[2019] Leituras de Fevereiro

Literatura, Na Estante

Minha gente, esse ano tá voando! Pisquei e fevereiro já chegou ao fim. Parece que foi ontem que eu vim aqui contar sobre as minhas Leituras de Janeiro e falar a respeito da minha resolução cheia de projetos pessoais.

O post com essas resoluções e o resumo das minhas metas de 2019 ainda vou ficar devendo, mas as minhas Leituras de Fevereiro já estão entre nós!

Na correria que foi esse segundo mês do ano acabei não resenhando nenhum livro aqui no blog, mas vou deixar vocês com o resumão de tudo o que fez a minha cabeça no quesito literatura:


1) “Tinderela e o Coração de Cristal” – Bianca Briones

Beatriz é uma mulher na casa dos trinta, que coleciona decepções amorosas. Ela não se encaixa no padrão de beleza imposto pela sociedade e não se importa muito com isso, porém sente uma necessidade imensa de ser amada, essa carência a coloca em situações que a machucam emocionalmente cada vez mais.

Em uma brincadeira de amigos, ela acaba no Tinder, um pouco receosa a princípio, depois passa a crer que poderá, enfim, encontrar o amor. 

Tinderela e o Coração de Cristal é uma história contada em 12 volumes, que serão lançados ao longo de 2019, um a cada mês, sempre na última semana. Na saga, acompanharemos um ano na vida de Beatriz, e sua busca desesperada por amor. E, assim como ela, descobriremos, aos pouquinhos, que antes de encontrar um grande amor, precisamos encontrar a nós mesmos.

Eu nunca canso da escrita da Bianca Briones, é incrível como ela consegue criar personagens tão reais e atuais. O único defeito dessa história é que é curta demais e eu já estou mais do que ansiosa pra ler o volume 2!


2) “Em Pedaços (Recomeços #1)” – Lauren Layne

Uma garota com segredos corrosivos. Um ex-soldado com cicatrizes externas e internas. Um amor que pode salvar ambos… ou destrui-los de vez.

Aos vinte e dois anos, Olivia Middleton tem Nova York aos seus pés. Por fora, ela é a garota perfeita — linda, inteligente e caridosa — mas, por dentro, guarda um segredo terrível: um erro que a afastou das duas únicas pessoas que realmente importavam na sua vida. Determinada a esquecer o passado, ela deixa Manhattan e vai trabalhar como cuidadora de um soldado recém-saído da guerra. O que ela não esperava era que seu paciente seria um jovem enigmático de vinte e quatro anos tão amargurado quanto atraente.

Paul Langdon está furioso — com o mundo, com a vida, com o seu pai e, principalmente, consigo mesmo. Depois de sofrer na pele os horrores da Guerra do Afeganistão, a última coisa que ele quer é a companhia de uma princesinha nova-iorquina linda, mimada e irritante. A presença de Olivia parece tóxica para Paul: ela o incomoda, mas ele não consegue afastá-la, por mais que tente.

Nessa recontagem moderna de A Bela e a Fera, Lauren Layne nos traz uma história irresistível de perdão, cura e, acima de tudo, amor.

Me descobri obcecada pelos livros da Lauren Layne! São histórias absurdamente clichês, que você sabe exatamente todos os pontos de virada e o final, nada surpreendente. Entretanto a escrita dela é completamente viciante e você não consegue largar o livro até chegar à página final. Terminei esse numa sentada só e em seguida já estava obcecada procurando pelo próximo.


3) “Como Num Filme (Recomeços #0.5)” – Lauren Layne

As regras são claras… até o momento em que são quebradas. Neste livro da série Recomeços, conheça a história de Ethan. As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova York e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota.

Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou?

Esse livro se passa antes dos acontecimentos de “Em Pedaços”, mas deve ser lido só após o término do primeiro. A história deste romance segue o mesmo padrão do anterior: clichê, previsível e sem nenhuma surpresa, mas também mantêm a mesma qualidade de seu predecessor: é impossível desgrudar das páginas até chegar ao final! Você consegue lê-lo de uma vez só e é aquele livro ideal para espairecer entre uma leitura mais pesada e outra.


3) “Os 27 Crushes de Molly” – Becky Albertalli

Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, vive dizendo que ela precisa ser mais corajosa, mas Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas.

Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã.

Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo?

Em Os 27 Crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar.

Eu amei muito esse livro! Terminou e eu só queria pegar a Molly e colocar ela dentro de um potinho! Eu queria virar amiga dela e dos amigos dela! Amo a escrita da Becky (mesma autora de “Simon vs. a Agenda Homo Sapiens”), amo que seus personagens são super bem construídos e como existe toda uma preocupação em retratar a inclusão de diversas etnias e tipos de opção sexual entre os seus personagens. O nome disso é representatividade e a escritora faz com maestria enquanto nos guia por uma história completamente envolvente! 

P.S.: esse livro se passa no mesmo Universo dos outros livros 
da autora, então você pode ter um infarto ou dois com a 
citação à personagens que já conhecemos e amamos!


5) “Leah Fora de Sintonia (Creekwood #2)” – Becky Albertalli

Sequência do sucesso Com Amor, Simon.

