O Retorno Militudo de “Supergirl”

Na TV

Exibida pela CW, a série baseada nos quadrinhos da personagem kryptoniana, “Supergirl”, retornou às telas americanas no dia 14 de outubro e iniciou seu 4º ano em grande estilo e com um tema pra lá de importante.

É engraçado eu ter ficado tão impactada com esse retorno, já que “Supergirl” sempre foi a série do Arrowverse que eu menos gostava… aquela mais fraquinha, deixada pra trás até por “Legends of Tomorrow”, porém nunca deixei de assistir. O show sempre teve uma qualidade que me prende, mesmo nas temporadas mais arrastadas.

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Neste novo ano o inimigo da “Supergirl” não é um vilão qualquer, fácil de liquidar. Desta vez nossa heroína vai ter que enfrentar o ódio de pessoas normais, mães e pais de família, “vilões” que não são essencialmente maus.

A série começa a abordar a xenofobia e os fatores que a desencadeiam, como fascismo, através de uma metáfora muito bem trabalhada: o ódio contra os imigrantes alienígenas buscando anistia na Terra. E esse assunto da intolerância é TÃO importante e se aplica demais à situação atual, não só do Brasil, mas do mundo.

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O interessante é que a Kara, até metade do primeiro episódio, parece só olhar para o próprio umbigo, já que não passou pelos preconceitos que outros alienígenas passaram e ainda passam. Claramente a nossa heroína representa aquela turma que faz parte da minoria, mas é coberta de privilégio e só enxerga o que de fato acontece depois de um choque de realidade.

A Kara não enxergar essa intolerância é exatamente o problema do mundo atualmente. Pra ela é muito fácil dizer que não sofre esse preconceito sendo idêntica à um ser humano, e ainda por cima loira linda e adorada por toda a população da Terra. Ela demora à entender a situação atual e os crimes de ódio cometidos contra os alienígenas, chegando inclusive à uma discussão acalorada com J’onn J’onzz, personagem que está totalmente engajado na defesa dessas minorias.

Parece muito com tudo o que estamos vendo atualmente na nossa sociedade, não?

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Foi tão real e esmagadora a forma que trataram o preconceito contra os alienígenas, fazendo um paralelo gritante com a forma que os estadunidenses tratam os imigrantes. E na forma como os próprios brasileiros têm tratado alguns refugiados e algumas das minorias presentes na nossa sociedade.

Quando a Supergirl finalmente acorda para a realidade, o choque é grande, e é aquela sensação que todos temos aqui no peito:

“Pensar que há tanta raiva lá fora, eu não quero acreditar. Pensei que esse país, que nós tínhamos melhorado. Lutar contra algo tão vasto, unir um mundo tão dividido… é esmagador.”

Outro fator importantíssimo, que veio pra cimentar a posição da série à respeito de todas as minorias, foi a adição de uma atriz trans no elenco desta temporada.

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Nicole Maines interpreta Nia Nal, uma jovem jornalista transsexual, também conhecida como a heroína Dreamer. A personagem comenta durante o segundo episódio como já sofreu com o preconceito e hoje se posiciona em defesa dos alienígenas.

O lema “Earth First”, utilizado pelos “vilões” dessa temporada, pode ser sim uma referência ao “America First” de Donald Trump, mas também não deixa de ser uma referência ao “Brasil acima de tudo” que preencheu nossos ouvidos nos últimos meses.

Mais didático que isso impossível, obrigado por esse plot Greg Berlanti.

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Enfim, é sempre certo que quando envolve política, quase todos acabam apoiando algum lado e a maioria se tornando extremamente cega sobre o contexto da sociedade! “Supergirl” está de parabéns por tratar dessa temática de forma tão genuína, sem perder os princípios da série.

Você não precisa amar/gostar de todas as pessoas, mas você precisa respeitá-las.

Combate ao preconceito sempre.

Obrigada, “Supergirl”!

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“Estilhaça-me”

Literatura, Na Estante

A resenha de hoje vem lá o fundo do meu bau, ou da minha estante, e vai falar de um dos livros distópicos mais apaixonantes que já li!

Encantador, poético e vertiginoso são apenas alguns adjetivos que uso para me referir à “Estilhaça-me”, de Tahereh Mafi.

Como todos sabem, ou não, tenho um enorme fraco por romances distópicos que costumam ser mais platônicos que qualquer outra coisa. Normalmente se passando em sociedades opressoras, onde um simples toque é um crime, e o amor proibido dos protagonistas te faz devorar páginas e mais páginas sem se dar conta do tempo. Esses romances me conquistam e fazem meu coração doer, mesmo sendo muito parecidos entre eles, com elementos já conhecidos, eles têm suas diferenças e características que os fazem únicos.

