[2019] LEITURAS DE AGOSTO

Literatura, Na Estante

Finalmente, depois de muitos e muitos meses (na real, acho que desde o início do ano) eu venho aqui escrever um post de leituras do mês cheia de orgulho.

Mesmo estando um pouco atrasada, já que esse resumão era pra ter estourado por aqui na semana passada, me sinto incrível, pois o post atrasou por ótimos motivos: EU ESTAVA OBCECADA DEMAIS LENDO PRA VIR AQUI ESCREVER!

Infelizmente vocês só vão poder saber com o que eu estava obcecada no mês que vem, quando o post de Leituras de Setembro sair 😀

O motivo de tanto orgulho vocês conferem abaixo, na lista com ONZE LIVROS lidos no mês de agosto:


1) “A Missão Traiçoeira” – Erin Beaty

Sage Fowler abandona seu posto como aprendiz de casamenteira e se envolve em uma nova missão secreta ao lado do capitão Alex Quinn no segundo volume da série O Beijo Traiçoeiro.

Depois de se provar uma espiã habilidosa e uma casamenteira estrategista, Sage Fowler passou a ocupar uma posição confortável na alta sociedade, dando aulas para as princesas do reino de Demora. Quando surge a oportunidade de participar de uma nova missão secreta, porém, Sage quer aproveitar a chance para servir ao seu reino mais uma vez — e ficar mais próxima de seu noivo, o capitão Alexander Quinn. Alex não fica nada feliz com a ideia, já que está determinado a proteger a namorada de qualquer perigo.

A insistência de Sage em fazer parte da missão faz com que eles se desentendam cada vez mais e, quando um conflito com um reino vizinho resulta em uma tragédia, os dois acabam separados. Para completar a missão de Alex — e a sua própria —, Sage precisará contar com a ajuda de aliados inesperados para sobreviver em um território inimigo e salvar o reino de Demora mais uma vez.

Se vocês se lembram bem, eu finalizei o mês de julho com a leitura de “O Beijo Traiçoeiro” e não podia deixar de encaixar logo em seguida sua sequência, já que a autora estaria na Flipop desse ano. E gente, que história apaixonante! O segundo livro não consegue superar o primeiro, até por que é difícil se equiparar depois daquele plot twist INCRÍVEL, mas a história não perde o brilho, os conflitos são outros e mesmo que seja uma continuação, acaba sendo uma história completamente diferente. Gosto que aqui os personagens são ainda mais humanizados, os perigos são mais palpáveis e o protagonismo não tá salvando ninguém de se machucar. O livro acabou e eu só sabia implorar pra Editora Seguinte pelo 3º livro da trilogia!


2) “A Caçadora de Dragões” – Kristen Ciccarelli

Primeiro volume de uma trilogia fantástica, em que dragões e humanos estão em guerra — e cabe a uma garota matar todos eles.

Quando era criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a única solução que sua mãe encontrou foi lhe contar histórias antigas, que muitos temiam ser capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz de todos os dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas — um peso que a garota ainda carrega nas costas. Agora, aos dezessete anos, ela se tornou uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir frente a seu povo. Mas a garota não vai conseguir concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma — e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.

Outro livro que passei na frente das minhas leituras, já que a autora também estaria na Flipop, e vou dizer: NÃO ME ARREPENDO NEM UM POUQUINHO! Deus do céu! A Seguinte manda bem demais nos livros, NÃO PODE SER! Mesmo estranhando um pouquinho, já que vinha de uma leitura diferente, eu fui absolutamente sugada para o Universo da Trilogia Iskari! Fiz inclusive um post no Instagram pra resumir a paixão que foi ler esse livro (se quiserem ler uma resenha completa é só acessar o link), mas em resumo: amei todas as personagens femininas fortes, o romance delicado que se desenvolve em paralelo e não sufoca em nada o plot principal: uma intricada trama política, coroada por uma rede de intrigas. Foi tanta reviravolta nessa história que acabei nem vendo os plot twists me acertando! Vi bastante gente dizendo que demorou pra engrenar a leitura e que a coisa só andou a partir da metade do livro, mas “A Caçadora de Dragões” me prendeu do começo ao fim de forma surreal. LEIAM ESSE LIVRO, AINDA POR CIMA TEM DRAGÕES E É TOTALMENTE DIFERENTE DE TUDO O QUE VOCÊS JÁ VIRAM!


3) “A Rainha Aprisionada” – Kristen Ciccarelli

No segundo volume da trilogia Iskari, uma nova heroína entra em cena para lutar pela liberdade de seu povo ― e de sua irmã ― em meio a um conflito que apenas começou. Firgaard foi governada durante décadas por um rei tirano e manipulador, capaz de condenar povos inteiros apenas para aumentar seu poder.

Depois de uma grande batalha, Asha, sua filha, conseguiu derrotá-lo. E, assim, Dax, o primogênito, assumiu o poder ao lado de Roa, sua esposa. Roa é uma forasteira vinda das savanas ― um território sob o domínio de Firgaard, que há anos é oprimido e está prestes a entrar em colapso.

O maior desejo da nova rainha, mesmo sabendo que não é bem-vinda em seu novo lar, é mudar a vida de seu povo. O que ela não esperava era encontrar uma chance de alterar o curso do destino e trazer de volta à vida sua irmã gêmea, Essie, morta quando criança em um terrível acidente. O único obstáculo? O novo rei.

Quando terminei de ler o primeiro livro da Trilogia Iskari, mesmo todo mundo me dizendo que o segundo era ainda melhor, eu não acreditei que este superaria seu antecessor. Por que sério, O PRIMEIRO É BOM DEMAIS, como esse poderia ser MELHOR QUE AQUILO? Pois amigos, saibam, É POSSÍVEL! Tem uma resenha mais completa desse livro no mesmo link do Instagram, mas de novo, vou resumir aqui: essa é uma história completamente diferente da primeira, a protagonista é outra e a trama dela, mesmo sendo mágica e fantástica, passa longe do primeiro livro. Poderia ser mais um caso de love/hate, mas é melhor do que isso. É uma história de amor, em todas as suas formas, e sobre tudo que somos capazes de fazer em nome dele. Chorei bastante com a leitura, que me fez virar a noite de tão viciante, e, inclusive, chorei nos agradecimentos. Agora só me resta ficar aqui agonizando até o ultimo livro da trilogia ser lançado aqui no BR.


4) “Confidências de uma Ex-Popular” – Ray Tavares

Da autora de Os 12 Signos de Valentina. Mais de 4 milhões de leituras no Wattpad.

Beleza, poder, popularidade. O que mais uma garota pode querer? Renata acaba de ser expulsa de sua antiga escola. Perdeu seu status, seus amigos, seu namorado e sua antiga vida de privilégios. Agora, precisa recomeçar do zero, em um rígido internato católico.

Possessa e nada disposta a construir novos laços de amizade por conta das frustrações do passado, ela se vê, de repente, perdida. Sem largar sua essência, a garota se equilibra entre lidar com o desprezo constante dos alunos do colégio, recusar as investidas do presidente de um grupo misterioso e, nesse meio, administrar seu interesse por um aluno em particular.

Será que Renata vai conseguir superar seu passado e iniciar uma nova jornada mostrando uma nova versão de si mesma – ou insistirá em seus velhos erros?

Se vocês acompanharam os posts de leituras dos meses anteriores, puderam perceber que sou só um pouquinho obcecada pela Ray Tavares. Estive esperando o lançamento desse livro (que foi baseado em “Bola na Rede”, uma história que a autora lançou lá no Wattpad) loucamente, pra poder matar minha vontade de ler coisas que ela escreve. Assim que coloquei as minhas mãos nele, lá na Flipop, com direito à autógrafos e tietagem, comecei a ler. Foi tão empolgante que também fiz uma resenha completa lá no Instagram, que vocês podem ler aqui, mas, em resumo, é um livro juvenil, revigorante e inspirador, aquela leitura fácil e leve, mas recheada de questões sociais e políticas, com personagens super representativos e cativantes! É um daqueles livros completos: tem romance, tem mistério, tem esquema de corrupção, tem comédia (por que afinal de contas foi a Ray que escreveu e ela tem o melhor senso de humor do mundo), tem lições super importantes sobre família, amizade e amor em todas as suas formas. ENTÃO APENAS LEIAM E DEEM SUPORTE PRA NOSSA LITERATURA NACIONAL MARAVILHOSA!


5) “Amor em Manhattan” – Sarah Morgan

Um romance brilhante sobre três amigas que decidem abraçar a vida – e o amor – em Nova York. Calma, competente e organizada, Paige Walker adora um desafio. Depois de passar a infância em hospitais, ela quer mais do que tudo provar seu valor – e que lugar pode ser melhor para começar sua grande aventura do que Nova York? Mas quando ela perde seu emprego dos sonhos, Paige vai descobrir que o maior desafio será ser sua própria chefe! Só que abrir sua própria empresa de organização de eventos e concierge não é nada comparado a esconder sua paixonite por Jake Romano, o melhor amigo do seu irmão e o solteiro mais cobiçado de Manhattan. Mas quando Jake faz uma excelente proposta para a empresa de Paige, a química entre eles acaba se tornando incontrolável. Será que é possível convencer o homem que não confia em ninguém a apostar em um feliz para sempre? O primeiro livro da série para ‘Nova York, com amor’ traz um enredo empolgante e divertido, com personagens superando situações inusitadas em busca do seu final feliz.

