[2019] LEITURAS DE AGOSTO

Literatura, Na Estante

Finalmente, depois de muitos e muitos meses (na real, acho que desde o início do ano) eu venho aqui escrever um post de leituras do mês cheia de orgulho.

Mesmo estando um pouco atrasada, já que esse resumão era pra ter estourado por aqui na semana passada, me sinto incrível, pois o post atrasou por ótimos motivos: EU ESTAVA OBCECADA DEMAIS LENDO PRA VIR AQUI ESCREVER!

Infelizmente vocês só vão poder saber com o que eu estava obcecada no mês que vem, quando o post de Leituras de Setembro sair 😀

O motivo de tanto orgulho vocês conferem abaixo, na lista com ONZE LIVROS lidos no mês de agosto:


1) “A Missão Traiçoeira” – Erin Beaty

Sage Fowler abandona seu posto como aprendiz de casamenteira e se envolve em uma nova missão secreta ao lado do capitão Alex Quinn no segundo volume da série O Beijo Traiçoeiro.

Depois de se provar uma espiã habilidosa e uma casamenteira estrategista, Sage Fowler passou a ocupar uma posição confortável na alta sociedade, dando aulas para as princesas do reino de Demora. Quando surge a oportunidade de participar de uma nova missão secreta, porém, Sage quer aproveitar a chance para servir ao seu reino mais uma vez — e ficar mais próxima de seu noivo, o capitão Alexander Quinn. Alex não fica nada feliz com a ideia, já que está determinado a proteger a namorada de qualquer perigo.

A insistência de Sage em fazer parte da missão faz com que eles se desentendam cada vez mais e, quando um conflito com um reino vizinho resulta em uma tragédia, os dois acabam separados. Para completar a missão de Alex — e a sua própria —, Sage precisará contar com a ajuda de aliados inesperados para sobreviver em um território inimigo e salvar o reino de Demora mais uma vez.

Se vocês se lembram bem, eu finalizei o mês de julho com a leitura de “O Beijo Traiçoeiro” e não podia deixar de encaixar logo em seguida sua sequência, já que a autora estaria na Flipop desse ano. E gente, que história apaixonante! O segundo livro não consegue superar o primeiro, até por que é difícil se equiparar depois daquele plot twist INCRÍVEL, mas a história não perde o brilho, os conflitos são outros e mesmo que seja uma continuação, acaba sendo uma história completamente diferente. Gosto que aqui os personagens são ainda mais humanizados, os perigos são mais palpáveis e o protagonismo não tá salvando ninguém de se machucar. O livro acabou e eu só sabia implorar pra Editora Seguinte pelo 3º livro da trilogia!


2) “A Caçadora de Dragões” – Kristen Ciccarelli

Primeiro volume de uma trilogia fantástica, em que dragões e humanos estão em guerra — e cabe a uma garota matar todos eles.

Quando era criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a única solução que sua mãe encontrou foi lhe contar histórias antigas, que muitos temiam ser capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz de todos os dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas — um peso que a garota ainda carrega nas costas. Agora, aos dezessete anos, ela se tornou uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir frente a seu povo. Mas a garota não vai conseguir concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma — e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.

Outro livro que passei na frente das minhas leituras, já que a autora também estaria na Flipop, e vou dizer: NÃO ME ARREPENDO NEM UM POUQUINHO! Deus do céu! A Seguinte manda bem demais nos livros, NÃO PODE SER! Mesmo estranhando um pouquinho, já que vinha de uma leitura diferente, eu fui absolutamente sugada para o Universo da Trilogia Iskari! Fiz inclusive um post no Instagram pra resumir a paixão que foi ler esse livro (se quiserem ler uma resenha completa é só acessar o link), mas em resumo: amei todas as personagens femininas fortes, o romance delicado que se desenvolve em paralelo e não sufoca em nada o plot principal: uma intricada trama política, coroada por uma rede de intrigas. Foi tanta reviravolta nessa história que acabei nem vendo os plot twists me acertando! Vi bastante gente dizendo que demorou pra engrenar a leitura e que a coisa só andou a partir da metade do livro, mas “A Caçadora de Dragões” me prendeu do começo ao fim de forma surreal. LEIAM ESSE LIVRO, AINDA POR CIMA TEM DRAGÕES E É TOTALMENTE DIFERENTE DE TUDO O QUE VOCÊS JÁ VIRAM!


3) “A Rainha Aprisionada” – Kristen Ciccarelli

No segundo volume da trilogia Iskari, uma nova heroína entra em cena para lutar pela liberdade de seu povo ― e de sua irmã ― em meio a um conflito que apenas começou. Firgaard foi governada durante décadas por um rei tirano e manipulador, capaz de condenar povos inteiros apenas para aumentar seu poder.

Depois de uma grande batalha, Asha, sua filha, conseguiu derrotá-lo. E, assim, Dax, o primogênito, assumiu o poder ao lado de Roa, sua esposa. Roa é uma forasteira vinda das savanas ― um território sob o domínio de Firgaard, que há anos é oprimido e está prestes a entrar em colapso.

O maior desejo da nova rainha, mesmo sabendo que não é bem-vinda em seu novo lar, é mudar a vida de seu povo. O que ela não esperava era encontrar uma chance de alterar o curso do destino e trazer de volta à vida sua irmã gêmea, Essie, morta quando criança em um terrível acidente. O único obstáculo? O novo rei.

Quando terminei de ler o primeiro livro da Trilogia Iskari, mesmo todo mundo me dizendo que o segundo era ainda melhor, eu não acreditei que este superaria seu antecessor. Por que sério, O PRIMEIRO É BOM DEMAIS, como esse poderia ser MELHOR QUE AQUILO? Pois amigos, saibam, É POSSÍVEL! Tem uma resenha mais completa desse livro no mesmo link do Instagram, mas de novo, vou resumir aqui: essa é uma história completamente diferente da primeira, a protagonista é outra e a trama dela, mesmo sendo mágica e fantástica, passa longe do primeiro livro. Poderia ser mais um caso de love/hate, mas é melhor do que isso. É uma história de amor, em todas as suas formas, e sobre tudo que somos capazes de fazer em nome dele. Chorei bastante com a leitura, que me fez virar a noite de tão viciante, e, inclusive, chorei nos agradecimentos. Agora só me resta ficar aqui agonizando até o ultimo livro da trilogia ser lançado aqui no BR.


4) “Confidências de uma Ex-Popular” – Ray Tavares

Da autora de Os 12 Signos de Valentina. Mais de 4 milhões de leituras no Wattpad.

Beleza, poder, popularidade. O que mais uma garota pode querer? Renata acaba de ser expulsa de sua antiga escola. Perdeu seu status, seus amigos, seu namorado e sua antiga vida de privilégios. Agora, precisa recomeçar do zero, em um rígido internato católico.

Possessa e nada disposta a construir novos laços de amizade por conta das frustrações do passado, ela se vê, de repente, perdida. Sem largar sua essência, a garota se equilibra entre lidar com o desprezo constante dos alunos do colégio, recusar as investidas do presidente de um grupo misterioso e, nesse meio, administrar seu interesse por um aluno em particular.

Será que Renata vai conseguir superar seu passado e iniciar uma nova jornada mostrando uma nova versão de si mesma – ou insistirá em seus velhos erros?

Se vocês acompanharam os posts de leituras dos meses anteriores, puderam perceber que sou só um pouquinho obcecada pela Ray Tavares. Estive esperando o lançamento desse livro (que foi baseado em “Bola na Rede”, uma história que a autora lançou lá no Wattpad) loucamente, pra poder matar minha vontade de ler coisas que ela escreve. Assim que coloquei as minhas mãos nele, lá na Flipop, com direito à autógrafos e tietagem, comecei a ler. Foi tão empolgante que também fiz uma resenha completa lá no Instagram, que vocês podem ler aqui, mas, em resumo, é um livro juvenil, revigorante e inspirador, aquela leitura fácil e leve, mas recheada de questões sociais e políticas, com personagens super representativos e cativantes! É um daqueles livros completos: tem romance, tem mistério, tem esquema de corrupção, tem comédia (por que afinal de contas foi a Ray que escreveu e ela tem o melhor senso de humor do mundo), tem lições super importantes sobre família, amizade e amor em todas as suas formas. ENTÃO APENAS LEIAM E DEEM SUPORTE PRA NOSSA LITERATURA NACIONAL MARAVILHOSA!


5) “Amor em Manhattan” – Sarah Morgan

Um romance brilhante sobre três amigas que decidem abraçar a vida – e o amor – em Nova York. Calma, competente e organizada, Paige Walker adora um desafio. Depois de passar a infância em hospitais, ela quer mais do que tudo provar seu valor – e que lugar pode ser melhor para começar sua grande aventura do que Nova York? Mas quando ela perde seu emprego dos sonhos, Paige vai descobrir que o maior desafio será ser sua própria chefe! Só que abrir sua própria empresa de organização de eventos e concierge não é nada comparado a esconder sua paixonite por Jake Romano, o melhor amigo do seu irmão e o solteiro mais cobiçado de Manhattan. Mas quando Jake faz uma excelente proposta para a empresa de Paige, a química entre eles acaba se tornando incontrolável. Será que é possível convencer o homem que não confia em ninguém a apostar em um feliz para sempre? O primeiro livro da série para ‘Nova York, com amor’ traz um enredo empolgante e divertido, com personagens superando situações inusitadas em busca do seu final feliz.

Depois de ler romances fantásticos no começo do mês e engrenar um romance juvenil com questões bem importantes, quis dar aquela arejada na cabeça com um romance super clichê e acertei em cheio com esse livro, que é o primeiro de uma trilogia, cada um do ponto de vista de um membro de um grupo de amigas. O que gostei muito nessa história: o enfoque na amizade. Além do romance de fazer calcinhas caírem, o companheirismo da protagonista com suas duas melhores amigas é demais! As três são muito diferentes uma da outra, mas de um jeito muito incrível se completam. Morri de rir com os diálogos e me identifiquei um pouquinho com cada uma delas em diversas situações. Uma coisa que não gostei muito foi a escrita da autora: parecia muito com uma fórmula de bolo meio batida e todas aquelas descrições sobre como os mocinhos tinham mãos masculinas, e cheiro masculino, e voz masculina, enfim… mais tarde descobri que ela já tinha escrito milhões de livros publicados, então relevei esse ponto. A leitura flui que é uma beleza, e apesar do clichê e de sabermos como esse tipo de leitura termina, ainda é uma delicia de ler.


6) “Pôr do Sol no Central Park” – Sarah Morgan

Após o grande sucesso do livro Amor em Manhattan, Sarah Morgan retorna às livrarias brasileiras com este novo romance da série “Para Nova York, Com Amor”, que vai aquecer seu coração.

Frankie Cole e suas duas melhores amigas inauguraram um novo negócio em Manhattan que está sendo um sucesso. Frankie é designer e ama trabalhar com paisagismo de jardins suspensos nos telhados dos arranha-céus da cidade. Entre amizades verdadeiras e um trabalho gratificante, ela tem tudo para ser feliz. Frankie nunca deu muita atenção às relações românticas, sempre preferindo focar em si e no trabalho. Ela e Matt, irmão de sua melhor amiga, se conhecem há anos, mas nunca tiveram nada além de amizade. Até que ele descobre novas coisas sobre a mulher que pensou conhecer tão bem, e decide que não quer passar mais nenhum dia longe dela. Matt sabe que Frankie se mantém segura por trás de sua barreira emocional, mas fará de tudo para superar os bloqueios e conquistá-la.

O segundo livro da trilogia mantém o ritmo do primeiro, ainda me incomodou um pouco todas as características masculinas do mocinho, principalmente por que ele é o irmão da primeira protagonista e me vi com sentimentos conflitantes sobre ele. Mas gostei de verdade da personagem principal deste livro, todas as amigas são muito bem construídas e conseguimos ver isso nos livros, mas é diferente entrar dentro da cabeça dessas personagens e descobrir suas motivações a fundo. Tem algumas diferenças de ritmo deste para o primeiro, saindo um pouco do cenário onde as amigas se matavam para fazer o novo negócio decolar (já que era muito mais um plot da Paige) e indo explorar os fantasmas do passado da Frankie, o que nos leva à viagens para fora de Nova York e passeios no parque. Ainda não sei dizer de qual dos livros eu gostei mais, por que apesar das diferenças eles têm a mesma fórmula e a gente acaba sabendo de tudo o que vai acontecer, mas é um bom passatempo.


7) “Milagre na 5ª Avenida” – Sarah Morgan

O amor chega para todos ― seja sonhando com ele ou fugindo o máximo que pode. Após Amor em Manhattan e Pôr do Sol no Central Park, Sarah Morgan volta com outra história que vai fazer você suspirar.

Eva Jordan ama tudo que envolve o Natal. Romântica incurável, ela passará as festas sozinha esse ano, mas nada destrói sua fé inabalável no amor e nas coisas boas da vida. Quando ela tem a oportunidade de decorar a casa de um escritor rico e famoso na 5ª Avenida, aceita sem pensar duas vezes.

