“Homem-Formiga e a Vespa”

Cinema, Nas Telonas

Com a estreia de “Homem-Formiga e a Vespa”, a Marvel nos traz o retorno de um de seus heróis mais mortais e carismáticos, e nos apresenta à uma nova heroína.

Sumidos daquele quebra pau épico de “Vingadores: Guerra Infinita” (2018), a dupla aparece neste longa, que se passa antes e, por que não dizer, durante o último filme do estúdio, tendo suas próprias pendengas pra resolver.

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Na trama, Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope van Dyne e o Dr. Hank Pym com uma nova missão urgente. Scott deve mais uma vez vestir o uniforme e aprender a lutar ao lado da Vespa, trabalhando em conjunto para descobrir segredos do passado.

Enquanto Scott cumpre prisão domiciliar após os acontecimentos de “Capitão América: Guerra Civil” (2016), Hope assume o manto da Vespa e trabalha, junto com o pai, para encontrar uma forma de resgatar sua mãe, Janet Van Dyne, que ficou presa na Dimensão Quântica pelos últimos 30 anos. Para isso, mesmo que a contra gosto, eles precisam que Scott se junte a eles e seja novamente o Homem-Formiga. O que ninguém esperava era o surgimento da vilã Fantasma, que ameaça acabar com os planos de reencontro da família com sua matriarca.

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Bom gente, o longa é bom, mas parece que falta alguma coisa. A impressão que eu tive com ele é de que se trata de um filme menor, com problemas menores. E isso não é ruim de jeito nenhum, basta a gente olhar pra “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017), que pode ser classificado, quando comparamos com os outros gigantes da Marvel, como uma trama de escala menor. O problema, meus amigos, é que depois de toda a merda que rolou no ultimo filme dos Vingadores, jogar um enredo desses na nossa cara é muita falta de sacanagem.

Provavelmente isso é um problema meu e das minhas expectativas, mas acho que depois de tudo que vimos no ultimo lançamento do estúdio, todo o abalo que esse universo cinematográfico sofreu, eu esperava mais relação com a Guerra Infinita. A sensação que fica é que o filme ta ali só pra encher umas linguiças e cumprir agenda.

E isso não é um problema da produção ou do roteiro, que é bom é todo amarradinho, apesar de eu ter algumas ressalvas quanto à ele. O caso é que o filme vai ser muito melhor aproveitado e curtido pela audiência se for isolado dos outros longas desse universo e visto como uma aventura à parte.

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Com uma trama mais intimista, onde nenhum dos heróis está tentando salvar a vizinhança, ou seu país, ou seu povo, ou o mundo, ou ainda: o bem maior (inclusive o objetivo da dupla é até meio egoísta, se a gente for parar pra pensar), esse filme está longe de ser perfeito.

Uma das coisas que me chateou no longa, e daí pode culpar novamente as minhas expectativas, foi a falta de noção dos personagens a respeito da grandiosidade do que eles estavam fazendo ali. Cara, é uma missão ao Reino Quântico, sabe? Não um passeio no parque. Acho que faltou dar a atenção que a situação merecia, faltou desespero nos personagens, faltou agonia. Eu queria ter sentido angustia e desesperança em algumas cenas, mas foi tudo meio de boas.

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Outra coisa que também acho que faltou, e nesse caso já enxergo como um desperdício de enredo promissor, foi explorarem melhor esse universo microscópico. Esse filme poderia ter tido um apelo tão maior e ser tão mais diferenciado se investissem numa coisa meio “Querida Encolhi as Crianças” (1989), mas não… vamos queimar tempo em tela com essa vilã, que apesar de bem motivada e justificada, não me convenceu, tá toda avulsa na história, não agregando nada além daquele “corre corre” de filme de herói, com os produtores e roteiristas investindo mais nessa mesmice, no que é mais cômodo e mais fácil.

Eu não vou nem entrar nas questões lógicas de encolhimento e desencolhimento de carros e prédios e todas as leis da física que foram desrespeitadas pra não dar spoilers, mas a minha dica é que fechem os olhos para essas coisas e aproveitem o entretenimento de qualidade que o filme oferece.

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Falando de coisas boas, além desse entretenimento de qualidade, todo o visual do filme é muito verossímil, e os efeitos são incríveis. Fiquei babando com as cenas no Vácuo Quântico, que super me remeteram aos inúmeros mundos apresentados em “Doutor Estranho” (2016).

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O longa possui uma narrativa bem humorada, com um encaixe perfeito de elementos e relações críveis entre os personagens. O diretor, Peyton Reed, responsável pelo primeiro “Homem-Formiga” (2015) e por filmes de comédia como: “Sim Senhor” (2008) e “Separados pelo Casamento” (2006), sabe muito bem como levar um filme “engraçadão” e acrescenta muito dinamismo à todos os diálogos cômicos. Mesmo a piadinha mais pastelona consegue arrancar pelo menos um sorriso da gente.

Inclusive, pra mim, um dos melhores momentos do filme é em uma dessas cenas cômicas com uma montagem incrível e muito carisma do elenco. Mini spoiler aqui: trata-se de uma sequencia de Luis, personagem de Michael Peña, com um possível soro da verdade.

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Paul Rudd e Evangeline Lilly estão incríveis na reprise de seus papéis. Inclusive acho que nesse longa o protagonismo ficou muito mais a cargo da Evangeline, já que sua personagem agiu como um motor, impulsionando toda a trama. Isso não quer dizer, em momento algum, que o Paul foi menos brilhante. A coisa maravilhosa desse filme é que existe um equilíbrio perfeito entre a dupla de heróis, cada um deles tem seus momentos, seus pontos fortes e fracos e eles se complementam e se salvam como uma verdadeira equipe.

A beleza de “Homem-Formiga e a Vespa” está justamente nessas limitações, que acabam humanizando e trazendo os personagens pra mais perto da realidade. O herói imbatível e sem limites, que só perde por conveniências num roteiro, que podem ou não ser desprezadas, não tem lá muita graça.