Leah odeia demonstrações públicas de afeto. Odeia clichês adolescentes. Odeia quem odeia Harry Potter. Odeia o novo namorado da mãe. Odeia pessoas fofas e felizes. Ela odeia muitas coisas e não tem o menor problema em expor suas opiniões. Mas, ultimamente, ela tem se sentido estranha, como se algo em sua vida estivesse fora de sintonia. No último ano do colégio, em poucas semanas vai ter que se despedir dos amigos, da mãe, da banda em que toca bateria, de tudo que conhece. E, para completar, seus amigos não fazem ideia de que ela pode estar apaixonada por alguém que até então odiava, uma garota que não sai de sua cabeça.

Nesta sequência do sucesso “Com Amor, Simon”, vamos mergulhar na vida e nas dúvidas da melhor amiga de Simon Spier. Em um livro só dela, mas com participações mais do que especiais dos personagens do primeiro livro, vamos acompanhar Leah em sua luta para se encontrar e saber com quem dividir suas verdades e seus sentimentos mais profundos.

Em Leah fora de sintonia, Becky Albertalli mostra por que é uma das vozes mais importantes e necessárias de sua geração. Sem nunca soar didática, a escritora lança mão dos mesmos ingredientes que tornaram “Com Amor, Simon” um sucesso mundial: a leveza, o senso de humor, a representatividade e a certeza de que vale a pena contar histórias sobre jovens que podem até estar perdidos, mas estão determinados a encontrar seu caminho.

Esse livro dividiu muitas opiniões! Principalmente por que mostra um outro lado da Leah, um bem diferente do que foi mostrado em “Simon vs. a Agenda Homo Sapiens” e eu não sei se foi por que as pessoas não entenderam bem, mas eu adorei demais essa história. A Leah não é uma personagem fácil e estar dentro da cabeça dela por 320 páginas pode não ser uma missão fácil se você não compreender a personagem. Existem motivos pra ela ser como é e, conforme a gente se aprofunda na história dela, vai compreendendo melhor suas ações. Essa é a magia desse livro e dos outros escritos pela Becky: ela não cria personagens perfeitos! Todo mundo é cheio de defeitos e dramas e tem sua própria jornada de descoberta pra percorrer. É sempre uma honra poder acompanhá-los por todo esse caminho.

P.S.: é ideal que esse livro seja lido depois do da Molly, pois têm acontecimentos relacionados.


6) “O Natal dos Neves” – Ray Tavares

A família Neves é… peculiar. Grande, barulhenta e cheia de opiniões, é exatamente o oposto do ambiente em que Isadora cresceu. Talvez seja por isso que Andrei esteja tão receoso em apresenta-la aos pais e aos irmãos durante a data mais caótica do ano: o Natal. Ou talvez seja porque ele está 100% pronto para dizer as temerosas três palavrinhas para a namorada, “eu te amo”, mas precise encontrar o momento perfeito para isso.

Observação: o conto se passa após o final de “Os 12 Signos de Valentina”, porém, antes do epílogo do livro.

Aquele conto curtinho pra matar a saudade de personagens tão queridos! Foi ótimo acompanhar a história pelo ponto de vista do Andrei e ficar suspirando a cada página pelo jeito como ele vê a Isadora. Que amor lindo! Além do romance, não podia faltar muita comédia, afinal é uma história da Ray Tavares, e se ela não me fizer gargalhar pelo menos uma vez por capítulo tem alguma coisa errada!


7) “Dumplin'” – Julie Murphy

Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação.

Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre.

Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo… até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular… e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca. Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.

Puta que pariu! Esse livro é incrível! Uma das melhores coisas que li na minha vida e acho que deveria ser lido PELO MUNDO INTEIRO! Alguém coloca ele nas pautas das escolas, todo mundo deveria conhecer a história da Will. Adorei a narrativa da Julie Murphy e se pudesse teria lido o livro inteiro de uma vez só. Ainda não conferi a adaptação para as telas, mas quero muito fazer um comparativo assim que assistir o filme na Netflix.


8) “Amor Plus Size” – Larissa Siriani

Maitê Passos é uma garota linda, de dezessete anos e mais de cem quilos. Ela passou a infância e a adolescência sendo resumida ao peso. Mas e quando é justamente esse o fator que pode mudar completamente a sua vida?

Em meio ao turbilhão do ensino médio, com uma mãe obcecada por dietas, um crush antigo por Alexandre, o cara mais gato da escola, e uma amizade deliciosa com Isaac, fotógrafo amador, Maitê vai descobrir que não precisa ser igual a todas as outras meninas para ser feliz.

Neste romance corajoso e cheio de reviravoltas, Larissa Siriani narra a história de uma jovem descobrindo seu lugar no mundo, construindo uma jornada incrível de autoconhecimento, aceitação e empoderamento.

A mensagem desse livro é maravilhosa! Se no que li anterior à ele a protagonista já era completamente empoderada, nesse a gente acompanha de perto a jornada de auto-conhecimento da personagem central, ao se dar conta que é linda exatamente do jeito que é e só precisa enxergar isso e tomar o poder para si. Adorei a história e acho que deveria ser pauta nas escolas também. Esse é um livro muito importante, que dá voz e representatividade à um público que precisa de atenção e relevância na nossa sociedade também.


9) “Um Dia dos Namorados (im)Perfeito” – Larissa Siriani

Tudo o que Isaac quer é dar à namorada um primeiro Dia dos Namorados perfeito, com direito a flores, jantar e, quem sabe, se ele der sorte, uma noite inesquecível. Mas quando tudo começa a dar errado e ele é forçado a improvisar. Isaac percebe que o mais importante não é como vai passar o dia 12 de Junho – é com quem.

