O Primeiro Episódio de Cálculo Renal a Gente Nunca Esquece…

Eu Mesma, Minha Vida Maravilhosa

Vocês devem ter notado que andei meio sumida essa semana… normalmente faço posts aqui no blog pelo menos duas vezes a cada 7 dias, porém dessa vez não rolou, e a culpa é de um vilão dos mais parrudos que já enfrentei.

Normalmente escrevo todos os textos que pretendo postar durante o fim de semana, já que de segunda à sexta fico atarantada demais com o trabalho pra conseguir me focar em escrever. Acontece que no fim de semana passado eu já estava meio jururu por causa de cólica menstrual, que acabou de deixando pra baixo a semana passada toda e eis que no domingo o bicho pegou de um jeito que nunca vi.

Foi uma cólica diferente de todas que já senti antes, e olha que eu sou campeã em ir pro hospital tomar medicação na veia por causa de cólica menstrual… mas aquela era bem diferente e eu não soube bem descrever, só tomei todos os Buscofem em que consegui botar as mãos, deitei e rezei pra passar. Acabei inclusive dormindo o dia todo, de tão exaustivo que foi sentir tanta dor, e no fim das contas não consegui escrever nada pro blog.

Na segunda acordei ainda com o fantasma do desconforto, não era o monstro gigante que tinha me assolado no dia anterior, mas eu ainda estava meio dolorida. Com a agitação do dia acabei esquecendo a dor e na terça eu já estava perfeitamente bem.

Só que o bicho pegou na quarta-feira.

Acordei super bem. Sai com o carro em direção ao metrô, fazendo os vídeos do “Minha Vida Maravilhosa” pro Instagram normalmente, cheia de planos, já que o casamento da dona Mariana, membro fundador da Panelinha (e se você não sabe o que é Panelinha, tá na hora de acessar esse post), tava se aproximando e entre as loucuras de escolher vestido, sapato, bolsa, penteado e maquiagem, eu estava com um horário no cabeleireiro (um que tive que esperar mais de um mês, já que a agenda da minha profissional de confiança é uma loucura), pronta pra dar um corte bem do necessário na minha cabeleira naquele mesmo dia.

Acontece, meus amigos, que todas essas coisas foram varridas da minha cabeça quando cheguei ao metrô Jabaquara. Primeiramente por que deu ruim nas linhas de metrô da cidade de São Paulo e tudo estava um caos total. E segundo por que aquela mesma dorzinha que tinha sentido no domingo, e confundido com cólica menstrual, foi deslizando sorrateiramente pelas minhas costas e me deixando meio enjoada.

Na mesma hora mandei uma mensagem pro meu Boss, avisando da merda do metrô e falando sobre a dor estranha, resolvi abandonar a estação e chamar um Uber pra chegar ao trabalho, já que minha Estrela da Morte não é muito de confiança pra enfrentar o trânsito de São Paulo.

No Uber a dorzinha começou a ficar deveras insuportável, mas acreditem, ainda estava longe de ser o pior que eu sentiria naquele dia.

Cheguei ao trabalho meio pálida, meio trêmula. A geral botou os olhos em mim e já saíram procurando hospital público ali por perto pra me carregar.

Aquele desconforto tinha virado uma dorzona. Começava nas costas, na parte direita, e irradiava pra barriga, descia queimando pela região do útero e me dava a impressão horrível de que meus ovários, ou qualquer coisa que estivesse ali por perto, estavam se torcendo, dando nós, queimando e doendo, doendo.

Cheguei lá na Santa Casa já em desespero, me revirando de dor, não conseguia nem PENSAR em nada, só no meu sofrimento todo. Demorei séculos pra ser atendida. Séculos na triagem, onde julgaram que o que eu estava sentindo não era nada demais, me jogaram numa sala e me deixaram lá, me balançando em agonia pra todos os lados. Quando eu cai da cadeira e me embolei em posição fetal se tocaram de que o bicho tava pegando REAL pro meu lado, me reclassificaram como “quase urgente” e me atenderam.

Diagnóstico: primeiro episódio de cólica renal.

Lá vou eu pra analgesia, esperar pelo alivio da medicação, que parecia nunca vir.

Mais alguns séculos me revirando de dor naquela sala também, enquanto a enfermeira ARROMBADA que deveria fazer minha medicação resolveu que era melhor esperar pela troca de turno e, a partir daí chega um paciente convulsionando, em estado muito mais urgente que o meu, e daí, meus amigos, eu perdi totalmente a noção do tempo que fiquei CHORANDO de dor, por que sim, cheguei no estágio humilhante em que já estava as lágrimas e ninguém se importava.

Esse descaso todo não foi só comigo não. Em certo momento, aquele mesmo paciente que chegou convulsionando teve outra convulsão, bem ali na maca no corredor, e o médico na frente dele só olhou, e voltou a mexer no celular, encostado na parede.

No fim das contas tomei uma primeira medicação, aliviou, mas não levou a dor embora. Depois subi pra fazer um ultrassom, e o mocinho me assustou umas duas vezes me dizendo quão enormes eram as pedras nos meus rins, só pra supervisora dele chegar e dizer que não tinha nada lá. Ele esperou ela sair pra chamar ela de vaca na minha frente.

Conclusão: as pedras, se é que existem, são muito pequenas para serem vistas no ultrassom, então tomei mais uma dose de Tramal, peguei uma receitinha pra dor e outra pra diluir e expelir a pedra e chamei um Uber pra ir pra casa, me sentindo um cocô gigantesco.

Atualmente estou atormentada com o tal do Sódio, bebendo água loucamente e tomando Dipirona como se não houvesse amanhã, bem alerta a qualquer tipo de dor nos rins, já que a cada movimento rolam umas pontadas sinistras do lado esquerdo do meu corpinho.

E vocês? Já tiveram uma experiência terrível com cálculo renal? Ou até mesmo um atendimento de bosta no hospital público? Conta pra mim aqui nos comentários!