nisso, mas que mal vai fazer?

De novo, se estiver muito difícil de aguentar, peça ajuda e se sinta confortável em ME PEDIR AJUDA. Eu estou aqui, eu sei como é, e juntos é mais fácil vencer do que sozinhos. Se você não se sentir confortável em falar comigo, com seus amigos ou familiares, procure ajuda especializada. Se não estiver sabendo lidar com o isolamento por causa do COVID-19, se está ficando ansioso, depressivo, agressivo, compulsivo ou com medo demais, podem acessar o site A Chave da Questão. Nesse site tem diversos psicólogos conectados que podem ajudar as pessoas a lidar com as próprias dificuldades. Eles estão atendendo online, completamente de graça, todo mundo que precisa de ajuda.

Vamos juntos, mas cada um na sua casa ♥

Sobre ressignificar coisas ruins

Eu Mesma, Na Minha Cabeça

Pouco mais de um mês depois do meu último post aqui no blog, aquele falando sobre depressão e, principalmente, sobre a minha depressão, volto a me sentir inteira de novo. Não 100%, mas com pedaços suficientes reunidos e colados. Percebo que chegou a hora de voltar e dizer que me sinto como eu mesma de novo, que tive tempo de me voltar pra dentro de mim, me recolher, me reconstruir e me analisar. Analisar tudo o que aconteceu e dar um novo significado pra essas “coisas ruins”.

Quem me conhece sabe que eu tenho algumas verdades absolutas nessa vida. Crenças que me regem nessa aventura desvairada que é viver. A maior dessas minhas verdades é: “Tudo acontece por um motivo e tudo acontece como têm que acontecer”.

O que isso significa?

Quando estou lúcida o bastante, mentalmente saudável e equilibrada, sei que, mesmo que as coisas pareçam muito ruins quando acontecem, elas estão acontecendo com um objetivo: me ensinar uma lição, me preparar pra conseguir sobreviver a algo pior ou até mesmo me tirar de um caminho “errado”, pra me colocar em um certo.

As coisas acontecem como têm que acontecer.

Não estou dizendo que é simples acreditar nisso. Nem que a minha recuperação foi fácil. A verdade é que é difícil e me reerguer depois de tudo o que aconteceu. Foi uma das coisas mais difíceis que já fiz. Essa foi de longe a pior crise que tive. Me lembro do desespero das primeiras semanas, do quanto eu estava aflita para melhorar. Como eu não me sentia como eu mesma. Como eu queria voltar a me sentir inteira logo. Eu sabia que aquelas sensações horríveis, aquela vontade de não existir, era obra de um desequilíbrio químico no meu cérebro, mas não conseguia escapar dos sentimentos mesmo assim.

Precisei de pelo menos um mês pra ter vontade de ver uma série ou filme outra vez. Precisei me esforçar pra falar com as pessoas, mesmo que pra responder qualquer mensagem de apoio que recebi pelo WhatsApp ou Instagram. Todas as vezes em que meus amigos conseguiram me arrastar pra fora de casa, parecia que eu estava assistindo tudo através de um vidro. Eu conseguia ver todos se divertindo, mas não me sentia parte daquilo.

Dessa vez a medicação demorou um bocado pra fazer efeito. Entre noites insones, revivendo todos os meus erros, a decepção que causei e a vergonha que eu tinha, as sessões de terapia foram cruciais. Foram tantos os dias em que minha terapeuta me perguntou se eu estava me sentindo bem e eu respondi que não. Além de tudo, ainda me sentia culpada por estar no fundo do poço e estar cavando pra baixo.

Mas o interessante da terapia é que a gente percebe que o problema nem sempre é aquele que fez a nossa mente se quebrar.

Na minha primeira sessão eu estava arrasada por ter perdido o meu emprego. Foi isso que me lançou no fundo daquele poço. A sensação de incompetência, de não ter sido suficiente, de não conseguir a única coisa que me propus a conseguir, aquilo me destruiu.

Entendam, nunca fui a pessoa que teve sonhos convencionais. Eu não queria crescer, me casar, ter filhos e viver uma vida mediana. Nunca foquei essencialmente em romance ou diversão. Meu sonho era o sucesso. Crescer, estudar, ser inteligente, conseguir as coisas por meus méritos e ser independente. Quando essa chance, que eu enxergava como minha grande chance, foi tirada de mim, fiquei desnorteada. Foi como se o prédio que eu estava cuidadosamente construindo despencasse de uma vez em cima da minha cabeça. Tudo pelo que eu lutei. Tudo pelo que eu trabalhei desde sempre, reduzido à cinzas. E eu soterrada lá embaixo, sem conseguir respirar. Sem vontade de cavar a minha saída. Tão cansada de tudo dando sempre tão errado.

Foi difícil acreditar que tudo aquilo tinha acontecido por um motivo, sabe?

Então comecei a imaginar que lições a vida estava me ensinando a partir dessa rasteira.

A primeira de todas, e uma que eu já devia ter aprendido há algum tempo, foi: não confiar nas pessoas. Pelo menos não tão cegamente quanto eu costumo acreditar. Ali em cima falei de uma das minhas verdades absolutas, outra delas é: sempre tentar enxergar o lado bom das pessoas. Isso já me rendeu tanta decepção que vocês não tem ideia. Porém, ainda sigo tendo essa confiança instantânea em quem não conheço direito e isso, infelizmente, acaba me deixando vulnerável à gente que é invejosa e precisa usar de artimanhas baixas para se promover em cima de outra pessoa.

Queria dizer que em momento algum me isento da minha culpa em tudo o que aconteceu. Foi uma decisão só minha fazer postagens sobre direitos trabalhistas no Instagram. E mesmo que essas postagens tenham sido provocadas por birra e infantilidade de terceiros, que não têm a capacidade mínima de entender sentimentos e muito menos gerir pessoas, sei que não deveria ter me rebelado tão publicamente, mesmo com meu atestado de desequilibrada mental na mesa.

A segunda coisa que aprendi foi: não me deixar levar pelas emoções. Não agir no calor do momento. Pensar e pensar e pensar antes de tomar qualquer atitude. Depois de tudo o que aconteceu, até mesmo esse texto foi cuidadosamente pensado antes de ser redigido e publicado. Vocês podem ter absoluta certeza que nunca mais vão ver explosões tão enérgicas vindas da minha pessoa.

A terceira coisa foi a questão da humildade. Não sei se já deu pra perceber, mas sou uma pessoa muito orgulhosa. Minha demissão foi um tiro no meu orgulho. Pra alguém que nunca havia sido demitida na vida, que só trocava de emprego quando sentia que sua missão ali havia sido cumprida e que não havia mais nada a aprender, ter a jornada interrompida tão cedo foi terrível. Mas também me ensinou a não dar nada como garantido. Me fez perceber que eu não sou invencível, indispensável. Sou apenas humana. Cometo erros. Pago por esses erros.

No fim das contas, só quando fiquei em paz com a minha demissão, e com as pessoas que causaram a mesma (aqui incluo a mim mesma também), foi que comecei a superar. Me perdoar e entender que nem tudo foi culpa minha, que houve a interferência de terceiros, mas que a vida se encarregará deles, foi primordial pra começar a juntar os meus pedacinhos espalhados ao vento.

Não sustento rancor pelas pessoas responsáveis pelo meu surto e mais tarde pela minha demissão. Outra das minhas verdades é: não adianta tomar veneno esperando que o outro morra envenenado. O rancor só faz mal, única e exclusivamente, a mim. E pra não perder o gancho, aqui vai outra verdade: nós colhemos aquilo que plantamos. Então eu sei que a vida vai se encarregar deles, por isso sigo em paz.

No fim do dia eu consegui. Pode não ter sido fácil, mas recolhi os pedacinhos da minha mente, juntei tudo de novo, colei e deixei ela mais forte do que antes.

Esse texto foi escrito não apenas pra tranquilizar todo mundo sobre o meu estado atual, mas também para dizer pra todas as pessoas que estão com a saúde mental abalada, principalmente com os últimos acontecimentos (pandemia, quarentena, incertezas), que pedir ajuda é importante. Eu só estou bem por que continuo fazendo terapia. Continuo cavando os problemas dentro do meu coração pra tentar curá-lo. Continuo tomando a minha medicação e tentando ver o lado bom da vida.

Quero te dizer que é possível melhorar, parece que não, MAS É! Se agarre nas suas verdades fundamentais, se lembre dos bons momentos, por que eles voltam. Mesmo no fundo do poço, quando a gente olha pra cima, é capaz de ver a luz. A gente só precisa escalar as paredes escorregadias pra conseguir botar a cabeça pra fora. Peça ajuda e se sinta confortável em ME PEDIR AJUDA. Eu estou aqui, eu sei como é, e juntos é mais fácil de vencer do que sozinhos.