O que Eva não esperava, no entanto, é que a casa estaria ocupada por seu recluso ― e misterioso ― dono. Lucas Blade é especialista em escrever cenas aterrorizantes, mas é o Natal que está sendo seu maior pesadelo. Há poucas semanas do prazo final de entrega de seu próximo livro, ele ainda não tem uma história ― nem mesmo um personagem principal! Além disso, o aniversário da morte de sua esposa está chegando, o que o deixa imerso em uma névoa carregada de dor e luto. Eva vive em seu planeta particular e Lucas em um mundo de dor e desconfiança. O que a vida mostra a eles é que duas pessoas diferentes podem ter mais em comum do que imaginam ― incluindo uma atração inegável um pelo outro.

O terceiro e último livro me deixou um pouco confusa sobre se foi o que eu mais gostei ou o que eu menos gostei. Achei a história mais diferente nesse, mesmo sendo aquela coisa receita de bolo que citei sobre os anteriores, o cenário é diferente, o ritmo também. Em alguns momentos eu amava a mocinha, mas em outros eu queria espancar ela. Eva é muito boazinha, claro que ela tem falhas, mas ela suportou umas coisas que pelo amor de Deus. E eu não sei se compro essa coisa de escritor recluso super sarado. Aquela questão das descrições muito masculinas dos mocinhos seguiu me incomodando demais. Neste livro senti o plot que amava sobre a amizade meio apagado. Ao mesmo tempo teve um plot twist mais interessante que os anteriores. Então assim, fiquei confusa sobre gostar ou não, porém não é um livro que vá desafiar a inteligência de ninguém, é pra ler e se distrair mesmo, vale pra dar aquela refrescada nas ideias depois de uma leitura muito complexa.


8) “F*ck Love – Louco Amor” – Tarryn Fisher

Helena Conway se apaixonou. Contra sua vontade. Perdidamente. Mas não sem motivo.Kit Isley é o oposto dela desencanado, espontâneo, alguém diferente de todos os homens que conheceu. Ele parece o seu complemento. Poderia ser tão perfeito… se Kit não fosse o namorado da sua melhor amiga. Helena deve desafiar seu coração, fazer a coisa certa e pensar nos outros. Mas ela não o faz… Tentar se afastar da pessoa amada é como tentar se afogar. Você decide fugir da vida, pulando na água, mas vai contra a natureza não buscar o ar. Seu corpo clama por oxigênio sua mente insiste que você precisa de ar. Então você acaba subindo à superfície, arfando, incapaz de negar a si mesma essa necessidade básica de ar. De amor. De desejo ardente. Você pode pensar que já viu histórias parecidas, mas nunca tão genuínas como essa. Tarryn, a escritora apaixonada por personagens reais, heroínas imperfeitas, mais uma vez entrega algo forte, pulsante, que nos faz sofrer mas também nos vicia. Depois dela, todas as outras histórias começam a parecer como contos de fadas. Se você não quer se viciar, não leia a primeira página.

Eu só tenho uma coisa pra falar desse livro: PUTA MERDA QUE VIAGEM DA PORRA! Sério, só Deus sabe o que a Tarryn Fisher usou enquanto escrevia essa história. Essa sinopse faz parecer que o livro é um passeio no parquinho, quando na verdade é um chá de ayahuasca. Logo no primeiro capítulo você já fica “espera, mas o que…?”. Depois disso é só ladeira abaixo. Vou meter um spoiler aqui, por que preciso mesmo alertar as pessoas: GENTE, A PERSONAGEM TEM UM SONHO BIZARRO COM O NAMORADO DA MELHOR AMIGA E DAI FICA OBCECADA PELO CARA! Minha filha, você é uma amiga filha da puta. Não consegui em nenhum momento compreender e ficar do lado da protagonista. Não consegui torcer por ela. Não consegui shippar ela com o cara. Em muitos momentos torci pela morte dos dois. Rolaram umas viagens muito loucas no meio da história, um novelão mexicano, uma salada toda estranha, não sei explicar… a parte boa é que o livro só é grosso por causa do tipo de papel usado na impressão e tudo acaba em menos de 300 páginas. UFA!


9) “Imperfeitos” – Lauren Layne

Será que Michael conseguirá encontrar um final feliz depois de ser rejeitado por Olivia? Uma comédia romântica surpreendente sobre como recomeços podem ser a cura para um coração partido.

Quantas vezes um mesmo coração aguenta ser despedaçado? Essa é a pergunta que atormenta Michael St. Claire, o ex-bon vivant que, após ser rejeitado por Olivia e abandonado pelo melhor amigo, deixa o glamour nova-iorquino para trás e vai trabalhar num clube de tênis numa cidadezinha no Texas. Há um motivo secreto por trás dessa escolha geográfica: é lá que se encontram seu pai biológico e seu meio-irmão, Devon, que não fazem ideia de sua existência. O que o plano de Michael não previa era conhecer Chloe, a garota mais inteligente, sarcástica e original que ele já vira. Em pouco tempo, eles se tornam grandes amigos, e quando Michael descobre que Chloe é apaixonada por Devon ele resolve que irá ajudá-la. Mas será que dois corações rejeitados conseguem, juntos, construir um recomeço? Ou irão apenas se machucar, perdidos na eterna busca por aceitação e pertencimento?

Eu tava enlouquecida pra ler esse livro desde que li os dois primeiros: “Em Pedaços” e “Como num Filme”. Odeio muito ler séries/trilogias que ainda não foram lançadas completamente no Brasil, por que daí fico doida aqui esperando os livros saírem. Mas enfim, eu amo os livros da Lauren Layne, são clichês e tal, mas são tão incríveis! Tem resenha aqui no blog de “Mais que Amigos”, que foi o primeiro livro dela que eu li e falei sobre isso: a escrita é descontraída, rápida e enxuta, a autora não perde tempo com nada que não seja necessário para a história se desenvolver, SEM ENCHEÇÃO DE LINGUIÇA, mas mesmo assim consegue fazer a gente se conectar com os personagens de uma forma surreal. Me vi torcendo por eles, rindo com eles, chorando com eles e gritando com eles. Dos três livros (tenho certeza que falei deles aqui no blog em algum dos posts de leitura do mês) essa é a protagonista que mais gostei! Chloe não é a mocinha padrão e eu amei como a história dela foi desenvolvida. Fiquei com um pouco de raivinha do Michael no final, por que detesto o empecilho de “eu não mereço ela e por isso não vamos ficar juntos”, mas daí algum defeito esse livro precisava ter. Vale a pena gente, graças a Deus esse livro foi bom e delicioso e cumpriu seus propósitos de romance água com açúcar, com um quê de comédia, ideal para ser lido em um dia frio depois da bomba ali de cima.


10) “The Chase – A Busca de Summer e Fitz” – Elle Kennedy

Bem-vinda de volta aos jogos de hóquei e às festas da Universidade Briar! No primeiro spin-off da série Amores Improváveis, conheça a apaixonante e misteriosa Summer, irmã de Dean.

Todo mundo diz que os opostos se atraem. E deve ser verdade, porque não tem nada que explique minha atração por Colin Fitzgerald. Ele não faz meu tipo e, o pior de tudo, me acha superficial. Essa visão distorcida que ele tem de mim é o primeiro ponto contra. Também não ajuda que ele seja amigo do meu irmão.

E que o cara que mora com ele tenha uma queda por mim.
E que eu tenha acabado de me mudar para a casa deles.

Mas isso não importa. Estou ocupada o bastante com uma faculdade nova, um professor que não larga do meu pé e um futuro incerto. Além do mais, Fitzy deixou bem claro que não quer nada comigo, embora tenhamos uma química de dar inveja a qualquer casal. Nunca fui de correr atrás de homem, e não vou começar agora. Então, se o meu roommate gato finalmente acordar e perceber o que está perdendo…
Ele sabe onde me encontrar.

Bom, eu não queria mais errar com livro clichê (ainda traumatizada com a bomba que foi o nº8 dessa lista), então resolvi que era hora de ler o spin-off da série “Amores Improváveis”, da Elle Kennedy, pois sou totalmente obcecada por ela e NÃO TINHA COMO “BRIAR U” SER RUIM! E gente, que delicia! Que saudades que eu tava desses romances deliciosos com jogadores de hóquei super gostosos! Amei muito essa leitura, inclusive finalizei em um dia, a escrita da Elle é completamente viciante, a Summer é uma personagem super humana e maravilhosa, que a gente só viu de relance em “Amores Improváveis” e que tem uma profundidade intensa! Adorei como ela foi construída, super forte apesar dos esteriótipos, vulnerável de um jeito inteligente e super feminista! Destaquei vários discursos dela cheios de sororidade que se encaixavam perfeitamente nas situações, sem soarem forçados. Também adorei a construção do Fitz, ele é um idiota, mas não é por mal, o personagem claramente é um nerd que não sabe como agir e não sabe o que fazer na maior parte do tempo. Quis bater na cabeça dele em muitos momentos, mas as burradas dele o fizeram completamente real. E gente, o que são as cenas eróticas desse livro? Elle Kennedy sabe escrever uma cena de sexo como ninguém, PELO AMOR DE DEUS, ler esse livro no transporte público foi um desafio. Enfim, leitura mais do que recomendada, livro com ZERO DEFEITOS!


11) “The Risk: O Dilema de Brenna e Jake” – Elle Kennedy

Todo mundo diz que eu sou uma garota má. Deve ser porque faço o que bem entendo e não estou nem aí para o que os outros pensam de mim. Apesar disso, dormir com o inimigo não faz meu tipo. Como filha do técnico de hóquei da Briar, minha vida estaria arruinada se eu me relacionasse com um jogador de um time rival.

E essa é a definição de Jake Connelly. Estrela e capitão do time de Harvard, ele é arrogante, irritante e atraente demais pra ser verdade. E o pior é que eu preciso que ele tope fingir ser meu namorado para que eu consiga meu tão sonhado estágio na HockeyNet. Mas é claro que aquele gostoso idiota não vai facilitar: para cada encontro falso… ele quer um pra valer.

O que significa que estou em apuros. Isso de ficar saindo às escondidas com Jake Connelly não tem como dar certo. Embora esteja cada vez mais difícil resistir ao desejo e ao sorriso de Jake, me recuso a me apaixonar por ele.

Esse é o único risco que eu não vou correr.

Segundo livro do spin-off “Briar U” conta a história de Brenna, a melhor amiga de Summer, ali do “The Chase”. Eu acho que fui com muita sede ao pote com esse livro. Estava esperando algo na mesma linha do primeiro, mas não foi tão apaixonante. Obviamente o livro é ótimo, as cenas eróticas são de fazer a gente ficar ofegante lendo, mas não senti muita profundidade no Jake. E também não gostei muito da Brenna e dos dilemas dela. Claro que tiveram algumas revelações sobre o passado dela mais pro final que fazem total sentido nas ações da personagem, mas mesmo assim não consegui me identificar com ela o tanto que me identifiquei com a Summer, por exemplo. E, como sempre digo, esse é o problema com as expectativas: a gente sempre quebra a cara. Tenho certeza que eu teria achado o livro perfeito se não tivesse lido “The Chase” primeiro. Mas de todo jeito a história é muito bem orquestrada, adoro a relação dos personagens desse Universo, adoro as interações entre eles, os diálogos, é tudo muito verdadeiro e deixa a gente com vontade de virar amigo deles. Fora as cenas de sexo, eu já falei delas? Enfim, vale a leitura com certeza. Fico agora no aguardo do terceiro livro, “The Play”, que tem lançamento previsto pra outubro deste ano lá nos States. Vamos orar pra Paralela lançar logo por aqui!


Ufaaaa, acabou!

Ainda não bati o recorde de leituras por mês no ano, a coroa ainda é do mês de fevereiro, com 12 livros lidos, mas gente, eu cheguei muito perto em agosto! Finalmente voltei ao meu ritmo insano de leitura, aquele que perdi durante as férias e a sensação é maravilhosa.

Estou trabalhando firmemente pra bater o recorde agora em setembro, já adianto que nessa primeira semana consegui finalizei a leitura de 7 títulos 😀 então esperam um post bem recheado no mês que vem!

Agora me contem aqui nos comentários o que vocês andam lendo 😉

[2019] Leituras de Junho

Literatura, Na Estante

O mês de junho culminou no retorno das minhas férias enlouquecidas em Nova York. Foi um mês de readaptação à rotina e não da pra dizer que estou tendo muito sucesso nisso.

Um mês fora pode até parecer pouco, já que o tempo corre quando estamos nos divertindo, mas a mudança na rotina que esse mês causou é bem difícil de ser equilibrada de novo.

E com a minha rotina de leitura não podia ser diferente.

Graças a Deus consegui ler mais do que metade de um livro esse mês (ainda não me recuperei muito bem da vergonha do mês passado), mas ainda não estou em plena forma, como vocês podem conferir abaixo, com as minhas Leituras de Junho:


  1. “Meus dias depois de você” – Chris Melo

Em seu texto mais íntimo, Chris Melo aborda pela primeira vez os percalços da maternidade. É um grande presente para as mães, que vão se enxergar e refletir os momentos pelos quais passaram e para as filhas e filhos que poderão sentir as felicidades e inseguranças indecifráveis da maternidade de um ponto de vista desconhecido.