No romance de Tahereh Mafi, Juliette não toca alguém há exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez (que foi por acidente) foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas o Restabelecimento tem planos para ela. Planos para usá-la como arma. E Juliette tem seus planos. Após uma vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez — e para obter um futuro com o único garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.

Acho que o que faz de “Estilhaça-me” um romance único é o jeito com que Tahereh Mafi escreve. Nunca li nada parecido. No começo pareceu confuso, mas a partir do momento em que você entra no embalo das frases e sentenças tudo parece fazer mais sentido, fluir melhor, soa mais verdadeiro. É como se você estivesse sob pele da protagonista, com as emoções a flor da pele. Não acho que algum dia uma personagem tenha sido tão desnudada aos olhos do leitor quanto Juliette Ferrars foi nesse primeiro romance da autora.

A história se passa num futuro não muito distante, onde a Terra está morrendo, arrasada e devastada pela inconsequência do homem. As nuvens são das cores erradas, os pássaros não voam mais, os animais estão doentes e a população está morrendo de fome, sendo controlada pel’O Restabelecimento, que prometeu fazer a sociedade voltar a ser o que era antes.

Não é surpresa nenhuma quando tudo o que O Restabelecimento faz é oprimir os cidadãos, matar os fortes demais para uma rebelião, desprezar idosos e crianças. Vamos conhecendo essa realidade no decorrer do livro, morrendo de curiosidade para saber mais e descobrir o que aconteceu, já que a protagonista (nossos olhos e ouvidos nessa história) está presa em um manicômio há cerca de 3 anos e há 264 dias não toca ninguém.

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Juliette é uma garota de 17 anos, e um dos únicos personagens essencialmente bons a quem me afeiçoei. Normalmente tenho uma queda por personagens com desvios de caráter e os bonzinhos demais chegam a me irritar. Mas foi diferente com a mocinha de Tahereh Mafi, talvez por causa de seu dom, que me lembrou tanto a minha personagem favorita dos X-Men, que foi impossível não gostar.

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O toque de Juliette é letal, até mesmo fatal. Seus próprios pais lhe viraram as costas e ela sempre sofreu com o preconceito e a culpa de ser quem é. No inicio da trama é possível pensar que a personagem tenha até enlouquecido durante os anos de confinamento. A repetição de palavras, uma atrás da outra, as sentenças riscadas, o querer e não poder querer, ela é um livro aberto para o leitor, insana e esquecida de quem é. Pelo menos até ganhar um colega de cela, que faz perguntas demais e não responde nenhuma das dela.

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Adam é um garoto que deve ter a idade dela, com tatuagens nos braços, olhos profundamente azuis e um sorriso fácil. O motivo de ele estar ali é um mistério e não sei dizer se é por que vemos tudo pelos olhos de Juliette (e tudo com ela é tão intenso e real que você acaba assimilando suas emoções), mas simplesmente não tem como não se apaixonar por ele.

E como dito anteriormente, costumo ter um fraco por personagens com desvios de caráter. Nesse livro não é diferente. Nosso vilão é o líder do Setor 45, que têm uma obsessão por Juliette e pelo poder dela. Apesar de ter apenas 19 anos, Warner é implacável, gosta de poder e está disposto a tudo para obtê-lo e mantê-lo. Ele pode ser bem desprezível, mas vou confessar, gostei muito dele.

Outra coisa que também gostei muito nesse livro é o crescimento da personagem principal. Conforme a história evolui, a própria Juliette evolui também. Conforme ela vai ficando mais sã as frases riscadas vão ficando mais raras no decorrer das páginas. Há verdade em seus pensamentos sobre si mesma, sobre as situações em que ela se encontra, sobre Adam e até mesmo sobre Warner.

Este primeiro livro fecha um ciclo de autoconhecimento para Juliette e nos dá um formidável gancho para a continuação, “Liberta-me”. Antes deste, ainda temos um e-book do ponto de vista de Warner, uma espécie de “1.5” intitulado “Destrua-me”, e disponibilizado gratuitamente. E esse e-book, juro, mexeu com todos os meus feelings em relação ao vilão que adorava odiar e agora adoro amar!

Além de “Liberta-me” a série ainda conta com “Incendeia-me”, o 3º livro, e um e-book com o ponto de vista de Adam, o “2,5”, “Fragmenta-me”.

Essa ano a autora resolveu ressuscitar a série com uma nova trilogia. O 4º livro, “Restaura-me”, foi lançado aqui no Brasil pela Universo dos Livros, e a Tahereh já divulgou a capa do 5º volume, “Shadow Me”, que deve ser lançado em março de 2019 nos Estados Unidos.