Se você não se sentir confortável em falar comigo, com seus amigos ou familiares, procure ajuda especializada. Se não estiver sabendo lidar com o isolamento por causa do COVID-19, se está ficando ansioso, depressivo, agressivo, compulsivo ou com medo demais, podem acessar o site A Chave da Questão. Nesse site tem diversos psicólogos conectados que podem ajudar as pessoas a lidar com as próprias dificuldades. Eles estão atendendo online, completamente de graça, todo mundo que precisa de ajuda.

No último texto eu finalizei dizendo pra ninguém soltar a mão de ninguém, mas no momento em que estamos vivendo é importante abrir mão de algumas ações em prol do coletivo. Então lavem bem as mãos, não saiam de casa e se amem e ajudem a distancia. Tudo vai passar. Nós vamos ficar bem ♥

Sobre Depressão

Na Minha Cabeça

Quem me vê sorrindo por aí, brincando, contando piadas e me fazendo de forte, mal consegue imaginar o inferno confuso que se passa dentro da minha cabecinha de química defeituosa.

No post de hoje resolvi abordar esse tema muito falado, mas pouco compreendido pela sociedade. Esse vai ser um texto bem pessoal, e lembrando que não sou psicóloga, nem psiquiatra, nem terapeuta. Só sou uma pessoa doente, que quer desabafar e que compreende muito pouco do espectro dessa doença. Ou do que se passa dentro da própria cabeça.

Eu nunca quis admitir que era uma pessoa depressiva, sabe? Sempre me orgulhei de parecer uma mulher forte e independente, que não leva desaforo pra casa, que não deixa nada atingi-la. E, até certo ponto da minha vida, fui essa mulher, essa garota.

O negócio com não deixar nada te atingir, de fingir que não se importa com nada, de guardar esses sentimentos todos dentro de você e não colocá-los pra fora, é que eles vão se acumulando ali no seu íntimo. De pouquinho em pouquinho a galinha enche o papo. E de gota em gota o balde, em algum momento, vai transbordar.

Bem vindos a Grande Crise de 2017

Foi o meu primeiro episódio depressivo e lembro que na época não enxerguei dessa forma. Não achei que estava com depressão. Tive um ataque no trabalho. Perdi o emprego e passei os próximos 6 meses dentro do meu quarto, deitada no escuro, sem fazer nada. Não fiz uma maratona de séries. Não assisti os filmes que queria ver. Não li os livros acumulados na estante. Só fiquei ali deitada, por SEIS MESES, pensando em como era bom quando eu estava dormindo e como seria melhor ainda se eu pudesse dormir pra sempre.

Inevitavelmente “the life snake”. Em algum momento eu precisei levantar sozinha e achar um emprego. Minha prima querida, aquela que sempre foi como uma irmã pra mim, iria se casar e eu precisava encontrar um trabalho rápido, pra conseguir juntar dinheiro e pegar férias na época certa, até por que o casamento seria nos Estados Unidos.

Achei o emprego, diferente de tudo com o que eu estava acostumada a fazer, mas ainda dentro do escopo da minha formação. No início foi bem legal. Sempre é. Mas aos poucos eu fui ficando mais uma vez frustrada comigo e com a minha vida. Comecei a reconhecer novamente todas aquelas emoções fora de controle dentro de mim. As crises de choro. A sensação de não ser boa o bastante. Uma insuficiência revoltante.

Mas eu tinha um objetivo: um ano de empresa, juntar dinheiro, tirar férias e viajar pro casamento da minha prima. Depois que essa meta foi alcançada, todos os efeitos do que eu estava sentindo antes da viagem foram triplicados. Eu mal tinha forças pra abrir os olhos de manhã. Eu NÃO QUERIA abrir os olhos. Não queria sair da cama. Não queria fazer nada.

E então, bem vindos à Grande Crise de 2019

Esse foi o momento em que percebi que precisava de ajuda.

Desde que todos esses sintomas tinham começado, eu tendi a forçar um sorriso na cara, a parecer mais forte do que antes, a fazer mais piadas do que antes, por que não queria que ninguém visse quão fraca e infeliz eu era na verdade.

Acho que sempre fui orgulhosa. Sempre me importei com a imagem que as pessoas tinham de mim. Eu queria que elas me vissem empoderada, alto astral, bem humorada, bem sucedida. Por que, em algum momento da minha vida, eu já tinha sido essa pessoa, e não queria abrir mão dela. Só que, né, eu já tinha perdido aquela garota há algum tempo e fingir acaba sendo tão cansativo que as vezes você explode. De novo.

Essa foi uma explosão mais sutil, entretanto não quer dizer que não tenha deixado um rastro de destruição pelo caminho. Precisei que uma amiga me dissesse que eu precisava de ajuda. Precisei que ela me arrastasse até o Pronto Socorro Psiquiátrico da Vila Mariana, o CAISM.

Durante o atendimento com a psiquiatra, mais chorei do que falei. E odeio tanto chorar na frente das pessoas. Não me incomodo de chorar com um filme, um livro, um trailer de cinema ou até mesmo um comercial da Johnson’s de fim de ano. Mas eu detesto chorar por mim. Detesto a vulnerabilidade. Detestei o quanto me senti fraca e patética contando os meus problemas para aquela doutora, sendo que no mundo tinha gente com muito mais problema do que eu. Me senti ingrata. Não merecedora de estar ali, ocupando o lugar de uma pessoa com sofrimentos muito mais reais que o meu.

Mas então a doutora me fez uma pergunta. Aquela que me fez refletir e reavaliar algumas coisas. Ela disse: “Pâmela, você já pensou em se matar ou se machucar de alguma forma?” e eu travei. Por que nunca pensei em me machucar, mas definitivamente a perspectiva de morrer estava começando a parecer mais agradável do que a de viver.

Foi quando eu aceitei que tinha um problema. Que tinha depressão. Que precisava de tratamento.

Sai dali com uma receita de Sertralina e Quetiapina, um encaminhamento para a UBS, para psicoterapia, e a promessa de que ficaria bem.

E eu fiquei. Por um tempo. Acho que foram os meses mais “felizes” da minha vida esses em que estive medicada: consegui o emprego dos sonhos, me libertei de amarras sociais, tive um maior entendimento e clareza sobre a vida, sobre mim e sobre a minha cabeça. Vocês devem se lembrar do meu otimismo nos últimos posts, sobre como eu disse que 2019 foi um ano difícil, mas que eu sobrevivi, que estava mais forte, mais feliz, era a melhor versão de mim mesma naquele momento, e buscava seguir evoluindo, seguir buscando essa pessoa perfeita.

Gente, a pessoa perfeita não existe.

Mais um vez, bem vindos à Primeira Grande Crise de 2020.

Não demorou tanto desta vez.

E me ajudou a entender um pouco mais sobre mim também. Todas as crises meio que trazem alguma revelação intima sobre meus conflitos internos, meus gatilhos. Porém, essa foi grande. O equivalente à explosão nuclear de Hiroshima e Nagasaki na minha vidinha. Deixou um rastro de destruição que ainda nem sou capaz de avaliar. Na verdade, estou escrevendo esse texto ainda no meio dessa crise. A gente pode chamar de pós-crise, que é quando eu tô ali tentando escalar o poço, e a Samara tá puxando o meu pé.

Não tô legal, gente. Não to nada legal. Essa foi a pior de todas e tudo começou quando o psiquiatra da UBS resolveu que era hora de diminuir a minha medicação.

Não me levem a mal, o SUS realmente salva vidas e eu não sei o que teria sido de mim em 2019 se não fosse pelo Sistema Único de Saúde. Porém é muito louco pra pouco médico. Eu estava fazendo tratamento, mas não era aquela coisa ideal. Não tinha como, o doutor mal se lembrava da minha cara, das minhas queixas. Ele é um daqueles senhores adeptos à tratamentos alternativos, meditação, prática de esportes, etc. Não está errado, quem sou eu pra questionar o doutorado dele. É só que, pra uma criatura com ansiedade desde sempre, um claro desequilíbrio na química cerebral, ficar sentada numa sala meditando só piora.

Comecei a tomar a Sertralina dia sim e dia não. A Quetiapina ele já tinha se livrado no primeiro mês, pois segundo ele não precisava daquilo pra dormir, precisava fazer atividade física, mas doutor, na atual conjuntura, que horas que eu vou conseguir fazer atividade física? Cheguei no ponto de só ter uma boa noite de sono com um Clonazepam ilegal. Ou um baseado. Só essas coisinhas conseguiam fazer o barulho insuportável no meu cérebro cessar pra eu poder dormir em paz.