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Além dos atores que dão nome aos protagonistas dessa história, não podemos esquecer de outros nomes de peso que compõe o elenco: Michael Douglas, Michelle Pfeiffer e Laurence Fishburne.

Meu sonho de princesa é um filme do Homem-Formiga de Hank Pym, ambientado no passado, contando as peripécias do herói acompanhado de sua Vespa e também do Golias, e obviamente usando CGI pra rejuvenescer essa galera por que quero todo mundo no elenco!

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Pra finalizar, indico sim que todo mundo vá ao cinema e confira esse novo capítulo no Universo da Marvel, porém aconselho a desprezar esse universo na hora de apreciar a trama. O filme é muito melhor aproveitado se for assistido como uma aventura isolada, e com expectativas pé no chão.

E não se esqueçam das cenas adicionais características dos longas do estúdio. “Homem-Formiga e a Vespa” conta com duas: uma tremendamente importante e que situa o filme na linha do tempo da Marvel; e a segunda, que não é nada além de engraçadinha e pode frustrar quem ficar até o final dos créditos gigantescos.

Agora contem pra mim, quem já assistiu e o que acharam do filme?

 

 

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A Estrela da Morte em 4 rodas…

Eu Mesma, Minha Vida Maravilhosa

Quem me conhece, ou só presta um pouco de atenção nas minhas roupas (mais especificamente nas minhas camisetas), sabe que eu sou uma fã incorrigível de Star Wars.

Não lembro muito bem quando essa paixão toda começou, já que teve uma época da minha vida em que eu era totalmente alheia à esse universo, mas é fato que minha loucura beira a obsessão e essa fixação toda pode ser vista quando observamos algumas coisas ao meu redor, por exemplo: meus materiais de escritório, minhas bijuterias, minhas canecas e copos, os bonequinhos que enfeitam a minha estante, a minha gaveta de brusinhas (onde metade tem o tema da aventura espacial criada por George Lucas) e claro, o verdadeiro ponto desse post: MEU CARRO.

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Assim que alguém entra no meu carro já dá de cara com uma mini pelúcia do Darth Vader pendurada no retrovisor. Esse bonequinho foi escolhido por um motivo em especial e já já a gente chega lá. Se a pessoa olhar pra baixo com um pouco de atenção também vai perceber que aquele lixinho do carro é, na verdade, um Stormtrooper com o capacete todo enfeitado como se fosse uma caveira mexicana.

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Mas acho que o fato mais inusitado é o nome que dei pro carro assim que comprei ele.

Quando peguei as chaves do meu Peugeot 206 prateado, todo arregaçado, achei que era uma ótima ideia chamar essa cilada ambulante de ESTRELA DA MORTE. Por que, sabe como é né, pra fã tudo é justificativa, então eu vi o meu carrinho lá DA MESMA COR que a Ultimate Weapon da minha saga cinematográfica preferida, com seu formato meio arredondado, e a placa que começava com DSA, claramente uma referência à DEATH STAR, e daí SUPER IMAGINEI um bonequinho do Darth Vader pendurado ali no retrovisor, como se fosse o piloto da nave e PIMBA! Temos uma Estrela da Morte sobre rodas à meu serviço!

Talvez tenha sido destino, ou talvez eu tenha abusado da sorte e trazido um karma ruim pro carro com esse nome, mas desde que coloquei minhas mãos nesse Cavalo de Tróia o desgraçado só me da desgosto.

Esse post, além de ilustrar um pouco o nome e os possíveis motivos (destino ou karma?) das surpresas malignas que esse carro traz pra minha vida, é também para anunciar que pretendo escrever uma série contando as ciladas em que já me meti com a minha Estrela da Morte em pouco mais de um ano de convívio.

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As situações não são poucas e embora pareçam meio cômicas hoje, posso assegurar que na hora me garantiram muitas lágrimas e desespero.

Vocês vão acompanhar episódios como:

  • Correia arrebentada;
  • Bateria arriada;
  • Pneu explodindo em plena rodovia;
  • Câmbio que saiu na mão;
  • Câmbio quebrando na Av. dos Bandeirantes;
  • Câmbio quebrando e arruinando a abertura da CCXP 2017;
  • Câmbio quebrando no estacionamento do Pão de Açúcar e quase arruinando a festa de St. Patrick’s Day;
  • Câmbio quebrando no estacionamento do Jabaquara e eu meio bêbada tentando consertar;
  • Capô pegando fogo;
  • O dia em que quase arranquei o portão de casa com o carro;

Entre outros…

Então fiquem de olho aqui no blog, semana que vem, na série de posts “Meu Carro, Minha Cilada”, eu vou contar o primeiro ardil em que caí quando esse Kinder Ovo do Mal entrou na minha vida!

Harry Styles e seus covers maravilhosos

Música, Nos Fones de Ouvido

Às vezes eu tenho a sensação de que, desde que o One Direction entrou em hiatus (lá em 2015), o Harry Styles arrebentou todas as correntes que o encarceravam e abraçou sua verdadeira essência.

Quando os integrantes do 1D começaram a lançar seus singles solo, ninguém se surpreendeu muito, já que nenhum deles ficou muito longe do estilo pop pegajoso que a boy band pregou por 5 anos. Mas eis que surge o menino Harry, parecendo uma fênix renascida das cinzas, se reinventando com um disco totalmente soft rock, cheio de vibes de Bowie e Queen.

Se você já ouviu o primeiro álbum solo desse muso, deve saber exatamente sobre o que eu estou falando. Se você não ouviu, acho que deve se permitir ser surpreendido e repensar tudo que já imaginou sobre esse lindo:

Mas, acredite se quiser, o post de hoje não é pra exaltar esse álbum incrível, embora eu pudesse falar dele aqui por horas. Vou economizar uns carácteres e me concentrar em outra coisa que o ex-one direction anda fazendo muito bem: covers.