Depois de ler romances fantásticos no começo do mês e engrenar um romance juvenil com questões bem importantes, quis dar aquela arejada na cabeça com um romance super clichê e acertei em cheio com esse livro, que é o primeiro de uma trilogia, cada um do ponto de vista de um membro de um grupo de amigas. O que gostei muito nessa história: o enfoque na amizade. Além do romance de fazer calcinhas caírem, o companheirismo da protagonista com suas duas melhores amigas é demais! As três são muito diferentes uma da outra, mas de um jeito muito incrível se completam. Morri de rir com os diálogos e me identifiquei um pouquinho com cada uma delas em diversas situações. Uma coisa que não gostei muito foi a escrita da autora: parecia muito com uma fórmula de bolo meio batida e todas aquelas descrições sobre como os mocinhos tinham mãos masculinas, e cheiro masculino, e voz masculina, enfim… mais tarde descobri que ela já tinha escrito milhões de livros publicados, então relevei esse ponto. A leitura flui que é uma beleza, e apesar do clichê e de sabermos como esse tipo de leitura termina, ainda é uma delicia de ler.


6) “Pôr do Sol no Central Park” – Sarah Morgan

Após o grande sucesso do livro Amor em Manhattan, Sarah Morgan retorna às livrarias brasileiras com este novo romance da série “Para Nova York, Com Amor”, que vai aquecer seu coração.

Frankie Cole e suas duas melhores amigas inauguraram um novo negócio em Manhattan que está sendo um sucesso. Frankie é designer e ama trabalhar com paisagismo de jardins suspensos nos telhados dos arranha-céus da cidade. Entre amizades verdadeiras e um trabalho gratificante, ela tem tudo para ser feliz. Frankie nunca deu muita atenção às relações românticas, sempre preferindo focar em si e no trabalho. Ela e Matt, irmão de sua melhor amiga, se conhecem há anos, mas nunca tiveram nada além de amizade. Até que ele descobre novas coisas sobre a mulher que pensou conhecer tão bem, e decide que não quer passar mais nenhum dia longe dela. Matt sabe que Frankie se mantém segura por trás de sua barreira emocional, mas fará de tudo para superar os bloqueios e conquistá-la.

O segundo livro da trilogia mantém o ritmo do primeiro, ainda me incomodou um pouco todas as características masculinas do mocinho, principalmente por que ele é o irmão da primeira protagonista e me vi com sentimentos conflitantes sobre ele. Mas gostei de verdade da personagem principal deste livro, todas as amigas são muito bem construídas e conseguimos ver isso nos livros, mas é diferente entrar dentro da cabeça dessas personagens e descobrir suas motivações a fundo. Tem algumas diferenças de ritmo deste para o primeiro, saindo um pouco do cenário onde as amigas se matavam para fazer o novo negócio decolar (já que era muito mais um plot da Paige) e indo explorar os fantasmas do passado da Frankie, o que nos leva à viagens para fora de Nova York e passeios no parque. Ainda não sei dizer de qual dos livros eu gostei mais, por que apesar das diferenças eles têm a mesma fórmula e a gente acaba sabendo de tudo o que vai acontecer, mas é um bom passatempo.


7) “Milagre na 5ª Avenida” – Sarah Morgan

O amor chega para todos ― seja sonhando com ele ou fugindo o máximo que pode. Após Amor em Manhattan e Pôr do Sol no Central Park, Sarah Morgan volta com outra história que vai fazer você suspirar.

Eva Jordan ama tudo que envolve o Natal. Romântica incurável, ela passará as festas sozinha esse ano, mas nada destrói sua fé inabalável no amor e nas coisas boas da vida. Quando ela tem a oportunidade de decorar a casa de um escritor rico e famoso na 5ª Avenida, aceita sem pensar duas vezes.

O que Eva não esperava, no entanto, é que a casa estaria ocupada por seu recluso ― e misterioso ― dono. Lucas Blade é especialista em escrever cenas aterrorizantes, mas é o Natal que está sendo seu maior pesadelo. Há poucas semanas do prazo final de entrega de seu próximo livro, ele ainda não tem uma história ― nem mesmo um personagem principal! Além disso, o aniversário da morte de sua esposa está chegando, o que o deixa imerso em uma névoa carregada de dor e luto. Eva vive em seu planeta particular e Lucas em um mundo de dor e desconfiança. O que a vida mostra a eles é que duas pessoas diferentes podem ter mais em comum do que imaginam ― incluindo uma atração inegável um pelo outro.

O terceiro e último livro me deixou um pouco confusa sobre se foi o que eu mais gostei ou o que eu menos gostei. Achei a história mais diferente nesse, mesmo sendo aquela coisa receita de bolo que citei sobre os anteriores, o cenário é diferente, o ritmo também. Em alguns momentos eu amava a mocinha, mas em outros eu queria espancar ela. Eva é muito boazinha, claro que ela tem falhas, mas ela suportou umas coisas que pelo amor de Deus. E eu não sei se compro essa coisa de escritor recluso super sarado. Aquela questão das descrições muito masculinas dos mocinhos seguiu me incomodando demais. Neste livro senti o plot que amava sobre a amizade meio apagado. Ao mesmo tempo teve um plot twist mais interessante que os anteriores. Então assim, fiquei confusa sobre gostar ou não, porém não é um livro que vá desafiar a inteligência de ninguém, é pra ler e se distrair mesmo, vale pra dar aquela refrescada nas ideias depois de uma leitura muito complexa.


8) “F*ck Love – Louco Amor” – Tarryn Fisher

Helena Conway se apaixonou. Contra sua vontade. Perdidamente. Mas não sem motivo.Kit Isley é o oposto dela desencanado, espontâneo, alguém diferente de todos os homens que conheceu. Ele parece o seu complemento. Poderia ser tão perfeito… se Kit não fosse o namorado da sua melhor amiga. Helena deve desafiar seu coração, fazer a coisa certa e pensar nos outros. Mas ela não o faz… Tentar se afastar da pessoa amada é como tentar se afogar. Você decide fugir da vida, pulando na água, mas vai contra a natureza não buscar o ar. Seu corpo clama por oxigênio sua mente insiste que você precisa de ar. Então você acaba subindo à superfície, arfando, incapaz de negar a si mesma essa necessidade básica de ar. De amor. De desejo ardente. Você pode pensar que já viu histórias parecidas, mas nunca tão genuínas como essa. Tarryn, a escritora apaixonada por personagens reais, heroínas imperfeitas, mais uma vez entrega algo forte, pulsante, que nos faz sofrer mas também nos vicia. Depois dela, todas as outras histórias começam a parecer como contos de fadas. Se você não quer se viciar, não leia a primeira página.

Eu só tenho uma coisa pra falar desse livro: PUTA MERDA QUE VIAGEM DA PORRA! Sério, só Deus sabe o que a Tarryn Fisher usou enquanto escrevia essa história. Essa sinopse faz parecer que o livro é um passeio no parquinho, quando na verdade é um chá de ayahuasca. Logo no primeiro capítulo você já fica “espera, mas o que…?”. Depois disso é só ladeira abaixo. Vou meter um spoiler aqui, por que preciso mesmo alertar as pessoas: GENTE, A PERSONAGEM TEM UM SONHO BIZARRO COM O NAMORADO DA MELHOR AMIGA E DAI FICA OBCECADA PELO CARA! Minha filha, você é uma amiga filha da puta. Não consegui em nenhum momento compreender e ficar do lado da protagonista. Não consegui torcer por ela. Não consegui shippar ela com o cara. Em muitos momentos torci pela morte dos dois. Rolaram umas viagens muito loucas no meio da história, um novelão mexicano, uma salada toda estranha, não sei explicar… a parte boa é que o livro só é grosso por causa do tipo de papel usado na impressão e tudo acaba em menos de 300 páginas. UFA!


9) “Imperfeitos” – Lauren Layne

Será que Michael conseguirá encontrar um final feliz depois de ser rejeitado por Olivia? Uma comédia romântica surpreendente sobre como recomeços podem ser a cura para um coração partido.

Quantas vezes um mesmo coração aguenta ser despedaçado? Essa é a pergunta que atormenta Michael St. Claire, o ex-bon vivant que, após ser rejeitado por Olivia e abandonado pelo melhor amigo, deixa o glamour nova-iorquino para trás e vai trabalhar num clube de tênis numa cidadezinha no Texas. Há um motivo secreto por trás dessa escolha geográfica: é lá que se encontram seu pai biológico e seu meio-irmão, Devon, que não fazem ideia de sua existência. O que o plano de Michael não previa era conhecer Chloe, a garota mais inteligente, sarcástica e original que ele já vira. Em pouco tempo, eles se tornam grandes amigos, e quando Michael descobre que Chloe é apaixonada por Devon ele resolve que irá ajudá-la. Mas será que dois corações rejeitados conseguem, juntos, construir um recomeço? Ou irão apenas se machucar, perdidos na eterna busca por aceitação e pertencimento?

