“Venom”

Cinema, Nas Telonas

Semana passada chegou aos cinemas BR a tão aguardada adaptação do filme encabeçado pelo clássico vilão dos quadrinhos do Homem-Aranha: “Venom”.

Esculachado pela crítica em suas sessões de teste e pré-estreias, e até mesmo comparado à fiascos como “Mulher-Gato” (2004) e “Quarteto Fantástico” (2015), o longa não é assim tão ruim, inclusive achei “legalzinho”, aquele filme meio “Temperatura Máxima”, que não é terrível, mas está bem longe de empolgar.

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Girando em torno do famoso jornalista Eddie Brock, o longa não faz nenhum tipo de referência ao Cabeça de Teia, inclusive, no meu entendimento, parece se passar em um Universo Paralelo, que nem conta com a existência do Teioso.

Imagino que talvez essa tenha sido a intenção da Sony depois das negociações de cessão de direitos do Homem-Aranha com a Marvel. Eles não deixam exatamente claro que o filme se passa em um outro universo, meio que jogando aquele verde pra ver se conseguem se encaixar dentro do MCU caso a oportunidade surja.

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Fica muito claro que o estúdio não quer perder uma franquia nesse nicho de super-heróis, que faz tanto sucesso no mercado cinematográfico atualmente, e depois de sucessos como “Deadpool” e “Logan”, enxergaram em “Venom” sua grande oportunidade de abocanhar aquela fatia de mercado destinada aos anti-heróis, e cair no gosto do público com um filme mais adulto e mais violento.

E teria sido ótimo, se não tivessem cagado legal no pau, já que o filme não tem nada de adulto e muito menos de violência.

San Francisco, Estados Unidos. Eddie Brock (Tom Hardy) é um jornalista investigativo, que tem um quadro próprio em uma emissora local. Um dia, ele é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), o criador da Fundação Vida, que tem investido bastante em missões espaciais de forma a encontrar possíveis usos medicinais para a humanidade. Após acessar um documento sigiloso enviado à sua namorada, a advogada Anne Weying (Michelle Williams), Brock descobre que Drake tem feito experimentos científicos em humanos. Ele resolve denunciar esta situação durante a entrevista, o que faz com que seja demitido. Seis meses depois, o ainda desempregado Brock é procurado pela dra. Dora Skirth (Jenny Slate) com uma denúncia: Drake estaria usando simbiontes alienígenas em testes com humanos, muitos deles mortos como cobaias.

Primeiramente, pra dar aquela reduzida safada na classificação etária do filme, e conseguir levar um maior publico composto por adolescentes aos cinemas, o estúdio cortou praticamente todas as cenas “violentas” do longa. Existe, claro, uma menção à violência, que nunca é mostrada. Por exemplo: mal me lembro de ver sangue na tela de cinema, mesmo depois do Venom sair devorando cabeças por aí.

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O ritmo é lento. Parece que o primeiro ato, aquele de apresentação dos personagens, acaba invadindo pelo menos metade do ato de desenvolvimento, e a história em si não anda! Fica todo mundo esperando o Eddie Brock ficar pronto, toda a trama em stand-by, no aguardo do mocinho chegar lá para alcança-la.

O roteiro é bem clichê, tremendamente comum e nada surpreendente. Tem um bocado de incoerências bizarras e aquelas conveniências escrachadas que dão uma bela de uma vergonha alheia. Temos toda uma sequência de invasão à um laboratório de última geração, onde nenhum dos personagens parece se importar com as câmeras de segurança, por exemplo.

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Outro ponto fraquíssimo é a comédia pastelão inserida no meio da trama. As cenas que eram pra ser engraçadas, com aquele humor ácido dos filmes adultos (e esse NÃO É um filme adulto), acabou ficando forçado e despropositado. Olha, eu amo o Tom Hardy e acho que ele fez um esforço descomunal nesse filme pra fazer a coisa toda funcionar, mas haviam momentos em que as expressões dele eram tão exageradas que beiravam o ridículo.