Um cover em especial, na verdade.

Vocês já ouviram a música “Girl Crush”, da banda country Little Big Town?

Não?

Então toma:

Uma coisa interessante sobre essa música é que na primeira vez em que a ouvi, com meus parcos conhecimentos de inglês, imaginei que fosse sobre uma garota apaixonada por outra garota. Rapidamente a canção virou uma das minhas favoritas, já que dor de cotovelo é comigo mesmo.

Quando descobri, assim meio que por acidente, o cover que o Harry Styles fez, tive a paixão pela música multiplicada por mil.

Que cover incrível, amigos.

Estou completamente viciada nessa versão desde que tropecei nela. Harry arrasou nos vocais e em toda a vulnerabilidade pedida pela canção, ficou tão real que senti meu coração se despedaçar aos pouquinhos enquanto ouvia:

Como já estava viciada elevado ao quadrado, fui em busca da letra da música pra poder cantar certinho e acabei caindo numa discussão meio bizarra nos comentários do Letras.

A discussão, é claro, girava em torno da sexualidade do cantor, o que acho muito engraçado vindo dos “fãs”, já que ele mesmo deu inúmeras entrevistas destacando que nunca sentiu nenhuma necessidade de se rotular e ainda quando foi perguntado sobre a “namorada ideal” meteu logo um: “Não é importante que seja uma mulher”.

Mas, a coisa que tirei de interessante do episódio todo, foi que depois de ler uns dos comentários sobre a orientação sexual do Harry, finalmente parei para analisar a letra de “Girl Crush” e entendi sobre o que ela se trata: uma mulher apaixonada por um cara, que já está compromissado com uma outra mulher, e daí a moça que canta a música usa a metáfora de “girl crush” pra dizer que quer SER a outra mulher, pois assim ela poderia TER aquele homem.

Meio doentio.

Mas ainda amo a música.

E fica aí o questionamento: afinal, no lugar de que garota o Harry Styles gostaria de estar?

“As Provações de Apolo: O Labirinto de Fogo”

Literatura, Na Estante

Parece que o bicho pegou no terceiro livro da série “As Provações de Apolo”, de Rick Riordan.

E se você não faz ideia do que estou falando, vem comigo que vou te contextualizar:

“As Provações de Apolo” é a nova série do autor best-seller responsável pelo sucesso “Percy Jackson e os Olimpianos”. A história se passa no mesmo universo de sua antecessora, mais precisamente logo após o final de “Os Heróis do Olimpo”, quando, após despertar a fúria de Zeus, o deus do Sol acaba sendo castigado e expulso do Olimpo, caindo na Terra (mais especificamente numa caçamba de lixo em Nova Iorque) como um mero mortal, desprovido de seus poderes e, mais importante, de seu abdômen tanquinho.

Aqui Apolo precisa aprender a sobreviver como um adolescente espinhento e barrigudinho, descobrir um jeito de voltar às boas graças de Zeus e reconquistar sua divindade.

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Mas isso tudo rolou lá no primeiro livro, “O Oráculo Oculto” e desde então muita água rolou e a gente percorreu um longo caminho.

Vou confessar que essa era a série de livros do tio Rick que eu menos estava levando a sério. E tudo bem que o Rick Riordan é tipo o Dan Brown dos livros de fantasia infanto-juvenil… e isso quer dizer que, basicamente, não importa o titulo que estivermos lendo, sempre estaremos vendo a mesma história, só que com personagens diferentes…

Mas, mesmo estando sempre lendo a mesma história, eu sou completamente apaixonada pela escrita do Rick Riordan e o modo como ele consegue adaptar mitologia grega, romana, egípcia e nórdica para os dias atuais e fazer com que crianças e adolescentes do mundo inteiro se encantem e aprendam com essas histórias.

Então, acho que não importa o livro que ele lançar, eu vou sempre ler… e mesmo que nos primeiros livros eu não estivesse sentindo tanta firmeza em “As Provações de Apolo”, persisti quando a Editora Intrínseca lançou em maio deste ano a terceira parte dessa aventura, “O Labirinto de Fogo”:

No terceiro livro da série, o deus Apolo vai ser posto à prova ao enfrentar uma perigosa armadilha

Apolo, o deus mais glorioso e belo que já existiu, causou a ira de Zeus e foi expulso do Olimpo. Ele foi parar na terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em Nova York. Agora, ele é Lester Papadopoulos, um mortal desajeitado e sem poderes divinos. Para reconquistar seu lugar ao lado do todo-poderoso, Apolo terá que libertar cinco oráculos desaparecidos.

Com a ajuda de alguns amigos semideuses, como Percy Jackson, Leo Valdez e a desbocada Meg McCaffrey, Apolo conseguiu sobreviver às duas primeiras provações de sua temporada terrena. Agora, ele vai ter que enfrentar mais um componente do triunvirato do mal formado por antigos imperadores romanos e deve descer até o Labirinto de Dédalo para impedir que o terceiro imperador destrua o próximo oráculo da lista.

Olha gente, uma das coisas que mais curti dessa série é que ela revisita praticamente todos os protagonistas dos livros anteriores do autor e, eu não sei vocês, mas eu amo muito rever meus personagens favoritos e ver como anda a vida deles depois de todas as tretas que enfrentaram anteriormente. E normalmente é bem bom, por que nossos queridos estão super felizes e se dando bem na vida, certo? ERRADO!

“Os heróis têm que estar sempre prontos para fazer sacrifícios”. 

Rick Riordan nos presenteia com uma escrita jovial e divertida, como de costume, mas ela também ficou muito mais madura neste volume. Mesmo com todas as referências que me fizeram gargalhar, dessa vez, os personagens e eu sofremos pra valer. Eu não me lembro quando foi a ultima vez que chorei em um livro do autor, mas ele pegou bem pesado nesse.

