Como não surtar durante a quarentena

Eu Mesma, Na Minha Cabeça

Estamos vivendo uma situação única e difícil, que balança o psicológico até do mais forte. Agora, imagine só como tudo isso está afetando uma pessoa com ansiedade e comportamentos depressivos? Se você, assim como eu, anda tendo dificuldades em se manter estável no meio dessa pandemia e dentro da quarentena, então esse post é pra você!

Lembrando que eu não sou uma profissional. Esse post é para compartilhar as coisas que estou fazendo para me manter sã neste momento de tensão. Como já falei aqui no blog, nos últimos dois posts (este e este), se estiver muito difícil de aguentar, não deixe de procurar ajuda. Se não se sentir à vontade conversando com amigos e familiares, me manda uma mensagem, ou procure ajuda profissional. Uma boa terapia faz milagres.

Agora voltando ao assunto: pandemia e coronavírus, misturado com isolamento e quarentena, somado à falta de caráter e empatia do nosso atual presidente, é igual: a combinação destrutiva mais letal ao cérebro de uma pessoa. Perdi as contas de quantas crises de ansiedade tive em casa, tudo isso medicada e fazendo terapia.

O que mais me afeta é que me preocupo muito com as pessoas que ainda estão na rua. Sejam elas aquelas autônomas, que se não trabalharem não conseguem comer, ou aquelas burras mesmo, que ficam fazendo carreata em seus carros importados em prol do fim do confinamento.

Eu também me preocupo com a economia, sabe? Também estou preocupada que se as pessoas não trabalharem elas não ganham dinheiro, se não ganham dinheiro não consomem e se não consomem a economia quebra. EU SEI DISSO. Não sou uma esquerdista que tá aqui só pra meter o pau no presidente e queimar pneu na rodovia. Porém, na minha humilde opinião, PESSOAS são mais importantes que a ECONOMIA. E pessoas estão morrendo.

Não é só uma gripezinha, não é só terrorismo da mídia. Essa pandemia não foi inventada pra derrubar a direita. E ver gente, em todos os lugares, querendo o fim da quarentena, uma medida séria e importante, pra impedir a disseminação do vírus e, consequentemente, a morte de milhões de pessoas, me tira do sério.

Assistir o noticiário todos os dias, vendo o número de mortos e infectados praticamente dobrar a cada 2 dias, ver uma carreata de caminhões cheios de caixões na Itália, num cenário que pode ser o futuro do Brasil, se não ficarmos em isolamento, ME TIRA O SONO. Me deixa nervosa num ponto em que o psicológico afeta o físico e eu passo mal no banheiro, vomitando de nervoso.

E isso tudo medicada e fazendo terapia.

Depois de muitos dias da semana passada surtando enquanto assistia noticiários e pronunciamentos criminosos, resolvi dar um basta. Em prol da minha saúde, percebi que chega. O coronavírus tá ai, isso não vai mudar tão cedo. Os gados bitolados vão seguir cegamente o presidente deles, não importa o que eu diga, não importa quantos posts raivosos eu faça nas minhas redes sociais ou quantas discussões acaloradas eu tenha por WhatsApp. Isso não vai mudar. Vai além das minhas capacidades transformar essa situação.

Então, seguindo o conselho da minha terapeuta, resolvi colocar um filtro nas coisas que consumo e no que eu permito que me estresse. Decidi desligar a tv na hora do jornal. Dar um tempo de tanta notícia ruim. Me afastar um pouco das redes sociais nesse momento. E quando alguma noticia ruim chega até mim eu me questiono: “posso mudar essa situação?” e se sim: “o que posso fazer para mudar?”, e então me distraio traçando um plano para fazer a diferença sobre aquilo. Se eu não puder fazer nada a respeito, preciso deixar pra lá.

Precisamos entender que as coisas continuam acontecendo, gente. Querendo ou não, se estressando ou não, as coisas vão continuar rolando. E nós podemos e devemos fazer a nossa parte para melhorar tudo. Neste caso, o que está no nosso poder é: evitar sair de casa, lavar bem as mãos e proteger nossos grupos de risco. Fora isso, não vai adiantar espernear, só vai fazer mal pra gente. Precisamos saber onde colocar a nossa energia. Acreditem ou não, o estresse também baixa a nossa imunidade. Então vamos respirar e escolher as nossas batalhas.

Fora isso, criei uma pequena rotina nos meus dias pra me forçar a sair da cama e cuidar da minha saúde física e mental. Abaixo vou citar alguns bullets que estão me fazendo super bem:

  • Fazer um alongamento assim que me levanto;
  • Arrumar minha cama;
  • Fazer um skincare no meu rosto;
  • Praticar yoga através de vídeo aulas;
  • Levar as dogs para um passeio rápido;
  • Comer uma fruta;
  • Ler o capítulo de um livro;
  • Cozinhar;
  • Assistir um episódio de alguma série;
  • Fazer as unhas dos pés e das mãos;
  • Assistir novelas;
  • Fazer uma hidratação no cabelo;
  • Escrever;
  • Assistir um filme
  • Conversar com meus amigos;

Sei que algumas coisas parecem bem idiotas, mas criam uma rotina que nos inspira a não entregar os pontos. Obviamente eu não faço tudo isso todos os dias, mas vou dividindo durante a semana. E o mais importante: não me sinto culpada por não conseguir fazer algo. É importante a gente não se cobrar tanto. É imprescindível que sejamos gentis com nós mesmos. Temos que nos lembrar que essas pequenas atividades são coisas que fazemos pela gente, pra nos cuidar e fazer com que nos sintamos bem. Então não tem nada a ver se sentir mal ou se cobrar demais. Siga seu ritmo e ouça seu coração.

Pra finalizar, queria dizer que vai ficar tudo bem. Isso vai passar. É importante que a gente se mantenha positivo, mesmo sendo muito difícil, precisamos continuar com nossa frequência alta, com boas vibrações. É uma crença que eu, particularmente, tenho. Essa coisa de mandar energias positivas pro Universo e esperar que elas retornem positivas pra mim. Você pode não acreditar nisso, mas que mal vai fazer?

De novo, se estiver muito difícil de aguentar, peça ajuda e se sinta confortável em ME PEDIR AJUDA. Eu estou aqui, eu sei como é, e juntos é mais fácil vencer do que sozinhos. Se você não se sentir confortável em falar comigo, com seus amigos ou familiares, procure ajuda especializada. Se não estiver sabendo lidar com o isolamento por causa do COVID-19, se está ficando ansioso, depressivo, agressivo, compulsivo ou com medo demais, podem acessar o site A Chave da Questão. Nesse site tem diversos psicólogos conectados que podem ajudar as pessoas a lidar com as próprias dificuldades. Eles estão atendendo online, completamente de graça, todo mundo que precisa de ajuda.

Vamos juntos, mas cada um na sua casa ♥

Sobre ressignificar coisas ruins

Eu Mesma, Na Minha Cabeça

Pouco mais de um mês depois do meu último post aqui no blog, aquele falando sobre depressão e, principalmente, sobre a minha depressão, volto a me sentir inteira de novo. Não 100%, mas com pedaços suficientes reunidos e colados. Percebo que chegou a hora de voltar e dizer que me sinto como eu mesma de novo, que tive tempo de me voltar pra dentro de mim, me recolher, me reconstruir e me analisar. Analisar tudo o que aconteceu e dar um novo significado pra essas “coisas ruins”.

Quem me conhece sabe que eu tenho algumas verdades absolutas nessa vida. Crenças que me regem nessa aventura desvairada que é viver. A maior dessas minhas verdades é: “Tudo acontece por um motivo e tudo acontece como têm que acontecer”.

O que isso significa?

Quando estou lúcida o bastante, mentalmente saudável e equilibrada, sei que, mesmo que as coisas pareçam muito ruins quando acontecem, elas estão acontecendo com um objetivo: me ensinar uma lição, me preparar pra conseguir sobreviver a algo pior ou até mesmo me tirar de um caminho “errado”, pra me colocar em um certo.

As coisas acontecem como têm que acontecer.

Não estou dizendo que é simples acreditar nisso. Nem que a minha recuperação foi fácil. A verdade é que é difícil e me reerguer depois de tudo o que aconteceu. Foi uma das coisas mais difíceis que já fiz. Essa foi de longe a pior crise que tive. Me lembro do desespero das primeiras semanas, do quanto eu estava aflita para melhorar. Como eu não me sentia como eu mesma. Como eu queria voltar a me sentir inteira logo. Eu sabia que aquelas sensações horríveis, aquela vontade de não existir, era obra de um desequilíbrio químico no meu cérebro, mas não conseguia escapar dos sentimentos mesmo assim.

Precisei de pelo menos um mês pra ter vontade de ver uma série ou filme outra vez. Precisei me esforçar pra falar com as pessoas, mesmo que pra responder qualquer mensagem de apoio que recebi pelo WhatsApp ou Instagram. Todas as vezes em que meus amigos conseguiram me arrastar pra fora de casa, parecia que eu estava assistindo tudo através de um vidro. Eu conseguia ver todos se divertindo, mas não me sentia parte daquilo.

Dessa vez a medicação demorou um bocado pra fazer efeito. Entre noites insones, revivendo todos os meus erros, a decepção que causei e a vergonha que eu tinha, as sessões de terapia foram cruciais. Foram tantos os dias em que minha terapeuta me perguntou se eu estava me sentindo bem e eu respondi que não. Além de tudo, ainda me sentia culpada por estar no fundo do poço e estar cavando pra baixo.

Mas o interessante da terapia é que a gente percebe que o problema nem sempre é aquele que fez a nossa mente se quebrar.

Na minha primeira sessão eu estava arrasada por ter perdido o meu emprego. Foi isso que me lançou no fundo daquele poço. A sensação de incompetência, de não ter sido suficiente, de não conseguir a única coisa que me propus a conseguir, aquilo me destruiu.

Entendam, nunca fui a pessoa que teve sonhos convencionais. Eu não queria crescer, me casar, ter filhos e viver uma vida mediana. Nunca foquei essencialmente em romance ou diversão. Meu sonho era o sucesso. Crescer, estudar, ser inteligente, conseguir as coisas por meus méritos e ser independente. Quando essa chance, que eu enxergava como minha grande chance, foi tirada de mim, fiquei desnorteada. Foi como se o prédio que eu estava cuidadosamente construindo despencasse de uma vez em cima da minha cabeça. Tudo pelo que eu lutei. Tudo pelo que eu trabalhei desde sempre, reduzido à cinzas. E eu soterrada lá embaixo, sem conseguir respirar. Sem vontade de cavar a minha saída. Tão cansada de tudo dando sempre tão errado.

Foi difícil acreditar que tudo aquilo tinha acontecido por um motivo, sabe?

Então comecei a imaginar que lições a vida estava me ensinando a partir dessa rasteira.

A primeira de todas, e uma que eu já devia ter aprendido há algum tempo, foi: não confiar nas pessoas. Pelo menos não tão cegamente quanto eu costumo acreditar. Ali em cima falei de uma das minhas verdades absolutas, outra delas é: sempre tentar enxergar o lado bom das pessoas. Isso já me rendeu tanta decepção que vocês não tem ideia. Porém, ainda sigo tendo essa confiança instantânea em quem não conheço direito e isso, infelizmente, acaba me deixando vulnerável à gente que é invejosa e precisa usar de artimanhas baixas para se promover em cima de outra pessoa.

Queria dizer que em momento algum me isento da minha culpa em tudo o que aconteceu. Foi uma decisão só minha fazer postagens sobre direitos trabalhistas no Instagram. E mesmo que essas postagens tenham sido provocadas por birra e infantilidade de terceiros, que não têm a capacidade mínima de entender sentimentos e muito menos gerir pessoas, sei que não deveria ter me rebelado tão publicamente, mesmo com meu atestado de desequilibrada mental na mesa.

A segunda coisa que aprendi foi: não me deixar levar pelas emoções. Não agir no calor do momento. Pensar e pensar e pensar antes de tomar qualquer atitude. Depois de tudo o que aconteceu, até mesmo esse texto foi cuidadosamente pensado antes de ser redigido e publicado. Vocês podem ter absoluta certeza que nunca mais vão ver explosões tão enérgicas vindas da minha pessoa.

A terceira coisa foi a questão da humildade. Não sei se já deu pra perceber, mas sou uma pessoa muito orgulhosa. Minha demissão foi um tiro no meu orgulho. Pra alguém que nunca havia sido demitida na vida, que só trocava de emprego quando sentia que sua missão ali havia sido cumprida e que não havia mais nada a aprender, ter a jornada interrompida tão cedo foi terrível. Mas também me ensinou a não dar nada como garantido. Me fez perceber que eu não sou invencível, indispensável. Sou apenas humana. Cometo erros. Pago por esses erros.

No fim das contas, só quando fiquei em paz com a minha demissão, e com as pessoas que causaram a mesma (aqui incluo a mim mesma também), foi que comecei a superar. Me perdoar e entender que nem tudo foi culpa minha, que houve a interferência de terceiros, mas que a vida se encarregará deles, foi primordial pra começar a juntar os meus pedacinhos espalhados ao vento.

