Estreias da Semana (11/04/2019)

Cinema, Nas Telonas

Mais uma quinta-feira e mais um bocado de filme bacana chegando aos cinemas brasileiros nesta semana! Peguem a pipoca e acomodem-se, por que vem aí as Estreias da Semana de 11/04/2019:


After

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 46min
Direção: Jenny Gage
Gêneros: Romance, Drama
Nacionalidade: EUA

Tessa Young (Josephine Langford) é uma jovem de 18 anos que acaba de ingressar na faculdade. De roupas recatadas e bastante ingênua, ela é apresentada ao mundo das festas através de sua colega de quarto, Steph (Khadijha Red Thunder), bem mais liberal. Logo conhece Hardin (Hero Fiennes Tiffin), um jovem rebelde que renega o amor, apesar de ter lido os principais romances sobre o tema. Aos poucos os dois se aproximam, iniciando uma ardente paixão.


Ayka

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 54min
Direção: Sergey Dvortsevoy
Gênero: Drama
Nacionalidades: Rússia, Alemanha, Polônia, Casaquistão, China

Ayka (Samal Yeslyamova) é uma jovem de origem cazaque, que vive ilegalmente em Moscou. Ela dá à luz num hospital local, mas abandona o seu filho por medo de ser descoberta e deportada. Logo depois, ela enfrenta as complicações pós-parto, a fome, a solidão, a falta de emprego e a perseguição da máfia local, a quem deve dinheiro. Um dia, os mafiosos exigem que Ayka volte ao hospital, recupere o bebê e entregue a eles.


Border

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Direção: 1h 50min
Direção: Ali Abbasi
Gêneros: Drama, Fantasia
Nacionalidades: Suécia, Dinamarca

Tina (Eva Melander) é uma policial que trabalha no aeroporto fiscalizando bagagens e passageiros. Depois de ser atingida por um raio na infância, ela desenvolveu uma espécie de sexto sentido, fazendo com que seja capaz de “ler as pessoas” apenas pelo o olhar. Isso sempre representou uma vantagem na sua profissão, mas tudo muda quando ela identifica um criminoso em potencial e não consegue achar provas para justificar sua intuição. Após o episódio, ela passa a questionar seu dom, ao mesmo tempo em que fica obcecada em descobrir qual o verdadeiro segredo de Vore (Eero Milonoff), seu único suspeito não legitimado.


De Pernas pro Ar 3

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 48min
Direção: Julia Rezende
Gênero: Comédia
Nacionalidade: Brasil

O sucesso da franquia Sex Delícia faz com que Alice (Ingrid Guimarães) rode o mundo, visitando os mais diversos países em uma correria interminável. Sem tempo para se dedicar à família, quem assume a casa é seu marido João (Bruno Garcia), que cuida dos filhos Paulinho (Eduardo Mello) e Clarinha (Duda Batista), de apenas seis anos. Cansada de tanta agitação, Alice decide se aposentar e entregar o comando dos negócios à sua mãe, Marion (Denise Weinberg). Porém, o surgimento de Leona (Samya Pascotto), uma jovem competidora, faz com que mude seus planos.


Em Trânsito

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 41min
Direção: Christian Petzold
Gênero: Drama
Nacionalidades: Alemanha, França

Quando Georg (Franz Rogowski) tenta fugir da França após a invasão nazista, ele rouba os manuscritos de um autor falecido e assume sua identidade. Preso em Marseille, acaba conhecendo Marie (Paula Beer), que está desesperada para encontrar seu marido desaparecido – o mesmo que ele está fingindo ser. Para complicar ainda mais, ele começa a se apaixonar por ela.


Horácio

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 26min
Direção: Mathias Mangin
Gênero: Drama
Nacionalidade: Brasil

Durante um único dia, diversas figuras marginalizadas se cruzam pela cidade de São Paulo: um jogador sem talento, uma prostituta sem sorte, um capanga encontrando seu amor, um chefe autoritário, a filha dele, um agiota… Entre essas pessoas, um contrabandista de 80 anos de idade (Zé Celso) entra em desespero ao descobrir que o capanga por quem está apaixonado não o ama.


Los Silencios

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 29min
Direção: Beatriz Seigner
Gênero: Drama
Nacionalidades: Colômbia, Brasil, França

Amparo (Marleyda Soto) é mãe de dois filhos pequenos e está fugindo dos conflitos armados da Colômbia. Na tríplice fronteira do país com o Peru e o Brasil, ela e os meninos se abrigam em uma pequena ilha com casas de palafita no Rio Amazonas. No local, eles encontram o pai (Enrique Diaz), que supostamente estava morto.


