“Jurassic World: Reino Ameaçado”

Cinema, Nas Telonas

Aproveitando a chegada do fim de semana, tá saindo agora, direto do meu forninho, a crítica de “Jurassic World: Reino Ameaçado”, novo filme da franquia, que estreou aqui no BR em 21 de junho.

Como eu disse pra vocês nesse post aqui, não sou nenhuma especialista em cinema nem nada do tipo. Não estudei pra isso e sou apenas uma reles apreciadora da sétima arte, que normalmente só da a sua humilde opinião, bem tendenciosa diga-se de passagem, sobre os longas e fala umas abobrinhas, então não me levem muito a sério.

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Dirigindo pelo talentoso J.A. Bayona, responsável por sucessos como:  “O Orfanato” (2007),  “O Impossível” (2012) e “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” (2016), o quinto filme da franquia de sucesso está para “O Mundo Perdido” (1997) assim como o requel, “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” (2015), esteve para “Jurassic Park” (1993).

“Owen e Claire retornam à ilha Nublar para salvar os dinossauros restantes de um vulcão que está prestes a entrar em erupção. Eles encontram novas e aterrorizantes raças de dinossauros gigantes ao descobrir uma conspiração que ameaça todo o planeta.”

Esse novo longa nos traz uma importante reflexão logo em suas cenas iniciais, com um “dialogo” protagonizado pelo Jeff Goldblum (que aqui só faz uma pontinha), retornando à seu personagem Ian Malcolm. Essa reflexão, apesar de ser apresentada no começo do filme, nos acompanha até os minutos finais: os dinossauros merecem ser salvos de sua eminente reextinção? A erupção do vulcão adormecido na Ilha Nublar seria uma ação da natureza tentando corrigir seu curso após a intervenção do homem que insiste em brincar de Deus?

JURASSIC WORLD: FALLEN KINGDOM Jeff Goldblum (as Ian Malcolm)

O filme é um daqueles entretenimentos gostosos, fluindo até que bem, com cenas frenéticas que se sucedem naturalmente, emendando um perigo atrás do outro de forma espontânea. O roteiro é bem amarradinho, mas suas qualidades acabam por aí.

Infelizmente o blockbuster acaba sendo meio que mais do mesmo. Se você está esperando um daqueles filmes surpreendentes, pode tirar seu cavalinho da chuva. Não tem nada de muito diferente do que já vimos nos filmes anteriores: rola aquela clássica cena do T-Rex chegando na hora H pra salvar os mocinhos; tem a parte da chegada da galera, toda maravilhada com o brontossauro fêmea; tem o tipico vilão com roupa caqui parecendo pronto pra fazer um Safari; tem também a nova criação horripilante dos outros vilões, por que depois de 5 filmes ninguém aprendeu ainda a NÃO CRIAR PREDADORES ENORMES QUE VÃO ACABAR COMENDO VOCÊ NO FINAL.

Jurassic World: Fallen Kingdom The Indoraptor

No geral achei o roteiro do filme bem fraquinho e cheio daquelas conveniências preguiçosas. Outro ponto negativo pra mim foi a construção das personagens antagonistas. São completamente rasas, parecendo muito aqueles vilões da Malhação, que são maus apenas por serem maus. Na minha opinião faltou trabalhar melhor esses caras, dar um background maior pra eles, uma motivação real por trás dos seus planos diabólicos de dominação mundial.

Outra coisa que detestei foi a personagem do Justice Smith, que nem me lembro o nome. Ele era pra ser o alivio cômico da história, mas acabou sendo só um pé no saco. Tudo foi muito forçado em volta dele, tanto que senti que o filme só começou a funcionar quando ele deu uma sumida.

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Apesar desse roteiro meio duvidoso, o filme não é ruim. Seu ponto forte é, com certeza, a direção de J.A. Bayona, que emprega muito de sua expertise com filmes-catástrofe e terror, e total domínio da câmera, imprimindo uma identidade mais diferenciada ao longa. Mesmo com todos os clichês do script, ele consegue redefinir toda a estética e o tom da franquia.

Esse é um cara que sabe trabalhar muito bem os enquadramentos, criando a atmosfera perfeita para cada cena, com total eficiência na hora de construir o suspense da trama. Inclusive tem uma cena em que a câmera passeia pelo telhado e se inverte na janela, simulando, de certa forma, o movimento sorrateiro do dinossauro. Essa sequência me deu arrepios!