Não sustento rancor pelas pessoas responsáveis pelo meu surto e mais tarde pela minha demissão. Outra das minhas verdades é: não adianta tomar veneno esperando que o outro morra envenenado. O rancor só faz mal, única e exclusivamente, a mim. E pra não perder o gancho, aqui vai outra verdade: nós colhemos aquilo que plantamos. Então eu sei que a vida vai se encarregar deles, por isso sigo em paz.

No fim do dia eu consegui. Pode não ter sido fácil, mas recolhi os pedacinhos da minha mente, juntei tudo de novo, colei e deixei ela mais forte do que antes.

Esse texto foi escrito não apenas pra tranquilizar todo mundo sobre o meu estado atual, mas também para dizer pra todas as pessoas que estão com a saúde mental abalada, principalmente com os últimos acontecimentos (pandemia, quarentena, incertezas), que pedir ajuda é importante. Eu só estou bem por que continuo fazendo terapia. Continuo cavando os problemas dentro do meu coração pra tentar curá-lo. Continuo tomando a minha medicação e tentando ver o lado bom da vida.

Quero te dizer que é possível melhorar, parece que não, MAS É! Se agarre nas suas verdades fundamentais, se lembre dos bons momentos, por que eles voltam. Mesmo no fundo do poço, quando a gente olha pra cima, é capaz de ver a luz. A gente só precisa escalar as paredes escorregadias pra conseguir botar a cabeça pra fora. Peça ajuda e se sinta confortável em ME PEDIR AJUDA. Eu estou aqui, eu sei como é, e juntos é mais fácil de vencer do que sozinhos.

Se você não se sentir confortável em falar comigo, com seus amigos ou familiares, procure ajuda especializada. Se não estiver sabendo lidar com o isolamento por causa do COVID-19, se está ficando ansioso, depressivo, agressivo, compulsivo ou com medo demais, podem acessar o site A Chave da Questão. Nesse site tem diversos psicólogos conectados que podem ajudar as pessoas a lidar com as próprias dificuldades. Eles estão atendendo online, completamente de graça, todo mundo que precisa de ajuda.

No último texto eu finalizei dizendo pra ninguém soltar a mão de ninguém, mas no momento em que estamos vivendo é importante abrir mão de algumas ações em prol do coletivo. Então lavem bem as mãos, não saiam de casa e se amem e ajudem a distancia. Tudo vai passar. Nós vamos ficar bem ♥

Sobre Depressão

Na Minha Cabeça

Quem me vê sorrindo por aí, brincando, contando piadas e me fazendo de forte, mal consegue imaginar o inferno confuso que se passa dentro da minha cabecinha de química defeituosa.

No post de hoje resolvi abordar esse tema muito falado, mas pouco compreendido pela sociedade. Esse vai ser um texto bem pessoal, e lembrando que não sou psicóloga, nem psiquiatra, nem terapeuta. Só sou uma pessoa doente, que quer desabafar e que compreende muito pouco do espectro dessa doença. Ou do que se passa dentro da própria cabeça.

Eu nunca quis admitir que era uma pessoa depressiva, sabe? Sempre me orgulhei de parecer uma mulher forte e independente, que não leva desaforo pra casa, que não deixa nada atingi-la. E, até certo ponto da minha vida, fui essa mulher, essa garota.

O negócio com não deixar nada te atingir, de fingir que não se importa com nada, de guardar esses sentimentos todos dentro de você e não colocá-los pra fora, é que eles vão se acumulando ali no seu íntimo. De pouquinho em pouquinho a galinha enche o papo. E de gota em gota o balde, em algum momento, vai transbordar.

Bem vindos a Grande Crise de 2017

Foi o meu primeiro episódio depressivo e lembro que na época não enxerguei dessa forma. Não achei que estava com depressão. Tive um ataque no trabalho. Perdi o emprego e passei os próximos 6 meses dentro do meu quarto, deitada no escuro, sem fazer nada. Não fiz uma maratona de séries. Não assisti os filmes que queria ver. Não li os livros acumulados na estante. Só fiquei ali deitada, por SEIS MESES, pensando em como era bom quando eu estava dormindo e como seria melhor ainda se eu pudesse dormir pra sempre.

Inevitavelmente “the life snake”. Em algum momento eu precisei levantar sozinha e achar um emprego. Minha prima querida, aquela que sempre foi como uma irmã pra mim, iria se casar e eu precisava encontrar um trabalho rápido, pra conseguir juntar dinheiro e pegar férias na época certa, até por que o casamento seria nos Estados Unidos.

Achei o emprego, diferente de tudo com o que eu estava acostumada a fazer, mas ainda dentro do escopo da minha formação. No início foi bem legal. Sempre é. Mas aos poucos eu fui ficando mais uma vez frustrada comigo e com a minha vida. Comecei a reconhecer novamente todas aquelas emoções fora de controle dentro de mim. As crises de choro. A sensação de não ser boa o bastante. Uma insuficiência revoltante.

Mas eu tinha um objetivo: um ano de empresa, juntar dinheiro, tirar férias e viajar pro casamento da minha prima. Depois que essa meta foi alcançada, todos os efeitos do que eu estava sentindo antes da viagem foram triplicados. Eu mal tinha forças pra abrir os olhos de manhã. Eu NÃO QUERIA abrir os olhos. Não queria sair da cama. Não queria fazer nada.

E então, bem vindos à Grande Crise de 2019

Esse foi o momento em que percebi que precisava de ajuda.

Desde que todos esses sintomas tinham começado, eu tendi a forçar um sorriso na cara, a parecer mais forte do que antes, a fazer mais piadas do que antes, por que não queria que ninguém visse quão fraca e infeliz eu era na verdade.

Acho que sempre fui orgulhosa. Sempre me importei com a imagem que as pessoas tinham de mim. Eu queria que elas me vissem empoderada, alto astral, bem humorada, bem sucedida. Por que, em algum momento da minha vida, eu já tinha sido essa pessoa, e não queria abrir mão dela. Só que, né, eu já tinha perdido aquela garota há algum tempo e fingir acaba sendo tão cansativo que as vezes você explode. De novo.

Essa foi uma explosão mais sutil, entretanto não quer dizer que não tenha deixado um rastro de destruição pelo caminho. Precisei que uma amiga me dissesse que eu precisava de ajuda. Precisei que ela me arrastasse até o Pronto Socorro Psiquiátrico da Vila Mariana, o CAISM.

Durante o atendimento com a psiquiatra, mais chorei do que falei. E odeio tanto chorar na frente das pessoas. Não me incomodo de chorar com um filme, um livro, um trailer de cinema ou até mesmo um comercial da Johnson’s de fim de ano. Mas eu detesto chorar por mim. Detesto a vulnerabilidade. Detestei o quanto me senti fraca e patética contando os meus problemas para aquela doutora, sendo que no mundo tinha gente com muito mais problema do que eu. Me senti ingrata. Não merecedora de estar ali, ocupando o lugar de uma pessoa com sofrimentos muito mais reais que o meu.

Mas então a doutora me fez uma pergunta. Aquela que me fez refletir e reavaliar algumas coisas. Ela disse: “Pâmela, você já pensou em se matar ou se machucar de alguma forma?” e eu travei. Por que nunca pensei em me machucar, mas definitivamente a perspectiva de morrer estava começando a parecer mais agradável do que a de viver.

Foi quando eu aceitei que tinha um problema. Que tinha depressão. Que precisava de tratamento.

Sai dali com uma receita de Sertralina e Quetiapina, um encaminhamento para a UBS, para psicoterapia, e a promessa de que ficaria bem.

E eu fiquei. Por um tempo. Acho que foram os meses mais “felizes” da minha vida esses em que estive medicada: consegui o emprego dos sonhos, me libertei de amarras sociais, tive um maior entendimento e clareza sobre a vida, sobre mim e sobre a minha cabeça. Vocês devem se lembrar do meu otimismo nos últimos posts, sobre como eu disse que 2019 foi um ano difícil, mas que eu sobrevivi, que estava mais forte, mais feliz, era a melhor versão de mim mesma naquele momento, e buscava seguir evoluindo, seguir buscando essa pessoa perfeita.

Gente, a pessoa perfeita não existe.

Mais um vez, bem vindos à Primeira Grande Crise de 2020.

Não demorou tanto desta vez.

E me ajudou a entender um pouco mais sobre mim também. Todas as crises meio que trazem alguma revelação intima sobre meus conflitos internos, meus gatilhos. Porém, essa foi grande. O equivalente à explosão nuclear de Hiroshima e Nagasaki na minha vidinha. Deixou um rastro de destruição que ainda nem sou capaz de avaliar. Na verdade, estou escrevendo esse texto ainda no meio dessa crise. A gente pode chamar de pós-crise, que é quando eu tô ali tentando escalar o poço, e a Samara tá puxando o meu pé.

Não tô legal, gente. Não to nada legal. Essa foi a pior de todas e tudo começou quando o psiquiatra da UBS resolveu que era hora de diminuir a minha medicação.

Não me levem a mal, o SUS realmente salva vidas e eu não sei o que teria sido de mim em 2019 se não fosse pelo Sistema Único de Saúde. Porém é muito louco pra pouco médico. Eu estava fazendo tratamento, mas não era aquela coisa ideal. Não tinha como, o doutor mal se lembrava da minha cara, das minhas queixas. Ele é um daqueles senhores adeptos à tratamentos alternativos, meditação, prática de esportes, etc. Não está errado, quem sou eu pra questionar o doutorado dele. É só que, pra uma criatura com ansiedade desde sempre, um claro desequilíbrio na química cerebral, ficar sentada numa sala meditando só piora.

Comecei a tomar a Sertralina dia sim e dia não. A Quetiapina ele já tinha se livrado no primeiro mês, pois segundo ele não precisava daquilo pra dormir, precisava fazer atividade física, mas doutor, na atual conjuntura, que horas que eu vou conseguir fazer atividade física? Cheguei no ponto de só ter uma boa noite de sono com um Clonazepam ilegal. Ou um baseado. Só essas coisinhas conseguiam fazer o barulho insuportável no meu cérebro cessar pra eu poder dormir em paz.

Não demorou muito pra redução da Sertralina começar a me deixar ansiosa de novo. Entre crises de ansiedade e estresse, minhas mãos e pés começaram a estourar com Disidrose, meu cabelo começou a cair, minhas costas, tensas, travaram. Percebi que não estava bem. Que coisas bobas, que não estavam mais me afetando há meses, começavam a me assombrar novamente.

Corri pra UBS, o psiquiatra me mandou meditar. Isso foi numa quarta-feira.

Meditei, levei bronca de novo por não estar fazendo atividades físicas, e sai de lá decidida a voltar a tomar a Sertralina todos os dias, o doutor querendo ou não.

Comecei, mas acho que o estrago já estava feito.

Na mesma semana, também conhecida como última sexta-feira (14), tive um surto no trabalho. Quem me acompanha no Instagram talvez tenha visto as publicações enlouquecidas no ódio e na raiva. Não me lembro muito do que aconteceu naquela sexta, acho que dei uma desassociada. Não consegui comer. Só tremia de raiva por que imaginava não estar sendo valorizada como deveria. No caso eu não era suficiente.

No sábado pós-surto consegui analisar algumas coisas sobre mim e sobre essa crise. Tenho um problema de auto-estima. Surtei no trabalho por que entendi que não estava sendo suficiente ali, mesmo dando tudo de mim, não estava sendo o bastante. Essa constatação trouxe consigo o sentimento de que também nunca fui uma filha suficiente pros meus pais. Ou uma mulher suficiente pra ter algum relacionamento. Tudo isso se juntou dentro de mim, cresceu e explodiu num monte de merda com consequências terríveis.

Na segunda-feira pós-surto eu fui demitida.

Bem vindos à Segunda Grande Crise de 2020.

Vindo na rabeira da primeira, essa explodiu na minha cara com a minha dispensa do trabalho.

Entendam, eu nunca tinha sido demitida na vida. Em todos esses anos trabalhando, sempre precisei pedir pra sair dos lugares quando encontrava um emprego melhor. E eu tinha grandes planos e expectativas pra esse emprego. Apesar do surto, eu amava ele. Quando isso foi tirado de mim, num primeiro momento disse pra mim mesma que tudo bem. Segurei bem as pontas enquanto estava acompanhada. Mas bastou ficar sozinha pra ter uma crise de choro absurda.

Acho que nunca chorei tanto na minha vida. Nem quando meu cachorro mais antigo morreu. Cheguei em casa tremendo, assustei tanto meus pais que ganhei um abraço da minha mãe (não me lembro nunca de ter ganhado um desses), um copo de água com açúcar e a promessa de que eu encontraria outro trabalho. Só que eu não quero outro trabalho. Me senti uma vergonha. Uma decepção. Na minha cabeça essa era a minha grande chance, foi a minha grande virada no ano passado, e eu joguei tudo no lixo, por que sou uma transtornada de merda.

