Aquele fogo no rabo pra cortar o cabelo

Eu Mesma, Moda & Beleza

Como já comentei com vocês no post de trauma capilar aqui no blog, houve um tempo em que a simples menção à palavras como “corte” e “tesoura” já me davam dor de barriga. Hoje em dia as coisas são bem diferentes, e as vezes preciso me controlar pra não bater cartão no cabeleireiro a cada 3 meses.

Já que um bom corte de cabelo pede um bom investimento, a partir do momento que meu bolso pesa, tudo muda de figura, então consigo me segurar por pelo menos 6 meses antes de começar a enlouquecer pouco a pouco.

Mesmo assim, sou o tipo de pessoa que acompanha um bocado de perfis de Instagram de hairstylists, então sempre tem aquela vozinha diabólica no fundo dos meus pensamentos me mandando cortar o cabelo.

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A última vez que cortei meu cabelo foi em fevereiro desse ano, ou seja, já estamos há 7 meses sem repaginar esse visual, e pior que nem foi por falta de tentativa.

Quem acompanhou a saga do cálculo renal aqui no blog viu meu drama da vida real, aquele da pessoinha que esperou mais de um mês pra agenda da cabeleireira dela ficar livre e quando finalmente chegou o dia do agendamento teve uma crise de pedra no rim e foi obrigada a desmarcar.

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Como quem acredita sempre alcança, eis que depois de mais um mês de espera, consegui mais uma vaga no agendamento disputadíssimo do VizuHairClub e, se Deus quiser, nada mais ficará entre mim e a tesoura da Carol dos Caracóis na próxima semana.

“Mas Pamzinha, você não podia ir em outro salão cortar esse cabelo? Por que esperar tanto?”

Olha gente, vocês que leram o post do trauma capilar sabem que eu fiquei muito marcada pelo trabalho horrível de uma pessoa que se dizia profissional. Hoje em dia, mesmo acompanhando um monte de cabeleireiro talentoso pelo Instagram, tem só uma pessoa que eu confio pra mexer no meu cabelo, e essa pessoa é a Carol.

Conheci a Carol Castilho quando ela ainda trabalhava na Unidade Augusta do Retrô Hair, e foi uma coisa totalmente por acaso, um alinhamento cósmico maravilhoso (e se você não acredita em alinhamentos cósmicos, por favor leia esse post). Foi num desses dias que me deu a louca pra cortar o cabelo, mas eu não estava mais feliz com a minha antiga cabeleireira e todo mundo me falava muito bem do Retrô, então liguei lá na hora do almoço e pedi pra cortar o cabelo com qualquer pessoa que estivesse disponível naquele mesmo dia.

Engraçado que hoje em dia jamais faria isso. Precisaria estar stalkeando o profissional há meses no Instagram pra decidir cortar assim do nada. É por essas e outras que falo que meu encontro com a Carol em julho de 2016 foi obra do destino.

Lembro claramente como ela me recebeu bem, como falamos sobre a Lua que entrava em Leão naquele dia, como ela reconheceu algumas propriedades do meu cabelo só de olhar e me propôs soluções pra gente lidar com ele.

Eu mostrei uma foto da Scarlett Johansson como inspiração, e diferentemente de outros profissionais, ela não fez EXATAMENTE aquele corte. Ela fez algo que iria funcionar mil vezes melhor no meu cabelo e no meu rosto, e de algum jeito respeitou a inspiração que tinha mostrado.

Depois disso ela virou a minha profissional de confiança. A única pessoa que sento na cadeira e falo “faz o que quiser ai”.

Enfim, normalmente quando me da louca pra cortar o cabelo, eu já tenho em mente o corte que pretendo fazer. Entretanto dessa vez estou bem dividida.

Adoro cabelos curtos e ultimamente meu cabelo não passa do long bob. Por isso mesmo, estava querendo deixar ele crescer. Então uma das minhas opções é apostar num long bob mais longo, e deixar essa cabeleira crescer pela primeira vez em anos, afinal, em maio de 2019 vou ser madrinha de casamento novamente, e queria muuuuuuito um cabelo comprido pra poder brincar melhor com os penteados.

Abaixo, alguns cortes nesse estilo mais longo:

 

O negócio é que, a ultima vez que cortei meu cabelo também foi a vez em que descolori ele tão loucamente que ele ficou branco e muito agredido. Até hoje as pontas quebram facilmente e eu sinto como se meu cabelo estivesse caindo aos pedaços. Quando me olho no espelho a minha vontade é me livrar de toda essa parte mais seca e espigada do cabelo.