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Sinceramente, eu ainda não tenho certeza se quero ler essa segunda trilogia. Sou terrivelmente traumatizada com “segundas trilogias” (obrigada por isso, Cassie Clare), e li algumas resenhas bem negativas sobre “Restaura-me”.

Enfim, quem aí já leu “Estilhaça-me”? O que acharam?

Me contem aqui nos comentários 😉

“Mensageira da Sorte”

Literatura, Na Estante

Eu ando extremamente preocupada com todos os desastres políticos pelo qual nosso país vem passando nas últimas semanas… acho que nunca estive tão engajada com uma eleição como estou nesse 2018, do tipo que não consegue nem dormir direito e tem pesadelos, entre outras coisas.

A literatura pra mim sempre foi um escape, e nesse show de horrores em que o Brasil se transformou, não podia existir melhor fuga do que um bom livro, e eu não poderia ter escolhido um título melhor pra me ajudar a espairecer nessa semana sombria!

Mensageira da Sorte” é o primeiro romance nacional publicado pela Plataforma21, um selo da V&R Editoras, e foi escrito por ninguém mais, ninguém menos que Fernanda Nia.

E se vocês nunca ouviram falar dessa autora maravilhosa, vem comigo que conto tudo!

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A Fernanda Nia mora no Rio de Janeiro e se formou em Publicidade e Propaganda pela ESPM. No último período da faculdade, criou o site de tirinhas “Como eu realmente” como forma de extravasar a sua criatividade. Por causa da boa recepção do público, mantém até hoje o portal com o compromisso de postar duas tirinhas inéditas por semana, e em 2014 conquistou uma série de livros publicados pela Editora Nemo.

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Além de autora, é também publicitária, ilustra e cria conteúdo para outros projetos do mercado editorial e publicitário, ou para clientes em geral. E nesse ano ela lançou seu primeiro romance YA, o “Mensageira da Sorte“:

A SORTE É IMPREVISÍVEL.

Em pleno Carnaval carioca, durante uma confusão em um protesto contra a AlCorp – uma corporação que controla o preço dos alimentos e medicamentos no país – Cassandra Lira, ou Sam, passa a ser uma mensageira temporária no Departamento de Correção de Sorte (DCS), uma organização extranatural secreta incumbida de nivelar o azar na vida das pessoas. 

Para manter esse equilíbrio, os mensageiros devem distribuir presságios de sorte ou azar para alguns escolhidos. O primeiro “cliente” de Sam é justamente o seu vizinho e colega de classe, Leandro. O garoto é um youtuber em ascensão e a ajuda dela, na forma de uma mensagem sobre nada menos que paçocas, impulsiona Leandro a fazer um vídeo que o levará para o auge da fama. O que Sam não sabe é que o rapaz também é um ávido participante dos protestos contra os abusos da AlCorp, comprometido a expô-los em seu canal, independentemente dos riscos que possa correr, e a garota se vê obrigada a usar a sorte do DCS para protegê-lo. 

Mesmo que não entenda por que foi escolhida para trabalhar para o Destino, logo ela se vê no meio de uma rede de intriga, corrupção e poder. 

Ainda lidando com a culpa pela morte do próprio pai e com seus sentimentos por Leandro, Sam embarcará na jornada de desmascarar a quadrilha que está deteriorando o sistema da Justiça, tanto a natural quanto a extranatural, e fazer com que a balança do Destino se equilibre outra vez.

Gente, primeiramente eu queria dizer que conheci a Fernanda na Bienal do Livro desse ano, inclusive menciono ela nesse post aqui. O engraçado é que eu não fazia ideia de quem ela era ou sobre o que se tratava seu livro. E agora só queria agradecer a Nicole com todas as minhas forças por ter insistido pra eu ficar na fila de autógrafos com ela e consequentemente adquirir meu “Mensageira da Sorte” e conhecer a autora no evento, por que essa história foi uma das melhores que eu li em 2018!

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Segundamente, a escrita leve e divertida da Fernanda te prende desde o primeiro paragrafo! Eu fiquei totalmente envolvida com a história logo de cara, apaixonada por todos os personagens, que inclusive são muito bem construídos, com características únicas e marcantes. Existe aquela coerência e fidelidade a si mesmos, que alguns autores as vezes esquecem de colocar nos personagens em nome das conveniências da história.

Também adorei toda a diversidade étnica presente no livro, e o fato das mulheres serem muito empoderadas! Quero destacar aqui a Ivana e a Cecilia, QUE GUERREIRAS, meus amigos! Amei a personalidade de cada uma delas, sua força interior e sua confiança nas próprias crenças. Essas duas lutaram pelo que acreditavam até o fim.