Muito além de um breve conto, ‘Meus Dias Depois de Você’ é um ensaio, uma conversa sincera sobre o que é ser mãe.

“Talvez o que vou dizer agora não devesse ser pronunciado, mas a verdade é que o meu vazio existencial nunca foi preenchido, ganhou apenas a companhia de uma angústia feliz. Um sentimento controverso, mas não duvidoso. Ser mãe é amar demais e nada pode ser mais angustiante e feliz do que isso.”

Todo mundo que me acompanha nesse blog ou no meu Instagram sabe que eu sou obcecada pela Chris Melo. Ela é a minha autora nacional (e acho que até mesmo internacional) favorita e eu não canso de dizer isso. Qualquer livro, conto ou texto que ela escreva eu vou querer botar as mãos e ler, sem me preocupar com a sinopse. E ela sempre me surpreende, mesmo que eu não me identifique com o mote da história, suas palavras sempre me tocam e me fazem chorar. Não foi diferente com este conto curtinho, que está disponível na Amazon. Mesmo não entendendo nada sobre maternidade, pois não sou mãe e nem quero ser, consegui me emocionar absurdamente em pouquíssimas páginas, graças a maestria com que a autora escreve. Vale a pena, se você for mãe ou não, se apaixonar por mais essa história da Chris Melo.


2. “Hacker” – Ray Tavares

Hannah Knight é uma jovem estudante da Universidade de São Paulo, completamente comum e com alguns problemas de socialização, dona do incrível dom de sempre passar despercebida.

Assim, é na rede que ela consegue ser ela mesma – conhecida por suas habilidades em tecnologia, a hacker é contratada para atuar em pequenos trabalhos em troca de remuneração e ensinamentos de seu melhor amigo e tutor, L. Love.

Além disso, é online que a garota consegue se comunicar com o seu único e grande amor, Oliver Morais. Porém, quando ela aceita o desafio de investigar Sergio Maia, o poderoso agente literário de Oliver, a sua vida começa a mudar.

Mais um livro incrível disponibilizado através da Amazon, escrito por mais uma escritora nacional estelar! A Ray Tavares ganhou todo o meu amor com “Os 12 Signos de Valentina” e desde então estou lendo tudo dela em que coloco as mãos, seja através dos livros publicados pelo Grupo Editorial Record, pela Amazon ou pelo Wattpad! Qualquer que seja a plataforma de publicação, você pode ter certeza de que não vai se decepcionar com a escrita descolada dessa autora! Em “Hacker” ela combina romance, bom humor, criticas sociais, suspense e mistério em uma aventura super gostosa de ler! Não é um livro pra te fazer refletir sobre a vida, mas é um entretenimento de qualidade, ideal pra esfriar a cabeça e se divertir!


3. “A Linguagem do Amor” – Lola Salgado

Aos 17 anos, a única coisa que realmente importa para Rebecca é se formar com louvor na faculdade de Letras para, no futuro, realizar o sonho de trabalhar em uma grande editora, perto de todos os livros de fantasia incríveis com as quais cresceu. Morando em uma nova cidade e longe da proteção dos avós, por quem foi criada, ela lutará para não seguir os passos errantes da mãe.

Estaria tudo nos conformes se não fosse o murmurinho percorrendo os corredores da universidade: Adônis, o novo professor de Produção Textual, é um verdadeiro carrasco. Rude, solitário e mal humorado, ele tenta, na verdade, fugir dos fantasmas passados.

A Linguagem do Amor é um romance intenso e divertido, mas, acima de tudo, uma história sobre dar uma nova chance para a vida quando tudo parece ter saído dos eixos.

Não me julguem, mas este é outro romance de uma das minhas ídolas nacionais e também publicado via Amazon! Eu já falei varias vezes aqui da Lola Salgado e como descobrir essa escritora foi uma das melhores coisas que me aconteceram ano passado! E não estou exagerando! A cada livro que leio dela, mais fica cimentada a sua capacidade incrível de contar histórias! São romances apaixonantes e reflexivos, com cenas quentes descritas com perfeição! Nesta obra, somos inundados pela intensidade de seus dois protagonistas, aparentemente diferentes, mas como semelhanças abrasadoras. Prepare os lencinhos, por que diferente dos livros mais leves e engraçados que li da autora, esse vai arrancar lágrimas dos olhos de qualquer um! E sério, não deixem de conferir as histórias dela publicadas também no Wattpad, são totalmente de graça e igualmente sensacionais!


4. “As Pequenas Coisas” – Lola Salgado

“O problema é que a felicidade não é sólida e inatingível como uma parede de concreto. Pelo contrário. A vida é inconstante e, mesmo nos momentos mais felizes, existem espaços de vazio e incerteza.”

Depois de 6 anos de casados, Rebecca tinha tudo para estar vivendo o seu ‘felizes para sempre’, mas quando a rotina se instala e as dificuldades do dia-a-dia aparecem, é impossível ignorar a enorme sensação de se encontrar em uma rua sem saída, incapaz de seguir adiante.

Tudo o que Adônis mais anseia é ajudá-la, porém em meio as suas frequentes viagens a trabalho, eles parecem se desencontrar cada vez mais.
Aos poucos, eles vão perceber que só há um jeito de recuperar a relação e encontrar o equilíbrio — descobrindo o valor das pequenas coisas.

Chamar de “conto” é minimizar toda a estrutura dessa obra. Do alto de suas quase 200 páginas, “As Pequenas Coisas” deveria ser chamado de livro. Igualmente emocionalmente, me peguei morrendo de chorar logo nas primeiras páginas dessa história. NUNCA VOU TE PERDOAR, LOLA SALGADO! NUNCA! E ela sabe muito bem o por quê! Esse romance complementa o livro anterior e é incrível por que nos mostra como não devemos nos acomodar com o “felizes para sempre”. Amei a abordagem da autora, que trouxe um assunto tão pertinente à nossa geração de uma maneira didática e encantadora. Quem tiver curiosidade, esse “conto” também está disponível na Amazon.


5. “Corte de Gelo e Estrelas” – Sarah J. Maas

O aguardado spin-off da série Corte de Espinhos e Rosas.

Feyre, Rhys e seu círculo íntimo de amigos ainda estão ocupados reconstruindo a Corte Noturna e tentando manter a paz, conquistada a base de muito esforço e perdas pessoais, após a queda da muralha.

Mas o Solstício de Inverno finalmente está próximo e, com isso, um alívio merecido. Compras, festas, celebração e a promessa de dias tranquilos. A atmosfera festiva não consegue, entretanto, impedir que as sombras da guerra se aproximem.

Em seu primeiro Solstício como Grã-Senhora, Feyre ainda lidando com os horrores do passado recente, e percebe que seu parceiro e sua família têm mais cicatrizes do que ela esperava – cicatrizes que podem impactar o futuro, e a paz, de sua Corte.

Olha gente, todo mundo sabe que é Deus no céu e Sarah J. Maas na Terra, mas puta que pariu, como ela encheu linguiça nesse livro. Amo essa série, amo as histórias que essa mulher conta, amo sua escrita e suas personagens femininas fortes e maravilhosas, mas sinto que o conteúdo deste livro poderia ter sido resumido em um conto com facilidade. Tem pontos importantíssimos, inclusive ele fecha aquele ciclo de “Corte de Asas e Ruína” (que na real já tinha ficado bem fechadinho) e começa a introduzir os conflitos e personagens que serão apresentados na próxima série dentro deste universo. Não que tenha sido ruim, foi ótimo matar as saudades de personagens tão amados e ainda acompanhar os pontos de vista de alguns deles, como Mor, Cassian e Nestha, porém, novamente, dava pra ter feito tudo isso numa short story.


Bom gente, estas foram as minhas singelas leituras de junho! Notem que o Kindle vai dominar a minha vida e 90% delas foram lidas pela plataforma digital da Amazon!

Mês que vem tem mais e se Deus quiser MUITO MAIS LEITURAS!

Não se esqueçam de me contar aqui nos comentários o que vocês andam lendo 😉

[2019] Leituras de Maio, ou a resenha de “Rainha do Ar e da Escuridão”

Literatura, Na Estante

Não é surpresa pra ninguém que o mês de maio foi O PIOR MÊS DE LEITURA pra mim, desde 2018. Eu já esperava por isso, já que estava e férias e viajando.

A parte boa é que finalmente consegui ler o livro que me tomou metade do mês anterior.

A parte ruim é que só li metade de um livro em maio.

Vocês acompanham abaixo o resuminho do livro e a minha opinião sobre ele. Prometo explicar o porquê de ter demorado tanto nessa leitura:


1) “Rainha do Ar e da Escuridão” – Cassandra Clare

Rainha do Ar e da Escuridão é a conclusão épica para outra grande trilogia do universo de Instrumentos Mortais da autora best-seller Cassandra Clare.

Sangue inocente foi derramado nos degraus do Salão do Conselho, e o mundo dos Caçadores de Sombras se encontra à beira de uma guerra civil. Parte da família Blackthorn foge para Los Angeles, em uma tentativa de descobrir a origem da doença que está acabando com os bruxos. Enquanto isso, Julian e Emma tomam medidas desesperadas e embarcam em uma perigosa missão para o Reino das Fadas a fim de recuperar o Volume Negro dos Mortos. O que encontram é um segredo capaz de destruir o Mundo das Sombras e abrir um caminho tenebroso para um futuro que nunca poderiam ter imaginado. Em uma corrida contra o tempo, Emma e Julian devem salvar o mundo dos Caçadores de Sombras antes que o poder mortal da maldição parabatai destrua tudo o que amam.


Vou até mudar um pouco o formato desse post pra poder falar mais um pouco sobre o livro, já que foi o único concluído nesse mês. Não vai ser bem uma resenha, pois não vou detalhar nem nada, mas vou falar dos meus sentimentos a respeito.

Obviamente eu tenho uns mixed feelings aqui.

Entendam, Cassie Clare é uma das minhas autoras favoritas e eu passei os últimos 12 anos lendo as histórias dos Shadowhunters, então meio que sempre vou amar tudo o que ela escreve.

Minhas expectativas estavam altíssimas para ler a conclusão da trilogia de Os Artifícios das Trevas e o encerramento do arco de Julian e Emma em “Rainha do Ar e da Escuridão”, mas acabei quebrando a cara ao ir com muita sede ao pote e as coisas não serem tão perfeitas quanto eu achei que seriam.

Tipo, não foi ruim! Foi muito bom, mas tiveram coisas que me atrapalharam bastante e o primeiro problema é que esses livros demoram demais para serem lançados.

Eu havia lido “Senhor das Sombras”, o livro 2 da trilogia, em 2017, ou seja, HÁ DOIS ANOS ATRÁS. E acreditem, isso impactou muito a minha leitura. Claro que tiveram acontecimentos no final do livro anterior que foram inesquecíveis, mas grande parte daquele conteúdo se perdeu na minha memória e eu passei os primeiros capítulos do livro 3 completamente perdida.

Não bastasse estar super perdida no começo da história, o livro também começa com um ritmo bem lento e 84 pontos de vista diferentes.

Ok, não são realmente 84 POVs, mas a impressão que dá é essa, por que são muitos e nem todos eram tão interessantes assim. Pra mim isso é meio que um problema e impacta diretamente no meu ritmo de leitura. Acho que isso explica muito o por que de eu ter demorado 15 dias pra ler 300 páginas.

Deixando de lado o fato do livro enrolar demais e demorar pra pegar ritmo, ter todos aqueles pontos de vista que achei meio inúteis e que acho que poderiam ser facilmente cortados, quando ele entra nos trilhos a história suga a sua alma.

“Rainha do Ar e da Escuridão” é dividido em 3 partes e a coisa começa a ficar boa a partir da parte 2. Se eu demorei 15 dias pra ler 300 páginas, as outras 442 foram lidas basicamente em 2 dias e me deixou completamente desnorteada.

Mesmo com esses problemas no começo, é uma história muito bem estruturada e que aborda diversos plots. Acho que ali tinha história pra 2 ou 3 livros em vez de apenas 1.

Particularmente eu curto muito o arco d’A Tropa. Apesar de me deixar sempre muito puta quando lia (e ser até meio chato de ler, confesso), acho muito importante e muito legal quando autores fazem essa metáfora sobre problemas reais do governo atual dentro de seus livros. Infelizmente vivemos no Brasil um momento muito parecido com o que os norte-americanos vivem nos Estados Unidos, o que sempre faz com que a gente reflita e se identifique quando algo assim acontece. Nesse post sobre a série Supergirl eu falo um pouquinho sobre isso.

Claras referências à esses dois senhores

Apesar de ter gostado muito desse arco, detestei o final dele. Não vou dar nenhum tipo de spoiler aqui, mas a resolução pareceu meio forçada. Achei meio sem pé nem cabeça e bem conveniente (não pros mocinhos da história, sabe? por que deu merda e tal). Pareceu que a autora estava forçando uma situação que poderia ser resolvida de mil outras formas, mas que ela precisava que fosse dessa maneira. Provavelmente o final de “Rainha do Ar e da Escuridão” ficou como ficou devido à necessidade do plano de fundo da trilogia final que vai fechar as Crônicas dos Caçadores de Sombras: Os Poderes Perversos.

