Cuidado com o Golpe no Mercado Livre

Eu Mesma

Neste final de semana resolvi fazer um anúncio no Mercado Livre pra vender meu antigo celular. Escolhi o site com uma falsa ilusão de segurança, já que eles utilizam como meio de pagamento o MercadoPago, que permite que os vendedores e os compradores tenham mais segurança e garantia na hora de comprar e vender produtos.

E teoricamente esse meio de pagamento é realmente super seguro. Porém, como bandido sempre dá um jeito, eis que estão se utilizando do seu e-mail, e até do seu número de WhatsApp, para enviar falsos comprovantes de pagamento, alegando terem efetuado a compra dentro da plataforma do Mercado Livre.

Importante salientar aqui que o Mercado Livre não tem nada a ver com isso. A plataforma deles é SIM segura, porém aquela pessoa que nunca vendeu nada por lá, o famoso marinheiro de primeira viagem, que não conhece bem o processo de como as coisas são feitas, acaba se tornando um alvo bem fácil na mão dos malfeitores.

Vou contar pra vocês a experiência bizarra que tive nesse fim de semana. Não querendo fazer escarcéu nem nada, mas só pra contar para as pessoas que isto está acontecendo, já que muitas podem não ter a mesma sorte de perceber o golpe. Então esse post é mais um alerta, pra blindar quem quer que seja contra esse golpe.

Bom gente, como disse no começo do texto, fiz um anúncio para tentar vender meu celular no Mercado Livre (inclusive quem tiver interesse, o link é esse :D), imaginando ser mais seguro e ainda ter a opção de parcelar no cartão de crédito. Era sábado à noite, então qual não foi a minha surpresa quando, meia hora após publicar o anúncio, recebi um e-mail de “PARABÉNS, VOCÊ VENDEU!”.

Na hora nem deu tempo de suspeitar da veracidade daquilo, já que, convenhamos, as coisas não estão nada fáceis ultimamente e ninguém ta comprando nada de ninguém, ainda mais assim tão rápido. Mas naquele momento eu fiquei tão feliz de ter conseguido vender o celular que só sai pulando pela casa e organizando uma caixa com todos os itens que anunciei.

GENTE, OLHA QUE PERIGO! Eu nem pensei muito, tava pronta pra basicamente entregar meu celular pros bandidos! Vou colar aqui a imagem do e-mail que recebi, nessa imagem vou destacar o destinatário, que é o melhor jeito de você perceber que trata-se de UM GOLPE.

O primeiro alerta é esse endereço de e-mail. O e-mail oficial do Mercado Livre é “@mercadolivre.com.br“, percebam que esse termina com “@mercadolivreBR.ORG“. Mas, à primeira vista, quem vai olhar endereço de e-mail quando aparece na sua caixa de entrada bem grande MERCADO LIVRE? Além disso, os e-mails são esteticamente profissionais, com todos os dados que você puder imaginar, bem configurados, tem cara de COISA OFICIAL.

O segundo alerta, foi algo que apareceu logo abaixo das informações de pagamento. A retirada do produto seria feita via Uber. Eles pagariam um carro pra ir até a minha casa e retirar o meu produto. Pessoal, NÃO EXISTE parceria do Mercado Livre com a Uber para envio/entrega de produtos. As entregas e envio são feitas pelo correio, ou em mãos, se você tiver deixado essa opção ativa, coisa que eu não deixei.

O terceiro alerta foi que, nas instruções no final do e-mail, eles pedem para que você pause o seu anúncio. NÃO PAUSEM OS SEUS ANÚNCIOS. Assim que você fizer isso ele vai “sair do ar”. Isso me deixou com a pulga atrás da orelha, pois se o anúncio não estava mais no ar, como é que eu ia visualizar as informações de pagamento dentro da plataforma do Mercado Livre?

Pior de tudo, dentro do Mercado Livre, lá no seu anúncio, a tal pessoa te manda diversas mensagens pedindo para que você verifique no seu e-mail se chegou o comprovante de pagamento. Pedindo para que você pause o seu anúncio, no maior desespero, sem nenhuma educação ou respeito pelas regras básicas de gramática do nosso português.

Infelizmente vou ficar devendo esses prints pra vocês, pois quando não caí no golpe, essas perguntas foram misteriosamente apagadas do meu anúncio.

A coisa toda não para por ai. Você ainda vai receber mais um e-mail, pedindo que passe seus dados bancários, Banco, Conta Corrente, Agência, CPF. Nem preciso dizer pra você não dividir essas informações, né?

Foi só quando recebi esse e-mail que comecei a desconfiar. E não foi por que estavam pedindo os meus dados bancários, mas sim por que estava aparecendo um outro nome de comprador. E então notei o endereço de e-mail:

O servidor de e-mail era totalmente diferente do primeiro.

Como fiquei com a pulga atrás da orelha, já fui pesquisar no Google sobre como era o processo de compra e venda no Mercado Livre. Infelizmente não achei nenhum passo-a-passo de como isso funcionaria na prática, daí resolvi procurar sobre golpes. E foi quando encontrei essa matéria do TechTudo e TIVE CERTEZA.

Então sim, amigos. Haviam duas pessoas tentando me dar um golpe e roubar meu celular. E se não fosse por isso, por esse segundo comprador, se eu tivesse pausado o meu anúncio depois do primeiro e-mail, provavelmente eu não teria descoberto que era um golpe, por que não teria recebido esse segundo, que me fez ficar bem alerta. Eles te pedem pra pausar o anúncio justamente para que não apareça outra pessoa para “comprar” o seu produto.

Eu ainda recebi a mensagem acima no meu celular, mas não me dignei a responder. Percebam que esse número ainda está ativo, e provavelmente dando golpes por ai em outras pessoas. Eles vão tentar entrar em contato com você por e-mail e por celular, pedir para pausar anúncio, enviar seu endereço e seus dados para que possam buscar os seus produtos com Uber.

Gente, sob nenhuma circunstância negocie qualquer produto que vocês anunciaram no Mercado Livre pelo seu e-mail ou WhatsApp. Qualquer negociação deve ser feita pela plataforma. Não acredite em nenhum comprovante de pagamento que enviem pro e-mail de vocês. É preciso que essa informação de venda apareça no próprio site do Mercado Livre, se não aparecer nada na plataforma então É GOLPE.

No domingo ainda recebi uma terceira tentativa de golpe, com outro nome de comprador e outro endereço de e-mail, esse tão porco que o servidor é o do Gmail:

Então assim, está acontecendo e com uma frequência absurda. Por isso fiquem espertos e alertem as outras pessoas. Eu não sei se existe alguma medida legal que a gente possa tomar quanto a esses golpistas. Se existe uma forma de rastrear os e-mails ou mensagens, ou mesmo se isso está previsto dentro da lei.

