“Homem-Aranha no Aranhaverso”

Cinema, Nas Telonas

Durante a CCXP de 2017 pude acompanhar o painel da Sony Pictures e assistir em primeira mão a entrevista com os produtores Christopher Miller e Phil Lord, que nos apresentaram, com exclusividade, o primeiro teaser de “Homem-Aranha no Aranhaverso”.

Desde então estou completamente obcecada com a ideia desse filme e praticamente fiz um calendário mental para contar os dias até sua estreia.

A espera acabou na última quinta-feira, 10 de janeiro, quando chegou aos cinemas de todo Brasil a mais nova animação do Teioso.

Situada no Universo Ultimate, a trama acompanha os passos do jovem Miles Morales, que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras versões do Homem-Aranha.

“Homem-Aranha no Aranhaverso” é um respiro delicioso depois de todos os longas centrados em Peter Parker. Parece que a Sony finalmente entendeu que o público já estava meio cansado da mesma história de origem e resolveu investir em um novo protagonista, com uma nova história, novos dilemas e novos problemas.

A animação é uma das coisas mais bonitas e diferentes que já vi. Não EXISTE nada assim na história do cinema e parece que estamos assistindo a um quadrinho animado em três dimensões. Sério, a Direção de Arte desse filme é inacreditável, tudo nele é visualmente impressionante.

Além do visual belíssimo, que mistura diversos estilos de animação, o filme ainda faz várias referências aos quadrinhos, com os quadros de pensamento e os sons e barulhos. Fora todas as homenagens sutis aos Aranhas anteriores, não só os animados, mas também os live-actions e até os memes da internet.

O design é impecável e equilibra muito bem os traços em 2D dos Aranhas secundários com os em 3D do trio principal. Amei a clara referência aos animes com a Peni Parker e aos cartoons com o Porco Aranha, e tudo isso sem forçar a barra, é muito natural e bonito na tela.

Falando em coisas naturais e bonitas na tela, a interação entre os personagens é fantástica e cada um deles têm seu espaço para brilhar. Até mesmo os vilões, que tem pouco tempo em tela, são apresentados com uma profundidade palpável.

Outro ponto alto da animação é a trilha sonora, que estou escutando desde que sai do cinema:

O roteiro é impecável e muito bem desenvolvido, com diálogos coerentes e uma trama super convincente. O longa sabe equilibrar perfeitamente as sequências de ação, com a comédia e os momentos mais emocionantes. Perdi as contas de quantas vezes gargalhei no cinema, quantas vezes vibrei e gritei pelos personagens, e também quantas chorei em momentos de emoção pura.

“Homem-Aranha no Aranhaverso” não é apenas a melhor animação que já assisti, quiça o melhor filme do Homem-Aranha já feito. Talvez seja também o melhor longa de Super Heróis da atualidade.

Além de cair no gosto do público, o filme ainda levou o Globo de Ouro e o Critics Choice Movie Awards de Melhor Animação e estou com os dedos cruzados e torcendo muito para que ele receba também uma estatueta do Oscar

E aí, já foi aos cinemas conferir a nova aventura do Cabeça de Teia?

Me conta o que achou aqui nos comentários 😉

P.S.: a animação conta não apenas com uma, mas com duas cenas pós-créditos e, acredite em mim, você não vai querer sair do cinema sem assisti-las!

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“Venom”

Cinema, Nas Telonas

Semana passada chegou aos cinemas BR a tão aguardada adaptação do filme encabeçado pelo clássico vilão dos quadrinhos do Homem-Aranha: “Venom”.

Esculachado pela crítica em suas sessões de teste e pré-estreias, e até mesmo comparado à fiascos como “Mulher-Gato” (2004) e “Quarteto Fantástico” (2015), o longa não é assim tão ruim, inclusive achei “legalzinho”, aquele filme meio “Temperatura Máxima”, que não é terrível, mas está bem longe de empolgar.

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Girando em torno do famoso jornalista Eddie Brock, o longa não faz nenhum tipo de referência ao Cabeça de Teia, inclusive, no meu entendimento, parece se passar em um Universo Paralelo, que nem conta com a existência do Teioso.

Imagino que talvez essa tenha sido a intenção da Sony depois das negociações de cessão de direitos do Homem-Aranha com a Marvel. Eles não deixam exatamente claro que o filme se passa em um outro universo, meio que jogando aquele verde pra ver se conseguem se encaixar dentro do MCU caso a oportunidade surja.

