[2019] Leituras de Julho

Literatura

Um minuto de silêncio por esse post maravilhoso que marca o momento da minha volta aos trilhos na questão literatura. Finalmente, depois das férias e de todo o resto, sinto que consegui voltar ao meu ritmo de leitura normal.

Pelo menos uma coisa tinha que voltar pros trilhos nessa minha vida, não é mesmo?

Então que seja a melhor parte: a literária!

É com muito orgulho que apresento à vocês a listinha de livros lidos no mês de julho, acompanhados por um resuminho das minhas impressões de cada leitura:


1 . “Cinco” – Larissa Siriani

Jade e Lavínia estão juntas há cinco anos. Cinco anos de amor, de companheirismo, de cumplicidade – mas também cinco anos de brigas, de dificuldades, de enfrentamentos. E é no dia mais importante de suas vidas que todas as lembranças dos últimos cinco anos voltam com força total.

Caramba, eu adorei esse conto! Amei cada pedacinho dele, desde a forma como a história foi contada, até a construção de cada personagem. Em apenas 40 páginas a Larissa Siriani conseguiu me emocionar e até mesmo me arrancar algumas lágrimas. Vocês podem ler essa história de graça pelo Kindle Unlimited ou adquiri-la pela bagatela de R$ 2,99, na Amazon. E gente, eu garanto, vale muito a pena!


2. “Torre do Alvorecer” – Sarah J. Maas

No novo volume da série best-seller do The New York Times acompanhamos Chaol em uma tortuosa viagem a um império distante. 

Chaol Westfall sempre se definiu por sua lealdade inquebrável, sua força e sua posição como capitão da Guarda. Mas tudo mudou desde que o Castelo de Vidro se quebrou, seus homens foram abatidos e o rei de Adarlan o poupou de um golpe de morte, mas deixou seu corpo quebrado. Sua única chance de recuperação reside nos lendários curandeiros da Torre Cesme em Antica ― a fortaleza do poderoso império do continente do sul.

E é para lá que ruma Chaol, acompanhado de Nesryn, única mulher na Guarda Real e sua nova capitã, depois de Chaol ter sido nomeado Mão do Rei. Mas com a guerra se aproximando de Dorian e com Aelin lutando por seu trono de direito, Chaol pode ser uma peça-chave para a sobrevivência dos dois jovens monarcas, convencendo outros governantes a se aliarem a eles.

O que Chaol e Nesryn descobrem na Antica, no entanto, vai mudar os dois ― e ser mais vital para salvar Erilea do que eles poderiam ter imaginado.

Olha gente, eu preciso confessar que o Chaol era o personagem que eu mais detestava na série do Trono de Vidro e a perspectiva de ler um livro focado nele fez com que eu atrasasse a leitura desse livro o máximo possível. Porém, com o lançamento do último volume da saga, me vi forçada a encarar o que eu achava que seria um verdadeiro calvário. Como eu me enganei. Achei que sentiria uma falta terrível dos meus personagens favoritos, mas mal me lembrei da existência deles quando fui apresentada à novos, e à toda uma nova cultura. Devorei as quase 700 páginas desse romance em tempo recorde! Não tem jeito, Sarah J. Maas arrasa sempre, e é impossível não ficar completamente viciada na escrita apaixonante dela!


3. “Reino de Cinzas” – Sarah J. Maas

A conclusão épica e inesquecível da série Trono de Vidro.

Trancada em um caixão de ferro, Aelin luta para permanecer forte e resistir às torturas de Maeve, pois sabe que a sobrevivência de seu povo depende disso. Mas a cada dia que passa, parece mais difícil manter a determinação. Em Terrasen, Aedion, Lysandra e seus aliados se esforçam para conter a ameaça iminente, porém a força dessa aliança pode não ser o suficiente para barrar as hordas de Erawan e proteger Terrasen da destruição total. Enquanto isso, do outro lado do oceano, Rowan não irá desistir de encontrar seu amor, sua parceira, sua rainha.

À medida que os fios do destino se entrelaçam no explosivo final da série Trono de Vidro, todos devem lutar se quiserem uma chance de sobreviver.

Eu não tenho nem o que dizer desse livro. Quase mil páginas lidas em 2 dias. Ele foi tudo o que eu esperei e mais um pouco. Expectativas totalmente atendidas. Nunca uma conclusão foi tão épica e esteve tão à altura de toda a série. Confesso que até esperava mais mortes, mas não vou reclamar do rumo que as coisas tomaram, como todos os plots e personagens tiveram resoluções à altura, como tudo se encaixou perfeitamente no final. Vibrei, me emocionei, chorei e me diverti! Esse é um livro completo, minha gente. Aliás, toda a saga do Trono de Vidro merece o Tocantins inteiro, por que palmas não são suficientes. Nunca vi um misto de aventura, romance e magia tão bem orquestrado quanto esse, onde cada livro é melhor que o anterior. Sinceramente não sei como a Sarah J. Maas consegue, alguém devia dar um prêmio pra essa mulher, apenas.


4. “Malícias & Delícias” – Tara Sivec

CUIDADO: Esta história de amor pode matar você de tanto rir. Ah, e está escandalosamente lotada de porres homéricos e, hummm, sexo da melhor qualidade!

Claire é uma espirituosa jovem de vinte e poucos anos que trabalha num bar (não era esse o plano, mas…) e, muito a contragosto, resolveu ajudar a melhor amiga (uma expert em malícias) a vender brinquedos eróticos bem safadinhos. Na verdade, seu sonho é viver de delícias, ou melhor, abrir uma confeitaria dedicada exclusivamente a doces, cookies e bolos feitos com muuuito chocolate. Quando Carter, um rapaz que conheceu numa festa de faculdade e com quem passou uma única noite (o suficiente para mudar sua vida para sempre!), reaparece na cidade sem demonstrar reconhecê-la, a não ser pelo profundo aroma de chocolate que Claire exala no ar, ela se mostra determinada – aaaai que loucura! – a fazê-lo nunca mais se esquecer dela. Só que existe uma terceira pessoa na relação (divertidíssimo, porém desbocado e inconveniente). Alguém que Carter desconhece e que, das duas uma: ou o obrigará a comprar uma passagem só de ida para o Polo Norte ou o fará o homem mais feliz do mundo!!!