Não demorou muito pra redução da Sertralina começar a me deixar ansiosa de novo. Entre crises de ansiedade e estresse, minhas mãos e pés começaram a estourar com Disidrose, meu cabelo começou a cair, minhas costas, tensas, travaram. Percebi que não estava bem. Que coisas bobas, que não estavam mais me afetando há meses, começavam a me assombrar novamente.

Corri pra UBS, o psiquiatra me mandou meditar. Isso foi numa quarta-feira.

Meditei, levei bronca de novo por não estar fazendo atividades físicas, e sai de lá decidida a voltar a tomar a Sertralina todos os dias, o doutor querendo ou não.

Comecei, mas acho que o estrago já estava feito.

Na mesma semana, também conhecida como última sexta-feira (14), tive um surto no trabalho. Quem me acompanha no Instagram talvez tenha visto as publicações enlouquecidas no ódio e na raiva. Não me lembro muito do que aconteceu naquela sexta, acho que dei uma desassociada. Não consegui comer. Só tremia de raiva por que imaginava não estar sendo valorizada como deveria. No caso eu não era suficiente.

No sábado pós-surto consegui analisar algumas coisas sobre mim e sobre essa crise. Tenho um problema de auto-estima. Surtei no trabalho por que entendi que não estava sendo suficiente ali, mesmo dando tudo de mim, não estava sendo o bastante. Essa constatação trouxe consigo o sentimento de que também nunca fui uma filha suficiente pros meus pais. Ou uma mulher suficiente pra ter algum relacionamento. Tudo isso se juntou dentro de mim, cresceu e explodiu num monte de merda com consequências terríveis.

Na segunda-feira pós-surto eu fui demitida.

Bem vindos à Segunda Grande Crise de 2020.

Vindo na rabeira da primeira, essa explodiu na minha cara com a minha dispensa do trabalho.

Entendam, eu nunca tinha sido demitida na vida. Em todos esses anos trabalhando, sempre precisei pedir pra sair dos lugares quando encontrava um emprego melhor. E eu tinha grandes planos e expectativas pra esse emprego. Apesar do surto, eu amava ele. Quando isso foi tirado de mim, num primeiro momento disse pra mim mesma que tudo bem. Segurei bem as pontas enquanto estava acompanhada. Mas bastou ficar sozinha pra ter uma crise de choro absurda.

Acho que nunca chorei tanto na minha vida. Nem quando meu cachorro mais antigo morreu. Cheguei em casa tremendo, assustei tanto meus pais que ganhei um abraço da minha mãe (não me lembro nunca de ter ganhado um desses), um copo de água com açúcar e a promessa de que eu encontraria outro trabalho. Só que eu não quero outro trabalho. Me senti uma vergonha. Uma decepção. Na minha cabeça essa era a minha grande chance, foi a minha grande virada no ano passado, e eu joguei tudo no lixo, por que sou uma transtornada de merda.

Não conseguia contar pros meus pais, e percebam, ainda não consegui contar pra ninguém exatamente o que eu fiz pra merecer a demissão, por que estou morrendo de vergonha. Tô com vergonha do meu pai, que tem mais de 60 anos, é aposentado e continua trabalhando numa metalúrgica, pra conseguir sustentar a família. Tô com vergonha da minha mãe, que se mata tentando encontrar um emprego e não consegue. Tô com vergonha da pessoa que me indicou nesse trabalho, que eu devo ter decepcionado em níveis estratosféricos. Tô com vergonha do meu antigo chefe, por que sinto que também decepcionei ele e frustrei nós dois. Tô com vergonha das pessoas que eu deixei pra trás, lá, sozinhas, por que elas contavam comigo e agora estão se ferrando sem mim lá pra defendê-las e ajudá-las.

Ainda não consegui atualizar meu LinkedIn com meu novo status de desempregada. Estou com medo do que as pessoas vão pensar. Que eu não fui capaz, que não fui suficiente, que não aguentei a barra, afinal, que merda ficar só 4 meses em um cargo de Gerente de Projetos na Editora Caras, não é mesmo? Dá uma sensação de incompetência absurda, e eu odeio ser incompetente. Eu queria ser grande, eu queria deixar meus pais orgulhosos, eu queria ser perfeita, eu queria um super sucesso profissional.

E agora sinto como se não tivesse nada.

Sinto que joguei meu futuro no lixo por ser uma doente do caralho.

Estou passando com um novo psiquiatra, que o próprio diretor da empresa arrumou pra mim, ele já trocou todos os meus remédios e me mandou urgente para a psicoterapia: aparentemente eu tenho um caso de ansiedade com tendências depressivas e muito baixa auto-estima.

Meu corpo ainda está se adaptando com a medicação nova, então estou zonza a maior parte do tempo, e tenho vontade de dormir pra sempre. Ainda me pego pensando qual o objetivo disso tudo? Da vida? De viver? Se a gente só sofre, sofre e sofre. Pra que isso? Não é nem que eu queira morrer de fato… é mais como se eu só não quisesse existir.

Então, como vocês podem notar, ainda estou um lixo. Ainda não quero falar com ninguém.

Acho que só estou escrevendo isso aqui pra ver se desafogo um pouco o meu peito. Ou, sei lá, pra alertar as pessoas que se sentem do mesmo jeito que eu a procurar ajuda. Só quem passa por isso sabe como é e ninguém que não tenha depressão vai conseguir compreender uma pessoa que tem. Eles podem dizer que estão ali pra você e oferecer suporte, mas pouca gente quer realmente ouvir. Pouca gente vai compreender o quanto você precisa mesmo de ajuda.

Amanhã tenho terapia e sigo engatinhando pra fora do poço sem muita vontade.

Não sei bem como terminar esse texto. Acho que é por que a tempestade dentro de mim ainda não acabou. Então acho que só vou dizer, aos incompreendidos com os mesmos problemas que eu, pra ninguém soltar a mão de ninguém.

É isso.

Eu, o Wattpad e o Improvável

Eu Mesma, Literatura

Uma das minhas metas em 2019 era publicar um livro na Amazon.

Como já falei aqui em diversas ocasiões, inclusive no primeiro post desse blog, a escrita e a literatura são as minhas maiores paixões, e no Projeto 2019 contei pra vocês que finalmente resolvi botar a cara no sol e me dar essa meta de auto-publicação.

Infelizmente, acabou não dando TÃO certo assim, e eu prometi, lá no post do Balanço de 2019, que iria contar essa história direitinho pra vocês, então VEM COMIGO!

A ideia inicial era escrever um romance completo, fiz inclusive um calendário e planejamento cuidadoso. Pesquisei capistas, revisores, layoutistas, etc, etc, etc. Big Plans! E acho que o problema foi justamente esse. Eu fui com MUITA sede ai pote, em vez de ter dado aqueles baby steps primeiro.

Não que eu tenha colocado o carro na frente dos bois e tal, mas é que eu NUNCA tinha conseguido terminar uma história na minha vida, mesmo escrevendo “seriamente” desde os 16 anos. Acho que acabei sendo um pouco ambiciosa com essa meta, no fim das contas.

Mas o caso é que, eu realmente comecei a escrever meu romance. “Cara ou Coroa” têm, inclusive, 10 capítulos completos. Entretanto, fiquei tão ansiosa pra por no papel essa história, que acabei pulando uns passos básicos, que sempre faço quando começo a escrever: uma ficha de personagens, uma linha do tempo, um resumo da história, um roteiro capítulo a capítulo e, por fim, uma sinopse.

O negócio é que eu acabei pulando os dois primeiros itens dessa lista. E quando eu cheguei lá no capítulo 10 tava mais perdida que cego em tiroteio: esquecendo nome de personagens, esquecendo características de personagens… e daí eu meio que surtei e parei de escrever. Resolvi voltar pro planejamento antes de continuar, por que se é pra fazer uma coisa, eu quero fazer bem feito.

Infelizmente tudo isso acabou casando com um belo bloqueio criativo, e eu me vi lendo mais livros e escrevendo menos livros. Quando dei por mim os prazos estavam nos meus calcanhares e percebi que ia ser impossível pro “Cara ou Coroa” ver a luz do dia em 2019. Por isso, acabei engavetando o projeto e meio que desistindo de cumprir essa meta.

Até que, no dia 14 de novembro de 2019, eu tive um sonho erótico com o Robert Pattinson.

Sim, meus caros amigos, vocês leram certo.

O que isso tem a ver com a história desse post? Bom, esse sonho meio que me deu a inspiração pra escrever um conto.

A primeira coisa que decidi sobre essa história, fora que seria um conto, foi que ela não iria para a Amazon. Eu ainda queria cumprir minha meta de auto-publicação, pelo menos em partes, mas não haveria tempo hábil para montar uma história, diagramar e lançar numa plataforma como a Amazon. Por isso, acabei optando pelo Wattpad.