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O casal principal também é só amor. Ambos, Sam e Leandro, têm seus demônios para lidar e cada um lida de um jeito totalmente diferente. Enquanto Sam se fecha em si mesma, Leandro se esconde atrás de piadas e um humor ácido. Existe uma dinâmica perfeita entre os dois, que conseguem ser fofos sem serem melosos. Os dois são bons e lutam pelo que é certo sem parecer aqueles protagonistas chatinhos, que nunca tem um pensamento ruim, ou nunca erram.

Inclusive, Sam entrou pra minha lista de mocinhas favoritas. Ela é a heroína, apesar de seus medos, inseguranças e limitações, é quem corre pra salvar os amigos, não a princesa na torre esperando o resgate.

O romance é um ponto muito bem abordado no livro. Não está em primeiro plano e não é aquela coisa forçada, sendo jogada na nossa cara a cada página. As coisas se desenvolvem num ritmo perfeito, tá ali num plano de fundo, acompanhando os plots principais, que são a missão da Sam como Mensageira Estagiária do DCS e todo o esquema de corrupção da Alcorp e os protestos.

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Outra coisa executada com maestria por Fernanda Nia em “Mensageira da Sorte” são as piadas, o humor sarcástico e todas as referências nerds inseridas de forma muito elegante na história. Perdi as contas de quantas gargalhadas dei durante a leitura e de quantas referências me empolgaram entre os capítulos.

Agora, apesar do tom leve, a história trata de alguns assuntos mais delicados, como: a morte de entes queridos, depressão, opressão social, corrupção e a luta pelos direitos da população. Existem diversos momentos em que somos convidados a refletir sobre a vida, sobre o bem e o mal e sobre como nada é assim preto no branco, que existem milhares de tons de cinza misturados e como é muito fácil apontar o dedo e criticar as atitudes das pessoas sem conhecer a história completa.

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Acho que o que eu mais gostei em “Mensageira da Sorte” foi o fato de os vilões terem motivações plausíveis. Apesar de se tratar de um YA com um pézinho lá no sobrenatural, os personagens são tremendamente reais, bem gente como a gente, inclusive os vilões! Suas atitudes não são motivadas apenas pela maldade em seus corações e a vontade de dominar o mundo! Todo mundo chegou onde chegou devido à escolhas difíceis e movidos por sentimentos bem legítimos.

Essa história foi tão real que, quando terminei o livro, fiquei esperando um Mensageiro vir me trazer um presságio de sorte pra equilibrar a minha balança, que ta pendendo ridiculamente pro lado do azar. Como diria um amigo meu, parece que a Sorte olha pra mim e desvia, então alô, Mensageiros da Sorte, tá na hora de me ajudar aqui!

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Enfim, “Mensageira da Sorte” é um livro completo! Possui ação, aventura, mistério, comédia e romance na medida certa. É um livro leve, perfeito pra se desintoxicar daquela leitura mais pesada, ou sair da fossa naquela semana mais tenebrosa, e, apesar disso, ainda te faz refletir muito sobre as coisas importantes da vida, sobre solidariedade, sobre certo e errado e sobre felicidade e finais felizes.

E não posso deixar de exaltar essa capa maravilhosa, com detalhes incríveis que fazem alusão à peças importantíssimas dessa história! A diagramação da Plataforma21 também é de fazer chorar de tão bonita! Amei que o livro tem aquelas páginas mais amarelinhas e com uma gramatura bem leve, parecida com a de jornal.

Pra finalizar, fica aqui esse pequeno quote do livro, um dos meus favoritos:

“Não existem finais felizes. Felicidade é uma busca constante”

E ai gente, bateu aquela vontade de ler “Mensageira da Sorte”?

Pra quem já leu, me conta aqui nos comentários o que achou 😉

“Venom”

Cinema, Nas Telonas

Semana passada chegou aos cinemas BR a tão aguardada adaptação do filme encabeçado pelo clássico vilão dos quadrinhos do Homem-Aranha: “Venom”.

Esculachado pela crítica em suas sessões de teste e pré-estreias, e até mesmo comparado à fiascos como “Mulher-Gato” (2004) e “Quarteto Fantástico” (2015), o longa não é assim tão ruim, inclusive achei “legalzinho”, aquele filme meio “Temperatura Máxima”, que não é terrível, mas está bem longe de empolgar.

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Girando em torno do famoso jornalista Eddie Brock, o longa não faz nenhum tipo de referência ao Cabeça de Teia, inclusive, no meu entendimento, parece se passar em um Universo Paralelo, que nem conta com a existência do Teioso.