Mas o que podemos fazer com certeza é alertar o maior número de pessoas possível para que não caiam nesse golpe.

Se vocês tiverem qualquer dúvida ou pergunta sobre essa cachorrada toda que quase aconteceu comigo, os comentários deste post estão abertos e eu vou responder todos com o maior prazer 😀

O Projeto 2019

Eu Mesma

Desde o começo deste ano eu venho comentando com vocês, em alguns posts aqui no blog, sobre meu Planejamento 2019, sobre um projeto pessoal que fiz pra mim mesma neste ano, e prometendo dividir com todo mundo as minhas pretensões para o ano da virada.

Acontece que 2019 está correndo tão rápido quanto o próprio Flash! Eu pisquei e o primeiro semestre – o SEMESTRE, SEIS FUCKING MESES – já haviam se passado e eu nunca vim aqui conversar sobre o meu projeto… ou mesmo avancei muito nele.

Decidi que o primeiro passo pra botar todas essas coisas em prática (além de ter escrito elas no meu caderninho, no começo do ano) seria dividi-las aqui, assim eu teria gente me cobrando (ou não, realmente não sei se vocês se importam a esse ponto), ou pelo menos teria algo público cobrando minhas promessas a mim mesma.

Sempre achei que as promessas que nos fazemos são as mais importantes que podemos fazer. E as mais difíceis de cumprir também. Temos uma tendência absurda a nos colocarmos sempre em segundo lugar… é mais fácil cumprir um acordo com uma outra pessoa do que com a gente mesmo. E é por isso que vou colocar minhas promessas aqui, assim sinto que elas são de todo mundo também.

O meu objetivo, quando pensei nesse Projeto, era ter uma espécie de Resolução de Ano Novo 2.0, mas eu não queria colocar ali coisas como “entrar na academia”, “perder 5kg” ou qualquer das promessas de Ano Novo que fazemos e nunca cumprimos.

Eu queria alguns objetivos que iriam guiar a minha vida nos próximos anos e fazer de mim uma pessoa melhor. A melhor versão de mim mesma. Incluindo, por que não, começar a colocar em prática alguns dos meus sonhos.

O erro do jovem hoje em dia é ficar esperando a vida começar, sem nunca de fato fazer algo a respeito disso. A nossa vida já começou, nada de espetacular vai acontecer nela a não ser que façamos algo a respeito. E eu passei tempo demais deixando pra amanhã o que poderia fazer hoje. Por esse motivo, lá no final de 2018 decidi que 2019 seria o ANO DA VIRADA!

Mesmo com todos os desastres acontecidos no ano passado (alô, eleições 2018), este ano seria melhor. Não só por que meu Mapa Astral me disse isso (alô, Retorno de Saturno), mas também por que eu finalmente decidi fazer com que fosse melhor.

Antes de dividir com vocês a minha listinha, que nem é tão desafiadora assim, mas se baseia em cuidar de mim e de tudo o que eu amo, preciso salientar que uma parte dessas Resoluções 2.0 também foram inspiradas pelo meu atual emprego.

Hoje em dia sou Analista de Marketing numa empresa de tecnologia e inovação chamada Foursys. Aqui tem uma coisa muito legal chamada “Desafios Pessoais”. Todo ano eles pedem que cada funcionário eleja um Desafio Pessoal para ser cumprido, em data estipulada pelo próprio colaborador. Pode ser qualquer coisa, desde que te desafie pessoalmente (acho que isso ficou claro).

No meu primeiro ano aqui meu desafio era este Blog. Fui a primeira ganhadora dos Desafios Pessoais da Foursys e como prêmio recebi uma ajudinha financeira para custear minha CCXP 2018. Este ano meu Desafio Pessoal é escrever um livro e publicá-lo na Amazon.

Se vocês viram o primeiro post desse blog, sabem que minha grande paixão é escrever. Eu escrevia histórias antes mesmo de saber que estava escrevendo histórias. Eu já escrevia inclusive antes de descobrir o meu amor pela leitura. O meu grande problema na vida sempre foi ser uma ariana hiperativa, que nunca teve a paciência de terminar de escrever qualquer coisa que tenha começado.

Entretanto, mesmo a empresa onde trabalho sendo super legal, eu já percebi que esse não é o meu caminho. Essa coisa com Marketing e Publicidade já está me matando aos poucos (e eu não tenho nem 30 anos ) e sou infeliz pra caralho fazendo essa merda. Foi por isso que resolvi fazer desse Desafio Pessoal o incio de outra coisa. Resolvi dar aquele passo importante pra alcançar os sonhos e fazer aquilo que eu amo.

Então eu vou escrever um livro e, se Deus quiser, vou escrever mais um bocado depois deste. E a maior parte do meu Projeto 2019 gira em torno disso (salvo algumas outras coisas para cuidar de mim). E em torno desse bloguinho também, que amo de paixão. A principio algumas coisas podem nem parecer ter alguma relação com isso, mas acreditem, elas têm!

Por isso, finalmente, depois de muitos parágrafos de ladainha, se você chegou até aqui, merece ler essa singela listinha de Resoluções para 2019:

  1. Publicar um livro na Amazon!
  2. Manter e expandir meu Blog;
  3. Escrever diariamente:
    1. Pelo menos uma página do livro por dia;
    2. Pelo menos um post no Blog por semana;
  4. Planejar um canal no Youtube para o Blog;
  5. Alimentar as Redes Sociais:
    1. Instagram: Blog e Pessoal (diariamente);
    2. Facebook: Blog (semanalmente);
    3. IGTV (semanalmente);
  6. Ler diariamente;
  7. Ver séries diariamente;
  8. Assistir filmes semanalmente;
  9. Assistir musicais e espetáculos de teatro mensalmente;
  10. Estudar Planejamento Financeiro:
    1. Começar a investir;
  11. Vender o carro;
  12. Fazer uma limpeza geral:
    1. Vender coisas novas que não estou usando;
    2. Separar roupas e calçados para doação;
  13. Viagem para Nova York:
    1. Comprar celular novo;
    2. Comprar notebook;
    3. Comprar câmera;
  14. Começar a planejar a saída da casa dos meus pais;
  15. Procurar cursos:
    1. Fotografia;
    2. Captura de Vídeo;
    3. Edição de Vídeo;
    4. Roteiro;
    5. Escrita Criativa;
  16. Pensar em novas faculdades:
    1. Produção Audiovisual;
    2. Cinema;
  17. Intercâmbio?
  18. Ser voluntária em alguma causa social;
  19. Manter uma rotina de cuidados comigo mesma:
    1. Cuidados com a pele diariamente;
    2. Cronograma Capilar semanalmente;
    3. Manicure semanalmente;
    4. Pedicure mensalmente;
    5. Sobrancelhas mensalmente;
    6. Depilação mensalmente;
  20. Encontrar um esporte:
    1. Natação?
    2. Pilates?