Fora os pontos negativos, a escrita da Cassie é impecável. Ela consegue misturar com maestria uma trama politica, caça à demônios e romance. Aconteceu tanta coisa nesse livro que me fez pirar que eu poderia ficar escrevendo aqui a noite inteira. Vou destacar algumas coisas pra vocês não acharem que só falei mal da história:

  • Toda a trajetória de Emma e Julian tem uma conclusão arrebatadora que me fez gritar e chorar, mas acredito que esse seja um dom da Cassie: seus protagonistas sempre sofrem de formas inimagináveis por amor. Você não conheceu o verdadeiro amor impossível até ler um livro da Cassandra Clare, meu bem;
  • Ty e Kit, e não vou falar mais pra não dar spoiler, mas o plot deles nesse livro foi uma das coisas que mais me causaram nervoso e me fizeram passar mal até o final. Além do mais eu shippo muito esses dois, aff…
  • Christina e todo o romance que a envolveu. Eu não quero falar demais pra não estragar a experiência de quem vai ler esse livro e berrar de excitação em certas partes, POR QUE O NEGÓCIO É BOM! Partiu meu coração no final? Partiu. Mas todo o percurso e descoberta foram incríveis! Amo como a Cassie consegue ser pioneira em inserir todas as formas de amor em seus livros de maneira super natural e verídica, sem forçar a barra. E amo e odeio o quanto ela faz até os personagens coadjuvantes sofrerem por amor;
  • Thule. Marquem esse nome, não vou dizer o que significa, mas tem todo um arco nesse livro e suspeito que ainda vá ser muito importante na última trilogia;
  • Os Blackthorn. Que família, amigos! Eles são completamente apaixonantes e já passaram por tanta merda que eu só queria que a próxima trilogia não fosse focada neles POR QUE JÁ CHEGA DE FAZER MEUS BEBÊS SOFREREM. Mas obviamente vai e com certeza não vai ser fácil pra eles.

Tem mais um milhão de pontos que eu queria citar, tanto plot, tanta coisa aconteceu nesse livro! Como disse ali em cima, foi história pra 3 partes. A única coisa que digo é: vai ser difícil de ler no começo, mas vai valer muito a pena. Com a Cassandra Clare e os nossos Caçadores de Sombras sempre vale a pena.

Acho que no final das contas isso aqui ficou realmente com cara de resenha, uma coisa meio descoordenada, mas avisei né: muitos mixed feelings aqui.

Agora que junho começou e eu voltei pra minha rotina, vamos apenas esperar que meu ritmo de leitura melhore e que eu possa trazer um post recheado de muitos livros lidos no próximo mês!

Não deixem de me contar aqui nos comentários o que vocês andam lendo 😉

[2019] Leituras de Março

Literatura, Na Estante

Março sempre é um mês meio tenebroso pra mim. Digam o que quiserem, mas o Inferno Astral sempre me pega de jeito e avacalha a maior parte dos meus planos.

Entre batidas de carro, golpes do destino e toda sorte de pequenas coisas desagradáveis que antecederam meu aniversário, também enfrentei uma barrigada tremenda na parte literária da minha vida, tanto na escrita quanto na leitura.

O terceiro mês do ano foi aquele em que mal escrevi pro blog, salvo alguns textinhos feitos nas coxas (desculpa gente!), pra não dizer que não publiquei nada. Também foi o mês que tropecei na escrita do meu livro novo (um que faz parte dos meus projetos pra 2019, que ainda tô devendo texto aqui), e acabei não escrevendo nem uma frase sequer.

E março também foi o mês em que li menos páginas este ano. Me senti bem triste com isso, já que as Leituras de Fevereiro excederam expectativas e eu queria muito ter mantido o mesmo ritmo. Mas, como nem tudo são flores, principalmente no meu Inferno Astral, passemos a listinha (ligeiramente reduzida) com as leituras deste mês:


1) “Boa Noite” – Pam Gonçalves

Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina. Não que tudo isso seja ruim, mas também não faz dela a mais popular da escola. Agora, na universidade, ela quer finalmente ser legal, pertencer, começar de novo. O curso de Engenharia da Computação – em uma turma repleta de garotos que não acreditam que mulheres podem entender de números -, a vida em uma república e novos amigos parecem oferecer tudo que Alina quer. Ela só não contava que os desafios estariam muito além da sua vida social. Quando Alina decide deixar de vez o rótulo de nerd esquisitona para trás, tudo se complica. Além de festas, bebida e azaração, uma página de fofocas é criada na internet, e mensagens sobre abusos e drogas começam a pipocar. Alina não tinha como prever que seria tragada para o meio de tudo aquilo nem que teria a chance de fazer alguma diferença. De uma hora para outra, parece que o que ela mais quer é voltar para casa.

É engraçado, por que eu achei que iria gostar muito mais deste livro do que do “Uma História de Verão”, também da Pam Gonçalves, que li em fevereiro. Não que tenha sido um livro ruim, foi muito bom e abordou um tema muito importante: o assédio contra mulheres dentro das faculdades. Mas achei esse livro menos profundo, apesar do assunto “mais pesado”.


2) “Bom Ano” – Pam Gonçalves

Pam Gonçalves traz de volta a Manu, de Boa noite, para falar sobre amor, amizade e aquele medo que dá quando precisamos encarar a vida adulta.

Um ano e meio depois dos acontecimentos de Boanoite e tudo o que Manu quer é reunir os amigos e ter uma noite de Ano-Novo divertida e inesquecível. Agora que todos estão se formando na faculdade, a vida parece um verdadeiro tsunami. E o mais inquietante é que todos parecem saber muito bem como lidar com a vida adulta. Todos, exceto Manu. Com Dani se recusando a conversar e os amigos ocupados com seus próprios dilemas, a garota investe toda a atenção na festa de Ano-Novo. Organiza comida, bebida, lugar… mas acaba querendo controlar um pouco mais que isso. Bom ano discute o papel dos amigos e amores em momentos cruciais da vida, com o tom sempre bem-humorado e sensível de Pam Gonçalves.

Esse conto, além de trazer de volta personagens de “Boa Noite”, também nos mostra um pouquinho como está da vida da Analu, protagonista de “Uma História de Verão”, então dizer que adorei foi pouco. Adoro esses crossovers. E mais, achei que a escrita da Pam evoluiu demais dos outros dois livros pra esse conto. 


3) “Tinderela e o Coração de Cristal – Vol. 2” – Bianca Briones

Beatriz é uma mulher na casa dos trinta, que coleciona decepções amorosas. Ela não se encaixa no padrão de beleza imposto pela sociedade e não se importa muito com isso, porém sente uma necessidade imensa de ser amada, essa carência a coloca em situações que a machucam emocionalmente cada vez mais.
Em uma brincadeira de amigos, ela acaba no Tinder, um pouco receosa a princípio, depois passa a crer que poderá, enfim, encontrar o amor.
Tinderela e o Coração de Cristal é uma história contada em 12 volumes, que serão lançados ao longo de 2019, um a cada mês, sempre na última semana. Na saga, acompanharemos um ano na vida de Beatriz, e sua busca desesperada por amor. E, assim como ela, descobriremos, aos pouquinhos, que antes de encontrar um grande amor, precisamos encontrar a nós mesmos.
No SEGUNDO VOLUME, a nossa Tinderela conhece Giovani, um jovem de 22, instrutor de academia, que a surpreende de formas que ela sequer poderia imaginar. Será que as inseguranças de Beatriz a permitirão que ela o deixe se aproximar?

O volume 2 da história da nossa Tinderela veio só pra deixar a gente mais curioso com o que o futuro reserva para Beatriz. Adoro a escrita da Bianca, e vou dizer isso pra sempre, é tão incrível que faz com que você leia o conto inteiro e nem se dê conta disso. Quando percebe já acabou e você ficou chupando o dedo, tendo que esperar até o mês seguinte pra ler a continuação.


4) “Heroínas” – Laura Conrado, Pam Gonçalves e Ray Tavares

Não faltam heróis. Dos clássicos às histórias contemporâneas os meninos e homens estão por todo lugar. Empunhando espadas, usando varinhas mágicas, atirando flechas ou duelando com sabres de luz. Mas os tempos mudam e já está mais do que na hora de as histórias mudarem também. Com discussões feministas cada vez mais empoderadas e potentes, meninas e mulheres exigem e precisam de algo que sempre foi entregue aos meninos de bandeja: se enxergar naquilo que consomem.
Este é o livro de um tempo novo, um tempo que exige que as mulheres ocupem todos os espaços, incluindo a literatura.
Laura Conrado imaginou as Três mosqueteiras como veterinárias de uma ONG, que de repente contam com a ajuda de uma estudante que não hesita em levantar seu escudo para defender os animais.
A Távola Redonda de Pam Gonçalves é liderada por Marina, que diante do sumiço do dinheiro que os alunos de sua escola pública arrecadaram para a formatura, desembainha a espada e reúne um grupo de meninas para garantirem a festa que planejaram.
E Roberta é a Robin Hood de Ray Tavares. Indignada com a situação da comunidade em que vive, a garota usa sua habilidade como hacker para corrigir algumas injustiças.
Este é um livro no qual as meninas salvam o dia. No qual elas são o que são todos os dias na vida real: heroínas. Finalmente.

Não vou mentir: eu tenho problemas com livros de contos. Principalmente quando são de autores diferentes, por que sempre acaba que uns contos são melhores do que outros, e no fim das contas você fica presa por dias num conto de 100 páginas não tão legal assim. Isso aconteceu com esse livro, mas juro que tudo valeu a pena quando cheguei no conto da Pam Gonçalves, e GENTE, essa talvez tenha sido a melhor história que ela escreveu até agora. Foi tão bom, tão bem executado e escrito que queria ver isso no cinema algum dia.


5) “Quando Saturno Voltar” – Laura Conrado

Conta história envolvente e divertida sobre aceitar mudanças inesperadas e seguir em busca da felicidade. Em seu novo romance, Laura Conrado conta a história de Déborah Zolini, uma jornalista sonhadora e fã de Pablo Neruda que trabalha como assessora de imprensa de um clube de futebol da segunda divisão e namora o médico Sérgio há quatro anos. Ela faz planos de construir uma vida a dois, arrumar um emprego melhor e correr atrás de desejos que ainda não realizou. Só que a vida, ou as estrelas, guardam surpresas para Déborah. Em uma viagem ao Chile, ela encontra uma mulher misteriosa que lhe fala sobre o retorno de Saturno. O planeta, que leva, em média, 29 anos para dar uma volta no sistema solar, voltará à posição em que se encontrava quando a jornalista nasceu. Para quem acredita em astrologia, esse é momento em que as pessoas passam por várias mudanças, que vão prepará-las para encarar o resto de sua vida. Déborah não leva a moça muito a sério, mas pede às estrelas que a ajudem a realizar seus desejos. No entanto, no voo de volta ao Brasil, um encontro inesperado começa a abalar a vida aparentemente certinha da protagonista. Aos poucos, Déborah começa a notar que seu namoro anda meio morno, a falta de reconhecimento no trabalho a incomoda. Ela começa a admitir que não está gostando do rumo que as coisas estão tomando. Será a hora de partir para novos desafios? Trocar aquele relacionamento confortável pelo frio na barriga? Sair de vez da zona de conforto e ver o que acontece?

Se o conto da Laura que eu li em “Heroínas” não me deixou muito animada, tudo foi esquecido quando li “Quando Saturno Voltar”. Tiveram umas pequenas coisas que me incomodaram, tipo a personagem depreciar outras por questões de aparência física, o que eu relevei, por que afinal de contas, na época em que o livro foi escrito, não estava tão em voga quanto está agora a sororidade e o feminismo, que admito mudaram muito a minha percepção sobre certas coisa. Se eu tivesse lido o livro no ano de lançamento isso não teria me incomodado, mas atualmente me deixou desconfortável. Porém, o que são uma ou duas cenas com esse tipo de situação, perto da perfeição desse livro INTEIRO? Sério, talvez “Quando Saturno Voltar” tenha sido meu livro favorito de Março, amei a escrita e a jornada da personagem! Além de ter me identificado demais com a Déborah, já que estou no meu Retorno de Saturno e cheia de coisas mal resolvidas na vida! Enfim, fiz até um post no Instagram falando sobre o livro, se vocês quiserem mais detalhes.