Imagino que talvez essa tenha sido a intenção da Sony depois das negociações de cessão de direitos do Homem-Aranha com a Marvel. Eles não deixam exatamente claro que o filme se passa em um outro universo, meio que jogando aquele verde pra ver se conseguem se encaixar dentro do MCU caso a oportunidade surja.

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Fica muito claro que o estúdio não quer perder uma franquia nesse nicho de super-heróis, que faz tanto sucesso no mercado cinematográfico atualmente, e depois de sucessos como “Deadpool” e “Logan”, enxergaram em “Venom” sua grande oportunidade de abocanhar aquela fatia de mercado destinada aos anti-heróis, e cair no gosto do público com um filme mais adulto e mais violento.

E teria sido ótimo, se não tivessem cagado legal no pau, já que o filme não tem nada de adulto e muito menos de violência.

San Francisco, Estados Unidos. Eddie Brock (Tom Hardy) é um jornalista investigativo, que tem um quadro próprio em uma emissora local. Um dia, ele é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), o criador da Fundação Vida, que tem investido bastante em missões espaciais de forma a encontrar possíveis usos medicinais para a humanidade. Após acessar um documento sigiloso enviado à sua namorada, a advogada Anne Weying (Michelle Williams), Brock descobre que Drake tem feito experimentos científicos em humanos. Ele resolve denunciar esta situação durante a entrevista, o que faz com que seja demitido. Seis meses depois, o ainda desempregado Brock é procurado pela dra. Dora Skirth (Jenny Slate) com uma denúncia: Drake estaria usando simbiontes alienígenas em testes com humanos, muitos deles mortos como cobaias.

Primeiramente, pra dar aquela reduzida safada na classificação etária do filme, e conseguir levar um maior publico composto por adolescentes aos cinemas, o estúdio cortou praticamente todas as cenas “violentas” do longa. Existe, claro, uma menção à violência, que nunca é mostrada. Por exemplo: mal me lembro de ver sangue na tela de cinema, mesmo depois do Venom sair devorando cabeças por aí.

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O ritmo é lento. Parece que o primeiro ato, aquele de apresentação dos personagens, acaba invadindo pelo menos metade do ato de desenvolvimento, e a história em si não anda! Fica todo mundo esperando o Eddie Brock ficar pronto, toda a trama em stand-by, no aguardo do mocinho chegar lá para alcança-la.

O roteiro é bem clichê, tremendamente comum e nada surpreendente. Tem um bocado de incoerências bizarras e aquelas conveniências escrachadas que dão uma bela de uma vergonha alheia. Temos toda uma sequência de invasão à um laboratório de última geração, onde nenhum dos personagens parece se importar com as câmeras de segurança, por exemplo.

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Outro ponto fraquíssimo é a comédia pastelão inserida no meio da trama. As cenas que eram pra ser engraçadas, com aquele humor ácido dos filmes adultos (e esse NÃO É um filme adulto), acabou ficando forçado e despropositado. Olha, eu amo o Tom Hardy e acho que ele fez um esforço descomunal nesse filme pra fazer a coisa toda funcionar, mas haviam momentos em que as expressões dele eram tão exageradas que beiravam o ridículo.

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E a Michelle Williams gente, 4 vezes indicada ao Oscar, totalmente desperdiçada nessa narrativa, e usando a pior peruca da história do cinema. Eu passei tanto tempo incomodada com a peruca, que nem consegui prestar muita atenção na performance dela.

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Porém, ninguém me incomodou mais em “Venom” do que o Riz Ahmed, que encarnou o vilão Carlton Drake. Tenho certeza que a intenção dele era parecer um daqueles ricaços blasé, mas o tiro saiu pela culatra, e nem assim ele convence. O vilão não tem carisma nenhum, não cativa, e tem uma motivação bem porca e sem sentido.

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Acho que o problema de “Venom” foi a preguiça no desenvolvimento do roteiro. Parece que escolheram o caminho mais fácil, aquela jornada mais clichê impossível, a receita saída de um filme de ação dos anos 90, bem raso e bem fraco. Faltou sangue, faltou personalidade, faltou culhões da produção.

A CGI é meio precária, tanto que a produção usou e abusou das cenas escuras e noturnas, dos cortes abruptos onde não da pra ver direito o que tá acontecendo naquela sequência de ação, e desconfio que tudo isso foi pra disfarçar a pobreza dos efeitos especiais.

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Acho que eles poderiam ter sido muito mais felizes no desenvolvimento do projeto se tivessem dado um foco maior na relação Brock/Venom, que ficou meio sem pé nem cabeça, muito mal aproveitada e cheia de mais incoerências.