Apesar do começo cheio daquela enrolação característica dos livros do tio Rick, rapidamente a leitura engrena e entra num ritmo frenético.

Foi com prazer que vi uma evolução incrível do Apolo nesse volume. Logo ele, que começou totalmente egoísta e cagando para a maior parte dos personagens (bem como um deus deve ser mesmo), aqui começa a apresentar um lado mais humano. Ele começa a pensar e a sentir como um mortal e a entender o abismo que há entre ser um deus e um humano. Como os deuses às vezes tratam a vida mortal como sendo algo descartável e, com isso, percebe como ele mesmo tratou tantas pessoas ao longo de sua vida imortal, e agora, sendo um mortal, enfrenta as consequências de muitas dessas atitudes.

“Os deuses não costumam sentir a dor da perda de um grifo, de algumas dríades ou mesmo de um ecossistema inteiro. Ah, eu não tenho nada a ver com isso, pensaríamos. 
Mas, quanto mais tempo eu passava naquele corpo mortal, mais me abalava com até mesmo a menor das perdas.”

Este é, com certeza, o melhor livro da série até agora, que fez, inclusive, com que eu finalmente me conectasse com alguns personagens que não tinham conseguido me fisgar durante toda a série anterior.

A história teve tudo: o desenvolvimento de personagens que precisavam crescer, ação, morte, drama e a inclusão de personagens antigos sem parecer forçado.

Riordan finalmente fez coisas que ele estava com muito medo de fazer em livros anteriores. Ele matou personagens protagonistas, colocou os mocinhos para apanhar, nos deu mais realidade de uma batalha do que em livros anteriores, onde era tudo fácil para nossos protagonistas.

Enfim, toda a carga dramática elevou o nível da série a outro patamar e agora só nos resta esperar pela sequência e morrer de ansiedade para saber como a história vai se desenrolar a partir de agora, e quais serão as consequências dos eventos desastrosos que presenciamos neste livro.

E você, já conferiu algum livro do Rick Riordan? Me conta o que achou nos comentários!

 

 

 

“Jurassic World: Reino Ameaçado”

Cinema, Nas Telonas

Aproveitando a chegada do fim de semana, tá saindo agora, direto do meu forninho, a crítica de “Jurassic World: Reino Ameaçado”, novo filme da franquia, que estreou aqui no BR em 21 de junho.

Como eu disse pra vocês nesse post aqui, não sou nenhuma especialista em cinema nem nada do tipo. Não estudei pra isso e sou apenas uma reles apreciadora da sétima arte, que normalmente só da a sua humilde opinião, bem tendenciosa diga-se de passagem, sobre os longas e fala umas abobrinhas, então não me levem muito a sério.

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Dirigindo pelo talentoso J.A. Bayona, responsável por sucessos como:  “O Orfanato” (2007),  “O Impossível” (2012) e “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” (2016), o quinto filme da franquia de sucesso está para “O Mundo Perdido” (1997) assim como o requel, “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” (2015), esteve para “Jurassic Park” (1993).

“Owen e Claire retornam à ilha Nublar para salvar os dinossauros restantes de um vulcão que está prestes a entrar em erupção. Eles encontram novas e aterrorizantes raças de dinossauros gigantes ao descobrir uma conspiração que ameaça todo o planeta.”

Esse novo longa nos traz uma importante reflexão logo em suas cenas iniciais, com um “dialogo” protagonizado pelo Jeff Goldblum (que aqui só faz uma pontinha), retornando à seu personagem Ian Malcolm. Essa reflexão, apesar de ser apresentada no começo do filme, nos acompanha até os minutos finais: os dinossauros merecem ser salvos de sua eminente reextinção? A erupção do vulcão adormecido na Ilha Nublar seria uma ação da natureza tentando corrigir seu curso após a intervenção do homem que insiste em brincar de Deus?

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O filme é um daqueles entretenimentos gostosos, fluindo até que bem, com cenas frenéticas que se sucedem naturalmente, emendando um perigo atrás do outro de forma espontânea. O roteiro é bem amarradinho, mas suas qualidades acabam por aí.

Infelizmente o blockbuster acaba sendo meio que mais do mesmo. Se você está esperando um daqueles filmes surpreendentes, pode tirar seu cavalinho da chuva. Não tem nada de muito diferente do que já vimos nos filmes anteriores: rola aquela clássica cena do T-Rex chegando na hora H pra salvar os mocinhos; tem a parte da chegada da galera, toda maravilhada com o brontossauro fêmea; tem o tipico vilão com roupa caqui parecendo pronto pra fazer um Safari; tem também a nova criação horripilante dos outros vilões, por que depois de 5 filmes ninguém aprendeu ainda a NÃO CRIAR PREDADORES ENORMES QUE VÃO ACABAR COMENDO VOCÊ NO FINAL.

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No geral achei o roteiro do filme bem fraquinho e cheio daquelas conveniências preguiçosas. Outro ponto negativo pra mim foi a construção das personagens antagonistas. São completamente rasas, parecendo muito aqueles vilões da Malhação, que são maus apenas por serem maus. Na minha opinião faltou trabalhar melhor esses caras, dar um background maior pra eles, uma motivação real por trás dos seus planos diabólicos de dominação mundial.

Outra coisa que detestei foi a personagem do Justice Smith, que nem me lembro o nome. Ele era pra ser o alivio cômico da história, mas acabou sendo só um pé no saco. Tudo foi muito forçado em volta dele, tanto que senti que o filme só começou a funcionar quando ele deu uma sumida.

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Apesar desse roteiro meio duvidoso, o filme não é ruim. Seu ponto forte é, com certeza, a direção de J.A. Bayona, que emprega muito de sua expertise com filmes-catástrofe e terror, e total domínio da câmera, imprimindo uma identidade mais diferenciada ao longa. Mesmo com todos os clichês do script, ele consegue redefinir toda a estética e o tom da franquia.

