“Quinze Dias”

Literatura, Na Estante

Acho que já devo ter comentado aqui como tenho muita raiva de mim mesma quando fico muito tempo com um livro espetacular esquecido na prateleira.

Pois é, aconteceu de novo.

Comprei o “Quinze Dias” na Bienal do Livro do Rio de Janeiro de 2017, por puro consumismo, depois de conhecer o Vitor Martins, autor dessa obra prima contemporânea, no estande da Globo Alt e ele narrar pra mim a premissa de sua história:

Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática. 

Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho. 

Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.

Por mais que “Quinze Dias” pareça ser um livro com uma jornada “mundana”, sobre duas pessoas se conhecendo e se apaixonando durante 15 dias, havia algo de muito especial nessa premissa, uma coisa que a gente não vê por aí com muita frequência: um romance LGBT, leve e gostoso, como se fosse um desses filmes românticos, e sem final trágico (segundo o próprio Vitor Martins me informou antes da minha compra).

“E então, para quebrar o silêncio, eu digo a verdade. Porque quem diz a verdade abre o caminho para as coisas boas. Acho que foi minha mãe quem disse isso uma vez. Ou Dumbledore.”

Não me entendam mal, mas eu tô cansada de assistir filmes LGBT em que no final as duas pessoas nunca conseguem ser felizes, sempre tem uma delas que morre, ou não consegue sair do armário, ou um milhão de outros dramas. Eu só queria uma história leve e engraçada, cheia de amor e com um final maravilhoso e eu finalmente encontrei!

E essa é a minha coisa favorita sobre “Quinze Dias”.

Minha outra coisa favorita é que, mesmo o Felipe sendo gay, esse não é o “problema” da vida dele, pelo contrario, o personagem é muito bem resolvido sobre sua sexualidade, porém enfrenta muitos problemas de auto-estima e é assombrado pelas inseguranças que só um adolescente gordo, que sofre diariamente com bullying na escola, é capaz de entender.

“Terapia não é coisa de maluco! Na verdade, tem muita gente que fica maluca por falta de terapia!”

Nesses “Quinze Dias”, além de conviver com Caio, Felipe também vai amadurecer e aprender a se amar e a se achar lindo, exatamente do jeito que ele é. É notável a evolução do personagem durante a história. Como ele passa da pessoa que não consegue trocar duas palavras com Caio, para o garoto que conversa com o outro apenas no escuro, até enfim, depois de muito trabalho na terapia, conseguir falar com seu crush e mostrar quem realmente é.

“Eu já assisti a comédias românticas e frequentei sessões de terapia por tempo demais para saber que a minha felicidade não pode depender de outra pessoa. Mas ainda assim eu queria ter alguém que me chamasse de Vida e me convencesse a entrar na piscina e dissesse que me ama baixinho, de um jeito que só dá pra ouvir bem de perto.”

Todos os personagens são muito bem construídos, e muito bem aproveitados no decorrer da história, e eu me apaixonei por cada um deles de um jeito muito único e especial, principalmente pela mãe do Felipe. Que mulher maravilhosa, gente! Que personagem carismática e incrível.

“Todas as mães são, Felipe. Está na nossa genética. É difícil não ficar doida depois que um ser humano sai de dentro de você.”

Também me apaixonei pela pluralidade de seres humanos habitando as 208 páginas de “Quinze Dias”. Obrigada, Vitor, por me dar gays, lésbicas, gordos e gordas, e por trazer essa mensagem tão importante:

“Você não deveria ter vergonha de ser quem você é.”

O livro é super leve e gostoso de ler, Deus sabe que, se tivesse tido tempo nessa vida corrida, teria lido numa sentada só, por que não queria e mal conseguia parar de ler! Apesar de abordar homossexualidade, bullying, preconceito e as diferentes relações familiares, a trama flui de maneira natural e suave, com todos os temas sendo bem explorados, mas sem sufocar o leitor.

“Gente babaca vai existir sempre, mas a gente aprende a resistir. E isso é o mais importante. Não abaixar a cabeça e lutar pelo que você acredita.”

Chorei e me emocionei com os diálogos mais tocantes e também dei risadas muito altas no transporte público com inúmeras situações vividas por esses personagens tão queridos. Fiquei estupidamente empolgada com todas as referências à Cultura Pop e morri de amores por esse casal fofo e maravilhoso. Eu queria muito ser amiga deles. Sério.

“Conversas que nos ensinam coisas novas são as melhores conversas.”

No mais, a escrita do Vitor Martins é muito especial. Em momento algum senti que estava lendo um livro. A cada página, mais parecia que um amigo estava me contando essa história. Fiquei fascinada com a narrativa, com a simplicidade do enredo e das situações cotidianas, tão bem orquestradas, que mais pareciam a vida real. Só posso desejar que algum dia eu consiga escrever desse jeito.

“O mundo inteiro é seu.”

Enfim, “Quinze Dias” é um livro espetacular, a comédia romântica LGBT que todos nós pedimos à Deus, e ainda têm o bônus de ter sido escrito por um autor nacional mais do que talentoso!

E aí, já leu essa história?

Me conta aqui nos comentários 😉

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“Estilhaça-me”

Literatura, Na Estante

A resenha de hoje vem lá o fundo do meu bau, ou da minha estante, e vai falar de um dos livros distópicos mais apaixonantes que já li!

Encantador, poético e vertiginoso são apenas alguns adjetivos que uso para me referir à “Estilhaça-me”, de Tahereh Mafi.

Como todos sabem, ou não, tenho um enorme fraco por romances distópicos que costumam ser mais platônicos que qualquer outra coisa. Normalmente se passando em sociedades opressoras, onde um simples toque é um crime, e o amor proibido dos protagonistas te faz devorar páginas e mais páginas sem se dar conta do tempo. Esses romances me conquistam e fazem meu coração doer, mesmo sendo muito parecidos entre eles, com elementos já conhecidos, eles têm suas diferenças e características que os fazem únicos.

No romance de Tahereh Mafi, Juliette não toca alguém há exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez (que foi por acidente) foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas o Restabelecimento tem planos para ela. Planos para usá-la como arma. E Juliette tem seus planos. Após uma vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez — e para obter um futuro com o único garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.

Acho que o que faz de “Estilhaça-me” um romance único é o jeito com que Tahereh Mafi escreve. Nunca li nada parecido. No começo pareceu confuso, mas a partir do momento em que você entra no embalo das frases e sentenças tudo parece fazer mais sentido, fluir melhor, soa mais verdadeiro. É como se você estivesse sob pele da protagonista, com as emoções a flor da pele. Não acho que algum dia uma personagem tenha sido tão desnudada aos olhos do leitor quanto Juliette Ferrars foi nesse primeiro romance da autora.

A história se passa num futuro não muito distante, onde a Terra está morrendo, arrasada e devastada pela inconsequência do homem. As nuvens são das cores erradas, os pássaros não voam mais, os animais estão doentes e a população está morrendo de fome, sendo controlada pel’O Restabelecimento, que prometeu fazer a sociedade voltar a ser o que era antes.

Não é surpresa nenhuma quando tudo o que O Restabelecimento faz é oprimir os cidadãos, matar os fortes demais para uma rebelião, desprezar idosos e crianças. Vamos conhecendo essa realidade no decorrer do livro, morrendo de curiosidade para saber mais e descobrir o que aconteceu, já que a protagonista (nossos olhos e ouvidos nessa história) está presa em um manicômio há cerca de 3 anos e há 264 dias não toca ninguém.

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Juliette é uma garota de 17 anos, e um dos únicos personagens essencialmente bons a quem me afeiçoei. Normalmente tenho uma queda por personagens com desvios de caráter e os bonzinhos demais chegam a me irritar. Mas foi diferente com a mocinha de Tahereh Mafi, talvez por causa de seu dom, que me lembrou tanto a minha personagem favorita dos X-Men, que foi impossível não gostar.

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O toque de Juliette é letal, até mesmo fatal. Seus próprios pais lhe viraram as costas e ela sempre sofreu com o preconceito e a culpa de ser quem é. No inicio da trama é possível pensar que a personagem tenha até enlouquecido durante os anos de confinamento. A repetição de palavras, uma atrás da outra, as sentenças riscadas, o querer e não poder querer, ela é um livro aberto para o leitor, insana e esquecida de quem é. Pelo menos até ganhar um colega de cela, que faz perguntas demais e não responde nenhuma das dela.