Depois de mais de 1.500 páginas de um romance épico, cercada por batalhas e cabeças rolando, tudo o que eu precisava era um romance engraçadinho e despretensioso. Não se deixem assustar por essa capa horrorosa, que eu nunca teria coragem de expor em público (Kindle Unlimited novamente salvando vidas aqui), essa história é divertida e gostosa ao extremo, com um romance super gostoso, de fazer o coração bater mais rápido e te fazer suspirar. Apesar da boneca inflável na capa, já li livros muito mais eróticos. Inclusive não achei, em momento nenhum, cena alguma desnecessária. A escritora escreve com muita consciência, desenvolve muito bem seus personagens e as situações pela qual eles passam. Achei tudo bem crível, sem lenga-lenga e, de novo, estupidamente divertido. Vale a leitura, amigos, principalmente se você estava, assim como eu, saindo de uma ressaca literária terrível.


5. “A Pequena Livraria dos Corações Solitários” – Annie Darling

Era uma vez uma pequena livraria em Londres, onde Posy Morland passou a vida perdida entre as páginas de seus romances favoritos. Assim, quando Lavinia, a excêntrica dona da Bookends, morre e deixa a loja para Posy, ela se vê obrigada a colocar os livros de lado e encarar o mundo real. Porque Posy não herdou apenas um negócio quase falido, mas também a atenção indesejada do neto de Lavinia, Sebastian, conhecido como o homem mais grosseiro de Londres. Posy tem um plano astucioso e seis meses para transformar a Bookends na livraria dos seus sonhos — isso se Sebastian deixá-la em paz para trabalhar. Enquanto Posy e os amigos lutam para salvar sua amada livraria, ela se envolve em uma batalha com Sebastian, com quem começou a ter fantasias um tanto ardentes. Resta saber se, como as heroínas de seus romances favoritos, Posy vai conseguir o seu “felizes para sempre”. O primeiro livro da série A Livraria dos Corações Solitários!

Seguindo a linha romances levinhos, resolvi pegar um mais bonitinho dessa vez. No começo estranhei muito, principalmente por que tinha acabado de finalizar um livro meio desbocado, com uma escrita leve e despreocupada. Mas com o passar das páginas fui pegando o ritmo e me apaixonei por essa história e pelos personagens. A autora escreve tão bem que consegue fazer com que tenhamos as mesmas emoções de sua protagonista. No começo não via como eu ia gostar do mocinho, mas com o passar dos capítulos comecei a nutrir a mesma obsessão que a personagem principal. Este livro é doce, leve e instigante, ao mesmo tempo que é muito bem escrito, te faz torcer pelos personagens e rir e se emocionar junto com eles.


6. “Amor Verdadeiro Na Livraria dos Corações Solitários” – Annie Darling

Este é mais um romance delicioso da série A Livraria dos Corações Solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria, um “alegre bando de desajustados”, que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam. É uma verdade universalmente conhecida que uma mulher solteira, em posse de um bom emprego, quatro irmãs mandonas e um gato carente, deve estar em busca do seu verdadeiro amor. Será? Verity Love — fã de carteirinha de Jane Austen e uma introvertida em um mundo de extrovertidos — está perfeitamente feliz sozinha, muito obrigada. E seu namorado fictício, Peter Hardy, é muito útil para ajudá-la a escapar de eventos sociais indesejados. Mas, quando um mal-entendido a obriga a apresentar um total estranho como namorado para suas amigas, a vida de Verity de repente se torna muito mais complicada. Uma namorada fictícia também pode ser bem útil para Johnny. Indo contra todos os instintos de Verity, ela se deixa convencer a fazer uma parceria com ele para um único verão recheado de casamentos, aniversários e festas no jardim, com apenas uma promessa: não se apaixonarem um pelo outro. Mas isso não tem nem chance de acontecer, pois Verity jurou nunca mais ter um namorado, e o coração de Johnny já tem dona…

Eu não achava que fosse possível, mas esse segundo livro é ainda melhor que o primeiro. Apesar de seguir com a mesma escrita leve e ter todos os elementos do primeiro volume, este é totalmente diferente do anterior! Além de sair mais do ambiente da livraria, já que este romance é cheio de festas e viagens, temos uma protagonista completamente diferente daquela do primeiro livro, e eu não esperava que fosse gostar tanto dela e de tudo que diz respeito a ela como gostei. Mais uma vez tive aquela sensação de que jamais iria me apaixonar pelo mocinho e lá fui eu novamente, junto com a personagem principal, descobrindo sentimentos controversos pelo meio do caminho. Depois de apenas dois livros já me considero fã da autora que escreve romances com maestria e consegue despertar diversos sentimentos dentro da gente!


7. “Loucamente Apaixonada Na Livraria dos Corações Solitários” – Annie Darling

Novo romance da série A Livraria dos Corações Solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam. 

Cheia de tatuagens e com o cabelo cor-de-rosa, a dublê de pinup Nina adora bad boys — quanto mais cara de mau, melhor. Apesar dos receios de seus amigos, ela acredita firmemente que o amor verdadeiro só tem uma forma: selvagem, intenso e pontuado por brigas tempestuosas — como na história de Heathcliff e Cathy, o casal angustiado de O Morro dos Ventos Uivantes. E ela não vai se contentar com nada menos que isso. Mas anos de encontros marcados por aplicativo não trouxeram nada além de caras esquisitos e paqueras banais, e Nina não está nem um pouco mais perto de encontrar o amor.

Quando um homem de seu passado entra na livraria, Nina sabe que não tem nada a temer: o garoto mais nerd da escola se tornou um analista de negócios tedioso que combina o terno com a gravata, sem chance de fazer seu coração bater mais rápido. O que só mostra quão pouco Nina sabe sobre bad boys, analistas de negócios e o próprio coração.

Este é mais um romance delicioso da série A Livraria dos Corações Solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria, um “alegre bando de desajustados”, que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam.

Não vou mentir, a Nina sempre foi uma das minhas personagens favoritas, desde o primeiro livro da série, fiquei ansiosa pra chegar ao volume em que ela era a protagonista da história e vou dizer, não me decepcionei nem um pouquinho. Não sei como a Annie Darling consegue fazer isso, mas cada livro que ela lança é melhor que o anterior. Este consegue ser ainda mais apaixonante que os dois primeiros. Adorei a jornada de auto descoberta da Nina, todo o desenvolvimento da personagem foi incrível, e correndo o risco de me tornar repetitiva, mas uma vez me vi tendo os mesmos sentimentos que a personagem a respeito do mocinho, desde o inicio, indo da total falta de interesse à paixão em questão de capítulos. Não faço ideia se esse é o último livro da série ou se vamos ter mais romances ambientados nessa livraria maravilhosa, então se alguém tiver alguma informação eu vou ser imensamente grata!


8. “O Beijo Traiçoeiro” – Erin Beaty

Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama — e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas.

Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações.

Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego.