Não preciso nem dizer que estou falhando miseravelmente em vários destes itens, não é mesmo? Mas ainda tenho mais seis meses pra fazer essa listinha acontecer!

Uma coisa interessante é que fiz esse “guia” no começo do ano e alguns dos objetivos já não me parecem tão urgentes, tais como: vender meu carro e sair da casa dos meus pais. Mas quis deixa-los ai pra ser fiel à minha visão do Projeto 2019 original e também para não esquecê-los como objetivos… posso já não querer mais fazer isso agora, mas não quer dizer que não sejam metas pros próximos anos.

O mesmo vale pra algumas coisas que talvez não saiam do papel ainda em 2019… nada vai impedir de saírem em 2020, ou até depois. O importante é não perder os sonhos de vista e trabalhar pra eles, por que se a gente seguir em frente uma hora a coisa sai!

Prometo fazer um balanço no inicio de 2020 e contar pra vocês o que saiu do papel e o que ainda não saiu. E também prometo deixar vocês saberem quando meu livro estiver pronto 😉

Mas agora gostaria de saber: vocês costumam fazer listas com metas e objetivos? Isso ajuda/facilita seus planos e sonhos a virarem realidade?

Me contem aqui nos comentários ♥

Aquele fogo no rabo pra cortar o cabelo

Eu Mesma, Moda & Beleza

Como já comentei com vocês no post de trauma capilar aqui no blog, houve um tempo em que a simples menção à palavras como “corte” e “tesoura” já me davam dor de barriga. Hoje em dia as coisas são bem diferentes, e as vezes preciso me controlar pra não bater cartão no cabeleireiro a cada 3 meses.

Já que um bom corte de cabelo pede um bom investimento, a partir do momento que meu bolso pesa, tudo muda de figura, então consigo me segurar por pelo menos 6 meses antes de começar a enlouquecer pouco a pouco.

Mesmo assim, sou o tipo de pessoa que acompanha um bocado de perfis de Instagram de hairstylists, então sempre tem aquela vozinha diabólica no fundo dos meus pensamentos me mandando cortar o cabelo.

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A última vez que cortei meu cabelo foi em fevereiro desse ano, ou seja, já estamos há 7 meses sem repaginar esse visual, e pior que nem foi por falta de tentativa.

Quem acompanhou a saga do cálculo renal aqui no blog viu meu drama da vida real, aquele da pessoinha que esperou mais de um mês pra agenda da cabeleireira dela ficar livre e quando finalmente chegou o dia do agendamento teve uma crise de pedra no rim e foi obrigada a desmarcar.

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Como quem acredita sempre alcança, eis que depois de mais um mês de espera, consegui mais uma vaga no agendamento disputadíssimo do VizuHairClub e, se Deus quiser, nada mais ficará entre mim e a tesoura da Carol dos Caracóis na próxima semana.

“Mas Pamzinha, você não podia ir em outro salão cortar esse cabelo? Por que esperar tanto?”

Olha gente, vocês que leram o post do trauma capilar sabem que eu fiquei muito marcada pelo trabalho horrível de uma pessoa que se dizia profissional. Hoje em dia, mesmo acompanhando um monte de cabeleireiro talentoso pelo Instagram, tem só uma pessoa que eu confio pra mexer no meu cabelo, e essa pessoa é a Carol.

Conheci a Carol Castilho quando ela ainda trabalhava na Unidade Augusta do Retrô Hair, e foi uma coisa totalmente por acaso, um alinhamento cósmico maravilhoso (e se você não acredita em alinhamentos cósmicos, por favor leia esse post). Foi num desses dias que me deu a louca pra cortar o cabelo, mas eu não estava mais feliz com a minha antiga cabeleireira e todo mundo me falava muito bem do Retrô, então liguei lá na hora do almoço e pedi pra cortar o cabelo com qualquer pessoa que estivesse disponível naquele mesmo dia.

Engraçado que hoje em dia jamais faria isso. Precisaria estar stalkeando o profissional há meses no Instagram pra decidir cortar assim do nada. É por essas e outras que falo que meu encontro com a Carol em julho de 2016 foi obra do destino.

Lembro claramente como ela me recebeu bem, como falamos sobre a Lua que entrava em Leão naquele dia, como ela reconheceu algumas propriedades do meu cabelo só de olhar e me propôs soluções pra gente lidar com ele.

Eu mostrei uma foto da Scarlett Johansson como inspiração, e diferentemente de outros profissionais, ela não fez EXATAMENTE aquele corte. Ela fez algo que iria funcionar mil vezes melhor no meu cabelo e no meu rosto, e de algum jeito respeitou a inspiração que tinha mostrado.

Depois disso ela virou a minha profissional de confiança. A única pessoa que sento na cadeira e falo “faz o que quiser ai”.

Enfim, normalmente quando me da louca pra cortar o cabelo, eu já tenho em mente o corte que pretendo fazer. Entretanto dessa vez estou bem dividida.

Adoro cabelos curtos e ultimamente meu cabelo não passa do long bob. Por isso mesmo, estava querendo deixar ele crescer. Então uma das minhas opções é apostar num long bob mais longo, e deixar essa cabeleira crescer pela primeira vez em anos, afinal, em maio de 2019 vou ser madrinha de casamento novamente, e queria muuuuuuito um cabelo comprido pra poder brincar melhor com os penteados.

Abaixo, alguns cortes nesse estilo mais longo:

 

O negócio é que, a ultima vez que cortei meu cabelo também foi a vez em que descolori ele tão loucamente que ele ficou branco e muito agredido. Até hoje as pontas quebram facilmente e eu sinto como se meu cabelo estivesse caindo aos pedaços. Quando me olho no espelho a minha vontade é me livrar de toda essa parte mais seca e espigada do cabelo.

Então outra opção seria um blunt bob, que me livraria, além das pontas maltratadas, dos restos de progressiva que ainda permeiam meus fios. É um corte que me agrada muito e estou quase convencida de que vai fazer minha cabeça pelos próximos meses ha-ha-ha:

 

A parte ruim é que o sonho do penteado intrincado no casamento ano vem escorre pelo ralo 😦

Mas ainda assim, como sou uma pessoa super preparada, já comecei a fuçar o Pinterest e descobri que existem algumas opções de penteados bem despojados e maravilhosos pra quem tem o cabelo curto:

 

Anyway, tenho até a próxima terça-feira (18) pra decidir o futuro do meu cabelo e seria ótimo saber a opinião de vocês a respeito!

Então sintam-se livres e desimpedidos pra me dar conselhos e dicas aqui nos comentários ou nas minhas redes sociais 😀

O Primeiro Episódio de Cálculo Renal a Gente Nunca Esquece…

Eu Mesma, Minha Vida Maravilhosa

Vocês devem ter notado que andei meio sumida essa semana… normalmente faço posts aqui no blog pelo menos duas vezes a cada 7 dias, porém dessa vez não rolou, e a culpa é de um vilão dos mais parrudos que já enfrentei.