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E a Michelle Williams gente, 4 vezes indicada ao Oscar, totalmente desperdiçada nessa narrativa, e usando a pior peruca da história do cinema. Eu passei tanto tempo incomodada com a peruca, que nem consegui prestar muita atenção na performance dela.

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Porém, ninguém me incomodou mais em “Venom” do que o Riz Ahmed, que encarnou o vilão Carlton Drake. Tenho certeza que a intenção dele era parecer um daqueles ricaços blasé, mas o tiro saiu pela culatra, e nem assim ele convence. O vilão não tem carisma nenhum, não cativa, e tem uma motivação bem porca e sem sentido.

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Acho que o problema de “Venom” foi a preguiça no desenvolvimento do roteiro. Parece que escolheram o caminho mais fácil, aquela jornada mais clichê impossível, a receita saída de um filme de ação dos anos 90, bem raso e bem fraco. Faltou sangue, faltou personalidade, faltou culhões da produção.

A CGI é meio precária, tanto que a produção usou e abusou das cenas escuras e noturnas, dos cortes abruptos onde não da pra ver direito o que tá acontecendo naquela sequência de ação, e desconfio que tudo isso foi pra disfarçar a pobreza dos efeitos especiais.

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Acho que eles poderiam ter sido muito mais felizes no desenvolvimento do projeto se tivessem dado um foco maior na relação Brock/Venom, que ficou meio sem pé nem cabeça, muito mal aproveitada e cheia de mais incoerências.

No todo, não é um filme assim tão ruim, mas todos esses probleminhas no decorrer de 2 horas e 20 minutos incomodam um pouco. Se formos parar pra pensar, o filme não entrega nada menos do que foi prometido nos trailers liberados. É exatamente aquilo lá, sem nenhuma pretensão além. Minha dica é ir assistir despretensiosamente, sem grandes expectativas.

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Ah, e o longa conta com 2 cenas pós-créditos: uma fazendo alusão a um personagem muito esperado em uma possível sequência, inclusive com Woody Harrelson, que aparece apenas nessa cena. A outra é uma prévia de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, a animação protagonizada por Miles Morales, que estreia em 20 de dezembro aqui no BR e promete ser infinitamente melhor do que “Venom”.

Enfim, agora quero saber a opinião de vocês.

Já assistiram “Venom”? O que acharam?

Me contem aqui nos comentários!

“Homem-Formiga e a Vespa”

Cinema, Nas Telonas

Com a estreia de “Homem-Formiga e a Vespa”, a Marvel nos traz o retorno de um de seus heróis mais mortais e carismáticos, e nos apresenta à uma nova heroína.

Sumidos daquele quebra pau épico de “Vingadores: Guerra Infinita” (2018), a dupla aparece neste longa, que se passa antes e, por que não dizer, durante o último filme do estúdio, tendo suas próprias pendengas pra resolver.

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Na trama, Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope van Dyne e o Dr. Hank Pym com uma nova missão urgente. Scott deve mais uma vez vestir o uniforme e aprender a lutar ao lado da Vespa, trabalhando em conjunto para descobrir segredos do passado.

Enquanto Scott cumpre prisão domiciliar após os acontecimentos de “Capitão América: Guerra Civil” (2016), Hope assume o manto da Vespa e trabalha, junto com o pai, para encontrar uma forma de resgatar sua mãe, Janet Van Dyne, que ficou presa na Dimensão Quântica pelos últimos 30 anos. Para isso, mesmo que a contra gosto, eles precisam que Scott se junte a eles e seja novamente o Homem-Formiga. O que ninguém esperava era o surgimento da vilã Fantasma, que ameaça acabar com os planos de reencontro da família com sua matriarca.

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Bom gente, o longa é bom, mas parece que falta alguma coisa. A impressão que eu tive com ele é de que se trata de um filme menor, com problemas menores. E isso não é ruim de jeito nenhum, basta a gente olhar pra “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017), que pode ser classificado, quando comparamos com os outros gigantes da Marvel, como uma trama de escala menor. O problema, meus amigos, é que depois de toda a merda que rolou no ultimo filme dos Vingadores, jogar um enredo desses na nossa cara é muita falta de sacanagem.

