Séries Assistidas em Janeiro

Na TV

Janeirão foi o mês de recuperar o tempo perdido. E que mês longo, amigos… posso jurar que ele teve pelo menos 184 dias, e só por isso esse post com todas as séries assistidas nesse inicio de ano vai fazer sentido, já que foi temporada pra caramba e DE JEITO NENHUM eu vou conseguir manter esse ritmo pelo resto do ano.

Ao todo, desde o dia 1 de janeiro, consegui botar em dia 9 séries, maratonando temporadas completas sem dó nem piedade e honrando uma das minhas metas para 2020: assistir pelo menos um episódio, de alguma série, por dia.

Abaixo vocês conferem tudo que assisti em ordem, com uma nota (de acordo com meu Banco de Séries) e um breve resumo sobre o que achei de cada temporada, sem spoilers, claro! Vale lembrar que é a minha opinião, sem nenhum embasamento profissional. Ou seja, posso ter amado ou odiado e no fim do dia isso não dita se a série é realmente boa ou não.

Sem mais delongas, vamos começar:


His Dark Materials
BBC One | 2019
Nota: 9.19

Inspirada na trilogia “Fronteiras do Universo” (que eu ADORO) de Philip Pullman, essa série veio para adaptar os livros de forma decente!

Vocês já devem ter ouvido falar da primeira adaptação dessa história, esta para o cinema e com nomes como Nicole Kidman e Daniel Craig encabeçando o elenco. Tô falando de “A Bússola de Ouro” de 2007.

Não preciso nem dizer que o filme foi uma das adaptações mais porcas que já assisti e eu amargava esse desgosto até 1 de janeiro de 2020 (TREZE ANOS DE RANCOR, MINHA GENTE), quando resolvi maratonar a primeira temporada de “His Dark Materials”, a nova adaptação de uma das minhas histórias favoritas!

Com nomes tão grandes quanto os do cinema (aqui falamos de James McAvoy, Lin-Manuel Miranda, Dafne Keen e Ruth Wilson), essa série foi tudo o que eu pedi e mais um pouco.

Extremamente fiel aos livros, a série explora todo o Universo e a mitologia abordada na história criada por Philip Pullman em 1996. A fotografia e a trilha sonora são belíssimas e a entrega do elenco é absurda. Mal posso esperar pela segunda temporada, que já foi confirmada, mas ainda não tem uma data de estreia definida.


The Mandalorian
Disney+ | 2019
Nota: 9.12

Me segurei horrores pra conseguir esperar todos os 8 episódios dessa série irem ao ar pra poder maratonar tudo de uma vez!

Sou meio obcecada por tudo referente ao Universo Star Wars e essa foi uma das séries mais esperadas de 2019 pra mim. Inclusive, foi meio que um bálsamo assistir depois de conferir o fiasco da “Ascensão Skywalker”.

Infelizmente, quando você opta por esperar uma série lançar todos os episódios semanalmente, pra poder assistir tudo de uma vez, você acaba sujeita aos spoilers da vida e, o segredo mais bem guardado da Disney, o Baby Yoda, acabou não sendo uma surpresa pra mim, quando finalmente comecei a ver a série. Mas sabe o melhor de tudo? Isso não fez a mínima diferença.

A série acompanha a jornada de um Mandaloriano após a queda do Império e antes do surgimento da Primeira Ordem, ou seja, trás muito da nostalgia da primeira trilogia de Star Wars. Provavelmente isso, fora o Baby Yoda, foi o que mais me encantou.

Se o gênero Sci-Fi e o Faroeste tivessem um filho, esse filho seria The Mandalorian. Adorei o ritmo em que essa história foi contata, a fotografia, a trilha sonora e o elenco arrasaram demais! A gente nem consegue ver a cara do Mando, mas Pedro Pascal arrasa tanto na atuação que consegue te arrastar por um turbilhão das mais diversas emoções. Fora isso, esse formato de 30 minutos fez toda diferença, acabei assistindo a série numa sentada só e foi divertido e emocionante na medida certa!