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Fica muito claro que o estúdio não quer perder uma franquia nesse nicho de super-heróis, que faz tanto sucesso no mercado cinematográfico atualmente, e depois de sucessos como “Deadpool” e “Logan”, enxergaram em “Venom” sua grande oportunidade de abocanhar aquela fatia de mercado destinada aos anti-heróis, e cair no gosto do público com um filme mais adulto e mais violento.

E teria sido ótimo, se não tivessem cagado legal no pau, já que o filme não tem nada de adulto e muito menos de violência.

San Francisco, Estados Unidos. Eddie Brock (Tom Hardy) é um jornalista investigativo, que tem um quadro próprio em uma emissora local. Um dia, ele é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), o criador da Fundação Vida, que tem investido bastante em missões espaciais de forma a encontrar possíveis usos medicinais para a humanidade. Após acessar um documento sigiloso enviado à sua namorada, a advogada Anne Weying (Michelle Williams), Brock descobre que Drake tem feito experimentos científicos em humanos. Ele resolve denunciar esta situação durante a entrevista, o que faz com que seja demitido. Seis meses depois, o ainda desempregado Brock é procurado pela dra. Dora Skirth (Jenny Slate) com uma denúncia: Drake estaria usando simbiontes alienígenas em testes com humanos, muitos deles mortos como cobaias.

Primeiramente, pra dar aquela reduzida safada na classificação etária do filme, e conseguir levar um maior publico composto por adolescentes aos cinemas, o estúdio cortou praticamente todas as cenas “violentas” do longa. Existe, claro, uma menção à violência, que nunca é mostrada. Por exemplo: mal me lembro de ver sangue na tela de cinema, mesmo depois do Venom sair devorando cabeças por aí.

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O ritmo é lento. Parece que o primeiro ato, aquele de apresentação dos personagens, acaba invadindo pelo menos metade do ato de desenvolvimento, e a história em si não anda! Fica todo mundo esperando o Eddie Brock ficar pronto, toda a trama em stand-by, no aguardo do mocinho chegar lá para alcança-la.

O roteiro é bem clichê, tremendamente comum e nada surpreendente. Tem um bocado de incoerências bizarras e aquelas conveniências escrachadas que dão uma bela de uma vergonha alheia. Temos toda uma sequência de invasão à um laboratório de última geração, onde nenhum dos personagens parece se importar com as câmeras de segurança, por exemplo.

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Outro ponto fraquíssimo é a comédia pastelão inserida no meio da trama. As cenas que eram pra ser engraçadas, com aquele humor ácido dos filmes adultos (e esse NÃO É um filme adulto), acabou ficando forçado e despropositado. Olha, eu amo o Tom Hardy e acho que ele fez um esforço descomunal nesse filme pra fazer a coisa toda funcionar, mas haviam momentos em que as expressões dele eram tão exageradas que beiravam o ridículo.

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E a Michelle Williams gente, 4 vezes indicada ao Oscar, totalmente desperdiçada nessa narrativa, e usando a pior peruca da história do cinema. Eu passei tanto tempo incomodada com a peruca, que nem consegui prestar muita atenção na performance dela.

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Porém, ninguém me incomodou mais em “Venom” do que o Riz Ahmed, que encarnou o vilão Carlton Drake. Tenho certeza que a intenção dele era parecer um daqueles ricaços blasé, mas o tiro saiu pela culatra, e nem assim ele convence. O vilão não tem carisma nenhum, não cativa, e tem uma motivação bem porca e sem sentido.

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Acho que o problema de “Venom” foi a preguiça no desenvolvimento do roteiro. Parece que escolheram o caminho mais fácil, aquela jornada mais clichê impossível, a receita saída de um filme de ação dos anos 90, bem raso e bem fraco. Faltou sangue, faltou personalidade, faltou culhões da produção.

A CGI é meio precária, tanto que a produção usou e abusou das cenas escuras e noturnas, dos cortes abruptos onde não da pra ver direito o que tá acontecendo naquela sequência de ação, e desconfio que tudo isso foi pra disfarçar a pobreza dos efeitos especiais.

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Acho que eles poderiam ter sido muito mais felizes no desenvolvimento do projeto se tivessem dado um foco maior na relação Brock/Venom, que ficou meio sem pé nem cabeça, muito mal aproveitada e cheia de mais incoerências.

No todo, não é um filme assim tão ruim, mas todos esses probleminhas no decorrer de 2 horas e 20 minutos incomodam um pouco. Se formos parar pra pensar, o filme não entrega nada menos do que foi prometido nos trailers liberados. É exatamente aquilo lá, sem nenhuma pretensão além. Minha dica é ir assistir despretensiosamente, sem grandes expectativas.