Um contro amorzinho de “Amor Plus Size” que vem pra matar a saudade de personagens super queridos! Adorei que ele é do ponto de vista de Isaac e a gente pode dar uma espiadinha nos pensamentos dele! Super romântico e com pitadas de humor, não pode ficar de fora da sua lista de leituras!


10) “O Amante da Princesa” – Larissa Siriani

Um romance sensual e divertido sobre as escolhas que são feitas por nós — e sobre tomar as rédeas da vida nas próprias mãos.

Maria Amélia de Bragança é princesa do Brasil, prometida a Maximiliano Habsburgo, arquiduque da Áustria. Mas não há nada que ela deseje menos do que esse casamento: como alguém pode querer que ela se case com um homem que nem sequer conhece? O que Amélia não esperava é que seu noivo chegasse ao Palácio das Janelas Verdes, em Lisboa, acompanhado do amigo Klaus Brachmann, um homem charmoso e experiente que se sente compelido a seduzir a princesa apenas pelo prazer da conquista. Uma viagem inesperada que Maximiliano precisa fazer se mostra a oportunidade perfeita para que Klaus ensine uma coisinha ou outra a Amélia entre quatro paredes… E, conforme o jogo avança, a possibilidade de casamento se torna cada vez mais remota para a princesa, que agora precisa proteger seu coração a todo custo.

Eu fiquei completamente arrasada com o final desse livro! Sério, floi um romance arrebatador! Me apaixonei completamente por todos os personagens, torci e me identifiquei com eles, ri e me diverti, chorei e sofri e ainda me emocionei pra caramba. ESSE É UM LIVRO COMPLETO, MINHA GENTE! Esse é aquele romance histórico nacional (que ainda por cima é inspirado por personagens reais) que falta na sua estante! Amém Larissa Siriani, já quero toda uma série de livros de época inspirados em personagens reais!


11) “O Natal dos Brachmann” – Larissa Siriani

Klaus Brachmann é um homem recluso, que não quer nada além de criar sua filha em paz. Mas o Natal é uma data para ser celebrada em família, e nada impedirá Berta Prilgsheim de ver seu querido irmão este ano. E quando um desastre transforma as festas em desespero, os Brachmann precisarão se unir mais do que nunca para superarem suas dores juntos e descobrirem o verdadeiro sentido do Natal.

O conto se passa alguns anos após o livro ” O Amante da Princesa” e aqui a gente consegue visualizar como alguns personagens tão amados estão depois daqueles eventos traumáticos. Não vou mentir, chorei praticamente o conto inteiro, ainda de coração partido. Mas achei a história muito importante por dar um background pra vilã do livro e fazer a gente perceber que ela não era má só por ser, haviam motivos e aqui ela se redime.


12) “Uma História de Verão” – Pam Gonçalves

É o último verão de Analu perto de casa antes da faculdade. Entre a dificuldade de se entender com seus pais, que queriam que ela cursasse Direito e não Cinema, e as persistentes comparações com seu irmão gêmeo, André Luiz, o grande exemplo de filho que faz tudo para agradar, a garota está cansada de tanta hipocrisia e da cobrança de todos e só quer aproveitar suas férias com os amigos. O lugar é lindo, o clima está ideal e não faltam lembranças em cada cantinho da praia. Pena que nem todas são boas: a primeira decepção amorosa e grande paixão de Ana Luísa, Murilo, está de volta com o sorriso cafajeste de sempre e novas promessas. De um lado, o futuro em uma nova e incrível cidade, São Paulo; do outro, os amigos, a família e um amor traiçoeiro que ao mesmo tempo machuca e envolve.

Eu tô besta com esse livro! Foi o primeiro que li da minha xará, a Pam Gonçalves, e senti como se estivesse lendo uma das histórias da Meg Cabot, só que ambientada no nosso BRzão. Além de ser um romance para Jovens Adultos, super leve e fluído, que aborda diversos assuntos, também é uma história cotidiana, que pode estar sendo vivida por diversos jovens. O que mais amei foi o final inesperado, nem um pouco clichê, mas completamente verdadeiro. Aprendi aqui algumas lições com a Analu e vou levar essa história de verão comigo pra sempre.


Bom gente, sigo muito feliz com as minhas leituras de 2019 até agora. Todos os livros foram maravilhosos e me mantiveram nesse ritmo incrível!

Adorei que esse mês li vários livros representativos, com personagens que são gordas e empoderadas! Acho muito importante ter espaço para esse tipo de literatura nos dias de hoje, assim a gente conscientiza todas essas jovens impressionáveis que não precisa existir um padrão de beleza imposto pela sociedade, VOCÊ É LINDA SIM! O importante é se amar do jeitinho que você é!

Mês que vem eu volto com as Leituras de Março!

E vocês, o que andam lendo?

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[2019] Leituras de Janeiro

Literatura, Na Estante

Todo mundo já sabe que a leitura é um dos meus maiores hobbies, entretanto o ano passado e o anterior foram meio confusos nessa área da minha vida, e acabei vacilando um pouco com a minha meta de leituras nesses anos.

Como resolvi comigo mesma que 2019 seria um ano diferente em um monte de pontos, resolvi começar colocando meus objetivos literários em ordem e criando um cronograma de leitura diário pra conseguir cumprir com todos os desafios propostos (não apenas os literários, mas vamos falar disso em um outro post).