Normalmente escrevo todos os textos que pretendo postar durante o fim de semana, já que de segunda à sexta fico atarantada demais com o trabalho pra conseguir me focar em escrever. Acontece que no fim de semana passado eu já estava meio jururu por causa de cólica menstrual, que acabou de deixando pra baixo a semana passada toda e eis que no domingo o bicho pegou de um jeito que nunca vi.

Foi uma cólica diferente de todas que já senti antes, e olha que eu sou campeã em ir pro hospital tomar medicação na veia por causa de cólica menstrual… mas aquela era bem diferente e eu não soube bem descrever, só tomei todos os Buscofem em que consegui botar as mãos, deitei e rezei pra passar. Acabei inclusive dormindo o dia todo, de tão exaustivo que foi sentir tanta dor, e no fim das contas não consegui escrever nada pro blog.

Na segunda acordei ainda com o fantasma do desconforto, não era o monstro gigante que tinha me assolado no dia anterior, mas eu ainda estava meio dolorida. Com a agitação do dia acabei esquecendo a dor e na terça eu já estava perfeitamente bem.

Só que o bicho pegou na quarta-feira.

Acordei super bem. Sai com o carro em direção ao metrô, fazendo os vídeos do “Minha Vida Maravilhosa” pro Instagram normalmente, cheia de planos, já que o casamento da dona Mariana, membro fundador da Panelinha (e se você não sabe o que é Panelinha, tá na hora de acessar esse post), tava se aproximando e entre as loucuras de escolher vestido, sapato, bolsa, penteado e maquiagem, eu estava com um horário no cabeleireiro (um que tive que esperar mais de um mês, já que a agenda da minha profissional de confiança é uma loucura), pronta pra dar um corte bem do necessário na minha cabeleira naquele mesmo dia.

Acontece, meus amigos, que todas essas coisas foram varridas da minha cabeça quando cheguei ao metrô Jabaquara. Primeiramente por que deu ruim nas linhas de metrô da cidade de São Paulo e tudo estava um caos total. E segundo por que aquela mesma dorzinha que tinha sentido no domingo, e confundido com cólica menstrual, foi deslizando sorrateiramente pelas minhas costas e me deixando meio enjoada.

Na mesma hora mandei uma mensagem pro meu Boss, avisando da merda do metrô e falando sobre a dor estranha, resolvi abandonar a estação e chamar um Uber pra chegar ao trabalho, já que minha Estrela da Morte não é muito de confiança pra enfrentar o trânsito de São Paulo.

No Uber a dorzinha começou a ficar deveras insuportável, mas acreditem, ainda estava longe de ser o pior que eu sentiria naquele dia.

Cheguei ao trabalho meio pálida, meio trêmula. A geral botou os olhos em mim e já saíram procurando hospital público ali por perto pra me carregar.

Aquele desconforto tinha virado uma dorzona. Começava nas costas, na parte direita, e irradiava pra barriga, descia queimando pela região do útero e me dava a impressão horrível de que meus ovários, ou qualquer coisa que estivesse ali por perto, estavam se torcendo, dando nós, queimando e doendo, doendo.

Cheguei lá na Santa Casa já em desespero, me revirando de dor, não conseguia nem PENSAR em nada, só no meu sofrimento todo. Demorei séculos pra ser atendida. Séculos na triagem, onde julgaram que o que eu estava sentindo não era nada demais, me jogaram numa sala e me deixaram lá, me balançando em agonia pra todos os lados. Quando eu cai da cadeira e me embolei em posição fetal se tocaram de que o bicho tava pegando REAL pro meu lado, me reclassificaram como “quase urgente” e me atenderam.

Diagnóstico: primeiro episódio de cólica renal.

Lá vou eu pra analgesia, esperar pelo alivio da medicação, que parecia nunca vir.

Mais alguns séculos me revirando de dor naquela sala também, enquanto a enfermeira ARROMBADA que deveria fazer minha medicação resolveu que era melhor esperar pela troca de turno e, a partir daí chega um paciente convulsionando, em estado muito mais urgente que o meu, e daí, meus amigos, eu perdi totalmente a noção do tempo que fiquei CHORANDO de dor, por que sim, cheguei no estágio humilhante em que já estava as lágrimas e ninguém se importava.

Esse descaso todo não foi só comigo não. Em certo momento, aquele mesmo paciente que chegou convulsionando teve outra convulsão, bem ali na maca no corredor, e o médico na frente dele só olhou, e voltou a mexer no celular, encostado na parede.

No fim das contas tomei uma primeira medicação, aliviou, mas não levou a dor embora. Depois subi pra fazer um ultrassom, e o mocinho me assustou umas duas vezes me dizendo quão enormes eram as pedras nos meus rins, só pra supervisora dele chegar e dizer que não tinha nada lá. Ele esperou ela sair pra chamar ela de vaca na minha frente.

Conclusão: as pedras, se é que existem, são muito pequenas para serem vistas no ultrassom, então tomei mais uma dose de Tramal, peguei uma receitinha pra dor e outra pra diluir e expelir a pedra e chamei um Uber pra ir pra casa, me sentindo um cocô gigantesco.

Atualmente estou atormentada com o tal do Sódio, bebendo água loucamente e tomando Dipirona como se não houvesse amanhã, bem alerta a qualquer tipo de dor nos rins, já que a cada movimento rolam umas pontadas sinistras do lado esquerdo do meu corpinho.

E vocês? Já tiveram uma experiência terrível com cálculo renal? Ou até mesmo um atendimento de bosta no hospital público? Conta pra mim aqui nos comentários!

“Meu carro, minha cilada”: Aquela com a correia do alternador

Meu carro minha cilada

Neste primeiríssimo episódio da série “Meu carro, minha cilada”, vou compartilhar com vocês um thriller de horror chamado “a vez em que quebrei a correia do alternador do meu carro bem no meio de uma vizinhança muito suspeita”, ou, para abreviar: AQUELA COM A CORREIA DO ALTERNADOR.

Então apertem os cintos, meus nobres companheiros, pois vamos viajar quase um ano no tempo e aterrissar diretamente em uma noite fria e confusa lá pelas bandas de São Caetano do Sul, em São Paulo.

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São Caetano do Sul é conhecida lá na região do Grande ABC, e talvez em toda a Região Metropolitana de São Paulo, como uma cidade segura, com melhor qualidade de vida, etc… mas as coisas não são bem assim…

Comecei a conhecer melhor esse peculiar município quando, em 2010, iniciei meu curso de Comunicação Social na FAENAC, que mais tarde foi comprada pela Anhanguera, o que resultou no estopim de todo esse desastre. É bem importante eu começar mencionando a faculdade, já que foi graças a ela que me meti nessa cilada pra inicio de conversa.