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Ah, e o longa conta com 2 cenas pós-créditos: uma fazendo alusão a um personagem muito esperado em uma possível sequência, inclusive com Woody Harrelson, que aparece apenas nessa cena. A outra é uma prévia de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, a animação protagonizada por Miles Morales, que estreia em 20 de dezembro aqui no BR e promete ser infinitamente melhor do que “Venom”.

Enfim, agora quero saber a opinião de vocês.

Já assistiram “Venom”? O que acharam?

Me contem aqui nos comentários!

“Os Incríveis 2”

Cinema, Nas Telonas

Atrasada como sempre, lá vou eu trazendo a critica do filme quase um mês depois da sua estreia aqui no BR. O engraçado é que esse eu assisti logo no final de semana em que saiu, mas como a minha agenda está louquíssima ultimamente, e ainda tô tentando organizar uma grade de postagens bem decente aqui pro blog, equilibrando todas as minhas pamelisses pra vocês verem um pouquinho de cada por semana e não ficarem muito saturados com um assunto só, minha opinião sobre a nova animação da Disney e Pixar tá saindo só agora do forninho.

Depois de 14 anos de espera, chegou aos cinemas brasileiros, em 28 de junho de 2018, a sequência de um dos maiores sucessos de critica e bilheteria: “Os Incríveis 2”. Será que o novo filme, que traz de volta todos os personagens que conhecemos e amamos e nos apresenta alguns novos, faz jus ao original?

Vem comigo descobrir!

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O longa tem início exatamente no momento em que o filme anterior terminou. Vemos nossa família de super-heróis favorita enfrentando o vilão Escavador, numa sequência inicial de tirar o fôlego e gargalhadas dos espectadores.

Infelizmente o ato de heroísmo da família Incrível não é muito bem visto pela sociedade, já que provoca mais estragos do que benefícios e os heróis continuam sendo ilegais. Para reconquistar a opinião publica e trazer de volta o heroísmo de forma sancionada, surge um casal de irmãos cheios da grana, que recrutam a Mulher-Elástica para convencer as pessoas que ser super é tudo de bom. Eles só não contavam com o surgimento de um novo vilão sinistro, que ameaça botar fim ao heroísmo de uma vez por todas.

Na trama, Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e cabe ao seu marido, Roberto, a tarefa de cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé. O que ele não esperava era que o caçula da família também tivesse superpoderes, que surgem sem qualquer controle.

Olha gente, primeiramente eu só queria exaltar a Pixar por sempre ter um cuidado mais do que especial com as sequências dos filmes que produz. Se você parar pra pensar, não importa quanto tempo passe, cada vez que o estúdio anuncia a continuação de um de seus grandes sucessos, é praticamente garantia de que vai ser maravilhoso. Assim como “Toy Story”, “Monstros S/A” e “Procurando Nemo”, que tiveram sequências brilhantes, “Os Incríveis 2” segue pelo mesmo caminho.

Com o mesmo espirito do longa de 2004, a história é bem ritmada, leve e engraçada, com elementos e acontecimentos muito bem distribuídos por toda a estrutura da trama. Quando a Mulher-Elástica é recrutada, a narrativa se divide em dois núcleos, o dela, enquanto combate o crime e o do Sr. Fantástico, enquanto cuida das crianças e da casa.

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As duas partes da história são igualmente interessantes, não deixando a galera entediada em nenhum momento. Se nas cenas da Mulher-Elástica a gente tem ação sem limites, a apresentação de novos personagens (e heróis) e a inserção do vilão, num núcleo mais “agitado”, com o Sr. Incrível a gente curte o homem tentando se adaptar à vida de “dono de casa”, se descabelando pra dar conta de todos os filhos e percebendo que o trabalho da mulher não é assim tão fácil, tudo isso com muito humor e comédias exageradas para fazer o público gargalhar.

Essa é uma das coisas que mais adorei no filme, essa reflexão sobre a inversão dos papéis desse sistema patriarcal imposto pela nossa sociedade. Por que o Sr. Incrível se sente reduzido quando a mulher dele, e não ele, é escolhida para combater o crime, que que tem mais efetividade? Por que ficar em casa e cuidar das crianças faz ele se sentir rebaixado? Não deveria, afinal nenhum desses dois papéis é simples e, mesmo sendo diferentes, possuem igual valor.

