Aquela de quando resolvi fazer meu Mapa Astral

Astros, Nas Estrelas

Olha, se tem uma coisa que eu sempre fui, essa coisa foi ser cética.

Eu sei que hoje em dia é muito fácil pra qualquer amigo meu me apontar como a “louca dos signos” do grupo, mas acreditem, nem sempre foi assim.

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Durante a maior parte da minha vida eu fui a pessoa que só acreditava vendo. Sempre tentei preencher aqueles vazios bizarros com algum tipo de religião, mas rapidinho essas coisas deixavam de fazer sentido pra mim, já que imediatamente começavam meus questionamentos internos e as respostas nunca me satisfaziam por completo.

E se eu já não acreditava muito em religiões, quem dirá em horóscopo.

Por que no fim do dia, a arte da astrologia pra mim nunca passou de horóscopo. E gente, isso é um erro grave. Longe de mim vir aqui dar aula de astrologia pra alguém, logo eu, que sou só uma entusiasta que adora falar umas abobrinhas por ai, mas reduzir e julgar a astrologia pelos horóscopos de revista é a mesma coisa que comparar o ato de misturar água e sabão pra fazer espuma com todo o conceito de Química. Astrologicamente falando, os horóscopos meio que são um ultraje, mas não é sobre isso que eu vou discorrer infinitamente aqui hoje, risos.

Ah, não. Hoje a gente vai conversar sobre Mapa Astral e sobre como ele foi a porta de entrada para drogas mais pesadas pra mim no mundo da Astrologia. Então pode pegar seu balde de pipoca, sentar mais confortavelmente e vir comigo nessa aventura:

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Tudo começou com uma das minhas fatídicas viagens pra Belo Horizonte, pra visitar a dona Júlia Mascarenhas, membro fundador da Panelinha.

Agora já não me lembro muito bem do ano, mas acontece que a dona Ju também estava nessa onda de Mapa Astral e com apenas algumas palavras e cliques resolvemos fazer o meu.

Mas primeiramente, o que é um Mapa Astral?

O Mapa Astral mostra a posição correta dos astros e dos signos do zodíaco em relação à Terra no momento de nascimento de uma determinada pessoa. De acordo com a astrologia cabalística, a posição dos astros no momento em que nascemos influencia nossa maneira de ser. As configurações de um Mapa Natal se repetem apenas a cada 26.000 anos, portanto ele é quase como uma impressão digital – não existe um igual ao outro. Para interpretação correta do posicionamento dos planetas e seus aspectos, é necessário consultar um astrólogo.

Fonte Wikipédia.

Pra mim, o Mapa Astral é uma ferramenta de autoconhecimento. Não quer dizer que o que é descrito nele tá talhado na pedra, até por que o que faz uma pessoa são as suas escolhas e não a posição de um bando de planetas no céu na hora do nascimento delas. Porém, acredito que esses planetas influenciam em algumas características das pessoas e, no dia em que li meu mapa astral, entrei em choque. Por que, basicamente, aquele texto do site Astro.com estava descrevendo a pessoinha que eu sou.

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Enquanto a Ju lia meu mapa pra mim, fui ficando cada vez mais impressionada. Ele não só revelava algumas das minhas características mais básicas, como eu ser espirituosa e impaciente, gostar de artes, música e literatura ou ser apaixonada por coisas bonitas e brilhantes. Mas também algumas coisas mais intrínsecas à mim, como a dificuldade em me relacionar romanticamente com outra pessoa, ou como sou estupidamente indecisa e sempre acabo escolhendo as opções mais “seguras” em vez de seguir meus sonhos.

Pessoas, as vezes a gente tem alguns problemas na vida, mas não sabe quais são. Só sabe que tem alguma coisa errada, e daí, quando a gente não sabe o que é, a gente não sabe como consertar. Essa primeira vez que li meu mapa astral foi como se de repente eu tivesse aberto os meus olhos pra algumas coisas sobre mim mesma e finalmente conseguisse entender o que tava errado dentro de mim.

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Não me entendam mal, eu não to culpando as estrelas pelos meus erros ou nada assim. Não é aquela coisa: “ai, fiz todas essas escolhas bosta na minha vida por que meu signo é de Áries”.

É mais como algo dentro de você fazer sentido.

Depois desse primeiro contato comecei a ficar meio obcecada com o assunto e fui pesquisar mais a fundo. E conforme eu ia pesquisando, também ia enchendo o saco de todos os meus amigos. Cheguei no ponto de fazer Mapa Astral pra todos eles, só pra todo mundo entender que esse negócio É REAL.

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Não consegui muitos seguidores nessa empreitada, mas me identifiquei com outras pessoas que também seguiam por esse caminho e juntos fomos descobrindo coisas novas.

Em agosto de 2017 eu estava passando por uns perrengues muito loucos e tudo que eu queria saber era quando aquela merda toda ia acabar, então me dei de presente uma consulta com um astrólogo profissional, pra uma leitura detalhada do meu Mapa Astral. Por indicação da minha mana Laís (por que não confio muito de procurar qualquer pessoa, já que tem um monte de picareta por aí), me encontrei com a Mônica num espaço super bacana e com uma energia sensacional.