Não conseguia contar pros meus pais, e percebam, ainda não consegui contar pra ninguém exatamente o que eu fiz pra merecer a demissão, por que estou morrendo de vergonha. Tô com vergonha do meu pai, que tem mais de 60 anos, é aposentado e continua trabalhando numa metalúrgica, pra conseguir sustentar a família. Tô com vergonha da minha mãe, que se mata tentando encontrar um emprego e não consegue. Tô com vergonha da pessoa que me indicou nesse trabalho, que eu devo ter decepcionado em níveis estratosféricos. Tô com vergonha do meu antigo chefe, por que sinto que também decepcionei ele e frustrei nós dois. Tô com vergonha das pessoas que eu deixei pra trás, lá, sozinhas, por que elas contavam comigo e agora estão se ferrando sem mim lá pra defendê-las e ajudá-las.

Ainda não consegui atualizar meu LinkedIn com meu novo status de desempregada. Estou com medo do que as pessoas vão pensar. Que eu não fui capaz, que não fui suficiente, que não aguentei a barra, afinal, que merda ficar só 4 meses em um cargo de Gerente de Projetos na Editora Caras, não é mesmo? Dá uma sensação de incompetência absurda, e eu odeio ser incompetente. Eu queria ser grande, eu queria deixar meus pais orgulhosos, eu queria ser perfeita, eu queria um super sucesso profissional.

E agora sinto como se não tivesse nada.

Sinto que joguei meu futuro no lixo por ser uma doente do caralho.

Estou passando com um novo psiquiatra, que o próprio diretor da empresa arrumou pra mim, ele já trocou todos os meus remédios e me mandou urgente para a psicoterapia: aparentemente eu tenho um caso de ansiedade com tendências depressivas e muito baixa auto-estima.

Meu corpo ainda está se adaptando com a medicação nova, então estou zonza a maior parte do tempo, e tenho vontade de dormir pra sempre. Ainda me pego pensando qual o objetivo disso tudo? Da vida? De viver? Se a gente só sofre, sofre e sofre. Pra que isso? Não é nem que eu queira morrer de fato… é mais como se eu só não quisesse existir.

Então, como vocês podem notar, ainda estou um lixo. Ainda não quero falar com ninguém.

Acho que só estou escrevendo isso aqui pra ver se desafogo um pouco o meu peito. Ou, sei lá, pra alertar as pessoas que se sentem do mesmo jeito que eu a procurar ajuda. Só quem passa por isso sabe como é e ninguém que não tenha depressão vai conseguir compreender uma pessoa que tem. Eles podem dizer que estão ali pra você e oferecer suporte, mas pouca gente quer realmente ouvir. Pouca gente vai compreender o quanto você precisa mesmo de ajuda.

Amanhã tenho terapia e sigo engatinhando pra fora do poço sem muita vontade.

Não sei bem como terminar esse texto. Acho que é por que a tempestade dentro de mim ainda não acabou. Então acho que só vou dizer, aos incompreendidos com os mesmos problemas que eu, pra ninguém soltar a mão de ninguém.

É isso.

Séries Assistidas em Janeiro

Na TV

Janeirão foi o mês de recuperar o tempo perdido. E que mês longo, amigos… posso jurar que ele teve pelo menos 184 dias, e só por isso esse post com todas as séries assistidas nesse inicio de ano vai fazer sentido, já que foi temporada pra caramba e DE JEITO NENHUM eu vou conseguir manter esse ritmo pelo resto do ano.

Ao todo, desde o dia 1 de janeiro, consegui botar em dia 9 séries, maratonando temporadas completas sem dó nem piedade e honrando uma das minhas metas para 2020: assistir pelo menos um episódio, de alguma série, por dia.

Abaixo vocês conferem tudo que assisti em ordem, com uma nota (de acordo com meu Banco de Séries) e um breve resumo sobre o que achei de cada temporada, sem spoilers, claro! Vale lembrar que é a minha opinião, sem nenhum embasamento profissional. Ou seja, posso ter amado ou odiado e no fim do dia isso não dita se a série é realmente boa ou não.

Sem mais delongas, vamos começar:


His Dark Materials
BBC One | 2019
Nota: 9.19

Inspirada na trilogia “Fronteiras do Universo” (que eu ADORO) de Philip Pullman, essa série veio para adaptar os livros de forma decente!

Vocês já devem ter ouvido falar da primeira adaptação dessa história, esta para o cinema e com nomes como Nicole Kidman e Daniel Craig encabeçando o elenco. Tô falando de “A Bússola de Ouro” de 2007.

Não preciso nem dizer que o filme foi uma das adaptações mais porcas que já assisti e eu amargava esse desgosto até 1 de janeiro de 2020 (TREZE ANOS DE RANCOR, MINHA GENTE), quando resolvi maratonar a primeira temporada de “His Dark Materials”, a nova adaptação de uma das minhas histórias favoritas!

Com nomes tão grandes quanto os do cinema (aqui falamos de James McAvoy, Lin-Manuel Miranda, Dafne Keen e Ruth Wilson), essa série foi tudo o que eu pedi e mais um pouco.

Extremamente fiel aos livros, a série explora todo o Universo e a mitologia abordada na história criada por Philip Pullman em 1996. A fotografia e a trilha sonora são belíssimas e a entrega do elenco é absurda. Mal posso esperar pela segunda temporada, que já foi confirmada, mas ainda não tem uma data de estreia definida.


The Mandalorian
Disney+ | 2019
Nota: 9.12

Me segurei horrores pra conseguir esperar todos os 8 episódios dessa série irem ao ar pra poder maratonar tudo de uma vez!

Sou meio obcecada por tudo referente ao Universo Star Wars e essa foi uma das séries mais esperadas de 2019 pra mim. Inclusive, foi meio que um bálsamo assistir depois de conferir o fiasco da “Ascensão Skywalker”.

Infelizmente, quando você opta por esperar uma série lançar todos os episódios semanalmente, pra poder assistir tudo de uma vez, você acaba sujeita aos spoilers da vida e, o segredo mais bem guardado da Disney, o Baby Yoda, acabou não sendo uma surpresa pra mim, quando finalmente comecei a ver a série. Mas sabe o melhor de tudo? Isso não fez a mínima diferença.

A série acompanha a jornada de um Mandaloriano após a queda do Império e antes do surgimento da Primeira Ordem, ou seja, trás muito da nostalgia da primeira trilogia de Star Wars. Provavelmente isso, fora o Baby Yoda, foi o que mais me encantou.

Se o gênero Sci-Fi e o Faroeste tivessem um filho, esse filho seria The Mandalorian. Adorei o ritmo em que essa história foi contata, a fotografia, a trilha sonora e o elenco arrasaram demais! A gente nem consegue ver a cara do Mando, mas Pedro Pascal arrasa tanto na atuação que consegue te arrastar por um turbilhão das mais diversas emoções. Fora isso, esse formato de 30 minutos fez toda diferença, acabei assistindo a série numa sentada só e foi divertido e emocionante na medida certa!

The Mandalorian é tudo o que aquele filme do Han Solo queria ser (no caso uma aventura espacial fodida de tão boa), mas não conseguiu e veio pra provar que Star Wars ainda pode ser incrível, mesmo na mão da Disney.

A segunda temporada já tem data de estréia e a gente vai poder conferir a continuação da história de Mando e da Criança a partir de setembro de 2020.


Watchmen
HBO | 2019
Nota: 9.44

Essa foi, na minha mais humilde opinião, a melhor série de 2019.

Não vou mentir, quando comecei tava mais perdida que cego em tiroteio, mal me lembrava do filme e acho que não me liguei que a série era uma continuação direta da HQ. O primeiro episódio fez ZERO sentido pra mim, mas ver a Regina King, de Sister Night, descendo o cacete num bando de supremacista branco ganhou meu coração na hora!

O mais engraçado é que eu passei todos os 9 episódios da série perdida e sem saber que diabos estava acontecendo. Como a maior parte das séries da HBO (alô, Westword), o show entregava muitas perguntas e poucas respostas. Quando eu achava que estava entendendo os plots, vinha algo novo e aparentemente sem sentido só pra me confundir mais, porém, a qualidade de cada episódio era inegável e eu seguia louca e obcecada pra saber O QUE DIABOS ESTAVA ACONTECENDO!

E valeu a pena, amigos! Ô se valeu! Quando fui acertada por um dos maiores plot twists DA HISTÓRIA, tive certeza que essa era uma das melhores coisas já vistas na TV (depois daquela decepção toda com Game of Thrones e tal). E daí, quando eu achei que nada mais poderia me surpreender, veio aquela última ponta solta, aquele plot que não encaixava e não fazia sentido nenhum, e PEI PEI PEI, tiro pra todo lado, FOMOS SURPREENDIDOS NOVAMENTE, caralho, que série, QUE SÉRIE!

Acho que não tenho mais condições de falar sobre Watchmen sem surtar e sem soltar uns spoilers cabeludos. Qualquer informação que eu der vai estragar toda a sua experiência com essa série. Apenas saiba, se você está começando e tá achando o desenvolvimento lento e os episódios arrastados e tá cansado de não ter respostas, aguente, apenas AGUENTE, vai valer a pena no final. EU PROMETO.

A série está marcada como FINALIZADA, ou seja, aparentemente não teremos uma segunda temporada e, na moral? É melhor assim. Esses episódios foram perfeitos demais para serem estragados pela ambição humana de ganhar mais dinheiro com uma continuação desnecessária (alô, Big Little Lies).


The Witcher
Netflix | 2019
Nota: 8.88

Acho que o meu problema com a série do Bruxão foram as expectativas. Eu sempre digo que as expectativas podem foder com qualquer projeto. E mesmo assim não aprendo com meus erros. E meu erro com The Witcher foi esperar pela bunda do Henry Cavill.

Não me levem a mal, eu tô ligada que a série é baseada nos livros (que não li) e não nos jogos (que não joguei), mas de uma coisa eu sabia: Geraltão tava sempre mostrando a bunda no jogo. É assim tão ruim esperar ver a bunda dele na série também? Porra, Netflix, o que custava pagar um pouco mais pro Cavill mostrar a traseira pra gente??

Brincadeiras (ou não) a parte, fora a ânsia pela bunda do Henry, o negócio é que tava um hype gigantesco em cima da série. A galera tava dizendo que superaria Game of Thrones, e desculpa, mesmo com as últimas temporadas cagadas do show inspirado na obra de George R. R. Martin, The Witcher passou bem longe. Não é ruim. Só não é incrível. Não vou dizer aqui os porquês de eu não ter achado incrível, por que isso implicaria em alguns spoilers que podem acabar com a experiência de quem for assistir, mas assim… esperava bem mais dessa série.

O negócio agora é esperar pela segunda temporada, que já foi confirmada, mas ainda não tem data de estréia, e torcer para que seja melhor do que essa foi.


The Morning Show
Apple TV+ | 2019
Nota: 9.25

Eu assinei o Free Trial da Apple TV+ só pra ver essa série e, detalhe, não fazia ideia do que se tratava, mas né, produzida por Jennifer Aniston e Reese Whiterspoon, contando com as duas encabeçando o elenco e o plus do Steve Carell, não tinha nem o que fazer, só ir. E olha, valeu muito a pena.

A série revela os bastidores de um programa matutino de TV, em um cenário altamente competitivo e, além disso, gira em torno do escândalo onde o âncora principal do programa é acusado de ser um predador sexual.

Gente, digam o que disserem, essa série é muito necessária. Ela aborda esse tema onde homens com poder dentro de empresas acham que tudo bem assediar suas colegas de trabalho, já que é consensual, mas queridos, quando o outro lado pode perder o emprego, NÃO É CONSENSUAL.

Durante todos os episódios vai sendo explorada a conduta de todos os funcionários do programa e vemos uma cultura de silêncio e machismo, vindo por parte até mesmo de mulheres.

Só posso dizer que passei os últimos segundos do último episódio gritando com a TV. Mal posso esperar pela segunda temporada e pelo desenrolar das consequências de tudo o que explodiu nessa primeira. A série já foi renovada, mas ainda não tem data para retorno.


You
Netflix | 2018
(Segunda Temporada)
Nota: 8.60

Lembro de pensar, quando foi anunciado que essa série teria uma segunda temporada, que eles iriam cagar. E eu não estava totalmente errada. Na minha concepção “You” era uma daquelas séries de uma temporada só, mas, como sempre, a ambição humana não sabe parar quando tem uma máquina de fazer dinheiro na mão.

Teve gente que ainda curtiu essa segunda temporada por causa do plot twist, mas como manjei essa virada logo no começo, acabou não me fisgando e só achei tudo bem esquizofrênico e desnecessário. Meu problema aqui é o roteiro fraco e preguiçoso, cheio de conveniências, onde um sociopata, com zero talento para esconder rastros, sempre acaba escapando de ser pego das formas mais ridículas possíveis.