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Adam é um garoto que deve ter a idade dela, com tatuagens nos braços, olhos profundamente azuis e um sorriso fácil. O motivo de ele estar ali é um mistério e não sei dizer se é por que vemos tudo pelos olhos de Juliette (e tudo com ela é tão intenso e real que você acaba assimilando suas emoções), mas simplesmente não tem como não se apaixonar por ele.

E como dito anteriormente, costumo ter um fraco por personagens com desvios de caráter. Nesse livro não é diferente. Nosso vilão é o líder do Setor 45, que têm uma obsessão por Juliette e pelo poder dela. Apesar de ter apenas 19 anos, Warner é implacável, gosta de poder e está disposto a tudo para obtê-lo e mantê-lo. Ele pode ser bem desprezível, mas vou confessar, gostei muito dele.

Outra coisa que também gostei muito nesse livro é o crescimento da personagem principal. Conforme a história evolui, a própria Juliette evolui também. Conforme ela vai ficando mais sã as frases riscadas vão ficando mais raras no decorrer das páginas. Há verdade em seus pensamentos sobre si mesma, sobre as situações em que ela se encontra, sobre Adam e até mesmo sobre Warner.

Este primeiro livro fecha um ciclo de autoconhecimento para Juliette e nos dá um formidável gancho para a continuação, “Liberta-me”. Antes deste, ainda temos um e-book do ponto de vista de Warner, uma espécie de “1.5” intitulado “Destrua-me”, e disponibilizado gratuitamente. E esse e-book, juro, mexeu com todos os meus feelings em relação ao vilão que adorava odiar e agora adoro amar!

Além de “Liberta-me” a série ainda conta com “Incendeia-me”, o 3º livro, e um e-book com o ponto de vista de Adam, o “2,5”, “Fragmenta-me”.

Essa ano a autora resolveu ressuscitar a série com uma nova trilogia. O 4º livro, “Restaura-me”, foi lançado aqui no Brasil pela Universo dos Livros, e a Tahereh já divulgou a capa do 5º volume, “Shadow Me”, que deve ser lançado em março de 2019 nos Estados Unidos.

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Sinceramente, eu ainda não tenho certeza se quero ler essa segunda trilogia. Sou terrivelmente traumatizada com “segundas trilogias” (obrigada por isso, Cassie Clare), e li algumas resenhas bem negativas sobre “Restaura-me”.

Enfim, quem aí já leu “Estilhaça-me”? O que acharam?

Me contem aqui nos comentários 😉

“Mensageira da Sorte”

Literatura, Na Estante

Eu ando extremamente preocupada com todos os desastres políticos pelo qual nosso país vem passando nas últimas semanas… acho que nunca estive tão engajada com uma eleição como estou nesse 2018, do tipo que não consegue nem dormir direito e tem pesadelos, entre outras coisas.

A literatura pra mim sempre foi um escape, e nesse show de horrores em que o Brasil se transformou, não podia existir melhor fuga do que um bom livro, e eu não poderia ter escolhido um título melhor pra me ajudar a espairecer nessa semana sombria!

Mensageira da Sorte” é o primeiro romance nacional publicado pela Plataforma21, um selo da V&R Editoras, e foi escrito por ninguém mais, ninguém menos que Fernanda Nia.

E se vocês nunca ouviram falar dessa autora maravilhosa, vem comigo que conto tudo!

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A Fernanda Nia mora no Rio de Janeiro e se formou em Publicidade e Propaganda pela ESPM. No último período da faculdade, criou o site de tirinhas “Como eu realmente” como forma de extravasar a sua criatividade. Por causa da boa recepção do público, mantém até hoje o portal com o compromisso de postar duas tirinhas inéditas por semana, e em 2014 conquistou uma série de livros publicados pela Editora Nemo.

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Além de autora, é também publicitária, ilustra e cria conteúdo para outros projetos do mercado editorial e publicitário, ou para clientes em geral. E nesse ano ela lançou seu primeiro romance YA, o “Mensageira da Sorte“:

A SORTE É IMPREVISÍVEL.

Em pleno Carnaval carioca, durante uma confusão em um protesto contra a AlCorp – uma corporação que controla o preço dos alimentos e medicamentos no país – Cassandra Lira, ou Sam, passa a ser uma mensageira temporária no Departamento de Correção de Sorte (DCS), uma organização extranatural secreta incumbida de nivelar o azar na vida das pessoas. 

Para manter esse equilíbrio, os mensageiros devem distribuir presságios de sorte ou azar para alguns escolhidos. O primeiro “cliente” de Sam é justamente o seu vizinho e colega de classe, Leandro. O garoto é um youtuber em ascensão e a ajuda dela, na forma de uma mensagem sobre nada menos que paçocas, impulsiona Leandro a fazer um vídeo que o levará para o auge da fama. O que Sam não sabe é que o rapaz também é um ávido participante dos protestos contra os abusos da AlCorp, comprometido a expô-los em seu canal, independentemente dos riscos que possa correr, e a garota se vê obrigada a usar a sorte do DCS para protegê-lo. 

Mesmo que não entenda por que foi escolhida para trabalhar para o Destino, logo ela se vê no meio de uma rede de intriga, corrupção e poder. 

Ainda lidando com a culpa pela morte do próprio pai e com seus sentimentos por Leandro, Sam embarcará na jornada de desmascarar a quadrilha que está deteriorando o sistema da Justiça, tanto a natural quanto a extranatural, e fazer com que a balança do Destino se equilibre outra vez.

Gente, primeiramente eu queria dizer que conheci a Fernanda na Bienal do Livro desse ano, inclusive menciono ela nesse post aqui. O engraçado é que eu não fazia ideia de quem ela era ou sobre o que se tratava seu livro. E agora só queria agradecer a Nicole com todas as minhas forças por ter insistido pra eu ficar na fila de autógrafos com ela e consequentemente adquirir meu “Mensageira da Sorte” e conhecer a autora no evento, por que essa história foi uma das melhores que eu li em 2018!

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Segundamente, a escrita leve e divertida da Fernanda te prende desde o primeiro paragrafo! Eu fiquei totalmente envolvida com a história logo de cara, apaixonada por todos os personagens, que inclusive são muito bem construídos, com características únicas e marcantes. Existe aquela coerência e fidelidade a si mesmos, que alguns autores as vezes esquecem de colocar nos personagens em nome das conveniências da história.

Também adorei toda a diversidade étnica presente no livro, e o fato das mulheres serem muito empoderadas! Quero destacar aqui a Ivana e a Cecilia, QUE GUERREIRAS, meus amigos! Amei a personalidade de cada uma delas, sua força interior e sua confiança nas próprias crenças. Essas duas lutaram pelo que acreditavam até o fim.

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O casal principal também é só amor. Ambos, Sam e Leandro, têm seus demônios para lidar e cada um lida de um jeito totalmente diferente. Enquanto Sam se fecha em si mesma, Leandro se esconde atrás de piadas e um humor ácido. Existe uma dinâmica perfeita entre os dois, que conseguem ser fofos sem serem melosos. Os dois são bons e lutam pelo que é certo sem parecer aqueles protagonistas chatinhos, que nunca tem um pensamento ruim, ou nunca erram.

Inclusive, Sam entrou pra minha lista de mocinhas favoritas. Ela é a heroína, apesar de seus medos, inseguranças e limitações, é quem corre pra salvar os amigos, não a princesa na torre esperando o resgate.

O romance é um ponto muito bem abordado no livro. Não está em primeiro plano e não é aquela coisa forçada, sendo jogada na nossa cara a cada página. As coisas se desenvolvem num ritmo perfeito, tá ali num plano de fundo, acompanhando os plots principais, que são a missão da Sam como Mensageira Estagiária do DCS e todo o esquema de corrupção da Alcorp e os protestos.

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Outra coisa executada com maestria por Fernanda Nia em “Mensageira da Sorte” são as piadas, o humor sarcástico e todas as referências nerds inseridas de forma muito elegante na história. Perdi as contas de quantas gargalhadas dei durante a leitura e de quantas referências me empolgaram entre os capítulos.

Agora, apesar do tom leve, a história trata de alguns assuntos mais delicados, como: a morte de entes queridos, depressão, opressão social, corrupção e a luta pelos direitos da população. Existem diversos momentos em que somos convidados a refletir sobre a vida, sobre o bem e o mal e sobre como nada é assim preto no branco, que existem milhares de tons de cinza misturados e como é muito fácil apontar o dedo e criticar as atitudes das pessoas sem conhecer a história completa.