6) “Literalmente Amigas” – Laura Conrado, Marina Carvalho

Duas das mais populares autoras brasileiras da nova geração, as mineiras Laura Conrado e Marina Carvalho se juntaram pela primeira vez para escrever Literalmente Amigas.
Quando Gabi e Lívia, duas apaixonadas por livros, se conheceram em uma comunidade sobre literatura em uma extinta rede social, não imaginavam que se tornariam melhores amigas e que criaram um blog de resenhas literárias, o Literalmente Amigas. 
Desde então, elas são inseparáveis, apesar das personalidades muito diferentes! Gabi é um pouco avoada, desorganizada financeiramente, de riso fácil e vive uma história de conto de fadas com o namorado de longa data. Já Lívia é assertiva, firme e possui planos bem delineados para seu futuro, embora ainda não tenha encontrado o emprego dos sonhos nem um romance arrebatador como o de seus livros favoritos.
Juntas, elas enfrentam as dificuldades da juventude, seja na profissão, seja no amor, até tudo começar a mudar quando ambas são selecionadas para a mesma vaga — para a qual as duas se inscrevem, sem contar uma para outra — na principal editora do país. Será que a paixão pelos livros, que antes unia as amigas, agora se tornará o motivo do término da amizade?

Mais um livro que mexeu demais comigo. Como vocês acompanharam neste post aqui, conheci as minhas melhores amigas através da internet, “por culpa” da literatura. Então ler uma história sobre melhores amigas unidas pelo amor aos livros fez com que eu me identificasse demais com a história. Achei a escrita meio elaborada demais (daquelas que têm um pouco de palavras mais difíceis, sabe?) pro público-alvo: jovens adultos, o que me fez dar uma derrapada no começo, principalmente por que eu tinha acabado de sair de várias leituras leves e fáceis, mas depois de ajustar o ritmo a história fluiu super bem e fiquei encantada demais com o romance presente e a amizade tão bonita entre duas pessoas tão diferentes.


7) “O Livro Delas” – Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Chris Melo, Fernanda Belém, Fernanda França, Graciela Mayrink, Leila Rego, Lu Piras, Tammy Luciano

Nove talentos da literatura nacional, que conquistaram os corações e mentes de leitores, em um livro de contos inesquecível. Organizado por Renata Frade, responsável pelo projeto LitGirlsBr, que visa a aproximar escritoras e leitoras e fomentar o debate sobre literatura nacional, O livro delas reúne histórias de Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Chris Melo, Fernanda Belém, Fernanda França, Graciela Mayrink, Leila Rego, Lu Piras e Tammy Luciano, e apresenta o que há de mais representativo no estilo de cada escritora. Do sobrenatural ao chick-lit, passando por romance, aventura, drama e denúncia social, a coletânea agrada desde os leitores jovens adultos aos mais velhos. Em comum, o talento das nove autoras para contar belas histórias. O texto de orelha é assinado pelo escritor Maurício Gomyde.

Esse livro me fez ter certeza de que tenho problemas com antologias. É aquele probleminha de vários contos num livro só, escritos por autores diferentes, uns muito bons, uns mais ou menos e alguns ruins. Isso afetou bastante o meu ritmo de leitura, mas sou muito grata por ter lido esse livro. Primeiro por que a maioria dos contos eram bem bacanas, e com uma média de 50 páginas, ou seja, rapidinhos. Mas o principal motivo da minha gratidão foi o conto da Chris Melo, “Era Amor”. Teoricamente um conto banal, em forma de diário, com uma história bem cotidiana, sobre uma mulher tentando superar um divórcio. A premissa pode não parecer muito atraente, principalmente pra mim que nem namoro, imagina casar e se separar, nenhum tipo de identificação, certo? ERRADO! O conto fala de amor, com uma poesia que é bem característica da Chris. Chorei igual uma idiota dentro do ônibus e constatei algo que já sabia: Chris Melo é minha autora favorita. Isso que ela fez não é nem escrever, é magia.


Bom pessoal, essas foram as minhas leituras de março, composta apenas por escritoras nacionais que eu adoro, com histórias maravilhosas! Inclusive esse ano eu só estou lendo bons livros! 2019 tá saindo melhor que a encomenda!

Além desses 7 livros, também li os 37 capítulos disponíveis no Wattpad de “Carta aos Astros” (QUE É INCRÍVEL, VOCÊS PRECISAM LER!!!), spin-off do livro “Os 12 Signos de Valentina”, escrito pela Ray Tavares. Acabei não colocando ele aqui no meio por que a história ainda não foi finalizada, mas provavelmente ele deve entrar nas Leituras de Abril 😀

Agora é torcer pra voltar pro ritmo de leitura de Fevereiro e deixar a barrigada e o Inferno Astral em Março.

E vocês, o que estão lendo?? Contem pra mim aqui nos comentários 🙂

[2019] Leituras de Fevereiro

Literatura, Na Estante

Minha gente, esse ano tá voando! Pisquei e fevereiro já chegou ao fim. Parece que foi ontem que eu vim aqui contar sobre as minhas Leituras de Janeiro e falar a respeito da minha resolução cheia de projetos pessoais.

O post com essas resoluções e o resumo das minhas metas de 2019 ainda vou ficar devendo, mas as minhas Leituras de Fevereiro já estão entre nós!

Na correria que foi esse segundo mês do ano acabei não resenhando nenhum livro aqui no blog, mas vou deixar vocês com o resumão de tudo o que fez a minha cabeça no quesito literatura:


1) “Tinderela e o Coração de Cristal” – Bianca Briones

Beatriz é uma mulher na casa dos trinta, que coleciona decepções amorosas. Ela não se encaixa no padrão de beleza imposto pela sociedade e não se importa muito com isso, porém sente uma necessidade imensa de ser amada, essa carência a coloca em situações que a machucam emocionalmente cada vez mais.

Em uma brincadeira de amigos, ela acaba no Tinder, um pouco receosa a princípio, depois passa a crer que poderá, enfim, encontrar o amor. 

Tinderela e o Coração de Cristal é uma história contada em 12 volumes, que serão lançados ao longo de 2019, um a cada mês, sempre na última semana. Na saga, acompanharemos um ano na vida de Beatriz, e sua busca desesperada por amor. E, assim como ela, descobriremos, aos pouquinhos, que antes de encontrar um grande amor, precisamos encontrar a nós mesmos.

Eu nunca canso da escrita da Bianca Briones, é incrível como ela consegue criar personagens tão reais e atuais. O único defeito dessa história é que é curta demais e eu já estou mais do que ansiosa pra ler o volume 2!


2) “Em Pedaços (Recomeços #1)” – Lauren Layne

Uma garota com segredos corrosivos. Um ex-soldado com cicatrizes externas e internas. Um amor que pode salvar ambos… ou destrui-los de vez.

Aos vinte e dois anos, Olivia Middleton tem Nova York aos seus pés. Por fora, ela é a garota perfeita — linda, inteligente e caridosa — mas, por dentro, guarda um segredo terrível: um erro que a afastou das duas únicas pessoas que realmente importavam na sua vida. Determinada a esquecer o passado, ela deixa Manhattan e vai trabalhar como cuidadora de um soldado recém-saído da guerra. O que ela não esperava era que seu paciente seria um jovem enigmático de vinte e quatro anos tão amargurado quanto atraente.

Paul Langdon está furioso — com o mundo, com a vida, com o seu pai e, principalmente, consigo mesmo. Depois de sofrer na pele os horrores da Guerra do Afeganistão, a última coisa que ele quer é a companhia de uma princesinha nova-iorquina linda, mimada e irritante. A presença de Olivia parece tóxica para Paul: ela o incomoda, mas ele não consegue afastá-la, por mais que tente.

Nessa recontagem moderna de A Bela e a Fera, Lauren Layne nos traz uma história irresistível de perdão, cura e, acima de tudo, amor.

Me descobri obcecada pelos livros da Lauren Layne! São histórias absurdamente clichês, que você sabe exatamente todos os pontos de virada e o final, nada surpreendente. Entretanto a escrita dela é completamente viciante e você não consegue largar o livro até chegar à página final. Terminei esse numa sentada só e em seguida já estava obcecada procurando pelo próximo.


3) “Como Num Filme (Recomeços #0.5)” – Lauren Layne

As regras são claras… até o momento em que são quebradas. Neste livro da série Recomeços, conheça a história de Ethan. As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova York e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota.

Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou?

Esse livro se passa antes dos acontecimentos de “Em Pedaços”, mas deve ser lido só após o término do primeiro. A história deste romance segue o mesmo padrão do anterior: clichê, previsível e sem nenhuma surpresa, mas também mantêm a mesma qualidade de seu predecessor: é impossível desgrudar das páginas até chegar ao final! Você consegue lê-lo de uma vez só e é aquele livro ideal para espairecer entre uma leitura mais pesada e outra.


3) “Os 27 Crushes de Molly” – Becky Albertalli

Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, vive dizendo que ela precisa ser mais corajosa, mas Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas.

Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã.

Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo?

Em Os 27 Crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar.

Eu amei muito esse livro! Terminou e eu só queria pegar a Molly e colocar ela dentro de um potinho! Eu queria virar amiga dela e dos amigos dela! Amo a escrita da Becky (mesma autora de “Simon vs. a Agenda Homo Sapiens”), amo que seus personagens são super bem construídos e como existe toda uma preocupação em retratar a inclusão de diversas etnias e tipos de opção sexual entre os seus personagens. O nome disso é representatividade e a escritora faz com maestria enquanto nos guia por uma história completamente envolvente! 

P.S.: esse livro se passa no mesmo Universo dos outros livros 
da autora, então você pode ter um infarto ou dois com a 
citação à personagens que já conhecemos e amamos!


5) “Leah Fora de Sintonia (Creekwood #2)” – Becky Albertalli

Sequência do sucesso Com Amor, Simon.

Leah odeia demonstrações públicas de afeto. Odeia clichês adolescentes. Odeia quem odeia Harry Potter. Odeia o novo namorado da mãe. Odeia pessoas fofas e felizes. Ela odeia muitas coisas e não tem o menor problema em expor suas opiniões. Mas, ultimamente, ela tem se sentido estranha, como se algo em sua vida estivesse fora de sintonia. No último ano do colégio, em poucas semanas vai ter que se despedir dos amigos, da mãe, da banda em que toca bateria, de tudo que conhece. E, para completar, seus amigos não fazem ideia de que ela pode estar apaixonada por alguém que até então odiava, uma garota que não sai de sua cabeça.

Nesta sequência do sucesso “Com Amor, Simon”, vamos mergulhar na vida e nas dúvidas da melhor amiga de Simon Spier. Em um livro só dela, mas com participações mais do que especiais dos personagens do primeiro livro, vamos acompanhar Leah em sua luta para se encontrar e saber com quem dividir suas verdades e seus sentimentos mais profundos.

Em Leah fora de sintonia, Becky Albertalli mostra por que é uma das vozes mais importantes e necessárias de sua geração. Sem nunca soar didática, a escritora lança mão dos mesmos ingredientes que tornaram “Com Amor, Simon” um sucesso mundial: a leveza, o senso de humor, a representatividade e a certeza de que vale a pena contar histórias sobre jovens que podem até estar perdidos, mas estão determinados a encontrar seu caminho.

Esse livro dividiu muitas opiniões! Principalmente por que mostra um outro lado da Leah, um bem diferente do que foi mostrado em “Simon vs. a Agenda Homo Sapiens” e eu não sei se foi por que as pessoas não entenderam bem, mas eu adorei demais essa história. A Leah não é uma personagem fácil e estar dentro da cabeça dela por 320 páginas pode não ser uma missão fácil se você não compreender a personagem. Existem motivos pra ela ser como é e, conforme a gente se aprofunda na história dela, vai compreendendo melhor suas ações. Essa é a magia desse livro e dos outros escritos pela Becky: ela não cria personagens perfeitos! Todo mundo é cheio de defeitos e dramas e tem sua própria jornada de descoberta pra percorrer. É sempre uma honra poder acompanhá-los por todo esse caminho.

P.S.: é ideal que esse livro seja lido depois do da Molly, pois têm acontecimentos relacionados.


6) “O Natal dos Neves” – Ray Tavares

A família Neves é… peculiar. Grande, barulhenta e cheia de opiniões, é exatamente o oposto do ambiente em que Isadora cresceu. Talvez seja por isso que Andrei esteja tão receoso em apresenta-la aos pais e aos irmãos durante a data mais caótica do ano: o Natal. Ou talvez seja porque ele está 100% pronto para dizer as temerosas três palavrinhas para a namorada, “eu te amo”, mas precise encontrar o momento perfeito para isso.

Observação: o conto se passa após o final de “Os 12 Signos de Valentina”, porém, antes do epílogo do livro.

Aquele conto curtinho pra matar a saudade de personagens tão queridos! Foi ótimo acompanhar a história pelo ponto de vista do Andrei e ficar suspirando a cada página pelo jeito como ele vê a Isadora. Que amor lindo! Além do romance, não podia faltar muita comédia, afinal é uma história da Ray Tavares, e se ela não me fizer gargalhar pelo menos uma vez por capítulo tem alguma coisa errada!


7) “Dumplin'” – Julie Murphy

Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação.

Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre.

Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo… até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular… e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca. Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.

Puta que pariu! Esse livro é incrível! Uma das melhores coisas que li na minha vida e acho que deveria ser lido PELO MUNDO INTEIRO! Alguém coloca ele nas pautas das escolas, todo mundo deveria conhecer a história da Will. Adorei a narrativa da Julie Murphy e se pudesse teria lido o livro inteiro de uma vez só. Ainda não conferi a adaptação para as telas, mas quero muito fazer um comparativo assim que assistir o filme na Netflix.