The Mandalorian é tudo o que aquele filme do Han Solo queria ser (no caso uma aventura espacial fodida de tão boa), mas não conseguiu e veio pra provar que Star Wars ainda pode ser incrível, mesmo na mão da Disney.

A segunda temporada já tem data de estréia e a gente vai poder conferir a continuação da história de Mando e da Criança a partir de setembro de 2020.


Watchmen
HBO | 2019
Nota: 9.44

Essa foi, na minha mais humilde opinião, a melhor série de 2019.

Não vou mentir, quando comecei tava mais perdida que cego em tiroteio, mal me lembrava do filme e acho que não me liguei que a série era uma continuação direta da HQ. O primeiro episódio fez ZERO sentido pra mim, mas ver a Regina King, de Sister Night, descendo o cacete num bando de supremacista branco ganhou meu coração na hora!

O mais engraçado é que eu passei todos os 9 episódios da série perdida e sem saber que diabos estava acontecendo. Como a maior parte das séries da HBO (alô, Westword), o show entregava muitas perguntas e poucas respostas. Quando eu achava que estava entendendo os plots, vinha algo novo e aparentemente sem sentido só pra me confundir mais, porém, a qualidade de cada episódio era inegável e eu seguia louca e obcecada pra saber O QUE DIABOS ESTAVA ACONTECENDO!

E valeu a pena, amigos! Ô se valeu! Quando fui acertada por um dos maiores plot twists DA HISTÓRIA, tive certeza que essa era uma das melhores coisas já vistas na TV (depois daquela decepção toda com Game of Thrones e tal). E daí, quando eu achei que nada mais poderia me surpreender, veio aquela última ponta solta, aquele plot que não encaixava e não fazia sentido nenhum, e PEI PEI PEI, tiro pra todo lado, FOMOS SURPREENDIDOS NOVAMENTE, caralho, que série, QUE SÉRIE!

Acho que não tenho mais condições de falar sobre Watchmen sem surtar e sem soltar uns spoilers cabeludos. Qualquer informação que eu der vai estragar toda a sua experiência com essa série. Apenas saiba, se você está começando e tá achando o desenvolvimento lento e os episódios arrastados e tá cansado de não ter respostas, aguente, apenas AGUENTE, vai valer a pena no final. EU PROMETO.

A série está marcada como FINALIZADA, ou seja, aparentemente não teremos uma segunda temporada e, na moral? É melhor assim. Esses episódios foram perfeitos demais para serem estragados pela ambição humana de ganhar mais dinheiro com uma continuação desnecessária (alô, Big Little Lies).


The Witcher
Netflix | 2019
Nota: 8.88

Acho que o meu problema com a série do Bruxão foram as expectativas. Eu sempre digo que as expectativas podem foder com qualquer projeto. E mesmo assim não aprendo com meus erros. E meu erro com The Witcher foi esperar pela bunda do Henry Cavill.

Não me levem a mal, eu tô ligada que a série é baseada nos livros (que não li) e não nos jogos (que não joguei), mas de uma coisa eu sabia: Geraltão tava sempre mostrando a bunda no jogo. É assim tão ruim esperar ver a bunda dele na série também? Porra, Netflix, o que custava pagar um pouco mais pro Cavill mostrar a traseira pra gente??

Brincadeiras (ou não) a parte, fora a ânsia pela bunda do Henry, o negócio é que tava um hype gigantesco em cima da série. A galera tava dizendo que superaria Game of Thrones, e desculpa, mesmo com as últimas temporadas cagadas do show inspirado na obra de George R. R. Martin, The Witcher passou bem longe. Não é ruim. Só não é incrível. Não vou dizer aqui os porquês de eu não ter achado incrível, por que isso implicaria em alguns spoilers que podem acabar com a experiência de quem for assistir, mas assim… esperava bem mais dessa série.

O negócio agora é esperar pela segunda temporada, que já foi confirmada, mas ainda não tem data de estréia, e torcer para que seja melhor do que essa foi.