Provavelmente isso é um problema meu e das minhas expectativas, mas acho que depois de tudo que vimos no ultimo lançamento do estúdio, todo o abalo que esse universo cinematográfico sofreu, eu esperava mais relação com a Guerra Infinita. A sensação que fica é que o filme ta ali só pra encher umas linguiças e cumprir agenda.

E isso não é um problema da produção ou do roteiro, que é bom é todo amarradinho, apesar de eu ter algumas ressalvas quanto à ele. O caso é que o filme vai ser muito melhor aproveitado e curtido pela audiência se for isolado dos outros longas desse universo e visto como uma aventura à parte.

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Com uma trama mais intimista, onde nenhum dos heróis está tentando salvar a vizinhança, ou seu país, ou seu povo, ou o mundo, ou ainda: o bem maior (inclusive o objetivo da dupla é até meio egoísta, se a gente for parar pra pensar), esse filme está longe de ser perfeito.

Uma das coisas que me chateou no longa, e daí pode culpar novamente as minhas expectativas, foi a falta de noção dos personagens a respeito da grandiosidade do que eles estavam fazendo ali. Cara, é uma missão ao Reino Quântico, sabe? Não um passeio no parque. Acho que faltou dar a atenção que a situação merecia, faltou desespero nos personagens, faltou agonia. Eu queria ter sentido angustia e desesperança em algumas cenas, mas foi tudo meio de boas.

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Outra coisa que também acho que faltou, e nesse caso já enxergo como um desperdício de enredo promissor, foi explorarem melhor esse universo microscópico. Esse filme poderia ter tido um apelo tão maior e ser tão mais diferenciado se investissem numa coisa meio “Querida Encolhi as Crianças” (1989), mas não… vamos queimar tempo em tela com essa vilã, que apesar de bem motivada e justificada, não me convenceu, tá toda avulsa na história, não agregando nada além daquele “corre corre” de filme de herói, com os produtores e roteiristas investindo mais nessa mesmice, no que é mais cômodo e mais fácil.

Eu não vou nem entrar nas questões lógicas de encolhimento e desencolhimento de carros e prédios e todas as leis da física que foram desrespeitadas pra não dar spoilers, mas a minha dica é que fechem os olhos para essas coisas e aproveitem o entretenimento de qualidade que o filme oferece.

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Falando de coisas boas, além desse entretenimento de qualidade, todo o visual do filme é muito verossímil, e os efeitos são incríveis. Fiquei babando com as cenas no Vácuo Quântico, que super me remeteram aos inúmeros mundos apresentados em “Doutor Estranho” (2016).

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O longa possui uma narrativa bem humorada, com um encaixe perfeito de elementos e relações críveis entre os personagens. O diretor, Peyton Reed, responsável pelo primeiro “Homem-Formiga” (2015) e por filmes de comédia como: “Sim Senhor” (2008) e “Separados pelo Casamento” (2006), sabe muito bem como levar um filme “engraçadão” e acrescenta muito dinamismo à todos os diálogos cômicos. Mesmo a piadinha mais pastelona consegue arrancar pelo menos um sorriso da gente.

Inclusive, pra mim, um dos melhores momentos do filme é em uma dessas cenas cômicas com uma montagem incrível e muito carisma do elenco. Mini spoiler aqui: trata-se de uma sequencia de Luis, personagem de Michael Peña, com um possível soro da verdade.

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Paul Rudd e Evangeline Lilly estão incríveis na reprise de seus papéis. Inclusive acho que nesse longa o protagonismo ficou muito mais a cargo da Evangeline, já que sua personagem agiu como um motor, impulsionando toda a trama. Isso não quer dizer, em momento algum, que o Paul foi menos brilhante. A coisa maravilhosa desse filme é que existe um equilíbrio perfeito entre a dupla de heróis, cada um deles tem seus momentos, seus pontos fortes e fracos e eles se complementam e se salvam como uma verdadeira equipe.