Se “Mulan” e “Orgulho e Preconceito” tivessem um filho, o nome dele seria “O Beijo Traiçoeiro”. Minha gente, vocês não tem noção do que é esse livro até começar a lê-lo! Eu ainda to meio zonza com essa história apaixonante. Tão bem escrita que eu nem vi o plot twist vindo, e olha que com o passar dos anos eu acabei desenvolvendo uma habilidade incrível pra manjar os plot twists das histórias, por isso é bem difícil me surpreender. Com uma mescla perfeita de romance, trama politica e arte da guerra, eu não consegui largar esse livro de jeito nenhum! Adorei todos os personagens, a trama complexa que se desenvolve bem debaixo do nosso nariz e, claro, o romance! Que romance apaixonante! Mal posso esperar pra ler os próximos livros!


Bom gente, é isso! Nem vou falar de novo o orgulho que estou de mim mesma por ter conseguido ler todos esses livros nesse mês, e isso por que 2 deles eram gigantescos e acho que valiam por 2 cada um! Fora que todas minhas leituras foram incríveis e eu nem consigo começar a dizer qual foi meu romance favorito desse mês.

Só espero continuar nessa maré de sorte, lendo bastante e só bons títulos! Então mês que vem tem mais livros e eu mal posso esperar para compartilhar as leituras de agosto 😀

E vocês? O que andam lendo? Me contem aqui nos comentários 😉

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[2019] Leituras de Maio, ou a resenha de “Rainha do Ar e da Escuridão”

Literatura, Na Estante

Não é surpresa pra ninguém que o mês de maio foi O PIOR MÊS DE LEITURA pra mim, desde 2018. Eu já esperava por isso, já que estava e férias e viajando.

A parte boa é que finalmente consegui ler o livro que me tomou metade do mês anterior.

A parte ruim é que só li metade de um livro em maio.

Vocês acompanham abaixo o resuminho do livro e a minha opinião sobre ele. Prometo explicar o porquê de ter demorado tanto nessa leitura:


1) “Rainha do Ar e da Escuridão” – Cassandra Clare

Rainha do Ar e da Escuridão é a conclusão épica para outra grande trilogia do universo de Instrumentos Mortais da autora best-seller Cassandra Clare.

Sangue inocente foi derramado nos degraus do Salão do Conselho, e o mundo dos Caçadores de Sombras se encontra à beira de uma guerra civil. Parte da família Blackthorn foge para Los Angeles, em uma tentativa de descobrir a origem da doença que está acabando com os bruxos. Enquanto isso, Julian e Emma tomam medidas desesperadas e embarcam em uma perigosa missão para o Reino das Fadas a fim de recuperar o Volume Negro dos Mortos. O que encontram é um segredo capaz de destruir o Mundo das Sombras e abrir um caminho tenebroso para um futuro que nunca poderiam ter imaginado. Em uma corrida contra o tempo, Emma e Julian devem salvar o mundo dos Caçadores de Sombras antes que o poder mortal da maldição parabatai destrua tudo o que amam.


Vou até mudar um pouco o formato desse post pra poder falar mais um pouco sobre o livro, já que foi o único concluído nesse mês. Não vai ser bem uma resenha, pois não vou detalhar nem nada, mas vou falar dos meus sentimentos a respeito.

Obviamente eu tenho uns mixed feelings aqui.

Entendam, Cassie Clare é uma das minhas autoras favoritas e eu passei os últimos 12 anos lendo as histórias dos Shadowhunters, então meio que sempre vou amar tudo o que ela escreve.

Minhas expectativas estavam altíssimas para ler a conclusão da trilogia de Os Artifícios das Trevas e o encerramento do arco de Julian e Emma em “Rainha do Ar e da Escuridão”, mas acabei quebrando a cara ao ir com muita sede ao pote e as coisas não serem tão perfeitas quanto eu achei que seriam.

Tipo, não foi ruim! Foi muito bom, mas tiveram coisas que me atrapalharam bastante e o primeiro problema é que esses livros demoram demais para serem lançados.

Eu havia lido “Senhor das Sombras”, o livro 2 da trilogia, em 2017, ou seja, HÁ DOIS ANOS ATRÁS. E acreditem, isso impactou muito a minha leitura. Claro que tiveram acontecimentos no final do livro anterior que foram inesquecíveis, mas grande parte daquele conteúdo se perdeu na minha memória e eu passei os primeiros capítulos do livro 3 completamente perdida.

Não bastasse estar super perdida no começo da história, o livro também começa com um ritmo bem lento e 84 pontos de vista diferentes.

Ok, não são realmente 84 POVs, mas a impressão que dá é essa, por que são muitos e nem todos eram tão interessantes assim. Pra mim isso é meio que um problema e impacta diretamente no meu ritmo de leitura. Acho que isso explica muito o por que de eu ter demorado 15 dias pra ler 300 páginas.

Deixando de lado o fato do livro enrolar demais e demorar pra pegar ritmo, ter todos aqueles pontos de vista que achei meio inúteis e que acho que poderiam ser facilmente cortados, quando ele entra nos trilhos a história suga a sua alma.

“Rainha do Ar e da Escuridão” é dividido em 3 partes e a coisa começa a ficar boa a partir da parte 2. Se eu demorei 15 dias pra ler 300 páginas, as outras 442 foram lidas basicamente em 2 dias e me deixou completamente desnorteada.

Mesmo com esses problemas no começo, é uma história muito bem estruturada e que aborda diversos plots. Acho que ali tinha história pra 2 ou 3 livros em vez de apenas 1.

Particularmente eu curto muito o arco d’A Tropa. Apesar de me deixar sempre muito puta quando lia (e ser até meio chato de ler, confesso), acho muito importante e muito legal quando autores fazem essa metáfora sobre problemas reais do governo atual dentro de seus livros. Infelizmente vivemos no Brasil um momento muito parecido com o que os norte-americanos vivem nos Estados Unidos, o que sempre faz com que a gente reflita e se identifique quando algo assim acontece. Nesse post sobre a série Supergirl eu falo um pouquinho sobre isso.

Claras referências à esses dois senhores

Apesar de ter gostado muito desse arco, detestei o final dele. Não vou dar nenhum tipo de spoiler aqui, mas a resolução pareceu meio forçada. Achei meio sem pé nem cabeça e bem conveniente (não pros mocinhos da história, sabe? por que deu merda e tal). Pareceu que a autora estava forçando uma situação que poderia ser resolvida de mil outras formas, mas que ela precisava que fosse dessa maneira. Provavelmente o final de “Rainha do Ar e da Escuridão” ficou como ficou devido à necessidade do plano de fundo da trilogia final que vai fechar as Crônicas dos Caçadores de Sombras: Os Poderes Perversos.