The Morning Show
Apple TV+ | 2019
Nota: 9.25

Eu assinei o Free Trial da Apple TV+ só pra ver essa série e, detalhe, não fazia ideia do que se tratava, mas né, produzida por Jennifer Aniston e Reese Whiterspoon, contando com as duas encabeçando o elenco e o plus do Steve Carell, não tinha nem o que fazer, só ir. E olha, valeu muito a pena.

A série revela os bastidores de um programa matutino de TV, em um cenário altamente competitivo e, além disso, gira em torno do escândalo onde o âncora principal do programa é acusado de ser um predador sexual.

Gente, digam o que disserem, essa série é muito necessária. Ela aborda esse tema onde homens com poder dentro de empresas acham que tudo bem assediar suas colegas de trabalho, já que é consensual, mas queridos, quando o outro lado pode perder o emprego, NÃO É CONSENSUAL.

Durante todos os episódios vai sendo explorada a conduta de todos os funcionários do programa e vemos uma cultura de silêncio e machismo, vindo por parte até mesmo de mulheres.

Só posso dizer que passei os últimos segundos do último episódio gritando com a TV. Mal posso esperar pela segunda temporada e pelo desenrolar das consequências de tudo o que explodiu nessa primeira. A série já foi renovada, mas ainda não tem data para retorno.


You
Netflix | 2018
(Segunda Temporada)
Nota: 8.60

Lembro de pensar, quando foi anunciado que essa série teria uma segunda temporada, que eles iriam cagar. E eu não estava totalmente errada. Na minha concepção “You” era uma daquelas séries de uma temporada só, mas, como sempre, a ambição humana não sabe parar quando tem uma máquina de fazer dinheiro na mão.

Teve gente que ainda curtiu essa segunda temporada por causa do plot twist, mas como manjei essa virada logo no começo, acabou não me fisgando e só achei tudo bem esquizofrênico e desnecessário. Meu problema aqui é o roteiro fraco e preguiçoso, cheio de conveniências, onde um sociopata, com zero talento para esconder rastros, sempre acaba escapando de ser pego das formas mais ridículas possíveis.

Eu, sinceramente, ainda não sei como tem gente que romantiza o Joe. Entendo o porquê de ele ser como é, da dó dos flashbacks mostrando a infância merda dele, mas não justifica as monstruosidades cometidas por uma pessoa claramente desequilibrada. O ponto positivo da série é conseguir humanizar esse monstro e, apesar do enredo pesado, ter sucesso em dar certa leveza a alguns episódios, chegando ao ponto de deixá-los divertidos e fazer o telespectador dar boas risadas (????).

Infelizmente, a série foi renovada pra mais uma temporada e eu não sei se vou ter pique pra acompanhar mais uma season com a mesma história, os mesmos furos e as mesmas soluções burras.


American Gods
Starz | 2017
(Segunda Temporada)
Nota: 8.42

American Gods é o típico cão que muito ladra e não morde. Lembro de assistir a primeira temporada empurrando com a barriga, por que os episódios eram muito arrastados e pouco acontecia. Ou fazia sentido. Porém a série era belíssima, com uma fotografia de fazer inveja, diálogos coesos pra te fazer pensar sobre as inúmeras coisas erradas dessa vida, e teve uma season finale de fazer o cu cair da bunda. Fora que o plot todo é bem interessante.

Logo, lá vamos nós pra mais uma temporada. O negócio é que a série manteve esse ritmo cansativo, nada, repito, NADA, aconteceu do episódio 1 ao episódio 8, os diálogos coesos ficaram cansativos e só o que salvou mesmo foi essa fotografia maravilhosa. É um absurdo passar uma temporada inteira e não sair do lugar. A Starz já renovou o show, mas ainda não tem data de estreia, e tenho quase certeza que se você assistir a primeira temporada e pular pra terceira vai continuar entendendo tudo, POR QUE NADA ACONTECEU NESSA SEGUNDA TEMPORADA.

Na moral, é melhor ir ler o livro pra saber logo como acaba, por que tão enrolando mais do que no Torneio de Artes Marciais de Dragon Ball Z3.