Esse é um cara que sabe trabalhar muito bem os enquadramentos, criando a atmosfera perfeita para cada cena, com total eficiência na hora de construir o suspense da trama. Inclusive tem uma cena em que a câmera passeia pelo telhado e se inverte na janela, simulando, de certa forma, o movimento sorrateiro do dinossauro. Essa sequência me deu arrepios!

Outra coisa que gostei, foram os truques de luz que ele usava, com o fundo totalmente escuro e então, durante um relâmpago ou um curto-circuito, podíamos visualizar aquele monstro escondido nas sombras.

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A trilha sonora de Michael Giacchino também não deixa a desejar. Misturando elementos da trilha original de John Williams, ele consegue criar algo novo, que se expande e se encaixa perfeitamente com os dois momentos do filme, seguindo lado a lado com a fotografia impecável.

Com o filme basicamente divido nessas duas partes: primeiro aquela aventura cheia de elementos catastróficos, enquanto nossos mocinhos correm contra o tempo tentando salvar os dinossauros ao mesmo tempo em que o vulcão da Ilha Nublar entra em erupção; e depois quando saímos da ilha e o longa ganha todos os tons sombrios, cheios de terror e suspense; conseguimos enxergar perfeitamente essas nuances e a mudança de clima através da trilha e da fotografia, aliás, a cena que marca a transição desse ato 1 para o ato 2, com o solitário brontossauro deixado para morrer na ilha, foi de partir o coração e me fez derrubar uma ou duas lagrimas.

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Ainda falando de coisas boas sobre “Jurassic World: Reino Ameaçado”, podemos exaltar a atuação do Chris Pratt, que finalmente parece bem à vontade com sua personagem neste longa. Desta vez, Owen Grady passa do carrancudo meio robótico do filme anterior, para um cara muito mais bem humorado, e isso naturalmente, sem ser um palhaço.

A relação dele com a Blue tem seu laço mais bem explorado nessa sequência, principalmente em algumas cenas de flashback onde vemos o vínculo dos dois durante a criação da nossa velociraptor favorita. Talvez eu tenha chorado um pouco nessas cenas também.

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Já a Bryce Dallas Roward tinha apenas ONE JOB em seu retorno como Claire Dearing, e esse era basicamente sobreviver até o final do filme. A atriz não deixa de entregar uma performance impecável, mas eu acho que a personagem poderia ter tido uma missão maior, além de estar toda engajada na causa de “Salvem os Dinos” e ficar correndo pra lá e pra cá, dessa vez de botas, como fizeram questão de ressaltar.

Pra mim, uma das maiores surpresas foi a Isabella Sermon, que interpreta a Maisie Lookwood, neta de Benjamin Lookwood, o parceiro de John Hammond na empreitada que trouxe os dinossauros de volta à vida.

Parte de um plot dentro de outro plot, ela tem um papel “importante” na trama, mas que, não sei se devido à eu ter matado essa charada logo no inicio do filme, acabou se perdendo um pouco na hora da revelação do plot twist dela. Podiam ter dado uma atenção maior em vez de jogarem tudo na nossa cara durante um discurso do vilão.

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Enfim, mesmo com um ritmo meio irregular, que vai do frenesi à uma barrigada lá pela metade, mas se recupera na obscuridade da segunda parte, na minha opinião é um bom filme, com vários elementos e gêneros cinematográficos dentro de um, e que acaba tendo mais qualidades do que defeitos.

Só não digo que é um filme pra toda família, pois as crianças, apesar de amar os dinossauros, podem ficar meio assustadas com as cenas mais aterrorizantes (sei que eu fiquei), e os mais velhos podem acabar tendo um pequeno ataque cardíaco com os jump scare (sei que eu tive).

E vocês? Já assistiram ao filme? O que acharam?

 

 

Parece que “Backstreet’s back” de novo…

Música, Nos Fones de Ouvido

Oh my God we’re back again…“.

Como já dizia a letra de “Everybody”, dos Backstreet Boys, parece de os Backstreet voltaram. Mais uma vez.

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E eu só digo “mais uma vez” por que em 25 anos de carreira, tivemos alguns hiatus ao longo do caminho:

  • Entre os discos “Black & Blue” (2000) e “Never Gone” (2005) tivemos um hiato de 5 anos;
  • Em 2006 o Kevin saiu do grupo, que contava apenas com 4 membros quando lançou em 2007 “Unbreakable”;
  • Kevin voltou em 2012 e em 2013, em comemoração aos 20 anos do BSB, houve o lançamento do primeiro álbum independente do grupo: “In a World Like This”;
  • Mais 2 anos depois, em 2015, foi lançado o filme documentário “Backstreet Boys: Show ‘Em What You’re Made Of”;

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Enfim, depois de  9 álbuns (entre estúdios, greatest hits e acústicos), três discos solo, 130 milhões de cópias vendidas, serem os primeiros artistas com todos os álbuns no Top 10 na Billboard 200, terem tido uma das turnês mais roots da história (100 horas em um avião visitando cinco continentes), músicas no topo das paradas em praticamente todos os países do mundo, um dos clipes mais caros da história – “Larger Than Life”, e ainda uma residência de shows em Vegas muito bem sucedida, os Backstreet Boys estão de volta após um hiato de 4 anos.

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Nossos meninos enfrentaram inúmeros obstáculos que colocaram em prova a perseverança dos membros do grupo: o Brian quase morreu devido a uma doença no coração; o AJ foi pra rehab por causa do alcoolismo, rolou inclusive um golpe financeiro do ex-empresário que lhe arrancou milhões de dólares; o Nick assumiu ser dependente químico; o Howie perdeu a irmã para o lúpus; o Kevin saiu do grupo para se dedicar aos musicais. Mas nada disso foi suficiente para mantê-los separados.