Fora os pontos negativos, a escrita da Cassie é impecável. Ela consegue misturar com maestria uma trama politica, caça à demônios e romance. Aconteceu tanta coisa nesse livro que me fez pirar que eu poderia ficar escrevendo aqui a noite inteira. Vou destacar algumas coisas pra vocês não acharem que só falei mal da história:

  • Toda a trajetória de Emma e Julian tem uma conclusão arrebatadora que me fez gritar e chorar, mas acredito que esse seja um dom da Cassie: seus protagonistas sempre sofrem de formas inimagináveis por amor. Você não conheceu o verdadeiro amor impossível até ler um livro da Cassandra Clare, meu bem;
  • Ty e Kit, e não vou falar mais pra não dar spoiler, mas o plot deles nesse livro foi uma das coisas que mais me causaram nervoso e me fizeram passar mal até o final. Além do mais eu shippo muito esses dois, aff…
  • Christina e todo o romance que a envolveu. Eu não quero falar demais pra não estragar a experiência de quem vai ler esse livro e berrar de excitação em certas partes, POR QUE O NEGÓCIO É BOM! Partiu meu coração no final? Partiu. Mas todo o percurso e descoberta foram incríveis! Amo como a Cassie consegue ser pioneira em inserir todas as formas de amor em seus livros de maneira super natural e verídica, sem forçar a barra. E amo e odeio o quanto ela faz até os personagens coadjuvantes sofrerem por amor;
  • Thule. Marquem esse nome, não vou dizer o que significa, mas tem todo um arco nesse livro e suspeito que ainda vá ser muito importante na última trilogia;
  • Os Blackthorn. Que família, amigos! Eles são completamente apaixonantes e já passaram por tanta merda que eu só queria que a próxima trilogia não fosse focada neles POR QUE JÁ CHEGA DE FAZER MEUS BEBÊS SOFREREM. Mas obviamente vai e com certeza não vai ser fácil pra eles.

Tem mais um milhão de pontos que eu queria citar, tanto plot, tanta coisa aconteceu nesse livro! Como disse ali em cima, foi história pra 3 partes. A única coisa que digo é: vai ser difícil de ler no começo, mas vai valer muito a pena. Com a Cassandra Clare e os nossos Caçadores de Sombras sempre vale a pena.

Acho que no final das contas isso aqui ficou realmente com cara de resenha, uma coisa meio descoordenada, mas avisei né: muitos mixed feelings aqui.

Agora que junho começou e eu voltei pra minha rotina, vamos apenas esperar que meu ritmo de leitura melhore e que eu possa trazer um post recheado de muitos livros lidos no próximo mês!

Não deixem de me contar aqui nos comentários o que vocês andam lendo 😉

[2019] Leituras de Fevereiro

Literatura, Na Estante

Minha gente, esse ano tá voando! Pisquei e fevereiro já chegou ao fim. Parece que foi ontem que eu vim aqui contar sobre as minhas Leituras de Janeiro e falar a respeito da minha resolução cheia de projetos pessoais.

O post com essas resoluções e o resumo das minhas metas de 2019 ainda vou ficar devendo, mas as minhas Leituras de Fevereiro já estão entre nós!

Na correria que foi esse segundo mês do ano acabei não resenhando nenhum livro aqui no blog, mas vou deixar vocês com o resumão de tudo o que fez a minha cabeça no quesito literatura:


1) “Tinderela e o Coração de Cristal” – Bianca Briones

Beatriz é uma mulher na casa dos trinta, que coleciona decepções amorosas. Ela não se encaixa no padrão de beleza imposto pela sociedade e não se importa muito com isso, porém sente uma necessidade imensa de ser amada, essa carência a coloca em situações que a machucam emocionalmente cada vez mais.

Em uma brincadeira de amigos, ela acaba no Tinder, um pouco receosa a princípio, depois passa a crer que poderá, enfim, encontrar o amor. 

Tinderela e o Coração de Cristal é uma história contada em 12 volumes, que serão lançados ao longo de 2019, um a cada mês, sempre na última semana. Na saga, acompanharemos um ano na vida de Beatriz, e sua busca desesperada por amor. E, assim como ela, descobriremos, aos pouquinhos, que antes de encontrar um grande amor, precisamos encontrar a nós mesmos.

Eu nunca canso da escrita da Bianca Briones, é incrível como ela consegue criar personagens tão reais e atuais. O único defeito dessa história é que é curta demais e eu já estou mais do que ansiosa pra ler o volume 2!


2) “Em Pedaços (Recomeços #1)” – Lauren Layne

Uma garota com segredos corrosivos. Um ex-soldado com cicatrizes externas e internas. Um amor que pode salvar ambos… ou destrui-los de vez.

Aos vinte e dois anos, Olivia Middleton tem Nova York aos seus pés. Por fora, ela é a garota perfeita — linda, inteligente e caridosa — mas, por dentro, guarda um segredo terrível: um erro que a afastou das duas únicas pessoas que realmente importavam na sua vida. Determinada a esquecer o passado, ela deixa Manhattan e vai trabalhar como cuidadora de um soldado recém-saído da guerra. O que ela não esperava era que seu paciente seria um jovem enigmático de vinte e quatro anos tão amargurado quanto atraente.

Paul Langdon está furioso — com o mundo, com a vida, com o seu pai e, principalmente, consigo mesmo. Depois de sofrer na pele os horrores da Guerra do Afeganistão, a última coisa que ele quer é a companhia de uma princesinha nova-iorquina linda, mimada e irritante. A presença de Olivia parece tóxica para Paul: ela o incomoda, mas ele não consegue afastá-la, por mais que tente.

Nessa recontagem moderna de A Bela e a Fera, Lauren Layne nos traz uma história irresistível de perdão, cura e, acima de tudo, amor.

Me descobri obcecada pelos livros da Lauren Layne! São histórias absurdamente clichês, que você sabe exatamente todos os pontos de virada e o final, nada surpreendente. Entretanto a escrita dela é completamente viciante e você não consegue largar o livro até chegar à página final. Terminei esse numa sentada só e em seguida já estava obcecada procurando pelo próximo.


3) “Como Num Filme (Recomeços #0.5)” – Lauren Layne

As regras são claras… até o momento em que são quebradas. Neste livro da série Recomeços, conheça a história de Ethan. As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova York e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota.

Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou?

Esse livro se passa antes dos acontecimentos de “Em Pedaços”, mas deve ser lido só após o término do primeiro. A história deste romance segue o mesmo padrão do anterior: clichê, previsível e sem nenhuma surpresa, mas também mantêm a mesma qualidade de seu predecessor: é impossível desgrudar das páginas até chegar ao final! Você consegue lê-lo de uma vez só e é aquele livro ideal para espairecer entre uma leitura mais pesada e outra.