Titans
DC Universe | 2018
(Segunda Temporada)
Nota: 8.46

O engraçado com as expectativas é que elas são uma faca de dois gumes. Funciona tanto para o bem, quanto para o mal. Lembro que eu não estava dando nada para a primeira temporada de Titans, e comecei a assistir de forma despretenciosa, sendo surpreendida positivamente e amando a série.

O caso é que, gostei tanto da primeira temporada, que embarquei nessa segunda esperando algo muito melhor, já que anunciaram aparições de Bruce Wayne, Cadmus, Superboy, Krypto, Aqualad e a porra do vilão era o Deathstroke.

Olha gente, se decepção matasse…

Nunca lutei tanto na vida pra chegar numa season finale. Pouquíssimos episódios dessa segunda temporada se salvam. A série começou a abordar milhares de plots e não andou com nenhum, NADA ACONTECIA, os embates eram ridículos e o Dick Grayson deu no meu saco com tanto mimimi. Desperdiçaram um dos vilões mais fodas do Universo DC, o Bruce Wayne do Sor Jorah não me convenceu em nenhum momento e tô puta que alisaram o cabelo da Kory/Estelar por causa de racista filha da puta.

Enfim, a série foi renovada e eu provavelmente vou voltar pra terceira temporada na esperança de que melhore.


Knights of the Zodiac: Saint Seiya
Netflix | 2019
(Segunda Temporada)
Nota: 8.08

A faca de dois gumes ataca novamente aqui. Dessa vez para o bem. Eu acho. Quer dizer, a primeira temporada dessa nova animação foi tão ruim que eu comecei a segunda esperando o pior. Porém acho que o nível melhorou. Tá longe de ser melhor que o anime original, mesmo tendo resumido bem algumas coisas e criado soluções mais inteligentes para outras, ainda carece de desenvolver melhor seus personagens e fazer com que o publico se preocupe com eles.

Eu sinto falta da emoção das lutas, do sangue e de um desenvolvimento mais detalhado. Tudo bem que em algumas partes o anime era bem arrastado, mas aqui eles pecam novamente em cortar a maior parte das coisas, deixando sem explicação a relação dos personagens e sem sentido algumas ações tomadas pelos mesmos.

No todo, da primeira pra segunda, deu pra ver uma evolução e acho que a Netflix tá tentando acertar com seus erros, mas ainda falta MUITO pra ser incrível.

Vamos aguardar cenas da próxima temporada.


Whoaaaaaa, acabei! No total foram 80 episódios assistidos em janeiro e duvido muito que eu vá manter esse ritmo insano nos próximos meses, mas vou tentar trazer pra vocês pelo menos um resuminho de temporada por mês aqui no blog 😀

Enquanto isso, me contem quais séries vocês assistiram no começo desse ano e, se assistiram alguma dessas que citei acima, o que acharam 😉

O Retorno Militudo de “Supergirl”

Na TV

Exibida pela CW, a série baseada nos quadrinhos da personagem kryptoniana, “Supergirl”, retornou às telas americanas no dia 14 de outubro e iniciou seu 4º ano em grande estilo e com um tema pra lá de importante.

É engraçado eu ter ficado tão impactada com esse retorno, já que “Supergirl” sempre foi a série do Arrowverse que eu menos gostava… aquela mais fraquinha, deixada pra trás até por “Legends of Tomorrow”, porém nunca deixei de assistir. O show sempre teve uma qualidade que me prende, mesmo nas temporadas mais arrastadas.

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Neste novo ano o inimigo da “Supergirl” não é um vilão qualquer, fácil de liquidar. Desta vez nossa heroína vai ter que enfrentar o ódio de pessoas normais, mães e pais de família, “vilões” que não são essencialmente maus.

A série começa a abordar a xenofobia e os fatores que a desencadeiam, como fascismo, através de uma metáfora muito bem trabalhada: o ódio contra os imigrantes alienígenas buscando anistia na Terra. E esse assunto da intolerância é TÃO importante e se aplica demais à situação atual, não só do Brasil, mas do mundo.