Eu tava enlouquecida pra ler esse livro desde que li os dois primeiros: “Em Pedaços” e “Como num Filme”. Odeio muito ler séries/trilogias que ainda não foram lançadas completamente no Brasil, por que daí fico doida aqui esperando os livros saírem. Mas enfim, eu amo os livros da Lauren Layne, são clichês e tal, mas são tão incríveis! Tem resenha aqui no blog de “Mais que Amigos”, que foi o primeiro livro dela que eu li e falei sobre isso: a escrita é descontraída, rápida e enxuta, a autora não perde tempo com nada que não seja necessário para a história se desenvolver, SEM ENCHEÇÃO DE LINGUIÇA, mas mesmo assim consegue fazer a gente se conectar com os personagens de uma forma surreal. Me vi torcendo por eles, rindo com eles, chorando com eles e gritando com eles. Dos três livros (tenho certeza que falei deles aqui no blog em algum dos posts de leitura do mês) essa é a protagonista que mais gostei! Chloe não é a mocinha padrão e eu amei como a história dela foi desenvolvida. Fiquei com um pouco de raivinha do Michael no final, por que detesto o empecilho de “eu não mereço ela e por isso não vamos ficar juntos”, mas daí algum defeito esse livro precisava ter. Vale a pena gente, graças a Deus esse livro foi bom e delicioso e cumpriu seus propósitos de romance água com açúcar, com um quê de comédia, ideal para ser lido em um dia frio depois da bomba ali de cima.


10) “The Chase – A Busca de Summer e Fitz” – Elle Kennedy

Bem-vinda de volta aos jogos de hóquei e às festas da Universidade Briar! No primeiro spin-off da série Amores Improváveis, conheça a apaixonante e misteriosa Summer, irmã de Dean.

Todo mundo diz que os opostos se atraem. E deve ser verdade, porque não tem nada que explique minha atração por Colin Fitzgerald. Ele não faz meu tipo e, o pior de tudo, me acha superficial. Essa visão distorcida que ele tem de mim é o primeiro ponto contra. Também não ajuda que ele seja amigo do meu irmão.

E que o cara que mora com ele tenha uma queda por mim.
E que eu tenha acabado de me mudar para a casa deles.

Mas isso não importa. Estou ocupada o bastante com uma faculdade nova, um professor que não larga do meu pé e um futuro incerto. Além do mais, Fitzy deixou bem claro que não quer nada comigo, embora tenhamos uma química de dar inveja a qualquer casal. Nunca fui de correr atrás de homem, e não vou começar agora. Então, se o meu roommate gato finalmente acordar e perceber o que está perdendo…
Ele sabe onde me encontrar.

Bom, eu não queria mais errar com livro clichê (ainda traumatizada com a bomba que foi o nº8 dessa lista), então resolvi que era hora de ler o spin-off da série “Amores Improváveis”, da Elle Kennedy, pois sou totalmente obcecada por ela e NÃO TINHA COMO “BRIAR U” SER RUIM! E gente, que delicia! Que saudades que eu tava desses romances deliciosos com jogadores de hóquei super gostosos! Amei muito essa leitura, inclusive finalizei em um dia, a escrita da Elle é completamente viciante, a Summer é uma personagem super humana e maravilhosa, que a gente só viu de relance em “Amores Improváveis” e que tem uma profundidade intensa! Adorei como ela foi construída, super forte apesar dos esteriótipos, vulnerável de um jeito inteligente e super feminista! Destaquei vários discursos dela cheios de sororidade que se encaixavam perfeitamente nas situações, sem soarem forçados. Também adorei a construção do Fitz, ele é um idiota, mas não é por mal, o personagem claramente é um nerd que não sabe como agir e não sabe o que fazer na maior parte do tempo. Quis bater na cabeça dele em muitos momentos, mas as burradas dele o fizeram completamente real. E gente, o que são as cenas eróticas desse livro? Elle Kennedy sabe escrever uma cena de sexo como ninguém, PELO AMOR DE DEUS, ler esse livro no transporte público foi um desafio. Enfim, leitura mais do que recomendada, livro com ZERO DEFEITOS!


11) “The Risk: O Dilema de Brenna e Jake” – Elle Kennedy

Todo mundo diz que eu sou uma garota má. Deve ser porque faço o que bem entendo e não estou nem aí para o que os outros pensam de mim. Apesar disso, dormir com o inimigo não faz meu tipo. Como filha do técnico de hóquei da Briar, minha vida estaria arruinada se eu me relacionasse com um jogador de um time rival.

E essa é a definição de Jake Connelly. Estrela e capitão do time de Harvard, ele é arrogante, irritante e atraente demais pra ser verdade. E o pior é que eu preciso que ele tope fingir ser meu namorado para que eu consiga meu tão sonhado estágio na HockeyNet. Mas é claro que aquele gostoso idiota não vai facilitar: para cada encontro falso… ele quer um pra valer.

O que significa que estou em apuros. Isso de ficar saindo às escondidas com Jake Connelly não tem como dar certo. Embora esteja cada vez mais difícil resistir ao desejo e ao sorriso de Jake, me recuso a me apaixonar por ele.

Esse é o único risco que eu não vou correr.

Segundo livro do spin-off “Briar U” conta a história de Brenna, a melhor amiga de Summer, ali do “The Chase”. Eu acho que fui com muita sede ao pote com esse livro. Estava esperando algo na mesma linha do primeiro, mas não foi tão apaixonante. Obviamente o livro é ótimo, as cenas eróticas são de fazer a gente ficar ofegante lendo, mas não senti muita profundidade no Jake. E também não gostei muito da Brenna e dos dilemas dela. Claro que tiveram algumas revelações sobre o passado dela mais pro final que fazem total sentido nas ações da personagem, mas mesmo assim não consegui me identificar com ela o tanto que me identifiquei com a Summer, por exemplo. E, como sempre digo, esse é o problema com as expectativas: a gente sempre quebra a cara. Tenho certeza que eu teria achado o livro perfeito se não tivesse lido “The Chase” primeiro. Mas de todo jeito a história é muito bem orquestrada, adoro a relação dos personagens desse Universo, adoro as interações entre eles, os diálogos, é tudo muito verdadeiro e deixa a gente com vontade de virar amigo deles. Fora as cenas de sexo, eu já falei delas? Enfim, vale a leitura com certeza. Fico agora no aguardo do terceiro livro, “The Play”, que tem lançamento previsto pra outubro deste ano lá nos States. Vamos orar pra Paralela lançar logo por aqui!


Ufaaaa, acabou!

Ainda não bati o recorde de leituras por mês no ano, a coroa ainda é do mês de fevereiro, com 12 livros lidos, mas gente, eu cheguei muito perto em agosto! Finalmente voltei ao meu ritmo insano de leitura, aquele que perdi durante as férias e a sensação é maravilhosa.

Estou trabalhando firmemente pra bater o recorde agora em setembro, já adianto que nessa primeira semana consegui finalizei a leitura de 7 títulos 😀 então esperam um post bem recheado no mês que vem!

Agora me contem aqui nos comentários o que vocês andam lendo 😉

O Rei Leão (2019)

Cinema, Nas Telonas

Chegou aos cinemas do mundo inteiro nesta semana a adaptação em “live action” de uma das animações mais aclamadas de todos os tempos: “O Rei Leão”.

O filme de 1994, vencedor de 2 Oscars, é um dos meus favoritos da vida. Passei a minha infância perdida em locadoras de VHS, sempre levando pra casa a mesma fita cassete. Chegou ao ponto dos meus pais comprarem o filme pra mim. Dito isso, da pra perceber que minhas expectativas estavam bem altas para conferir a releitura dirigida por Jon Favreau.

E daí a gente volta para a velha história das expectativas e como elas são extremamente tóxicas. Gente, sempre que forem fazer qualquer coisa na vida, não vão com expectativas altas. Por que quase sempre a coisa não vai ser tão boa quanto você imagina e daí você se frusta e acaba ficando mais chateado do que se tivesse ido preparado para o pior.

O caso com esse novo “O Rei Leão” não é a qualidade dos efeitos visuais ou do CGI. A trilha sonora também não é problema, já que está impecável, inclusive foi a responsável por me fazer chorar desde os primeiros acordes de “Circle of Life“. Todas as canções, instrumentais ou não, me remetiam ao longa original, e eu não fui capaz de segurar a emoção em nenhum momento onde aquele tema dos “Grandes Reis do Passado” (realmente não sei o nome dessa música, mas é aquela que sempre toca quando Simba tem um momento com seu pai) começava a tocar, já que me lembrava da morte injusta de Mufasa e da falta que ele fazia ao seu filho.

A sequência inicial do filme foi perfeita. A emoção foi sem tamanho, com a sala de cinema inteira aplaudindo até mesmo a abertura com o logo da Disney. As cenas do inicio são exatamente iguais às da animação original, repetindo até mesmo os enquadramentos.

Fora isso, infelizmente, não tenho mais elogios.

A palavra pra definir os personagens deste longa é: APATIA.

Minha impressão foi a de que ficaram tão preocupados em fazer os animais parecerem animais de verdade, que se esqueceram de adicionar aquela pitada de emoção nas expressões dos bichos.

Apesar de ter chorado igual um bebê basicamente o filme inteiro (e isso única e exclusivamente graças à trilha sonora), sai do cinema com a mesma sensação de quando assisti “A Bela e a Fera”: não gostei. Não consegui sentir uma ligação com nenhum personagem, parecia tudo muito raso e superficial, quase como se eu estivesse assistindo um documentário do Animal Planet e ouvindo a trilha sonora no Spotify.