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Acho que o que eu mais gostei em “Mensageira da Sorte” foi o fato de os vilões terem motivações plausíveis. Apesar de se tratar de um YA com um pézinho lá no sobrenatural, os personagens são tremendamente reais, bem gente como a gente, inclusive os vilões! Suas atitudes não são motivadas apenas pela maldade em seus corações e a vontade de dominar o mundo! Todo mundo chegou onde chegou devido à escolhas difíceis e movidos por sentimentos bem legítimos.

Essa história foi tão real que, quando terminei o livro, fiquei esperando um Mensageiro vir me trazer um presságio de sorte pra equilibrar a minha balança, que ta pendendo ridiculamente pro lado do azar. Como diria um amigo meu, parece que a Sorte olha pra mim e desvia, então alô, Mensageiros da Sorte, tá na hora de me ajudar aqui!

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Enfim, “Mensageira da Sorte” é um livro completo! Possui ação, aventura, mistério, comédia e romance na medida certa. É um livro leve, perfeito pra se desintoxicar daquela leitura mais pesada, ou sair da fossa naquela semana mais tenebrosa, e, apesar disso, ainda te faz refletir muito sobre as coisas importantes da vida, sobre solidariedade, sobre certo e errado e sobre felicidade e finais felizes.

E não posso deixar de exaltar essa capa maravilhosa, com detalhes incríveis que fazem alusão à peças importantíssimas dessa história! A diagramação da Plataforma21 também é de fazer chorar de tão bonita! Amei que o livro tem aquelas páginas mais amarelinhas e com uma gramatura bem leve, parecida com a de jornal.

Pra finalizar, fica aqui esse pequeno quote do livro, um dos meus favoritos:

“Não existem finais felizes. Felicidade é uma busca constante”

E ai gente, bateu aquela vontade de ler “Mensageira da Sorte”?

Pra quem já leu, me conta aqui nos comentários o que achou 😉

A Semana e os Últimos Dias de Bienal: O Que Teve?

Literatura

Continuando nossa saga pelos Jogos Vorazes Literários, depois do primeiro sábado e do primeiro domingo exaustivos da 25ª Bienal do Livro de São Paulo, quem poderia me culpar por mal conseguir andar na segunda-feira pós-evento, e seguir tentando me recuperar dessa maratona na terça?

Totalmente fora de combate depois das correrias do fim de semana, só voltei a dar as caras no Pavilhão de Exposições do Anhembi na quarta-feira (08). Como já sou macaca velha de Bienal, compreendi que essas idas à noite (depois do meu expediente de trabalho), durante a semana, seriam essenciais se eu quisesse tirar fotos nos estandes das editoras e garimpar em busca de promoções, pois essas incursões se provaram impossíveis no primeiro fim de semana, e todo mundo sabe como o segundo é infinitamente mais cheio e consequentemente pior.

Sendo assim, concentrei as fotos e as compras durante a semana e deixei para o sábado e o domingo apenas a missão de pegar filas para autografar livros, o que foi, modéstia a parte, a coisa mais sábia que fiz.

Com um tempo infinitamente mais curto, na quarta consegui apenas passar pelo estande da Intrínseca e adquirir os livros “O Dia da Morte de Denton Little” pela bagatela de 5 golpinhos, e “Caçadores de Trolls”, por R$ 10,00, na prateleira de promoções. Estava louca pra achar “Vida e Morte” da Stephenie Meyer, aquela edição especial do aniversário de 10 anos de “Crepúsculo”, onde o sexo dos personagens é invertido, e que eu tinha visto via Instagram da editora nessa parte de promoções, por apenas R$ 5,00. Infelizmente na quarta-feira ele já tinha esgotado, mas eu não iria desistir assim tão fácil, principalmente depois que uma das moças do estande me disse que os livros eram repostos todos os dias.

Na saída do estande aproveitei a baixa movimentação pra finalmente tirar fotos na entrada maravilhosa que eles montaram.

Da Intrínseca parti em direção ao estande da Pólen para tirar fotos na famigerada poltrona de leitura, o lugar que ficou mais lotado que o Trono de Ferro nessa Bienal. Mesmo durante a semana e na parte da noite, ainda havia fila pra fotografar, mas menor, então eu fiquei lá bem bonitinha esperando a minha vez.

Depois disso ainda dei uma garimpada pelos Book Outlets da feira, mas não encontrei nada que fizesse meu coração bater mais forte, então parti em direção à minha casa.


Na quinta me recusei a tirar fotos (estava acabada demais pra isso) e me concentrei na garimpagem de livros. Não que eu tenha sido muito feliz nessa missão. Só voltei à Intrínseca e alcancei a vitória ao botar as mãos no exemplar de “Vida e Morte” que eu tanto queria, além de adquirir também o livro “Apenas Uma Garota”, da Meredith Russo, por R$ 10,00.

Dali fui até o estande da Companhia das Letras com o intuito de comprar o meu “Tempestade de Guerra”, quarto volume da série “Rainha Vermelha”, que eu autografaria no sábado com a Victoria Aveyard. Eu estava com o coração na mão de pagar 45 golpinhos no livro, principalmente depois que perdi uma promoção dele por R$ 30,00 na Livraria Cultura do Conjunto Nacional na semana anterior. Por sorte o estande estava com promoções e acabei pagando mais ou menos o valor da promoção perdida.

Pra não dizer que não tirei nenhuma foto na quinta, eis que passei pelo estande da Amazon para clicar a parede maravilhosa de lambe-lambes deles.


Na sexta-feira consegui sair mais cedo do trabalho, pois tinha uma sessão de autógrafos com o Soman Chainani, autor da série de livros “A Escola do Bem e do Mal”, às 16h.

A sexta se mostrou um dos dias mais produtivos de toda essa Bienal, a começar pelo momento em que cheguei ao evento, fui para fila de autógrafos e já dei de cara com a maravilhosa Larissa Siriani ali pelas redondezas:

Depois, eu, a Sarah e a Nicole, assistimos ao bate-papo com o Soman ali da fila mesmo enquanto aguardávamos a nossa vez de autografar nossos livros.

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O banho de água fria rolou enquanto eu mantinha os 4 livros da série nos braços, esperando ansiosamente para autografá-los quando alguém da organização da Bienal olhou bem nos meus olhos e disse “Só pode um”.

Fiquei estupidamente frustrada. Primeiro de tudo por que eu tinha arrastado uma bolsa cheia de livros até ali pra nada. Segundo por que, graças a Deus haveria uma sessão extra de autógrafos com o autor no dia seguinte e eu poderia autografar o resto dos meus livros, mas isso ia foder totalmente a minha agenda de sábado.

Estresse à parte, autografei o primeiro volume da série e garanti ao autor que voltaria no dia seguinte para assinar os outros. Ele pareceu meio surpreso, acho que não existem fãs tão loucos como os brasileiros lá fora.

Na saída da Arena Cultural, eu e as meninas acabamos tropeçando na maravilhosa Érica Imenes, co-autora do livro “K-Pop: Manual de Sobrevivência” e mediadora do bate-papo com o autor. Gente, a Érica é muito incrível! Eu não tenho nem palavras pra descrever essa pessoa, então vou deixar aqui só as fotos:

Depois da sessão do Soman, eu e a Sarah partimos para o estande da Submarino para tirar algumas fotos. Havia ali uma cabine de telefone bem interessante e um cosplay de Jason que valia muito a pena.

Além disso, quase infartei ao dar de cara com uma super promoção dos livros ilustrados de Harry Potter. Sério, pessoas do lado de fora do estande puderam ouvir meus gritos quando coloquei as mãos em “Harry Potter e a Pedra Filosofal” e descobri que estava custando apenas 40 golpinhos! Sem pensar duas vezes embolsei ele e os outros dois, totalizando R$ 200,00. Mas se a gente for pensar que só o “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” ilustrado tá custando R$ 160,00, acho que fiz um ótimo negócio.

De lá fui até o estande do Grupo Editorial Record e tirei fotos sentada no gabinete do Presidente dos Estados Unidos HAHAHAHHAHAHAH, era um espaço para divulgar o livro “O Dia em que o Presidente Desapareceu”, de Bill Clinton e James Patterson.

Depois passei em outro Book Outlet e adquiri algumas preciosidades por apenas R$ 10,00! São elas “Excalibur”, do Bernard Cornwell, “Em Águas Sombrias”, da Paula Hawkins, “Rich e Mad”, do William Nicholson e “A Falta Que Me Faz”, quinto e ultimo volume da série “Desaparecidos”, da Meg Cabot.