A cidade já tinha me dado outro susto anteriormente, e por coincidência esse episódio tenebroso também teve a ver com a faculdade e um certo carro: eis que eu e meus companheiros de grupo estávamos caminhando em direção ao ponto de ônibus em um final de semestre aleatório, muito satisfeitos com a apresentação de nosso trabalho final, quando um Hyundai I30 estaciona ao nosso lado bem de mansinho e um monte de sujeito armado desce e pede as nossas bolsas.

Depois disso eu aprendi que São Caetano não era tão linda assim e dei graças a Deus quando o campus da faculdade mudou de lugar, já que eu JAMAIS conseguiria passar naquela rua de novo depois do fatídico assalto.

Enfim, roubos horripilantes a parte, a história com a correia do alternador começou quando eu estava tentando resolver algumas pendências. Tinha acabado de iniciar a terapia no ano passado e a terapeuta estava me instigando a organizar minha vida, tirar os esqueletos do armário, etc, e essa minha faculdade era uma das pedras no meu sapato. Entendam: até hoje não consegui pegar meu diploma, por inúmeros motivos complicados que não consigo nem começar a explicar pra vocês.

O fato é que, euzinha, louca pra começar a resolver essas pendengas ai e dar uma renovada na vida, segui os conselhos da minha terapeuta e enviei algumas mensagens para a Ouvidoria da faculdade, tentando despachar esse encosto de uma vez por todas. Obviamente nada se resolve via e-mail e eu fui convocada a comparecer ao campus…

Espertíssima que sou, pego o endereço daquele pardieiro no Google, pois quando estudava ia pra lá de ônibus, e atualmente só consigo me locomover de carro com sucesso usando um GPS. Com meu destino definido saio do trabalho, que na época era lá na Vila Madalena, por volta das 19h, e sigo confiante de que naquele dia ia começar a resolver uma parte dos meus problemas.

Ah, caros amigos, mas que ledo engano.

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Depois de pegar um trânsito desgraçado e achar o caminho todo muito feito e perigoso, faço a curva da rua da faculdade e já sinto a atmosfera toda muito estranha. Sem brincadeira, parecia o cenário perfeito de um filme de terror. Eu juro que não me lembrava do lugar daquele jeito e, graças a Deus, desisti de estacionar mais atrás e ir andando, com aquele medo de não achar vagas lá na frente, já que não tinha nada lá na frente. Nem carros, nem pessoas, nem o antigo bar onde eu costumava comer risole e, pasmem: TAMBÉM NÃO TINHA FACULDADE.

Dava pra ver uma bola de feno fantasmagórica rolando pela rua enevoada. O prédio da faculdade estava completamente abandonado e com uma enorme placa de VENDE-SE na frente. Como o lugar inteiro estava me dando arrepios, sai em disparada pela rua, cantando pneu e cai na avenida, que era um pouco mais movimentada. Parei no primeiro posto de gasolina que encontrei e resolvi perguntar.

O frentista que me atendeu só disse se lembrar de uma Faculdade Anhanguera: a sinistra da Rua Amazonas, a mesma onde fui assaltada com meus colegas alguns anos atrás.

Já com um pressentimento ruim, resolvi recorrer ao meu amigo Google novamente, que insistia em me informar apenas o endereço do prédio onde eu havia estado, entretanto, quando entrei no site da faculdade e procurei pela unidade de São Caetano, achei o segundo endereço, aquele funesto que não deve mais ser nomeado.

Definindo um novo rumo no meu GPS, já completamente emputecida, parti em direção ao meu destino.

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Chegando naquela quebrada sinistra, cheia de morros, estava com meu coração na mão, já que, com meus pneus completamente carecas desde aquela época, subir pelas ruas íngremes é quase como cortejar a morte.

Quando virei a esquina meu medo se transformou em fúria quando dei de cara com mais um prédio abandonado com uma placa de VENDE-SE na frente.

Depois de um piti de perua, que consiste em mim mesma gritando, bufando, cuspindo e esmurrando o volante de ódio, me lembrei que tava no meio de um lugarzinho tenebroso e resolvi sair fora, cantando pneus de novo, já que sou veloz, furiosa e dramática. Ajustei a rota do GPS pra casa, e já tava elaborando o e-mail mal criado que ia mandar pro povo dessa faculdade, amaldiçoando até a milésima geração deles depois dessa audácia toda.

O negócio minha gente é que o GPS, mais precisamente o Wase (vamos dar nome aos bois), é famoso por enfiar a galera numas enrascadas geográficas. Comecei a cair numas quebradas terríveis, o nervoso foi aumentando, a rota sendo recalculada, eu errando caminho, já tava quase chorando de frustração quando enfiei o carro numa rua interditada e senti um tranco no volante.

Com aquela dor de barriga safada, tentei sair do lugar e fazer o retorno, e daí senti o volante pesado e duro, como se de repente meu carro não fosse mais hidráulico.

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Consegui manobrar com muito esforço, me lembrando das aulas na auto-escola com aqueles putos com direção mecânica, e depois dirigi enlouquecida, como que perseguida pelo próprio Diabo, até chegar em um lugar mais ou menos conhecido por mim.

Só relaxei mesmo quando consegui enfiar o carro na garagem, sem arrancar o portão de casa e nem arrebentar o carro do meu pai, que divide a garagem com o meu, já que o volante insistia em ficar duro e eu mal conseguia manobrar.

O mais engraçado é que eu estava tão nervosa e transtornada, que nem me passou pela cabeça parar em um posto de gasolina e chamar o seguro do carro ou pedir ajuda. Eu só pensava em chegar em casa o mais rápido possível, depois de tudo o que passei.

Depois de narrar os fatos catastróficos da noite, quando finalmente estava na segurança do meu lar, meu pai na hora constatou que o problema tinha sido a safada da correia do alternador, que quebrou em um momento de necessidade tão grande.

Graças a Deus o papis é meio mecânico, comprou outra correia pra mim e fez a troca, então pelo menos essa cilada não me deu prejuízos financeiros, apenas emocionais.

No final das contas, mandei mesmo aquele e-mail descascando pra Faculdade Anhanguera, que me respondeu que a Unidade São Caetano do Sul tinha sido fechada e os alunos enviados para a Unidade Santo André. Passei tanto ódio quando li esse e-mail que até hoje não fui lá tentar resolver isso.

Quanto ao carro… bom, tem muito mais ardis e prejuízos esperando por vocês nos próximos posts dessa série.

E tus? Já passaram por algum perrengue parecido?

 

 

Os Xodós dessa Copa

Na Minha Cabeça

Como dizem por aí: “a voz do povo é a voz de Deus”, e quem sou eu pra não ouvir a voz de Deus, não é mesmo?