Até mesmo o Scar, um dos vilões mais icônicos do cinema, aquele personagem super debochado e caricato, com um carisma dos diabos e frases celebres que até hoje fazem parte da minha vida (“Perdoe-me por não pular de alegria, as minhas costas doem.”, “Eu estou cercado de idiotas.”, “Era hoje? Me desculpe, devo ter perdido a memória.”), foi deturpado nessa versão. Nada de vilão sarcástico e astuto aqui, apenas um leão meio detonado, invejoso e, novamente, APÁTICO (desculpem, não consigo encontrar outra palavra pra definir esse filme).

Timão e Pumba nem se fala: super apagados. Aquele trechinho no final do ultimo trailer deles cantando “The Lion Sleeps Tonight” foi um dos únicos momentos dos dois que realmente valeu a pena. Ainda estou bem chateada de Timão não aparecer fantasiado dançando a hula.

Tem também o fato de ser bem difícil diferenciar as leoas. Fiquei muito confusa durante o filme, sem saber quem era Sarabi, quem era Nala ou quem era Sarafina. Todas elas pareciam exatamente iguais e o roteiro não facilitou pra gente conseguir identificar as personagens, já que não deu nenhuma construção mais profunda pra nenhuma delas.

Nem o Donald Glover foi capaz de trazer o Simba à vida. Não me entendam mal, não acho que tenha sido um problema de dublagem, por que as vozes estavam ótimas. Mas parecia que elas não saiam de dentro dos personagens. Na real, me lembrei daqueles filmes onde cachorros falavam nos anos 80, sabe? Que pegavam os bichos e davam algo pra eles mastigarem enquanto dublavam? A sensação é a mesma!

Nessa onda de tentar fazer as coisas mais reais a magia se perdeu. “A Just Can’t Wait to Be King” ficou pobre, sem cor, sem animação. Sem falar que DESTRUÍRAM Be Prepared“, uma das minhas canções favoritas do original, que teve sua letra e seu ritmo totalmente alterados, ficou totalmente sem carisma e sem emoção, e pra mim isso aí foi imperdoável.

Apesar de tudo, gostei do arco do Scar com as hienas, achei que foi mais bem explorada aqui essa relação dos personagens do que no original. Mas talvez essa tenha sido a única parte do roteiro que fez algum sentido. Eu sei que no desenho as coisas acontecem num ritmo muito mais acelerado, mas já que se propuseram a fazer um “live action”, essa coisa mais realista, deviam ter se atentado e levado essa realidade ao roteiro.

Os diálogos são bem fraquinhos e os argumentos meio fracos. As coisas acontecem num ritmo estranho pra um filme que se propõe a não ser uma animação. Novamente me lembrou muito da adaptação de “A Bela e a Fera”, onde eu não via muitos motivos pra Bela se apaixonar pela Fera, mesmo que as cenas fossem iguais às da animação, faltou muita química. Tive a mesma sensação à respeito da relação Nala x Simba, e acho que com todas as relações apresentadas na tela. “Aladdin” teve muito mais sucesso nesse ponto, construindo relações verossímeis, fugindo um pouco do roteiro original, mas sem deixar de se ater ao assunto principal.

Também detestei as cores desse filme. A fotografia te prende em um tom pastel infinito. O negócio se passa no meio da savana africana sabe, onde poderiam ter explorado todo tipo de tons quentes e fortes, cores vivas! Em vez disso tudo parece meio embalado num filtro Valencia do Instagram.

Enfim, sinto que esse post foi mais um desabafo do que uma critica. Ainda pretendo assistir ao filme mais uma vez, desta vez com a dublagem BR pra poder ouvir a rainha IZA arrasando em “Nesta Noite o Amor Chegou“, e até pra tentar digerir melhor a história toda, quem sabe sem o peso das expectativas a coisa não melhora?

De todo jeito, queria muito saber a opinião de quem já assistiu o filme. Será que fui só eu que odiou tudo, exceto as músicas?

Me contem aqui nos comentários 😉

“Quinze Dias”

Literatura, Na Estante

Acho que já devo ter comentado aqui como tenho muita raiva de mim mesma quando fico muito tempo com um livro espetacular esquecido na prateleira.

Pois é, aconteceu de novo.

Comprei o “Quinze Dias” na Bienal do Livro do Rio de Janeiro de 2017, por puro consumismo, depois de conhecer o Vitor Martins, autor dessa obra prima contemporânea, no estande da Globo Alt e ele narrar pra mim a premissa de sua história:

Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática. 

Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho. 

Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.

Por mais que “Quinze Dias” pareça ser um livro com uma jornada “mundana”, sobre duas pessoas se conhecendo e se apaixonando durante 15 dias, havia algo de muito especial nessa premissa, uma coisa que a gente não vê por aí com muita frequência: um romance LGBT, leve e gostoso, como se fosse um desses filmes românticos, e sem final trágico (segundo o próprio Vitor Martins me informou antes da minha compra).

“E então, para quebrar o silêncio, eu digo a verdade. Porque quem diz a verdade abre o caminho para as coisas boas. Acho que foi minha mãe quem disse isso uma vez. Ou Dumbledore.”

Não me entendam mal, mas eu tô cansada de assistir filmes LGBT em que no final as duas pessoas nunca conseguem ser felizes, sempre tem uma delas que morre, ou não consegue sair do armário, ou um milhão de outros dramas. Eu só queria uma história leve e engraçada, cheia de amor e com um final maravilhoso e eu finalmente encontrei!

E essa é a minha coisa favorita sobre “Quinze Dias”.

Minha outra coisa favorita é que, mesmo o Felipe sendo gay, esse não é o “problema” da vida dele, pelo contrario, o personagem é muito bem resolvido sobre sua sexualidade, porém enfrenta muitos problemas de auto-estima e é assombrado pelas inseguranças que só um adolescente gordo, que sofre diariamente com bullying na escola, é capaz de entender.

“Terapia não é coisa de maluco! Na verdade, tem muita gente que fica maluca por falta de terapia!”

Nesses “Quinze Dias”, além de conviver com Caio, Felipe também vai amadurecer e aprender a se amar e a se achar lindo, exatamente do jeito que ele é. É notável a evolução do personagem durante a história. Como ele passa da pessoa que não consegue trocar duas palavras com Caio, para o garoto que conversa com o outro apenas no escuro, até enfim, depois de muito trabalho na terapia, conseguir falar com seu crush e mostrar quem realmente é.

“Eu já assisti a comédias românticas e frequentei sessões de terapia por tempo demais para saber que a minha felicidade não pode depender de outra pessoa. Mas ainda assim eu queria ter alguém que me chamasse de Vida e me convencesse a entrar na piscina e dissesse que me ama baixinho, de um jeito que só dá pra ouvir bem de perto.”

Todos os personagens são muito bem construídos, e muito bem aproveitados no decorrer da história, e eu me apaixonei por cada um deles de um jeito muito único e especial, principalmente pela mãe do Felipe. Que mulher maravilhosa, gente! Que personagem carismática e incrível.

“Todas as mães são, Felipe. Está na nossa genética. É difícil não ficar doida depois que um ser humano sai de dentro de você.”

Também me apaixonei pela pluralidade de seres humanos habitando as 208 páginas de “Quinze Dias”. Obrigada, Vitor, por me dar gays, lésbicas, gordos e gordas, e por trazer essa mensagem tão importante:

“Você não deveria ter vergonha de ser quem você é.”

O livro é super leve e gostoso de ler, Deus sabe que, se tivesse tido tempo nessa vida corrida, teria lido numa sentada só, por que não queria e mal conseguia parar de ler! Apesar de abordar homossexualidade, bullying, preconceito e as diferentes relações familiares, a trama flui de maneira natural e suave, com todos os temas sendo bem explorados, mas sem sufocar o leitor.

“Gente babaca vai existir sempre, mas a gente aprende a resistir. E isso é o mais importante. Não abaixar a cabeça e lutar pelo que você acredita.”

Chorei e me emocionei com os diálogos mais tocantes e também dei risadas muito altas no transporte público com inúmeras situações vividas por esses personagens tão queridos. Fiquei estupidamente empolgada com todas as referências à Cultura Pop e morri de amores por esse casal fofo e maravilhoso. Eu queria muito ser amiga deles. Sério.

“Conversas que nos ensinam coisas novas são as melhores conversas.”

No mais, a escrita do Vitor Martins é muito especial. Em momento algum senti que estava lendo um livro. A cada página, mais parecia que um amigo estava me contando essa história. Fiquei fascinada com a narrativa, com a simplicidade do enredo e das situações cotidianas, tão bem orquestradas, que mais pareciam a vida real. Só posso desejar que algum dia eu consiga escrever desse jeito.

“O mundo inteiro é seu.”

Enfim, “Quinze Dias” é um livro espetacular, a comédia romântica LGBT que todos nós pedimos à Deus, e ainda têm o bônus de ter sido escrito por um autor nacional mais do que talentoso!

E aí, já leu essa história?

Me conta aqui nos comentários 😉

“Estilhaça-me”

Literatura, Na Estante

A resenha de hoje vem lá o fundo do meu bau, ou da minha estante, e vai falar de um dos livros distópicos mais apaixonantes que já li!

Encantador, poético e vertiginoso são apenas alguns adjetivos que uso para me referir à “Estilhaça-me”, de Tahereh Mafi.