O Wattpad é uma plataforma gratuita para publicação de histórias originais e fanfics. Eu faço parte da comunidade, apenas como leitora, desde 2015. Lá você pode tanto ler quanto escrever, e sempre sem pagar nada. Percebi que seria um ótimo ponto de partida começar por essa plataforma antes de tentar abocanhar uma Amazon. Até por que existe uma troca muito grande no Wattpad, os leitores podem comentar paragrafo por paragrafo da sua história e a interação me ajudaria a saber onde eu estaria acertando e onde estaria errando.

Decidido meu veículo, passei um tempo amadurecendo essa ideia. Apesar do sonho ter sido BEM EXPLICITO, na minha cabeça a história foi tomando outras proporções e crescendo em volta de coisas um pouco mais sérias:

Duas semanas depois de ter tido o sonho e da história começar a tomar forma na minha cabeça, eu consegui o plot principal, uma sinopse e A HISTÓRIA COMPLETINHA:

Obviamente cortei as ultimas linhas desse print pra não dar spoiler pra ninguém, heheheeh.

A história seria dividida em 3 partes, a primeira e a ultima bem curtinhas, e a do meio mais parruda. Funcionaria muito como um prólogo, o conto de verdade, e um epílogo. A primeira parte veio fácil. Escrevi praticamente de olhos fechados, de tão bem que fluiu.

Quando cheguei na segunda parte, travei.

E passei mais umas semanas travada. E apavorada com a ideia de não conseguir escrever um simples conto, uma história que não teria nem 50 páginas.

As vezes a gente faz umas coisas consigo mesma totalmente desnecessárias. Acho que nesse período eu fui muito má comigo. Não precisava ter me dito algumas coisas, mas, na hora da frustração, um milhão de pensamentos errados passam pela nossa cabeça.

Eu não era obrigada a escrever um livro ou um conto sequer. Muito menos era obrigada a publicar qualquer uma dessas coisas. Foi uma meta que eu mesma me impus, por que queria dar um pontapé nesse sonho, agarrar com as minhas próprias mãos esse objetivo e não ficar esperando a vida acontecer.

Então depois de algumas semanas de bloqueio e de ser bem dura comigo mesma, percebi que aquela segunda parte estava sendo difícil por que ainda não estava completa na minha cabeça. Por outro lado, a terceira parte eu já via com tanta clareza que resolvi escrevê-la de uma vez.

Em pouco tempo eu tinha o começo e o fim da história. Mas ainda não tinha o meio.

Mais dias de puro pânico e bloqueio. Eu, sentada na frente do computador, com o arquivo aberto e nenhuma palavra escrita. E o final do ano chegando. E eu desesperada pra cumprir pelo menos uma parte da minha meta de publicar ALGUMA COISA EM ALGUM LUGAR.

Foi então que no dia 29 de dezembro, perto da meia-noite, me sentei em frente ao notebook e disse pra mim mesma que escreveria pelo menos um parágrafo antes de ir dormir.

Coloquei meus fones de ouvido, liguei na trilha sonora que eu imaginava para o conto e comecei.

E escrevi.

Fui escrevendo. E escrevendo. E escrevendo e, quando me dei conta, eram 6h30 da manhã de 30 de dezembro e eu tinha terminado a minha primeira história.

Não consigo nem descrever o alivio que senti por ter conseguido. O orgulho de mim mesma. O sentimento de SIM EU SOU CAPAZ DE FAZER ISSO que tomou conta de mim foi emocionante.

O mais interessante de tudo é que, dessa vez, não enfiei os pés pelas mãos, não fui atrás de capista, revisor, etc… fiz tudo na raça, inclusive a capa, e contei com a ajuda das minhas melhores amigas (vocês sabem quem são!) para me darem opiniões, revisarem, e comentarem tudo, o que foi fundamental para o meu processo criativo. Aliás, acho que nenhum dos meus escritos teria mais do que uma página se não fosse o apoio incondicional desse grupo maravilhoso!

Não preciso nem dizer que torrei a paciência de todos os meus amigos e contatos do Whatsapp para que lessem meu conto né? E agora meio que é a vez de vocês! Eu ficaria imensamente agradecida e honrada se vocês pudessem acessar o link da minha história mais IMPROVÁVEL e lessem, comentassem e votassem lá no Wattpad.

Vou adorar saber a opinião de vocês sobre o meu primeiro escrito publicado 😀

Agora, como vocês puderam conferir no post anterior, aquele com as Metas de 2020, eu ainda não desisti da ideia de publicar um livro na Amazon. Já estou voltando a trabalhar no meu “Cara ou Coroa” e em breve venho aqui contar tudo sobre ele pra vocês 😀

O Projeto 2020

Eu Mesma

Alô, alô, meu povo! Agora que fiz meu comeback aqui no blog com um balanço das minhas metas de 2019, acho que nada mais justo do que dividir com vocês as minhas metas para 2020!

Vai ser naquele mesmo esquema do ano passado, o que quer dizer que muitos itens de 2019 ainda vão entrar nessa lista, seja por que não foram cumpridos, ou cumpridos nas coxas, ou por que quero continuar com isso nesse ano. Algumas coisas, como o canal do Youtube para o blog e a saída da casa dos meus pais, vão ficar de fora dessa lista. POR ENQUANTO.

Agora, sem mais delongas, vamos lá:

  1. Fazer um Plano de Saúde;
  2. Fazer Terapia;
  3. Praticar mais esportes:
    1. Natação;
    2. Boxe Chinês;
  4. Começar a experimentar vegetais;
  5. Fazer depilação a laser;
  6. Voltar com as unhas de gel;
  7. Fazer microblanding;
  8. Fazer mais tatuagens;
  9. Comprar uma jaqueta de couro legítimo;
  10. Manter minha rotina de cuidados comigo mesma:
    1. Cuidados com a pele diariamente;
    2. Cronograma Capilar semanalmente;
    3. Manicure semanalmente;
    4. Pedicure mensalmente;
    5. Sobrancelhas mensalmente;
  11. Publicar um livro na Amazon!
  12. Manter o Blog;
  13. Escrever diariamente:
    1. Pelo menos uma página do livro por dia;
    2. Pelo menos um post no Blog por semana;
  14. Alimentar as Redes Sociais:
    1. Instagram: Blog e Pessoal (diariamente);
    2. Facebook: Blog (semanalmente);
    3. IGTV (mensalmente);
  15. Ler diariamente;
  16. Ver séries diariamente;
  17. Assistir filmes semanalmente;
  18. Assistir musicais e espetáculos de teatro mensalmente;
  19. Ir a mais shows;
  20. Viajar mais;
  21. Estudar Planejamento Financeiro:
    1. Começar a investir;
  22. Trocar de carro;
  23. Investir em cursos:
    1. Captura de Vídeo;
    2. Edição de Vídeo;
    3. Roteiro;
    4. Escrita Criativa;
  24. Pensar em novas faculdades:
    1. Produção Audiovisual;
    2. Cinema;
  25. Juntar dinheiro para o Intercâmbio;
  26. Ser voluntária em alguma causa social;
  27. Ajudar mais artistas em projetos de financiamento coletivo;

UFA! Acho que é isso!

E aí? O que acharam das minhas novas e velhas metas?

Vocês também costumam fazer uma listinha de objetivos pra cumprir no ano?

Contem pra mim aqui nos comentários 🙂

O Balanço de 2019

Eu Mesma

Então, volta o cão arrependido, as orelhas caídas, o rabo entre as pernas…

Feliz Ano Novo, gente!

Sei que não dou as caras aqui desde agosto, e acabei nem compartilhando mais as minhas leituras mensais com vocês! Em minha defesa eu passei bastante tempo lendo em setembro e outubro (12 livros por mês) e depois de novembro minha vida entrou num looping muito louco que vou contar aqui mais pra frente!

De todo jeito, não me sobrou muito tempo pro blog e eu não acredito em fazer as coisas mal feitas, por isso resolvi dar uma pausa e voltar quando as coisas se acalmassem.

As coisas não se acalmaram, HAHAHAHHHAHA, mas me deu de novo aquela vontade doida de vir aqui falar com vocês, e que jeito melhor do que cumprir minha promessa de fazer um balanço das minhas metas de 2019?