3) “Os 27 Crushes de Molly” – Becky Albertalli

Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, vive dizendo que ela precisa ser mais corajosa, mas Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas.

Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã.

Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo?

Em Os 27 Crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar.

Eu amei muito esse livro! Terminou e eu só queria pegar a Molly e colocar ela dentro de um potinho! Eu queria virar amiga dela e dos amigos dela! Amo a escrita da Becky (mesma autora de “Simon vs. a Agenda Homo Sapiens”), amo que seus personagens são super bem construídos e como existe toda uma preocupação em retratar a inclusão de diversas etnias e tipos de opção sexual entre os seus personagens. O nome disso é representatividade e a escritora faz com maestria enquanto nos guia por uma história completamente envolvente! 

P.S.: esse livro se passa no mesmo Universo dos outros livros 
da autora, então você pode ter um infarto ou dois com a 
citação à personagens que já conhecemos e amamos!


5) “Leah Fora de Sintonia (Creekwood #2)” – Becky Albertalli

Sequência do sucesso Com Amor, Simon.

Leah odeia demonstrações públicas de afeto. Odeia clichês adolescentes. Odeia quem odeia Harry Potter. Odeia o novo namorado da mãe. Odeia pessoas fofas e felizes. Ela odeia muitas coisas e não tem o menor problema em expor suas opiniões. Mas, ultimamente, ela tem se sentido estranha, como se algo em sua vida estivesse fora de sintonia. No último ano do colégio, em poucas semanas vai ter que se despedir dos amigos, da mãe, da banda em que toca bateria, de tudo que conhece. E, para completar, seus amigos não fazem ideia de que ela pode estar apaixonada por alguém que até então odiava, uma garota que não sai de sua cabeça.

Nesta sequência do sucesso “Com Amor, Simon”, vamos mergulhar na vida e nas dúvidas da melhor amiga de Simon Spier. Em um livro só dela, mas com participações mais do que especiais dos personagens do primeiro livro, vamos acompanhar Leah em sua luta para se encontrar e saber com quem dividir suas verdades e seus sentimentos mais profundos.

Em Leah fora de sintonia, Becky Albertalli mostra por que é uma das vozes mais importantes e necessárias de sua geração. Sem nunca soar didática, a escritora lança mão dos mesmos ingredientes que tornaram “Com Amor, Simon” um sucesso mundial: a leveza, o senso de humor, a representatividade e a certeza de que vale a pena contar histórias sobre jovens que podem até estar perdidos, mas estão determinados a encontrar seu caminho.

Esse livro dividiu muitas opiniões! Principalmente por que mostra um outro lado da Leah, um bem diferente do que foi mostrado em “Simon vs. a Agenda Homo Sapiens” e eu não sei se foi por que as pessoas não entenderam bem, mas eu adorei demais essa história. A Leah não é uma personagem fácil e estar dentro da cabeça dela por 320 páginas pode não ser uma missão fácil se você não compreender a personagem. Existem motivos pra ela ser como é e, conforme a gente se aprofunda na história dela, vai compreendendo melhor suas ações. Essa é a magia desse livro e dos outros escritos pela Becky: ela não cria personagens perfeitos! Todo mundo é cheio de defeitos e dramas e tem sua própria jornada de descoberta pra percorrer. É sempre uma honra poder acompanhá-los por todo esse caminho.

P.S.: é ideal que esse livro seja lido depois do da Molly, pois têm acontecimentos relacionados.


6) “O Natal dos Neves” – Ray Tavares

A família Neves é… peculiar. Grande, barulhenta e cheia de opiniões, é exatamente o oposto do ambiente em que Isadora cresceu. Talvez seja por isso que Andrei esteja tão receoso em apresenta-la aos pais e aos irmãos durante a data mais caótica do ano: o Natal. Ou talvez seja porque ele está 100% pronto para dizer as temerosas três palavrinhas para a namorada, “eu te amo”, mas precise encontrar o momento perfeito para isso.

Observação: o conto se passa após o final de “Os 12 Signos de Valentina”, porém, antes do epílogo do livro.

Aquele conto curtinho pra matar a saudade de personagens tão queridos! Foi ótimo acompanhar a história pelo ponto de vista do Andrei e ficar suspirando a cada página pelo jeito como ele vê a Isadora. Que amor lindo! Além do romance, não podia faltar muita comédia, afinal é uma história da Ray Tavares, e se ela não me fizer gargalhar pelo menos uma vez por capítulo tem alguma coisa errada!


7) “Dumplin'” – Julie Murphy

Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação.

Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre.

Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo… até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular… e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca. Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.

Puta que pariu! Esse livro é incrível! Uma das melhores coisas que li na minha vida e acho que deveria ser lido PELO MUNDO INTEIRO! Alguém coloca ele nas pautas das escolas, todo mundo deveria conhecer a história da Will. Adorei a narrativa da Julie Murphy e se pudesse teria lido o livro inteiro de uma vez só. Ainda não conferi a adaptação para as telas, mas quero muito fazer um comparativo assim que assistir o filme na Netflix.


8) “Amor Plus Size” – Larissa Siriani

Maitê Passos é uma garota linda, de dezessete anos e mais de cem quilos. Ela passou a infância e a adolescência sendo resumida ao peso. Mas e quando é justamente esse o fator que pode mudar completamente a sua vida?

Em meio ao turbilhão do ensino médio, com uma mãe obcecada por dietas, um crush antigo por Alexandre, o cara mais gato da escola, e uma amizade deliciosa com Isaac, fotógrafo amador, Maitê vai descobrir que não precisa ser igual a todas as outras meninas para ser feliz.

Neste romance corajoso e cheio de reviravoltas, Larissa Siriani narra a história de uma jovem descobrindo seu lugar no mundo, construindo uma jornada incrível de autoconhecimento, aceitação e empoderamento.

A mensagem desse livro é maravilhosa! Se no que li anterior à ele a protagonista já era completamente empoderada, nesse a gente acompanha de perto a jornada de auto-conhecimento da personagem central, ao se dar conta que é linda exatamente do jeito que é e só precisa enxergar isso e tomar o poder para si. Adorei a história e acho que deveria ser pauta nas escolas também. Esse é um livro muito importante, que dá voz e representatividade à um público que precisa de atenção e relevância na nossa sociedade também.


9) “Um Dia dos Namorados (im)Perfeito” – Larissa Siriani

Tudo o que Isaac quer é dar à namorada um primeiro Dia dos Namorados perfeito, com direito a flores, jantar e, quem sabe, se ele der sorte, uma noite inesquecível. Mas quando tudo começa a dar errado e ele é forçado a improvisar. Isaac percebe que o mais importante não é como vai passar o dia 12 de Junho – é com quem.