Como não podia faltar, também fizemos nossa tradicional foto no Trono de Ferro, no estande da Editora Leya.

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No meio do caminho trombamos com o ícone acessível, Vítor Martins, autor de “Quinze Dias” e “Um Milhão de Finais Felizes”, no estande da Universo do Livros, e por que estávamos todos muito cansados, sentamos ali no chão mesmo e passamos HORAS jogando conversa fora sobre livros e pessoas.

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Dali, visitamos o quarto da Lara Jean, de “Para Todos os Garotos que já Amei”, na editora Intrínseca:

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E fizemos mais uma parada na entrada maravilhosa desse estande que precisa ser exaltada todos os dias!

Pra finalizar minha sexta, dei uma corridinha no estande das Livrarias Loyola e comprei a edição de colecionador de “A Rainha Vermelha” para autografar no dia seguinte, pela bagatela de R$ 50,00!

Saí da Bienal quebradíssima e com a sombra do último fim de semana pairando como uma ameaça sob a minha cabeça.


Minha missão no sábado e no domingo era basicamente simples: entrar na feira, sentar numa fila, autografar livros, ir pra outra fila, autografar mais livros e assim por diante. Isso me permitiria descansar um pouco depois do desgaste todo que tive durante a semana, mas logo no início do sábado percebi que as coisas não seriam lá muito fáceis pra mim.

Cheguei bem cedo, pois queria correr até o estande da Record para garantir uma das primeiras senhas para a sessão da Carina Rissi. Na semana anterior só consegui autografar um livro dela e ainda tinha mais dois no aguardo da assinatura dessa escritora maravilhosa.

Tive minhas esperanças frustradas logo que coloquei o pé no evento. A entrada de credenciados estava um verdadeiro caos. A fila para entrar dava no estacionamento do Anhembi, perto do local onde pegamos os ônibus para ir embora.

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Como resultado, só fui entrar na Bienal depois das 10h30, mas graças a Deus consegui uma senha pra sessão da Carina, quase no número 200, o que requeria todo um replanejamento do meu dia.

Com minha senha na mão, parti para a Arena Cultural à espera da Victoria Aveyard. O lugar estava tão cheio que fomos encaminhados diretamente pra esperar na Arena de Autógrafos e nem vimos o bate-papo. Por sorte fui uma das primeiras a chegar e logo, uma das primeiras a conseguir meu autógrafo.

A Victoria foi a unica autora que liberou mais de 200 senhas (no caso foram 400, e posteriormente mais 200 no domingo em uma sessão extra) e que iria autografar mais de um livro (no caso todos os 4 livros da série Rainha Vermelha).

Como eu estava com 5 livros, os 4 originais e mais a edição de colecionador do primeiro (deixei o livro de contos “Coroa Cruel” em casa, pois sacrifícios precisavam ser feitos), fiz amizade com o pessoal na fila e consegui que uma menina (que INFELIZMENTE não lembro o nome) autografasse o primeiro volume da série pra mim, já que ela estava apenas com um livro.

Quando chegou a hora de conhecer essa fada em forma de autora (que devemos mesmo exaltar, por que imagino que não deva ser fácil autografar 2.400 livros), ela foi incrivelmente simpática, elogiando meu cabelo e sendo extremamente humilde com os elogios que disparei para ela e seus livros. Sério, queria levar a Victoria pra minha casa e servir um cafézinho com bolo de fubá pra ela.

Depois de conhecer essa ídola, veio o segundo golpe doloroso desse sábado.

Eis que a menina que iria autografar meu exemplar de capa comum de “Rainha Vermelha” desaparecera sem deixar vestígios. Com o meu livro. Com o meu livro autografado. GENTE, quem faz um negócio desses? Quem rouba o livro de um colega leitor numa fila de autógrafos? Em todos os meus anos de eventos literários nunca vi nada assim acontecer. Fiquei primeiramente incrédula, depois em choque, depois muito muito muito triste mesmo e, por fim, extremamente pistola. O que me consola é que o karma ta por aí e que vai voltar pra ela mais cedo ou mais tarde, porém se eu trombar com a mau caráter de novo, juro que vou dar um pau nela.

Frustrada, mas correndo contra o tempo, deixei minhas magoas de lado e parti para o estande do Grupo Autêntica, peguei uma das ultimas senhas para ver o Soman Chainani novamente e autografar o resto dos meus livros. Nesse sábado ele estava absolutamente chocado com o tanto de gente visitando a Bienal e lembrou do nosso encontro no dia anterior.

Gente, vocês não imaginam como essa Bienal estava abarrotada de gente nesse ultimo sábado. Mal dava pra andar. Parecia um show de rock.

Depois corri novamente, me espremendo entre as milhares de pessoas, em direção à Arena Cultural, pois a sessão com o David Levithan se aproximava e eu precisava ser mais uma vez uma das primeiras da fila para autografar o meu “Todo Dia” e partir pra outra sessão.

Mal me lembro de ver o bate-papo na Arena e o encontro com o David passou como um borrão de tão rápido. Me lembro apenas agradecer pela história e dizer como tinha adorado o livro, ele assinou meu exemplar, ali de pé mesmo, foi muito simpático e então acabou.

Eu já estava tão exausta à essa altura do campeonato que praticamente me arrastei em direção ao Espaço Suzano para enfrentar minha ultima sessão do dia, com a Carina Rissi.

Fui uma das ultimas da fila, mas em compensação consegui autografar todos os meus livros e ainda bater um papo super bacana com a autora e com o pessoal da Record, que parecia tão morto quanto eu.

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Quando o relógio bateu 23h, encontrei meus bebês, Sarah e Isa, novamente no estande da Intrínseca e batemos a ultima foto do dia:

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No domingo eu não faço ideia como consegui sair da minha cama. Acho que um único pensamento em impulsionava: MARISSA MEYER.

Era a única sessão de autógrafos que eu teria no dia e era a que eu mais ansiava. Quem acompanha o blog notou como me encantei pelas “Crônicas Lunares” e a perspectiva de encontrar a criadora da série foi o bastante pra me jogar cedo pra fora da cama.

O fato de ser Dia dos Pais e eu estar esperando um dia mais tranquilo de evento também ajudou, e como eu já havia decidido que não ficaria por lá o dia todo, apenas autografaria meus livros e depois iria pra casa descansar, ousei ainda mais, super confiante no fato da minha Estrela da Morte ter visitado um mecânico recentemente, resolvi ir de carro pra Bienal.

E essa, meu amigos, tinha tudo pra ser uma das minhas decisões mais equivocadas, pois conhecemos bem meu carro e a mania dele de me deixar na mão em momentos de necessidade, principalmente em eventos. Entretanto foi a MELHOR coisa que fiz nessa bienal.

Cheguei rápido e cedo ao evento. Graças a Deus a fila de credenciados estava tranquila. Quando entrei fui direto para a Arena Cultural, esperar na fila pelo bate-papo que começaria às 11h.

Como o estande da Pólen era ali do lado, resolvi tirar a barriga da miséria, aproveitar que as pessoas ainda não tinham chegado e tava tudo vazio, pra pegar todos os lambe-lambes que eles estavam dando no estande.

Depois, o bate-papo com a Marissa foi incrível e cheio de novidades. Foi ótimo conhecer um pouco mais sobre o processo criativo dela, as influências e inspirações. Como a história de Cinder, Scarlett, Cress e Winter surgiu, e ainda como ela teve a ideia para o novo romance, lançado recentemente pela Editora Rocco, “Sem Coração”. Além disso ainda tivemos a confirmação de que a série de super heróis da autora, “Renegades”, chegará em breve aqui no BR.

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Na Arena de Autógrafos eu posso ter dado uma pequena surtada, agarrado a Marissa e disparado elogios às Cronicas Lunares e a como ela e os livros eram espetaculares. Talvez eu tenha até chorado um pouquinho.

Antes de jogar a toalha e ir embora, quis passar no estande do Grupo Editorial Record, pois tinha ouvido boatos sobre baixa nos preços. Os boatos eram reais e eu consegui botar as mãos em “A Construção de Noah Shaw”, primeiro volume da série spin-off de Michelle Hodkin, que se passa no mesmo universo da trilogia “Mara Dyer”, por apenas R$ 20,00. Também garanti o meu “É Assim que Acaba”, da Collen Hoover, pelo mesmo valor.