No post do Projeto 2019, fiz uma lista de coisas que queria fazer, essa lista, na época do post, já estava meio defasada, mas quis ser fiel à ela e depois vir discutir com vocês quais metas eu consegui cumprir e quais as novas metas para 2020. O Projeto 2020 vai ficar para outro post, mas abaixo vocês conferem a minha lista de 2019 comentada:

  1. Publicar um livro na Amazon!
    Bom, eu não cheguei a publicar um livro na Amazon, e nem a terminar de escrever um livro, MAAAAAAS, senti que essa meta foi cumprida quando publiquei meu primeiro conto no Wattpad 😀 prometo voltar aqui pra falar sobre ele em breve, mas quem tiver curiosidade, pode acompanhar a história através desse link.

  2. Manter e expandir meu Blog;
    Claramente eu falhei miseravelmente nessa. Quer dizer, eu mantive o blog, mas dei aquela barrigada no final do ano. Então ele não foi expandido, mas foi mantido nas coxas HAHAHAHAHAHAHAHHA

  3. Escrever diariamente:
    1. Pelo menos uma página do livro por dia;
    2. Pelo menos um post no Blog por semana;

      Mais uma falha. No começo do ano até que fui bem, mantendo postagens semanais no blog e escrevendo pelo menos um parágrafo do meu livro por dia. Baby steps. Porém, lá pelo meio do ano as coisas começaram a ficar bagunçadas na minha vida (na minha cabeça, na real) e eu acabei ficando cada vez mais sem escrever. O projeto do livro acabou parado e o blog em pausa lá pelo final do ano.

  4. Planejar um canal no Youtube para o Blog;
    #Fail! Até cheguei a comprar alguns equipamentos que julguei necessários para começar um canal e assisti alguns vídeos para aprender mais sobre essa arte, mas, no fim do dia, eu mal estava conseguindo manter o blog, imagine um canal… essa é uma meta que vou repensar cuidadosamente se vai ou não rolar pra 2020.

  5. Alimentar as Redes Sociais:
    1. Instagram: Blog e Pessoal (diariamente);
    2. Facebook: Blog (semanalmente);
    3. IGTV (semanalmente);

      Aqui acho que foi quase. Pelo menos na parte do Instagram. Me cobro muito de postar diariamente, pelo menos durante a semana e a cuidar para que o feed fique bonito. Mas os conteúdos do IGTV nunca viram a luz do dia e os posts semanais no Facebook do blog pararam ao mesmo tempo em que o blog parou de ser alimentado.

  6. Ler diariamente;
    Como vocês puderam notar pelos posts de leituras mensais, eu QUASE arrasei nessa meta. Pelo menos, até outubro, eu estava lendo MUITO. Depois de outubro tive uma espécie de break psicológico e não voltei a ler até hoje. Em nome de Jesus isso vai mudar, mas quero compartilhar com vocês meus números de leitura de 2019:

    Livros Lidos: 67
    Páginas Lidas: 19.892
    Média de Páginas por Dia: 55


  7. Ver séries diariamente;
    #Fail. Tivemos meses bons e meses ruins em 2019. Este ano estou voltando a praticar essa meta e espero conseguir ver pelo menos um episódio de alguma coisa por dia, porém, sempre muito difícil manter o ritmo.

  8. Assistir filmes semanalmente;
    Aqui também foi uma coisa bem discrepante. Tivemos meses bons e meses ruins. Semanas em que assisti mais de um filme e semanas em que não vi nenhum. O grande problema foi minha conta bancária cada vez mais mixuruca que não me permitiu me aventurar tanto no cinema quanto eu gostaria.

  9. Assistir musicais e espetáculos de teatro mensalmente;
    Outra falha gigante. Consegui ver vários espetáculos, mas não com a frequência que queria. E definitivamente perdi alguns por falta de dinheiro 😦

  10. Estudar Planejamento Financeiro:
    1. Começar a investir;
      Muito #Fail. Principalmente pela falta de grana. Eu tava contando as moedas pra conseguir almoçar, então não sobrou muita coisa pra investir. Pelo contrário, tô cada vez mais afundada em dividas. HELP!

  11. Vender o carro;
    Essa meta acabou vindo por que precisava de dinheiro para viajar. Mas a Estrela da Morte não é um carro fácil de ser vendido, e quando eu fui pra NYC e não tinha conseguido vendê-lo ainda, acabei desistindo. A meta agora é trocá-lo por um modelo mais novo, por que gente, sério, quando você começa a andar de carro, é muito difícil ficar sem.

  12. Fazer uma limpeza geral:
    1. Vender coisas novas que não estou usando;
    2. Separar roupas e calçados para doação;

      Sucesso. Quase. Eu fiz a limpeza geral. Separei um monte de DVD’s e livros e vendi num sebo. Tirei um monte de roupas e calçados do guarda-roupas e doei. Mas algumas dessas coisas eu não consegui vender pra fazer uma renda extra. Acho que preciso pensar numa estratégia de marketing melhor, talvez usando o Instagram.

  13. Viagem para Nova York:
    1. Comprar celular novo;
    2. Comprar notebook;
    3. Comprar câmera;

      SUCESSO REAL! A viagem foi incrível e consegui comprar todas as coisas da minha lista e mais um pouco! Infelizmente estou endividada por causa disso até hoje. O lema “vou deixar a Pam do futuro resolver isso” nunca me fodeu tanto.

  14. Começar a planejar a saída da casa dos meus pais;
    Mais uma falha. No fim das contas eu queria sair da casa dos meus pais devido a problemas com a minha mãe. Uma vez que resolvemos nossas diferenças, essa meta acabou não fazendo tanto sentido, principalmente pra alguém com tantas dividas quanto eu.

  15. Procurar cursos:
    1. Fotografia;
    2. Captura de Vídeo;
    3. Edição de Vídeo;
    4. Roteiro;
    5. Escrita Criativa;

      Eu REALMENTE cheguei a procurar todos esses cursos. Mas fiz mesmo só o de Fotografia, que foi maravilhoso. Os outros acabaram ficando pra escanteio quando os problemas com grana começaram.

  16. Pensar em novas faculdades:
    1. Produção Audiovisual;
    2. Cinema;

      E como eu pensei hein… meus motivos para procurar outra formação era o descontentamento crescente com o meu antigo emprego, onde eu não via chance de crescimento, nem oportunidade pra começar a ganhar melhor e assim pagar minhas dividas. Nessa hora pensei em mudar de rumo. E eu realmente mudei. Mas de emprego, rs. Essas faculdades ainda estão guardadas num cantinho do meu coração, mas por enquanto to querendo fazer minha carreira publicitária dar uma virada nesse novo trabalho.

  17. Intercâmbio?
    Não em 2019. E definitivamente não em 2020. Porém, estou finalmente planejando, para as minhas férias em 2021, um intercâmbio de um mês na Nova Zelândia.

  18. Ser voluntária em alguma causa social;
    Essa foi difícil demais. Principalmente por causa do meu psicológico. Não consegui pensar em fazer os trabalhos voluntários mais básicos como: ajudar moradores de rua, ajudar crianças carentes ou ajudar com bichinhos abandonados que sofreram maus tratos. Qualquer uma dessas coisas me fazem chorar só de imaginar. Tive a ideia de me voluntariar num projeto que constrói escolas e casas para pessoas carentes e me inscrevi no projeto Magalô, mas ainda não fui convocada para ajudar 😀

  19. Manter uma rotina de cuidados comigo mesma:
    1. Cuidados com a pele diariamente;
    2. Cronograma Capilar semanalmente;
    3. Manicure semanalmente;
    4. Pedicure mensalmente;
    5. Sobrancelhas mensalmente;
    6. Depilação mensalmente;

      Normalmente mantenho com sucesso essa rotina de cuidados. Comecei a deixar um pouco de lado as coisas que vão dinheiro quando a grana apertou, mas, no geral, eu diria que essa meta foi cumprida com sucesso.

  20. Encontrar um esporte:
    1. Natação?
    2. Pilates?

      #FAIL, essa meta não rolou ano passado, mas agora em 2020 já me associei à um clube que oferece esportes por um preço mais acessível. Logo mais vou estar ocupadíssima nas minhas aulas de Boxe Chinês e Natação!

Enfim, gente! Esse foi o balanço das minhas metas de 2019. Juro que fui totalmente transparente com tudo e já estou preparando a minha lista com metas para 2020, onde várias dessas coisas que falharam vão entrar de novo e vou tentar cumprir mais uma vez.

No todo, eu sinto que sai de 2019 muito melhor do que entrei. Não foi um ano nada fácil. Levei várias pancadas na cabeça, mas saí bem mais forte. Todas as coisas ruins que me derrubaram, também me fizeram levantar mais resistente. Como diz aquela música da Kelly Clarkson “What doesn’t kill you makes you stronger“.