Um contro amorzinho de “Amor Plus Size” que vem pra matar a saudade de personagens super queridos! Adorei que ele é do ponto de vista de Isaac e a gente pode dar uma espiadinha nos pensamentos dele! Super romântico e com pitadas de humor, não pode ficar de fora da sua lista de leituras!


10) “O Amante da Princesa” – Larissa Siriani

Um romance sensual e divertido sobre as escolhas que são feitas por nós — e sobre tomar as rédeas da vida nas próprias mãos.

Maria Amélia de Bragança é princesa do Brasil, prometida a Maximiliano Habsburgo, arquiduque da Áustria. Mas não há nada que ela deseje menos do que esse casamento: como alguém pode querer que ela se case com um homem que nem sequer conhece? O que Amélia não esperava é que seu noivo chegasse ao Palácio das Janelas Verdes, em Lisboa, acompanhado do amigo Klaus Brachmann, um homem charmoso e experiente que se sente compelido a seduzir a princesa apenas pelo prazer da conquista. Uma viagem inesperada que Maximiliano precisa fazer se mostra a oportunidade perfeita para que Klaus ensine uma coisinha ou outra a Amélia entre quatro paredes… E, conforme o jogo avança, a possibilidade de casamento se torna cada vez mais remota para a princesa, que agora precisa proteger seu coração a todo custo.

Eu fiquei completamente arrasada com o final desse livro! Sério, floi um romance arrebatador! Me apaixonei completamente por todos os personagens, torci e me identifiquei com eles, ri e me diverti, chorei e sofri e ainda me emocionei pra caramba. ESSE É UM LIVRO COMPLETO, MINHA GENTE! Esse é aquele romance histórico nacional (que ainda por cima é inspirado por personagens reais) que falta na sua estante! Amém Larissa Siriani, já quero toda uma série de livros de época inspirados em personagens reais!


11) “O Natal dos Brachmann” – Larissa Siriani

Klaus Brachmann é um homem recluso, que não quer nada além de criar sua filha em paz. Mas o Natal é uma data para ser celebrada em família, e nada impedirá Berta Prilgsheim de ver seu querido irmão este ano. E quando um desastre transforma as festas em desespero, os Brachmann precisarão se unir mais do que nunca para superarem suas dores juntos e descobrirem o verdadeiro sentido do Natal.

O conto se passa alguns anos após o livro ” O Amante da Princesa” e aqui a gente consegue visualizar como alguns personagens tão amados estão depois daqueles eventos traumáticos. Não vou mentir, chorei praticamente o conto inteiro, ainda de coração partido. Mas achei a história muito importante por dar um background pra vilã do livro e fazer a gente perceber que ela não era má só por ser, haviam motivos e aqui ela se redime.


12) “Uma História de Verão” – Pam Gonçalves

É o último verão de Analu perto de casa antes da faculdade. Entre a dificuldade de se entender com seus pais, que queriam que ela cursasse Direito e não Cinema, e as persistentes comparações com seu irmão gêmeo, André Luiz, o grande exemplo de filho que faz tudo para agradar, a garota está cansada de tanta hipocrisia e da cobrança de todos e só quer aproveitar suas férias com os amigos. O lugar é lindo, o clima está ideal e não faltam lembranças em cada cantinho da praia. Pena que nem todas são boas: a primeira decepção amorosa e grande paixão de Ana Luísa, Murilo, está de volta com o sorriso cafajeste de sempre e novas promessas. De um lado, o futuro em uma nova e incrível cidade, São Paulo; do outro, os amigos, a família e um amor traiçoeiro que ao mesmo tempo machuca e envolve.

Eu tô besta com esse livro! Foi o primeiro que li da minha xará, a Pam Gonçalves, e senti como se estivesse lendo uma das histórias da Meg Cabot, só que ambientada no nosso BRzão. Além de ser um romance para Jovens Adultos, super leve e fluído, que aborda diversos assuntos, também é uma história cotidiana, que pode estar sendo vivida por diversos jovens. O que mais amei foi o final inesperado, nem um pouco clichê, mas completamente verdadeiro. Aprendi aqui algumas lições com a Analu e vou levar essa história de verão comigo pra sempre.


Bom gente, sigo muito feliz com as minhas leituras de 2019 até agora. Todos os livros foram maravilhosos e me mantiveram nesse ritmo incrível!

Adorei que esse mês li vários livros representativos, com personagens que são gordas e empoderadas! Acho muito importante ter espaço para esse tipo de literatura nos dias de hoje, assim a gente conscientiza todas essas jovens impressionáveis que não precisa existir um padrão de beleza imposto pela sociedade, VOCÊ É LINDA SIM! O importante é se amar do jeitinho que você é!

Mês que vem eu volto com as Leituras de Março!

E vocês, o que andam lendo?

[2019] Leituras de Janeiro

Literatura, Na Estante

Todo mundo já sabe que a leitura é um dos meus maiores hobbies, entretanto o ano passado e o anterior foram meio confusos nessa área da minha vida, e acabei vacilando um pouco com a minha meta de leituras nesses anos.

Como resolvi comigo mesma que 2019 seria um ano diferente em um monte de pontos, resolvi começar colocando meus objetivos literários em ordem e criando um cronograma de leitura diário pra conseguir cumprir com todos os desafios propostos (não apenas os literários, mas vamos falar disso em um outro post).

Janeiro foi um sucesso no quesito leituras, inclusive estava numa fase maravilhosa lendo vários romances LGBT em sequência, porém, com a correria do dia a dia, não consegui resenhar aqui todos os livros que li, então resolvi compartilhar todos eles num único post, com sinopses e comentários ocasionais.

Assim sendo, confiram abaixo a lista com as Leituras de Janeiro de 2019:

1 .”Minha Vida não é uma Comédia Romântica” – Lola Salgado

Chloe Tavares não aguenta mais assistir de camarote seus planos indo por água abaixo. Já desistiu de três faculdades, cansou de lidar com as implicâncias de tia Célia e, para piorar, ser atendente de telemarketing na CarreTel está longe de ser o emprego dos sonhos (o tarado que telefona diariamente é um dos motivos). Ela precisa tomar uma atitude e dar um jeito em sua vida. Por que, então, não começar com um amor como o das comédias românticas? É o item mais fácil da lista, certo? Porém, ela nem podia sonhar que acabaria sendo amaldiçoada no caminho. E, dentre todas as coisas saindo do controle, talvez a pior seja o fato de o seu melhor amigo, Tales Gentil, começar a provocar coisas esquisitas em seu coração.