Enquanto garimpava enlouquecida pelo estande da Record, passei uma das maiores vergonhas da vida. Eis que estava procurando alguns livros em especifico e comecei a perguntar para um mocinho ali perto sobre esses livros. Ele, super solicito, foi me dando todas as informações: “esse já esgotou”, “esse não baixou o preço”, “ih, esse acabou ontem”, e por aí vai. Só quando ele resolveu me indicar um livro, O DELE PRÓPRIO, foi que eu percebi que estava diante de Lucas Rocha, autor do romance “Você Tem a Vida Inteira”. Olha gente, eu não sabia onde enfiar minha cara. Ele foi um amor, um show de humildade e carisma, tão abençoado que além de levar o livro dele, ainda voltei pra autografar.

Pra finalizar, dei mais um pulo no estande da Amazon pra garantir mais um lambe-lambe pra minha coleção e tirar uma foto naquele mural maravilhoso. A última foto da Bienal do Livro SP 2018.

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O saldo dessa ultima semana de evento, vocês conferem abaixo:

  • 15 livros comprados;
  • 14 livros autografados;
  • Inúmeros brindes sensacionais;
  • Muitos abraços quentinhos em muita gente querida;

Olha gente, foi um evento incrível. Cheio de altos e baixos. Dias bom e dias ruins, mas principalmente cheio de magia. Não tenho palavras pra descrever a sensação de estar cercada de pessoas com a mesma paixão que você, de dividir esses momentos com os amigos, conhecer nossos ídolos e receber tanto amor de volta.

Minha conta bancária esta estupidamente mais vazia, e minha estante muito mais cheia do que de costume. Ao todo foram 35 livros adquiridos nesses 10 dias de Bienal do Livro e apesar de estar me achando velha demais até pra esse “rolê nerd”, cara, como eu tô feliz e realizada:

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Acho que a melhor sensação do mundo é aquela da missão cumprida e eu consegui cumprir todos os desafios à que me propus nesse evento maravilhoso.

Então que venha a próxima!

E vocês, gente? Contem pra mim qual evento faz o coração de vocês bater mais forte!

Primeiro Sábado de Bienal: O que teve?

Literatura

No post anterior aqui do blog deu pra perceber toda a minha empolgação com o inicio da 25ª Bienal do Livro de São Paulo, e agora venho por meio deste contar pra vocês tudo o que rolou no meu primeiro dia nesse evento incrível.

Será que consegui cumprir minha agenda? Comprei muito livro? Peguei muito marcador? Recebi muitos brindes? Essas e outras questões serão respondidas a seguir, então vem comigo!

Bom gente, primeiramente vocês precisam saber que a minha Estrela da Morte deu piripaque de novo! E se você não sabe o que é a minha Estrela da Morte, tá na hora de dar uma olhadinha nesse post. Essa é uma história para ser contada na série “Meu Carro, Minha Cilada“, mas em resumo as coisas começaram a degringolar logo cedo na manhã de sábado (04), e eu acabei perdendo a chance de chegar cedíssimo ao Pavilhão de Exposições do Anhembi.

O evento começava as 10h, assim como a maior parte das distribuições de senhas para autógrafos com os autores que eu planejava ver naquele sábado. Somando a quebra do carro à fila quilométrica que tive que pegar para entrar, quando cheguei aos estandes tudo já havia se esgotado.

Mas como a Bienal do Livro é uma espécie de Jogos Vorazes Literário, bola pra frente, nada de parar e chorar pelo leite derramado (embora eu possa ter dado alguns pitis antes de colocar a cabeça no lugar e seguir o jogo), pois o tempo urge e é muito precioso.

Corri para a minha próxima sessão de autógrafos, que não precisava de senhas, no estande da HarperCollins Brasil, e finalmente me encontrei com a Lola Salgado, autora do livro “Sol em Júpiter“, um dos meus favoritos desse ano e mais do que indicado pra quem ama um romance super contemporâneo e que não é só um clichê água com açúcar, apesar de ter uma escrita jovem e leve, aborda temas como bullying, depressão e uma grande crítica ao uso das redes sociais e de como elas podem controlar nossa vida.

Dali parti para o estande do Grupo Editorial Record e garanti minha senha para sessão de autógrafos com a Marina Carvalho e a Laura Conrado, que aconteceria às 18h.

Senha na mão, era hora de adquirir alguns dos livros que autografaria naquele dia. Vou dizer, achei que não iria comprar muita coisa nessa Bienal. Apesar de ter passado o ano inteiro sem comprar nem sequer um livro (eu sei! Difícil de acreditar, mas eu estava desempregada e matando cachorro à grito, além de ter mais de 400 livros comprados e não lidos parados na minha estante), tava me julgando bem controlada. Separei 6 livros, porém faltava um, que já estava “esgotado” no estande, por isso estavam esperando o caminhão trazer lá do estacionamento pra repor.

No meio da espera, acabei trombando com a minha fabulosa amiga e fada das trevas, Sarah, do Instagram @sahliterariando e os livros FORAM ESQUECIDOS! Mentira, escondemos a minha seleção em meio à outros livros pra eu poder voltar e pegar mais tarde, já que estava demorando horrores pro tal do caminhão chegar com a reposição de livros, e resolvemos partir para outros estandes.

No estande do Grupo Autêntica garanti 2 livros: o lançamento da Babi Dewet, “Allegro em Hip-Hop“, segundo volume da série “Cidade da Música”, que eu autografaria naquele mesmo dia; e o quarto volume da série “A Escola do Bem e do Mal”, “Em Busca da Glória“, que eu só vou autografar no próximo fim de semana com o Soman Chainani, mas como a regra nos estandes é “quanto mais livro, mais desconto”, já preferi comprar de uma vez. Por se tratar de dois livros juvenis, ganhei de brinde o livro da Flavia Pavanelli, “S.O.S. Amor“, um desses livros de colorir para adultos e vários bottons e marcadores.

Demos uma boa olhada nos Outlets de livros e nos seus exemplares à R$ 10,00, e consegui colocar as mãos no livro “Wicked“, do Gregory Maguire, que sempre quis, mas nunca consegui ter coragem de pagar os 50 golpinhos que a editora exigia. Foi o único desses livros promocionais que me permiti comprar nesse primeiro dia, precisava seguir com foco nos livros que ia autografar.

Depois disso, encontramos nosso brother, aquele que é quase um prefeito nesse mundo literário, sabe como é, conhece todo mundo, para pra falar com todo mundo, etc, etc, etc HAAHAHAHAHHAHAHA, depois de trombar com o Luiz Santana, partimos para tirar as melhores fotos dessa bienal!

Retornei ao estande da HarperCollins Brasil pra fotografar na entrada da casa Hobbit e na maleta gigante do Newt Scamander que eles montaram, inclusive encontramos um dos melhores cosplayers de “Animais Fantásticos” que já encontrei:

Depois passamos no estande da Companhia das Letras, que estava maravilhoso demais, cheio de capas de livros penduradas com os maiores sucessos da editora. Passamos pela Intrínseca e o túnel incrível de livros que eles montaram na entrada! Não deu pra tirar fotos com mais qualidade, pois estava IMPOSSÍVEL de tanta gente, mas estou providenciando pra essa semana. Depois fomos até a Faro Editorial, que está com um estande todo lindão, inclusive com um trono cheio de caveiras que eu achei bem mais emocionante que o batido Trono de Ferro. Finalizando a parte da manhã, seguimos para o estande da Astral Cultural, que conta com uma Barraca do Beijo, inspirada no filme da Netflix de mesmo nome, já que estão trazendo o livro aqui pro BR.

No almoço me separei da Sarah e do Luiz e fui encontrar a Flavinha, que trabalhou comigo por uns anos na Revista Pais & Filhos e está fazendo um freela na assessoria de imprensa do evento. Essa parte do almoço valeu por eu ter conseguido dar uma esmagada nela e fofocar um pouquinho, por que a Praça de Alimentação estava IMPOSSÍVEL!

Além de não ter lugar pra sentar (e eu sou uma pessoa que precisa fazer as refeições de maneira confortável), a fila para fazer os pedidos estava ultrapassando os 40 minutos, e até a comida ficar pronta estavam indo mais uns 40 minutos de espera também. Como não da pra perder tempo em Bienal, partimos para o estande das Lojas Americanas, onde garanti um salgadinho, uma bolacha recheada e um Toddynho (meu coração chorou por não ter Coca-Cola, mas tenho certeza que meus rins agradeceram) e arranjamos um lugar vazio no chão pra sentar.