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O interessante é que a Kara, até metade do primeiro episódio, parece só olhar para o próprio umbigo, já que não passou pelos preconceitos que outros alienígenas passaram e ainda passam. Claramente a nossa heroína representa aquela turma que faz parte da minoria, mas é coberta de privilégio e só enxerga o que de fato acontece depois de um choque de realidade.

A Kara não enxergar essa intolerância é exatamente o problema do mundo atualmente. Pra ela é muito fácil dizer que não sofre esse preconceito sendo idêntica à um ser humano, e ainda por cima loira linda e adorada por toda a população da Terra. Ela demora à entender a situação atual e os crimes de ódio cometidos contra os alienígenas, chegando inclusive à uma discussão acalorada com J’onn J’onzz, personagem que está totalmente engajado na defesa dessas minorias.

Parece muito com tudo o que estamos vendo atualmente na nossa sociedade, não?

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Foi tão real e esmagadora a forma que trataram o preconceito contra os alienígenas, fazendo um paralelo gritante com a forma que os estadunidenses tratam os imigrantes. E na forma como os próprios brasileiros têm tratado alguns refugiados e algumas das minorias presentes na nossa sociedade.

Quando a Supergirl finalmente acorda para a realidade, o choque é grande, e é aquela sensação que todos temos aqui no peito:

“Pensar que há tanta raiva lá fora, eu não quero acreditar. Pensei que esse país, que nós tínhamos melhorado. Lutar contra algo tão vasto, unir um mundo tão dividido… é esmagador.”

Outro fator importantíssimo, que veio pra cimentar a posição da série à respeito de todas as minorias, foi a adição de uma atriz trans no elenco desta temporada.

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Nicole Maines interpreta Nia Nal, uma jovem jornalista transsexual, também conhecida como a heroína Dreamer. A personagem comenta durante o segundo episódio como já sofreu com o preconceito e hoje se posiciona em defesa dos alienígenas.

O lema “Earth First”, utilizado pelos “vilões” dessa temporada, pode ser sim uma referência ao “America First” de Donald Trump, mas também não deixa de ser uma referência ao “Brasil acima de tudo” que preencheu nossos ouvidos nos últimos meses.

Mais didático que isso impossível, obrigado por esse plot Greg Berlanti.

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Enfim, é sempre certo que quando envolve política, quase todos acabam apoiando algum lado e a maioria se tornando extremamente cega sobre o contexto da sociedade! “Supergirl” está de parabéns por tratar dessa temática de forma tão genuína, sem perder os princípios da série.

Você não precisa amar/gostar de todas as pessoas, mas você precisa respeitá-las.

Combate ao preconceito sempre.

Obrigada, “Supergirl”!

Estreia “Marvel’s Cloak & Dagger”

Na TV

Estreou essa semana, pelo canal norte-americano Freeform, a adaptação para a TV “Marvel’s Cloak & Dagger”, série inspirada nos personagens homônimos da Marvel.

Estrelada por Olivia Holt como Tandy Bowen/Dagger e Aubrey Joseph como Tyrone Johnson/Cloak, a série é ambientada no Universo Cinematográfico Marvel e já conta, logo nos dois primeiros episódios, com várias referências às outras produções do estúdio, inclusive os filmes.

Mas quem são Cloak & Dagger? Se você nunca ouviu falar desses personagens antes, se liga aí que vou fazer um resumão esperto:

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Conhecidos aqui no Brasil como Manto & Adaga, os dois foram criados em 1982, por Bill Mantlo e Ed Hannigan, aparecendo pela primeira vez em “Peter Parker, the Spectacular Spider-Man” #64 – Março de 1982.

Heróis obscuros da Marvel, a dupla se conhece quando Tyrone (que vivia como sem teto nas ruas de Nova Iorque) pensa em assaltar Tandy (que era a riquinha bem de vida, que foge de casa por que não está recebendo atenção suficiente), mas, antes que ele pudesse bater a carteira da menina, ela acaba sendo assaltada por outro homem. Isso é que é sorte, hein minha filha? Assim que o Tyrone ajuda a Tandy a recuperar as coisas dela, nasce a amizade dos dois, e mais tarde aquela paixão gostosa, que é do que a gente gosta!