Meditation Park

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 34min
Direção: Mina Shum
Gênero: Drama
Nacionalidade: Canadá


Maria (Pei-Pei Cheng) e Bing (Tzi Ma) são um casal que imigraram de Hong Kong para o Canadá 40 anos atrás. Uma mãe, esposa e dona de casa dedicada sua vida toda, Maria se vê obrigada a procurar por independência quando sua realidade é balançada por encontrar roupas íntimas de outra mulher no bolso de seu marido.


Primeiro Ano

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 32min
Direção: Thomas Lilti
Gênero: Drama
Nacionalidade: França

Benjamin (William Lebghil) acaba de se formar no ensino médio e está começando seu primeiro ano da faculdade de medicina. Já Antoine (Vincent Lacoste) está começando o primeiro ano pela terceira vez. Quando os dois se conhecem, uma amizade logo se forma e os dois se unem para enfrentar noites mal dormidas, um ambiente extremamente competitivo e a pressão das expectativas para seu futuro.


Superação – O Milagre da Fé

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 56min
Direção: Roxann Dawson
Gêneros: Drama, Biografia
Nacionalidade: EUA

John Smith, um menino de 14 anos, passeava com a família em uma manhã de inverno no Lago St Louis, no Missouri, quando, acidentalmente, sofreu uma queda e se afogou. Chegando ao hospital, John foi considerado morto por mais de 60 minutos até que sua mãe, Joyce Smith, juntou todas as suas forças e pediu a Deus para que seu filho sobrevivesse. Sua prece poderosa foi responsável por um milagre inédito.


Suspíria – A Dança do Medo

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 2h 32min
Direção: Luca Guadagnino
Gênero: Terror
Nacionalidades: Itália, EUA

Susie Bannion (Dakota Johnson), uma jovem bailarina americana, vai para a prestigiada Markos Tanz Company, em Berlim. Ela chega assim que Patricia (Chloë Grace Moretz) desaparece misteriosamente. Tendo um progresso extraordinário, com a orientação de Madame Blanc (Tilda Swinton), Susie acaba fazendo amizade com outra dançarina, Sara (Mia Goth), que compartilha com ela todas suas suspeitas obscuras e ameaçadoras.


E aí, gente? Quais dessas estreias pretendem ver no cinema nesse fim de semana?

Me contem aqui nos comentários 🙂

Oscar 2019: Os Vencedores da Noite

Cinema

Na noite do último domingo (24/02) foi ao ar a cerimônia do Oscar 2019 e quem me acompanha pelo Instagram pôde conferir em momento real a premiação. Se você perdeu meus surtos, não se preocupe! Tá tudo registradíssimo nos destaques da minha bio, e você pode conferir aqui.

Esse Oscar me deu algumas rasteiras, e várias coisas que eu considerava como certas acabaram se revelando equivocadas. Entre elas: o flop de “A Favorita”, um dos meus filmes prediletos dessa temporada, que teve 10 indicações e acabou levando apenas uma estatueta, e essa estatueta era justamente a que eu jurava já pertencer à Glenn Close, atualmente a atriz viva com mais “derrotas” no Oscar (parece que ela caiu na Maldição do DiCaprio).

Eu, assistindo esse Oscar

Sem mais delongas, vou listar abaixo os filmes vencedores e tecer alguns comentários:

Bohemian Rhapsody, foi o grande vencedor da noite, abocanhando 4 estatuetas, entre elas:

Melhor Edição de Som;
Melhor Mixagem de Som;
Melhor Montagem;
Melhor Ator;

E eu tô bem pistola com esses prêmios todos. Sério gente, a Academia surtou geral. Ou esse Oscar tá comprado. São as únicas explicações pra “Bohemian Rhapsody”, um longa divertido e sobre uma banda que todo mundo ama, sim, porém cheio de problemas técnicos e com uma das Montagens mais cagadas que já vi na vida ter levado esse prêmio.

Eu, assistindo esse Oscar

E não vou nem falar do desgosto que foi esse Oscar de Melhor Ator pro lip sync mais caricato de todos os tempos. Eu sei que a atuação do Rami Malek dividiu opiniões, mas sinceramente, eu não senti que ele estava atuando ali, achei a imitação dele do Fred Mercury tremendamente irrisória e não entendi por que resolveram premiar isso. Todos os atores que concorriam nessa categoria tinham atuações muito mais consistentes que a do Malek, até o Bradley Cooper merecia mais.