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Outro dos melhores pontos do filme é o bebê Zezé. No final do primeiro longa descobrimos que ele possui poderes, e não qualquer poder, mas basicamente TODOS, e é uma coisa muito louca e sem controle, que ninguém da família descobriu ainda, até que explode na mão do pai e ele não conta para a mulher, porque meio que é uma questão de honra resolver essa treta sozinho.

Zezé e seus poderes, rendem as melhores sequências cômicas do filme e, ainda arrisco dizer, que a melhor cena de ação e luta de todos os tempos é protagonizada pelo bebê e um guaxinim mais que azarado. Hilário é pouco para descrever.

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Talvez seja por isso que a parte mais legal desse filme seja seu humor. Não é forçado e não tem piadas que insultam os pais ou os filhos na sala de cinema. É tudo muito bem pensado e inteligente, com situações reais do cotidiano de qualquer um, só levemente exageradas e que fazem com que qualquer um, adultos ou crianças, deem gostosas risadas.

Tecnicamente falando, o filme não deixa de fazer jus à seu nome e ser incrível. Honrando os traços do original, ele não deixa pra trás toda a evolução tecnológica que tivemos nesses 14 anos entre um e outro, e podemos conferir isso nos efeitos especiais deslumbrantes, na montagem ágil das cenas de ação, que são instigantes e exploram muito bem todas as possibilidades que os poderes especiais dos supers tem à oferecer para aquele entretenimento ficar visualmente estonteante na tela.

A direção de arte segue com aquela mistura de retrô e futurista, que funciona super bem pra esse universo fantasioso que a Disney criou pra abrigar os personagens, tudo embalado pela trilha sonora regida à muito jazz e imprimindo todo um clima de espionagem ao longa.

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O roteiro é bem amarradinho, com uma trama super dinâmica, mas não consegue fugir muito da formula básica e sem grandes surpresas, chegando a ser até meio previsível em alguns momentos.

Pra mim, a unica coisa que deixou esse filme abaixo do primeiro foi o vilão. Não me entendam mal, os meios, os “poderes”, e todo o modus operandi dele são ótimos e poderia ter sido genial, se não fosse o fato do objetivo ser meio merda. Além da motivação ruim, se ele tivesse ficado no canto dele, sem se envolver, talvez teria conseguido o que queria de uma forma mais fácil.

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Enfim, dica para o final de semana com as crianças ou até sem elas, feito para divertir pessoas de todas as idades, o filme é sensacional e vale a pena conferir com a família inteira.

E vocês? Já assistiram? Deixem aqui nos comentários a opinião de vocês 😀

“Homem-Formiga e a Vespa”

Cinema, Nas Telonas

Com a estreia de “Homem-Formiga e a Vespa”, a Marvel nos traz o retorno de um de seus heróis mais mortais e carismáticos, e nos apresenta à uma nova heroína.

Sumidos daquele quebra pau épico de “Vingadores: Guerra Infinita” (2018), a dupla aparece neste longa, que se passa antes e, por que não dizer, durante o último filme do estúdio, tendo suas próprias pendengas pra resolver.

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Na trama, Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope van Dyne e o Dr. Hank Pym com uma nova missão urgente. Scott deve mais uma vez vestir o uniforme e aprender a lutar ao lado da Vespa, trabalhando em conjunto para descobrir segredos do passado.

Enquanto Scott cumpre prisão domiciliar após os acontecimentos de “Capitão América: Guerra Civil” (2016), Hope assume o manto da Vespa e trabalha, junto com o pai, para encontrar uma forma de resgatar sua mãe, Janet Van Dyne, que ficou presa na Dimensão Quântica pelos últimos 30 anos. Para isso, mesmo que a contra gosto, eles precisam que Scott se junte a eles e seja novamente o Homem-Formiga. O que ninguém esperava era o surgimento da vilã Fantasma, que ameaça acabar com os planos de reencontro da família com sua matriarca.

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Bom gente, o longa é bom, mas parece que falta alguma coisa. A impressão que eu tive com ele é de que se trata de um filme menor, com problemas menores. E isso não é ruim de jeito nenhum, basta a gente olhar pra “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017), que pode ser classificado, quando comparamos com os outros gigantes da Marvel, como uma trama de escala menor. O problema, meus amigos, é que depois de toda a merda que rolou no ultimo filme dos Vingadores, jogar um enredo desses na nossa cara é muita falta de sacanagem.

Provavelmente isso é um problema meu e das minhas expectativas, mas acho que depois de tudo que vimos no ultimo lançamento do estúdio, todo o abalo que esse universo cinematográfico sofreu, eu esperava mais relação com a Guerra Infinita. A sensação que fica é que o filme ta ali só pra encher umas linguiças e cumprir agenda.