Devido à inúmeros pedidos, vem aí o post mais requisitado deste meu blog: um apanhadão com os 10 maiores sapões dessa Copa do Mundo 2018.

A Copa da Russia pode ter acabado, mas esses lindos vão ficar pra sempre nos nossos corações, então preparem seus consolos, meninas (e alguns meninos também) e venham comigo nessa aventura pingante:

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ATENÇÃO PRA FICHA TÉCNICA E, DE QUEBRA, O LINK DO INSTAGRAM DESSES MUSOS:

 

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Nome: Ramadan Sobhi

Idade: 21 Anos

Altura: 1,83 m

Seleção: Egito

Posição: Meio-campo


09andresilva

Nome: André Silva

Idade: 22 Anos

Altura: 1,84 m

Seleção: Portugal

Posição: Meio-campo


08jamesrodriguezNome: James Rodríguez

Idade: 26 Anos

Altura: 1,80 m

Seleção: Colômbia

Posição: Meio-campo


07miladmohammadiNome: Milad Mohammadi

Idade: 24 Anos

Altura: 1,78 m

Seleção: Irã

Posição: Lateral esquerda


06keitabaldeNome: Keita Balde

Idade: 23 Anos

Altura: 1,81 m

Seleção: Senegal

Posição: Atacante


05gerardpiqueNome: Gerard Piqué

Idade: 31 Anos

Altura: 1,94 m

Seleção: Espanha

Posição: Defesa


04romanburkiNome: Roman Bürki

Idade: 27 Anos

Altura: 1,87 m

Seleção: Suiça

Posição: Goleiro


03saeedezatolahiNome: Saeed Ezatolahi

Idade: 21 Anos

Altura: 1,90 m

Seleção: Irã

Posição: Meio-campo


02alissonbeckerNome: Alisson Becker

Idade: 25 Anos

Altura: 1,93 m

Seleção: Brasil

Posição: Goleiro


01rurikgislason

Nome: Rurik Gislason

Idade: 30 Anos

Altura: 1,84 m

Seleção: Islândia

Posição: Atacante


 

E ai, minha gente? O que acharam desse time arrasador de corações?

Na opinião de vocês faltou alguém?

Deixa aqui nos comentários e vamos alimentar essa lista com o time dos sonhos de qualquer mulher (e de alguns homens também).

A Estrela da Morte em 4 rodas…

Eu Mesma, Minha Vida Maravilhosa

Quem me conhece, ou só presta um pouco de atenção nas minhas roupas (mais especificamente nas minhas camisetas), sabe que eu sou uma fã incorrigível de Star Wars.

Não lembro muito bem quando essa paixão toda começou, já que teve uma época da minha vida em que eu era totalmente alheia à esse universo, mas é fato que minha loucura beira a obsessão e essa fixação toda pode ser vista quando observamos algumas coisas ao meu redor, por exemplo: meus materiais de escritório, minhas bijuterias, minhas canecas e copos, os bonequinhos que enfeitam a minha estante, a minha gaveta de brusinhas (onde metade tem o tema da aventura espacial criada por George Lucas) e claro, o verdadeiro ponto desse post: MEU CARRO.

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Assim que alguém entra no meu carro já dá de cara com uma mini pelúcia do Darth Vader pendurada no retrovisor. Esse bonequinho foi escolhido por um motivo em especial e já já a gente chega lá. Se a pessoa olhar pra baixo com um pouco de atenção também vai perceber que aquele lixinho do carro é, na verdade, um Stormtrooper com o capacete todo enfeitado como se fosse uma caveira mexicana.

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Mas acho que o fato mais inusitado é o nome que dei pro carro assim que comprei ele.

Quando peguei as chaves do meu Peugeot 206 prateado, todo arregaçado, achei que era uma ótima ideia chamar essa cilada ambulante de ESTRELA DA MORTE. Por que, sabe como é né, pra fã tudo é justificativa, então eu vi o meu carrinho lá DA MESMA COR que a Ultimate Weapon da minha saga cinematográfica preferida, com seu formato meio arredondado, e a placa que começava com DSA, claramente uma referência à DEATH STAR, e daí SUPER IMAGINEI um bonequinho do Darth Vader pendurado ali no retrovisor, como se fosse o piloto da nave e PIMBA! Temos uma Estrela da Morte sobre rodas à meu serviço!

Talvez tenha sido destino, ou talvez eu tenha abusado da sorte e trazido um karma ruim pro carro com esse nome, mas desde que coloquei minhas mãos nesse Cavalo de Tróia o desgraçado só me da desgosto.

Esse post, além de ilustrar um pouco o nome e os possíveis motivos (destino ou karma?) das surpresas malignas que esse carro traz pra minha vida, é também para anunciar que pretendo escrever uma série contando as ciladas em que já me meti com a minha Estrela da Morte em pouco mais de um ano de convívio.

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As situações não são poucas e embora pareçam meio cômicas hoje, posso assegurar que na hora me garantiram muitas lágrimas e desespero.

Vocês vão acompanhar episódios como:

  • Correia arrebentada;
  • Bateria arriada;
  • Pneu explodindo em plena rodovia;
  • Câmbio que saiu na mão;
  • Câmbio quebrando na Av. dos Bandeirantes;
  • Câmbio quebrando e arruinando a abertura da CCXP 2017;
  • Câmbio quebrando no estacionamento do Pão de Açúcar e quase arruinando a festa de St. Patrick’s Day;
  • Câmbio quebrando no estacionamento do Jabaquara e eu meio bêbada tentando consertar;
  • Capô pegando fogo;
  • O dia em que quase arranquei o portão de casa com o carro;

Entre outros…

Então fiquem de olho aqui no blog, semana que vem, na série de posts “Meu Carro, Minha Cilada”, eu vou contar o primeiro ardil em que caí quando esse Kinder Ovo do Mal entrou na minha vida!

Mas vocês sabem o que é a Panelinha?

Eu Mesma, Minha Vida Maravilhosa, Throwback

Entre os anos de 2006 e 2007 eu tinha umas poucas paixões na vida:

  • Trabalhar numa locadora de filmes (a mesma que citei neste post);
  • Assistir todos os filmes que passavam pela minha mão nessa locadora;
  • Gastar meu salário inteiro em livros;
  • Jogar Gunbound;
  • Harry Potter;
  • E postar no Fotolog;

Esses dois últimos aí me permitiram conhecer algumas das pessoas mais importantes da minha vida, e me fez compreender que “esse negócio” de amizade pela internet pode dar muito certo sim!

Talvez hoje em dia não tenha muita contenda em cima das amizades virtuais da vida, mas há uns dez anos, quando isso aqui era tudo mato, era meio polêmico.