Eu, sinceramente, ainda não sei como tem gente que romantiza o Joe. Entendo o porquê de ele ser como é, da dó dos flashbacks mostrando a infância merda dele, mas não justifica as monstruosidades cometidas por uma pessoa claramente desequilibrada. O ponto positivo da série é conseguir humanizar esse monstro e, apesar do enredo pesado, ter sucesso em dar certa leveza a alguns episódios, chegando ao ponto de deixá-los divertidos e fazer o telespectador dar boas risadas (????).

Infelizmente, a série foi renovada pra mais uma temporada e eu não sei se vou ter pique pra acompanhar mais uma season com a mesma história, os mesmos furos e as mesmas soluções burras.


American Gods
Starz | 2017
(Segunda Temporada)
Nota: 8.42

American Gods é o típico cão que muito ladra e não morde. Lembro de assistir a primeira temporada empurrando com a barriga, por que os episódios eram muito arrastados e pouco acontecia. Ou fazia sentido. Porém a série era belíssima, com uma fotografia de fazer inveja, diálogos coesos pra te fazer pensar sobre as inúmeras coisas erradas dessa vida, e teve uma season finale de fazer o cu cair da bunda. Fora que o plot todo é bem interessante.

Logo, lá vamos nós pra mais uma temporada. O negócio é que a série manteve esse ritmo cansativo, nada, repito, NADA, aconteceu do episódio 1 ao episódio 8, os diálogos coesos ficaram cansativos e só o que salvou mesmo foi essa fotografia maravilhosa. É um absurdo passar uma temporada inteira e não sair do lugar. A Starz já renovou o show, mas ainda não tem data de estreia, e tenho quase certeza que se você assistir a primeira temporada e pular pra terceira vai continuar entendendo tudo, POR QUE NADA ACONTECEU NESSA SEGUNDA TEMPORADA.

Na moral, é melhor ir ler o livro pra saber logo como acaba, por que tão enrolando mais do que no Torneio de Artes Marciais de Dragon Ball Z3.


Titans
DC Universe | 2018
(Segunda Temporada)
Nota: 8.46

O engraçado com as expectativas é que elas são uma faca de dois gumes. Funciona tanto para o bem, quanto para o mal. Lembro que eu não estava dando nada para a primeira temporada de Titans, e comecei a assistir de forma despretenciosa, sendo surpreendida positivamente e amando a série.

O caso é que, gostei tanto da primeira temporada, que embarquei nessa segunda esperando algo muito melhor, já que anunciaram aparições de Bruce Wayne, Cadmus, Superboy, Krypto, Aqualad e a porra do vilão era o Deathstroke.

Olha gente, se decepção matasse…

Nunca lutei tanto na vida pra chegar numa season finale. Pouquíssimos episódios dessa segunda temporada se salvam. A série começou a abordar milhares de plots e não andou com nenhum, NADA ACONTECIA, os embates eram ridículos e o Dick Grayson deu no meu saco com tanto mimimi. Desperdiçaram um dos vilões mais fodas do Universo DC, o Bruce Wayne do Sor Jorah não me convenceu em nenhum momento e tô puta que alisaram o cabelo da Kory/Estelar por causa de racista filha da puta.

Enfim, a série foi renovada e eu provavelmente vou voltar pra terceira temporada na esperança de que melhore.


Knights of the Zodiac: Saint Seiya
Netflix | 2019
(Segunda Temporada)
Nota: 8.08

A faca de dois gumes ataca novamente aqui. Dessa vez para o bem. Eu acho. Quer dizer, a primeira temporada dessa nova animação foi tão ruim que eu comecei a segunda esperando o pior. Porém acho que o nível melhorou. Tá longe de ser melhor que o anime original, mesmo tendo resumido bem algumas coisas e criado soluções mais inteligentes para outras, ainda carece de desenvolver melhor seus personagens e fazer com que o publico se preocupe com eles.

Eu sinto falta da emoção das lutas, do sangue e de um desenvolvimento mais detalhado. Tudo bem que em algumas partes o anime era bem arrastado, mas aqui eles pecam novamente em cortar a maior parte das coisas, deixando sem explicação a relação dos personagens e sem sentido algumas ações tomadas pelos mesmos.

No todo, da primeira pra segunda, deu pra ver uma evolução e acho que a Netflix tá tentando acertar com seus erros, mas ainda falta MUITO pra ser incrível.

Vamos aguardar cenas da próxima temporada.


Whoaaaaaa, acabei! No total foram 80 episódios assistidos em janeiro e duvido muito que eu vá manter esse ritmo insano nos próximos meses, mas vou tentar trazer pra vocês pelo menos um resuminho de temporada por mês aqui no blog 😀

Enquanto isso, me contem quais séries vocês assistiram no começo desse ano e, se assistiram alguma dessas que citei acima, o que acharam 😉

Eu, o Wattpad e o Improvável

Eu Mesma, Literatura

Uma das minhas metas em 2019 era publicar um livro na Amazon.

Como já falei aqui em diversas ocasiões, inclusive no primeiro post desse blog, a escrita e a literatura são as minhas maiores paixões, e no Projeto 2019 contei pra vocês que finalmente resolvi botar a cara no sol e me dar essa meta de auto-publicação.

Infelizmente, acabou não dando TÃO certo assim, e eu prometi, lá no post do Balanço de 2019, que iria contar essa história direitinho pra vocês, então VEM COMIGO!

A ideia inicial era escrever um romance completo, fiz inclusive um calendário e planejamento cuidadoso. Pesquisei capistas, revisores, layoutistas, etc, etc, etc. Big Plans! E acho que o problema foi justamente esse. Eu fui com MUITA sede ai pote, em vez de ter dado aqueles baby steps primeiro.

Não que eu tenha colocado o carro na frente dos bois e tal, mas é que eu NUNCA tinha conseguido terminar uma história na minha vida, mesmo escrevendo “seriamente” desde os 16 anos. Acho que acabei sendo um pouco ambiciosa com essa meta, no fim das contas.

Mas o caso é que, eu realmente comecei a escrever meu romance. “Cara ou Coroa” têm, inclusive, 10 capítulos completos. Entretanto, fiquei tão ansiosa pra por no papel essa história, que acabei pulando uns passos básicos, que sempre faço quando começo a escrever: uma ficha de personagens, uma linha do tempo, um resumo da história, um roteiro capítulo a capítulo e, por fim, uma sinopse.

O negócio é que eu acabei pulando os dois primeiros itens dessa lista. E quando eu cheguei lá no capítulo 10 tava mais perdida que cego em tiroteio: esquecendo nome de personagens, esquecendo características de personagens… e daí eu meio que surtei e parei de escrever. Resolvi voltar pro planejamento antes de continuar, por que se é pra fazer uma coisa, eu quero fazer bem feito.

Infelizmente tudo isso acabou casando com um belo bloqueio criativo, e eu me vi lendo mais livros e escrevendo menos livros. Quando dei por mim os prazos estavam nos meus calcanhares e percebi que ia ser impossível pro “Cara ou Coroa” ver a luz do dia em 2019. Por isso, acabei engavetando o projeto e meio que desistindo de cumprir essa meta.

Até que, no dia 14 de novembro de 2019, eu tive um sonho erótico com o Robert Pattinson.

Sim, meus caros amigos, vocês leram certo.

O que isso tem a ver com a história desse post? Bom, esse sonho meio que me deu a inspiração pra escrever um conto.

A primeira coisa que decidi sobre essa história, fora que seria um conto, foi que ela não iria para a Amazon. Eu ainda queria cumprir minha meta de auto-publicação, pelo menos em partes, mas não haveria tempo hábil para montar uma história, diagramar e lançar numa plataforma como a Amazon. Por isso, acabei optando pelo Wattpad.

O Wattpad é uma plataforma gratuita para publicação de histórias originais e fanfics. Eu faço parte da comunidade, apenas como leitora, desde 2015. Lá você pode tanto ler quanto escrever, e sempre sem pagar nada. Percebi que seria um ótimo ponto de partida começar por essa plataforma antes de tentar abocanhar uma Amazon. Até por que existe uma troca muito grande no Wattpad, os leitores podem comentar paragrafo por paragrafo da sua história e a interação me ajudaria a saber onde eu estaria acertando e onde estaria errando.

Decidido meu veículo, passei um tempo amadurecendo essa ideia. Apesar do sonho ter sido BEM EXPLICITO, na minha cabeça a história foi tomando outras proporções e crescendo em volta de coisas um pouco mais sérias:

Duas semanas depois de ter tido o sonho e da história começar a tomar forma na minha cabeça, eu consegui o plot principal, uma sinopse e A HISTÓRIA COMPLETINHA:

Obviamente cortei as ultimas linhas desse print pra não dar spoiler pra ninguém, heheheeh.

A história seria dividida em 3 partes, a primeira e a ultima bem curtinhas, e a do meio mais parruda. Funcionaria muito como um prólogo, o conto de verdade, e um epílogo. A primeira parte veio fácil. Escrevi praticamente de olhos fechados, de tão bem que fluiu.

Quando cheguei na segunda parte, travei.

E passei mais umas semanas travada. E apavorada com a ideia de não conseguir escrever um simples conto, uma história que não teria nem 50 páginas.

As vezes a gente faz umas coisas consigo mesma totalmente desnecessárias. Acho que nesse período eu fui muito má comigo. Não precisava ter me dito algumas coisas, mas, na hora da frustração, um milhão de pensamentos errados passam pela nossa cabeça.

Eu não era obrigada a escrever um livro ou um conto sequer. Muito menos era obrigada a publicar qualquer uma dessas coisas. Foi uma meta que eu mesma me impus, por que queria dar um pontapé nesse sonho, agarrar com as minhas próprias mãos esse objetivo e não ficar esperando a vida acontecer.

Então depois de algumas semanas de bloqueio e de ser bem dura comigo mesma, percebi que aquela segunda parte estava sendo difícil por que ainda não estava completa na minha cabeça. Por outro lado, a terceira parte eu já via com tanta clareza que resolvi escrevê-la de uma vez.

Em pouco tempo eu tinha o começo e o fim da história. Mas ainda não tinha o meio.

Mais dias de puro pânico e bloqueio. Eu, sentada na frente do computador, com o arquivo aberto e nenhuma palavra escrita. E o final do ano chegando. E eu desesperada pra cumprir pelo menos uma parte da minha meta de publicar ALGUMA COISA EM ALGUM LUGAR.

Foi então que no dia 29 de dezembro, perto da meia-noite, me sentei em frente ao notebook e disse pra mim mesma que escreveria pelo menos um parágrafo antes de ir dormir.

Coloquei meus fones de ouvido, liguei na trilha sonora que eu imaginava para o conto e comecei.

E escrevi.

Fui escrevendo. E escrevendo. E escrevendo e, quando me dei conta, eram 6h30 da manhã de 30 de dezembro e eu tinha terminado a minha primeira história.

Não consigo nem descrever o alivio que senti por ter conseguido. O orgulho de mim mesma. O sentimento de SIM EU SOU CAPAZ DE FAZER ISSO que tomou conta de mim foi emocionante.

O mais interessante de tudo é que, dessa vez, não enfiei os pés pelas mãos, não fui atrás de capista, revisor, etc… fiz tudo na raça, inclusive a capa, e contei com a ajuda das minhas melhores amigas (vocês sabem quem são!) para me darem opiniões, revisarem, e comentarem tudo, o que foi fundamental para o meu processo criativo. Aliás, acho que nenhum dos meus escritos teria mais do que uma página se não fosse o apoio incondicional desse grupo maravilhoso!

Não preciso nem dizer que torrei a paciência de todos os meus amigos e contatos do Whatsapp para que lessem meu conto né? E agora meio que é a vez de vocês! Eu ficaria imensamente agradecida e honrada se vocês pudessem acessar o link da minha história mais IMPROVÁVEL e lessem, comentassem e votassem lá no Wattpad.

Vou adorar saber a opinião de vocês sobre o meu primeiro escrito publicado 😀

Agora, como vocês puderam conferir no post anterior, aquele com as Metas de 2020, eu ainda não desisti da ideia de publicar um livro na Amazon. Já estou voltando a trabalhar no meu “Cara ou Coroa” e em breve venho aqui contar tudo sobre ele pra vocês 😀

O Projeto 2020

Eu Mesma

Alô, alô, meu povo! Agora que fiz meu comeback aqui no blog com um balanço das minhas metas de 2019, acho que nada mais justo do que dividir com vocês as minhas metas para 2020!

Vai ser naquele mesmo esquema do ano passado, o que quer dizer que muitos itens de 2019 ainda vão entrar nessa lista, seja por que não foram cumpridos, ou cumpridos nas coxas, ou por que quero continuar com isso nesse ano. Algumas coisas, como o canal do Youtube para o blog e a saída da casa dos meus pais, vão ficar de fora dessa lista. POR ENQUANTO.