A resenha completa deste livro vocês encontram aqui 😀


2. “O Primeiro Natal – Um conto da série Batidas Perdidas” – Bianca Briones

O Primeiro Natal é um conto da série Batidas Perdidas, em que Rafael e Viviane retornam para mostrar seu primeiro Natal como pais.
Nessa época tão linda e encantadora do ano, veremos como está a vida dos dois, como estão lidando com as perdas que tiveram ao longo dos anos e o quanto seu amor é forte para sustentá-los.



Este livro acabei não conseguindo resenhar, mas é sempre uma delicia poder reencontrar esses personagens que a gente tanto ama, principalmente num conto tão cheio de emoção quanto esse.


3. “Quinze Dias” – Vitor Martins

Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática. 

Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho. 

Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.

A resenha completa deste livro vocês encontram aqui 😀


4. “Um Milhão de Finais Felizes” – Vitor Martins

Jonas não sabe muito bem o que fazer da vida. Entre suas leituras e ideias para livros anotadas em um caderninho de bolso, ele precisa dar conta de seus turnos no Rocket Café e ainda lidar com o conservadorismo de seus pais, sua mãe alimenta a esperança de que ele volte a frequentar a igreja, e seu pai não faz muito por ele além de trazer problemas.
Mas é quando ele conhece Arthur, um belo garoto de barba ruiva, que Jonas passa a questionar por quanto tempo conseguirá viver sob as expectativas de seus pais, fingindo ser uma pessoa diferente de quem é de verdade. Buscando conforto em seus amigos (e na sua história sobre dois piratas bonitões que se parecem muito com ele e Arthur), Jonas entenderá o verdadeiro significado de família e amizade, e descobrirá o poder de uma boa história.

Gente, esse livro! Eu não consigo nem explicar o turbilhão de emoções em que entrei ao ler esse livro! A única coisa que posso dizer é que quero ler Sereios Gays, então providenciem! 
(e se vocês não sabem do que estou falando, é por que está na hora de lerem essa história maravilhosa!)


5. “Você tem a Vida Inteira” – Lucas Rocha

As vidas de Ian, Victor e Henrique se encontram de uma forma inesperada.
Ian conhece Victor no dia em que recebe o resultado de seu teste rápido de HIV. Os dois são universitários. Victor está envolvido com Henrique. Ian está solteiro. Os três são gays.
Dois deles têm a vida atingida pela notícia de um diagnóstico positivo para o HIV. Um não tem o vírus. Um está indetectável. Dois estão apaixonados. Henrique é mais velho e, depois de Victor, pensou que poderia acreditar de novo em alguém. Victor têm medo do que o amor pode trazer para a sua vida. Ian sequer sabe se será capaz de amar. Os três são, ao mesmo tempo, heróis e vilões de uma história que não é sobre culpa, mas sim sobre amor, amigos e sobre como podemos formar nossas próprias famílias.

Eu fiquei tão impactada com esse livro. Só soube chorar com aquele final maravilhoso. E a mensagem mais importante, acima de tudo é: “Está tudo bem”.


6. “O Guia do Cavalheiro para o Vício e a Virtude” – Mackenzi Lee

Uma aventura romântica do século XVIII para a era moderna. Simon Versus a Agenda Homo Sapiens, encontra os anos 1700.

Henry “Monty” Montague nasceu e foi criado para ser um cavalheiro, mas nunca foi domado. Os melhores internatos da Inglaterra e a constante desaprovação do pai não conseguiram conter nenhuma das suas paixões – jogos de azar, álcool e dividir a cama com mulheres e homens.

Mas agora sua busca constante por uma vida cheia de prazeres e vícios está em risco. O pai quer que ele tome conta dos negócios da família. Mas antes Monty vai partir em seu Grand Tour pela Europa, com a irmã mais nova, Felicity, e o melhor amigo, Percy – por quem ele mantém uma paixão inconsequente e impossível. Monty decide fazer desta última escapada umafesta hedonista e flertar com Percy de Paris a Roma. Mas quando uma de suas decisões imprudentes transforma a viagem em uma angustiante caçada através da Europa, isso faz com que ele questione tudo o que conhece, incluindo sua relação com o garoto que ele adora.

Este, com certeza, foi um dos livros mais apaixonantes que já li em toda a minha vida! Fiquei muito impactada com a história, não apenas o romance me tirou o chão, mas toda a aventura e o mistério me deixaram sem fôlego.


7. “Apenas uma Garota” – Meredith Russo

Prestes a entrar na vida adulta, Amanda Hardy acabou de mudar de cidade, mas a verdadeira mudança de sua vida vai ser encarar algo muito mais importante: a afirmação de sua identidade. Tudo que ela mais quer é viver como qualquer outra garota. E, embora acredite firmemente que toda mudança traz a promessa de um recomeço, ainda não se sente livre para criar laços afetivos. Até que ela conhece Grant, um garoto diferente de todos os outros. Ela não consegue evitar: aos poucos, vai permitindo que Grant entre em sua vida. Quanto mais eles convivem, mais ela se sente impelida a se abrir e revelar seu passado, mas ao mesmo tempo tem muito medo do que pode acontecer se ele souber toda a verdade. Porque o segredo que Amanda esconde é que ela era um menino.

Em seu romance de estreia, Meredith Russo retrata o processo de transição de uma adolescente transexual, parcialmente inspirada em suas próprias experiências. Enquanto traz à tona questões difíceis como dilemas existenciais, preconceito e bullying, o livro também fala de forma esperançosa e leve sobre amizade, descobertas e autoaceitação.

Achei esse livro muito importante. Embora a história tenha me parecido um pouco fraca e superficial, a gente não pode negar a importância de um livro escrito por uma mulher trans, com uma protagonista trans e uma modelo trans na capa, abrindo caminho para muitos outros livros com este tema.


8. “Fera” – Brie Spangler

Dylan não é como a maior parte dos garotos de quinze anos. Ele é corpulento, tem quase dois metros de altura e tantos pelos no corpo que acabou ganhando o apelido de Fera na escola. Quando ele conhece Jamie, em uma sessão de terapia em grupo para adolescentes, se apaixona quase instantaneamente. Ela é linda, engraçada, inteligente e, ao contrário de todas as pessoas de sua idade, parece não se importar nem um pouco com a aparência dele. O que Dylan não sabe de início, porém, é que Jamie também não é como a maioria das garotas de quinze anos – ela é transgênera, ou seja, se identifica com o gênero feminino, mas foi designada com o sexo masculino ao nascer. Agora Dylan vai ter que decidir entre esconder seus sentimentos por medo do que os outros podem pensar ou enfrentar seus preconceitos e seguir seu coração.