Se a experiência de ler um mapa através de um site já tinha sido super reveladora, vocês não tem noção do que foi pra mim conversar com uma pessoa que estudou isso por anos e tem um entendimento totalmente superior do assunto. A Mônica lia meu mapa detalhadamente e me contava coisas que o site não contou, me falando sobre meus karmas e dharmas e me ajudando a compreender por que as coisas estavam como estavam e também dando aquela força pra eu descobrir como melhorar tudo.

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Depois disso passei a acreditar em algo. Não é bem uma religião, por que acho que todas elas tem um pouquinho de verdade, mas não acredito nessa coisa louca de dois pesos e duas medidas. É muito hipócrita da parte das pessoas só serem boas por que acham que serão punidas com o inferno se não forem. Isso não é ser bom de verdade.

Mas acredito numa força maior, que a gente pode chamar de Deus ou de Universo, e eu acredito em energias boas e energias ruins. Também acredito na troca dessas energias, e acredito que as coisas que você faz sempre voltam pra você. Boas ou más, cedo ou tarde, elas voltam.

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Enfim, acredito que toda essa jornada que começou lá atrás, comigo sendo convencida por uma amiga a ler um Mapa Astral na internet, teve o proposito de culminar nessa minha fase mais iluminada, entendendo algumas coisas e acreditando em algo e, acima de tudo, tendo a confiança de que as coisas vão dar certo em algum momento e vão acontecer como têm que acontecer.

 


E pra quem chegou até o final e ficou morrendo de curiosidade de como fazer seu Mapa Astral, eu ensino vocês 😀

Primeiramente vocês precisam saber a data e hora exata do nascimento de vocês e também o local, pois tudo isso influencia na posição dos astros. Abaixo vou indicar 3 sites que costumo usar pra fazer um milhão de consultas:

Todos esses sites são bem instintivos e de fácil preenchimento, mas se vocês tiverem qualquer dúvida podem deixar aqui nos comentários ou me enviar mensagens pelas minhas Redes Sociais (Facebook, Instagram, Twitter) que vou ter o maior prazer em ajudar 😀

De todo jeito, não deixem de me contar aqui nos comentários como é a relação de vocês com a Astrologia!

Então, eu finalmente criei um blog…

Eu Mesma

Eu não fui uma dessas crianças apaixonadas por leitura desde que se entendem por gente. Pra quem me conhece há algum tempo (ou até quem acabou de conhecer, pra falar a verdade) pode ser um choque, mas eu fui uma daquelas meninas que tinham horror a livros até a adolescência.

Meus pais nunca tiveram o costume de comprar revistinhas da Turma da Mônica pra mim, e o incentivo que a escola pública me dava era ler “Memórias Póstumas de Brás Cubas” pra fazer uma prova. Ninguém me apresentou o Harry Potter, o Percy Jackson ou a Mia Thermopolis, sabe?

Basicamente descobri o amor pela literatura por culpa da J. K. Rowling, quando coloquei as mãos em um exemplar de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” nas férias de 2005. A partir daí foi só ladeira abaixo. Ou acima, dependendo do ponto de vista.

O fato é que, eu posso não ter sido uma criança apaixonada pela leitura lá nos anos 90, mas teve uma coisa que eu sempre amei e que fazia desde que tinha aprendido a juntar letras e formar palavras: escrever.

Eu costumava comprar pequenos cadernos e escrever historinhas mirabolantes sobre sereias, fadas, bruxas e assassinos em série (muito obrigada às franquias cinematográficas “Pânico“, “Lenda Urbana“, “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado” e afins, por terem inspirado uma criança a escrever sobre assassinatos). A cada capítulo dessas historinhas eu fazia um desenho pra ilustrar a coisa toda.

Conforme fui ficando mais velha, acabei abandonando as histórias nos caderninhos, mas sempre amei escrever redações na escola, e adorava as atividades onde precisávamos compor poesias, etc.

O interessante é que, depois da descoberta da leitura como um hobby, cair no mundo das Fanfics foi questão de meses, e daí pra redescoberta dessa minha paixão pela escrita não demorou muito.

Eu sempre quis escrever um blog, mas sempre tive medo da coisa toda virar uma obrigação e minha paixão virar uma enorme frustração. O caso é que, atualmente, minha maior frustração tem sido justamente não ter meu blog.

O Pamelisses nasceu para que eu pudesse dividir com o mundo as minhas paixões, que vão da literatura à astrologia. Aqui vocês vão poder encontrar críticas bem amadoras de cinema numa semana e na próxima, talvez, uma dica de produto para o cabelo. Vai ter resenha de livro, mas também vai ter post contando sobre a minha última viagem, ou aquela promoção maravilhosa de “compre 3, pague 2” na loja de “brusinhas” da esquina. Vou falar sobre as séries de TV que estou assistindo, sobre as músicas que estou ouvindo e, de vez em quando, sobre as coisas que estou sentindo.

Então, quem vem comigo nessa nova aventura?