E isso não é um problema da produção ou do roteiro, que é bom é todo amarradinho, apesar de eu ter algumas ressalvas quanto à ele. O caso é que o filme vai ser muito melhor aproveitado e curtido pela audiência se for isolado dos outros longas desse universo e visto como uma aventura à parte.

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Com uma trama mais intimista, onde nenhum dos heróis está tentando salvar a vizinhança, ou seu país, ou seu povo, ou o mundo, ou ainda: o bem maior (inclusive o objetivo da dupla é até meio egoísta, se a gente for parar pra pensar), esse filme está longe de ser perfeito.

Uma das coisas que me chateou no longa, e daí pode culpar novamente as minhas expectativas, foi a falta de noção dos personagens a respeito da grandiosidade do que eles estavam fazendo ali. Cara, é uma missão ao Reino Quântico, sabe? Não um passeio no parque. Acho que faltou dar a atenção que a situação merecia, faltou desespero nos personagens, faltou agonia. Eu queria ter sentido angustia e desesperança em algumas cenas, mas foi tudo meio de boas.

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Outra coisa que também acho que faltou, e nesse caso já enxergo como um desperdício de enredo promissor, foi explorarem melhor esse universo microscópico. Esse filme poderia ter tido um apelo tão maior e ser tão mais diferenciado se investissem numa coisa meio “Querida Encolhi as Crianças” (1989), mas não… vamos queimar tempo em tela com essa vilã, que apesar de bem motivada e justificada, não me convenceu, tá toda avulsa na história, não agregando nada além daquele “corre corre” de filme de herói, com os produtores e roteiristas investindo mais nessa mesmice, no que é mais cômodo e mais fácil.

Eu não vou nem entrar nas questões lógicas de encolhimento e desencolhimento de carros e prédios e todas as leis da física que foram desrespeitadas pra não dar spoilers, mas a minha dica é que fechem os olhos para essas coisas e aproveitem o entretenimento de qualidade que o filme oferece.

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Falando de coisas boas, além desse entretenimento de qualidade, todo o visual do filme é muito verossímil, e os efeitos são incríveis. Fiquei babando com as cenas no Vácuo Quântico, que super me remeteram aos inúmeros mundos apresentados em “Doutor Estranho” (2016).

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O longa possui uma narrativa bem humorada, com um encaixe perfeito de elementos e relações críveis entre os personagens. O diretor, Peyton Reed, responsável pelo primeiro “Homem-Formiga” (2015) e por filmes de comédia como: “Sim Senhor” (2008) e “Separados pelo Casamento” (2006), sabe muito bem como levar um filme “engraçadão” e acrescenta muito dinamismo à todos os diálogos cômicos. Mesmo a piadinha mais pastelona consegue arrancar pelo menos um sorriso da gente.

Inclusive, pra mim, um dos melhores momentos do filme é em uma dessas cenas cômicas com uma montagem incrível e muito carisma do elenco. Mini spoiler aqui: trata-se de uma sequencia de Luis, personagem de Michael Peña, com um possível soro da verdade.

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Paul Rudd e Evangeline Lilly estão incríveis na reprise de seus papéis. Inclusive acho que nesse longa o protagonismo ficou muito mais a cargo da Evangeline, já que sua personagem agiu como um motor, impulsionando toda a trama. Isso não quer dizer, em momento algum, que o Paul foi menos brilhante. A coisa maravilhosa desse filme é que existe um equilíbrio perfeito entre a dupla de heróis, cada um deles tem seus momentos, seus pontos fortes e fracos e eles se complementam e se salvam como uma verdadeira equipe.

A beleza de “Homem-Formiga e a Vespa” está justamente nessas limitações, que acabam humanizando e trazendo os personagens pra mais perto da realidade. O herói imbatível e sem limites, que só perde por conveniências num roteiro, que podem ou não ser desprezadas, não tem lá muita graça.

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Além dos atores que dão nome aos protagonistas dessa história, não podemos esquecer de outros nomes de peso que compõe o elenco: Michael Douglas, Michelle Pfeiffer e Laurence Fishburne.

Meu sonho de princesa é um filme do Homem-Formiga de Hank Pym, ambientado no passado, contando as peripécias do herói acompanhado de sua Vespa e também do Golias, e obviamente usando CGI pra rejuvenescer essa galera por que quero todo mundo no elenco!