Janeiro foi um sucesso no quesito leituras, inclusive estava numa fase maravilhosa lendo vários romances LGBT em sequência, porém, com a correria do dia a dia, não consegui resenhar aqui todos os livros que li, então resolvi compartilhar todos eles num único post, com sinopses e comentários ocasionais.

Assim sendo, confiram abaixo a lista com as Leituras de Janeiro de 2019:

1 .”Minha Vida não é uma Comédia Romântica” – Lola Salgado

Chloe Tavares não aguenta mais assistir de camarote seus planos indo por água abaixo. Já desistiu de três faculdades, cansou de lidar com as implicâncias de tia Célia e, para piorar, ser atendente de telemarketing na CarreTel está longe de ser o emprego dos sonhos (o tarado que telefona diariamente é um dos motivos). Ela precisa tomar uma atitude e dar um jeito em sua vida. Por que, então, não começar com um amor como o das comédias românticas? É o item mais fácil da lista, certo? Porém, ela nem podia sonhar que acabaria sendo amaldiçoada no caminho. E, dentre todas as coisas saindo do controle, talvez a pior seja o fato de o seu melhor amigo, Tales Gentil, começar a provocar coisas esquisitas em seu coração.

A resenha completa deste livro vocês encontram aqui 😀


2. “O Primeiro Natal – Um conto da série Batidas Perdidas” – Bianca Briones

O Primeiro Natal é um conto da série Batidas Perdidas, em que Rafael e Viviane retornam para mostrar seu primeiro Natal como pais.
Nessa época tão linda e encantadora do ano, veremos como está a vida dos dois, como estão lidando com as perdas que tiveram ao longo dos anos e o quanto seu amor é forte para sustentá-los.



Este livro acabei não conseguindo resenhar, mas é sempre uma delicia poder reencontrar esses personagens que a gente tanto ama, principalmente num conto tão cheio de emoção quanto esse.


3. “Quinze Dias” – Vitor Martins

Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática. 

Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho. 

Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.

A resenha completa deste livro vocês encontram aqui 😀


4. “Um Milhão de Finais Felizes” – Vitor Martins

Jonas não sabe muito bem o que fazer da vida. Entre suas leituras e ideias para livros anotadas em um caderninho de bolso, ele precisa dar conta de seus turnos no Rocket Café e ainda lidar com o conservadorismo de seus pais, sua mãe alimenta a esperança de que ele volte a frequentar a igreja, e seu pai não faz muito por ele além de trazer problemas.
Mas é quando ele conhece Arthur, um belo garoto de barba ruiva, que Jonas passa a questionar por quanto tempo conseguirá viver sob as expectativas de seus pais, fingindo ser uma pessoa diferente de quem é de verdade. Buscando conforto em seus amigos (e na sua história sobre dois piratas bonitões que se parecem muito com ele e Arthur), Jonas entenderá o verdadeiro significado de família e amizade, e descobrirá o poder de uma boa história.

Gente, esse livro! Eu não consigo nem explicar o turbilhão de emoções em que entrei ao ler esse livro! A única coisa que posso dizer é que quero ler Sereios Gays, então providenciem! 
(e se vocês não sabem do que estou falando, é por que está na hora de lerem essa história maravilhosa!)


5. “Você tem a Vida Inteira” – Lucas Rocha

As vidas de Ian, Victor e Henrique se encontram de uma forma inesperada.
Ian conhece Victor no dia em que recebe o resultado de seu teste rápido de HIV. Os dois são universitários. Victor está envolvido com Henrique. Ian está solteiro. Os três são gays.
Dois deles têm a vida atingida pela notícia de um diagnóstico positivo para o HIV. Um não tem o vírus. Um está indetectável. Dois estão apaixonados. Henrique é mais velho e, depois de Victor, pensou que poderia acreditar de novo em alguém. Victor têm medo do que o amor pode trazer para a sua vida. Ian sequer sabe se será capaz de amar. Os três são, ao mesmo tempo, heróis e vilões de uma história que não é sobre culpa, mas sim sobre amor, amigos e sobre como podemos formar nossas próprias famílias.

Eu fiquei tão impactada com esse livro. Só soube chorar com aquele final maravilhoso. E a mensagem mais importante, acima de tudo é: “Está tudo bem”.


6. “O Guia do Cavalheiro para o Vício e a Virtude” – Mackenzi Lee

Uma aventura romântica do século XVIII para a era moderna. Simon Versus a Agenda Homo Sapiens, encontra os anos 1700.

Henry “Monty” Montague nasceu e foi criado para ser um cavalheiro, mas nunca foi domado. Os melhores internatos da Inglaterra e a constante desaprovação do pai não conseguiram conter nenhuma das suas paixões – jogos de azar, álcool e dividir a cama com mulheres e homens.

Mas agora sua busca constante por uma vida cheia de prazeres e vícios está em risco. O pai quer que ele tome conta dos negócios da família. Mas antes Monty vai partir em seu Grand Tour pela Europa, com a irmã mais nova, Felicity, e o melhor amigo, Percy – por quem ele mantém uma paixão inconsequente e impossível. Monty decide fazer desta última escapada umafesta hedonista e flertar com Percy de Paris a Roma. Mas quando uma de suas decisões imprudentes transforma a viagem em uma angustiante caçada através da Europa, isso faz com que ele questione tudo o que conhece, incluindo sua relação com o garoto que ele adora.