Sobre os prêmios de som, faz sentido, com todas aquelas cenas de shows, porém, se fosse pra ir por esse lado, preferia que “Nasce Uma Estrela” levasse.

Rami Malek, vencedor do Oscar de Melhor Ator por “Bohemian Rhapsody”

Green Book, mesmo cercado por diversas polêmicas, não se deixou abater e garantiu 3 estatuetas, entre elas a do prêmio principal:

Melhor Filme;
Melhor Roteiro Original;
Melhor Ator Coadjuvante;

Olha gente, sinceramente gostei muito de Green Book, e achei sim que ele tinha condições de levar Melhor Roteiro e Melhor Filme, ENTRETANTO, e esse é um grande entretanto, premiar um filme envolvido em diversos escândalos que vão do racismo ao assédio sexual, é um tapa na cara que transforma todos os esforços de inclusão que a Academia teve ao indicar filmes como “Infiltrado na Klan”, “Pantera Negra”, “Roma” e “Se a Rua Beale Falasse”, em pó. É como se estivessem legitimando preconceito e misoginia. Não faz sentido e ainda me faz pensar que a Academia está mudando sim, mas para pior.

Sinceramente, só não questiono o Oscar do Mahershala Ali.

Mahershala Ali, vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Green Book: O Guia”

Roma, um dos grandes favoritos da noite, com 10 indicações, levou apenas 3 estatuetas e me deixou bem desconfortável por não ter levado o prêmio de Melhor Filme, que além de merecido, ia mostrar pra industria qual era a nova cara da Academia. Seus prêmios foram:

Melhor Direção;
Melhor Fotografia;
Melhor Filme Estrangeiro;

Acho que quando foi anunciado o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro eu já sabia que Roma não levaria o prêmio principal da noite, mas não esperava a rasteira que citei aqui em cima. No mais, temos que exaltar muito Alfonso Cuarón, que roteirizou, produziu, fez a fotografia e dirigiu essa verdadeira obra de arte.

Alfonso Cuarón com seus prêmios de Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Filme Estrangeiro

Pantera Negra, com 7 indicações, o primeiro filme de herói a ser indicado na categoria principal do prêmio, também não decepcionou e faturou 3 estatuetas:

Melhor Direção de Arte;
Melhor Figurino;
Melhor Trilha Sonora;

Eu não tenho do que reclamar desses prêmios. Apesar de só ter apostado que levariam Melhor Figurino, cada uma dessas estatuetas foi mais do que merecida.

Jay Hart e Hannah Beachler, vencedores do Oscar de Melhor Direção de Arte por “Pantera Negra”

Vice, que era um dos favoritos, com 8 indicações, e que na minha opinião deveria ter levado os prêmios de Melhor Montagem e Melhor Ator também, acabou ficando apenas com a estatueta de Melhor Maquiagem.

Outro queridinho tombado, A Favorita, com 10 indicações, levou apenas o inesperado Oscar de Melhor Atriz para Olivia Colman. Não que a performance de Olivia tenha sido ruim, passou bem longe disso, ela foi incrível neste longa, porém dividia o protagonismo do filme com Emma Stone e Rachel Weiz (inclusive acredito que todas elas tenham praticamente o mesmo tempo de tela, o que me deixou bem confusa com essa indicação), e além de tudo tem a questão de que tava todo mundo contando com esse Oscar pra Glenn Close.

Esse provavelmente foi aquele momento em que pensaram “Eita, esquecemos de premiar um dos favoritos, toma esse Oscar aqui mesmo”.

Olivia Colman, vencedora do prêmio de Melhor Atriz por “A Favorita”

Meus tombos prosseguiram com os vencedores das categorias a seguir:

Melhor Curta-Metragem: Skin;
Melhor Documentário: Free Solo;
Melhores Efeitos Visuais: O Primeiro Homem;

Mesmo tendo errado esses palpites, o único que me incomodou levar o prêmio foi O Primeiro Homem. Eu até entendo os motivos: se pararmos pra pensar nos Efeitos Visuais que realmente tornaram reais os acontecimentos do filme, é bem merecido, nunca vou esquecer a primorosidade daquela cena do primeiro pouso na Lua.

Porém, em “Vingadores: Guerra Infinita” vemos pousos ATRAVÉS DO UNIVERSO, um monte deles aliás, bando de arrombado!

Desculpa, mas fico com a impressão que a Academia deu esse prêmio só para O Primeiro Homem levar alguma coisa pra casa, tipo um “cala boca”, e além disso ainda entra ai aquele velho preconceito que o Oscar tem com os filmes da Marvel.

