“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”

Cinema, Nas Telonas

Na semana passada estreou nos cinemas de todo o Brasil um novo capítulo do “Wizard Word” concebido por J.K. Rowling, autora da série de livros do bruxo mais famoso do mundo. Desta vez a aventura é nas telas dos cinemas com “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald“, que conta com roteiro da própria Rowling e direção de David Yates, o responsável pelos quatro últimos filmes da série “Harry Potter” nos cinemas.

O segundo filme da franquia “Animais Fantásticos” se passa na Paris de 1928, apenas alguns meses após os acontecimentos de seu antecessor:

No longa, Newt Scamander (Eddie Redmayne) reencontra os queridos amigos Tina Goldstein (Katherine Waterston), Queenie Goldstein (Alison Sudol) e Jacob Kowalski (Dan Fogler). Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da MACUSA (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres mágicos de sangue puro e seres não-mágicos.

Como Potterhead assumida, vou confessar que tinha grandes expectativas quanto à essa sequência, mas antes mesmo de comparecer aos cinemas para conferi-la fui bombardeada com inúmeros headlines de críticas negativas.

Obviamente evitei ler os textos pra não haver nenhuma influência na minha opinião, mas baixei minhas expectativas consideravelmente e devo dizer, nem isso ajudou muito.

Não é que o filme seja de todo ruim. Ele tem suas partes satisfatórias, como por exemplo o belíssimo visual, como todos os outros filmes desse Mundo Mágico, não decepciona. 
“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” pode muito bem receber indicações ao Oscar por “Melhores Efeitos Visuais”, “Melhor Maquiagem e Penteado” e “Melhor Figurino”. Inclusive o 3D desse longa é uma das melhores experiências que já tive, e olha que não sou muito fã, mas neste filme foi quase como magia, rs.

Outro ponto alto do filme foi a participação de Jude Law na pele de Alvo Dumbledore. Embora com pouco tempo de tela, o ator nos mostrou toda sua versatilidade ao cumprir com louvor a missão de interpretar um personagem tão icônico quanto o futuro Diretor de Hogwarts em sua versão mais jovem. É incrível como até alguns trejeitos de Michael Gambon (o Dumbledore da franquia “Harry Potter”) foram incorporados à performance de Law e trouxeram muito mais veracidade para o personagem.

Outra atuação digna foi a de Johnny Depp, que retornou como Gerardo Grindelwald. Embora eu não saiba muito bem se foi a performance de Depp que foi boa ou se meu ranço pelo ator transcendeu e contribuiu pro meu ódio pelo personagem… O caso é que Depp é tremendamente convincente na pele desse vilão, que não distribui sorrisos ou trejeitos bizarros como seus personagens anteriores, mas é frio e polido, sem exageros, e não convence seus seguidores pelo medo, como o cruel Voldermort, mas sim pela lábia afiada.

No cinema até brincamos chamando o personagem de “Bolsonaro Bruxo” e no final das contas essa foi a comparação mais verdadeira que fizemos quanto ao antagonista desta franquia. Foi assustador de tão verídico acompanhar como ele arrebanhava discípulos com apenas um discurso distorcido.

Infelizmente os pontos altos do filme ficam por aqui e não foram suficientes para fazer de 
“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” um longa satisfatório. Precisamos encarar um simples fato: J.K. Rowling é uma estupenda escritora de literatura, mas não é assim tão boa quando se trata de escrever um roteiro para o cinema.

E acho que o maior exemplo disso é o pouco brilho que o quarteto protagonista tem em tela. Não é um desempenho ruim, mas não é algo memorável como estamos acostumados em se tratando do Mundo Mágico (passaram bem longe de Harry, Rony e Herminone). Acho, inclusive, que se a gente tirasse Newt, Tina, Jacob e Queenie, a narrativa ficaria na mesma.

Me lembro da época em que “Animais Fantásticos e Onde Habitam” estreou nos cinemas e muita gente caiu matando em cima e criticou demais o roteiro da escritora, enquanto me mantive firme defendendo uma das minhas heroínas. E a verdade é que o roteiro do filme anterior da franquia não foi tão ruim e tão cheio de pontas soltas quanto esse. Muita gente vai dizer que essas pontas soltas na verdade são ganchos para as sequências, mas a sensação que tive na sala de cinema foi só a de enormes buracos na história. Assim não da pra te defender, J.K..

E que história, não é mesmo? Estou procurando pelos “Crimes de Grindelwald” até agora. E também pelos “Animais Fantásticos”. E se perguntarem, não consigo traçar uma linha clara do enredo desse filme. Parece que não acontece nada, mesmo que um milhão de coisas tenham acontecido. Juro que foi como sair do cinema depois da sessão de “O Hobbit: A Desolação de Smaug”: o mesmo filme longo, parado e em alguns pontos meio chato, com graves problemas de continuidade e sem nenhum clímax.