Quando a Flavinha precisou voltar para os seus deveres, encontrei com minhas melhores companheiras de Comic Con Experience, a Nicole e a Michelle, do blog Crie Unicórnios, e partimos em direção à novos estandes, depois de morrer por um tempinho ali no chão e tentar recuperar as nossas forças.

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Visitamos o estande da Editora Rocco, onde já botei a mão no lançamento da Chris Melo, “Uma Noite e a Vida“, que eu autografaria no dia seguinte; e em “Sem Coração“, o novo livro da Marissa Meyer, escritora de “As Crônicas Lunares”, que vou autografar no próximo domingo.

Esse ano o estande da Rocco não está tão glamouroso quanto nas bienais passadas, tanto as de São Paulo, quanto as do Rio de Janeiro, mas em compensação está bem mais prático. Em vez de toda aquela parafernália encantadora do mundo de Harry Potter, esse ano contamos com vitrines especiais em homenagem aos maiores sucessos da editora, aproveitando muito melhor o espaço dentro do estande.

Dali fomos para o estande da Plataforma 21, onde comprei meu “Mensageira da Sorte“, o novo livro da Fernanda Nia, autora, ilustradora e publicitária carioca, que começou o trabalho autoral em 2011 ao criar o site Como eu realmente, e em 2014 conquistou uma série de livros publicados pela Editora Nemo. Já garanti meu autógrafo com ela, que foi uma querida, e descobrimos que nossos lados bons para fotos se complementam ❤

Ali na fila encontrei a dona Karen, do Instagram @lendodepijamas, que eu não via há, literalmente, anos! Nesse ponto já tinha reencontrado a Sarah, e batemos aquela foto safada pra não deixar esse reencontro rápido passar batido!

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A dona Sarah,  que já estava acompanhada da Pivetinha (no caso a Isabela Piveta) me acompanharia na sessão de autógrafos de “Allegro em Hip-Hop”, no estande da Gutenberg, então me despedi da Nicole e da Michelle, pra poder seguir com elas em direção à Babi Dewet, que é a pessoa mais linda desse mundo inteiro, tanto por dentro quanto por fora. Sério, toda vez que tiro fotos com ela fico me sentindo uma monstrenga perto de tanta maravilhosidade!

Com meu autógrafo na mão, logo na saída do estande, dou de cara com ela, a rainha absoluta dos romances dramáticos, Bianca Briones! Fazia muito tempo que a gente não se via, e depois de garantir à ela que participaria do bate-papo na Arena Cultural logo mais, e que estaria na sua sessão de autógrafos no dia seguinte, eu e as meninas partimos para mais uma filinha básica.

De volta ao estande do Grupo Editorial Record, fui em busca dos livros que escondi logo cedo, já que a sessão de autógrafos com a Marina Carvalho e a Laura Conrado estava prestes a começar. Não posso dizer que fiquei surpresa pelos livros já não estarem mais lá, mas fiquei em choque ao descobrir que um deles, a coletânea de contos “Heroínas“, havia esgotado. Por sorte eu só autografaria este no domingo, e o pessoal do estande me garantiu que seria reposto até a sessão.

Mesmo assim, botei na sacola o “Literalmente Amigas“, lançamento que eu autografaria naquele momento, “Sonhos de Avalon“, da Bianca Briones, “O Amante da Princesa“, da Larissa Siriani, “Quando a Noite Cai” e “Desencantada” da Carina Rissi e “Sob a Luz da Escuridão” da Ana Beatriz Brandão, ambos que eu autografaria no dia seguinte, além do livro “Todo Dia“, do David Levithan, que vai ser autografado no próximo sábado.

Livros na mão, só nos restou encarar mais uma fila, até chegar a nossa vez. A parte boa da Bienal é que mesmo que a gente passe horas nas filas de autógrafos, sempre acabamos passando esse tempo com muita gente querida, e até se você está sozinho, acaba fazendo amizades e colocando mais pessoas maravilhosas dentro do seu coração. As filas podem até ser chatas, mas a gente se diverte mesmo assim, como as imagens abaixo podem comprovar:

Depois de muita espera, foi maravilhoso reencontrar as autoras espetaculares que escreveram juntas “Literalmente Amigas”. Eu tenho um carinho todo especial pela Marina Carvalho, desde que li “Azul da Cor do Mar” e a partir daí devorei todas as coisas que ela escreveu em que pude colocar as minhas mãos. Inclusive foi ela quem me apresentou o trabalho da Laura Conrado, na ultima Bienal de São Paulo, lá em 2016, quando comprei e autografei o livro “Quando Saturno Voltar“, por indicação dela.

Saindo da sessão no estande do Grupo Editorial Record, não podíamos deixar de registrar nossos respeitos à Rainha de Terrasen, o ícone badass: Celaena Sardothien! A estátua em tamanho natural retratando a protagonista da série de livros “O Trono de Vidro“, da Sarah J. Maas, é espetacular e deixou todo mundo de queixo caído.

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De lá demos um pulo na Arena Cultural para conferir o bate-papo do “Encontro de Fãs e Escritores de Romances de Hot e Contemporâneos”, com Bianca Briones, Lola Salgado, Samanta Holtz, Leila Rego, Fernanda França, Nana Pauvolih, A.C. Meyer e Mila Wander.

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Depois, correndo muito pra tentar cumprir minha agenda, fui em busca do Vitor Martins, autor do livro “Quinze Dias” e do lançamento “Um Milhão de Finais Felizes” no estande da Globo Livros. Infelizmente ele já tinha ido embora, mas mesmo assim adquiri seu livro novo e de quebra, graças à promoção onde todos os livros da Globo Alt estavam por R$ 19,90, ainda levei o “Leis da Atração“, segundo volume da série “Química Perfeita“, escrita pela Simone Elkeles.

Minha busca se voltou para o estande da editora Qualis, onde eu iria autografar o lançamento da Amanda Ághata Costa, “Nunca Olhe Para Dentro“. Infelizmente ela já tinha ido embora também, e eu teria que rebolar um bocado no dia seguinte pra conseguir encaixar esses dois na agenda já corrida do dia.

No fim do dia restavam de pé apenas a Sarah e eu, e a gente ainda deu aquela passada básica no estande da Pólen Livros. Não deu pra tirar foto na poltrona cheia de livros (e isso eu vou providenciar durante a semana), mas conseguimos alguns cliques com a parede de posters sensacionais que eles montaram.

Pra finalizar, depois de muita dor nas costas, nos pés e nas pernas e sem perceber que eu mal comi ou bebi água ou fui ao banheiro durante o dia inteiro, vem o saldo do dia:

  • 15 livros comprados;
  • 04 livros autografados;
  • Inúmeros brindes sensacionais;
  • Inúmeros reencontros fabulosos;
  • E um bocado de fotos fantásticas;

Enfim, essa foi só a maratona do meu primeiro dia na Bienal do Livro 2018, fiquem de olho por que no próximo post eu volto pra contar como foi o meu domingo nesse Jogos Vorazes Literário!

E vocês? Já foram visitar a feira?

Me contem tudo aqui nos comentários!

Vem aí a 25ª Bienal do Livro de São Paulo

Literatura

Começa amanhã aquele evento cultural que a gente espera ansiosamente a cada dois anos, a 25ª Bienal do Livro de São Paulo! Contando com 10 dias de programação cultural, encontros, sessões de autógrafos e bate-papo com autores nacionais e internacionais, a Bienal de SP ainda é uma das maiores feiras de livro do Brasil.

A 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontecerá de 03 a 12 de Agosto de 2018 no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

O evento é palco para o encontro das principais editoras, livrarias e distribuidoras do país, apresentando seus mais importantes lançamentos para aproximadamente 700 mil visitantes em um espaço total de 70 mil m².

Além da grande oferta de livros, a Bienal do Livro ainda conta com uma programação cultural abrangente, mesclando literatura, gastronomia, cultura, negócios e muita diversão!

Como boa maníaca que sou, esse ano deixei a lista de compras de livro de lado (já que nunca me atenho à ela mesmo), e resolvi investir meu tempo listando os principais autógrafos que pretendo pegar e os encontros que quero participar, dessa forma eu não me perco e consigo traçar um roteiro certeiro pra tirar o melhor proveito desse evento maravilhoso.

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Daí, pensando nos meus amigos e leitores queridos, resolvi dividir minha agenda completa e insana! A gente nunca sabe quais eventos nossos amigos vão querer acompanhar, e compartilhar informação é o melhor jeito de fazer todo mundo feliz.