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Pra finalizar, indico sim que todo mundo vá ao cinema e confira esse novo capítulo no Universo da Marvel, porém aconselho a desprezar esse universo na hora de apreciar a trama. O filme é muito melhor aproveitado se for assistido como uma aventura isolada, e com expectativas pé no chão.

E não se esqueçam das cenas adicionais características dos longas do estúdio. “Homem-Formiga e a Vespa” conta com duas: uma tremendamente importante e que situa o filme na linha do tempo da Marvel; e a segunda, que não é nada além de engraçadinha e pode frustrar quem ficar até o final dos créditos gigantescos.

Agora contem pra mim, quem já assistiu e o que acharam do filme?

 

 

“Jurassic World: Reino Ameaçado”

Cinema, Nas Telonas

Aproveitando a chegada do fim de semana, tá saindo agora, direto do meu forninho, a crítica de “Jurassic World: Reino Ameaçado”, novo filme da franquia, que estreou aqui no BR em 21 de junho.

Como eu disse pra vocês nesse post aqui, não sou nenhuma especialista em cinema nem nada do tipo. Não estudei pra isso e sou apenas uma reles apreciadora da sétima arte, que normalmente só da a sua humilde opinião, bem tendenciosa diga-se de passagem, sobre os longas e fala umas abobrinhas, então não me levem muito a sério.

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Dirigindo pelo talentoso J.A. Bayona, responsável por sucessos como:  “O Orfanato” (2007),  “O Impossível” (2012) e “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” (2016), o quinto filme da franquia de sucesso está para “O Mundo Perdido” (1997) assim como o requel, “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” (2015), esteve para “Jurassic Park” (1993).

“Owen e Claire retornam à ilha Nublar para salvar os dinossauros restantes de um vulcão que está prestes a entrar em erupção. Eles encontram novas e aterrorizantes raças de dinossauros gigantes ao descobrir uma conspiração que ameaça todo o planeta.”

Esse novo longa nos traz uma importante reflexão logo em suas cenas iniciais, com um “dialogo” protagonizado pelo Jeff Goldblum (que aqui só faz uma pontinha), retornando à seu personagem Ian Malcolm. Essa reflexão, apesar de ser apresentada no começo do filme, nos acompanha até os minutos finais: os dinossauros merecem ser salvos de sua eminente reextinção? A erupção do vulcão adormecido na Ilha Nublar seria uma ação da natureza tentando corrigir seu curso após a intervenção do homem que insiste em brincar de Deus?

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O filme é um daqueles entretenimentos gostosos, fluindo até que bem, com cenas frenéticas que se sucedem naturalmente, emendando um perigo atrás do outro de forma espontânea. O roteiro é bem amarradinho, mas suas qualidades acabam por aí.

Infelizmente o blockbuster acaba sendo meio que mais do mesmo. Se você está esperando um daqueles filmes surpreendentes, pode tirar seu cavalinho da chuva. Não tem nada de muito diferente do que já vimos nos filmes anteriores: rola aquela clássica cena do T-Rex chegando na hora H pra salvar os mocinhos; tem a parte da chegada da galera, toda maravilhada com o brontossauro fêmea; tem o tipico vilão com roupa caqui parecendo pronto pra fazer um Safari; tem também a nova criação horripilante dos outros vilões, por que depois de 5 filmes ninguém aprendeu ainda a NÃO CRIAR PREDADORES ENORMES QUE VÃO ACABAR COMENDO VOCÊ NO FINAL.

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No geral achei o roteiro do filme bem fraquinho e cheio daquelas conveniências preguiçosas. Outro ponto negativo pra mim foi a construção das personagens antagonistas. São completamente rasas, parecendo muito aqueles vilões da Malhação, que são maus apenas por serem maus. Na minha opinião faltou trabalhar melhor esses caras, dar um background maior pra eles, uma motivação real por trás dos seus planos diabólicos de dominação mundial.

Outra coisa que detestei foi a personagem do Justice Smith, que nem me lembro o nome. Ele era pra ser o alivio cômico da história, mas acabou sendo só um pé no saco. Tudo foi muito forçado em volta dele, tanto que senti que o filme só começou a funcionar quando ele deu uma sumida.

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Apesar desse roteiro meio duvidoso, o filme não é ruim. Seu ponto forte é, com certeza, a direção de J.A. Bayona, que emprega muito de sua expertise com filmes-catástrofe e terror, e total domínio da câmera, imprimindo uma identidade mais diferenciada ao longa. Mesmo com todos os clichês do script, ele consegue redefinir toda a estética e o tom da franquia.