8) “Amor Plus Size” – Larissa Siriani

Maitê Passos é uma garota linda, de dezessete anos e mais de cem quilos. Ela passou a infância e a adolescência sendo resumida ao peso. Mas e quando é justamente esse o fator que pode mudar completamente a sua vida?

Em meio ao turbilhão do ensino médio, com uma mãe obcecada por dietas, um crush antigo por Alexandre, o cara mais gato da escola, e uma amizade deliciosa com Isaac, fotógrafo amador, Maitê vai descobrir que não precisa ser igual a todas as outras meninas para ser feliz.

Neste romance corajoso e cheio de reviravoltas, Larissa Siriani narra a história de uma jovem descobrindo seu lugar no mundo, construindo uma jornada incrível de autoconhecimento, aceitação e empoderamento.

A mensagem desse livro é maravilhosa! Se no que li anterior à ele a protagonista já era completamente empoderada, nesse a gente acompanha de perto a jornada de auto-conhecimento da personagem central, ao se dar conta que é linda exatamente do jeito que é e só precisa enxergar isso e tomar o poder para si. Adorei a história e acho que deveria ser pauta nas escolas também. Esse é um livro muito importante, que dá voz e representatividade à um público que precisa de atenção e relevância na nossa sociedade também.


9) “Um Dia dos Namorados (im)Perfeito” – Larissa Siriani

Tudo o que Isaac quer é dar à namorada um primeiro Dia dos Namorados perfeito, com direito a flores, jantar e, quem sabe, se ele der sorte, uma noite inesquecível. Mas quando tudo começa a dar errado e ele é forçado a improvisar. Isaac percebe que o mais importante não é como vai passar o dia 12 de Junho – é com quem.

Um contro amorzinho de “Amor Plus Size” que vem pra matar a saudade de personagens super queridos! Adorei que ele é do ponto de vista de Isaac e a gente pode dar uma espiadinha nos pensamentos dele! Super romântico e com pitadas de humor, não pode ficar de fora da sua lista de leituras!


10) “O Amante da Princesa” – Larissa Siriani

Um romance sensual e divertido sobre as escolhas que são feitas por nós — e sobre tomar as rédeas da vida nas próprias mãos.

Maria Amélia de Bragança é princesa do Brasil, prometida a Maximiliano Habsburgo, arquiduque da Áustria. Mas não há nada que ela deseje menos do que esse casamento: como alguém pode querer que ela se case com um homem que nem sequer conhece? O que Amélia não esperava é que seu noivo chegasse ao Palácio das Janelas Verdes, em Lisboa, acompanhado do amigo Klaus Brachmann, um homem charmoso e experiente que se sente compelido a seduzir a princesa apenas pelo prazer da conquista. Uma viagem inesperada que Maximiliano precisa fazer se mostra a oportunidade perfeita para que Klaus ensine uma coisinha ou outra a Amélia entre quatro paredes… E, conforme o jogo avança, a possibilidade de casamento se torna cada vez mais remota para a princesa, que agora precisa proteger seu coração a todo custo.

Eu fiquei completamente arrasada com o final desse livro! Sério, floi um romance arrebatador! Me apaixonei completamente por todos os personagens, torci e me identifiquei com eles, ri e me diverti, chorei e sofri e ainda me emocionei pra caramba. ESSE É UM LIVRO COMPLETO, MINHA GENTE! Esse é aquele romance histórico nacional (que ainda por cima é inspirado por personagens reais) que falta na sua estante! Amém Larissa Siriani, já quero toda uma série de livros de época inspirados em personagens reais!


11) “O Natal dos Brachmann” – Larissa Siriani

Klaus Brachmann é um homem recluso, que não quer nada além de criar sua filha em paz. Mas o Natal é uma data para ser celebrada em família, e nada impedirá Berta Prilgsheim de ver seu querido irmão este ano. E quando um desastre transforma as festas em desespero, os Brachmann precisarão se unir mais do que nunca para superarem suas dores juntos e descobrirem o verdadeiro sentido do Natal.

O conto se passa alguns anos após o livro ” O Amante da Princesa” e aqui a gente consegue visualizar como alguns personagens tão amados estão depois daqueles eventos traumáticos. Não vou mentir, chorei praticamente o conto inteiro, ainda de coração partido. Mas achei a história muito importante por dar um background pra vilã do livro e fazer a gente perceber que ela não era má só por ser, haviam motivos e aqui ela se redime.


12) “Uma História de Verão” – Pam Gonçalves

É o último verão de Analu perto de casa antes da faculdade. Entre a dificuldade de se entender com seus pais, que queriam que ela cursasse Direito e não Cinema, e as persistentes comparações com seu irmão gêmeo, André Luiz, o grande exemplo de filho que faz tudo para agradar, a garota está cansada de tanta hipocrisia e da cobrança de todos e só quer aproveitar suas férias com os amigos. O lugar é lindo, o clima está ideal e não faltam lembranças em cada cantinho da praia. Pena que nem todas são boas: a primeira decepção amorosa e grande paixão de Ana Luísa, Murilo, está de volta com o sorriso cafajeste de sempre e novas promessas. De um lado, o futuro em uma nova e incrível cidade, São Paulo; do outro, os amigos, a família e um amor traiçoeiro que ao mesmo tempo machuca e envolve.

Eu tô besta com esse livro! Foi o primeiro que li da minha xará, a Pam Gonçalves, e senti como se estivesse lendo uma das histórias da Meg Cabot, só que ambientada no nosso BRzão. Além de ser um romance para Jovens Adultos, super leve e fluído, que aborda diversos assuntos, também é uma história cotidiana, que pode estar sendo vivida por diversos jovens. O que mais amei foi o final inesperado, nem um pouco clichê, mas completamente verdadeiro. Aprendi aqui algumas lições com a Analu e vou levar essa história de verão comigo pra sempre.


Bom gente, sigo muito feliz com as minhas leituras de 2019 até agora. Todos os livros foram maravilhosos e me mantiveram nesse ritmo incrível!

Adorei que esse mês li vários livros representativos, com personagens que são gordas e empoderadas! Acho muito importante ter espaço para esse tipo de literatura nos dias de hoje, assim a gente conscientiza todas essas jovens impressionáveis que não precisa existir um padrão de beleza imposto pela sociedade, VOCÊ É LINDA SIM! O importante é se amar do jeitinho que você é!

Mês que vem eu volto com as Leituras de Março!

E vocês, o que andam lendo?

[2019] Leituras de Janeiro

Literatura, Na Estante

Todo mundo já sabe que a leitura é um dos meus maiores hobbies, entretanto o ano passado e o anterior foram meio confusos nessa área da minha vida, e acabei vacilando um pouco com a minha meta de leituras nesses anos.

Como resolvi comigo mesma que 2019 seria um ano diferente em um monte de pontos, resolvi começar colocando meus objetivos literários em ordem e criando um cronograma de leitura diário pra conseguir cumprir com todos os desafios propostos (não apenas os literários, mas vamos falar disso em um outro post).

Janeiro foi um sucesso no quesito leituras, inclusive estava numa fase maravilhosa lendo vários romances LGBT em sequência, porém, com a correria do dia a dia, não consegui resenhar aqui todos os livros que li, então resolvi compartilhar todos eles num único post, com sinopses e comentários ocasionais.

Assim sendo, confiram abaixo a lista com as Leituras de Janeiro de 2019:

1 .”Minha Vida não é uma Comédia Romântica” – Lola Salgado

Chloe Tavares não aguenta mais assistir de camarote seus planos indo por água abaixo. Já desistiu de três faculdades, cansou de lidar com as implicâncias de tia Célia e, para piorar, ser atendente de telemarketing na CarreTel está longe de ser o emprego dos sonhos (o tarado que telefona diariamente é um dos motivos). Ela precisa tomar uma atitude e dar um jeito em sua vida. Por que, então, não começar com um amor como o das comédias românticas? É o item mais fácil da lista, certo? Porém, ela nem podia sonhar que acabaria sendo amaldiçoada no caminho. E, dentre todas as coisas saindo do controle, talvez a pior seja o fato de o seu melhor amigo, Tales Gentil, começar a provocar coisas esquisitas em seu coração.

A resenha completa deste livro vocês encontram aqui 😀


2. “O Primeiro Natal – Um conto da série Batidas Perdidas” – Bianca Briones

O Primeiro Natal é um conto da série Batidas Perdidas, em que Rafael e Viviane retornam para mostrar seu primeiro Natal como pais.
Nessa época tão linda e encantadora do ano, veremos como está a vida dos dois, como estão lidando com as perdas que tiveram ao longo dos anos e o quanto seu amor é forte para sustentá-los.



Este livro acabei não conseguindo resenhar, mas é sempre uma delicia poder reencontrar esses personagens que a gente tanto ama, principalmente num conto tão cheio de emoção quanto esse.


3. “Quinze Dias” – Vitor Martins

Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática. 

Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho. 

Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.

A resenha completa deste livro vocês encontram aqui 😀


4. “Um Milhão de Finais Felizes” – Vitor Martins

Jonas não sabe muito bem o que fazer da vida. Entre suas leituras e ideias para livros anotadas em um caderninho de bolso, ele precisa dar conta de seus turnos no Rocket Café e ainda lidar com o conservadorismo de seus pais, sua mãe alimenta a esperança de que ele volte a frequentar a igreja, e seu pai não faz muito por ele além de trazer problemas.
Mas é quando ele conhece Arthur, um belo garoto de barba ruiva, que Jonas passa a questionar por quanto tempo conseguirá viver sob as expectativas de seus pais, fingindo ser uma pessoa diferente de quem é de verdade. Buscando conforto em seus amigos (e na sua história sobre dois piratas bonitões que se parecem muito com ele e Arthur), Jonas entenderá o verdadeiro significado de família e amizade, e descobrirá o poder de uma boa história.

Gente, esse livro! Eu não consigo nem explicar o turbilhão de emoções em que entrei ao ler esse livro! A única coisa que posso dizer é que quero ler Sereios Gays, então providenciem! 
(e se vocês não sabem do que estou falando, é por que está na hora de lerem essa história maravilhosa!)


5. “Você tem a Vida Inteira” – Lucas Rocha

As vidas de Ian, Victor e Henrique se encontram de uma forma inesperada.
Ian conhece Victor no dia em que recebe o resultado de seu teste rápido de HIV. Os dois são universitários. Victor está envolvido com Henrique. Ian está solteiro. Os três são gays.
Dois deles têm a vida atingida pela notícia de um diagnóstico positivo para o HIV. Um não tem o vírus. Um está indetectável. Dois estão apaixonados. Henrique é mais velho e, depois de Victor, pensou que poderia acreditar de novo em alguém. Victor têm medo do que o amor pode trazer para a sua vida. Ian sequer sabe se será capaz de amar. Os três são, ao mesmo tempo, heróis e vilões de uma história que não é sobre culpa, mas sim sobre amor, amigos e sobre como podemos formar nossas próprias famílias.

Eu fiquei tão impactada com esse livro. Só soube chorar com aquele final maravilhoso. E a mensagem mais importante, acima de tudo é: “Está tudo bem”.


6. “O Guia do Cavalheiro para o Vício e a Virtude” – Mackenzi Lee

Uma aventura romântica do século XVIII para a era moderna. Simon Versus a Agenda Homo Sapiens, encontra os anos 1700.

Henry “Monty” Montague nasceu e foi criado para ser um cavalheiro, mas nunca foi domado. Os melhores internatos da Inglaterra e a constante desaprovação do pai não conseguiram conter nenhuma das suas paixões – jogos de azar, álcool e dividir a cama com mulheres e homens.

Mas agora sua busca constante por uma vida cheia de prazeres e vícios está em risco. O pai quer que ele tome conta dos negócios da família. Mas antes Monty vai partir em seu Grand Tour pela Europa, com a irmã mais nova, Felicity, e o melhor amigo, Percy – por quem ele mantém uma paixão inconsequente e impossível. Monty decide fazer desta última escapada umafesta hedonista e flertar com Percy de Paris a Roma. Mas quando uma de suas decisões imprudentes transforma a viagem em uma angustiante caçada através da Europa, isso faz com que ele questione tudo o que conhece, incluindo sua relação com o garoto que ele adora.

Este, com certeza, foi um dos livros mais apaixonantes que já li em toda a minha vida! Fiquei muito impactada com a história, não apenas o romance me tirou o chão, mas toda a aventura e o mistério me deixaram sem fôlego.


7. “Apenas uma Garota” – Meredith Russo

Prestes a entrar na vida adulta, Amanda Hardy acabou de mudar de cidade, mas a verdadeira mudança de sua vida vai ser encarar algo muito mais importante: a afirmação de sua identidade. Tudo que ela mais quer é viver como qualquer outra garota. E, embora acredite firmemente que toda mudança traz a promessa de um recomeço, ainda não se sente livre para criar laços afetivos. Até que ela conhece Grant, um garoto diferente de todos os outros. Ela não consegue evitar: aos poucos, vai permitindo que Grant entre em sua vida. Quanto mais eles convivem, mais ela se sente impelida a se abrir e revelar seu passado, mas ao mesmo tempo tem muito medo do que pode acontecer se ele souber toda a verdade. Porque o segredo que Amanda esconde é que ela era um menino.