Este, com certeza, foi um dos livros mais apaixonantes que já li em toda a minha vida! Fiquei muito impactada com a história, não apenas o romance me tirou o chão, mas toda a aventura e o mistério me deixaram sem fôlego.


7. “Apenas uma Garota” – Meredith Russo

Prestes a entrar na vida adulta, Amanda Hardy acabou de mudar de cidade, mas a verdadeira mudança de sua vida vai ser encarar algo muito mais importante: a afirmação de sua identidade. Tudo que ela mais quer é viver como qualquer outra garota. E, embora acredite firmemente que toda mudança traz a promessa de um recomeço, ainda não se sente livre para criar laços afetivos. Até que ela conhece Grant, um garoto diferente de todos os outros. Ela não consegue evitar: aos poucos, vai permitindo que Grant entre em sua vida. Quanto mais eles convivem, mais ela se sente impelida a se abrir e revelar seu passado, mas ao mesmo tempo tem muito medo do que pode acontecer se ele souber toda a verdade. Porque o segredo que Amanda esconde é que ela era um menino.

Em seu romance de estreia, Meredith Russo retrata o processo de transição de uma adolescente transexual, parcialmente inspirada em suas próprias experiências. Enquanto traz à tona questões difíceis como dilemas existenciais, preconceito e bullying, o livro também fala de forma esperançosa e leve sobre amizade, descobertas e autoaceitação.

Achei esse livro muito importante. Embora a história tenha me parecido um pouco fraca e superficial, a gente não pode negar a importância de um livro escrito por uma mulher trans, com uma protagonista trans e uma modelo trans na capa, abrindo caminho para muitos outros livros com este tema.


8. “Fera” – Brie Spangler

Dylan não é como a maior parte dos garotos de quinze anos. Ele é corpulento, tem quase dois metros de altura e tantos pelos no corpo que acabou ganhando o apelido de Fera na escola. Quando ele conhece Jamie, em uma sessão de terapia em grupo para adolescentes, se apaixona quase instantaneamente. Ela é linda, engraçada, inteligente e, ao contrário de todas as pessoas de sua idade, parece não se importar nem um pouco com a aparência dele. O que Dylan não sabe de início, porém, é que Jamie também não é como a maioria das garotas de quinze anos – ela é transgênera, ou seja, se identifica com o gênero feminino, mas foi designada com o sexo masculino ao nascer. Agora Dylan vai ter que decidir entre esconder seus sentimentos por medo do que os outros podem pensar ou enfrentar seus preconceitos e seguir seu coração.

Enquanto minha leitura anterior à essa foi um tanto quanto rasa, este livro, mesmo não tendo a protagonista trans, foi muito mais intenso e impactante. Nós não temos em nenhum momento o ponto de vista da Jamie, mas é possível sentir suas emoções e ter uma empatia gigantesca pela personagem. Além de falar sobre uma adolescente transgênera, o livro também aborda o bullying, o medo, o preconceito e a aceitação do próprio corpo, seja você transgênero ou não.


Enfim gente, essas foram as minhas leituras de janeiro. Preciso dizer que estou bem orgulhosa de ter voltado ao meu antigo ritmo, já que fiquei bem chateada comigo mesma quando vi que a minha lista de leituras de 2018 contou apenas com 30 livros 💔

Agora é só manter o ritmo e voltar no final de fevereiro com a minha listinha de livros do mês 😉

E aí, o que vocês estão lendo?

“Quinze Dias”

Literatura, Na Estante

Acho que já devo ter comentado aqui como tenho muita raiva de mim mesma quando fico muito tempo com um livro espetacular esquecido na prateleira.

Pois é, aconteceu de novo.

Comprei o “Quinze Dias” na Bienal do Livro do Rio de Janeiro de 2017, por puro consumismo, depois de conhecer o Vitor Martins, autor dessa obra prima contemporânea, no estande da Globo Alt e ele narrar pra mim a premissa de sua história:

Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática. 

Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho. 

Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.

Por mais que “Quinze Dias” pareça ser um livro com uma jornada “mundana”, sobre duas pessoas se conhecendo e se apaixonando durante 15 dias, havia algo de muito especial nessa premissa, uma coisa que a gente não vê por aí com muita frequência: um romance LGBT, leve e gostoso, como se fosse um desses filmes românticos, e sem final trágico (segundo o próprio Vitor Martins me informou antes da minha compra).

“E então, para quebrar o silêncio, eu digo a verdade. Porque quem diz a verdade abre o caminho para as coisas boas. Acho que foi minha mãe quem disse isso uma vez. Ou Dumbledore.”

Não me entendam mal, mas eu tô cansada de assistir filmes LGBT em que no final as duas pessoas nunca conseguem ser felizes, sempre tem uma delas que morre, ou não consegue sair do armário, ou um milhão de outros dramas. Eu só queria uma história leve e engraçada, cheia de amor e com um final maravilhoso e eu finalmente encontrei!

E essa é a minha coisa favorita sobre “Quinze Dias”.

Minha outra coisa favorita é que, mesmo o Felipe sendo gay, esse não é o “problema” da vida dele, pelo contrario, o personagem é muito bem resolvido sobre sua sexualidade, porém enfrenta muitos problemas de auto-estima e é assombrado pelas inseguranças que só um adolescente gordo, que sofre diariamente com bullying na escola, é capaz de entender.

“Terapia não é coisa de maluco! Na verdade, tem muita gente que fica maluca por falta de terapia!”