E apesar de tudo isso que citei aí em cima, e dos Backstreet Boys terem se transformado em homens, os boys ainda got it goin’ on:

Eu vou confessar que senti só um pouquinho de vergonha alheia de ver todos esses homens feitos fazendo as coreografias de antigamente, mas olha… rapidinho o desconforto passou e eu já estou viciada na música nova!

Como já dizia o Brian:

Enquanto estivermos fazendo música que nos dê orgulho não há motivo para que o grupo acabe. Acredito que vamos continuar juntos por muitos anos ainda”.

E eu digo: AMÉM.

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“Don’t Go Breaking My Heart” foi lançada em 27 de maio de 2018 e já ultrapassou a casa dos 20 milhões de visualizações no YouTube e mais de 8 milhões de streams no Spotify.

Os Backstreet Boys são o grupo pop de maior sucesso comercial no mundo e de acordo com o Guinness Book, a Maior Boy Band de Todos os Tempos, com mais de 135 milhões de álbuns vendidos.

E aí, gente? O que vocês acharam da música nova?

Mas vocês sabem o que é a Panelinha?

Eu Mesma, Minha Vida Maravilhosa, Throwback

Entre os anos de 2006 e 2007 eu tinha umas poucas paixões na vida:

  • Trabalhar numa locadora de filmes (a mesma que citei neste post);
  • Assistir todos os filmes que passavam pela minha mão nessa locadora;
  • Gastar meu salário inteiro em livros;
  • Jogar Gunbound;
  • Harry Potter;
  • E postar no Fotolog;

Esses dois últimos aí me permitiram conhecer algumas das pessoas mais importantes da minha vida, e me fez compreender que “esse negócio” de amizade pela internet pode dar muito certo sim!

Talvez hoje em dia não tenha muita contenda em cima das amizades virtuais da vida, mas há uns dez anos, quando isso aqui era tudo mato, era meio polêmico.

A gente não tinha as mesmas ferramentas e facilidades que temos hoje, e olha que mesmo assim você ainda pode estar conversando com o “mano do balde frango frito”, ao invés da sua amiguinha internauta. Fora esse tipo de suspeita, ainda tinha toda a desconfiança dos pais também, e das pessoas totalmente céticas que achavam que não tinha como criar um laço afetivo forte que fosse atravessar essa barreira do mundo digital e do tempo.

Só queria dizer que eu e as minhas amigas conseguimos, tá? Nós somos a prova viva de que é possível sustentar uma amizade verdadeira apesar da distancia e de todos os outros empecilhos que foram surgindo no decorrer desses mais de dez anos de companheirismo.

Mas vocês devem estar se perguntando: “Beleza, e o que diabos isso tudo tem a ver com a tal da Panelinha?“.

Ora, meus amigos. Tem tudo a ver, já que nós somos a Panelinha ♥.

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Vamos do inicio.

Ali no final da minha adolescência, eu resolvi unir duas das minhas paixões em uma só.

Eu já tinha uma conta no Fotolog, onde eu postava fotos e escrevia umas barbaridades. Mencionei no primeiro post do blog sobre a minha paixão por escrita, né? Pois bem, eu costumava assassinar o português nesse meu Fotolog. É um negócio de que tenho muita vergonha alheia, mas apesar das lágrimas de sangue que me escapam dos olhos cada vez que leio algo daquela época, não me arrependo, já que a Panelinha não seria possível sem aquelas minhas atrocidades todas.

Chegou um ponto em que eu resolvi postar apenas fotos referentes ao universo Potterhead na minha conta do Fotolog, e daí passei a me envolver nessa comunidade, curtir e comentar em outros Fotologs que tinham a mesma finalidade que o meu, e desse jeito acabei conhecendo algumas das pessoas por trás daqueles “.com’s” maravilhosos. Era gente desse Brasil inteiro: Recife-PE, Poções-BA, Curvelo-MG, Curitiba-PR, Birigui-SP, Belo Horizonte-MG, Goiânia-GO, Itajaí-SC, Rio de Janeiro-RJ e, claro, São Paulo-SP.

Eu não sei bem quando a gente finalmente se fechou em um grupo, mas me lembro de quando surgiu o termo “Panelinha”. Existiam uma infinidade de Fotologs com a temática “Harry Potter” naquela época, mas quando realizamos a primeira conversa no Messenger do MSN (essa geração Millennial nunca vai compreender a magnitude de um serviço como o Messenger do MSN, eles nunca saberão o que era mandar indiretas no nickname, nem chamar a atenção do amiguinho sem parar, enfim…), ficou decretado que éramos a “Panelinha de Harry Potter do Fotolog”.

Aquela foi só a primeira conversa em grupo no MSN, quando combinamos todas de entrarmos na internet no mesmo horário pra fazer uma festa virtual em comemoração ao aniversário de uma das meninas. Eu, claro, esqueci totalmente o horário de verão e cheguei uma hora atrasada. Mas aquilo não importou, a partir daquele dia virou hábito entrar todo dia no MSN e conversarmos. A partir daquele dia nos tornamos a Panelinha.

A coisa toda evoluiu. Mais pessoas foram adicionadas ao grupo, e assim como migramos do Fotolog para o MSN, logo estávamos no Orkut, depois no Facebook e finalmente no Whatsapp, onde seguimos até hoje.

Mas se vocês acham que a nossa amizade ficou restrita aos canais digitais, eu tenho uma surpresa: certo ano a gente inventou um negócio chamado CMP, a “Conferência Mundial da Panelinha”, onde escolheríamos uma cidade do Brasil ou do Mundo e todas embarcaríamos com o mesmo destino.

Desde então, todo ano tem uma CMP em algum lugar do Brasil (ainda não do mundo, mas tenho a impressão de que logo mais isso muda), nós já visitamos Recife, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, isso sem contar todos os outros trânsitos para visitar umas às outras enquanto não conseguimos nos organizar numa CMP nova.