Paul Lambert, Ian Hunter, Tristan Myles e J.D. Schwalm, vencedores do Oscar de Melhores Efeitos Visuais por “O Primeiro Homem”

Graças a Deus nem só de rasteiras foi esse Oscar! Também acertei mais algumas categorias, que, obviamente, na minha opinião, foram prêmios mais do que merecidos e aqueles que mais vibrei:

Melhor Curta de Animação: Bao;
Melhor Curta Documentário: Period. End of Sentence.;
Melhor Animação: Homem Aranha no Aranhaverso;
Melhor Roteiro Adaptado: Infiltrado na Klan;
Melhor Atriz Coadjuvante: Regina King, por “Se a Rua Beale Falasse”;
Melhor Canção Original: “Shallow” de “Nasce uma Estrela”;

Spike Lee recebendo seu Oscar pelo Melhor Roteiro Adaptado de “Infiltrado na Klan”, em um dos meus momentos favoritos dessa premiação!

No fim das contas acabei contabilizando 12 acertos daqueles palpites que dei aqui nesse post. E apesar da revolta ser bem grande, não apenas pelos prêmios que não acertei, mas por aqueles que acredito piamente não terem sido merecidos, foi uma cerimônia bacana, com momentos incríveis!

Entre os melhores momentos da noite estão: a abertura com o show do Queen + Adam Lambert; o discurso emocionante de Regina King ao receber sua estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante; Keegan-Michael Key, encarnando a Mary Poppins e descendo de guarda-chuva no meio da cerimônia; o discurso da Lady Gaga ao tomar posse de seu prêmio de Melhor Canção Original; e claro, O MEU MOMENTO FAVORITO, NÃO SÓ DO OSCAR, MAS DO ANO INTEIRO, Lady Gaga subindo ao palco com Bradley Cooper para cantar “Shallow”.

E é com o vídeo dessa performance incrível que eu termino o post de hoje ♥

Lady Gaga e Bradley Cooper performam “Shallow” de “Nasce uma Estrela

E vocês, pessoal, acertaram muita coisa ou também foram tombados como eu?

Contem pra mim aqui nos comentários 😉

Oscar 2019: Palpites e Previsões

Cinema

A noite do próximo domingo (24/02), que coroa os melhores na industria cinematografia, se aproxima e, conforme prometido nesse post, chegou a hora de dividir com vocês meus palpites e previsões sobre os prováveis vencedores do Oscar 2019.

Ainda não consegui assistir todos os filmes que concorrem este ano e, infelizmente, não acredito que vá conseguir. Algumas categorias, como Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Documentário, Melhor Curta, Melhor Curta Documentário e Melhor Curta de Animação irão sofrer com a minha falta de embasamento para minhas opiniões.

É extremamente difícil encontrar os filmes que concorrem nessas categorias e salvo um ou outro, sei que não vou conseguir assistir a maioria, mas, tendo finalizado a maratona com os longas que concorrem nas categorias principais, me sinto preparada pra vir aqui palpitar.

Lembrando que sou apenas uma entusiasta da 7ª arte, minha gente… longe de mim vir aqui com a pretensão de ser algum tipo de guru no assunto. Deus sabe que o cinema pra mim é um hobby e nunca estudei a fundo pra ter alguma propriedade profissional nesse quesito.

Com esse ponto devidamente esclarecido, passemos às previsões desta reles fã que vos fala:

Melhor Curta de Animação

Começando pelas categorias que tenho menos conhecimento, aqui acredito que o vencedor seja o Curta “Bao”, da Pixar. Pra quem não conhece, a Animação esteve em cartaz junto com “Os Incríveis 2” e fala sobre a maternidade de um jeito bem diferente. Faz algum tempo que assisti, mas me lembro de ficar profundamente emocionada com a metáfora, que trata do poder nocivo da superproteção dos pais. O curta problematiza a maternidade superprotetora e chama atenção para a importância de não centralizar a vida emocional da mãe no filho ou na filha. 

Por se tratar de um curta atemporal, poético e provocador, pra mim é um dos favoritos para receber o Oscar nesta categoria.

Cena de “Bao”, indicado na categoria “Melhor Curta de Animação”

Melhor Curta-Documentário

Nesta categoria, infelizmente não consegui assistir nenhum filme, mas com alguma pesquisa sobre os indicados e os favoritos da crítica, minha aposta é em “Period. End of Sentence.”. O documentário explora os costumes de uma aldeia rural nos arredores de Delhi, na Índia, onde as mulheres lideram uma revolução silenciosa. Eles lutam contra o estigma profundamente enraizado da menstruação. O filme fala sobre esse triste cenário, em que são proliferadas informações errôneas, disseminando distorções que desembocam em constrangimentos sociais.