No todo, não é um filme assim tão ruim, mas todos esses probleminhas no decorrer de 2 horas e 20 minutos incomodam um pouco. Se formos parar pra pensar, o filme não entrega nada menos do que foi prometido nos trailers liberados. É exatamente aquilo lá, sem nenhuma pretensão além. Minha dica é ir assistir despretensiosamente, sem grandes expectativas.

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Ah, e o longa conta com 2 cenas pós-créditos: uma fazendo alusão a um personagem muito esperado em uma possível sequência, inclusive com Woody Harrelson, que aparece apenas nessa cena. A outra é uma prévia de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, a animação protagonizada por Miles Morales, que estreia em 20 de dezembro aqui no BR e promete ser infinitamente melhor do que “Venom”.

Enfim, agora quero saber a opinião de vocês.

Já assistiram “Venom”? O que acharam?

Me contem aqui nos comentários!

A ansiedade para “Nasce uma Estrela” e minha obsessão musical da semana

Cinema, Música, Nas Telonas, Nos Fones de Ouvido

Na próxima semana, aqui no Brasil, vai rolar a estreia do remake de “Nasce uma Estrela”, protagonizado pelo ícone Lady Gaga e por Bradley Cooper, que além de ter dado uns pitacos no roteiro, também é o responsável pela direção do longa.

O engraçado é que esse filme já teve 3 versões anteriores:

A primeira, de 1937, estrelada por Janet Gaynor e Fredric March, tratava-se de um drama sobre uma jovem sonhadora, que chega à Hollywood na década de 30 com o desejo de se tornar uma estrela do cinema, e seu sonho vira realidade quando um famoso ator coloca os olhos nela numa festa em que trabalhava como garçonete. Apaixonado, ele impulsiona sua carreira e a transforma realmente em uma estrela.

A Star is Born (1937)

A segunda versão, de 1954, protagonizada por Judy Garland e James Mason, carrega o mesmo enredo da primeira, porém, desta vez, veio em formato de musical.

A Star is Born (1954)

As coisas mudam na versão de 1976, que apesar de ter sido um grande sucesso popular nos anos 70, é considerada pela crítica como a pior versão das três produções. Estrelando Barbra Streisand e Kris Kristofferson, a história desta vez gira em torno de uma jovem cantora iniciante que se envolve romanticamente com um famoso astro do rock. Ele a ajuda a deslanchar sua carreira, e ela começa também a se tornar uma estrela.

A Star is Born (1976)

A nova versão de 2018 possui o roteiro mais similar à sua predecessora, porém já vem sendo um sucesso de critica desde suas exibições de teste, e há quem fale em Oscars de Melhor Atriz para Lady Gaga e Melhor Ator e Diretor para Bradley Cooper.

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Uma curiosidade é que esse papel inicialmente não seria da Gaga e sim de Beyoncé, que precisou abandonar o projeto por causa da gravidez. Outra é que, originalmente, quem teve a ideia de uma nova versão de “Nasce uma Estrela”, foi Clint Eastwood, mas só Deus sabe o por quê de ele ter abandonado a direção do longa…

O caso é que parece que não perdemos nada com a saída de Clint Eastwood, pois enquanto Bradley Cooper surpreende como Diretor e também como cantor, Lady Gaga se revela uma grande atriz, que, além de ter composto grande parte das canções que recheiam o remake, também pediu para que todas as músicas do filme fossem gravadas ao vivo enquanto filmavam as cenas, em vez de em estúdio.

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E foi por causa de uma dessas canções que o post de hoje veio à luz.

Na semana passada foi liberada a primeira faixa da trilha sonora do filme: “Shallow”, e eu estou completamente O-B-C-E-C-A-D-A por ela.

Do tipo que ouve o dia inteiro em looping infinito.

Do tipo que toda vez que assiste ao clipe chora igual um bebê.

A obsessão pela música foi tanta que acabou extravasando para o filme e então precisei escrever esse texto pra dividir com vocês a minha paixão absurda e precoce, além da ansiedade louca pra conferir esse longa nos cinemas.

E pra jogar ainda mais combustível na minha obsessão, hoje foi liberada a Soundtrack completa do filme, que conta com 34 faixas:

Enquanto o remake não estreia no Brasil, a gente segue aqui, completamente ansiosa e apaixonada por essa história que mal conhecemos, mas já consideramos pacas, e ouvindo essa trilha sonora inteira pra já chegar no cinema no dia 11 de outubro cantando junto com os personagens.

E vocês, ansiosos para a estreia de Lady Gaga nas telonas?