Esse é um cara que sabe trabalhar muito bem os enquadramentos, criando a atmosfera perfeita para cada cena, com total eficiência na hora de construir o suspense da trama. Inclusive tem uma cena em que a câmera passeia pelo telhado e se inverte na janela, simulando, de certa forma, o movimento sorrateiro do dinossauro. Essa sequência me deu arrepios!

Outra coisa que gostei, foram os truques de luz que ele usava, com o fundo totalmente escuro e então, durante um relâmpago ou um curto-circuito, podíamos visualizar aquele monstro escondido nas sombras.

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A trilha sonora de Michael Giacchino também não deixa a desejar. Misturando elementos da trilha original de John Williams, ele consegue criar algo novo, que se expande e se encaixa perfeitamente com os dois momentos do filme, seguindo lado a lado com a fotografia impecável.

Com o filme basicamente divido nessas duas partes: primeiro aquela aventura cheia de elementos catastróficos, enquanto nossos mocinhos correm contra o tempo tentando salvar os dinossauros ao mesmo tempo em que o vulcão da Ilha Nublar entra em erupção; e depois quando saímos da ilha e o longa ganha todos os tons sombrios, cheios de terror e suspense; conseguimos enxergar perfeitamente essas nuances e a mudança de clima através da trilha e da fotografia, aliás, a cena que marca a transição desse ato 1 para o ato 2, com o solitário brontossauro deixado para morrer na ilha, foi de partir o coração e me fez derrubar uma ou duas lagrimas.

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Ainda falando de coisas boas sobre “Jurassic World: Reino Ameaçado”, podemos exaltar a atuação do Chris Pratt, que finalmente parece bem à vontade com sua personagem neste longa. Desta vez, Owen Grady passa do carrancudo meio robótico do filme anterior, para um cara muito mais bem humorado, e isso naturalmente, sem ser um palhaço.

A relação dele com a Blue tem seu laço mais bem explorado nessa sequência, principalmente em algumas cenas de flashback onde vemos o vínculo dos dois durante a criação da nossa velociraptor favorita. Talvez eu tenha chorado um pouco nessas cenas também.

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Já a Bryce Dallas Roward tinha apenas ONE JOB em seu retorno como Claire Dearing, e esse era basicamente sobreviver até o final do filme. A atriz não deixa de entregar uma performance impecável, mas eu acho que a personagem poderia ter tido uma missão maior, além de estar toda engajada na causa de “Salvem os Dinos” e ficar correndo pra lá e pra cá, dessa vez de botas, como fizeram questão de ressaltar.

Pra mim, uma das maiores surpresas foi a Isabella Sermon, que interpreta a Maisie Lookwood, neta de Benjamin Lookwood, o parceiro de John Hammond na empreitada que trouxe os dinossauros de volta à vida.

Parte de um plot dentro de outro plot, ela tem um papel “importante” na trama, mas que, não sei se devido à eu ter matado essa charada logo no inicio do filme, acabou se perdendo um pouco na hora da revelação do plot twist dela. Podiam ter dado uma atenção maior em vez de jogarem tudo na nossa cara durante um discurso do vilão.

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Enfim, mesmo com um ritmo meio irregular, que vai do frenesi à uma barrigada lá pela metade, mas se recupera na obscuridade da segunda parte, na minha opinião é um bom filme, com vários elementos e gêneros cinematográficos dentro de um, e que acaba tendo mais qualidades do que defeitos.

Só não digo que é um filme pra toda família, pois as crianças, apesar de amar os dinossauros, podem ficar meio assustadas com as cenas mais aterrorizantes (sei que eu fiquei), e os mais velhos podem acabar tendo um pequeno ataque cardíaco com os jump scare (sei que eu tive).

E vocês? Já assistiram ao filme? O que acharam?

 

 

“Oito Mulheres e um Segredo”

Cinema, Nas Telonas

Só Deus sabe como estou atrasada pra falar com vocês sobre esse filme!

Primeiro que eu já demorei um bocado pra ir ao cinema assistir: o longa estreou dia 7 de junho em território nacional, e a bonita aqui só resolveu dar as caras no cinema uma semana depois, no dia 14. Mas juro que não foi desinteresse, o problema foi um conflito de agendas e um erro de comunicação com meus companheiros de 7ª arte.

Eu geralmente não tenho problemas em ir ao cinema sozinha, às vezes até prefiro, mas quando a gente fala de grandes blockbusters, sempre tem alguns coleguinhas que vão querer ir assistir aos filmes com a gente e, inclusive, podem ficar chateadíssimos se formos sem eles.