Conseguindo desenhar um esboço contundente da força das outrora subjugadas mulheres que arregaçam as mangas em função da própria liberdade, na minha opinião este é o vencedor nessa categoria.


Cena de “Period. End of Sentence.”, indicado na categoria “Melhor Curta-Documentário”

Melhor Curta-Metragem

Mais uma categoria que não consegui assistir nenhum dos filmes, então, me baseando no enredo dos indicados e na opinião da critica, minha aposta é em “Marguerite”, o curta que mostra o relacionamento de uma mulher idosa e sua enfermeira, e como elas desenvolvem uma amizade que a inspira a descobrir desejos não reconhecidos e, assim, ajudá-la a fazer as pazes com seu passado.

Aqui dou meu palpite baseada na opinião da crítica.


Cena de “Marguerite”, indicado na categoria “Melhor Curta-Metragem”

Melhor Documentário

Nesta categoria, minha aposta é o documentário “RBG”, que conta a história de Ruth Bader Ginsberg, justificando a fama da diligente juíza norte-americana, que dedicou sua carreira a lutar contra a discriminação de gênero, fazendo isso com impressionante resiliência e estratégia, foi responsável por momentos decisivos para a evolução das leis dos EUA que, pela precedência e poder de influência do país, tiveram impactos progressistas em todo o mundo.

Escolhido como o Melhor Documentário de 2018 pelo National Board of Review, acredito que levará a estatueta de Melhor Documentário no domingo à noite.


“RBG”, indicado na categoria “Melhor Documentário”

Melhor Filme Estrangeiro

Confesso que só assisti a um dos filmes que concorrem nesta categoria, e foi o sucesso de critica, distribuído pela Netflix e dirigido por Alfonso Cuarón. Com 10 indicações ao Oscar, “Roma” é um dos favoritos em diversas categorias e não precisei pensar muito para elegê-lo o “Melhor Filme Estrangeiro”. Na verdade, o longa tem grandes chances de abocanhar o principal prêmio da noite.

Cena de “Roma”, indicado à “Melhor Filme Estrangeiro”

Melhor Mixagem de Som

Chegando às categorias mais técnicas, finalmente posso me basear nos meus próprios feelings, tendo assistido à todos os filmes indicados aqui, acredito que este prêmio fique com “O Primeiro Homem”, a cinebiografia de Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua. Gente, a inteligência de toda a Equipe de Som deste filme é surreal! Tanto a mixagem, quando a edição, são insanas!

Melhor Edição de Som

E é por isso que acredito que “O Primeiro Homem” também leva a estatueta de “Melhor Edição de Som” este ano. Tanto na pré, quanto na pós produção, a sonoridade do longa é impecável. Não vejo como nenhum dos concorrentes nessas categorias possam superar a qualidade da Mixagem e Edição deste longa.

“O Primeiro Homem” indicado nas categorias “Melhor Mixagem de Som” e “Melhor Edição de Som”

Melhor Edição

No quesito edição, pra mim, “Vice”, é imbatível! O filme sobre Dick Cheney, ex vice-presidente americano, que é completamente anti-Dick Cheney, foi indicado em mais 7 categorias e encanta pela montagem! A forma genial como são intercaladas cenas metafóricas com as situações apresentadas no longa e uma das sequências finais, que mescla cenas de um transplante de coração com um desastre, com certeza vai render a estatueta de “Melhor Edição” pra esse filme, na minha opinião.

“Vice”, indicado à “Melhor Edição”

Melhores Efeitos Visuais

Aqui eu vou seguir meu coração e ser bem tendenciosa. Isso por que todos os filmes que concorrem nessa categoria são surreais no quesito Efeitos Visuais! Todos eles são sensacionais e não deixam a desejar quando falamos de trazer o irreal para o mundo real. São filmes com efeitos impecáveis e quando olhei pra lista de concorrentes soltei um riso nervoso, por que me parece impossível decidir entre eles. Nessa sinuca de bico, resolvi favorecer “Vingadores: Guerra Infinita” no meu palpite. Além de ter sido um espetáculo cinematográfico, o longa foi um dos meus favoritos em 2018 e nunca vou me esquecer dos efeitos visuais que transformaram o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, aqui no Brasil, no Planeta Vormir.

Cena de “Vingadores: Guerra Infinita”, indicado à categoria de “Melhores Efeitos Visuais”. Aqui podemos ver Thanos no Planeta Vormir, que ganhou vida graças às gravações no Maranhão.