Agora, sem mais delongas, vamos lá:

  1. Fazer um Plano de Saúde;
  2. Fazer Terapia;
  3. Praticar mais esportes:
    1. Natação;
    2. Boxe Chinês;
  4. Começar a experimentar vegetais;
  5. Fazer depilação a laser;
  6. Voltar com as unhas de gel;
  7. Fazer microblanding;
  8. Fazer mais tatuagens;
  9. Comprar uma jaqueta de couro legítimo;
  10. Manter minha rotina de cuidados comigo mesma:
    1. Cuidados com a pele diariamente;
    2. Cronograma Capilar semanalmente;
    3. Manicure semanalmente;
    4. Pedicure mensalmente;
    5. Sobrancelhas mensalmente;
  11. Publicar um livro na Amazon!
  12. Manter o Blog;
  13. Escrever diariamente:
    1. Pelo menos uma página do livro por dia;
    2. Pelo menos um post no Blog por semana;
  14. Alimentar as Redes Sociais:
    1. Instagram: Blog e Pessoal (diariamente);
    2. Facebook: Blog (semanalmente);
    3. IGTV (mensalmente);
  15. Ler diariamente;
  16. Ver séries diariamente;
  17. Assistir filmes semanalmente;
  18. Assistir musicais e espetáculos de teatro mensalmente;
  19. Ir a mais shows;
  20. Viajar mais;
  21. Estudar Planejamento Financeiro:
    1. Começar a investir;
  22. Trocar de carro;
  23. Investir em cursos:
    1. Captura de Vídeo;
    2. Edição de Vídeo;
    3. Roteiro;
    4. Escrita Criativa;
  24. Pensar em novas faculdades:
    1. Produção Audiovisual;
    2. Cinema;
  25. Juntar dinheiro para o Intercâmbio;
  26. Ser voluntária em alguma causa social;
  27. Ajudar mais artistas em projetos de financiamento coletivo;

UFA! Acho que é isso!

E aí? O que acharam das minhas novas e velhas metas?

Vocês também costumam fazer uma listinha de objetivos pra cumprir no ano?

Contem pra mim aqui nos comentários 🙂

O Balanço de 2019

Eu Mesma

Então, volta o cão arrependido, as orelhas caídas, o rabo entre as pernas…

Feliz Ano Novo, gente!

Sei que não dou as caras aqui desde agosto, e acabei nem compartilhando mais as minhas leituras mensais com vocês! Em minha defesa eu passei bastante tempo lendo em setembro e outubro (12 livros por mês) e depois de novembro minha vida entrou num looping muito louco que vou contar aqui mais pra frente!

De todo jeito, não me sobrou muito tempo pro blog e eu não acredito em fazer as coisas mal feitas, por isso resolvi dar uma pausa e voltar quando as coisas se acalmassem.

As coisas não se acalmaram, HAHAHAHHHAHA, mas me deu de novo aquela vontade doida de vir aqui falar com vocês, e que jeito melhor do que cumprir minha promessa de fazer um balanço das minhas metas de 2019?

No post do Projeto 2019, fiz uma lista de coisas que queria fazer, essa lista, na época do post, já estava meio defasada, mas quis ser fiel à ela e depois vir discutir com vocês quais metas eu consegui cumprir e quais as novas metas para 2020. O Projeto 2020 vai ficar para outro post, mas abaixo vocês conferem a minha lista de 2019 comentada:

  1. Publicar um livro na Amazon!
    Bom, eu não cheguei a publicar um livro na Amazon, e nem a terminar de escrever um livro, MAAAAAAS, senti que essa meta foi cumprida quando publiquei meu primeiro conto no Wattpad 😀 prometo voltar aqui pra falar sobre ele em breve, mas quem tiver curiosidade, pode acompanhar a história através desse link.

  2. Manter e expandir meu Blog;
    Claramente eu falhei miseravelmente nessa. Quer dizer, eu mantive o blog, mas dei aquela barrigada no final do ano. Então ele não foi expandido, mas foi mantido nas coxas HAHAHAHAHAHAHAHHA

  3. Escrever diariamente:
    1. Pelo menos uma página do livro por dia;
    2. Pelo menos um post no Blog por semana;

      Mais uma falha. No começo do ano até que fui bem, mantendo postagens semanais no blog e escrevendo pelo menos um parágrafo do meu livro por dia. Baby steps. Porém, lá pelo meio do ano as coisas começaram a ficar bagunçadas na minha vida (na minha cabeça, na real) e eu acabei ficando cada vez mais sem escrever. O projeto do livro acabou parado e o blog em pausa lá pelo final do ano.

  4. Planejar um canal no Youtube para o Blog;
    #Fail! Até cheguei a comprar alguns equipamentos que julguei necessários para começar um canal e assisti alguns vídeos para aprender mais sobre essa arte, mas, no fim do dia, eu mal estava conseguindo manter o blog, imagine um canal… essa é uma meta que vou repensar cuidadosamente se vai ou não rolar pra 2020.

  5. Alimentar as Redes Sociais:
    1. Instagram: Blog e Pessoal (diariamente);
    2. Facebook: Blog (semanalmente);
    3. IGTV (semanalmente);

      Aqui acho que foi quase. Pelo menos na parte do Instagram. Me cobro muito de postar diariamente, pelo menos durante a semana e a cuidar para que o feed fique bonito. Mas os conteúdos do IGTV nunca viram a luz do dia e os posts semanais no Facebook do blog pararam ao mesmo tempo em que o blog parou de ser alimentado.

  6. Ler diariamente;
    Como vocês puderam notar pelos posts de leituras mensais, eu QUASE arrasei nessa meta. Pelo menos, até outubro, eu estava lendo MUITO. Depois de outubro tive uma espécie de break psicológico e não voltei a ler até hoje. Em nome de Jesus isso vai mudar, mas quero compartilhar com vocês meus números de leitura de 2019:

    Livros Lidos: 67
    Páginas Lidas: 19.892
    Média de Páginas por Dia: 55


  7. Ver séries diariamente;
    #Fail. Tivemos meses bons e meses ruins em 2019. Este ano estou voltando a praticar essa meta e espero conseguir ver pelo menos um episódio de alguma coisa por dia, porém, sempre muito difícil manter o ritmo.

  8. Assistir filmes semanalmente;
    Aqui também foi uma coisa bem discrepante. Tivemos meses bons e meses ruins. Semanas em que assisti mais de um filme e semanas em que não vi nenhum. O grande problema foi minha conta bancária cada vez mais mixuruca que não me permitiu me aventurar tanto no cinema quanto eu gostaria.

  9. Assistir musicais e espetáculos de teatro mensalmente;
    Outra falha gigante. Consegui ver vários espetáculos, mas não com a frequência que queria. E definitivamente perdi alguns por falta de dinheiro 😦

  10. Estudar Planejamento Financeiro:
    1. Começar a investir;
      Muito #Fail. Principalmente pela falta de grana. Eu tava contando as moedas pra conseguir almoçar, então não sobrou muita coisa pra investir. Pelo contrário, tô cada vez mais afundada em dividas. HELP!

  11. Vender o carro;
    Essa meta acabou vindo por que precisava de dinheiro para viajar. Mas a Estrela da Morte não é um carro fácil de ser vendido, e quando eu fui pra NYC e não tinha conseguido vendê-lo ainda, acabei desistindo. A meta agora é trocá-lo por um modelo mais novo, por que gente, sério, quando você começa a andar de carro, é muito difícil ficar sem.

  12. Fazer uma limpeza geral:
    1. Vender coisas novas que não estou usando;
    2. Separar roupas e calçados para doação;

      Sucesso. Quase. Eu fiz a limpeza geral. Separei um monte de DVD’s e livros e vendi num sebo. Tirei um monte de roupas e calçados do guarda-roupas e doei. Mas algumas dessas coisas eu não consegui vender pra fazer uma renda extra. Acho que preciso pensar numa estratégia de marketing melhor, talvez usando o Instagram.

  13. Viagem para Nova York:
    1. Comprar celular novo;
    2. Comprar notebook;
    3. Comprar câmera;

      SUCESSO REAL! A viagem foi incrível e consegui comprar todas as coisas da minha lista e mais um pouco! Infelizmente estou endividada por causa disso até hoje. O lema “vou deixar a Pam do futuro resolver isso” nunca me fodeu tanto.

  14. Começar a planejar a saída da casa dos meus pais;
    Mais uma falha. No fim das contas eu queria sair da casa dos meus pais devido a problemas com a minha mãe. Uma vez que resolvemos nossas diferenças, essa meta acabou não fazendo tanto sentido, principalmente pra alguém com tantas dividas quanto eu.

  15. Procurar cursos:
    1. Fotografia;
    2. Captura de Vídeo;
    3. Edição de Vídeo;
    4. Roteiro;
    5. Escrita Criativa;

      Eu REALMENTE cheguei a procurar todos esses cursos. Mas fiz mesmo só o de Fotografia, que foi maravilhoso. Os outros acabaram ficando pra escanteio quando os problemas com grana começaram.

  16. Pensar em novas faculdades:
    1. Produção Audiovisual;
    2. Cinema;

      E como eu pensei hein… meus motivos para procurar outra formação era o descontentamento crescente com o meu antigo emprego, onde eu não via chance de crescimento, nem oportunidade pra começar a ganhar melhor e assim pagar minhas dividas. Nessa hora pensei em mudar de rumo. E eu realmente mudei. Mas de emprego, rs. Essas faculdades ainda estão guardadas num cantinho do meu coração, mas por enquanto to querendo fazer minha carreira publicitária dar uma virada nesse novo trabalho.

  17. Intercâmbio?
    Não em 2019. E definitivamente não em 2020. Porém, estou finalmente planejando, para as minhas férias em 2021, um intercâmbio de um mês na Nova Zelândia.

  18. Ser voluntária em alguma causa social;
    Essa foi difícil demais. Principalmente por causa do meu psicológico. Não consegui pensar em fazer os trabalhos voluntários mais básicos como: ajudar moradores de rua, ajudar crianças carentes ou ajudar com bichinhos abandonados que sofreram maus tratos. Qualquer uma dessas coisas me fazem chorar só de imaginar. Tive a ideia de me voluntariar num projeto que constrói escolas e casas para pessoas carentes e me inscrevi no projeto Magalô, mas ainda não fui convocada para ajudar 😀

  19. Manter uma rotina de cuidados comigo mesma:
    1. Cuidados com a pele diariamente;
    2. Cronograma Capilar semanalmente;
    3. Manicure semanalmente;
    4. Pedicure mensalmente;
    5. Sobrancelhas mensalmente;
    6. Depilação mensalmente;

      Normalmente mantenho com sucesso essa rotina de cuidados. Comecei a deixar um pouco de lado as coisas que vão dinheiro quando a grana apertou, mas, no geral, eu diria que essa meta foi cumprida com sucesso.

  20. Encontrar um esporte:
    1. Natação?
    2. Pilates?

      #FAIL, essa meta não rolou ano passado, mas agora em 2020 já me associei à um clube que oferece esportes por um preço mais acessível. Logo mais vou estar ocupadíssima nas minhas aulas de Boxe Chinês e Natação!

Enfim, gente! Esse foi o balanço das minhas metas de 2019. Juro que fui totalmente transparente com tudo e já estou preparando a minha lista com metas para 2020, onde várias dessas coisas que falharam vão entrar de novo e vou tentar cumprir mais uma vez.

No todo, eu sinto que sai de 2019 muito melhor do que entrei. Não foi um ano nada fácil. Levei várias pancadas na cabeça, mas saí bem mais forte. Todas as coisas ruins que me derrubaram, também me fizeram levantar mais resistente. Como diz aquela música da Kelly Clarkson “What doesn’t kill you makes you stronger“.

Então, apesar do pesares, tenho a sensação de que me tornei a melhor versão de mim mesma. Que finalmente estou indo em frente, com objetivos claros e que minha vida está andando da forma que eu quero. Agora é seguir adiante, sempre evoluindo e sendo uma pessoa melhor do que fui ontem 😀

[2019] LEITURAS DE AGOSTO

Literatura, Na Estante

Finalmente, depois de muitos e muitos meses (na real, acho que desde o início do ano) eu venho aqui escrever um post de leituras do mês cheia de orgulho.

Mesmo estando um pouco atrasada, já que esse resumão era pra ter estourado por aqui na semana passada, me sinto incrível, pois o post atrasou por ótimos motivos: EU ESTAVA OBCECADA DEMAIS LENDO PRA VIR AQUI ESCREVER!

Infelizmente vocês só vão poder saber com o que eu estava obcecada no mês que vem, quando o post de Leituras de Setembro sair 😀

O motivo de tanto orgulho vocês conferem abaixo, na lista com ONZE LIVROS lidos no mês de agosto:


1) “A Missão Traiçoeira” – Erin Beaty

Sage Fowler abandona seu posto como aprendiz de casamenteira e se envolve em uma nova missão secreta ao lado do capitão Alex Quinn no segundo volume da série O Beijo Traiçoeiro.