Então, apesar do pesares, tenho a sensação de que me tornei a melhor versão de mim mesma. Que finalmente estou indo em frente, com objetivos claros e que minha vida está andando da forma que eu quero. Agora é seguir adiante, sempre evoluindo e sendo uma pessoa melhor do que fui ontem 😀

Cuidado com o Golpe no Mercado Livre

Eu Mesma

Neste final de semana resolvi fazer um anúncio no Mercado Livre pra vender meu antigo celular. Escolhi o site com uma falsa ilusão de segurança, já que eles utilizam como meio de pagamento o MercadoPago, que permite que os vendedores e os compradores tenham mais segurança e garantia na hora de comprar e vender produtos.

E teoricamente esse meio de pagamento é realmente super seguro. Porém, como bandido sempre dá um jeito, eis que estão se utilizando do seu e-mail, e até do seu número de WhatsApp, para enviar falsos comprovantes de pagamento, alegando terem efetuado a compra dentro da plataforma do Mercado Livre.

Importante salientar aqui que o Mercado Livre não tem nada a ver com isso. A plataforma deles é SIM segura, porém aquela pessoa que nunca vendeu nada por lá, o famoso marinheiro de primeira viagem, que não conhece bem o processo de como as coisas são feitas, acaba se tornando um alvo bem fácil na mão dos malfeitores.

Vou contar pra vocês a experiência bizarra que tive nesse fim de semana. Não querendo fazer escarcéu nem nada, mas só pra contar para as pessoas que isto está acontecendo, já que muitas podem não ter a mesma sorte de perceber o golpe. Então esse post é mais um alerta, pra blindar quem quer que seja contra esse golpe.

Bom gente, como disse no começo do texto, fiz um anúncio para tentar vender meu celular no Mercado Livre (inclusive quem tiver interesse, o link é esse :D), imaginando ser mais seguro e ainda ter a opção de parcelar no cartão de crédito. Era sábado à noite, então qual não foi a minha surpresa quando, meia hora após publicar o anúncio, recebi um e-mail de “PARABÉNS, VOCÊ VENDEU!”.

Na hora nem deu tempo de suspeitar da veracidade daquilo, já que, convenhamos, as coisas não estão nada fáceis ultimamente e ninguém ta comprando nada de ninguém, ainda mais assim tão rápido. Mas naquele momento eu fiquei tão feliz de ter conseguido vender o celular que só sai pulando pela casa e organizando uma caixa com todos os itens que anunciei.

GENTE, OLHA QUE PERIGO! Eu nem pensei muito, tava pronta pra basicamente entregar meu celular pros bandidos! Vou colar aqui a imagem do e-mail que recebi, nessa imagem vou destacar o destinatário, que é o melhor jeito de você perceber que trata-se de UM GOLPE.

O primeiro alerta é esse endereço de e-mail. O e-mail oficial do Mercado Livre é “@mercadolivre.com.br“, percebam que esse termina com “@mercadolivreBR.ORG“. Mas, à primeira vista, quem vai olhar endereço de e-mail quando aparece na sua caixa de entrada bem grande MERCADO LIVRE? Além disso, os e-mails são esteticamente profissionais, com todos os dados que você puder imaginar, bem configurados, tem cara de COISA OFICIAL.

O segundo alerta, foi algo que apareceu logo abaixo das informações de pagamento. A retirada do produto seria feita via Uber. Eles pagariam um carro pra ir até a minha casa e retirar o meu produto. Pessoal, NÃO EXISTE parceria do Mercado Livre com a Uber para envio/entrega de produtos. As entregas e envio são feitas pelo correio, ou em mãos, se você tiver deixado essa opção ativa, coisa que eu não deixei.

O terceiro alerta foi que, nas instruções no final do e-mail, eles pedem para que você pause o seu anúncio. NÃO PAUSEM OS SEUS ANÚNCIOS. Assim que você fizer isso ele vai “sair do ar”. Isso me deixou com a pulga atrás da orelha, pois se o anúncio não estava mais no ar, como é que eu ia visualizar as informações de pagamento dentro da plataforma do Mercado Livre?

Pior de tudo, dentro do Mercado Livre, lá no seu anúncio, a tal pessoa te manda diversas mensagens pedindo para que você verifique no seu e-mail se chegou o comprovante de pagamento. Pedindo para que você pause o seu anúncio, no maior desespero, sem nenhuma educação ou respeito pelas regras básicas de gramática do nosso português.

Infelizmente vou ficar devendo esses prints pra vocês, pois quando não caí no golpe, essas perguntas foram misteriosamente apagadas do meu anúncio.

A coisa toda não para por ai. Você ainda vai receber mais um e-mail, pedindo que passe seus dados bancários, Banco, Conta Corrente, Agência, CPF. Nem preciso dizer pra você não dividir essas informações, né?

Foi só quando recebi esse e-mail que comecei a desconfiar. E não foi por que estavam pedindo os meus dados bancários, mas sim por que estava aparecendo um outro nome de comprador. E então notei o endereço de e-mail:

O servidor de e-mail era totalmente diferente do primeiro.

Como fiquei com a pulga atrás da orelha, já fui pesquisar no Google sobre como era o processo de compra e venda no Mercado Livre. Infelizmente não achei nenhum passo-a-passo de como isso funcionaria na prática, daí resolvi procurar sobre golpes. E foi quando encontrei essa matéria do TechTudo e TIVE CERTEZA.

Então sim, amigos. Haviam duas pessoas tentando me dar um golpe e roubar meu celular. E se não fosse por isso, por esse segundo comprador, se eu tivesse pausado o meu anúncio depois do primeiro e-mail, provavelmente eu não teria descoberto que era um golpe, por que não teria recebido esse segundo, que me fez ficar bem alerta. Eles te pedem pra pausar o anúncio justamente para que não apareça outra pessoa para “comprar” o seu produto.

Eu ainda recebi a mensagem acima no meu celular, mas não me dignei a responder. Percebam que esse número ainda está ativo, e provavelmente dando golpes por ai em outras pessoas. Eles vão tentar entrar em contato com você por e-mail e por celular, pedir para pausar anúncio, enviar seu endereço e seus dados para que possam buscar os seus produtos com Uber.

Gente, sob nenhuma circunstância negocie qualquer produto que vocês anunciaram no Mercado Livre pelo seu e-mail ou WhatsApp. Qualquer negociação deve ser feita pela plataforma. Não acredite em nenhum comprovante de pagamento que enviem pro e-mail de vocês. É preciso que essa informação de venda apareça no próprio site do Mercado Livre, se não aparecer nada na plataforma então É GOLPE.

No domingo ainda recebi uma terceira tentativa de golpe, com outro nome de comprador e outro endereço de e-mail, esse tão porco que o servidor é o do Gmail:

Então assim, está acontecendo e com uma frequência absurda. Por isso fiquem espertos e alertem as outras pessoas. Eu não sei se existe alguma medida legal que a gente possa tomar quanto a esses golpistas. Se existe uma forma de rastrear os e-mails ou mensagens, ou mesmo se isso está previsto dentro da lei.

Mas o que podemos fazer com certeza é alertar o maior número de pessoas possível para que não caiam nesse golpe.

Se vocês tiverem qualquer dúvida ou pergunta sobre essa cachorrada toda que quase aconteceu comigo, os comentários deste post estão abertos e eu vou responder todos com o maior prazer 😀

O Projeto 2019

Eu Mesma

Desde o começo deste ano eu venho comentando com vocês, em alguns posts aqui no blog, sobre meu Planejamento 2019, sobre um projeto pessoal que fiz pra mim mesma neste ano, e prometendo dividir com todo mundo as minhas pretensões para o ano da virada.

Acontece que 2019 está correndo tão rápido quanto o próprio Flash! Eu pisquei e o primeiro semestre – o SEMESTRE, SEIS FUCKING MESES – já haviam se passado e eu nunca vim aqui conversar sobre o meu projeto… ou mesmo avancei muito nele.

Decidi que o primeiro passo pra botar todas essas coisas em prática (além de ter escrito elas no meu caderninho, no começo do ano) seria dividi-las aqui, assim eu teria gente me cobrando (ou não, realmente não sei se vocês se importam a esse ponto), ou pelo menos teria algo público cobrando minhas promessas a mim mesma.

Sempre achei que as promessas que nos fazemos são as mais importantes que podemos fazer. E as mais difíceis de cumprir também. Temos uma tendência absurda a nos colocarmos sempre em segundo lugar… é mais fácil cumprir um acordo com uma outra pessoa do que com a gente mesmo. E é por isso que vou colocar minhas promessas aqui, assim sinto que elas são de todo mundo também.

O meu objetivo, quando pensei nesse Projeto, era ter uma espécie de Resolução de Ano Novo 2.0, mas eu não queria colocar ali coisas como “entrar na academia”, “perder 5kg” ou qualquer das promessas de Ano Novo que fazemos e nunca cumprimos.