Melhor Maquiagem

Aqui, novamente, acredito que o vencedor seja “Vice”. O trabalho impecável da equipe transformou Christian Bale em Dick Cheney e eu nem sequer reconheci o Sam Rockwell quando assisti o filme, minha gente! Vi o nome dele nos créditos e fui procurar que personagem ele tinha interpretado por que “não vi” ele no longa. Quase caí pra trás quando me dei conta de que ele interpretou o ex-presidente George W. Bush filho.

Christian Bale e Sam Rockell, caracterizados, respectivamente, como Dick Cheney e George W. Bush, em “Vice”, que concorre ao prêmio de “Melhor Maquiagem”

Melhor Figurino

Essa categoria me deixou completamente confusa. Os concorrentes também são impecáveis no quesito figurino e fiquei tão cheia de dúvidas quanto na categoria de Efeitos Visuais. Depois de muito pensar cheguei à dois favoritos: “Pantera Negra” e “A Favorita” e aqui vou usar o mesmo critério de desempate que utilizei com a questão dos efeitos: vou apostar em um dos meus filmes favoritos do ano passado, um gigante que não pode ser considerado apenas um filme de super herói, com sua crítica social e politica e reflexões tão atuais. É um prazer poder presenciar uma produção como essa ser indicada em 7 categorias do maior prêmio do cinema! Pode entrar “Pantera Negra”, você não merece apenas a estatueta de “Melhor Figurino”, você merece o mundo!

Cena de “Pantera Negra” que concorre na categoria “Melhor Figurino”

Melhor Trilha Sonora

Acredito que a partir de agora vou me repetir bastante falando sobre como fiquei em dúvida entre 2 ou mais filmes por categoria. Aqui fiquei entre dois filmes, que apesar de muito diferentes, possuem semelhanças incríveis, entre elas a Trilha Sonora espetacular. Falo mais uma vez de “Pantera Negra” e “Se a Rua Beale Falasse”, novo filme do diretor de “Moonlight”, que concorre em mais 2 categorias. Mesmo sendo encantada pela trilha sonora de “Pantera Negra”, desta vez meu critério de desempate é a opinião da crítica, que coroa “Se a Rua Beale Falasse” como o favorito nesta categoria. Não por menos, já que é possível perceber o quanto o trabalho executado pelo compositor é fundamental para se acompanhar esse drama de um homem injustamente acusado de ter cometido um estupro e a luta de sua família para livrá-lo da condenação.

Cena de “Se a Rua Beale Falasse”, indicado à categoria “Melhor Trilha Sonora”

Melhor Canção Original

Aqui eu sigo meu coração descaradamente! E é possível perceber isso desde esse post aqui. Por sorte, acredito que meu coração possa estar com a razão, se a gente levar em consideração a opinião da crítica sobre o grande favorito nesta categoria. “Shallow”, canção do filme estrelado por Bradley Cooper e Lady Gaga e interpretada pelos dois no sucesso de público e crítica “Nasce Uma Estrela” é, sem sombra de duvidas, umas das minhas canções favoritas de todos os tempos. O remake dirigido por Cooper ainda concorre em mais 7 categorias e na minha opinião vai garantir pelo menos a estatueta de “Melhor Canção Original”.

Lady Gaga e Bradley Cooper interpretando a canção “Shallow” no longa “Nasce Uma Estrela”, que concorre à “Melhor Canção Original”

Melhor Animação

Pra mim, o vencedor dessa categoria poderia facilmente ser indicado na de Melhor Filme também. Estou falando de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, animação da Sony Pictures que narra as aventuras de Miles Morales sob o manto do Homem-Aranha. Aqui no blog fiz inclusive uma critica ao filme, rasgando elogios e apostando na indicação dele ao prêmio máximo do cinema. Na minha opinião, o longa não é apenas a Melhor Animação do ano, É A MELHOR DE TODOS OS TEMPOS!!! Se você leu a minha crítica ou assistiu ao filme vai concordar comigo sobre a qualidade superior dessa animação em relação as outras, que são ótimas também, mas “HOMEM-ARANHA NO ARANHAVERSO” É DISRUPTIVO! Essa animação está muito à frente das outras…

Cena de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, que concorre na categoria “Melhor Animação”

Melhor Roteiro Adaptado

Essa categoria é disputada por filmes geniais, que poderiam levar, cada um, uma estatueta pela adaptação sensacional do roteiro. Mais uma vez sou obrigada a seguir meu coração e eleger “Infiltrado na Klan”, de Spike Lee, como o favorito à “Melhor Roteiro Adaptado”. Além de ter tido uma passagem meteórica por Cannes, recebendo diversos elogios pela sua história, seu roteiro genial, repleto de tapas na cara, tem tudo para levar esse prêmio.