Depois de se provar uma espiã habilidosa e uma casamenteira estrategista, Sage Fowler passou a ocupar uma posição confortável na alta sociedade, dando aulas para as princesas do reino de Demora. Quando surge a oportunidade de participar de uma nova missão secreta, porém, Sage quer aproveitar a chance para servir ao seu reino mais uma vez — e ficar mais próxima de seu noivo, o capitão Alexander Quinn. Alex não fica nada feliz com a ideia, já que está determinado a proteger a namorada de qualquer perigo.

A insistência de Sage em fazer parte da missão faz com que eles se desentendam cada vez mais e, quando um conflito com um reino vizinho resulta em uma tragédia, os dois acabam separados. Para completar a missão de Alex — e a sua própria —, Sage precisará contar com a ajuda de aliados inesperados para sobreviver em um território inimigo e salvar o reino de Demora mais uma vez.

Se vocês se lembram bem, eu finalizei o mês de julho com a leitura de “O Beijo Traiçoeiro” e não podia deixar de encaixar logo em seguida sua sequência, já que a autora estaria na Flipop desse ano. E gente, que história apaixonante! O segundo livro não consegue superar o primeiro, até por que é difícil se equiparar depois daquele plot twist INCRÍVEL, mas a história não perde o brilho, os conflitos são outros e mesmo que seja uma continuação, acaba sendo uma história completamente diferente. Gosto que aqui os personagens são ainda mais humanizados, os perigos são mais palpáveis e o protagonismo não tá salvando ninguém de se machucar. O livro acabou e eu só sabia implorar pra Editora Seguinte pelo 3º livro da trilogia!


2) “A Caçadora de Dragões” – Kristen Ciccarelli

Primeiro volume de uma trilogia fantástica, em que dragões e humanos estão em guerra — e cabe a uma garota matar todos eles.

Quando era criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a única solução que sua mãe encontrou foi lhe contar histórias antigas, que muitos temiam ser capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz de todos os dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas — um peso que a garota ainda carrega nas costas. Agora, aos dezessete anos, ela se tornou uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir frente a seu povo. Mas a garota não vai conseguir concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma — e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.

Outro livro que passei na frente das minhas leituras, já que a autora também estaria na Flipop, e vou dizer: NÃO ME ARREPENDO NEM UM POUQUINHO! Deus do céu! A Seguinte manda bem demais nos livros, NÃO PODE SER! Mesmo estranhando um pouquinho, já que vinha de uma leitura diferente, eu fui absolutamente sugada para o Universo da Trilogia Iskari! Fiz inclusive um post no Instagram pra resumir a paixão que foi ler esse livro (se quiserem ler uma resenha completa é só acessar o link), mas em resumo: amei todas as personagens femininas fortes, o romance delicado que se desenvolve em paralelo e não sufoca em nada o plot principal: uma intricada trama política, coroada por uma rede de intrigas. Foi tanta reviravolta nessa história que acabei nem vendo os plot twists me acertando! Vi bastante gente dizendo que demorou pra engrenar a leitura e que a coisa só andou a partir da metade do livro, mas “A Caçadora de Dragões” me prendeu do começo ao fim de forma surreal. LEIAM ESSE LIVRO, AINDA POR CIMA TEM DRAGÕES E É TOTALMENTE DIFERENTE DE TUDO O QUE VOCÊS JÁ VIRAM!


3) “A Rainha Aprisionada” – Kristen Ciccarelli

No segundo volume da trilogia Iskari, uma nova heroína entra em cena para lutar pela liberdade de seu povo ― e de sua irmã ― em meio a um conflito que apenas começou. Firgaard foi governada durante décadas por um rei tirano e manipulador, capaz de condenar povos inteiros apenas para aumentar seu poder.

Depois de uma grande batalha, Asha, sua filha, conseguiu derrotá-lo. E, assim, Dax, o primogênito, assumiu o poder ao lado de Roa, sua esposa. Roa é uma forasteira vinda das savanas ― um território sob o domínio de Firgaard, que há anos é oprimido e está prestes a entrar em colapso.

O maior desejo da nova rainha, mesmo sabendo que não é bem-vinda em seu novo lar, é mudar a vida de seu povo. O que ela não esperava era encontrar uma chance de alterar o curso do destino e trazer de volta à vida sua irmã gêmea, Essie, morta quando criança em um terrível acidente. O único obstáculo? O novo rei.

Quando terminei de ler o primeiro livro da Trilogia Iskari, mesmo todo mundo me dizendo que o segundo era ainda melhor, eu não acreditei que este superaria seu antecessor. Por que sério, O PRIMEIRO É BOM DEMAIS, como esse poderia ser MELHOR QUE AQUILO? Pois amigos, saibam, É POSSÍVEL! Tem uma resenha mais completa desse livro no mesmo link do Instagram, mas de novo, vou resumir aqui: essa é uma história completamente diferente da primeira, a protagonista é outra e a trama dela, mesmo sendo mágica e fantástica, passa longe do primeiro livro. Poderia ser mais um caso de love/hate, mas é melhor do que isso. É uma história de amor, em todas as suas formas, e sobre tudo que somos capazes de fazer em nome dele. Chorei bastante com a leitura, que me fez virar a noite de tão viciante, e, inclusive, chorei nos agradecimentos. Agora só me resta ficar aqui agonizando até o ultimo livro da trilogia ser lançado aqui no BR.


4) “Confidências de uma Ex-Popular” – Ray Tavares

Da autora de Os 12 Signos de Valentina. Mais de 4 milhões de leituras no Wattpad.

Beleza, poder, popularidade. O que mais uma garota pode querer? Renata acaba de ser expulsa de sua antiga escola. Perdeu seu status, seus amigos, seu namorado e sua antiga vida de privilégios. Agora, precisa recomeçar do zero, em um rígido internato católico.

Possessa e nada disposta a construir novos laços de amizade por conta das frustrações do passado, ela se vê, de repente, perdida. Sem largar sua essência, a garota se equilibra entre lidar com o desprezo constante dos alunos do colégio, recusar as investidas do presidente de um grupo misterioso e, nesse meio, administrar seu interesse por um aluno em particular.

Será que Renata vai conseguir superar seu passado e iniciar uma nova jornada mostrando uma nova versão de si mesma – ou insistirá em seus velhos erros?

Se vocês acompanharam os posts de leituras dos meses anteriores, puderam perceber que sou só um pouquinho obcecada pela Ray Tavares. Estive esperando o lançamento desse livro (que foi baseado em “Bola na Rede”, uma história que a autora lançou lá no Wattpad) loucamente, pra poder matar minha vontade de ler coisas que ela escreve. Assim que coloquei as minhas mãos nele, lá na Flipop, com direito à autógrafos e tietagem, comecei a ler. Foi tão empolgante que também fiz uma resenha completa lá no Instagram, que vocês podem ler aqui, mas, em resumo, é um livro juvenil, revigorante e inspirador, aquela leitura fácil e leve, mas recheada de questões sociais e políticas, com personagens super representativos e cativantes! É um daqueles livros completos: tem romance, tem mistério, tem esquema de corrupção, tem comédia (por que afinal de contas foi a Ray que escreveu e ela tem o melhor senso de humor do mundo), tem lições super importantes sobre família, amizade e amor em todas as suas formas. ENTÃO APENAS LEIAM E DEEM SUPORTE PRA NOSSA LITERATURA NACIONAL MARAVILHOSA!


5) “Amor em Manhattan” – Sarah Morgan

Um romance brilhante sobre três amigas que decidem abraçar a vida – e o amor – em Nova York. Calma, competente e organizada, Paige Walker adora um desafio. Depois de passar a infância em hospitais, ela quer mais do que tudo provar seu valor – e que lugar pode ser melhor para começar sua grande aventura do que Nova York? Mas quando ela perde seu emprego dos sonhos, Paige vai descobrir que o maior desafio será ser sua própria chefe! Só que abrir sua própria empresa de organização de eventos e concierge não é nada comparado a esconder sua paixonite por Jake Romano, o melhor amigo do seu irmão e o solteiro mais cobiçado de Manhattan. Mas quando Jake faz uma excelente proposta para a empresa de Paige, a química entre eles acaba se tornando incontrolável. Será que é possível convencer o homem que não confia em ninguém a apostar em um feliz para sempre? O primeiro livro da série para ‘Nova York, com amor’ traz um enredo empolgante e divertido, com personagens superando situações inusitadas em busca do seu final feliz.

Depois de ler romances fantásticos no começo do mês e engrenar um romance juvenil com questões bem importantes, quis dar aquela arejada na cabeça com um romance super clichê e acertei em cheio com esse livro, que é o primeiro de uma trilogia, cada um do ponto de vista de um membro de um grupo de amigas. O que gostei muito nessa história: o enfoque na amizade. Além do romance de fazer calcinhas caírem, o companheirismo da protagonista com suas duas melhores amigas é demais! As três são muito diferentes uma da outra, mas de um jeito muito incrível se completam. Morri de rir com os diálogos e me identifiquei um pouquinho com cada uma delas em diversas situações. Uma coisa que não gostei muito foi a escrita da autora: parecia muito com uma fórmula de bolo meio batida e todas aquelas descrições sobre como os mocinhos tinham mãos masculinas, e cheiro masculino, e voz masculina, enfim… mais tarde descobri que ela já tinha escrito milhões de livros publicados, então relevei esse ponto. A leitura flui que é uma beleza, e apesar do clichê e de sabermos como esse tipo de leitura termina, ainda é uma delicia de ler.


6) “Pôr do Sol no Central Park” – Sarah Morgan

Após o grande sucesso do livro Amor em Manhattan, Sarah Morgan retorna às livrarias brasileiras com este novo romance da série “Para Nova York, Com Amor”, que vai aquecer seu coração.

Frankie Cole e suas duas melhores amigas inauguraram um novo negócio em Manhattan que está sendo um sucesso. Frankie é designer e ama trabalhar com paisagismo de jardins suspensos nos telhados dos arranha-céus da cidade. Entre amizades verdadeiras e um trabalho gratificante, ela tem tudo para ser feliz. Frankie nunca deu muita atenção às relações românticas, sempre preferindo focar em si e no trabalho. Ela e Matt, irmão de sua melhor amiga, se conhecem há anos, mas nunca tiveram nada além de amizade. Até que ele descobre novas coisas sobre a mulher que pensou conhecer tão bem, e decide que não quer passar mais nenhum dia longe dela. Matt sabe que Frankie se mantém segura por trás de sua barreira emocional, mas fará de tudo para superar os bloqueios e conquistá-la.

O segundo livro da trilogia mantém o ritmo do primeiro, ainda me incomodou um pouco todas as características masculinas do mocinho, principalmente por que ele é o irmão da primeira protagonista e me vi com sentimentos conflitantes sobre ele. Mas gostei de verdade da personagem principal deste livro, todas as amigas são muito bem construídas e conseguimos ver isso nos livros, mas é diferente entrar dentro da cabeça dessas personagens e descobrir suas motivações a fundo. Tem algumas diferenças de ritmo deste para o primeiro, saindo um pouco do cenário onde as amigas se matavam para fazer o novo negócio decolar (já que era muito mais um plot da Paige) e indo explorar os fantasmas do passado da Frankie, o que nos leva à viagens para fora de Nova York e passeios no parque. Ainda não sei dizer de qual dos livros eu gostei mais, por que apesar das diferenças eles têm a mesma fórmula e a gente acaba sabendo de tudo o que vai acontecer, mas é um bom passatempo.


7) “Milagre na 5ª Avenida” – Sarah Morgan

O amor chega para todos ― seja sonhando com ele ou fugindo o máximo que pode. Após Amor em Manhattan e Pôr do Sol no Central Park, Sarah Morgan volta com outra história que vai fazer você suspirar.

Eva Jordan ama tudo que envolve o Natal. Romântica incurável, ela passará as festas sozinha esse ano, mas nada destrói sua fé inabalável no amor e nas coisas boas da vida. Quando ela tem a oportunidade de decorar a casa de um escritor rico e famoso na 5ª Avenida, aceita sem pensar duas vezes.

O que Eva não esperava, no entanto, é que a casa estaria ocupada por seu recluso ― e misterioso ― dono. Lucas Blade é especialista em escrever cenas aterrorizantes, mas é o Natal que está sendo seu maior pesadelo. Há poucas semanas do prazo final de entrega de seu próximo livro, ele ainda não tem uma história ― nem mesmo um personagem principal! Além disso, o aniversário da morte de sua esposa está chegando, o que o deixa imerso em uma névoa carregada de dor e luto. Eva vive em seu planeta particular e Lucas em um mundo de dor e desconfiança. O que a vida mostra a eles é que duas pessoas diferentes podem ter mais em comum do que imaginam ― incluindo uma atração inegável um pelo outro.