Como todos sabem, ou não, tenho um enorme fraco por romances distópicos que costumam ser mais platônicos que qualquer outra coisa. Normalmente se passando em sociedades opressoras, onde um simples toque é um crime, e o amor proibido dos protagonistas te faz devorar páginas e mais páginas sem se dar conta do tempo. Esses romances me conquistam e fazem meu coração doer, mesmo sendo muito parecidos entre eles, com elementos já conhecidos, eles têm suas diferenças e características que os fazem únicos.

No romance de Tahereh Mafi, Juliette não toca alguém há exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez (que foi por acidente) foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas o Restabelecimento tem planos para ela. Planos para usá-la como arma. E Juliette tem seus planos. Após uma vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez — e para obter um futuro com o único garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.

Acho que o que faz de “Estilhaça-me” um romance único é o jeito com que Tahereh Mafi escreve. Nunca li nada parecido. No começo pareceu confuso, mas a partir do momento em que você entra no embalo das frases e sentenças tudo parece fazer mais sentido, fluir melhor, soa mais verdadeiro. É como se você estivesse sob pele da protagonista, com as emoções a flor da pele. Não acho que algum dia uma personagem tenha sido tão desnudada aos olhos do leitor quanto Juliette Ferrars foi nesse primeiro romance da autora.

A história se passa num futuro não muito distante, onde a Terra está morrendo, arrasada e devastada pela inconsequência do homem. As nuvens são das cores erradas, os pássaros não voam mais, os animais estão doentes e a população está morrendo de fome, sendo controlada pel’O Restabelecimento, que prometeu fazer a sociedade voltar a ser o que era antes.

Não é surpresa nenhuma quando tudo o que O Restabelecimento faz é oprimir os cidadãos, matar os fortes demais para uma rebelião, desprezar idosos e crianças. Vamos conhecendo essa realidade no decorrer do livro, morrendo de curiosidade para saber mais e descobrir o que aconteceu, já que a protagonista (nossos olhos e ouvidos nessa história) está presa em um manicômio há cerca de 3 anos e há 264 dias não toca ninguém.

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Juliette é uma garota de 17 anos, e um dos únicos personagens essencialmente bons a quem me afeiçoei. Normalmente tenho uma queda por personagens com desvios de caráter e os bonzinhos demais chegam a me irritar. Mas foi diferente com a mocinha de Tahereh Mafi, talvez por causa de seu dom, que me lembrou tanto a minha personagem favorita dos X-Men, que foi impossível não gostar.

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O toque de Juliette é letal, até mesmo fatal. Seus próprios pais lhe viraram as costas e ela sempre sofreu com o preconceito e a culpa de ser quem é. No inicio da trama é possível pensar que a personagem tenha até enlouquecido durante os anos de confinamento. A repetição de palavras, uma atrás da outra, as sentenças riscadas, o querer e não poder querer, ela é um livro aberto para o leitor, insana e esquecida de quem é. Pelo menos até ganhar um colega de cela, que faz perguntas demais e não responde nenhuma das dela.

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Adam é um garoto que deve ter a idade dela, com tatuagens nos braços, olhos profundamente azuis e um sorriso fácil. O motivo de ele estar ali é um mistério e não sei dizer se é por que vemos tudo pelos olhos de Juliette (e tudo com ela é tão intenso e real que você acaba assimilando suas emoções), mas simplesmente não tem como não se apaixonar por ele.

E como dito anteriormente, costumo ter um fraco por personagens com desvios de caráter. Nesse livro não é diferente. Nosso vilão é o líder do Setor 45, que têm uma obsessão por Juliette e pelo poder dela. Apesar de ter apenas 19 anos, Warner é implacável, gosta de poder e está disposto a tudo para obtê-lo e mantê-lo. Ele pode ser bem desprezível, mas vou confessar, gostei muito dele.

Outra coisa que também gostei muito nesse livro é o crescimento da personagem principal. Conforme a história evolui, a própria Juliette evolui também. Conforme ela vai ficando mais sã as frases riscadas vão ficando mais raras no decorrer das páginas. Há verdade em seus pensamentos sobre si mesma, sobre as situações em que ela se encontra, sobre Adam e até mesmo sobre Warner.

Este primeiro livro fecha um ciclo de autoconhecimento para Juliette e nos dá um formidável gancho para a continuação, “Liberta-me”. Antes deste, ainda temos um e-book do ponto de vista de Warner, uma espécie de “1.5” intitulado “Destrua-me”, e disponibilizado gratuitamente. E esse e-book, juro, mexeu com todos os meus feelings em relação ao vilão que adorava odiar e agora adoro amar!

Além de “Liberta-me” a série ainda conta com “Incendeia-me”, o 3º livro, e um e-book com o ponto de vista de Adam, o “2,5”, “Fragmenta-me”.

Essa ano a autora resolveu ressuscitar a série com uma nova trilogia. O 4º livro, “Restaura-me”, foi lançado aqui no Brasil pela Universo dos Livros, e a Tahereh já divulgou a capa do 5º volume, “Shadow Me”, que deve ser lançado em março de 2019 nos Estados Unidos.

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Sinceramente, eu ainda não tenho certeza se quero ler essa segunda trilogia. Sou terrivelmente traumatizada com “segundas trilogias” (obrigada por isso, Cassie Clare), e li algumas resenhas bem negativas sobre “Restaura-me”.

Enfim, quem aí já leu “Estilhaça-me”? O que acharam?

Me contem aqui nos comentários 😉

“Mensageira da Sorte”

Literatura, Na Estante

Eu ando extremamente preocupada com todos os desastres políticos pelo qual nosso país vem passando nas últimas semanas… acho que nunca estive tão engajada com uma eleição como estou nesse 2018, do tipo que não consegue nem dormir direito e tem pesadelos, entre outras coisas.

A literatura pra mim sempre foi um escape, e nesse show de horrores em que o Brasil se transformou, não podia existir melhor fuga do que um bom livro, e eu não poderia ter escolhido um título melhor pra me ajudar a espairecer nessa semana sombria!

Mensageira da Sorte” é o primeiro romance nacional publicado pela Plataforma21, um selo da V&R Editoras, e foi escrito por ninguém mais, ninguém menos que Fernanda Nia.

E se vocês nunca ouviram falar dessa autora maravilhosa, vem comigo que conto tudo!

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A Fernanda Nia mora no Rio de Janeiro e se formou em Publicidade e Propaganda pela ESPM. No último período da faculdade, criou o site de tirinhas “Como eu realmente” como forma de extravasar a sua criatividade. Por causa da boa recepção do público, mantém até hoje o portal com o compromisso de postar duas tirinhas inéditas por semana, e em 2014 conquistou uma série de livros publicados pela Editora Nemo.

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Além de autora, é também publicitária, ilustra e cria conteúdo para outros projetos do mercado editorial e publicitário, ou para clientes em geral. E nesse ano ela lançou seu primeiro romance YA, o “Mensageira da Sorte“:

A SORTE É IMPREVISÍVEL.

Em pleno Carnaval carioca, durante uma confusão em um protesto contra a AlCorp – uma corporação que controla o preço dos alimentos e medicamentos no país – Cassandra Lira, ou Sam, passa a ser uma mensageira temporária no Departamento de Correção de Sorte (DCS), uma organização extranatural secreta incumbida de nivelar o azar na vida das pessoas. 

Para manter esse equilíbrio, os mensageiros devem distribuir presságios de sorte ou azar para alguns escolhidos. O primeiro “cliente” de Sam é justamente o seu vizinho e colega de classe, Leandro. O garoto é um youtuber em ascensão e a ajuda dela, na forma de uma mensagem sobre nada menos que paçocas, impulsiona Leandro a fazer um vídeo que o levará para o auge da fama. O que Sam não sabe é que o rapaz também é um ávido participante dos protestos contra os abusos da AlCorp, comprometido a expô-los em seu canal, independentemente dos riscos que possa correr, e a garota se vê obrigada a usar a sorte do DCS para protegê-lo. 

Mesmo que não entenda por que foi escolhida para trabalhar para o Destino, logo ela se vê no meio de uma rede de intriga, corrupção e poder. 

Ainda lidando com a culpa pela morte do próprio pai e com seus sentimentos por Leandro, Sam embarcará na jornada de desmascarar a quadrilha que está deteriorando o sistema da Justiça, tanto a natural quanto a extranatural, e fazer com que a balança do Destino se equilibre outra vez.

Gente, primeiramente eu queria dizer que conheci a Fernanda na Bienal do Livro desse ano, inclusive menciono ela nesse post aqui. O engraçado é que eu não fazia ideia de quem ela era ou sobre o que se tratava seu livro. E agora só queria agradecer a Nicole com todas as minhas forças por ter insistido pra eu ficar na fila de autógrafos com ela e consequentemente adquirir meu “Mensageira da Sorte” e conhecer a autora no evento, por que essa história foi uma das melhores que eu li em 2018!

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Segundamente, a escrita leve e divertida da Fernanda te prende desde o primeiro paragrafo! Eu fiquei totalmente envolvida com a história logo de cara, apaixonada por todos os personagens, que inclusive são muito bem construídos, com características únicas e marcantes. Existe aquela coerência e fidelidade a si mesmos, que alguns autores as vezes esquecem de colocar nos personagens em nome das conveniências da história.