Então outra opção seria um blunt bob, que me livraria, além das pontas maltratadas, dos restos de progressiva que ainda permeiam meus fios. É um corte que me agrada muito e estou quase convencida de que vai fazer minha cabeça pelos próximos meses ha-ha-ha:

 

A parte ruim é que o sonho do penteado intrincado no casamento ano vem escorre pelo ralo 😦

Mas ainda assim, como sou uma pessoa super preparada, já comecei a fuçar o Pinterest e descobri que existem algumas opções de penteados bem despojados e maravilhosos pra quem tem o cabelo curto:

 

Anyway, tenho até a próxima terça-feira (18) pra decidir o futuro do meu cabelo e seria ótimo saber a opinião de vocês a respeito!

Então sintam-se livres e desimpedidos pra me dar conselhos e dicas aqui nos comentários ou nas minhas redes sociais 😀

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Aquela do trauma capilar que todo mundo já teve…

Minha Vida Maravilhosa, Moda & Beleza, Throwback

Foi-se o tempo em que eu era apegada com cabelo, mas teve uma época na minha vida em que a simples menção à palavra “tesoura” me fazia tremer todinha, e nem era de excitação, como acontece hoje em dia.

O ano é 2007, lá no finalzinho dele, na verdade, e eu tinha acabado de terminar o ensino médio. Prestes a fazer 18 anos e emocionada com a adquirida liberdade capilar (minha mãe tinha me dito que eu só poderia pintar meu cabelo quando fizesse 18 anos), quis dar aquela radicalizada. Havia passado anos com aquele cabelão enorme e escuro, que batia lá pelo meio das costas, e resolvi que queria o mesmo corte que a Rihanna tinha feito na época, o famigerado chanel com ponta, que a danada ostentou no clipe de “Umbrella”:

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Entretanto meus amigos, nessa época eu era uma falida. Trabalhava de segunda à sábado numa locadora de vídeos (a geração Netflix nunca vai conhecer a emoção do aluguel de VHS e DVD num fim de semana), ganhando míseros 500 golpinhos por mês, que eu torrava alegremente no site do Submarino, enquanto engordava minha precária coleção de livros.

Como vocês podem imaginar, naquele tempo eu não podia me dar ao luxo de ir à um salão da moda e gastar com cabelo o que eu gasto hoje em dia. Logo, achei que era uma ideia IN-CRÍ-VEL entregar minhas madeixas na mão de uma “experiente” escola de cabeleireiros, que cobrava a bagatela de 10 reais por corte. Você me ouviu bem. Dez reais o corte. DEZ REAIS. Como isso poderia dar errado?

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Olha gente, deu errado. Deu muito, muito, muito errado mesmo.

Deu tão errado que eu passei QUATRO ANOS sem cortar meu cabelo. QUATRO ANOS chorando ao ouvir o som de uma tesoura.

Pra resumir, eu cheguei lá cheia de esperanças de sair parecendo a Rihanna, mas tive essas esperanças cruelmente despedaçadas pela açougueira que ousava se chamar de cabeleireira. Eu fiquei, na verdade, a cara do Playmobil.

E, se você é jovem demais pra saber o que é um Playmobil, abaixo seguem imagens de dor e sofrimento:

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A mulher simplesmente amarrou meu cabelo em duas maria-chiquinhas, bem na nuca, e aí, antes que eu pudesse protestar, tosou toda a minha cabeleira gloriosa. Eu fiquei tão em choque que só consegui observar todo meu cabelo indo embora. Me senti a própria a Camila de “Laços de Família”, quando raspam toda a cabeça dela.

E, se você também é jovem demais pra saber quem diabos é a Camila, abaixo cenas fortes:

Mas não acaba aí. Não. Tem mais.

Aquela bruaca ainda roubou meu cabelo. Hoje tenho certeza que ela cagou na minha cabeça só pra poder se apropriar dos meus fios longos e naturais.

Quando me recuperei do choque rodei a baiana no salão. Não lembro bem o que eu disse, mas envolveu muita saliva voando, muitas lágrimas de desespero e, para o meu horror, um pouco de ranho também.

No fim eu não paguei pelo corte e segui chorando muito por semanas a fio.

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Mas, como toda desgraça pra pobre é pouco, não contente em estar parecendo um Playmobil, eu tive a brilhante ideia de pintar meu cabelo de vermelho.