Em seu romance de estreia, Meredith Russo retrata o processo de transição de uma adolescente transexual, parcialmente inspirada em suas próprias experiências. Enquanto traz à tona questões difíceis como dilemas existenciais, preconceito e bullying, o livro também fala de forma esperançosa e leve sobre amizade, descobertas e autoaceitação.

Achei esse livro muito importante. Embora a história tenha me parecido um pouco fraca e superficial, a gente não pode negar a importância de um livro escrito por uma mulher trans, com uma protagonista trans e uma modelo trans na capa, abrindo caminho para muitos outros livros com este tema.


8. “Fera” – Brie Spangler

Dylan não é como a maior parte dos garotos de quinze anos. Ele é corpulento, tem quase dois metros de altura e tantos pelos no corpo que acabou ganhando o apelido de Fera na escola. Quando ele conhece Jamie, em uma sessão de terapia em grupo para adolescentes, se apaixona quase instantaneamente. Ela é linda, engraçada, inteligente e, ao contrário de todas as pessoas de sua idade, parece não se importar nem um pouco com a aparência dele. O que Dylan não sabe de início, porém, é que Jamie também não é como a maioria das garotas de quinze anos – ela é transgênera, ou seja, se identifica com o gênero feminino, mas foi designada com o sexo masculino ao nascer. Agora Dylan vai ter que decidir entre esconder seus sentimentos por medo do que os outros podem pensar ou enfrentar seus preconceitos e seguir seu coração.

Enquanto minha leitura anterior à essa foi um tanto quanto rasa, este livro, mesmo não tendo a protagonista trans, foi muito mais intenso e impactante. Nós não temos em nenhum momento o ponto de vista da Jamie, mas é possível sentir suas emoções e ter uma empatia gigantesca pela personagem. Além de falar sobre uma adolescente transgênera, o livro também aborda o bullying, o medo, o preconceito e a aceitação do próprio corpo, seja você transgênero ou não.


Enfim gente, essas foram as minhas leituras de janeiro. Preciso dizer que estou bem orgulhosa de ter voltado ao meu antigo ritmo, já que fiquei bem chateada comigo mesma quando vi que a minha lista de leituras de 2018 contou apenas com 30 livros 💔

Agora é só manter o ritmo e voltar no final de fevereiro com a minha listinha de livros do mês 😉

E aí, o que vocês estão lendo?

“Quinze Dias”

Literatura, Na Estante

Acho que já devo ter comentado aqui como tenho muita raiva de mim mesma quando fico muito tempo com um livro espetacular esquecido na prateleira.

Pois é, aconteceu de novo.

Comprei o “Quinze Dias” na Bienal do Livro do Rio de Janeiro de 2017, por puro consumismo, depois de conhecer o Vitor Martins, autor dessa obra prima contemporânea, no estande da Globo Alt e ele narrar pra mim a premissa de sua história:

Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática. 

Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho. 

Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.

Por mais que “Quinze Dias” pareça ser um livro com uma jornada “mundana”, sobre duas pessoas se conhecendo e se apaixonando durante 15 dias, havia algo de muito especial nessa premissa, uma coisa que a gente não vê por aí com muita frequência: um romance LGBT, leve e gostoso, como se fosse um desses filmes românticos, e sem final trágico (segundo o próprio Vitor Martins me informou antes da minha compra).

“E então, para quebrar o silêncio, eu digo a verdade. Porque quem diz a verdade abre o caminho para as coisas boas. Acho que foi minha mãe quem disse isso uma vez. Ou Dumbledore.”

Não me entendam mal, mas eu tô cansada de assistir filmes LGBT em que no final as duas pessoas nunca conseguem ser felizes, sempre tem uma delas que morre, ou não consegue sair do armário, ou um milhão de outros dramas. Eu só queria uma história leve e engraçada, cheia de amor e com um final maravilhoso e eu finalmente encontrei!

E essa é a minha coisa favorita sobre “Quinze Dias”.

Minha outra coisa favorita é que, mesmo o Felipe sendo gay, esse não é o “problema” da vida dele, pelo contrario, o personagem é muito bem resolvido sobre sua sexualidade, porém enfrenta muitos problemas de auto-estima e é assombrado pelas inseguranças que só um adolescente gordo, que sofre diariamente com bullying na escola, é capaz de entender.

“Terapia não é coisa de maluco! Na verdade, tem muita gente que fica maluca por falta de terapia!”

Nesses “Quinze Dias”, além de conviver com Caio, Felipe também vai amadurecer e aprender a se amar e a se achar lindo, exatamente do jeito que ele é. É notável a evolução do personagem durante a história. Como ele passa da pessoa que não consegue trocar duas palavras com Caio, para o garoto que conversa com o outro apenas no escuro, até enfim, depois de muito trabalho na terapia, conseguir falar com seu crush e mostrar quem realmente é.

“Eu já assisti a comédias românticas e frequentei sessões de terapia por tempo demais para saber que a minha felicidade não pode depender de outra pessoa. Mas ainda assim eu queria ter alguém que me chamasse de Vida e me convencesse a entrar na piscina e dissesse que me ama baixinho, de um jeito que só dá pra ouvir bem de perto.”

Todos os personagens são muito bem construídos, e muito bem aproveitados no decorrer da história, e eu me apaixonei por cada um deles de um jeito muito único e especial, principalmente pela mãe do Felipe. Que mulher maravilhosa, gente! Que personagem carismática e incrível.

“Todas as mães são, Felipe. Está na nossa genética. É difícil não ficar doida depois que um ser humano sai de dentro de você.”

Também me apaixonei pela pluralidade de seres humanos habitando as 208 páginas de “Quinze Dias”. Obrigada, Vitor, por me dar gays, lésbicas, gordos e gordas, e por trazer essa mensagem tão importante:

“Você não deveria ter vergonha de ser quem você é.”

O livro é super leve e gostoso de ler, Deus sabe que, se tivesse tido tempo nessa vida corrida, teria lido numa sentada só, por que não queria e mal conseguia parar de ler! Apesar de abordar homossexualidade, bullying, preconceito e as diferentes relações familiares, a trama flui de maneira natural e suave, com todos os temas sendo bem explorados, mas sem sufocar o leitor.

“Gente babaca vai existir sempre, mas a gente aprende a resistir. E isso é o mais importante. Não abaixar a cabeça e lutar pelo que você acredita.”

Chorei e me emocionei com os diálogos mais tocantes e também dei risadas muito altas no transporte público com inúmeras situações vividas por esses personagens tão queridos. Fiquei estupidamente empolgada com todas as referências à Cultura Pop e morri de amores por esse casal fofo e maravilhoso. Eu queria muito ser amiga deles. Sério.

“Conversas que nos ensinam coisas novas são as melhores conversas.”

No mais, a escrita do Vitor Martins é muito especial. Em momento algum senti que estava lendo um livro. A cada página, mais parecia que um amigo estava me contando essa história. Fiquei fascinada com a narrativa, com a simplicidade do enredo e das situações cotidianas, tão bem orquestradas, que mais pareciam a vida real. Só posso desejar que algum dia eu consiga escrever desse jeito.

“O mundo inteiro é seu.”

Enfim, “Quinze Dias” é um livro espetacular, a comédia romântica LGBT que todos nós pedimos à Deus, e ainda têm o bônus de ter sido escrito por um autor nacional mais do que talentoso!

E aí, já leu essa história?

Me conta aqui nos comentários 😉

“Minha vida (não) é uma comédia romântica”

Literatura, Na Estante

No ano passado tive o prazer imenso de conhecer a escrita da autora Lola Salgado, através de seu livro “Sol em Júpiter“, publicado pela Harlequin. Lembro de ter sido fisgada primeiramente pela capa maravilhosa, pelo nome, que me remetia à astrologia (e todos sabemos que esse é meu calcanhar de Aquiles – vejam aqui), e, por fim, me apaixonei pela sinopse. Devorei o livro em pouquíssimo tempo e ele virou um dos meus favoritos de 2018.

Sério, eu fiquei tão obcecada pela história, e consequentemente pela autora, que minha primeira parada na Bienal do Livro de 2018 foi no estande da HarperCollins pra poder conhecê-la e dizer o quanto “Sol em Júpiter” tinha sido importante pra mim. Os detalhes desse encontro, vocês podem ler neste post aqui.

Sendo assim, a minha primeira leitura de 2019 não poderia deixar de ser o novo livro da autora, lançado em e-book pela Amazon, “Minha vida (não) é uma comédia romântica” entrou pra minha lista de desejos assim que a Lola liberou a capa no seu Instagram, em outubro, junto com a sinopse:

Chloe Tavares não aguenta mais assistir de camarote seus planos indo por água abaixo. Já desistiu de três faculdades, cansou de lidar com as implicâncias de tia Célia e, para piorar, ser atendente de telemarketing na CarreTel está longe de ser o emprego dos sonhos (o tarado que telefona diariamente é um dos motivos). Ela precisa tomar uma atitude e dar um jeito em sua vida. Por que, então, não começar com um amor como o das comédias românticas? É o item mais fácil da lista, certo?
Porém, ela nem podia sonhar que acabaria sendo amaldiçoada no caminho. E, dentre todas as coisas saindo do controle, talvez a pior seja o fato de o seu melhor amigo, Tales Gentil, começar a provocar coisas esquisitas em seu coração.

Pela sinopse pode parecer só mais um daqueles livros super clichês sobre se apaixonar pelo melhor amigo, mas gente, GENTE, não é! NÃO É SÓ ISSO NÃO! Eu ainda diria que o romance, mesmo sendo o foco principal da protagonista, acaba ficando em segundo plano quando a gente analisa o livro como um todo. “Minha vida (não) é uma comédia romântica” na verdade é sobre se descobrir e encontrar o seu lugar no mundo.

A Chloe tá perdidinha gente. Ela não sabe o que quer pra si mesma e nem qual rumo seguir na vida dela. A garota tá totalmente frustrada por trabalhar num telemarketing, ainda morar com os pais e não conseguir encontrar um curso na faculdade que vai realiza-la. O problema é que ela acha que arrumar um namorado vai fazer ela se sentir completa de novo e acaba ficando obcecada com isso, se metendo nas maiores enrascadas que vocês puderem imaginar.

Durante a leitura muitas vezes me vi na própria Chloe. Várias situações, inúmeras frases e incontáveis atitudes da personagem já aconteceram comigo, e me peguei as vezes rindo demais e as vezes chorando também, por que entendia muito bem os dramas pelos quais ela estava passando e sabia como certas coisas doíam.

A escrita da Lola é tão maravilhosa, que quando me dei conta estava percebendo as coisas junto com a Chloe. Por exemplo: no inicio da trama, a protagonista enxerga seu melhor amigo apenas assim, como um amigo, e eu também só o via assim. Chegou um ponto do livro em que fiquei morrendo de medo de não conseguir shippar o casal quando o momento chegasse. Mas então, quando Chloe começa a ter aqueles sentimentos conflitantes por Tales, GENTE, eu também comecei! Fiquei babando por ele igual ela!

Fora isso, todos os personagens são tão verdadeiros, tão tangíveis. É como se você virasse a esquina e pudesse dar de cara com eles, pois são pessoas comuns, com defeitos e qualidades. Eu desafio qualquer um a ler essa história e não enxergar na própria família uma Tia Célia, aquela pessoa que te ama sim (do jeito dela), mas não consegue deixar de fazer comentários mordazes, que fazem você se sentir um lixo, só pra poder se sentir melhor consigo mesma. Ou então uma Thais, aquela amiga que te entende por completo e nunca te julga.

A autora ainda foi super inclusiva, nos presenteando com uma variedade étnica enorme nesse livro, inclusive a própria protagonista é negra. Também amei que ela abordou a transição capilar e como a Chloe encontrou a própria identidade através dela, e ainda inspirou outras pessoas a passarem pelo processo.

“Minha vida (não) é uma comédia romântica” é aquele livro delicioso, que você termina de ler em uma sentada (se tiver tempo), que te faz rir loucamente, te faz chorar de emoção e de ódio em algumas situações, mas principalmente, é um livro que deixa o coração quentinho quando termina. Além de te fazer pensar um bocado na vida e nas suas escolhas.

Eu não poderia ter começado meu 2019 melhor ♥

E vocês, gente? O que estão lendo nesse 2019?

Me contem aqui nos comentários 🙂

“Estilhaça-me”

Literatura, Na Estante

A resenha de hoje vem lá o fundo do meu bau, ou da minha estante, e vai falar de um dos livros distópicos mais apaixonantes que já li!

Encantador, poético e vertiginoso são apenas alguns adjetivos que uso para me referir à “Estilhaça-me”, de Tahereh Mafi.