Eles ganham seus poderes ao serem injetados com a droga D-Lite, quando Tandy recebe a proposta de morar em um abrigo e o Tyrone vai junto com ela.

Só que o tal do abrigo na verdade era uma roubada.

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O lugar era usado como fachada, atraindo jovens sem-teto para serem cobaias nos experimentos do cientista criminoso Simon Marshall. A geral, depois de ser injetada com a droga, acabava morrendo, mas Tandy e Tyrone sobrevivem e conseguem fugir.

Como efeito colateral da droga, o corpo de Tyrone se transmuta em um portal conduíte para a Dimensão Sombria, um mundo de energia escura que precisa da absorção da força vital das pessoas. Ele assume o codinome Manto e, através da Dimensão Sombria, é capaz de canalizar sua energia, criando construtos de escuridão, além de conseguir se teleportar por ela e ficar intangível.

Já Tandy passa a conseguir gerar o que se chama de luz viva, uma energia vital associada à luminosidade. A luz viva dá a ela dois poderes. O primeiro deles é a adaga de luz, que lhe dá seu nome de heroína, Adaga. Os punhais são projéteis feitos puramente de luz, que ela consegue manipular em sua trajetória. Além disso, ela também consegue desintoxicar pessoas, curando males e doenças através da luz.

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Com seus novos poderes, os dois saem por aí tocando o maior terror como os vigilantes mais sem piedade que você respeita. Pra eles, o lema de “bandido bom é bandido morto” era um mandamento, e eles matavam sem pensar duas vezes. No meio da matança toda, eles se apaixonam e vivem aquela história de amor super clichê do tipo “os opostos se atraem”.

Mais tarde, o lance de matar criminosos muda e eles passam a agir como super heróis de respeito, cruzando caminho de outras figuras da Marvel, como o Homem-Aranha, os X-Men e os Fugitivos.

Agora que vocês já conhecem um pouco do background desses personagens, enquanto figuras das HQ’s da Marvel, tá na hora de conhecer o Manto e a Adaga das telas:

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Primeiramente, eu queria dizer o quanto fui surpreendida positivamente pela série. Eu já estava de olho nela, até por que a danada leva o nome “Marvel’s” no título, mas por ser distribuída pela Freeform, fiquei com o pé atrás.

A série apresenta os personagens enquanto eles descobrem seus poderes, adquiridos de uma forma bem diferente da vista nos quadrinhos.

E não é só nisso que a série diverge das HQ’s. Uma das coisas que mais gostei dessa adaptação foi que existe toda uma inversão de esteriótipos. Enquanto Tyrone é um garoto de boa família, Tandy é uma sem-teto, que ganha a vida aplicando golpes em garotos ricos, roubando e se drogando.

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Foi muito legal alterarem a história dos protagonistas pra dar mais profundidade e carga dramática. O fato de eles inverterem os papéis dos dois, quebrando o esteriótipo e nos fazendo enxergar diversas coisas sob um novo ponto de vista é até melhor que o original.

Outra coisa muito interessante e surpreendente foi o tom sombrio e sério que senti enquanto assistia os dois primeiros episódios. Por algum motivo, eu achava que a série iria ser mais juvenil e bobinha, mas deram um tom bem obscuro à produção, que deu pra sentir logo na sequência inicial.

Fora isso, ainda tiveram alguns temas mais pesados sendo explorados, como: violência policial, o risco de usar telefone ao volante, alcoolismo, drogas e até uma tentativa de estupro.

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A fotografia tá super decente e o roteiro foi muito bem escrito. Adorei como vimos as histórias dos personagens de modo separado. Conseguiram conduzir dois núcleos distintos, que se conectam naturalmente sem necessariamente uni-los de cara, além de todo o paralelo entre a infância e a fase adulta dos dois protagonistas.