Mas pelo menos em O Hobbit eles tinham o dragão.

Acredito que se o roteiro tivesse focado em apenas dois plots e desenvolvido eles com propriedade, o filme teria sido um sucesso. Porém é muito difícil dar foco em 84 tramas diferentes no cinema. Pode ficar incrível nas páginas de um livro, mas as telas são uma mídia completamente diferente e algumas coisas precisam ser cortadas pelo bem do desenvolvimento do enredo.

Não quero nem comentar no desperdício da personagem Leta Lestrange, vivida por Zoë Kravitz, que poderia ter tido muito mais atenção e um plot muito mais bem desenvolvido. A história da personagem era incrível, mas acredito que se tivesse tido mais tempo para desenvolvimento em filmes futuros teria sido mais bem aproveitada. E olha que ela foi apenas um dos meus botes de expectativa afundados por esse longa. Decepção define.

Minha outra canoa naufragada foi a do Nicolau Flamel, que só apareceu como fan service e não fez nada de útil além de ser engraçadinho na cena com o Jacob. Gente, pra que colocar um dos nomes de mais peso no Mundo Bruxo num filme, se ele só vai aparecer pra ser inútil, contradizendo tudo o que ouvimos falar dele na saga “Harry Potter”?

E esse também é o caso da Nagini, concebida apenas pra ser a broderzinha do Credence, sem nenhuma relevância real para a história. E mais uma vez eu repito: pra que enfiar essa personagem no enredo? Pra que mais um plot com desenvolvimento precário?

Enfim, como puderam notar este é o relato de uma fã ensandecida de desgosto. Posso ficar aqui o dia todo falando mal desse filme, mas não garanto não jogar nenhum spoiler cabeludo na cara das pessoas.

No fim das contas  o que precisam saber é que é um filme lindo (visualmente falando), que, se você é um fã de Harry Potter, vale a pena sim conferir e tirar suas próprias conclusões. Se no final você não curtir, vai ter valido a pena por rever Hogwarts mais uma vez, ficar todo arrepiado (a) e chorar um pouquinho de saudade. Vai valer pelo Dumbledore e também pelo 3D mais magnifico que assistirá na vida.

Agora, é impontante ir preparado para um filme com muitos plots, onde nenhum deles é desenvolvido com eficiência, momentos em que você não sabe o que está acontecendo (e não de um jeito bom), e momentos totalmente desnecessários e que não fazem sentido algum.

Mas, talvez o mais importante: esteja preparado para um filme sem nenhum clímax no final e com um gancho para a sequência que deveria ser um plot-twist-mind-blowing, mas só conseguiu deixar os fãs confusos e furiosos, e gritando FAKE NEWS na sala de cinema. Inclusive, todos os possíveis plot twists dessa narrativa (e aqui inclui-se a mudança de lado de alguns personagens) foram tão mal elaborados que só pareceram um negócio meio sem pé nem cabeça.

E aí? Já assistiram “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”?

Me contem aqui nos comentários o que acharam.

Mas vocês sabem o que é a Panelinha?

Eu Mesma, Minha Vida Maravilhosa, Throwback

Entre os anos de 2006 e 2007 eu tinha umas poucas paixões na vida:

  • Trabalhar numa locadora de filmes (a mesma que citei neste post);
  • Assistir todos os filmes que passavam pela minha mão nessa locadora;
  • Gastar meu salário inteiro em livros;
  • Jogar Gunbound;
  • Harry Potter;
  • E postar no Fotolog;

Esses dois últimos aí me permitiram conhecer algumas das pessoas mais importantes da minha vida, e me fez compreender que “esse negócio” de amizade pela internet pode dar muito certo sim!

Talvez hoje em dia não tenha muita contenda em cima das amizades virtuais da vida, mas há uns dez anos, quando isso aqui era tudo mato, era meio polêmico.

A gente não tinha as mesmas ferramentas e facilidades que temos hoje, e olha que mesmo assim você ainda pode estar conversando com o “mano do balde frango frito”, ao invés da sua amiguinha internauta. Fora esse tipo de suspeita, ainda tinha toda a desconfiança dos pais também, e das pessoas totalmente céticas que achavam que não tinha como criar um laço afetivo forte que fosse atravessar essa barreira do mundo digital e do tempo.

Só queria dizer que eu e as minhas amigas conseguimos, tá? Nós somos a prova viva de que é possível sustentar uma amizade verdadeira apesar da distancia e de todos os outros empecilhos que foram surgindo no decorrer desses mais de dez anos de companheirismo.

Mas vocês devem estar se perguntando: “Beleza, e o que diabos isso tudo tem a ver com a tal da Panelinha?“.

Ora, meus amigos. Tem tudo a ver, já que nós somos a Panelinha ♥.

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Vamos do inicio.