Também adorei toda a diversidade étnica presente no livro, e o fato das mulheres serem muito empoderadas! Quero destacar aqui a Ivana e a Cecilia, QUE GUERREIRAS, meus amigos! Amei a personalidade de cada uma delas, sua força interior e sua confiança nas próprias crenças. Essas duas lutaram pelo que acreditavam até o fim.

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O casal principal também é só amor. Ambos, Sam e Leandro, têm seus demônios para lidar e cada um lida de um jeito totalmente diferente. Enquanto Sam se fecha em si mesma, Leandro se esconde atrás de piadas e um humor ácido. Existe uma dinâmica perfeita entre os dois, que conseguem ser fofos sem serem melosos. Os dois são bons e lutam pelo que é certo sem parecer aqueles protagonistas chatinhos, que nunca tem um pensamento ruim, ou nunca erram.

Inclusive, Sam entrou pra minha lista de mocinhas favoritas. Ela é a heroína, apesar de seus medos, inseguranças e limitações, é quem corre pra salvar os amigos, não a princesa na torre esperando o resgate.

O romance é um ponto muito bem abordado no livro. Não está em primeiro plano e não é aquela coisa forçada, sendo jogada na nossa cara a cada página. As coisas se desenvolvem num ritmo perfeito, tá ali num plano de fundo, acompanhando os plots principais, que são a missão da Sam como Mensageira Estagiária do DCS e todo o esquema de corrupção da Alcorp e os protestos.

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Outra coisa executada com maestria por Fernanda Nia em “Mensageira da Sorte” são as piadas, o humor sarcástico e todas as referências nerds inseridas de forma muito elegante na história. Perdi as contas de quantas gargalhadas dei durante a leitura e de quantas referências me empolgaram entre os capítulos.

Agora, apesar do tom leve, a história trata de alguns assuntos mais delicados, como: a morte de entes queridos, depressão, opressão social, corrupção e a luta pelos direitos da população. Existem diversos momentos em que somos convidados a refletir sobre a vida, sobre o bem e o mal e sobre como nada é assim preto no branco, que existem milhares de tons de cinza misturados e como é muito fácil apontar o dedo e criticar as atitudes das pessoas sem conhecer a história completa.

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Acho que o que eu mais gostei em “Mensageira da Sorte” foi o fato de os vilões terem motivações plausíveis. Apesar de se tratar de um YA com um pézinho lá no sobrenatural, os personagens são tremendamente reais, bem gente como a gente, inclusive os vilões! Suas atitudes não são motivadas apenas pela maldade em seus corações e a vontade de dominar o mundo! Todo mundo chegou onde chegou devido à escolhas difíceis e movidos por sentimentos bem legítimos.

Essa história foi tão real que, quando terminei o livro, fiquei esperando um Mensageiro vir me trazer um presságio de sorte pra equilibrar a minha balança, que ta pendendo ridiculamente pro lado do azar. Como diria um amigo meu, parece que a Sorte olha pra mim e desvia, então alô, Mensageiros da Sorte, tá na hora de me ajudar aqui!

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Enfim, “Mensageira da Sorte” é um livro completo! Possui ação, aventura, mistério, comédia e romance na medida certa. É um livro leve, perfeito pra se desintoxicar daquela leitura mais pesada, ou sair da fossa naquela semana mais tenebrosa, e, apesar disso, ainda te faz refletir muito sobre as coisas importantes da vida, sobre solidariedade, sobre certo e errado e sobre felicidade e finais felizes.

E não posso deixar de exaltar essa capa maravilhosa, com detalhes incríveis que fazem alusão à peças importantíssimas dessa história! A diagramação da Plataforma21 também é de fazer chorar de tão bonita! Amei que o livro tem aquelas páginas mais amarelinhas e com uma gramatura bem leve, parecida com a de jornal.

Pra finalizar, fica aqui esse pequeno quote do livro, um dos meus favoritos:

“Não existem finais felizes. Felicidade é uma busca constante”

E ai gente, bateu aquela vontade de ler “Mensageira da Sorte”?

Pra quem já leu, me conta aqui nos comentários o que achou 😉

“Os Incríveis 2”

Cinema, Nas Telonas

Atrasada como sempre, lá vou eu trazendo a critica do filme quase um mês depois da sua estreia aqui no BR. O engraçado é que esse eu assisti logo no final de semana em que saiu, mas como a minha agenda está louquíssima ultimamente, e ainda tô tentando organizar uma grade de postagens bem decente aqui pro blog, equilibrando todas as minhas pamelisses pra vocês verem um pouquinho de cada por semana e não ficarem muito saturados com um assunto só, minha opinião sobre a nova animação da Disney e Pixar tá saindo só agora do forninho.

Depois de 14 anos de espera, chegou aos cinemas brasileiros, em 28 de junho de 2018, a sequência de um dos maiores sucessos de critica e bilheteria: “Os Incríveis 2”. Será que o novo filme, que traz de volta todos os personagens que conhecemos e amamos e nos apresenta alguns novos, faz jus ao original?

Vem comigo descobrir!

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O longa tem início exatamente no momento em que o filme anterior terminou. Vemos nossa família de super-heróis favorita enfrentando o vilão Escavador, numa sequência inicial de tirar o fôlego e gargalhadas dos espectadores.

Infelizmente o ato de heroísmo da família Incrível não é muito bem visto pela sociedade, já que provoca mais estragos do que benefícios e os heróis continuam sendo ilegais. Para reconquistar a opinião publica e trazer de volta o heroísmo de forma sancionada, surge um casal de irmãos cheios da grana, que recrutam a Mulher-Elástica para convencer as pessoas que ser super é tudo de bom. Eles só não contavam com o surgimento de um novo vilão sinistro, que ameaça botar fim ao heroísmo de uma vez por todas.

Na trama, Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e cabe ao seu marido, Roberto, a tarefa de cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé. O que ele não esperava era que o caçula da família também tivesse superpoderes, que surgem sem qualquer controle.

Olha gente, primeiramente eu só queria exaltar a Pixar por sempre ter um cuidado mais do que especial com as sequências dos filmes que produz. Se você parar pra pensar, não importa quanto tempo passe, cada vez que o estúdio anuncia a continuação de um de seus grandes sucessos, é praticamente garantia de que vai ser maravilhoso. Assim como “Toy Story”, “Monstros S/A” e “Procurando Nemo”, que tiveram sequências brilhantes, “Os Incríveis 2” segue pelo mesmo caminho.

Com o mesmo espirito do longa de 2004, a história é bem ritmada, leve e engraçada, com elementos e acontecimentos muito bem distribuídos por toda a estrutura da trama. Quando a Mulher-Elástica é recrutada, a narrativa se divide em dois núcleos, o dela, enquanto combate o crime e o do Sr. Fantástico, enquanto cuida das crianças e da casa.

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As duas partes da história são igualmente interessantes, não deixando a galera entediada em nenhum momento. Se nas cenas da Mulher-Elástica a gente tem ação sem limites, a apresentação de novos personagens (e heróis) e a inserção do vilão, num núcleo mais “agitado”, com o Sr. Incrível a gente curte o homem tentando se adaptar à vida de “dono de casa”, se descabelando pra dar conta de todos os filhos e percebendo que o trabalho da mulher não é assim tão fácil, tudo isso com muito humor e comédias exageradas para fazer o público gargalhar.

Essa é uma das coisas que mais adorei no filme, essa reflexão sobre a inversão dos papéis desse sistema patriarcal imposto pela nossa sociedade. Por que o Sr. Incrível se sente reduzido quando a mulher dele, e não ele, é escolhida para combater o crime, que que tem mais efetividade? Por que ficar em casa e cuidar das crianças faz ele se sentir rebaixado? Não deveria, afinal nenhum desses dois papéis é simples e, mesmo sendo diferentes, possuem igual valor.

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Outro dos melhores pontos do filme é o bebê Zezé. No final do primeiro longa descobrimos que ele possui poderes, e não qualquer poder, mas basicamente TODOS, e é uma coisa muito louca e sem controle, que ninguém da família descobriu ainda, até que explode na mão do pai e ele não conta para a mulher, porque meio que é uma questão de honra resolver essa treta sozinho.

Zezé e seus poderes, rendem as melhores sequências cômicas do filme e, ainda arrisco dizer, que a melhor cena de ação e luta de todos os tempos é protagonizada pelo bebê e um guaxinim mais que azarado. Hilário é pouco para descrever.

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Talvez seja por isso que a parte mais legal desse filme seja seu humor. Não é forçado e não tem piadas que insultam os pais ou os filhos na sala de cinema. É tudo muito bem pensado e inteligente, com situações reais do cotidiano de qualquer um, só levemente exageradas e que fazem com que qualquer um, adultos ou crianças, deem gostosas risadas.

Tecnicamente falando, o filme não deixa de fazer jus à seu nome e ser incrível. Honrando os traços do original, ele não deixa pra trás toda a evolução tecnológica que tivemos nesses 14 anos entre um e outro, e podemos conferir isso nos efeitos especiais deslumbrantes, na montagem ágil das cenas de ação, que são instigantes e exploram muito bem todas as possibilidades que os poderes especiais dos supers tem à oferecer para aquele entretenimento ficar visualmente estonteante na tela.