Como todos sabem, ou não, tenho um enorme fraco por romances distópicos que costumam ser mais platônicos que qualquer outra coisa. Normalmente se passando em sociedades opressoras, onde um simples toque é um crime, e o amor proibido dos protagonistas te faz devorar páginas e mais páginas sem se dar conta do tempo. Esses romances me conquistam e fazem meu coração doer, mesmo sendo muito parecidos entre eles, com elementos já conhecidos, eles têm suas diferenças e características que os fazem únicos.

No romance de Tahereh Mafi, Juliette não toca alguém há exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez (que foi por acidente) foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas o Restabelecimento tem planos para ela. Planos para usá-la como arma. E Juliette tem seus planos. Após uma vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez — e para obter um futuro com o único garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.

Acho que o que faz de “Estilhaça-me” um romance único é o jeito com que Tahereh Mafi escreve. Nunca li nada parecido. No começo pareceu confuso, mas a partir do momento em que você entra no embalo das frases e sentenças tudo parece fazer mais sentido, fluir melhor, soa mais verdadeiro. É como se você estivesse sob pele da protagonista, com as emoções a flor da pele. Não acho que algum dia uma personagem tenha sido tão desnudada aos olhos do leitor quanto Juliette Ferrars foi nesse primeiro romance da autora.

A história se passa num futuro não muito distante, onde a Terra está morrendo, arrasada e devastada pela inconsequência do homem. As nuvens são das cores erradas, os pássaros não voam mais, os animais estão doentes e a população está morrendo de fome, sendo controlada pel’O Restabelecimento, que prometeu fazer a sociedade voltar a ser o que era antes.

Não é surpresa nenhuma quando tudo o que O Restabelecimento faz é oprimir os cidadãos, matar os fortes demais para uma rebelião, desprezar idosos e crianças. Vamos conhecendo essa realidade no decorrer do livro, morrendo de curiosidade para saber mais e descobrir o que aconteceu, já que a protagonista (nossos olhos e ouvidos nessa história) está presa em um manicômio há cerca de 3 anos e há 264 dias não toca ninguém.

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Juliette é uma garota de 17 anos, e um dos únicos personagens essencialmente bons a quem me afeiçoei. Normalmente tenho uma queda por personagens com desvios de caráter e os bonzinhos demais chegam a me irritar. Mas foi diferente com a mocinha de Tahereh Mafi, talvez por causa de seu dom, que me lembrou tanto a minha personagem favorita dos X-Men, que foi impossível não gostar.

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O toque de Juliette é letal, até mesmo fatal. Seus próprios pais lhe viraram as costas e ela sempre sofreu com o preconceito e a culpa de ser quem é. No inicio da trama é possível pensar que a personagem tenha até enlouquecido durante os anos de confinamento. A repetição de palavras, uma atrás da outra, as sentenças riscadas, o querer e não poder querer, ela é um livro aberto para o leitor, insana e esquecida de quem é. Pelo menos até ganhar um colega de cela, que faz perguntas demais e não responde nenhuma das dela.

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Adam é um garoto que deve ter a idade dela, com tatuagens nos braços, olhos profundamente azuis e um sorriso fácil. O motivo de ele estar ali é um mistério e não sei dizer se é por que vemos tudo pelos olhos de Juliette (e tudo com ela é tão intenso e real que você acaba assimilando suas emoções), mas simplesmente não tem como não se apaixonar por ele.

E como dito anteriormente, costumo ter um fraco por personagens com desvios de caráter. Nesse livro não é diferente. Nosso vilão é o líder do Setor 45, que têm uma obsessão por Juliette e pelo poder dela. Apesar de ter apenas 19 anos, Warner é implacável, gosta de poder e está disposto a tudo para obtê-lo e mantê-lo. Ele pode ser bem desprezível, mas vou confessar, gostei muito dele.

Outra coisa que também gostei muito nesse livro é o crescimento da personagem principal. Conforme a história evolui, a própria Juliette evolui também. Conforme ela vai ficando mais sã as frases riscadas vão ficando mais raras no decorrer das páginas. Há verdade em seus pensamentos sobre si mesma, sobre as situações em que ela se encontra, sobre Adam e até mesmo sobre Warner.

Este primeiro livro fecha um ciclo de autoconhecimento para Juliette e nos dá um formidável gancho para a continuação, “Liberta-me”. Antes deste, ainda temos um e-book do ponto de vista de Warner, uma espécie de “1.5” intitulado “Destrua-me”, e disponibilizado gratuitamente. E esse e-book, juro, mexeu com todos os meus feelings em relação ao vilão que adorava odiar e agora adoro amar!

Além de “Liberta-me” a série ainda conta com “Incendeia-me”, o 3º livro, e um e-book com o ponto de vista de Adam, o “2,5”, “Fragmenta-me”.

Essa ano a autora resolveu ressuscitar a série com uma nova trilogia. O 4º livro, “Restaura-me”, foi lançado aqui no Brasil pela Universo dos Livros, e a Tahereh já divulgou a capa do 5º volume, “Shadow Me”, que deve ser lançado em março de 2019 nos Estados Unidos.

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Sinceramente, eu ainda não tenho certeza se quero ler essa segunda trilogia. Sou terrivelmente traumatizada com “segundas trilogias” (obrigada por isso, Cassie Clare), e li algumas resenhas bem negativas sobre “Restaura-me”.

Enfim, quem aí já leu “Estilhaça-me”? O que acharam?

Me contem aqui nos comentários 😉

“Mensageira da Sorte”

Literatura, Na Estante

Eu ando extremamente preocupada com todos os desastres políticos pelo qual nosso país vem passando nas últimas semanas… acho que nunca estive tão engajada com uma eleição como estou nesse 2018, do tipo que não consegue nem dormir direito e tem pesadelos, entre outras coisas.

A literatura pra mim sempre foi um escape, e nesse show de horrores em que o Brasil se transformou, não podia existir melhor fuga do que um bom livro, e eu não poderia ter escolhido um título melhor pra me ajudar a espairecer nessa semana sombria!

Mensageira da Sorte” é o primeiro romance nacional publicado pela Plataforma21, um selo da V&R Editoras, e foi escrito por ninguém mais, ninguém menos que Fernanda Nia.

E se vocês nunca ouviram falar dessa autora maravilhosa, vem comigo que conto tudo!

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A Fernanda Nia mora no Rio de Janeiro e se formou em Publicidade e Propaganda pela ESPM. No último período da faculdade, criou o site de tirinhas “Como eu realmente” como forma de extravasar a sua criatividade. Por causa da boa recepção do público, mantém até hoje o portal com o compromisso de postar duas tirinhas inéditas por semana, e em 2014 conquistou uma série de livros publicados pela Editora Nemo.

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Além de autora, é também publicitária, ilustra e cria conteúdo para outros projetos do mercado editorial e publicitário, ou para clientes em geral. E nesse ano ela lançou seu primeiro romance YA, o “Mensageira da Sorte“:

A SORTE É IMPREVISÍVEL.

Em pleno Carnaval carioca, durante uma confusão em um protesto contra a AlCorp – uma corporação que controla o preço dos alimentos e medicamentos no país – Cassandra Lira, ou Sam, passa a ser uma mensageira temporária no Departamento de Correção de Sorte (DCS), uma organização extranatural secreta incumbida de nivelar o azar na vida das pessoas. 

Para manter esse equilíbrio, os mensageiros devem distribuir presságios de sorte ou azar para alguns escolhidos. O primeiro “cliente” de Sam é justamente o seu vizinho e colega de classe, Leandro. O garoto é um youtuber em ascensão e a ajuda dela, na forma de uma mensagem sobre nada menos que paçocas, impulsiona Leandro a fazer um vídeo que o levará para o auge da fama. O que Sam não sabe é que o rapaz também é um ávido participante dos protestos contra os abusos da AlCorp, comprometido a expô-los em seu canal, independentemente dos riscos que possa correr, e a garota se vê obrigada a usar a sorte do DCS para protegê-lo. 

Mesmo que não entenda por que foi escolhida para trabalhar para o Destino, logo ela se vê no meio de uma rede de intriga, corrupção e poder. 

Ainda lidando com a culpa pela morte do próprio pai e com seus sentimentos por Leandro, Sam embarcará na jornada de desmascarar a quadrilha que está deteriorando o sistema da Justiça, tanto a natural quanto a extranatural, e fazer com que a balança do Destino se equilibre outra vez.

Gente, primeiramente eu queria dizer que conheci a Fernanda na Bienal do Livro desse ano, inclusive menciono ela nesse post aqui. O engraçado é que eu não fazia ideia de quem ela era ou sobre o que se tratava seu livro. E agora só queria agradecer a Nicole com todas as minhas forças por ter insistido pra eu ficar na fila de autógrafos com ela e consequentemente adquirir meu “Mensageira da Sorte” e conhecer a autora no evento, por que essa história foi uma das melhores que eu li em 2018!

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Segundamente, a escrita leve e divertida da Fernanda te prende desde o primeiro paragrafo! Eu fiquei totalmente envolvida com a história logo de cara, apaixonada por todos os personagens, que inclusive são muito bem construídos, com características únicas e marcantes. Existe aquela coerência e fidelidade a si mesmos, que alguns autores as vezes esquecem de colocar nos personagens em nome das conveniências da história.

Também adorei toda a diversidade étnica presente no livro, e o fato das mulheres serem muito empoderadas! Quero destacar aqui a Ivana e a Cecilia, QUE GUERREIRAS, meus amigos! Amei a personalidade de cada uma delas, sua força interior e sua confiança nas próprias crenças. Essas duas lutaram pelo que acreditavam até o fim.

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O casal principal também é só amor. Ambos, Sam e Leandro, têm seus demônios para lidar e cada um lida de um jeito totalmente diferente. Enquanto Sam se fecha em si mesma, Leandro se esconde atrás de piadas e um humor ácido. Existe uma dinâmica perfeita entre os dois, que conseguem ser fofos sem serem melosos. Os dois são bons e lutam pelo que é certo sem parecer aqueles protagonistas chatinhos, que nunca tem um pensamento ruim, ou nunca erram.

Inclusive, Sam entrou pra minha lista de mocinhas favoritas. Ela é a heroína, apesar de seus medos, inseguranças e limitações, é quem corre pra salvar os amigos, não a princesa na torre esperando o resgate.

O romance é um ponto muito bem abordado no livro. Não está em primeiro plano e não é aquela coisa forçada, sendo jogada na nossa cara a cada página. As coisas se desenvolvem num ritmo perfeito, tá ali num plano de fundo, acompanhando os plots principais, que são a missão da Sam como Mensageira Estagiária do DCS e todo o esquema de corrupção da Alcorp e os protestos.

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Outra coisa executada com maestria por Fernanda Nia em “Mensageira da Sorte” são as piadas, o humor sarcástico e todas as referências nerds inseridas de forma muito elegante na história. Perdi as contas de quantas gargalhadas dei durante a leitura e de quantas referências me empolgaram entre os capítulos.

Agora, apesar do tom leve, a história trata de alguns assuntos mais delicados, como: a morte de entes queridos, depressão, opressão social, corrupção e a luta pelos direitos da população. Existem diversos momentos em que somos convidados a refletir sobre a vida, sobre o bem e o mal e sobre como nada é assim preto no branco, que existem milhares de tons de cinza misturados e como é muito fácil apontar o dedo e criticar as atitudes das pessoas sem conhecer a história completa.

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Acho que o que eu mais gostei em “Mensageira da Sorte” foi o fato de os vilões terem motivações plausíveis. Apesar de se tratar de um YA com um pézinho lá no sobrenatural, os personagens são tremendamente reais, bem gente como a gente, inclusive os vilões! Suas atitudes não são motivadas apenas pela maldade em seus corações e a vontade de dominar o mundo! Todo mundo chegou onde chegou devido à escolhas difíceis e movidos por sentimentos bem legítimos.

Essa história foi tão real que, quando terminei o livro, fiquei esperando um Mensageiro vir me trazer um presságio de sorte pra equilibrar a minha balança, que ta pendendo ridiculamente pro lado do azar. Como diria um amigo meu, parece que a Sorte olha pra mim e desvia, então alô, Mensageiros da Sorte, tá na hora de me ajudar aqui!

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Enfim, “Mensageira da Sorte” é um livro completo! Possui ação, aventura, mistério, comédia e romance na medida certa. É um livro leve, perfeito pra se desintoxicar daquela leitura mais pesada, ou sair da fossa naquela semana mais tenebrosa, e, apesar disso, ainda te faz refletir muito sobre as coisas importantes da vida, sobre solidariedade, sobre certo e errado e sobre felicidade e finais felizes.

E não posso deixar de exaltar essa capa maravilhosa, com detalhes incríveis que fazem alusão à peças importantíssimas dessa história! A diagramação da Plataforma21 também é de fazer chorar de tão bonita! Amei que o livro tem aquelas páginas mais amarelinhas e com uma gramatura bem leve, parecida com a de jornal.

Pra finalizar, fica aqui esse pequeno quote do livro, um dos meus favoritos:

“Não existem finais felizes. Felicidade é uma busca constante”

E ai gente, bateu aquela vontade de ler “Mensageira da Sorte”?

Pra quem já leu, me conta aqui nos comentários o que achou 😉