Eu queria alguns objetivos que iriam guiar a minha vida nos próximos anos e fazer de mim uma pessoa melhor. A melhor versão de mim mesma. Incluindo, por que não, começar a colocar em prática alguns dos meus sonhos.

O erro do jovem hoje em dia é ficar esperando a vida começar, sem nunca de fato fazer algo a respeito disso. A nossa vida já começou, nada de espetacular vai acontecer nela a não ser que façamos algo a respeito. E eu passei tempo demais deixando pra amanhã o que poderia fazer hoje. Por esse motivo, lá no final de 2018 decidi que 2019 seria o ANO DA VIRADA!

Mesmo com todos os desastres acontecidos no ano passado (alô, eleições 2018), este ano seria melhor. Não só por que meu Mapa Astral me disse isso (alô, Retorno de Saturno), mas também por que eu finalmente decidi fazer com que fosse melhor.

Antes de dividir com vocês a minha listinha, que nem é tão desafiadora assim, mas se baseia em cuidar de mim e de tudo o que eu amo, preciso salientar que uma parte dessas Resoluções 2.0 também foram inspiradas pelo meu atual emprego.

Hoje em dia sou Analista de Marketing numa empresa de tecnologia e inovação chamada Foursys. Aqui tem uma coisa muito legal chamada “Desafios Pessoais”. Todo ano eles pedem que cada funcionário eleja um Desafio Pessoal para ser cumprido, em data estipulada pelo próprio colaborador. Pode ser qualquer coisa, desde que te desafie pessoalmente (acho que isso ficou claro).

No meu primeiro ano aqui meu desafio era este Blog. Fui a primeira ganhadora dos Desafios Pessoais da Foursys e como prêmio recebi uma ajudinha financeira para custear minha CCXP 2018. Este ano meu Desafio Pessoal é escrever um livro e publicá-lo na Amazon.

Se vocês viram o primeiro post desse blog, sabem que minha grande paixão é escrever. Eu escrevia histórias antes mesmo de saber que estava escrevendo histórias. Eu já escrevia inclusive antes de descobrir o meu amor pela leitura. O meu grande problema na vida sempre foi ser uma ariana hiperativa, que nunca teve a paciência de terminar de escrever qualquer coisa que tenha começado.

Entretanto, mesmo a empresa onde trabalho sendo super legal, eu já percebi que esse não é o meu caminho. Essa coisa com Marketing e Publicidade já está me matando aos poucos (e eu não tenho nem 30 anos ) e sou infeliz pra caralho fazendo essa merda. Foi por isso que resolvi fazer desse Desafio Pessoal o incio de outra coisa. Resolvi dar aquele passo importante pra alcançar os sonhos e fazer aquilo que eu amo.

Então eu vou escrever um livro e, se Deus quiser, vou escrever mais um bocado depois deste. E a maior parte do meu Projeto 2019 gira em torno disso (salvo algumas outras coisas para cuidar de mim). E em torno desse bloguinho também, que amo de paixão. A principio algumas coisas podem nem parecer ter alguma relação com isso, mas acreditem, elas têm!

Por isso, finalmente, depois de muitos parágrafos de ladainha, se você chegou até aqui, merece ler essa singela listinha de Resoluções para 2019:

  1. Publicar um livro na Amazon!
  2. Manter e expandir meu Blog;
  3. Escrever diariamente:
    1. Pelo menos uma página do livro por dia;
    2. Pelo menos um post no Blog por semana;
  4. Planejar um canal no Youtube para o Blog;
  5. Alimentar as Redes Sociais:
    1. Instagram: Blog e Pessoal (diariamente);
    2. Facebook: Blog (semanalmente);
    3. IGTV (semanalmente);
  6. Ler diariamente;
  7. Ver séries diariamente;
  8. Assistir filmes semanalmente;
  9. Assistir musicais e espetáculos de teatro mensalmente;
  10. Estudar Planejamento Financeiro:
    1. Começar a investir;
  11. Vender o carro;
  12. Fazer uma limpeza geral:
    1. Vender coisas novas que não estou usando;
    2. Separar roupas e calçados para doação;
  13. Viagem para Nova York:
    1. Comprar celular novo;
    2. Comprar notebook;
    3. Comprar câmera;
  14. Começar a planejar a saída da casa dos meus pais;
  15. Procurar cursos:
    1. Fotografia;
    2. Captura de Vídeo;
    3. Edição de Vídeo;
    4. Roteiro;
    5. Escrita Criativa;
  16. Pensar em novas faculdades:
    1. Produção Audiovisual;
    2. Cinema;
  17. Intercâmbio?
  18. Ser voluntária em alguma causa social;
  19. Manter uma rotina de cuidados comigo mesma:
    1. Cuidados com a pele diariamente;
    2. Cronograma Capilar semanalmente;
    3. Manicure semanalmente;
    4. Pedicure mensalmente;
    5. Sobrancelhas mensalmente;
    6. Depilação mensalmente;
  20. Encontrar um esporte:
    1. Natação?
    2. Pilates?

Não preciso nem dizer que estou falhando miseravelmente em vários destes itens, não é mesmo? Mas ainda tenho mais seis meses pra fazer essa listinha acontecer!

Uma coisa interessante é que fiz esse “guia” no começo do ano e alguns dos objetivos já não me parecem tão urgentes, tais como: vender meu carro e sair da casa dos meus pais. Mas quis deixa-los ai pra ser fiel à minha visão do Projeto 2019 original e também para não esquecê-los como objetivos… posso já não querer mais fazer isso agora, mas não quer dizer que não sejam metas pros próximos anos.

O mesmo vale pra algumas coisas que talvez não saiam do papel ainda em 2019… nada vai impedir de saírem em 2020, ou até depois. O importante é não perder os sonhos de vista e trabalhar pra eles, por que se a gente seguir em frente uma hora a coisa sai!

Prometo fazer um balanço no inicio de 2020 e contar pra vocês o que saiu do papel e o que ainda não saiu. E também prometo deixar vocês saberem quando meu livro estiver pronto 😉

Mas agora gostaria de saber: vocês costumam fazer listas com metas e objetivos? Isso ajuda/facilita seus planos e sonhos a virarem realidade?

Me contem aqui nos comentários ♥

Aquele fogo no rabo pra cortar o cabelo

Eu Mesma, Moda & Beleza

Como já comentei com vocês no post de trauma capilar aqui no blog, houve um tempo em que a simples menção à palavras como “corte” e “tesoura” já me davam dor de barriga. Hoje em dia as coisas são bem diferentes, e as vezes preciso me controlar pra não bater cartão no cabeleireiro a cada 3 meses.

Já que um bom corte de cabelo pede um bom investimento, a partir do momento que meu bolso pesa, tudo muda de figura, então consigo me segurar por pelo menos 6 meses antes de começar a enlouquecer pouco a pouco.

Mesmo assim, sou o tipo de pessoa que acompanha um bocado de perfis de Instagram de hairstylists, então sempre tem aquela vozinha diabólica no fundo dos meus pensamentos me mandando cortar o cabelo.

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A última vez que cortei meu cabelo foi em fevereiro desse ano, ou seja, já estamos há 7 meses sem repaginar esse visual, e pior que nem foi por falta de tentativa.

Quem acompanhou a saga do cálculo renal aqui no blog viu meu drama da vida real, aquele da pessoinha que esperou mais de um mês pra agenda da cabeleireira dela ficar livre e quando finalmente chegou o dia do agendamento teve uma crise de pedra no rim e foi obrigada a desmarcar.

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Como quem acredita sempre alcança, eis que depois de mais um mês de espera, consegui mais uma vaga no agendamento disputadíssimo do VizuHairClub e, se Deus quiser, nada mais ficará entre mim e a tesoura da Carol dos Caracóis na próxima semana.

“Mas Pamzinha, você não podia ir em outro salão cortar esse cabelo? Por que esperar tanto?”

Olha gente, vocês que leram o post do trauma capilar sabem que eu fiquei muito marcada pelo trabalho horrível de uma pessoa que se dizia profissional. Hoje em dia, mesmo acompanhando um monte de cabeleireiro talentoso pelo Instagram, tem só uma pessoa que eu confio pra mexer no meu cabelo, e essa pessoa é a Carol.

Conheci a Carol Castilho quando ela ainda trabalhava na Unidade Augusta do Retrô Hair, e foi uma coisa totalmente por acaso, um alinhamento cósmico maravilhoso (e se você não acredita em alinhamentos cósmicos, por favor leia esse post). Foi num desses dias que me deu a louca pra cortar o cabelo, mas eu não estava mais feliz com a minha antiga cabeleireira e todo mundo me falava muito bem do Retrô, então liguei lá na hora do almoço e pedi pra cortar o cabelo com qualquer pessoa que estivesse disponível naquele mesmo dia.