Outra coisa que gostei, foram os truques de luz que ele usava, com o fundo totalmente escuro e então, durante um relâmpago ou um curto-circuito, podíamos visualizar aquele monstro escondido nas sombras.

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A trilha sonora de Michael Giacchino também não deixa a desejar. Misturando elementos da trilha original de John Williams, ele consegue criar algo novo, que se expande e se encaixa perfeitamente com os dois momentos do filme, seguindo lado a lado com a fotografia impecável.

Com o filme basicamente divido nessas duas partes: primeiro aquela aventura cheia de elementos catastróficos, enquanto nossos mocinhos correm contra o tempo tentando salvar os dinossauros ao mesmo tempo em que o vulcão da Ilha Nublar entra em erupção; e depois quando saímos da ilha e o longa ganha todos os tons sombrios, cheios de terror e suspense; conseguimos enxergar perfeitamente essas nuances e a mudança de clima através da trilha e da fotografia, aliás, a cena que marca a transição desse ato 1 para o ato 2, com o solitário brontossauro deixado para morrer na ilha, foi de partir o coração e me fez derrubar uma ou duas lagrimas.

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Ainda falando de coisas boas sobre “Jurassic World: Reino Ameaçado”, podemos exaltar a atuação do Chris Pratt, que finalmente parece bem à vontade com sua personagem neste longa. Desta vez, Owen Grady passa do carrancudo meio robótico do filme anterior, para um cara muito mais bem humorado, e isso naturalmente, sem ser um palhaço.

A relação dele com a Blue tem seu laço mais bem explorado nessa sequência, principalmente em algumas cenas de flashback onde vemos o vínculo dos dois durante a criação da nossa velociraptor favorita. Talvez eu tenha chorado um pouco nessas cenas também.

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Já a Bryce Dallas Roward tinha apenas ONE JOB em seu retorno como Claire Dearing, e esse era basicamente sobreviver até o final do filme. A atriz não deixa de entregar uma performance impecável, mas eu acho que a personagem poderia ter tido uma missão maior, além de estar toda engajada na causa de “Salvem os Dinos” e ficar correndo pra lá e pra cá, dessa vez de botas, como fizeram questão de ressaltar.

Pra mim, uma das maiores surpresas foi a Isabella Sermon, que interpreta a Maisie Lookwood, neta de Benjamin Lookwood, o parceiro de John Hammond na empreitada que trouxe os dinossauros de volta à vida.

Parte de um plot dentro de outro plot, ela tem um papel “importante” na trama, mas que, não sei se devido à eu ter matado essa charada logo no inicio do filme, acabou se perdendo um pouco na hora da revelação do plot twist dela. Podiam ter dado uma atenção maior em vez de jogarem tudo na nossa cara durante um discurso do vilão.

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Enfim, mesmo com um ritmo meio irregular, que vai do frenesi à uma barrigada lá pela metade, mas se recupera na obscuridade da segunda parte, na minha opinião é um bom filme, com vários elementos e gêneros cinematográficos dentro de um, e que acaba tendo mais qualidades do que defeitos.

Só não digo que é um filme pra toda família, pois as crianças, apesar de amar os dinossauros, podem ficar meio assustadas com as cenas mais aterrorizantes (sei que eu fiquei), e os mais velhos podem acabar tendo um pequeno ataque cardíaco com os jump scare (sei que eu tive).

E vocês? Já assistiram ao filme? O que acharam?

 

 

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“Oito Mulheres e um Segredo”

Cinema, Nas Telonas

Só Deus sabe como estou atrasada pra falar com vocês sobre esse filme!

Primeiro que eu já demorei um bocado pra ir ao cinema assistir: o longa estreou dia 7 de junho em território nacional, e a bonita aqui só resolveu dar as caras no cinema uma semana depois, no dia 14. Mas juro que não foi desinteresse, o problema foi um conflito de agendas e um erro de comunicação com meus companheiros de 7ª arte.

Eu geralmente não tenho problemas em ir ao cinema sozinha, às vezes até prefiro, mas quando a gente fala de grandes blockbusters, sempre tem alguns coleguinhas que vão querer ir assistir aos filmes com a gente e, inclusive, podem ficar chateadíssimos se formos sem eles.