Enquanto minha leitura anterior à essa foi um tanto quanto rasa, este livro, mesmo não tendo a protagonista trans, foi muito mais intenso e impactante. Nós não temos em nenhum momento o ponto de vista da Jamie, mas é possível sentir suas emoções e ter uma empatia gigantesca pela personagem. Além de falar sobre uma adolescente transgênera, o livro também aborda o bullying, o medo, o preconceito e a aceitação do próprio corpo, seja você transgênero ou não.


Enfim gente, essas foram as minhas leituras de janeiro. Preciso dizer que estou bem orgulhosa de ter voltado ao meu antigo ritmo, já que fiquei bem chateada comigo mesma quando vi que a minha lista de leituras de 2018 contou apenas com 30 livros 💔

Agora é só manter o ritmo e voltar no final de fevereiro com a minha listinha de livros do mês 😉

E aí, o que vocês estão lendo?

“Estilhaça-me”

Literatura, Na Estante

A resenha de hoje vem lá o fundo do meu bau, ou da minha estante, e vai falar de um dos livros distópicos mais apaixonantes que já li!

Encantador, poético e vertiginoso são apenas alguns adjetivos que uso para me referir à “Estilhaça-me”, de Tahereh Mafi.

Como todos sabem, ou não, tenho um enorme fraco por romances distópicos que costumam ser mais platônicos que qualquer outra coisa. Normalmente se passando em sociedades opressoras, onde um simples toque é um crime, e o amor proibido dos protagonistas te faz devorar páginas e mais páginas sem se dar conta do tempo. Esses romances me conquistam e fazem meu coração doer, mesmo sendo muito parecidos entre eles, com elementos já conhecidos, eles têm suas diferenças e características que os fazem únicos.

No romance de Tahereh Mafi, Juliette não toca alguém há exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez (que foi por acidente) foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas o Restabelecimento tem planos para ela. Planos para usá-la como arma. E Juliette tem seus planos. Após uma vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez — e para obter um futuro com o único garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.

Acho que o que faz de “Estilhaça-me” um romance único é o jeito com que Tahereh Mafi escreve. Nunca li nada parecido. No começo pareceu confuso, mas a partir do momento em que você entra no embalo das frases e sentenças tudo parece fazer mais sentido, fluir melhor, soa mais verdadeiro. É como se você estivesse sob pele da protagonista, com as emoções a flor da pele. Não acho que algum dia uma personagem tenha sido tão desnudada aos olhos do leitor quanto Juliette Ferrars foi nesse primeiro romance da autora.

A história se passa num futuro não muito distante, onde a Terra está morrendo, arrasada e devastada pela inconsequência do homem. As nuvens são das cores erradas, os pássaros não voam mais, os animais estão doentes e a população está morrendo de fome, sendo controlada pel’O Restabelecimento, que prometeu fazer a sociedade voltar a ser o que era antes.

Não é surpresa nenhuma quando tudo o que O Restabelecimento faz é oprimir os cidadãos, matar os fortes demais para uma rebelião, desprezar idosos e crianças. Vamos conhecendo essa realidade no decorrer do livro, morrendo de curiosidade para saber mais e descobrir o que aconteceu, já que a protagonista (nossos olhos e ouvidos nessa história) está presa em um manicômio há cerca de 3 anos e há 264 dias não toca ninguém.

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Juliette é uma garota de 17 anos, e um dos únicos personagens essencialmente bons a quem me afeiçoei. Normalmente tenho uma queda por personagens com desvios de caráter e os bonzinhos demais chegam a me irritar. Mas foi diferente com a mocinha de Tahereh Mafi, talvez por causa de seu dom, que me lembrou tanto a minha personagem favorita dos X-Men, que foi impossível não gostar.

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O toque de Juliette é letal, até mesmo fatal. Seus próprios pais lhe viraram as costas e ela sempre sofreu com o preconceito e a culpa de ser quem é. No inicio da trama é possível pensar que a personagem tenha até enlouquecido durante os anos de confinamento. A repetição de palavras, uma atrás da outra, as sentenças riscadas, o querer e não poder querer, ela é um livro aberto para o leitor, insana e esquecida de quem é. Pelo menos até ganhar um colega de cela, que faz perguntas demais e não responde nenhuma das dela.

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Adam é um garoto que deve ter a idade dela, com tatuagens nos braços, olhos profundamente azuis e um sorriso fácil. O motivo de ele estar ali é um mistério e não sei dizer se é por que vemos tudo pelos olhos de Juliette (e tudo com ela é tão intenso e real que você acaba assimilando suas emoções), mas simplesmente não tem como não se apaixonar por ele.

E como dito anteriormente, costumo ter um fraco por personagens com desvios de caráter. Nesse livro não é diferente. Nosso vilão é o líder do Setor 45, que têm uma obsessão por Juliette e pelo poder dela. Apesar de ter apenas 19 anos, Warner é implacável, gosta de poder e está disposto a tudo para obtê-lo e mantê-lo. Ele pode ser bem desprezível, mas vou confessar, gostei muito dele.

Outra coisa que também gostei muito nesse livro é o crescimento da personagem principal. Conforme a história evolui, a própria Juliette evolui também. Conforme ela vai ficando mais sã as frases riscadas vão ficando mais raras no decorrer das páginas. Há verdade em seus pensamentos sobre si mesma, sobre as situações em que ela se encontra, sobre Adam e até mesmo sobre Warner.

Este primeiro livro fecha um ciclo de autoconhecimento para Juliette e nos dá um formidável gancho para a continuação, “Liberta-me”. Antes deste, ainda temos um e-book do ponto de vista de Warner, uma espécie de “1.5” intitulado “Destrua-me”, e disponibilizado gratuitamente. E esse e-book, juro, mexeu com todos os meus feelings em relação ao vilão que adorava odiar e agora adoro amar!

Além de “Liberta-me” a série ainda conta com “Incendeia-me”, o 3º livro, e um e-book com o ponto de vista de Adam, o “2,5”, “Fragmenta-me”.

Essa ano a autora resolveu ressuscitar a série com uma nova trilogia. O 4º livro, “Restaura-me”, foi lançado aqui no Brasil pela Universo dos Livros, e a Tahereh já divulgou a capa do 5º volume, “Shadow Me”, que deve ser lançado em março de 2019 nos Estados Unidos.

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Sinceramente, eu ainda não tenho certeza se quero ler essa segunda trilogia. Sou terrivelmente traumatizada com “segundas trilogias” (obrigada por isso, Cassie Clare), e li algumas resenhas bem negativas sobre “Restaura-me”.

Enfim, quem aí já leu “Estilhaça-me”? O que acharam?

Me contem aqui nos comentários 😉