Queria muito que meus amigos da época tivessem me parado. Mas acho que todos nós tínhamos uma visão muito deturpada do que era e do que não era legal naquele tempo.

Basicamente, eu sempre quis ter cabelo ruivo e fui inocente o bastante pra achar que a mesma cor que o Cavalo de Fogo usava nas suas mechas ficaria bem em mim, e melhoraria a merda toda.

Não melhorou.

E se você é jovem demais pra saber o que é um Playmobil e quem é a Camila de “Laços de Família”, provavelmente não tem ideia de quem o Cavalo de Fogo é, por isso, segue referência:

Enfim gente, eu não vou colocar aqui fotos minhas da época, por motivos de: minha autoestima simplesmente não aguenta olhar por muito tempo pra essa humilhação toda.

Mas acredito que vocês já têm um retrato bem claro da minha situação no final de 2007 nas suas cabecinhas, e já podem imaginar todo o trauma que me assolou e me impediu de adquirir a minha liberdade capilar por muito tempo depois dessa tragédia toda.

Graças a Deus eu tive um tempo de desapego também, que conto mais pra frente aqui no blog, mas esse tempo foi essencial pra que eu me libertasse das amarras que me diziam que só um cabelo longo era bonito.

Hoje em dia eu aprendi uma valorosa lição, não só referente ao meu cabelo, mas pra tudo nessa vida: é muito melhor pagar mais caro em um serviço e ter a certeza de que vai sair do jeito que você quer, do que economizar e cagarem na sua cabeça, literalmente…

Por que amigos, o barato quase sempre sai mais caro.

Finalizando, eu quero saber de vocês, algum trauma capilar no histórico?

Conta pra mim!

Então, eu finalmente criei um blog…

Eu Mesma

Eu não fui uma dessas crianças apaixonadas por leitura desde que se entendem por gente. Pra quem me conhece há algum tempo (ou até quem acabou de conhecer, pra falar a verdade) pode ser um choque, mas eu fui uma daquelas meninas que tinham horror a livros até a adolescência.

Meus pais nunca tiveram o costume de comprar revistinhas da Turma da Mônica pra mim, e o incentivo que a escola pública me dava era ler “Memórias Póstumas de Brás Cubas” pra fazer uma prova. Ninguém me apresentou o Harry Potter, o Percy Jackson ou a Mia Thermopolis, sabe?

Basicamente descobri o amor pela literatura por culpa da J. K. Rowling, quando coloquei as mãos em um exemplar de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” nas férias de 2005. A partir daí foi só ladeira abaixo. Ou acima, dependendo do ponto de vista.

O fato é que, eu posso não ter sido uma criança apaixonada pela leitura lá nos anos 90, mas teve uma coisa que eu sempre amei e que fazia desde que tinha aprendido a juntar letras e formar palavras: escrever.

Eu costumava comprar pequenos cadernos e escrever historinhas mirabolantes sobre sereias, fadas, bruxas e assassinos em série (muito obrigada às franquias cinematográficas “Pânico“, “Lenda Urbana“, “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado” e afins, por terem inspirado uma criança a escrever sobre assassinatos). A cada capítulo dessas historinhas eu fazia um desenho pra ilustrar a coisa toda.

Conforme fui ficando mais velha, acabei abandonando as histórias nos caderninhos, mas sempre amei escrever redações na escola, e adorava as atividades onde precisávamos compor poesias, etc.

O interessante é que, depois da descoberta da leitura como um hobby, cair no mundo das Fanfics foi questão de meses, e daí pra redescoberta dessa minha paixão pela escrita não demorou muito.

Eu sempre quis escrever um blog, mas sempre tive medo da coisa toda virar uma obrigação e minha paixão virar uma enorme frustração. O caso é que, atualmente, minha maior frustração tem sido justamente não ter meu blog.

O Pamelisses nasceu para que eu pudesse dividir com o mundo as minhas paixões, que vão da literatura à astrologia. Aqui vocês vão poder encontrar críticas bem amadoras de cinema numa semana e na próxima, talvez, uma dica de produto para o cabelo. Vai ter resenha de livro, mas também vai ter post contando sobre a minha última viagem, ou aquela promoção maravilhosa de “compre 3, pague 2” na loja de “brusinhas” da esquina. Vou falar sobre as séries de TV que estou assistindo, sobre as músicas que estou ouvindo e, de vez em quando, sobre as coisas que estou sentindo.

Então, quem vem comigo nessa nova aventura?