Violeta Genciana: Como pintei meu cabelo de roxo

Cabelo, Moda & Beleza

Quem me acompanha nas minhas Redes Sociais, seja Instagram ou Facebook, ou até mesmo quem acompanhou meus posts sobre a Bienal do Livro aqui no Blog, percebeu que apareci recentemente com as madeixas coloridas de roxo.

Como muita gente perguntou como cheguei nesse tom, resolvi contar tudo aqui nesse post, então se você quer saber como colorir os cabelos de forma rápida e barata, vem comigo!

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Primeiramente, você precisa estar com os cabelos descoloridos. A não ser que seu cabelo seja mais claro que o castanho claro, a unica coisa que vai conseguir utilizando esse método no cabelo escuro é um leve reflexo púrpura.

Importante também salientar que o tom de roxo vai depender da base de cor do seu cabelo e do tempo de pausa do produto. Pra quem quer alcançar os tons pasteis mais claros, o ideal é que os fios estejam num tom de loiro quase branco.

Existem diversos produtos entre matizadores, tonalizantes e colorações que podem ser usadas para transformar o visual, mas preferi usar uma coisinha baratinha que já tinha em casa e havia usado em outras ocasiões: a Violeta Genciana.

A Violeta Genciana, ou VG, é uma substância antisséptica e antimicótica, um corante primário usado no processo de coloração de Gram, e talvez o mais importante agente identificador de bactérias em uso na atualidade, e é também usado em hospitais para o tratamento de queimaduras sérias e outras lesões da pele e gengivas.

Fonte: Wikipédia

Mas a VG também é ótima na hora de matizar o cabelo loiro ou com mechas e tirar aquele tom amarelo oxidado que acaba aparecendo nos fios com o tempo. Além disso, quanto maior a exposição ao produto e maior concentração você usar, vai acabar conseguindo um tom de roxo bem bacana nos cabelos.

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O importante é sempre deixar o vidrinho aberto durante 1 ou 2 dias para que o álcool presente na substancia evapore e não danifique o seu cabelo.

Depois de tirar todo o álcool do produto, você pode colorir seus fios de 2 jeitos:

  • Dissolver na água

Esse foi o primeiro jeito que aprendi quando comecei a colorir meu cabelo com VG, mas também é o que resseca mais. Em compensação, se você quiser um tom mais escuro e vibrante de roxo, é a melhor escolha.

Encha uma bacia grande (precisa caber sua cabeça), ou balde, com mais ou menos um litro de água: você precisa conseguir mergulhar todo o seu cabelo uniformemente dentro dessa bacia, e a melhor coisa é fazer isso dentro do box do banheiro pra não cagar a casa inteira.

O VG mancha muuuuuito facil, então qualquer gota que você derrubar no chão ou na pia, ou mesmo nos dedos, vai pigmentar na hora, então muuuuuito cuidado na hora de manusear.

Geralmente não tenho uma medida exata pra acrescentar o VG na água, acabo fazendo só de olho e despejando o líquido até a água ficar bem roxa. Depois disso é só mergulhar a cabeça na bacia/balde e manter assim de 5 a 10 minutos.

O ideal é fazer uma bela hidratação depois desse procedimento, que além de ressecar bastante o cabelo, também tem outra desvantagem: aqui você não tem um controle muito grande da cor que vai pegar nos seus fios. É quase certo que vai ficar um tom roxo bem vibrante, quase radioativo, mas nunca da pra ter certeza.

  • Misturar com sua máscara de hidratação

Em uma tigela ou pote coloque uma quantidade de creme branco (aqui eu gosto de usar uma máscara de hidratação ou nutrição bem potente por meu cabelinho não ser muito agredido no processo) que dê para aplicar em toda a extensão do seu cabelo.

Com esse método você vai conseguir controlar melhor o tom de roxo que vai conseguir atingir, acrescentando aos poucos a VG. Você pode começar com 3 gotas e ir aumentando de acordo com a cor desejada.

Depois é só aplicar em toda a extensão do cabelo, e deixar agir de 10 a 40 minutos. Lembrem-se que quanto mais tempo vocês ficarem com a mistura no cabelo, mais pigmentada a cor será.

***

Dessa última vez que colori o cabelo com o roxo utilizei o método da mistura com creme, mas como desbotou muito rápido, quando retoquei preferi dissolver a VG na água e a cor ficou super vibrante e durou muito mais.

Vou deixar aqui duas fotos que comparam os dois tons que obtive:

Acima fotos do resultado com a aplicação da VG misturada na máscara de hidratação.

Acima fotos do resultado com a aplicação da VG dissolvida em água.

Notem como o tom fica muito mais vivo e vibrante quando fazemos a aplicação com a água. E obviamente o processo da mistura com o creme demora muito mais, mas em compensação resseca menos.