Nesses “Quinze Dias”, além de conviver com Caio, Felipe também vai amadurecer e aprender a se amar e a se achar lindo, exatamente do jeito que ele é. É notável a evolução do personagem durante a história. Como ele passa da pessoa que não consegue trocar duas palavras com Caio, para o garoto que conversa com o outro apenas no escuro, até enfim, depois de muito trabalho na terapia, conseguir falar com seu crush e mostrar quem realmente é.

“Eu já assisti a comédias românticas e frequentei sessões de terapia por tempo demais para saber que a minha felicidade não pode depender de outra pessoa. Mas ainda assim eu queria ter alguém que me chamasse de Vida e me convencesse a entrar na piscina e dissesse que me ama baixinho, de um jeito que só dá pra ouvir bem de perto.”

Todos os personagens são muito bem construídos, e muito bem aproveitados no decorrer da história, e eu me apaixonei por cada um deles de um jeito muito único e especial, principalmente pela mãe do Felipe. Que mulher maravilhosa, gente! Que personagem carismática e incrível.

“Todas as mães são, Felipe. Está na nossa genética. É difícil não ficar doida depois que um ser humano sai de dentro de você.”

Também me apaixonei pela pluralidade de seres humanos habitando as 208 páginas de “Quinze Dias”. Obrigada, Vitor, por me dar gays, lésbicas, gordos e gordas, e por trazer essa mensagem tão importante:

“Você não deveria ter vergonha de ser quem você é.”

O livro é super leve e gostoso de ler, Deus sabe que, se tivesse tido tempo nessa vida corrida, teria lido numa sentada só, por que não queria e mal conseguia parar de ler! Apesar de abordar homossexualidade, bullying, preconceito e as diferentes relações familiares, a trama flui de maneira natural e suave, com todos os temas sendo bem explorados, mas sem sufocar o leitor.

“Gente babaca vai existir sempre, mas a gente aprende a resistir. E isso é o mais importante. Não abaixar a cabeça e lutar pelo que você acredita.”

Chorei e me emocionei com os diálogos mais tocantes e também dei risadas muito altas no transporte público com inúmeras situações vividas por esses personagens tão queridos. Fiquei estupidamente empolgada com todas as referências à Cultura Pop e morri de amores por esse casal fofo e maravilhoso. Eu queria muito ser amiga deles. Sério.

“Conversas que nos ensinam coisas novas são as melhores conversas.”

No mais, a escrita do Vitor Martins é muito especial. Em momento algum senti que estava lendo um livro. A cada página, mais parecia que um amigo estava me contando essa história. Fiquei fascinada com a narrativa, com a simplicidade do enredo e das situações cotidianas, tão bem orquestradas, que mais pareciam a vida real. Só posso desejar que algum dia eu consiga escrever desse jeito.

“O mundo inteiro é seu.”

Enfim, “Quinze Dias” é um livro espetacular, a comédia romântica LGBT que todos nós pedimos à Deus, e ainda têm o bônus de ter sido escrito por um autor nacional mais do que talentoso!

E aí, já leu essa história?

Me conta aqui nos comentários 😉

“Minha vida (não) é uma comédia romântica”

Literatura, Na Estante

No ano passado tive o prazer imenso de conhecer a escrita da autora Lola Salgado, através de seu livro “Sol em Júpiter“, publicado pela Harlequin. Lembro de ter sido fisgada primeiramente pela capa maravilhosa, pelo nome, que me remetia à astrologia (e todos sabemos que esse é meu calcanhar de Aquiles – vejam aqui), e, por fim, me apaixonei pela sinopse. Devorei o livro em pouquíssimo tempo e ele virou um dos meus favoritos de 2018.

Sério, eu fiquei tão obcecada pela história, e consequentemente pela autora, que minha primeira parada na Bienal do Livro de 2018 foi no estande da HarperCollins pra poder conhecê-la e dizer o quanto “Sol em Júpiter” tinha sido importante pra mim. Os detalhes desse encontro, vocês podem ler neste post aqui.

Sendo assim, a minha primeira leitura de 2019 não poderia deixar de ser o novo livro da autora, lançado em e-book pela Amazon, “Minha vida (não) é uma comédia romântica” entrou pra minha lista de desejos assim que a Lola liberou a capa no seu Instagram, em outubro, junto com a sinopse:

Chloe Tavares não aguenta mais assistir de camarote seus planos indo por água abaixo. Já desistiu de três faculdades, cansou de lidar com as implicâncias de tia Célia e, para piorar, ser atendente de telemarketing na CarreTel está longe de ser o emprego dos sonhos (o tarado que telefona diariamente é um dos motivos). Ela precisa tomar uma atitude e dar um jeito em sua vida. Por que, então, não começar com um amor como o das comédias românticas? É o item mais fácil da lista, certo?
Porém, ela nem podia sonhar que acabaria sendo amaldiçoada no caminho. E, dentre todas as coisas saindo do controle, talvez a pior seja o fato de o seu melhor amigo, Tales Gentil, começar a provocar coisas esquisitas em seu coração.

Pela sinopse pode parecer só mais um daqueles livros super clichês sobre se apaixonar pelo melhor amigo, mas gente, GENTE, não é! NÃO É SÓ ISSO NÃO! Eu ainda diria que o romance, mesmo sendo o foco principal da protagonista, acaba ficando em segundo plano quando a gente analisa o livro como um todo. “Minha vida (não) é uma comédia romântica” na verdade é sobre se descobrir e encontrar o seu lugar no mundo.