Sendo assim, agendas devidamente pareadas, na quinta-feira passada conferimos a sequência disfarçada de reboot estrelada por Sandra Bullock, e uma semana depois de assistir, eu finalmente trago a minha crítica bem amadora e cheia de abobrinhas sobre a “versão feminina” do clássico encabeçado por George Clooney, e já aviso, não me levem muito a sério, eu não sou nada profissional (inclusive sou bem tendenciosa) quando se trata de dar a minha humilde opinião sobre filmes.

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Com um elenco estelar, composto por nomes de peso como Cate Blanchett, Helena Bonham Carter, Sarah Paulson, Anne Hathaway, Rihanna, Mindy Kaling e a novata Awkwafina, o longa nos apresenta Debbie Ocean (Bullock), irmã do já conhecido golpista Danny Ocean (vivido pelo homão da porra George Clooney), em “Onze Homens e um Segredo” (2001):

“Recém-saída da prisão, Debbie Ocean logo procura sua ex-parceira Lou (Blanchett) para realizar um elaborado assalto: roubar um colar de diamantes no valor de US$ 150 milhões, que a Cartier mantém sempre em um cofre. O plano é convencer a empresa a emprestá-lo para que a estrela Daphne Kluger (Hathaway) use a joia no badalado Met Gala, um dos eventos mais chiques e vistosos de Nova York. Para tanto, Debbie e Lou reúnem uma equipe composta apenas por mulheres: Nine Ball (Rihanna), Amita (Kaling), Constance (Awkwafina), Rose (Bonham Carter) e Tammy (Paulson).”

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Olha, eu imagino que repaginar uma franquia do calibre de “Ocean’s”, com um elenco totalmente diferente e inteiramente feminino, não deva ser uma missão fácil.

A gente pode ver o exemplo de “Ghostbusters” (2016), que não deu lá muito certo e aqui a culpa não é do elenco totalmente feminino, tá? O roteiro é que era fraquíssimo mesmo e sem nenhum apelo, com personagens bem rasas, que criaram zero empatia com o público.

Graças a Deus, esse problema não pertence à “Oito Mulheres e um Segredo”. O diretor Gary Ross nos entregou uma trama leve e bem humorada, com atuações impecáveis desse time composto por mulheres incríveis.

Inclusive, o ponto alto do filme é o time. Todas as personagens são bem construídas, únicas e envolventes, e cada uma tem tarefas vitais para o sucesso do plano em questão. Todo mundo tá super afiado e confortável em seus respectivos papéis, cheias de entrosamento e tiradas hilárias.

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Obviamente, não da pra comparar este filme com a trilogia anterior, mas a beleza da coisa toda é que o longa não tem essa pretensão, muito pelo contrário. O filme sabe bem o que é e se aproveita de seus pontos fortes, como foi muito bem abordado em um diálogo entre Debbie e Lou, a respeito do motivo de a equipe não contar com nem sequer um homem: “para roubar um milionário colar Cartier no Met Gala, é preciso passar despercebida. Nós, mulheres, somos frequentemente ignoradas. Por que não usar isso em nosso favor?”

Adorei a trilha sonora do filme e o fato de alguns enquadramentos nos remeterem diretamente aos filmes de Clooney e companhia. Inclusive, amei a participação de 2 personagens da franquia original!

Fiquei empolgadíssima com o fato da Anne Hathaway interpretar uma modelo descabeçada e da Rihanna interpretar ela mesma HAHAHA. Achei incrível a química entre a Debbie e a Lou, fiquei até esperando que rolasse algum affair entre as duas.

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Mas acho que o que mais gostei nessa história foi que, além da personagem da Sandra Bullock armar todo um plano pra enriquecer, ela ainda encaixou tudo numa vingança maravilhosa contra o boy escroto que cagou na cabeça dela. E o melhor, ainda arrematou tudo ao dizer que elas não estavam fazendo isso apenas pelo dinheiro ou pela vingança! Elas estavam fazendo isso por que em algum lugar, uma jovem menininha sonhava em ser uma criminosa. E era por essa menininha que elas roubariam aquele colar!

Enfim, “Oito Mulheres e um Segredo” é divertido e envolvente, garantia de boas risadas e entretenimento pra ninguém botar defeito. Não é aquele filme estupendo ou desafiador, mas ele cumpre bem o papel a que se propôs.

E você, já assistiu? Pretende ver? O que achou? Me conta TUDO aqui nos comentários!