A direção de arte segue com aquela mistura de retrô e futurista, que funciona super bem pra esse universo fantasioso que a Disney criou pra abrigar os personagens, tudo embalado pela trilha sonora regida à muito jazz e imprimindo todo um clima de espionagem ao longa.

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O roteiro é bem amarradinho, com uma trama super dinâmica, mas não consegue fugir muito da formula básica e sem grandes surpresas, chegando a ser até meio previsível em alguns momentos.

Pra mim, a unica coisa que deixou esse filme abaixo do primeiro foi o vilão. Não me entendam mal, os meios, os “poderes”, e todo o modus operandi dele são ótimos e poderia ter sido genial, se não fosse o fato do objetivo ser meio merda. Além da motivação ruim, se ele tivesse ficado no canto dele, sem se envolver, talvez teria conseguido o que queria de uma forma mais fácil.

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Enfim, dica para o final de semana com as crianças ou até sem elas, feito para divertir pessoas de todas as idades, o filme é sensacional e vale a pena conferir com a família inteira.

E vocês? Já assistiram? Deixem aqui nos comentários a opinião de vocês 😀

“As Crônicas Lunares: Cinder”

Literatura, Na Estante

Todo mundo já teve aquele livro que comprou há muito tempo, mas que, por algum motivo desconhecido, acabou meio que deixado de lado, pegando poeira na estante e depois, quando finalmente foi lido, deixou aquela sensação de: “Meu Deus, como eu fui burra! Por que não li isso antes? Por que perdi todo esse tempo?”

Cinder” – uma releitura do clássico da Cinderela –, primeiro volume da série “As Crônicas Lunares”, escrito pela genial Marissa Meyer, e publicado aqui no BR pela Editora Rocco, foi um desses livros pra mim.

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É importante salientar que eu quis ele por muito, muito tempo mesmo. A Cinderela pode nunca ter sido uma das minhas princesas favoritas (algo entre ser uma empregada em sua própria casa, o instantly love durante o baile e a parte em que o príncipe mal lembra da cara da mulher por quem supostamente está perdidamente apaixonado, sempre me incomodou nessa história), mas eu tenho um fraco enorme por adaptações de contos de fadas, e quando alguém resolve misturar isso com ficção-científica, que é um dos meus gêneros favoritos tanto na literatura, quanto no cinema, é praticamente impossível o desejo por essa história não virar a minha cabeça.

Enfim, depois de querer esse livro tão profundamente e por tanto tempo, e não ter adquirido esse bonitinho devido aos preços EXORBITANTES praticados pela editora, quando finalmente coloquei as mãos nessa belezinha (depois de uma Black Friday particularmente sangrenta) botei o danado na minha estante e fiquei olhando pra ele com carinho. Por dias. Por semanas. Por meses. E depois por anos. Não sei bem o motivo, provavelmente foi a pressão de querer algo por tanto tempo e, depois de tê-lo, ficar com medo de não ser tão bom, por causa das expectativas altíssimas. O fato é que, chegou um ponto em que eu apenas fiquei esperando a editora lançar o restante da série aqui no Brasil, pra eu poder comprar todos e ler tudo de uma vez.

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O que finalmente me fez tirar “Cinder” da prateleira foi a confirmação da vinda da Marissa Meyer para a 25ª Bienal do Livro de São Paulo, e preciso confessar o quão arrependida estou por ter deixado essa história espetacular pegando poeira por tanto tempo na minha estante.

Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, “Cinder” é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica. Primeiro volume da série As Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.

Neste conto de fadas cibernético, que pode ser classificado como uma distopia, mas que tem todas as características de um cyberpunk intergalático de tirar o fôlego, somos apresentados à jovem ciborgue Cinder, uma mecânica brilhante que vive intimidada pela Madrasta sem coração, na cidade de Nova Pequim, a capital da Comunidade das Nações Orientais, um “país” erguido sobre os escombros da antiga Ásia, após a Quarta Guerra Mundial, num mundo assolado por uma misteriosa e contagiosa praga, a letumose.

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Este universo futurista não é habitado apenas por humanos e ciborgues, sendo que estes últimos são mal vistos pela sociedade em geral e tratados como párias, mas também por androides (robôs com Inteligência Artificial avançada), e os temidos lunares. Na história, gerações antes, a Lua foi colonizada e seus habitantes deixaram de ser humanos há muito tempo, inclusive possuem a habilidade de manipular os pensamentos, emoções e ações dos outros, utilizando uma espécie de glamour tão natural à eles quanto respirar. Aqui, a Terra e a Lua têm uma relação tênue, com a ameaça de guerra iminente por parte da rainha lunar, a cruel Levana, pairando sobre a União Terráquea.

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Com esse background, é impossível não enaltecer a genialidade da autora. Se a gente parar pra pensar, com todos esses elementos, essa história poderia ter dado muito errado. O brilhantismo de Marissa Meyer ao reger e guiar o enredo de forma instigante e natural faz com que essa seja uma leitura rápida, divertida e que prende o leitor do inicio ao fim.

Uma das minhas coisas favoritas presentes nesse livro foi a diversidade étnica apresentada. É muito difícil ler uma história onde os personagens fujam do esterótipo caucasiano, e aqui nós temos um livro inteiro ambientado no que seria a nossa Ásia, com uma gama de personagens orientais.

Falando neles, os personagens são todos muito bem construídos e coerentes, fazendo jus à suas idades, vivências e motivações. A minha maior surpresa foi me apaixonar tanto pelo androide Iko, que faz as vezes de ajudante e melhor amiga de Cinder.

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Todos os elementos principais do conto da Cinderela estão presentes de algumas formas inesperadas dentro dessa adaptação, inclusive o romance, que aqui fica quase como que subentendido: ele está presente, porém é mais como um plano de fundo, um coadjuvante numa história muito maior.

Acredito que o único ponto negativo que vi na obra (e nem sei se da pra chamar assim, já que ultimamente isso tem acontecido muito comigo, e não apenas na literatura), foi que acabei  matando o plot twist, que foi revelado nas ultimas 50 páginas, nas 50 primeiras.

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Pra finalizar, “Cinder” é apenas a ponta do iceberg de uma trama muito maior, e que continua em “Scarlet”, o segundo livro da série, que vai nos apresentar uma releitura da história da Chapeuzinho Vermelho, e cruzar o destino dessas duas personagens. Tenho certeza que ainda tem muita água pra rolar nessa saga, que conta com mais dois exemplares: “Cress” e “Winter”, todos lançados aqui no BR e que serão lidos e devidamente resenhados aqui no blog nas próximas semanas.

“Homem-Formiga e a Vespa”

Cinema, Nas Telonas

Com a estreia de “Homem-Formiga e a Vespa”, a Marvel nos traz o retorno de um de seus heróis mais mortais e carismáticos, e nos apresenta à uma nova heroína.

Sumidos daquele quebra pau épico de “Vingadores: Guerra Infinita” (2018), a dupla aparece neste longa, que se passa antes e, por que não dizer, durante o último filme do estúdio, tendo suas próprias pendengas pra resolver.

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Na trama, Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope van Dyne e o Dr. Hank Pym com uma nova missão urgente. Scott deve mais uma vez vestir o uniforme e aprender a lutar ao lado da Vespa, trabalhando em conjunto para descobrir segredos do passado.

Enquanto Scott cumpre prisão domiciliar após os acontecimentos de “Capitão América: Guerra Civil” (2016), Hope assume o manto da Vespa e trabalha, junto com o pai, para encontrar uma forma de resgatar sua mãe, Janet Van Dyne, que ficou presa na Dimensão Quântica pelos últimos 30 anos. Para isso, mesmo que a contra gosto, eles precisam que Scott se junte a eles e seja novamente o Homem-Formiga. O que ninguém esperava era o surgimento da vilã Fantasma, que ameaça acabar com os planos de reencontro da família com sua matriarca.

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Bom gente, o longa é bom, mas parece que falta alguma coisa. A impressão que eu tive com ele é de que se trata de um filme menor, com problemas menores. E isso não é ruim de jeito nenhum, basta a gente olhar pra “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017), que pode ser classificado, quando comparamos com os outros gigantes da Marvel, como uma trama de escala menor. O problema, meus amigos, é que depois de toda a merda que rolou no ultimo filme dos Vingadores, jogar um enredo desses na nossa cara é muita falta de sacanagem.

Provavelmente isso é um problema meu e das minhas expectativas, mas acho que depois de tudo que vimos no ultimo lançamento do estúdio, todo o abalo que esse universo cinematográfico sofreu, eu esperava mais relação com a Guerra Infinita. A sensação que fica é que o filme ta ali só pra encher umas linguiças e cumprir agenda.

E isso não é um problema da produção ou do roteiro, que é bom é todo amarradinho, apesar de eu ter algumas ressalvas quanto à ele. O caso é que o filme vai ser muito melhor aproveitado e curtido pela audiência se for isolado dos outros longas desse universo e visto como uma aventura à parte.

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Com uma trama mais intimista, onde nenhum dos heróis está tentando salvar a vizinhança, ou seu país, ou seu povo, ou o mundo, ou ainda: o bem maior (inclusive o objetivo da dupla é até meio egoísta, se a gente for parar pra pensar), esse filme está longe de ser perfeito.