A gente não tinha as mesmas ferramentas e facilidades que temos hoje, e olha que mesmo assim você ainda pode estar conversando com o “mano do balde frango frito”, ao invés da sua amiguinha internauta. Fora esse tipo de suspeita, ainda tinha toda a desconfiança dos pais também, e das pessoas totalmente céticas que achavam que não tinha como criar um laço afetivo forte que fosse atravessar essa barreira do mundo digital e do tempo.

Só queria dizer que eu e as minhas amigas conseguimos, tá? Nós somos a prova viva de que é possível sustentar uma amizade verdadeira apesar da distancia e de todos os outros empecilhos que foram surgindo no decorrer desses mais de dez anos de companheirismo.

Mas vocês devem estar se perguntando: “Beleza, e o que diabos isso tudo tem a ver com a tal da Panelinha?“.

Ora, meus amigos. Tem tudo a ver, já que nós somos a Panelinha ♥.

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Vamos do inicio.

Ali no final da minha adolescência, eu resolvi unir duas das minhas paixões em uma só.

Eu já tinha uma conta no Fotolog, onde eu postava fotos e escrevia umas barbaridades. Mencionei no primeiro post do blog sobre a minha paixão por escrita, né? Pois bem, eu costumava assassinar o português nesse meu Fotolog. É um negócio de que tenho muita vergonha alheia, mas apesar das lágrimas de sangue que me escapam dos olhos cada vez que leio algo daquela época, não me arrependo, já que a Panelinha não seria possível sem aquelas minhas atrocidades todas.

Chegou um ponto em que eu resolvi postar apenas fotos referentes ao universo Potterhead na minha conta do Fotolog, e daí passei a me envolver nessa comunidade, curtir e comentar em outros Fotologs que tinham a mesma finalidade que o meu, e desse jeito acabei conhecendo algumas das pessoas por trás daqueles “.com’s” maravilhosos. Era gente desse Brasil inteiro: Recife-PE, Poções-BA, Curvelo-MG, Curitiba-PR, Birigui-SP, Belo Horizonte-MG, Goiânia-GO, Itajaí-SC, Rio de Janeiro-RJ e, claro, São Paulo-SP.

Eu não sei bem quando a gente finalmente se fechou em um grupo, mas me lembro de quando surgiu o termo “Panelinha”. Existiam uma infinidade de Fotologs com a temática “Harry Potter” naquela época, mas quando realizamos a primeira conversa no Messenger do MSN (essa geração Millennial nunca vai compreender a magnitude de um serviço como o Messenger do MSN, eles nunca saberão o que era mandar indiretas no nickname, nem chamar a atenção do amiguinho sem parar, enfim…), ficou decretado que éramos a “Panelinha de Harry Potter do Fotolog”.

Aquela foi só a primeira conversa em grupo no MSN, quando combinamos todas de entrarmos na internet no mesmo horário pra fazer uma festa virtual em comemoração ao aniversário de uma das meninas. Eu, claro, esqueci totalmente o horário de verão e cheguei uma hora atrasada. Mas aquilo não importou, a partir daquele dia virou hábito entrar todo dia no MSN e conversarmos. A partir daquele dia nos tornamos a Panelinha.

A coisa toda evoluiu. Mais pessoas foram adicionadas ao grupo, e assim como migramos do Fotolog para o MSN, logo estávamos no Orkut, depois no Facebook e finalmente no Whatsapp, onde seguimos até hoje.

Mas se vocês acham que a nossa amizade ficou restrita aos canais digitais, eu tenho uma surpresa: certo ano a gente inventou um negócio chamado CMP, a “Conferência Mundial da Panelinha”, onde escolheríamos uma cidade do Brasil ou do Mundo e todas embarcaríamos com o mesmo destino.

Desde então, todo ano tem uma CMP em algum lugar do Brasil (ainda não do mundo, mas tenho a impressão de que logo mais isso muda), nós já visitamos Recife, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, isso sem contar todos os outros trânsitos para visitar umas às outras enquanto não conseguimos nos organizar numa CMP nova.

Eu não digo que tudo foram sempre rosas. A gente já brigou, e já teve gente que saiu do grupo, mas a gente também fez as pazes e acho que no fim das contas tudo isso serviu pra cimentar pro resto das nossas vidas essa amizade. A gente já esteve presente em momentos tão importantes das vidas umas das outras que a essa altura do campeonato já não tem mais como voltar atrás.

No final de 2015 nasceu o primeiro baby da Panelinha (oi Tetê, sua linda ♥) e ela ganhou um bocado de tias corujas que adoram ela e acompanham de perto essa vidinha tão preciosa.

No inicio desse ano eu fui madrinha de um casamento Panelístico pra lá de lindo lá em Curitiba, que mobilizou todo o nosso grupo, e comparecemos em peso à esse evento. Antes do final de 2018 ainda vamos ter mais 2 casamentos muito especiais e já estamos comprando as nossas passagens para estarmos presentes nesse momento tão extraordinário nas vidas das nossas irmãs por escolha.

Sei que algumas pessoas podem viver a vida inteira sem conhecer uma amizade assim, e nem estou falando de uma amizade virtual, estou falando de uma irmandade, e sou imensamente grata por ter tropeçado nessas meninas maravilhosas há mais de dez anos.

Obrigada por existirem, obrigada por estarem presentes em momentos tão importantes da minha vida, obrigada pelo amor de vocês, por entenderem, por não julgarem, obrigada por sempre me dizerem a verdade, obrigada por me fazerem rir e principalmente, obrigada por nunca deixarem isso morrer. Amo vocês, meninas.

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Agora que todo mundo já sabe o que é uma Panelinha, quero saber se vocês têm uma amizade tão especial assim na vida. Podem me contar aí nos comentários 😀

Aquela do trauma capilar que todo mundo já teve…

Minha Vida Maravilhosa, Moda & Beleza, Throwback

Foi-se o tempo em que eu era apegada com cabelo, mas teve uma época na minha vida em que a simples menção à palavra “tesoura” me fazia tremer todinha, e nem era de excitação, como acontece hoje em dia.

O ano é 2007, lá no finalzinho dele, na verdade, e eu tinha acabado de terminar o ensino médio. Prestes a fazer 18 anos e emocionada com a adquirida liberdade capilar (minha mãe tinha me dito que eu só poderia pintar meu cabelo quando fizesse 18 anos), quis dar aquela radicalizada. Havia passado anos com aquele cabelão enorme e escuro, que batia lá pelo meio das costas, e resolvi que queria o mesmo corte que a Rihanna tinha feito na época, o famigerado chanel com ponta, que a danada ostentou no clipe de “Umbrella”:

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Entretanto meus amigos, nessa época eu era uma falida. Trabalhava de segunda à sábado numa locadora de vídeos (a geração Netflix nunca vai conhecer a emoção do aluguel de VHS e DVD num fim de semana), ganhando míseros 500 golpinhos por mês, que eu torrava alegremente no site do Submarino, enquanto engordava minha precária coleção de livros.