A Chloe tá perdidinha gente. Ela não sabe o que quer pra si mesma e nem qual rumo seguir na vida dela. A garota tá totalmente frustrada por trabalhar num telemarketing, ainda morar com os pais e não conseguir encontrar um curso na faculdade que vai realiza-la. O problema é que ela acha que arrumar um namorado vai fazer ela se sentir completa de novo e acaba ficando obcecada com isso, se metendo nas maiores enrascadas que vocês puderem imaginar.

Durante a leitura muitas vezes me vi na própria Chloe. Várias situações, inúmeras frases e incontáveis atitudes da personagem já aconteceram comigo, e me peguei as vezes rindo demais e as vezes chorando também, por que entendia muito bem os dramas pelos quais ela estava passando e sabia como certas coisas doíam.

A escrita da Lola é tão maravilhosa, que quando me dei conta estava percebendo as coisas junto com a Chloe. Por exemplo: no inicio da trama, a protagonista enxerga seu melhor amigo apenas assim, como um amigo, e eu também só o via assim. Chegou um ponto do livro em que fiquei morrendo de medo de não conseguir shippar o casal quando o momento chegasse. Mas então, quando Chloe começa a ter aqueles sentimentos conflitantes por Tales, GENTE, eu também comecei! Fiquei babando por ele igual ela!

Fora isso, todos os personagens são tão verdadeiros, tão tangíveis. É como se você virasse a esquina e pudesse dar de cara com eles, pois são pessoas comuns, com defeitos e qualidades. Eu desafio qualquer um a ler essa história e não enxergar na própria família uma Tia Célia, aquela pessoa que te ama sim (do jeito dela), mas não consegue deixar de fazer comentários mordazes, que fazem você se sentir um lixo, só pra poder se sentir melhor consigo mesma. Ou então uma Thais, aquela amiga que te entende por completo e nunca te julga.

A autora ainda foi super inclusiva, nos presenteando com uma variedade étnica enorme nesse livro, inclusive a própria protagonista é negra. Também amei que ela abordou a transição capilar e como a Chloe encontrou a própria identidade através dela, e ainda inspirou outras pessoas a passarem pelo processo.

“Minha vida (não) é uma comédia romântica” é aquele livro delicioso, que você termina de ler em uma sentada (se tiver tempo), que te faz rir loucamente, te faz chorar de emoção e de ódio em algumas situações, mas principalmente, é um livro que deixa o coração quentinho quando termina. Além de te fazer pensar um bocado na vida e nas suas escolhas.

Eu não poderia ter começado meu 2019 melhor ♥

E vocês, gente? O que estão lendo nesse 2019?

Me contem aqui nos comentários 🙂

“Mensageira da Sorte”

Literatura, Na Estante

Eu ando extremamente preocupada com todos os desastres políticos pelo qual nosso país vem passando nas últimas semanas… acho que nunca estive tão engajada com uma eleição como estou nesse 2018, do tipo que não consegue nem dormir direito e tem pesadelos, entre outras coisas.

A literatura pra mim sempre foi um escape, e nesse show de horrores em que o Brasil se transformou, não podia existir melhor fuga do que um bom livro, e eu não poderia ter escolhido um título melhor pra me ajudar a espairecer nessa semana sombria!

Mensageira da Sorte” é o primeiro romance nacional publicado pela Plataforma21, um selo da V&R Editoras, e foi escrito por ninguém mais, ninguém menos que Fernanda Nia.

E se vocês nunca ouviram falar dessa autora maravilhosa, vem comigo que conto tudo!

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A Fernanda Nia mora no Rio de Janeiro e se formou em Publicidade e Propaganda pela ESPM. No último período da faculdade, criou o site de tirinhas “Como eu realmente” como forma de extravasar a sua criatividade. Por causa da boa recepção do público, mantém até hoje o portal com o compromisso de postar duas tirinhas inéditas por semana, e em 2014 conquistou uma série de livros publicados pela Editora Nemo.

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Além de autora, é também publicitária, ilustra e cria conteúdo para outros projetos do mercado editorial e publicitário, ou para clientes em geral. E nesse ano ela lançou seu primeiro romance YA, o “Mensageira da Sorte“:

A SORTE É IMPREVISÍVEL.

Em pleno Carnaval carioca, durante uma confusão em um protesto contra a AlCorp – uma corporação que controla o preço dos alimentos e medicamentos no país – Cassandra Lira, ou Sam, passa a ser uma mensageira temporária no Departamento de Correção de Sorte (DCS), uma organização extranatural secreta incumbida de nivelar o azar na vida das pessoas. 

Para manter esse equilíbrio, os mensageiros devem distribuir presságios de sorte ou azar para alguns escolhidos. O primeiro “cliente” de Sam é justamente o seu vizinho e colega de classe, Leandro. O garoto é um youtuber em ascensão e a ajuda dela, na forma de uma mensagem sobre nada menos que paçocas, impulsiona Leandro a fazer um vídeo que o levará para o auge da fama. O que Sam não sabe é que o rapaz também é um ávido participante dos protestos contra os abusos da AlCorp, comprometido a expô-los em seu canal, independentemente dos riscos que possa correr, e a garota se vê obrigada a usar a sorte do DCS para protegê-lo. 