A beleza de “Homem-Formiga e a Vespa” está justamente nessas limitações, que acabam humanizando e trazendo os personagens pra mais perto da realidade. O herói imbatível e sem limites, que só perde por conveniências num roteiro, que podem ou não ser desprezadas, não tem lá muita graça.

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Além dos atores que dão nome aos protagonistas dessa história, não podemos esquecer de outros nomes de peso que compõe o elenco: Michael Douglas, Michelle Pfeiffer e Laurence Fishburne.

Meu sonho de princesa é um filme do Homem-Formiga de Hank Pym, ambientado no passado, contando as peripécias do herói acompanhado de sua Vespa e também do Golias, e obviamente usando CGI pra rejuvenescer essa galera por que quero todo mundo no elenco!

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Pra finalizar, indico sim que todo mundo vá ao cinema e confira esse novo capítulo no Universo da Marvel, porém aconselho a desprezar esse universo na hora de apreciar a trama. O filme é muito melhor aproveitado se for assistido como uma aventura isolada, e com expectativas pé no chão.

E não se esqueçam das cenas adicionais características dos longas do estúdio. “Homem-Formiga e a Vespa” conta com duas: uma tremendamente importante e que situa o filme na linha do tempo da Marvel; e a segunda, que não é nada além de engraçadinha e pode frustrar quem ficar até o final dos créditos gigantescos.

Agora contem pra mim, quem já assistiu e o que acharam do filme?

 

 

Estreia “Marvel’s Cloak & Dagger”

Na TV

Estreou essa semana, pelo canal norte-americano Freeform, a adaptação para a TV “Marvel’s Cloak & Dagger”, série inspirada nos personagens homônimos da Marvel.

Estrelada por Olivia Holt como Tandy Bowen/Dagger e Aubrey Joseph como Tyrone Johnson/Cloak, a série é ambientada no Universo Cinematográfico Marvel e já conta, logo nos dois primeiros episódios, com várias referências às outras produções do estúdio, inclusive os filmes.

Mas quem são Cloak & Dagger? Se você nunca ouviu falar desses personagens antes, se liga aí que vou fazer um resumão esperto:

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Conhecidos aqui no Brasil como Manto & Adaga, os dois foram criados em 1982, por Bill Mantlo e Ed Hannigan, aparecendo pela primeira vez em “Peter Parker, the Spectacular Spider-Man” #64 – Março de 1982.

Heróis obscuros da Marvel, a dupla se conhece quando Tyrone (que vivia como sem teto nas ruas de Nova Iorque) pensa em assaltar Tandy (que era a riquinha bem de vida, que foge de casa por que não está recebendo atenção suficiente), mas, antes que ele pudesse bater a carteira da menina, ela acaba sendo assaltada por outro homem. Isso é que é sorte, hein minha filha? Assim que o Tyrone ajuda a Tandy a recuperar as coisas dela, nasce a amizade dos dois, e mais tarde aquela paixão gostosa, que é do que a gente gosta!

Eles ganham seus poderes ao serem injetados com a droga D-Lite, quando Tandy recebe a proposta de morar em um abrigo e o Tyrone vai junto com ela.

Só que o tal do abrigo na verdade era uma roubada.

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O lugar era usado como fachada, atraindo jovens sem-teto para serem cobaias nos experimentos do cientista criminoso Simon Marshall. A geral, depois de ser injetada com a droga, acabava morrendo, mas Tandy e Tyrone sobrevivem e conseguem fugir.

Como efeito colateral da droga, o corpo de Tyrone se transmuta em um portal conduíte para a Dimensão Sombria, um mundo de energia escura que precisa da absorção da força vital das pessoas. Ele assume o codinome Manto e, através da Dimensão Sombria, é capaz de canalizar sua energia, criando construtos de escuridão, além de conseguir se teleportar por ela e ficar intangível.

Já Tandy passa a conseguir gerar o que se chama de luz viva, uma energia vital associada à luminosidade. A luz viva dá a ela dois poderes. O primeiro deles é a adaga de luz, que lhe dá seu nome de heroína, Adaga. Os punhais são projéteis feitos puramente de luz, que ela consegue manipular em sua trajetória. Além disso, ela também consegue desintoxicar pessoas, curando males e doenças através da luz.