O terceiro e último livro me deixou um pouco confusa sobre se foi o que eu mais gostei ou o que eu menos gostei. Achei a história mais diferente nesse, mesmo sendo aquela coisa receita de bolo que citei sobre os anteriores, o cenário é diferente, o ritmo também. Em alguns momentos eu amava a mocinha, mas em outros eu queria espancar ela. Eva é muito boazinha, claro que ela tem falhas, mas ela suportou umas coisas que pelo amor de Deus. E eu não sei se compro essa coisa de escritor recluso super sarado. Aquela questão das descrições muito masculinas dos mocinhos seguiu me incomodando demais. Neste livro senti o plot que amava sobre a amizade meio apagado. Ao mesmo tempo teve um plot twist mais interessante que os anteriores. Então assim, fiquei confusa sobre gostar ou não, porém não é um livro que vá desafiar a inteligência de ninguém, é pra ler e se distrair mesmo, vale pra dar aquela refrescada nas ideias depois de uma leitura muito complexa.


8) “F*ck Love – Louco Amor” – Tarryn Fisher

Helena Conway se apaixonou. Contra sua vontade. Perdidamente. Mas não sem motivo.Kit Isley é o oposto dela desencanado, espontâneo, alguém diferente de todos os homens que conheceu. Ele parece o seu complemento. Poderia ser tão perfeito… se Kit não fosse o namorado da sua melhor amiga. Helena deve desafiar seu coração, fazer a coisa certa e pensar nos outros. Mas ela não o faz… Tentar se afastar da pessoa amada é como tentar se afogar. Você decide fugir da vida, pulando na água, mas vai contra a natureza não buscar o ar. Seu corpo clama por oxigênio sua mente insiste que você precisa de ar. Então você acaba subindo à superfície, arfando, incapaz de negar a si mesma essa necessidade básica de ar. De amor. De desejo ardente. Você pode pensar que já viu histórias parecidas, mas nunca tão genuínas como essa. Tarryn, a escritora apaixonada por personagens reais, heroínas imperfeitas, mais uma vez entrega algo forte, pulsante, que nos faz sofrer mas também nos vicia. Depois dela, todas as outras histórias começam a parecer como contos de fadas. Se você não quer se viciar, não leia a primeira página.

Eu só tenho uma coisa pra falar desse livro: PUTA MERDA QUE VIAGEM DA PORRA! Sério, só Deus sabe o que a Tarryn Fisher usou enquanto escrevia essa história. Essa sinopse faz parecer que o livro é um passeio no parquinho, quando na verdade é um chá de ayahuasca. Logo no primeiro capítulo você já fica “espera, mas o que…?”. Depois disso é só ladeira abaixo. Vou meter um spoiler aqui, por que preciso mesmo alertar as pessoas: GENTE, A PERSONAGEM TEM UM SONHO BIZARRO COM O NAMORADO DA MELHOR AMIGA E DAI FICA OBCECADA PELO CARA! Minha filha, você é uma amiga filha da puta. Não consegui em nenhum momento compreender e ficar do lado da protagonista. Não consegui torcer por ela. Não consegui shippar ela com o cara. Em muitos momentos torci pela morte dos dois. Rolaram umas viagens muito loucas no meio da história, um novelão mexicano, uma salada toda estranha, não sei explicar… a parte boa é que o livro só é grosso por causa do tipo de papel usado na impressão e tudo acaba em menos de 300 páginas. UFA!


9) “Imperfeitos” – Lauren Layne

Será que Michael conseguirá encontrar um final feliz depois de ser rejeitado por Olivia? Uma comédia romântica surpreendente sobre como recomeços podem ser a cura para um coração partido.

Quantas vezes um mesmo coração aguenta ser despedaçado? Essa é a pergunta que atormenta Michael St. Claire, o ex-bon vivant que, após ser rejeitado por Olivia e abandonado pelo melhor amigo, deixa o glamour nova-iorquino para trás e vai trabalhar num clube de tênis numa cidadezinha no Texas. Há um motivo secreto por trás dessa escolha geográfica: é lá que se encontram seu pai biológico e seu meio-irmão, Devon, que não fazem ideia de sua existência. O que o plano de Michael não previa era conhecer Chloe, a garota mais inteligente, sarcástica e original que ele já vira. Em pouco tempo, eles se tornam grandes amigos, e quando Michael descobre que Chloe é apaixonada por Devon ele resolve que irá ajudá-la. Mas será que dois corações rejeitados conseguem, juntos, construir um recomeço? Ou irão apenas se machucar, perdidos na eterna busca por aceitação e pertencimento?

Eu tava enlouquecida pra ler esse livro desde que li os dois primeiros: “Em Pedaços” e “Como num Filme”. Odeio muito ler séries/trilogias que ainda não foram lançadas completamente no Brasil, por que daí fico doida aqui esperando os livros saírem. Mas enfim, eu amo os livros da Lauren Layne, são clichês e tal, mas são tão incríveis! Tem resenha aqui no blog de “Mais que Amigos”, que foi o primeiro livro dela que eu li e falei sobre isso: a escrita é descontraída, rápida e enxuta, a autora não perde tempo com nada que não seja necessário para a história se desenvolver, SEM ENCHEÇÃO DE LINGUIÇA, mas mesmo assim consegue fazer a gente se conectar com os personagens de uma forma surreal. Me vi torcendo por eles, rindo com eles, chorando com eles e gritando com eles. Dos três livros (tenho certeza que falei deles aqui no blog em algum dos posts de leitura do mês) essa é a protagonista que mais gostei! Chloe não é a mocinha padrão e eu amei como a história dela foi desenvolvida. Fiquei com um pouco de raivinha do Michael no final, por que detesto o empecilho de “eu não mereço ela e por isso não vamos ficar juntos”, mas daí algum defeito esse livro precisava ter. Vale a pena gente, graças a Deus esse livro foi bom e delicioso e cumpriu seus propósitos de romance água com açúcar, com um quê de comédia, ideal para ser lido em um dia frio depois da bomba ali de cima.


10) “The Chase – A Busca de Summer e Fitz” – Elle Kennedy

Bem-vinda de volta aos jogos de hóquei e às festas da Universidade Briar! No primeiro spin-off da série Amores Improváveis, conheça a apaixonante e misteriosa Summer, irmã de Dean.

Todo mundo diz que os opostos se atraem. E deve ser verdade, porque não tem nada que explique minha atração por Colin Fitzgerald. Ele não faz meu tipo e, o pior de tudo, me acha superficial. Essa visão distorcida que ele tem de mim é o primeiro ponto contra. Também não ajuda que ele seja amigo do meu irmão.

E que o cara que mora com ele tenha uma queda por mim.
E que eu tenha acabado de me mudar para a casa deles.

Mas isso não importa. Estou ocupada o bastante com uma faculdade nova, um professor que não larga do meu pé e um futuro incerto. Além do mais, Fitzy deixou bem claro que não quer nada comigo, embora tenhamos uma química de dar inveja a qualquer casal. Nunca fui de correr atrás de homem, e não vou começar agora. Então, se o meu roommate gato finalmente acordar e perceber o que está perdendo…
Ele sabe onde me encontrar.

Bom, eu não queria mais errar com livro clichê (ainda traumatizada com a bomba que foi o nº8 dessa lista), então resolvi que era hora de ler o spin-off da série “Amores Improváveis”, da Elle Kennedy, pois sou totalmente obcecada por ela e NÃO TINHA COMO “BRIAR U” SER RUIM! E gente, que delicia! Que saudades que eu tava desses romances deliciosos com jogadores de hóquei super gostosos! Amei muito essa leitura, inclusive finalizei em um dia, a escrita da Elle é completamente viciante, a Summer é uma personagem super humana e maravilhosa, que a gente só viu de relance em “Amores Improváveis” e que tem uma profundidade intensa! Adorei como ela foi construída, super forte apesar dos esteriótipos, vulnerável de um jeito inteligente e super feminista! Destaquei vários discursos dela cheios de sororidade que se encaixavam perfeitamente nas situações, sem soarem forçados. Também adorei a construção do Fitz, ele é um idiota, mas não é por mal, o personagem claramente é um nerd que não sabe como agir e não sabe o que fazer na maior parte do tempo. Quis bater na cabeça dele em muitos momentos, mas as burradas dele o fizeram completamente real. E gente, o que são as cenas eróticas desse livro? Elle Kennedy sabe escrever uma cena de sexo como ninguém, PELO AMOR DE DEUS, ler esse livro no transporte público foi um desafio. Enfim, leitura mais do que recomendada, livro com ZERO DEFEITOS!


11) “The Risk: O Dilema de Brenna e Jake” – Elle Kennedy

Todo mundo diz que eu sou uma garota má. Deve ser porque faço o que bem entendo e não estou nem aí para o que os outros pensam de mim. Apesar disso, dormir com o inimigo não faz meu tipo. Como filha do técnico de hóquei da Briar, minha vida estaria arruinada se eu me relacionasse com um jogador de um time rival.

E essa é a definição de Jake Connelly. Estrela e capitão do time de Harvard, ele é arrogante, irritante e atraente demais pra ser verdade. E o pior é que eu preciso que ele tope fingir ser meu namorado para que eu consiga meu tão sonhado estágio na HockeyNet. Mas é claro que aquele gostoso idiota não vai facilitar: para cada encontro falso… ele quer um pra valer.

O que significa que estou em apuros. Isso de ficar saindo às escondidas com Jake Connelly não tem como dar certo. Embora esteja cada vez mais difícil resistir ao desejo e ao sorriso de Jake, me recuso a me apaixonar por ele.

Esse é o único risco que eu não vou correr.

Segundo livro do spin-off “Briar U” conta a história de Brenna, a melhor amiga de Summer, ali do “The Chase”. Eu acho que fui com muita sede ao pote com esse livro. Estava esperando algo na mesma linha do primeiro, mas não foi tão apaixonante. Obviamente o livro é ótimo, as cenas eróticas são de fazer a gente ficar ofegante lendo, mas não senti muita profundidade no Jake. E também não gostei muito da Brenna e dos dilemas dela. Claro que tiveram algumas revelações sobre o passado dela mais pro final que fazem total sentido nas ações da personagem, mas mesmo assim não consegui me identificar com ela o tanto que me identifiquei com a Summer, por exemplo. E, como sempre digo, esse é o problema com as expectativas: a gente sempre quebra a cara. Tenho certeza que eu teria achado o livro perfeito se não tivesse lido “The Chase” primeiro. Mas de todo jeito a história é muito bem orquestrada, adoro a relação dos personagens desse Universo, adoro as interações entre eles, os diálogos, é tudo muito verdadeiro e deixa a gente com vontade de virar amigo deles. Fora as cenas de sexo, eu já falei delas? Enfim, vale a leitura com certeza. Fico agora no aguardo do terceiro livro, “The Play”, que tem lançamento previsto pra outubro deste ano lá nos States. Vamos orar pra Paralela lançar logo por aqui!


Ufaaaa, acabou!

Ainda não bati o recorde de leituras por mês no ano, a coroa ainda é do mês de fevereiro, com 12 livros lidos, mas gente, eu cheguei muito perto em agosto! Finalmente voltei ao meu ritmo insano de leitura, aquele que perdi durante as férias e a sensação é maravilhosa.

Estou trabalhando firmemente pra bater o recorde agora em setembro, já adianto que nessa primeira semana consegui finalizei a leitura de 7 títulos 😀 então esperam um post bem recheado no mês que vem!

Agora me contem aqui nos comentários o que vocês andam lendo 😉

Cuidado com o Golpe no Mercado Livre

Eu Mesma

Neste final de semana resolvi fazer um anúncio no Mercado Livre pra vender meu antigo celular. Escolhi o site com uma falsa ilusão de segurança, já que eles utilizam como meio de pagamento o MercadoPago, que permite que os vendedores e os compradores tenham mais segurança e garantia na hora de comprar e vender produtos.

E teoricamente esse meio de pagamento é realmente super seguro. Porém, como bandido sempre dá um jeito, eis que estão se utilizando do seu e-mail, e até do seu número de WhatsApp, para enviar falsos comprovantes de pagamento, alegando terem efetuado a compra dentro da plataforma do Mercado Livre.

Importante salientar aqui que o Mercado Livre não tem nada a ver com isso. A plataforma deles é SIM segura, porém aquela pessoa que nunca vendeu nada por lá, o famoso marinheiro de primeira viagem, que não conhece bem o processo de como as coisas são feitas, acaba se tornando um alvo bem fácil na mão dos malfeitores.

Vou contar pra vocês a experiência bizarra que tive nesse fim de semana. Não querendo fazer escarcéu nem nada, mas só pra contar para as pessoas que isto está acontecendo, já que muitas podem não ter a mesma sorte de perceber o golpe. Então esse post é mais um alerta, pra blindar quem quer que seja contra esse golpe.

Bom gente, como disse no começo do texto, fiz um anúncio para tentar vender meu celular no Mercado Livre (inclusive quem tiver interesse, o link é esse :D), imaginando ser mais seguro e ainda ter a opção de parcelar no cartão de crédito. Era sábado à noite, então qual não foi a minha surpresa quando, meia hora após publicar o anúncio, recebi um e-mail de “PARABÉNS, VOCÊ VENDEU!”.