Só lembrando que esses são os eventos que eu quero participar. Tá longe de ser uma agenda completa com tudo o que vai rolar nessa Bienal, mas é claro que vocês sempre podem me sugerir algo, às vezes na correria a gente acaba perdendo uma data, um autor querido, etc.

E vocês também vão notar que vários autores se repetem no decorrer dos dias. Os motivos variam, desde aqueles que a gente só vai conseguir autografar um livro por vez, por isso pretendemos vê-los mais de uma nessa Bienal; até os conflitos de agenda e imprevistos que sempre podem acontecer, então se eu perder uma data, sempre tem a outra ali pra me lembrar que ainda não acabou.

Sem mais delongas, vamos à agenda:


Data: 03/08

Hora: 18h00

Autor: Mary C. Müller

Livro: Antes de Tudo Acabar

Editora: Planeta

Local: Estante da editora Planeta

Observação: Não precisa de senha


Data: 03/08

Hora: 20h00

Autores: Marina Carvalho, Babi A. Sette, Larissa Siriani, entre outras

Evento: Encontro de Fãs e Escritores de Romances de Época

Local: Arena Cultural

Observação: Evento com diversas autoras


Data: 03/08

Hora: 20h00

Autor: Paola Aleksandra

Livro: Volte para Mim

Editora: Planeta

Local: Estante da editora Planeta

Observação: Não precisa de senha


 Data: 04/08

Hora: 10h00

Autor: Paola Aleksandra

Livro: Volte para Mim

Editora: Planeta

Local: Estante da editora Planeta

Observação: Não precisa de senha


 Data: 04/08

Hora: 11h00

Autor: Lola Salgado

Livro: Sol em Júpiter

Editora: HarperCollins Brasil

Local: Estande da editora HarperCollins Brasil

Observação: Não precisa de senha


 Data: 04/08

Hora: 12h00

Autor: Bel Rodrigues

Livro: 13 Segundos

Editora: Galera Record

Local: Estande do Grupo Editorial Record

Observação: Retirar senha às 10h no estande da editora


 Data: 04/08

Hora: 13h00

Autor: Carina Rissi

Livro: Série Perdida, e mais um montão

Editora: Verus

Local: Estande do Grupo Editorial Record

Observação: Retirar senha às 10h no estande da editora


 Data: 04/08

Hora: 14h00

Autor: Vitor Martins

Livro: Um Milhão de Finais Felizes

Editora: Globo Alt

Local: Estande da editora Globo Alt

Observação: Não precisa de senha


 Data: 04/08

Hora: 16h00

Autor: Fred Elboni

Livro: Você e Outros Pensamentos que Provocam Arrepios

Editora: Sextante

Local: Estande da editora Sextante

Observação: A editora não deu informações sobre a retirada de senhas, mas haverá limite de 2 livros por pessoa, sendo que um deles precisa ser o lançamento


 Data: 04/08

Hora: 17h00

Autor: Babi Dewet

Livro: Allegro em Hip-Hop

Editora: Gutenberg

Local: Estande Grupo Autêntica

Observação:  A fila para a sessão será formada somente 1h antes do evento


 Data: 04/08

Hora: 18h00

Autor: Amanda Ághata Costa

Livro: Nunca Olhe Para Dentro

Editora: Qualis

Local: Estande da editora Qualis

Observação: Não precisa de senha


 Data: 04/08

Hora: 18h00

Autor: Marina Carvalho e Laura Conrado

Livro: Literalmente Amigas

Editora: Bertrand Brasil

Local: Estande do Grupo Editorial Record

Observação: Retirar senha as 10h no estande da editora


 Data: 04/08

Hora: 18h30

Autor: Samanta Holtz

Livro: Quando o Amor Bater à Sua Porta

Editora: Arqueiro

Local: Estande da editora Arqueiro

Observação: Não precisa de senha


 Data: 04/08

Hora: 20h00

Autores: Bianca Briones, Lola Salgado, Samanta Holtz, Leila Rego, Fernanda França, Nana Pauvolih, A.C. Meyer e Mila Wander