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Com seus novos poderes, os dois saem por aí tocando o maior terror como os vigilantes mais sem piedade que você respeita. Pra eles, o lema de “bandido bom é bandido morto” era um mandamento, e eles matavam sem pensar duas vezes. No meio da matança toda, eles se apaixonam e vivem aquela história de amor super clichê do tipo “os opostos se atraem”.

Mais tarde, o lance de matar criminosos muda e eles passam a agir como super heróis de respeito, cruzando caminho de outras figuras da Marvel, como o Homem-Aranha, os X-Men e os Fugitivos.

Agora que vocês já conhecem um pouco do background desses personagens, enquanto figuras das HQ’s da Marvel, tá na hora de conhecer o Manto e a Adaga das telas:

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Primeiramente, eu queria dizer o quanto fui surpreendida positivamente pela série. Eu já estava de olho nela, até por que a danada leva o nome “Marvel’s” no título, mas por ser distribuída pela Freeform, fiquei com o pé atrás.

A série apresenta os personagens enquanto eles descobrem seus poderes, adquiridos de uma forma bem diferente da vista nos quadrinhos.

E não é só nisso que a série diverge das HQ’s. Uma das coisas que mais gostei dessa adaptação foi que existe toda uma inversão de esteriótipos. Enquanto Tyrone é um garoto de boa família, Tandy é uma sem-teto, que ganha a vida aplicando golpes em garotos ricos, roubando e se drogando.

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Foi muito legal alterarem a história dos protagonistas pra dar mais profundidade e carga dramática. O fato de eles inverterem os papéis dos dois, quebrando o esteriótipo e nos fazendo enxergar diversas coisas sob um novo ponto de vista é até melhor que o original.

Outra coisa muito interessante e surpreendente foi o tom sombrio e sério que senti enquanto assistia os dois primeiros episódios. Por algum motivo, eu achava que a série iria ser mais juvenil e bobinha, mas deram um tom bem obscuro à produção, que deu pra sentir logo na sequência inicial.

Fora isso, ainda tiveram alguns temas mais pesados sendo explorados, como: violência policial, o risco de usar telefone ao volante, alcoolismo, drogas e até uma tentativa de estupro.

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A fotografia tá super decente e o roteiro foi muito bem escrito. Adorei como vimos as histórias dos personagens de modo separado. Conseguiram conduzir dois núcleos distintos, que se conectam naturalmente sem necessariamente uni-los de cara, além de todo o paralelo entre a infância e a fase adulta dos dois protagonistas.

As atuações estão maravilhosas! Olivia e Aubrey encarnaram direitinho os personagens, com toda aquela carga emocional pesadíssima, embalada por uma trilha sonora que caiu como uma luva. Inclusive eu tô até agora tentando descobrir se fui eu quem salvou essa trilha sonora ou se ela quem me salvou.

Fora tudo isso de maravilhoso que falei ai em cima, ainda tem todas as ligações e referências com outras séries e filmes do MCU. Aparece a Roxxon Corp, que já foi citada em “Homem de Ferro 2”, assim como nas séries “Agent Carter”, “Marvel’s Agent’s of Shield”, “Iron First” e “Daredevil”, inclusive, sendo revelado nessa última, que a empresa tem ligações com o Tentáculo. Além disso, a Dimensão Sombria, introduzida em “Marvel’s Agent’s of Shield”, desenvolvida na segunda temporada da “Agent Carter” e vista no cinema em “Doutor Estranho”, é a origem dos poderes do Manto.

Ainda sem data de estréia no Brasil, vale a pena conferir a série que vai contar com 10 episódios em sua temporada de estréia, sendo exibidos todas as quintas, na Freeform.

E, se todo esse meu textão rasgando seda ainda não convencer você a assistir, deixo aqui o trailer da série, que com certeza vai:

E aí, prontos para conhecer Cloak & Dagger?