Mesmo que não entenda por que foi escolhida para trabalhar para o Destino, logo ela se vê no meio de uma rede de intriga, corrupção e poder. 

Ainda lidando com a culpa pela morte do próprio pai e com seus sentimentos por Leandro, Sam embarcará na jornada de desmascarar a quadrilha que está deteriorando o sistema da Justiça, tanto a natural quanto a extranatural, e fazer com que a balança do Destino se equilibre outra vez.

Gente, primeiramente eu queria dizer que conheci a Fernanda na Bienal do Livro desse ano, inclusive menciono ela nesse post aqui. O engraçado é que eu não fazia ideia de quem ela era ou sobre o que se tratava seu livro. E agora só queria agradecer a Nicole com todas as minhas forças por ter insistido pra eu ficar na fila de autógrafos com ela e consequentemente adquirir meu “Mensageira da Sorte” e conhecer a autora no evento, por que essa história foi uma das melhores que eu li em 2018!

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Segundamente, a escrita leve e divertida da Fernanda te prende desde o primeiro paragrafo! Eu fiquei totalmente envolvida com a história logo de cara, apaixonada por todos os personagens, que inclusive são muito bem construídos, com características únicas e marcantes. Existe aquela coerência e fidelidade a si mesmos, que alguns autores as vezes esquecem de colocar nos personagens em nome das conveniências da história.

Também adorei toda a diversidade étnica presente no livro, e o fato das mulheres serem muito empoderadas! Quero destacar aqui a Ivana e a Cecilia, QUE GUERREIRAS, meus amigos! Amei a personalidade de cada uma delas, sua força interior e sua confiança nas próprias crenças. Essas duas lutaram pelo que acreditavam até o fim.

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O casal principal também é só amor. Ambos, Sam e Leandro, têm seus demônios para lidar e cada um lida de um jeito totalmente diferente. Enquanto Sam se fecha em si mesma, Leandro se esconde atrás de piadas e um humor ácido. Existe uma dinâmica perfeita entre os dois, que conseguem ser fofos sem serem melosos. Os dois são bons e lutam pelo que é certo sem parecer aqueles protagonistas chatinhos, que nunca tem um pensamento ruim, ou nunca erram.

Inclusive, Sam entrou pra minha lista de mocinhas favoritas. Ela é a heroína, apesar de seus medos, inseguranças e limitações, é quem corre pra salvar os amigos, não a princesa na torre esperando o resgate.

O romance é um ponto muito bem abordado no livro. Não está em primeiro plano e não é aquela coisa forçada, sendo jogada na nossa cara a cada página. As coisas se desenvolvem num ritmo perfeito, tá ali num plano de fundo, acompanhando os plots principais, que são a missão da Sam como Mensageira Estagiária do DCS e todo o esquema de corrupção da Alcorp e os protestos.

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Outra coisa executada com maestria por Fernanda Nia em “Mensageira da Sorte” são as piadas, o humor sarcástico e todas as referências nerds inseridas de forma muito elegante na história. Perdi as contas de quantas gargalhadas dei durante a leitura e de quantas referências me empolgaram entre os capítulos.

Agora, apesar do tom leve, a história trata de alguns assuntos mais delicados, como: a morte de entes queridos, depressão, opressão social, corrupção e a luta pelos direitos da população. Existem diversos momentos em que somos convidados a refletir sobre a vida, sobre o bem e o mal e sobre como nada é assim preto no branco, que existem milhares de tons de cinza misturados e como é muito fácil apontar o dedo e criticar as atitudes das pessoas sem conhecer a história completa.

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Acho que o que eu mais gostei em “Mensageira da Sorte” foi o fato de os vilões terem motivações plausíveis. Apesar de se tratar de um YA com um pézinho lá no sobrenatural, os personagens são tremendamente reais, bem gente como a gente, inclusive os vilões! Suas atitudes não são motivadas apenas pela maldade em seus corações e a vontade de dominar o mundo! Todo mundo chegou onde chegou devido à escolhas difíceis e movidos por sentimentos bem legítimos.

Essa história foi tão real que, quando terminei o livro, fiquei esperando um Mensageiro vir me trazer um presságio de sorte pra equilibrar a minha balança, que ta pendendo ridiculamente pro lado do azar. Como diria um amigo meu, parece que a Sorte olha pra mim e desvia, então alô, Mensageiros da Sorte, tá na hora de me ajudar aqui!

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Enfim, “Mensageira da Sorte” é um livro completo! Possui ação, aventura, mistério, comédia e romance na medida certa. É um livro leve, perfeito pra se desintoxicar daquela leitura mais pesada, ou sair da fossa naquela semana mais tenebrosa, e, apesar disso, ainda te faz refletir muito sobre as coisas importantes da vida, sobre solidariedade, sobre certo e errado e sobre felicidade e finais felizes.

E não posso deixar de exaltar essa capa maravilhosa, com detalhes incríveis que fazem alusão à peças importantíssimas dessa história! A diagramação da Plataforma21 também é de fazer chorar de tão bonita! Amei que o livro tem aquelas páginas mais amarelinhas e com uma gramatura bem leve, parecida com a de jornal.

Pra finalizar, fica aqui esse pequeno quote do livro, um dos meus favoritos:

“Não existem finais felizes. Felicidade é uma busca constante”

E ai gente, bateu aquela vontade de ler “Mensageira da Sorte”?

Pra quem já leu, me conta aqui nos comentários o que achou 😉