Evento: Encontro de Fãs e Escritores de Romances de Hot e Contemporâneos

Local: Arena Cultural

Observação: Evento com diversas autoras


 Data: 05/08

Hora: 10h00

Autor: Tessa Dare

Livro: Como se Livrar de um Escândalo

Editora: Gutenberg

Local: Espaço Suzano

Observação: Sessão Extra! Retirar senha as 10h no Espaço Suzano


 Data: 05/08

Hora: 10h00

Autor: Paola Aleksandra

Livro: Volte para Mim

Editora: Planeta

Local: Estante da editora Planeta

Observação: Não precisa de senha


 Data: 05/08

Hora: 11h00

Autor: Bianca Briones

Livro: Sonhos de Avalon

Editora: Bertrand Brasil

Local: Estande do Grupo Editorial Record

Observação: Retirar senha as 10h no estande da editora


 Data: 05/08

Hora: 12h00

Autor: Ray Tavares, Pam Gonçalves e Laura Conrado

Livro: Heroínas

Editora: Galera Record

Local: Estande do Grupo Editorial Record

Observação: Retirar senha as 10h no estande da editora


 Data: 05/08

Hora: 13h30

Autor: AJ Finn

Livro: A Mulher na Janela

Editora: Arqueiro

Local: Arena de Autógrafos

Observação: Senha retirada com antecedência no site da Bienal


 Data: 05/08

Hora: 14h00

Autor: Mauricio Gomyde

Livro: Todo o Tempo do Mundo

Editora: Astral Cultural

Local: Estande da editora Astral Cultural

Observação: Não precisa de senha


 Data: 05/08

Hora: 16h00

Autor: Carina Rissi

Livro: Série Perdida, e mais um montão

Editora: Verus

Local: Arena de Autógrafos

Observação: Senha retirada com antecedência no site da Bienal


 Data: 05/08

Hora: 16h00

Autor: Ana Beatriz Brandão

Livro: Sob a Luz da Escuridão

Editora: Verus

Local: Arena de Autógrafos

Observação: Senha retirada com antecedência no site da Bienal


Data: 05/08

Hora: 16h00

Autor: Laura Conrado

Livro: Heroínas

Editora: Galera Record

Local: Arena de Autógrafos

Observação: Senha retirada com antecedência no site da Bienal


 Data: 05/08

Hora: 17h00

Autor: Chris Melo

Livro: Uma Noite e a Vida

Editora: Fábrica 231

Local: Estande da editora Rocco

Observação: Não precisa de senha


 Data: 05/08

Hora: 19h00

Autor: Lola Salgado

Livro: Sol em Júpiter

Editora: HarperCollins Brasil

Local: Estande da editora HarperCollins Brasil

Observação: Não precisa de senha


 Data: 06/08

Hora: 16h00

Autor: Lauren Blakely

Livro: Mister O

Editora: Faro Editorial

Local: Estande da editora Faro Editorial

Observação: Sessão Extra! Não precisa de senha


 Data: 06/08

Hora: 18h30

Autor: Nathalia Arcuri

Livro: Me Poupe

Editora: Sextante

Local: Estande da editora Sextante

Observação: Não precisa de senha


 Data: 07/08

Hora: 13h30

Autor: Yoav Blum

Livro: Os Criadores de Coincidências

Editora: Planeta

Local: Arena de Autógrafos

Observação: Senha retirada com antecedência no site da Bienal


 Data: 08/08

Hora: 16h00

Autor: Charlie Donlea

Livro: A Garota do Lago

Editora: Faro Editorial

Local: Arena de Autógrafos

Observação: Senha retirada com antecedência no site da Bienal


 Data: 08/08

Hora: 20h00

Autor: Charlie Donlea

Livro: A Garota do Lago

Editora: Faro Editorial

Local: Estande da editora Faro Editorial

Observação: Sessão Extra! Não precisa de senha


 Data: 10/08

Hora: 16h00

Autor: Soman Chainani

Livro: A Escola do Bem e do Mal

Editora: Gutenberg

Local: Arena de Autógrafos

Observação: Senha retirada com antecedência no site da Bienal


 Data: 10/08

Hora: 19h00

Autor: Larissa Siriani

Livro: O Amante da Princesa

Editora: Verus

Local: Estande do Grupo Editorial Record

Observação: Retirar senha as 16h no estande da editora


 Data: 11/08

Hora: 11h00

Autor: Ana Beatriz Brandão

Livro: Sob a Luz da Escuridão

Editora: Verus

Local: Estande do Grupo Editorial Record

Observação: Retirar senha as 10h no estande da editora


 Data: 11/08

Hora: 13h30

Autor: Victoria Aveyard

Livro: Série A Rainha Vermelha

Editora: Seguinte

Local: Arena de Autógrafos

Observação: Senha retirada com antecedência no site da Bienal


 Data: 11/08

Hora: 14h00

Autor: Chris Melo

Livro: Uma Noite e a Vida

Editora: Fábrica 231

Local: Estande da editora Rocco

Observação: Não precisa de senha


 Data: 11/08

Hora: 15h00

Autores: M.S. Fayes, Ray Tavares, Babi A. Sette e Paula Toyneti Benalia

Evento: The Gift Day na Bienal de SP

Local: Espaço Suzano

Observação: Retirar senha as 10h no estande da The Gift Box


 Data: 11/08

Hora: 16h00

Autor: Soman Chainani

Livro: A Escola do Bem e do Mal

Editora: Gutenberg

Local: Estande Grupo Autêntica

Observação: Sessão Extra! Retirar de senha às 15h no estande do Grupo Autêntica


 Data: 11/08

Hora: 18h00

Autor: Amanda Ághata Costa

Livro: Nunca Olhe Para Dentro

Editora: Qualis

Local: Estande da editora Qualis

Observação: Não precisa de senha


 Data: 11/08

Hora: 18h30

Autor: David Levithan

Livro: Todo Dia

Editora: Galera Record

Local: Arena de Autógrafos

Observação: Senha retirada com antecedência no site da Bienal


 Data: 11/08

Hora: 19h00

Autor: Carina Rissi

Livro: Série Perdida, e mais um montão

Editora: Galera Record

Local: Estande do Grupo Editorial Record

Observação: Retirar senha às 10h no estande da editora


 Data: 11/08

Hora: 19h00

Autor: Babi A. Sette

Livro: Senhorita Aurora

Editora: Galera Record

Local: Estande do Grupo Editorial Record

Observação: Retirar senha às 16h no estande da editora


 Data: 12/08

Hora: 11h00

Autor: Marissa Meyer

Livro: As Crônicas Lunares

Editora: Rocco

Local: Arena de Autógrafos

Observação: Senha retirada com antecedência no site da Bienal


 Data: 12/08

Hora: 15h00

Autor: Babi Dewet

Livro: Allegro em Hip-Hop

Editora: Gutenberg

Local: Estande Grupo Autêntica

Observação:  A fila para a sessão será formada somente 1h antes do evento


Os ingressos para a 25ª Bienal do Livro de SP podem ser adquiridos através desse link, assim você só precisa imprimir seu e-ticket e levar no dia do evento, sem precisar pegar filas! Claro que também dá garantir seu ingresso nas bilheterias do evento, a partir das 9h.

Enfim gente, espero que minha humilde agenda possa acrescentar algo à Bienal de vocês! Caso estejam por lá nesses dias me chamem nas Redes Sociais e vamos nos encontrar! Conversar nas filas, tirar fotos, comprar livros e nos divertir!

E que seja uma Bienal do Livro incrível pra todos nós!

 

“As Crônicas Lunares: Cinder”

Literatura, Na Estante

Todo mundo já teve aquele livro que comprou há muito tempo, mas que, por algum motivo desconhecido, acabou meio que deixado de lado, pegando poeira na estante e depois, quando finalmente foi lido, deixou aquela sensação de: “Meu Deus, como eu fui burra! Por que não li isso antes? Por que perdi todo esse tempo?”

Cinder” – uma releitura do clássico da Cinderela –, primeiro volume da série “As Crônicas Lunares”, escrito pela genial Marissa Meyer, e publicado aqui no BR pela Editora Rocco, foi um desses livros pra mim.

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É importante salientar que eu quis ele por muito, muito tempo mesmo. A Cinderela pode nunca ter sido uma das minhas princesas favoritas (algo entre ser uma empregada em sua própria casa, o instantly love durante o baile e a parte em que o príncipe mal lembra da cara da mulher por quem supostamente está perdidamente apaixonado, sempre me incomodou nessa história), mas eu tenho um fraco enorme por adaptações de contos de fadas, e quando alguém resolve misturar isso com ficção-científica, que é um dos meus gêneros favoritos tanto na literatura, quanto no cinema, é praticamente impossível o desejo por essa história não virar a minha cabeça.

Enfim, depois de querer esse livro tão profundamente e por tanto tempo, e não ter adquirido esse bonitinho devido aos preços EXORBITANTES praticados pela editora, quando finalmente coloquei as mãos nessa belezinha (depois de uma Black Friday particularmente sangrenta) botei o danado na minha estante e fiquei olhando pra ele com carinho. Por dias. Por semanas. Por meses. E depois por anos. Não sei bem o motivo, provavelmente foi a pressão de querer algo por tanto tempo e, depois de tê-lo, ficar com medo de não ser tão bom, por causa das expectativas altíssimas. O fato é que, chegou um ponto em que eu apenas fiquei esperando a editora lançar o restante da série aqui no Brasil, pra eu poder comprar todos e ler tudo de uma vez.

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O que finalmente me fez tirar “Cinder” da prateleira foi a confirmação da vinda da Marissa Meyer para a 25ª Bienal do Livro de São Paulo, e preciso confessar o quão arrependida estou por ter deixado essa história espetacular pegando poeira por tanto tempo na minha estante.

Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, “Cinder” é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica. Primeiro volume da série As Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.

Neste conto de fadas cibernético, que pode ser classificado como uma distopia, mas que tem todas as características de um cyberpunk intergalático de tirar o fôlego, somos apresentados à jovem ciborgue Cinder, uma mecânica brilhante que vive intimidada pela Madrasta sem coração, na cidade de Nova Pequim, a capital da Comunidade das Nações Orientais, um “país” erguido sobre os escombros da antiga Ásia, após a Quarta Guerra Mundial, num mundo assolado por uma misteriosa e contagiosa praga, a letumose.

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Este universo futurista não é habitado apenas por humanos e ciborgues, sendo que estes últimos são mal vistos pela sociedade em geral e tratados como párias, mas também por androides (robôs com Inteligência Artificial avançada), e os temidos lunares. Na história, gerações antes, a Lua foi colonizada e seus habitantes deixaram de ser humanos há muito tempo, inclusive possuem a habilidade de manipular os pensamentos, emoções e ações dos outros, utilizando uma espécie de glamour tão natural à eles quanto respirar. Aqui, a Terra e a Lua têm uma relação tênue, com a ameaça de guerra iminente por parte da rainha lunar, a cruel Levana, pairando sobre a União Terráquea.

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Com esse background, é impossível não enaltecer a genialidade da autora. Se a gente parar pra pensar, com todos esses elementos, essa história poderia ter dado muito errado. O brilhantismo de Marissa Meyer ao reger e guiar o enredo de forma instigante e natural faz com que essa seja uma leitura rápida, divertida e que prende o leitor do inicio ao fim.

Uma das minhas coisas favoritas presentes nesse livro foi a diversidade étnica apresentada. É muito difícil ler uma história onde os personagens fujam do esterótipo caucasiano, e aqui nós temos um livro inteiro ambientado no que seria a nossa Ásia, com uma gama de personagens orientais.

Falando neles, os personagens são todos muito bem construídos e coerentes, fazendo jus à suas idades, vivências e motivações. A minha maior surpresa foi me apaixonar tanto pelo androide Iko, que faz as vezes de ajudante e melhor amiga de Cinder.

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Todos os elementos principais do conto da Cinderela estão presentes de algumas formas inesperadas dentro dessa adaptação, inclusive o romance, que aqui fica quase como que subentendido: ele está presente, porém é mais como um plano de fundo, um coadjuvante numa história muito maior.

Acredito que o único ponto negativo que vi na obra (e nem sei se da pra chamar assim, já que ultimamente isso tem acontecido muito comigo, e não apenas na literatura), foi que acabei  matando o plot twist, que foi revelado nas ultimas 50 páginas, nas 50 primeiras.

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Pra finalizar, “Cinder” é apenas a ponta do iceberg de uma trama muito maior, e que continua em “Scarlet”, o segundo livro da série, que vai nos apresentar uma releitura da história da Chapeuzinho Vermelho, e cruzar o destino dessas duas personagens. Tenho certeza que ainda tem muita água pra rolar nessa saga, que conta com mais dois exemplares: “Cress” e “Winter”, todos lançados aqui no BR e que serão lidos e devidamente resenhados aqui no blog nas próximas semanas.