Uma das coisas que me chateou no longa, e daí pode culpar novamente as minhas expectativas, foi a falta de noção dos personagens a respeito da grandiosidade do que eles estavam fazendo ali. Cara, é uma missão ao Reino Quântico, sabe? Não um passeio no parque. Acho que faltou dar a atenção que a situação merecia, faltou desespero nos personagens, faltou agonia. Eu queria ter sentido angustia e desesperança em algumas cenas, mas foi tudo meio de boas.

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Outra coisa que também acho que faltou, e nesse caso já enxergo como um desperdício de enredo promissor, foi explorarem melhor esse universo microscópico. Esse filme poderia ter tido um apelo tão maior e ser tão mais diferenciado se investissem numa coisa meio “Querida Encolhi as Crianças” (1989), mas não… vamos queimar tempo em tela com essa vilã, que apesar de bem motivada e justificada, não me convenceu, tá toda avulsa na história, não agregando nada além daquele “corre corre” de filme de herói, com os produtores e roteiristas investindo mais nessa mesmice, no que é mais cômodo e mais fácil.

Eu não vou nem entrar nas questões lógicas de encolhimento e desencolhimento de carros e prédios e todas as leis da física que foram desrespeitadas pra não dar spoilers, mas a minha dica é que fechem os olhos para essas coisas e aproveitem o entretenimento de qualidade que o filme oferece.

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Falando de coisas boas, além desse entretenimento de qualidade, todo o visual do filme é muito verossímil, e os efeitos são incríveis. Fiquei babando com as cenas no Vácuo Quântico, que super me remeteram aos inúmeros mundos apresentados em “Doutor Estranho” (2016).

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O longa possui uma narrativa bem humorada, com um encaixe perfeito de elementos e relações críveis entre os personagens. O diretor, Peyton Reed, responsável pelo primeiro “Homem-Formiga” (2015) e por filmes de comédia como: “Sim Senhor” (2008) e “Separados pelo Casamento” (2006), sabe muito bem como levar um filme “engraçadão” e acrescenta muito dinamismo à todos os diálogos cômicos. Mesmo a piadinha mais pastelona consegue arrancar pelo menos um sorriso da gente.

Inclusive, pra mim, um dos melhores momentos do filme é em uma dessas cenas cômicas com uma montagem incrível e muito carisma do elenco. Mini spoiler aqui: trata-se de uma sequencia de Luis, personagem de Michael Peña, com um possível soro da verdade.

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Paul Rudd e Evangeline Lilly estão incríveis na reprise de seus papéis. Inclusive acho que nesse longa o protagonismo ficou muito mais a cargo da Evangeline, já que sua personagem agiu como um motor, impulsionando toda a trama. Isso não quer dizer, em momento algum, que o Paul foi menos brilhante. A coisa maravilhosa desse filme é que existe um equilíbrio perfeito entre a dupla de heróis, cada um deles tem seus momentos, seus pontos fortes e fracos e eles se complementam e se salvam como uma verdadeira equipe.

A beleza de “Homem-Formiga e a Vespa” está justamente nessas limitações, que acabam humanizando e trazendo os personagens pra mais perto da realidade. O herói imbatível e sem limites, que só perde por conveniências num roteiro, que podem ou não ser desprezadas, não tem lá muita graça.

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Além dos atores que dão nome aos protagonistas dessa história, não podemos esquecer de outros nomes de peso que compõe o elenco: Michael Douglas, Michelle Pfeiffer e Laurence Fishburne.

Meu sonho de princesa é um filme do Homem-Formiga de Hank Pym, ambientado no passado, contando as peripécias do herói acompanhado de sua Vespa e também do Golias, e obviamente usando CGI pra rejuvenescer essa galera por que quero todo mundo no elenco!

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Pra finalizar, indico sim que todo mundo vá ao cinema e confira esse novo capítulo no Universo da Marvel, porém aconselho a desprezar esse universo na hora de apreciar a trama. O filme é muito melhor aproveitado se for assistido como uma aventura isolada, e com expectativas pé no chão.

E não se esqueçam das cenas adicionais características dos longas do estúdio. “Homem-Formiga e a Vespa” conta com duas: uma tremendamente importante e que situa o filme na linha do tempo da Marvel; e a segunda, que não é nada além de engraçadinha e pode frustrar quem ficar até o final dos créditos gigantescos.

Agora contem pra mim, quem já assistiu e o que acharam do filme?

 

 

“Mais que Amigos”

Literatura, Na Estante

Sabe aquele clichêzinho delicioso? Aquele romance água com açúcar, com um quê de comédia, ideal para ser lido em um dia frio? Pois bem, já pode entrar, “Mais que Amigos”, da Lauren Layne!

O mais engraçado de tudo é que eu subestimei esse livro totalmente! Vi a capa, li o título, espiei a sinopse e sai julgando lindamente. E, se não fosse pela Karina Carvalho, que me deu a dica nesse post do Instagram, eu provavelmente nunca teria lido e nunca teria me apaixonado por essa história.

Lançado em abril deste ano, pelo selo Paralela, do Grupo Companhia das Letras, o livro gira em torno de dois melhores amigos, Parker Blanton e Ben Olsen, que, desafiando todas as probabilidades e opiniões alheias, são apenas amigos, muito obrigada.

Aos vinte e dois anos, a jovem Parker Blanton leva a vida que sempre sonhou. Tem um namorado inteligente e responsável, um emprego promissor e a companhia de seu melhor amigo, Ben Olsen, com quem divide um lindo apartamento.
Parker e Ben são tão grudados que muita gente duvida que eles morem sob o mesmo teto sem nunca ter vivido um caso, mas eles não se importam com o que as pessoas pensam. Sabem que não foram feitos um para o outro — pelo menos não para se envolver.
Por isso, quando um acontecimento inesperado faz com que Parker se veja sem namorado e com o coração partido, ela sabe que pode contar com Ben para ajudá-la a sacudir a poeira e partir para outra. Afinal, ninguém seria mais ideal do que seu melhor amigo para lhe mostrar os prazeres da vida de solteiro… certo?
Mais que amigos é uma comédia romântica irresistível!

Uma das coisas que mais gostei nesse livro é que os personagens são MUITO reais. Apesar do clichê já esperado de melhores amigos que se apaixonam, a Parker não tem nada de mocinha otária, do tipo donzela indefesa, e o Ben está bem longe de ser um príncipe no cavalo branco. São personagens muito bem desenvolvidos, com pontos positivos e negativos, aspirações, inseguranças e, graças a Deus, nada perfeitos.

A relação de amizade desses protagonistas é uma das coisas mais lindas que já vi na vida. Eles são companheiros demais, se apoiam, se respeitam, são extremamente leais e estão sempre disponíveis um pro outro. Isso faz ser totalmente compreensível que os dois tenham tanto medo dos sentimentos que começam a perceber em relação ao outro. Quem ia querer estragar esse tipo de amizade? Quem ia querer que ela mudasse?

A escrita da Lauren Layne é descontraída, rápida e enxuta, a autora não perde tempo com nada que não seja necessário para a história se desenvolver, mas mesmo assim consegue fazer a gente se conectar com os personagens de uma forma surreal. Me vi torcendo por eles, rindo com eles, chorando com eles e gritando com eles.

Narrado em primeira pessoa, com capítulos que revezam o ponto de vista de Ben e Parker, essa história apaixonante é a pedida certa pros intervalos entre leituras mais pesadas, ideal pra descontrair, se apaixonar, suspirar, desejar ter uma amizade dessas e um xodó como Ben Olsen.

E aí, alguém já leu esse livro? Me contem o que acharam nos comentários 😀

“Direto de Washington”

Na Estante

Essa semana finalizei a leitura do livro “Direto de Washington: W. Olivetto por ele mesmo” que narra, sem ordem cronológica, fatos da vida e do trabalho do publicitário mais famoso do Brasil, Washington Olivetto.

O livro foi um presente da Editora Arqueiro durante o “Encontro com Livreiros” que aconteceu no início de abril e, durante o evento, eu já consegui garantir uma foto e um autógrafo com o ícone em pessoa!

Não precisa ser estudante de comunicação ou um grande apaixonado por publicidade para conhecer o homem que inspirou personagem de novela, virou letra de músicas de sucesso, nome de pratos em restaurantes famosos, selo do correio do seu país, vice-presidente do seu time de futebol, cidadão carioca sendo paulista, commendatore italiano sendo brasileiro…

Washington Olivetto é um dos maiores publicitários brasileiros, criador de algumas das mais marcantes, emocionantes e divertidas campanhas da propaganda nacional.

Em 21 capítulos ele conta algumas histórias que ajudam a compreender como o grande publicitário criou o seu melhor personagem: ele próprio.

Washington Olivetto é o publicitário que não quis ser apenas um grande publicitário. Resolveu ser um homem de negócios que se transformou num pop star. Ganhou o primeiro Leão de Ouro do Brasil em Cannes, conquistou todos os prêmios da publicidade mundial, entrou para o Guinness Book of Records, está no Lifetime Achievement do Clio e foi o primeiro não anglo-saxão a entrar para o Hall of Fame do One Club de Nova York.

Euzinha, formada em Publicidade & Propaganda, fiquei só morrendo de invejinha durante a leitura, e desejando ter nascido na Era de Ouro da publicidade brasileira.

E você? Já tinha ouvido falar do gênio por trás das maiores campanhas da publicidade brasileira?