Na hora nem deu tempo de suspeitar da veracidade daquilo, já que, convenhamos, as coisas não estão nada fáceis ultimamente e ninguém ta comprando nada de ninguém, ainda mais assim tão rápido. Mas naquele momento eu fiquei tão feliz de ter conseguido vender o celular que só sai pulando pela casa e organizando uma caixa com todos os itens que anunciei.

GENTE, OLHA QUE PERIGO! Eu nem pensei muito, tava pronta pra basicamente entregar meu celular pros bandidos! Vou colar aqui a imagem do e-mail que recebi, nessa imagem vou destacar o destinatário, que é o melhor jeito de você perceber que trata-se de UM GOLPE.

O primeiro alerta é esse endereço de e-mail. O e-mail oficial do Mercado Livre é “@mercadolivre.com.br“, percebam que esse termina com “@mercadolivreBR.ORG“. Mas, à primeira vista, quem vai olhar endereço de e-mail quando aparece na sua caixa de entrada bem grande MERCADO LIVRE? Além disso, os e-mails são esteticamente profissionais, com todos os dados que você puder imaginar, bem configurados, tem cara de COISA OFICIAL.

O segundo alerta, foi algo que apareceu logo abaixo das informações de pagamento. A retirada do produto seria feita via Uber. Eles pagariam um carro pra ir até a minha casa e retirar o meu produto. Pessoal, NÃO EXISTE parceria do Mercado Livre com a Uber para envio/entrega de produtos. As entregas e envio são feitas pelo correio, ou em mãos, se você tiver deixado essa opção ativa, coisa que eu não deixei.

O terceiro alerta foi que, nas instruções no final do e-mail, eles pedem para que você pause o seu anúncio. NÃO PAUSEM OS SEUS ANÚNCIOS. Assim que você fizer isso ele vai “sair do ar”. Isso me deixou com a pulga atrás da orelha, pois se o anúncio não estava mais no ar, como é que eu ia visualizar as informações de pagamento dentro da plataforma do Mercado Livre?

Pior de tudo, dentro do Mercado Livre, lá no seu anúncio, a tal pessoa te manda diversas mensagens pedindo para que você verifique no seu e-mail se chegou o comprovante de pagamento. Pedindo para que você pause o seu anúncio, no maior desespero, sem nenhuma educação ou respeito pelas regras básicas de gramática do nosso português.

Infelizmente vou ficar devendo esses prints pra vocês, pois quando não caí no golpe, essas perguntas foram misteriosamente apagadas do meu anúncio.

A coisa toda não para por ai. Você ainda vai receber mais um e-mail, pedindo que passe seus dados bancários, Banco, Conta Corrente, Agência, CPF. Nem preciso dizer pra você não dividir essas informações, né?

Foi só quando recebi esse e-mail que comecei a desconfiar. E não foi por que estavam pedindo os meus dados bancários, mas sim por que estava aparecendo um outro nome de comprador. E então notei o endereço de e-mail:

O servidor de e-mail era totalmente diferente do primeiro.

Como fiquei com a pulga atrás da orelha, já fui pesquisar no Google sobre como era o processo de compra e venda no Mercado Livre. Infelizmente não achei nenhum passo-a-passo de como isso funcionaria na prática, daí resolvi procurar sobre golpes. E foi quando encontrei essa matéria do TechTudo e TIVE CERTEZA.

Então sim, amigos. Haviam duas pessoas tentando me dar um golpe e roubar meu celular. E se não fosse por isso, por esse segundo comprador, se eu tivesse pausado o meu anúncio depois do primeiro e-mail, provavelmente eu não teria descoberto que era um golpe, por que não teria recebido esse segundo, que me fez ficar bem alerta. Eles te pedem pra pausar o anúncio justamente para que não apareça outra pessoa para “comprar” o seu produto.

Eu ainda recebi a mensagem acima no meu celular, mas não me dignei a responder. Percebam que esse número ainda está ativo, e provavelmente dando golpes por ai em outras pessoas. Eles vão tentar entrar em contato com você por e-mail e por celular, pedir para pausar anúncio, enviar seu endereço e seus dados para que possam buscar os seus produtos com Uber.

Gente, sob nenhuma circunstância negocie qualquer produto que vocês anunciaram no Mercado Livre pelo seu e-mail ou WhatsApp. Qualquer negociação deve ser feita pela plataforma. Não acredite em nenhum comprovante de pagamento que enviem pro e-mail de vocês. É preciso que essa informação de venda apareça no próprio site do Mercado Livre, se não aparecer nada na plataforma então É GOLPE.

No domingo ainda recebi uma terceira tentativa de golpe, com outro nome de comprador e outro endereço de e-mail, esse tão porco que o servidor é o do Gmail:

Então assim, está acontecendo e com uma frequência absurda. Por isso fiquem espertos e alertem as outras pessoas. Eu não sei se existe alguma medida legal que a gente possa tomar quanto a esses golpistas. Se existe uma forma de rastrear os e-mails ou mensagens, ou mesmo se isso está previsto dentro da lei.

Mas o que podemos fazer com certeza é alertar o maior número de pessoas possível para que não caiam nesse golpe.

Se vocês tiverem qualquer dúvida ou pergunta sobre essa cachorrada toda que quase aconteceu comigo, os comentários deste post estão abertos e eu vou responder todos com o maior prazer 😀

Estreias da Semana (08/08/2019)

Cinema, Nas Telonas

Quinta-feira é dia de virada na programação dos cinemas brasileiros e também das estreias de novos filmes em território nacional. E essa semana está recheada de lançamentos, com filme pra todos os gostos:


Meu Amigo Enzo

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 1h 49min
Gênero: Drama
Direção: Simon Curtis

Denny Swift (Milo Ventimiglia) é um piloto de corridas arrojado, com um talento especial para dirigir sob chuva. Um dia, ao ir para o trabalho, encontra um filhote de cachorro que decide adotar. Ele ganha o nome de Enzo, em homenagem ao criador da Ferrari, e passa a acompanhá-lo em todo lugar que vá, ganhando um apreço especial pela adrenalina das corridas, seja ao assisti-las ao vivo ou pela televisão. Com o passar dos anos, a amizade entre Denny e Enzo sofre profundas mudanças quando o piloto conhece, e se apaixona, por Eve (Amanda Seyfried).


Histórias Assustadoras para Contar no Escuro

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 1h 51min
Gênero: Terror
Direção: André Øvredal

A cidade de Mill Valley é assombrada há décadas pelos mistérios envolvendo o casarão da família Bellows. Em 1968, a jovem Sarah (Kathleen Pollard), uma garota problemática que mantinha um relacionamento ruim com os pais, foi ao porão para escrever um livro repleto de histórias macabras. Décadas mais tarde, um grupo de adolescentes descobre o livro e passa a investigar o passado de Sarah. No entanto, as histórias do livro começam a se tornar reais.


Voando Alto

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 1h 30min
Gênero: Animação, Família, Aventura
Direção: Andrea Block, Christian Haas

O pequeno Manou passou sua vida inteira acreditando que era uma gaivota, quando na realidade ele é filho de um casal de andorinhas. Enquanto tenta aprender a voar, ele percebe que nunca será capaz de alçar grandes voos e foge de casa. Mas quando os animais correm perigo de vida devido a uma nova ameaça, só ele será capaz de salvar o dia.


Simonal

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 1h 45min
Gênero: Drama, Biografia, Musical
Direção: Leonardo Domingues

Dono de voz marcante, carisma encantador e charme irresistível, Wilson Simonal (Fabrício Boliveira) nasceu para ser uma das maiores vozes de todos os tempos da música brasileira. No entanto, após anos de sucesso conquistado com muito trabalho, suas finanças descontroladas o levam a, num rompante de ignorância, tomar decisões que marcarão para sempre sua carreira.


Rainhas do Crime

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 1h 42min
Gênero: Drama, Policial, Suspense
Direção: Andrea Berloff

Nova York, janeiro de 1978. Kathy (Melissa McCarthy), Ruby (Tiffany Haddish) e Claire (Elisabeth Moss) são casadas com mafiosos irlandeses, que comandam os negócios em Hell’s Kitchen. Quando eles são presos pela polícia, o trio fica a mercê de Little Jackie (Myk Watford), o novo chefão local, que se recusa a lhes dar o dinheiro necessário para seu sustento. Com isso, Kathy, Ruby e Claire decidem unir forças para criar sua própria “família”, oferecendo apoio e proteção a pequenos comerciantes locais. Com o tempo, o poder das mulheres cresce ao ponto não só de incomodar Little Jackie, mas também chamar a atenção da máfia italiana.


Não Mexa com Ela

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 1h 32min
Gênero: Drama
Direção: Michal Aviad

Orna (Liron Ben Shlush) é mãe de três filhos pequenos e está passando por dificuldades financeiras, com o restaurante do seu marido quase sem dar lucro. Quando ela consegue um emprego de assistente em uma luxuosa imobiliária, parece que sua sorte vai mudar, mas conforme ela cresce dentro da empresa ela se torna alvo de assédio de seu chefe, Benny (Menashe Noy), que efetua desde comentários sobre sua roupa e cabelo até agressivas sugestões.


O Amigo do Rei

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 2h 22min
Gênero: Documentário
Direção: André D’Elia

Misturando-se entre o documental e o ficcional, o maior crime ambiental da história do Brasil é explorado através de suas mais variadas perspectivas. Tratando do rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, Minas Gerais, o deputado federal Rey Naldo (Luciano Chirolli) mostra ao Congresso Nacional como a política e a mineração se relacionam de maneira íntima.


Mulheres Armadas, Homens na Lata

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 1h 28min
Gênero: Comédia
Direção: Allan Mauduit

Sem trabalho ou diploma, Sandra, ex-Miss Pas-de-Calais, volta a morar com a mãe no sul da França, depois de 15 anos na Côte d’Azur. Contratada na fábrica de conservas local, ela rejeita constantemente o assédio sexual de seu chefe e acaba matando-o acidentalmente quando tenta se defender. A primeira reação de Sandra e suas amigas da empresa, que presenciam o crime, é chamar socorro. Quando elas descobrem uma mala cheia de dinheiro no armário do homem morto, o jogo muda e elas decidem ficar com a fortuna a qualquer preço.


Leste Oeste

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 1h 26min
Gênero: Drama
Direção: Rodrigo Grota

Ezequiel (Felipe Kannenberg) é um ex-piloto que vive há 15 anos longe de sua cidade natal. Depois de todo esse tempo, ele decide voltar para disputar sua última corrida. Lá ele vai ter que enfrentar alguns personagens de seu passado, como seu antigo affair, Stela (Simone Iliescu), e também Ângelo (José Maschio), o patriarca da família. Ele também vai cruzar com Pedro (Bruno Silva), um jovem de 16 anos que sonha em pilotar.


Rafiki

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 1h 22min
Gênero: Drama
Direção: Wanuri Kahiu

Kena (Samantha Mugatsia) e Ziki (Sheila Munyiva) são grandes amigas e, embora suas famílias sejam rivais políticas, as duas continuaram juntas ao longo dos anos, apoiando uma a outra na batalha pela conquistas de seus sonhos. A relação de amizade transforma-se em um romance que passa a afetar a rotina da comunidade conservadora em que vivem. As jovens terão que escolher entre experienciar o amor que partilham, ou se distanciar em função de uma vida segura.


Vermelho Sol

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 1h 49min
Gênero: Suspense, Drama
Direção: Benjamín Naishtat

Claudio é um advogado de meia idade que vive uma vida calma e confortável com sua esposa em uma pequena cidade da Argentina da década de 1970. Quando um detetive particular aparece na sua cidade determinado em localizar um estranho com quem ele brigou meses atrás em um restaurante, seu mundo é virado de cabeça para baixo.


My Hero Academia – Dois Heróis

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 1h 36min
Gênero: Animação, Ação, Aventura
Direção: Kenji Nagasaki

Deku e All Might são convidados para a principal exposição mundial de habilidades de Quirk e inovações tecnológicas de heróis: a I-Expo. Lá, Deku conhece Melissa, uma garota que é Quirkless assim como ele já foi. Tudo ia bem, quando o sistema de segurança do evento é hackeado por vilões e a sociedade, ameaçada.


Retrato do Amor

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 1h 49min
Gênero: Romance, Drama
Direção: Ritesh Batra

Pressionado por sua família a se casar o mais rápido possível, um determinado fotógrafo de Mumbai convence uma tímida estranha a fingir ser a sua noiva durante a visita da avó. Apesar da relutância, ela aceita a proposta e os dois desenvolvem um laço totalmente inesperado.


Fourteen

Lançamento: 8 de agosto de 2019
Duração: 1h 34min
Gênero: Drama
Direção: Dan Sallitt

Durante o curso de uma década, uma jovem moça torna-se cada vez mais debilitada e disfuncional devido a uma doença mental impossível de ser diagnosticada com clareza. Enquanto as pessoas mais distantes desconfiam que o problema tenha outras raízes, seus amigos mais próximos e familiares procuram as melhores formas para ajudá-la sem danificar seu cotidiano.


E aí, pessoal? O que pretendem ver nos cinemas essa semana?

Me contem aqui nos comentários 😉