Engraçado que hoje em dia jamais faria isso. Precisaria estar stalkeando o profissional há meses no Instagram pra decidir cortar assim do nada. É por essas e outras que falo que meu encontro com a Carol em julho de 2016 foi obra do destino.

Lembro claramente como ela me recebeu bem, como falamos sobre a Lua que entrava em Leão naquele dia, como ela reconheceu algumas propriedades do meu cabelo só de olhar e me propôs soluções pra gente lidar com ele.

Eu mostrei uma foto da Scarlett Johansson como inspiração, e diferentemente de outros profissionais, ela não fez EXATAMENTE aquele corte. Ela fez algo que iria funcionar mil vezes melhor no meu cabelo e no meu rosto, e de algum jeito respeitou a inspiração que tinha mostrado.

Depois disso ela virou a minha profissional de confiança. A única pessoa que sento na cadeira e falo “faz o que quiser ai”.

Enfim, normalmente quando me da louca pra cortar o cabelo, eu já tenho em mente o corte que pretendo fazer. Entretanto dessa vez estou bem dividida.

Adoro cabelos curtos e ultimamente meu cabelo não passa do long bob. Por isso mesmo, estava querendo deixar ele crescer. Então uma das minhas opções é apostar num long bob mais longo, e deixar essa cabeleira crescer pela primeira vez em anos, afinal, em maio de 2019 vou ser madrinha de casamento novamente, e queria muuuuuuito um cabelo comprido pra poder brincar melhor com os penteados.

Abaixo, alguns cortes nesse estilo mais longo:

 

O negócio é que, a ultima vez que cortei meu cabelo também foi a vez em que descolori ele tão loucamente que ele ficou branco e muito agredido. Até hoje as pontas quebram facilmente e eu sinto como se meu cabelo estivesse caindo aos pedaços. Quando me olho no espelho a minha vontade é me livrar de toda essa parte mais seca e espigada do cabelo.

Então outra opção seria um blunt bob, que me livraria, além das pontas maltratadas, dos restos de progressiva que ainda permeiam meus fios. É um corte que me agrada muito e estou quase convencida de que vai fazer minha cabeça pelos próximos meses ha-ha-ha:

 

A parte ruim é que o sonho do penteado intrincado no casamento ano vem escorre pelo ralo 😦

Mas ainda assim, como sou uma pessoa super preparada, já comecei a fuçar o Pinterest e descobri que existem algumas opções de penteados bem despojados e maravilhosos pra quem tem o cabelo curto:

 

Anyway, tenho até a próxima terça-feira (18) pra decidir o futuro do meu cabelo e seria ótimo saber a opinião de vocês a respeito!

Então sintam-se livres e desimpedidos pra me dar conselhos e dicas aqui nos comentários ou nas minhas redes sociais 😀

O Primeiro Episódio de Cálculo Renal a Gente Nunca Esquece…

Eu Mesma, Minha Vida Maravilhosa

Vocês devem ter notado que andei meio sumida essa semana… normalmente faço posts aqui no blog pelo menos duas vezes a cada 7 dias, porém dessa vez não rolou, e a culpa é de um vilão dos mais parrudos que já enfrentei.

Normalmente escrevo todos os textos que pretendo postar durante o fim de semana, já que de segunda à sexta fico atarantada demais com o trabalho pra conseguir me focar em escrever. Acontece que no fim de semana passado eu já estava meio jururu por causa de cólica menstrual, que acabou de deixando pra baixo a semana passada toda e eis que no domingo o bicho pegou de um jeito que nunca vi.

Foi uma cólica diferente de todas que já senti antes, e olha que eu sou campeã em ir pro hospital tomar medicação na veia por causa de cólica menstrual… mas aquela era bem diferente e eu não soube bem descrever, só tomei todos os Buscofem em que consegui botar as mãos, deitei e rezei pra passar. Acabei inclusive dormindo o dia todo, de tão exaustivo que foi sentir tanta dor, e no fim das contas não consegui escrever nada pro blog.

Na segunda acordei ainda com o fantasma do desconforto, não era o monstro gigante que tinha me assolado no dia anterior, mas eu ainda estava meio dolorida. Com a agitação do dia acabei esquecendo a dor e na terça eu já estava perfeitamente bem.

Só que o bicho pegou na quarta-feira.

Acordei super bem. Sai com o carro em direção ao metrô, fazendo os vídeos do “Minha Vida Maravilhosa” pro Instagram normalmente, cheia de planos, já que o casamento da dona Mariana, membro fundador da Panelinha (e se você não sabe o que é Panelinha, tá na hora de acessar esse post), tava se aproximando e entre as loucuras de escolher vestido, sapato, bolsa, penteado e maquiagem, eu estava com um horário no cabeleireiro (um que tive que esperar mais de um mês, já que a agenda da minha profissional de confiança é uma loucura), pronta pra dar um corte bem do necessário na minha cabeleira naquele mesmo dia.

Acontece, meus amigos, que todas essas coisas foram varridas da minha cabeça quando cheguei ao metrô Jabaquara. Primeiramente por que deu ruim nas linhas de metrô da cidade de São Paulo e tudo estava um caos total. E segundo por que aquela mesma dorzinha que tinha sentido no domingo, e confundido com cólica menstrual, foi deslizando sorrateiramente pelas minhas costas e me deixando meio enjoada.

Na mesma hora mandei uma mensagem pro meu Boss, avisando da merda do metrô e falando sobre a dor estranha, resolvi abandonar a estação e chamar um Uber pra chegar ao trabalho, já que minha Estrela da Morte não é muito de confiança pra enfrentar o trânsito de São Paulo.

No Uber a dorzinha começou a ficar deveras insuportável, mas acreditem, ainda estava longe de ser o pior que eu sentiria naquele dia.

Cheguei ao trabalho meio pálida, meio trêmula. A geral botou os olhos em mim e já saíram procurando hospital público ali por perto pra me carregar.

Aquele desconforto tinha virado uma dorzona. Começava nas costas, na parte direita, e irradiava pra barriga, descia queimando pela região do útero e me dava a impressão horrível de que meus ovários, ou qualquer coisa que estivesse ali por perto, estavam se torcendo, dando nós, queimando e doendo, doendo.

Cheguei lá na Santa Casa já em desespero, me revirando de dor, não conseguia nem PENSAR em nada, só no meu sofrimento todo. Demorei séculos pra ser atendida. Séculos na triagem, onde julgaram que o que eu estava sentindo não era nada demais, me jogaram numa sala e me deixaram lá, me balançando em agonia pra todos os lados. Quando eu cai da cadeira e me embolei em posição fetal se tocaram de que o bicho tava pegando REAL pro meu lado, me reclassificaram como “quase urgente” e me atenderam.

Diagnóstico: primeiro episódio de cólica renal.

Lá vou eu pra analgesia, esperar pelo alivio da medicação, que parecia nunca vir.

Mais alguns séculos me revirando de dor naquela sala também, enquanto a enfermeira ARROMBADA que deveria fazer minha medicação resolveu que era melhor esperar pela troca de turno e, a partir daí chega um paciente convulsionando, em estado muito mais urgente que o meu, e daí, meus amigos, eu perdi totalmente a noção do tempo que fiquei CHORANDO de dor, por que sim, cheguei no estágio humilhante em que já estava as lágrimas e ninguém se importava.

Esse descaso todo não foi só comigo não. Em certo momento, aquele mesmo paciente que chegou convulsionando teve outra convulsão, bem ali na maca no corredor, e o médico na frente dele só olhou, e voltou a mexer no celular, encostado na parede.

No fim das contas tomei uma primeira medicação, aliviou, mas não levou a dor embora. Depois subi pra fazer um ultrassom, e o mocinho me assustou umas duas vezes me dizendo quão enormes eram as pedras nos meus rins, só pra supervisora dele chegar e dizer que não tinha nada lá. Ele esperou ela sair pra chamar ela de vaca na minha frente.

Conclusão: as pedras, se é que existem, são muito pequenas para serem vistas no ultrassom, então tomei mais uma dose de Tramal, peguei uma receitinha pra dor e outra pra diluir e expelir a pedra e chamei um Uber pra ir pra casa, me sentindo um cocô gigantesco.

Atualmente estou atormentada com o tal do Sódio, bebendo água loucamente e tomando Dipirona como se não houvesse amanhã, bem alerta a qualquer tipo de dor nos rins, já que a cada movimento rolam umas pontadas sinistras do lado esquerdo do meu corpinho.

E vocês? Já tiveram uma experiência terrível com cálculo renal? Ou até mesmo um atendimento de bosta no hospital público? Conta pra mim aqui nos comentários!