As atuações estão maravilhosas! Olivia e Aubrey encarnaram direitinho os personagens, com toda aquela carga emocional pesadíssima, embalada por uma trilha sonora que caiu como uma luva. Inclusive eu tô até agora tentando descobrir se fui eu quem salvou essa trilha sonora ou se ela quem me salvou.

Fora tudo isso de maravilhoso que falei ai em cima, ainda tem todas as ligações e referências com outras séries e filmes do MCU. Aparece a Roxxon Corp, que já foi citada em “Homem de Ferro 2”, assim como nas séries “Agent Carter”, “Marvel’s Agent’s of Shield”, “Iron First” e “Daredevil”, inclusive, sendo revelado nessa última, que a empresa tem ligações com o Tentáculo. Além disso, a Dimensão Sombria, introduzida em “Marvel’s Agent’s of Shield”, desenvolvida na segunda temporada da “Agent Carter” e vista no cinema em “Doutor Estranho”, é a origem dos poderes do Manto.

Ainda sem data de estréia no Brasil, vale a pena conferir a série que vai contar com 10 episódios em sua temporada de estréia, sendo exibidos todas as quintas, na Freeform.

E, se todo esse meu textão rasgando seda ainda não convencer você a assistir, deixo aqui o trailer da série, que com certeza vai:

E aí, prontos para conhecer Cloak & Dagger?

Então, eu finalmente criei um blog…

Eu Mesma

Eu não fui uma dessas crianças apaixonadas por leitura desde que se entendem por gente. Pra quem me conhece há algum tempo (ou até quem acabou de conhecer, pra falar a verdade) pode ser um choque, mas eu fui uma daquelas meninas que tinham horror a livros até a adolescência.

Meus pais nunca tiveram o costume de comprar revistinhas da Turma da Mônica pra mim, e o incentivo que a escola pública me dava era ler “Memórias Póstumas de Brás Cubas” pra fazer uma prova. Ninguém me apresentou o Harry Potter, o Percy Jackson ou a Mia Thermopolis, sabe?

Basicamente descobri o amor pela literatura por culpa da J. K. Rowling, quando coloquei as mãos em um exemplar de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” nas férias de 2005. A partir daí foi só ladeira abaixo. Ou acima, dependendo do ponto de vista.

O fato é que, eu posso não ter sido uma criança apaixonada pela leitura lá nos anos 90, mas teve uma coisa que eu sempre amei e que fazia desde que tinha aprendido a juntar letras e formar palavras: escrever.

Eu costumava comprar pequenos cadernos e escrever historinhas mirabolantes sobre sereias, fadas, bruxas e assassinos em série (muito obrigada às franquias cinematográficas “Pânico“, “Lenda Urbana“, “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado” e afins, por terem inspirado uma criança a escrever sobre assassinatos). A cada capítulo dessas historinhas eu fazia um desenho pra ilustrar a coisa toda.

Conforme fui ficando mais velha, acabei abandonando as histórias nos caderninhos, mas sempre amei escrever redações na escola, e adorava as atividades onde precisávamos compor poesias, etc.

O interessante é que, depois da descoberta da leitura como um hobby, cair no mundo das Fanfics foi questão de meses, e daí pra redescoberta dessa minha paixão pela escrita não demorou muito.

Eu sempre quis escrever um blog, mas sempre tive medo da coisa toda virar uma obrigação e minha paixão virar uma enorme frustração. O caso é que, atualmente, minha maior frustração tem sido justamente não ter meu blog.

O Pamelisses nasceu para que eu pudesse dividir com o mundo as minhas paixões, que vão da literatura à astrologia. Aqui vocês vão poder encontrar críticas bem amadoras de cinema numa semana e na próxima, talvez, uma dica de produto para o cabelo. Vai ter resenha de livro, mas também vai ter post contando sobre a minha última viagem, ou aquela promoção maravilhosa de “compre 3, pague 2” na loja de “brusinhas” da esquina. Vou falar sobre as séries de TV que estou assistindo, sobre as músicas que estou ouvindo e, de vez em quando, sobre as coisas que estou sentindo.

Então, quem vem comigo nessa nova aventura?