Como vocês podem imaginar, naquele tempo eu não podia me dar ao luxo de ir à um salão da moda e gastar com cabelo o que eu gasto hoje em dia. Logo, achei que era uma ideia IN-CRÍ-VEL entregar minhas madeixas na mão de uma “experiente” escola de cabeleireiros, que cobrava a bagatela de 10 reais por corte. Você me ouviu bem. Dez reais o corte. DEZ REAIS. Como isso poderia dar errado?

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Olha gente, deu errado. Deu muito, muito, muito errado mesmo.

Deu tão errado que eu passei QUATRO ANOS sem cortar meu cabelo. QUATRO ANOS chorando ao ouvir o som de uma tesoura.

Pra resumir, eu cheguei lá cheia de esperanças de sair parecendo a Rihanna, mas tive essas esperanças cruelmente despedaçadas pela açougueira que ousava se chamar de cabeleireira. Eu fiquei, na verdade, a cara do Playmobil.

E, se você é jovem demais pra saber o que é um Playmobil, abaixo seguem imagens de dor e sofrimento:

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A mulher simplesmente amarrou meu cabelo em duas maria-chiquinhas, bem na nuca, e aí, antes que eu pudesse protestar, tosou toda a minha cabeleira gloriosa. Eu fiquei tão em choque que só consegui observar todo meu cabelo indo embora. Me senti a própria a Camila de “Laços de Família”, quando raspam toda a cabeça dela.

E, se você também é jovem demais pra saber quem diabos é a Camila, abaixo cenas fortes:

Mas não acaba aí. Não. Tem mais.

Aquela bruaca ainda roubou meu cabelo. Hoje tenho certeza que ela cagou na minha cabeça só pra poder se apropriar dos meus fios longos e naturais.

Quando me recuperei do choque rodei a baiana no salão. Não lembro bem o que eu disse, mas envolveu muita saliva voando, muitas lágrimas de desespero e, para o meu horror, um pouco de ranho também.

No fim eu não paguei pelo corte e segui chorando muito por semanas a fio.

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Mas, como toda desgraça pra pobre é pouco, não contente em estar parecendo um Playmobil, eu tive a brilhante ideia de pintar meu cabelo de vermelho.

Queria muito que meus amigos da época tivessem me parado. Mas acho que todos nós tínhamos uma visão muito deturpada do que era e do que não era legal naquele tempo.

Basicamente, eu sempre quis ter cabelo ruivo e fui inocente o bastante pra achar que a mesma cor que o Cavalo de Fogo usava nas suas mechas ficaria bem em mim, e melhoraria a merda toda.

Não melhorou.

E se você é jovem demais pra saber o que é um Playmobil e quem é a Camila de “Laços de Família”, provavelmente não tem ideia de quem o Cavalo de Fogo é, por isso, segue referência:

Enfim gente, eu não vou colocar aqui fotos minhas da época, por motivos de: minha autoestima simplesmente não aguenta olhar por muito tempo pra essa humilhação toda.

Mas acredito que vocês já têm um retrato bem claro da minha situação no final de 2007 nas suas cabecinhas, e já podem imaginar todo o trauma que me assolou e me impediu de adquirir a minha liberdade capilar por muito tempo depois dessa tragédia toda.

Graças a Deus eu tive um tempo de desapego também, que conto mais pra frente aqui no blog, mas esse tempo foi essencial pra que eu me libertasse das amarras que me diziam que só um cabelo longo era bonito.

Hoje em dia eu aprendi uma valorosa lição, não só referente ao meu cabelo, mas pra tudo nessa vida: é muito melhor pagar mais caro em um serviço e ter a certeza de que vai sair do jeito que você quer, do que economizar e cagarem na sua cabeça, literalmente…

Por que amigos, o barato quase sempre sai mais caro.

Finalizando, eu quero saber de vocês, algum trauma capilar no histórico?

Conta pra mim!

Então, eu finalmente criei um blog…

Eu Mesma

Eu não fui uma dessas crianças apaixonadas por leitura desde que se entendem por gente. Pra quem me conhece há algum tempo (ou até quem acabou de conhecer, pra falar a verdade) pode ser um choque, mas eu fui uma daquelas meninas que tinham horror a livros até a adolescência.

Meus pais nunca tiveram o costume de comprar revistinhas da Turma da Mônica pra mim, e o incentivo que a escola pública me dava era ler “Memórias Póstumas de Brás Cubas” pra fazer uma prova. Ninguém me apresentou o Harry Potter, o Percy Jackson ou a Mia Thermopolis, sabe?

Basicamente descobri o amor pela literatura por culpa da J. K. Rowling, quando coloquei as mãos em um exemplar de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” nas férias de 2005. A partir daí foi só ladeira abaixo. Ou acima, dependendo do ponto de vista.

O fato é que, eu posso não ter sido uma criança apaixonada pela leitura lá nos anos 90, mas teve uma coisa que eu sempre amei e que fazia desde que tinha aprendido a juntar letras e formar palavras: escrever.

Eu costumava comprar pequenos cadernos e escrever historinhas mirabolantes sobre sereias, fadas, bruxas e assassinos em série (muito obrigada às franquias cinematográficas “Pânico“, “Lenda Urbana“, “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado” e afins, por terem inspirado uma criança a escrever sobre assassinatos). A cada capítulo dessas historinhas eu fazia um desenho pra ilustrar a coisa toda.

Conforme fui ficando mais velha, acabei abandonando as histórias nos caderninhos, mas sempre amei escrever redações na escola, e adorava as atividades onde precisávamos compor poesias, etc.

O interessante é que, depois da descoberta da leitura como um hobby, cair no mundo das Fanfics foi questão de meses, e daí pra redescoberta dessa minha paixão pela escrita não demorou muito.

Eu sempre quis escrever um blog, mas sempre tive medo da coisa toda virar uma obrigação e minha paixão virar uma enorme frustração. O caso é que, atualmente, minha maior frustração tem sido justamente não ter meu blog.

O Pamelisses nasceu para que eu pudesse dividir com o mundo as minhas paixões, que vão da literatura à astrologia. Aqui vocês vão poder encontrar críticas bem amadoras de cinema numa semana e na próxima, talvez, uma dica de produto para o cabelo. Vai ter resenha de livro, mas também vai ter post contando sobre a minha última viagem, ou aquela promoção maravilhosa de “compre 3, pague 2” na loja de “brusinhas” da esquina. Vou falar sobre as séries de TV que estou assistindo, sobre as músicas que estou ouvindo e, de vez em quando, sobre as coisas que estou sentindo.

Então, quem vem comigo nessa nova aventura?