Eu não digo que tudo foram sempre rosas. A gente já brigou, e já teve gente que saiu do grupo, mas a gente também fez as pazes e acho que no fim das contas tudo isso serviu pra cimentar pro resto das nossas vidas essa amizade. A gente já esteve presente em momentos tão importantes das vidas umas das outras que a essa altura do campeonato já não tem mais como voltar atrás.

No final de 2015 nasceu o primeiro baby da Panelinha (oi Tetê, sua linda ♥) e ela ganhou um bocado de tias corujas que adoram ela e acompanham de perto essa vidinha tão preciosa.

No inicio desse ano eu fui madrinha de um casamento Panelístico pra lá de lindo lá em Curitiba, que mobilizou todo o nosso grupo, e comparecemos em peso à esse evento. Antes do final de 2018 ainda vamos ter mais 2 casamentos muito especiais e já estamos comprando as nossas passagens para estarmos presentes nesse momento tão extraordinário nas vidas das nossas irmãs por escolha.

Sei que algumas pessoas podem viver a vida inteira sem conhecer uma amizade assim, e nem estou falando de uma amizade virtual, estou falando de uma irmandade, e sou imensamente grata por ter tropeçado nessas meninas maravilhosas há mais de dez anos.

Obrigada por existirem, obrigada por estarem presentes em momentos tão importantes da minha vida, obrigada pelo amor de vocês, por entenderem, por não julgarem, obrigada por sempre me dizerem a verdade, obrigada por me fazerem rir e principalmente, obrigada por nunca deixarem isso morrer. Amo vocês, meninas.

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Agora que todo mundo já sabe o que é uma Panelinha, quero saber se vocês têm uma amizade tão especial assim na vida. Podem me contar aí nos comentários 😀

“Mais que Amigos”

Literatura, Na Estante

Sabe aquele clichêzinho delicioso? Aquele romance água com açúcar, com um quê de comédia, ideal para ser lido em um dia frio? Pois bem, já pode entrar, “Mais que Amigos”, da Lauren Layne!

O mais engraçado de tudo é que eu subestimei esse livro totalmente! Vi a capa, li o título, espiei a sinopse e sai julgando lindamente. E, se não fosse pela Karina Carvalho, que me deu a dica nesse post do Instagram, eu provavelmente nunca teria lido e nunca teria me apaixonado por essa história.

Lançado em abril deste ano, pelo selo Paralela, do Grupo Companhia das Letras, o livro gira em torno de dois melhores amigos, Parker Blanton e Ben Olsen, que, desafiando todas as probabilidades e opiniões alheias, são apenas amigos, muito obrigada.

Aos vinte e dois anos, a jovem Parker Blanton leva a vida que sempre sonhou. Tem um namorado inteligente e responsável, um emprego promissor e a companhia de seu melhor amigo, Ben Olsen, com quem divide um lindo apartamento.
Parker e Ben são tão grudados que muita gente duvida que eles morem sob o mesmo teto sem nunca ter vivido um caso, mas eles não se importam com o que as pessoas pensam. Sabem que não foram feitos um para o outro — pelo menos não para se envolver.
Por isso, quando um acontecimento inesperado faz com que Parker se veja sem namorado e com o coração partido, ela sabe que pode contar com Ben para ajudá-la a sacudir a poeira e partir para outra. Afinal, ninguém seria mais ideal do que seu melhor amigo para lhe mostrar os prazeres da vida de solteiro… certo?
Mais que amigos é uma comédia romântica irresistível!

Uma das coisas que mais gostei nesse livro é que os personagens são MUITO reais. Apesar do clichê já esperado de melhores amigos que se apaixonam, a Parker não tem nada de mocinha otária, do tipo donzela indefesa, e o Ben está bem longe de ser um príncipe no cavalo branco. São personagens muito bem desenvolvidos, com pontos positivos e negativos, aspirações, inseguranças e, graças a Deus, nada perfeitos.

A relação de amizade desses protagonistas é uma das coisas mais lindas que já vi na vida. Eles são companheiros demais, se apoiam, se respeitam, são extremamente leais e estão sempre disponíveis um pro outro. Isso faz ser totalmente compreensível que os dois tenham tanto medo dos sentimentos que começam a perceber em relação ao outro. Quem ia querer estragar esse tipo de amizade? Quem ia querer que ela mudasse?

A escrita da Lauren Layne é descontraída, rápida e enxuta, a autora não perde tempo com nada que não seja necessário para a história se desenvolver, mas mesmo assim consegue fazer a gente se conectar com os personagens de uma forma surreal. Me vi torcendo por eles, rindo com eles, chorando com eles e gritando com eles.

Narrado em primeira pessoa, com capítulos que revezam o ponto de vista de Ben e Parker, essa história apaixonante é a pedida certa pros intervalos entre leituras mais pesadas, ideal pra descontrair, se apaixonar, suspirar, desejar ter uma amizade dessas e um xodó como Ben Olsen.

E aí, alguém já leu esse livro? Me contem o que acharam nos comentários 😀

“Oito Mulheres e um Segredo”

Cinema, Nas Telonas

Só Deus sabe como estou atrasada pra falar com vocês sobre esse filme!

Primeiro que eu já demorei um bocado pra ir ao cinema assistir: o longa estreou dia 7 de junho em território nacional, e a bonita aqui só resolveu dar as caras no cinema uma semana depois, no dia 14. Mas juro que não foi desinteresse, o problema foi um conflito de agendas e um erro de comunicação com meus companheiros de 7ª arte.

Eu geralmente não tenho problemas em ir ao cinema sozinha, às vezes até prefiro, mas quando a gente fala de grandes blockbusters, sempre tem alguns coleguinhas que vão querer ir assistir aos filmes com a gente e, inclusive, podem ficar chateadíssimos se formos sem eles.