Sendo assim, agendas devidamente pareadas, na quinta-feira passada conferimos a sequência disfarçada de reboot estrelada por Sandra Bullock, e uma semana depois de assistir, eu finalmente trago a minha crítica bem amadora e cheia de abobrinhas sobre a “versão feminina” do clássico encabeçado por George Clooney, e já aviso, não me levem muito a sério, eu não sou nada profissional (inclusive sou bem tendenciosa) quando se trata de dar a minha humilde opinião sobre filmes.

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Com um elenco estelar, composto por nomes de peso como Cate Blanchett, Helena Bonham Carter, Sarah Paulson, Anne Hathaway, Rihanna, Mindy Kaling e a novata Awkwafina, o longa nos apresenta Debbie Ocean (Bullock), irmã do já conhecido golpista Danny Ocean (vivido pelo homão da porra George Clooney), em “Onze Homens e um Segredo” (2001):

“Recém-saída da prisão, Debbie Ocean logo procura sua ex-parceira Lou (Blanchett) para realizar um elaborado assalto: roubar um colar de diamantes no valor de US$ 150 milhões, que a Cartier mantém sempre em um cofre. O plano é convencer a empresa a emprestá-lo para que a estrela Daphne Kluger (Hathaway) use a joia no badalado Met Gala, um dos eventos mais chiques e vistosos de Nova York. Para tanto, Debbie e Lou reúnem uma equipe composta apenas por mulheres: Nine Ball (Rihanna), Amita (Kaling), Constance (Awkwafina), Rose (Bonham Carter) e Tammy (Paulson).”

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Olha, eu imagino que repaginar uma franquia do calibre de “Ocean’s”, com um elenco totalmente diferente e inteiramente feminino, não deva ser uma missão fácil.

A gente pode ver o exemplo de “Ghostbusters” (2016), que não deu lá muito certo e aqui a culpa não é do elenco totalmente feminino, tá? O roteiro é que era fraquíssimo mesmo e sem nenhum apelo, com personagens bem rasas, que criaram zero empatia com o público.

Graças a Deus, esse problema não pertence à “Oito Mulheres e um Segredo”. O diretor Gary Ross nos entregou uma trama leve e bem humorada, com atuações impecáveis desse time composto por mulheres incríveis.

Inclusive, o ponto alto do filme é o time. Todas as personagens são bem construídas, únicas e envolventes, e cada uma tem tarefas vitais para o sucesso do plano em questão. Todo mundo tá super afiado e confortável em seus respectivos papéis, cheias de entrosamento e tiradas hilárias.

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Obviamente, não da pra comparar este filme com a trilogia anterior, mas a beleza da coisa toda é que o longa não tem essa pretensão, muito pelo contrário. O filme sabe bem o que é e se aproveita de seus pontos fortes, como foi muito bem abordado em um diálogo entre Debbie e Lou, a respeito do motivo de a equipe não contar com nem sequer um homem: “para roubar um milionário colar Cartier no Met Gala, é preciso passar despercebida. Nós, mulheres, somos frequentemente ignoradas. Por que não usar isso em nosso favor?”

Adorei a trilha sonora do filme e o fato de alguns enquadramentos nos remeterem diretamente aos filmes de Clooney e companhia. Inclusive, amei a participação de 2 personagens da franquia original!

Fiquei empolgadíssima com o fato da Anne Hathaway interpretar uma modelo descabeçada e da Rihanna interpretar ela mesma HAHAHA. Achei incrível a química entre a Debbie e a Lou, fiquei até esperando que rolasse algum affair entre as duas.

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Mas acho que o que mais gostei nessa história foi que, além da personagem da Sandra Bullock armar todo um plano pra enriquecer, ela ainda encaixou tudo numa vingança maravilhosa contra o boy escroto que cagou na cabeça dela. E o melhor, ainda arrematou tudo ao dizer que elas não estavam fazendo isso apenas pelo dinheiro ou pela vingança! Elas estavam fazendo isso por que em algum lugar, uma jovem menininha sonhava em ser uma criminosa. E era por essa menininha que elas roubariam aquele colar!

Enfim, “Oito Mulheres e um Segredo” é divertido e envolvente, garantia de boas risadas e entretenimento pra ninguém botar defeito. Não é aquele filme estupendo ou desafiador, mas ele cumpre bem o papel a que se propôs.

E você, já assistiu? Pretende ver? O que achou? Me conta TUDO aqui nos comentários!