“Infiltrado na Klan” disputa o prêmio de “Melhor Roteiro Adaptado”

Melhor Roteiro Original

Mais uma vez divida entre dois filmes espetaculares, neste caso “Roma” e “A Favorita”, precisei pensar não apenas com meu coração aqui, mas ler muitas críticas pra conseguir desempatar os dois longas. Depois de muito matutar, elejo “A Favorita” como o possível vencedor do prêmio de “Melhor Roteiro Original” devido aos seus diálogos afiados e humor negro sensacional. É um dos roteiros mais elogiados da temporada, narrando um jogo político de poder repleto de manipulações e subterfúgios. É um filme inteligentíssimo, que acredito levar a melhor sobre o roteiro dramático de “Roma” no próximo domingo.

Cena de “A Favorita”, indicado à “Melhor Roteiro Original”

Melhor Fotografia

A verdade é que “Roma” e “A Favorita” são os maiores indicados da noite, cada um concorrendo em 10 categorias, e isso não é por acaso, a qualidade dos dois longas é inegável, e fruto de muita dúvida, pelo menos pra mim, na hora de apontar um possível vencedor. No quesito “Melhor Fotografia” nem se fala! Enquanto o filme de Yorgos Lanthimos abusa dos planos abertos com lentes panorâmicas, rendendo um resultado estupidamente original à fotografia, Alfonso Cuarón aposta na simplicidade de um longa todo em preto e branco, mas de forma aguçada, trabalha os movimentos de câmera com uma expertise descomunal. Por esse motivo, acredito que quem leva essa estatueta seja “Roma”.

“Roma”, indicado à “Melhor Fotografia”

Melhor Direção de Arte

E o embate entre “A Favorita” e “Roma” prossegue. Aqui, acredito que o longa estrelado por Emma Stone, Rachel Weiz e Olivia Colman seja o favorito, principalmente por que produções de época sempre são prestigiadas pela Academia e, nas últimas dez cerimônias, quatro filmes do gênero saíram com o prêmio.​ Além disso, “A Favorita” trata-se de um filme belíssimo, visualmente encantador, com cenários construídos de forma que nunca vi igual… é uma produção de tirar o fôlego!

“A Favorita”, indicado à “Melhor Direção de Arte”

Melhor Atriz Coadjuvante

Uma das categorias que me deixou mais confusa foi essa. Na hora que fizeram as indicações esqueceram a Claire Foy, que foi uma das melhores coisas em “O Primeiro Homem”; tiraram o nome da Marina de Tavira só Deus sabe de onde; e indicaram Emma Stone e Rachel Weiz, ambas de “A Favorita”, como coadjuvantes, quando poderiam ter indicado Olivia
Colman, que facilmente levaria a estatueta nessa categoria. Aqui fica a dúvida entre Amy Adams (Vice) e Regina King (Se a Rua Beale Falasse), mas acredito que esta ultima fature a estatueta, já que, no papel da mãe da uma garota que vê seu noivo sendo injustamente acusado de um crime e tendo que pagar por isso, ela é a força moral do filme, em uma atuação contida, porém nunca menos que segura.

Regina King em “Se a Rua Beale Falasse”, indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante

Melhor Ator Coadjuvante

Aqui eu não tive nenhuma dúvida! E acho que ninguém deve ter também… Apesar de ter admirado a performance de Richard E. Grant em “Poderia me Perdoar?” não tem como ignorar o talento absurdo de Mahershala Ali, que brilha insanamente em “Green Book: O Guia”. Baseei minha previsão aqui particularmente em uma cena do longa de Peter Farrelly, aquela na chuva, onde o personagem de Ali perde a compostura pela primeira vez no filme, e fala sobre como é ser um homem negro e gay, que não se encaixa com seu “próprio povo” devido à sua cultura e muito menos é tratado com dignidade pelos brancos americanos no final dos anos 60. Essa cena, amigos, me tirou o folego, me deixou toda arrepiada e a emoção nos olhos de Mahershala me fez chorar.