Sendo assim, agendas devidamente pareadas, na quinta-feira passada conferimos a sequência disfarçada de reboot estrelada por Sandra Bullock, e uma semana depois de assistir, eu finalmente trago a minha crítica bem amadora e cheia de abobrinhas sobre a “versão feminina” do clássico encabeçado por George Clooney, e já aviso, não me levem muito a sério, eu não sou nada profissional (inclusive sou bem tendenciosa) quando se trata de dar a minha humilde opinião sobre filmes.

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Com um elenco estelar, composto por nomes de peso como Cate Blanchett, Helena Bonham Carter, Sarah Paulson, Anne Hathaway, Rihanna, Mindy Kaling e a novata Awkwafina, o longa nos apresenta Debbie Ocean (Bullock), irmã do já conhecido golpista Danny Ocean (vivido pelo homão da porra George Clooney), em “Onze Homens e um Segredo” (2001):

“Recém-saída da prisão, Debbie Ocean logo procura sua ex-parceira Lou (Blanchett) para realizar um elaborado assalto: roubar um colar de diamantes no valor de US$ 150 milhões, que a Cartier mantém sempre em um cofre. O plano é convencer a empresa a emprestá-lo para que a estrela Daphne Kluger (Hathaway) use a joia no badalado Met Gala, um dos eventos mais chiques e vistosos de Nova York. Para tanto, Debbie e Lou reúnem uma equipe composta apenas por mulheres: Nine Ball (Rihanna), Amita (Kaling), Constance (Awkwafina), Rose (Bonham Carter) e Tammy (Paulson).”

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Olha, eu imagino que repaginar uma franquia do calibre de “Ocean’s”, com um elenco totalmente diferente e inteiramente feminino, não deva ser uma missão fácil.

A gente pode ver o exemplo de “Ghostbusters” (2016), que não deu lá muito certo e aqui a culpa não é do elenco totalmente feminino, tá? O roteiro é que era fraquíssimo mesmo e sem nenhum apelo, com personagens bem rasas, que criaram zero empatia com o público.

Graças a Deus, esse problema não pertence à “Oito Mulheres e um Segredo”. O diretor Gary Ross nos entregou uma trama leve e bem humorada, com atuações impecáveis desse time composto por mulheres incríveis.

Inclusive, o ponto alto do filme é o time. Todas as personagens são bem construídas, únicas e envolventes, e cada uma tem tarefas vitais para o sucesso do plano em questão. Todo mundo tá super afiado e confortável em seus respectivos papéis, cheias de entrosamento e tiradas hilárias.

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Obviamente, não da pra comparar este filme com a trilogia anterior, mas a beleza da coisa toda é que o longa não tem essa pretensão, muito pelo contrário. O filme sabe bem o que é e se aproveita de seus pontos fortes, como foi muito bem abordado em um diálogo entre Debbie e Lou, a respeito do motivo de a equipe não contar com nem sequer um homem: “para roubar um milionário colar Cartier no Met Gala, é preciso passar despercebida. Nós, mulheres, somos frequentemente ignoradas. Por que não usar isso em nosso favor?”

Adorei a trilha sonora do filme e o fato de alguns enquadramentos nos remeterem diretamente aos filmes de Clooney e companhia. Inclusive, amei a participação de 2 personagens da franquia original!

Fiquei empolgadíssima com o fato da Anne Hathaway interpretar uma modelo descabeçada e da Rihanna interpretar ela mesma HAHAHA. Achei incrível a química entre a Debbie e a Lou, fiquei até esperando que rolasse algum affair entre as duas.

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Mas acho que o que mais gostei nessa história foi que, além da personagem da Sandra Bullock armar todo um plano pra enriquecer, ela ainda encaixou tudo numa vingança maravilhosa contra o boy escroto que cagou na cabeça dela. E o melhor, ainda arrematou tudo ao dizer que elas não estavam fazendo isso apenas pelo dinheiro ou pela vingança! Elas estavam fazendo isso por que em algum lugar, uma jovem menininha sonhava em ser uma criminosa. E era por essa menininha que elas roubariam aquele colar!

Enfim, “Oito Mulheres e um Segredo” é divertido e envolvente, garantia de boas risadas e entretenimento pra ninguém botar defeito. Não é aquele filme estupendo ou desafiador, mas ele cumpre bem o papel a que se propôs.

E você, já assistiu? Pretende ver? O que achou? Me conta TUDO aqui nos comentários!

Mas vocês sabiam disso?

Nos Fones de Ouvido

Semana passada fui agradavelmente surpreendida.

Estava eu no escritório papeando com meus colegas sobre as músicas que mais gostava de cantar no karaokê.

Pois é, sou uma dessas pessoas totalmente apaixonadas por karaokês. Se forem do tipo que fica no bairro da Liberdade, em São Paulo, completamente abarrotados de gente, melhor ainda. Não existe sensação melhor do que entrar naqueles palcos cheios de luzes (que podem causar um ataque epilético em qualquer um) e cantar desafinadamente pra uma platéia super bêbada, que vai te acompanhar e te ovacionar no final.

Se você não conhece essa sensação, tá na hora de virar uns shots de tequila e subir num palco com um microfone na mão.

Mas enfim, eu disse para os meus colegas que uma das músicas que sempre entram na minha lista para serem cantadas, fora, claro, “Evidências”, é “… Baby One More Time”, da Britney Spears. Quando disse isso, um deles, com quem já tinha conversado sobre a minha paixão pelo Ed Sheeran em algum momento, disse a frase que mudaria a minha vida.

Pra falar a verdade eu nem lembro bem do que ele disse, ou se a coisa toda se desenrolou como contei ai em cima. O caso é que, quando ele me disse o que disse, todo o resto se embaralhou e tudo o que importou foi isso aqui: uma versão de “… Baby One More Time” interpretada por Ed Sheeran:

Bem, eu não sei se o mundo todo já tinha conhecimento dessa preciosidade e só eu tava aqui perdida na vida, mas senti a necessidade de espalhar essa versão incrível que um artista incrível fez de uma música incrível de outro artista incrível!

Então já quero saber, vocês sabiam disso?