Ali no final da minha adolescência, eu resolvi unir duas das minhas paixões em uma só.

Eu já tinha uma conta no Fotolog, onde eu postava fotos e escrevia umas barbaridades. Mencionei no primeiro post do blog sobre a minha paixão por escrita, né? Pois bem, eu costumava assassinar o português nesse meu Fotolog. É um negócio de que tenho muita vergonha alheia, mas apesar das lágrimas de sangue que me escapam dos olhos cada vez que leio algo daquela época, não me arrependo, já que a Panelinha não seria possível sem aquelas minhas atrocidades todas.

Chegou um ponto em que eu resolvi postar apenas fotos referentes ao universo Potterhead na minha conta do Fotolog, e daí passei a me envolver nessa comunidade, curtir e comentar em outros Fotologs que tinham a mesma finalidade que o meu, e desse jeito acabei conhecendo algumas das pessoas por trás daqueles “.com’s” maravilhosos. Era gente desse Brasil inteiro: Recife-PE, Poções-BA, Curvelo-MG, Curitiba-PR, Birigui-SP, Belo Horizonte-MG, Goiânia-GO, Itajaí-SC, Rio de Janeiro-RJ e, claro, São Paulo-SP.

Eu não sei bem quando a gente finalmente se fechou em um grupo, mas me lembro de quando surgiu o termo “Panelinha”. Existiam uma infinidade de Fotologs com a temática “Harry Potter” naquela época, mas quando realizamos a primeira conversa no Messenger do MSN (essa geração Millennial nunca vai compreender a magnitude de um serviço como o Messenger do MSN, eles nunca saberão o que era mandar indiretas no nickname, nem chamar a atenção do amiguinho sem parar, enfim…), ficou decretado que éramos a “Panelinha de Harry Potter do Fotolog”.

Aquela foi só a primeira conversa em grupo no MSN, quando combinamos todas de entrarmos na internet no mesmo horário pra fazer uma festa virtual em comemoração ao aniversário de uma das meninas. Eu, claro, esqueci totalmente o horário de verão e cheguei uma hora atrasada. Mas aquilo não importou, a partir daquele dia virou hábito entrar todo dia no MSN e conversarmos. A partir daquele dia nos tornamos a Panelinha.

A coisa toda evoluiu. Mais pessoas foram adicionadas ao grupo, e assim como migramos do Fotolog para o MSN, logo estávamos no Orkut, depois no Facebook e finalmente no Whatsapp, onde seguimos até hoje.

Mas se vocês acham que a nossa amizade ficou restrita aos canais digitais, eu tenho uma surpresa: certo ano a gente inventou um negócio chamado CMP, a “Conferência Mundial da Panelinha”, onde escolheríamos uma cidade do Brasil ou do Mundo e todas embarcaríamos com o mesmo destino.

Desde então, todo ano tem uma CMP em algum lugar do Brasil (ainda não do mundo, mas tenho a impressão de que logo mais isso muda), nós já visitamos Recife, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, isso sem contar todos os outros trânsitos para visitar umas às outras enquanto não conseguimos nos organizar numa CMP nova.

Eu não digo que tudo foram sempre rosas. A gente já brigou, e já teve gente que saiu do grupo, mas a gente também fez as pazes e acho que no fim das contas tudo isso serviu pra cimentar pro resto das nossas vidas essa amizade. A gente já esteve presente em momentos tão importantes das vidas umas das outras que a essa altura do campeonato já não tem mais como voltar atrás.

No final de 2015 nasceu o primeiro baby da Panelinha (oi Tetê, sua linda ♥) e ela ganhou um bocado de tias corujas que adoram ela e acompanham de perto essa vidinha tão preciosa.

No inicio desse ano eu fui madrinha de um casamento Panelístico pra lá de lindo lá em Curitiba, que mobilizou todo o nosso grupo, e comparecemos em peso à esse evento. Antes do final de 2018 ainda vamos ter mais 2 casamentos muito especiais e já estamos comprando as nossas passagens para estarmos presentes nesse momento tão extraordinário nas vidas das nossas irmãs por escolha.

Sei que algumas pessoas podem viver a vida inteira sem conhecer uma amizade assim, e nem estou falando de uma amizade virtual, estou falando de uma irmandade, e sou imensamente grata por ter tropeçado nessas meninas maravilhosas há mais de dez anos.

Obrigada por existirem, obrigada por estarem presentes em momentos tão importantes da minha vida, obrigada pelo amor de vocês, por entenderem, por não julgarem, obrigada por sempre me dizerem a verdade, obrigada por me fazerem rir e principalmente, obrigada por nunca deixarem isso morrer. Amo vocês, meninas.

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Agora que todo mundo já sabe o que é uma Panelinha, quero saber se vocês têm uma amizade tão especial assim na vida. Podem me contar aí nos comentários 😀