Mahershala Ali concorre ao Oscar de “Melhor Ator Coadjuvante” pelo longa “Green Book: o Guia”

Melhor Atriz

Se eu fosse seguir meu coração, daria esse Oscar pra Lady Gaga, que me surpreendeu e emocionou em “Nasce Uma Estrela”. Porém, quando olho para suas concorrentes, acredito que a performance dela não tem força pra brigar pela estatueta. Aqui descarto Olivia Colman, que não me pareceu uma protagonista em “A Favorita” e Yalitza Aparicio, de “Roma”, que não parece ter culhões pra essa briga de cachorro grande. Fiquei em dúvida entre Melissa McCarthy e seu trabalho incrível em “Poderia me Perdoar?” (gente, eu juro que essa mulher se transforma quando não tá tentando ser engraçada) e Glenn Close, numa performance METEÓRICA em “A Esposa”. Mesmo cheia de dúvidas, meu palpite é na Glenn, que durante o longa conseguia transmitir as mais diversas emoções apenas com um olhar.

Glenn Close, indicada ao Oscar de “Melhor Atriz” por “A Esposa”

Melhor Ator

Mesmo competindo com gigantes como Willem Dafoe (que acabou com a minha vida na pele de Van Gogh, durante o longa “No Portal da Eternidade”) e Viggo Mortensen de “Green Book: O Guia”, acredito que esse Oscar pertença à Christian Bale e sua transformação em Dick Cheney no filme “Vice”. Mesmo que aqui o favorito seja Rami Malek e seu Freddie Mercury de “Bohemian Rhapsody”, não vou conseguir respeitar a Academia se ela premiar a performance que mais imita do que atua de Malek.

Christian Bale em “Vice”, que disputa o prêmio de “Melhor Ator”

Melhor Direção

Minha aposta aqui é em Alfonso Cuarón por “Roma”. Além de ter sido indicado e saído vitorioso nas principais cerimônias do cinema, Cuarón representou, através de “Roma”, uma infinidade de coisas para o universo da sétima arte e ainda conseguiu emplacar um filme nada comercial, que não tem efeitos grandiosos, tem um ritmo lento, é todo preto e branco e ainda conta uma história muito particular sobre a vida e a dor de uma pessoa comum.  O sucesso desse longa desconstrói preconceitos, padrões e métricas para o cinema e suas pomposas premiações.

Alfonso Cuarón dirige Yalitza Aparicio em cena de “Roma” e concorre na categoria de “Melhor Direção”

Melhor Filme

Essa é a categoria que mais me deixou confusa e principal pivô da demora para que esse post visse a luz do dia. A razão é muito simples: EU NÃO FAÇO A MENOR IDEIA DE QUEM PODE LEVAR ESSE PRÊMIO!

“A Favorita”, que já mencionei ser brilhante em inúmeros quesitos é um dos meus favoritos nessa categoria, e talvez “Green Book: O Guia”, que é excelente, mas que não deve ir muito longe devido aos escândalos em que foi envolvido. “Infiltrado na Klan” é um filme genial, mas que não sei se tem condições de levar essa estatueta. Não acredito que a Academia premiaria “Pantera Negra” ou “Bohemian Rhapsody” e eleger o remake de um remake, como “Nasce Uma Estrela”, parece meio bizarro. “Vice” possui montagem e atuações estupendas, mas seria o bastante pra fazer dele o Melhor Filme?

Cenas dos Indicados ao Oscar de “Melhor Filme”

No fim das contas, sempre acabo voltando pra um filme: “Roma”.

Sei que “Roma” enfrenta inúmeras desvantagens em relação aos outros indicados. Como citei acima, trata-se de um filme nada comercial, que não tem efeitos grandiosos, tem um ritmo lento, é todo preto e branco, não é falado em língua inglesa e ainda por cima foi distribuído por um serviço de Streaming, para horror da Academia. Porém, não consigo deixar de apostar as minhas fichas nesse sucesso de crítica.

Então, seja o que Deus quiser. Mesmo cheia de dúvidas, tá na hora de fechar meu bolão particular e eleger meu palpite na categoria de “Melhor Filme”, e é em “Roma” que eu aposto.

“Roma”, indicado à “Melhor Filme”

Pra você que chegou até aqui, neste que foi o maior post que já escrevi na minha vida, meus parabéns! Se tiver interesse em conferir todos os indicados em todas as categorias do Oscar 2019, o link para o post esta aqui 😀 e também vou dividir a planilha que usei para me organizar na hora de assistir todos os filmes, dividida por prioridades (quantidade de indicações e categorias mais importantes), que ainda conta com a aba de palpites.

Obrigada pelas visitas e não deixem de compartilhar comigo suas opiniões e apostas para os grandes vencedores do Oscar 2019 aqui nos comentários!