Então para os tons mais pasteis recomendo a misturinha com creme branco, que é onde você vai obter mais controle da cor que o cabelo vai ficar. Agora para os tons mais escuros, você pode usar qualquer um dos dois métodos, mas vai ter um resultado mais brilhante se usar a mistura com água.

Enfim pessoas, espero que as dicas desse post tenham sido uteis 😀

Depois me contem aqui nos comentários as experiências de vocês com cabelos coloridos!

Aquela música do Maroon 5 que não parece uma música do Maroon 5

Música, Nos Fones de Ouvido

Como vocês já repararam, eu sou meio atrasada com algumas coisas. Acho que literalmente sou a última a saber de alguns lançamentos, principalmente quando a gente fala de música.

Neste caso, acho que o principal motivo é que não ouço as rádios, e também não sou muito dada à modinhas. Minhas playlists consistem, em sua maior parte, em músicas desconhecidas que vou ouvindo nas séries, novelas, filmes e pegando das playlists dos livros que leio.

Salvo quando a gente fala dos meus artistas queridinhos, como Shawn Mendes, Ed Sheeran e Taylor Swift, é bem capaz que eu só vá conhecer algumas músicas famosas, de artistas mais famosos ainda, uns anos depois.

Atualmente estou viciadíssima numa das faixas do sexto álbum de estúdio do Maroon 5, o “Red Pill Blues“, lançado em novembro de 2017.

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Esse disco conta com sucessos como: “Don’t Wanna Know”, em parceria com o Kendrick Lamar, “Cold”, com Future, “Whiskey” em colaboração com o rapper  A$AP Rocky, “Girls Like You”, “Wait”, “What Lovers Do”, em parceria com a cantora SZA, além de “Help Me Out”, com a minha queridinha, Julia Michaels.

É engraçado que agora, ouvindo o álbum inteiro, essa música, pela qual estou muito apaixonada, faz total sentido e se encaixa dentro do todo, seguindo a mesma linha criativa das outras canções, inclusive esse disco inteiro é maravilhoso e vou deixar aqui pra vocês ouvirem:

Porém, quando descobri a bendita música (e aqui não me lembro onde, se tocou na rádio, em algum episódio de série ou trailer de filme) com meu Shazam e coloquei na minha playlist do mês (agosto), fiquei besta em como ela era de um estilo totalmente diferente do que estava acostumada a ouvir dos lábios do Adam Levine.

Ela tem uma vibe bem The Weeknd, que não sei explicar bem, mas é o tipo de música que sempre acaba na minha playlist sensual.

“Lips on You”, a faixa 4 do último álbum do Maroon 5, não entrou imediatamente no meu coração. Foi sim uma canção que gostei assim que ouvi, mas ainda demorei umas semanas pra ouvir ela com atenção no meio de toda a leva que peguei com o Shazam, e então, na semana passada, por algum motivo passei a ouvi-la em looping infinito pelo Spotify e a ficar meio obcecada com a letra dela:

When I put my lips on you
You feel the shivers go up and down your spine for me
Make you cry for me
When I put my lips on you
I hear your voice echoing all through the night for me
Baby, cry for me

Sério gente, é um refrão bem forte e sensual pra mim. Ouvir isso tudo da boca do Adam Levine pode ser, inclusive, meio enlouquecedor, portanto sinto que minha obsessão pela música é totalmente justificada.

Sem mais delongas, deixo vocês com a música que me causou todo um arrebatamento emocional e, infelizmente não tem clipe, então fiquem apenas com o vídeo lyrics:

E aí, o que acharam? Parece uma música do Maroon 5?

Conta pra mim aqui nos comentários 😛

Aquele fogo no rabo pra cortar o cabelo

Eu Mesma, Moda & Beleza

Como já comentei com vocês no post de trauma capilar aqui no blog, houve um tempo em que a simples menção à palavras como “corte” e “tesoura” já me davam dor de barriga. Hoje em dia as coisas são bem diferentes, e as vezes preciso me controlar pra não bater cartão no cabeleireiro a cada 3 meses.

Já que um bom corte de cabelo pede um bom investimento, a partir do momento que meu bolso pesa, tudo muda de figura, então consigo me segurar por pelo menos 6 meses antes de começar a enlouquecer pouco a pouco.

Mesmo assim, sou o tipo de pessoa que acompanha um bocado de perfis de Instagram de hairstylists, então sempre tem aquela vozinha diabólica no fundo dos meus pensamentos me mandando cortar o cabelo.

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A última vez que cortei meu cabelo foi em fevereiro desse ano, ou seja, já estamos há 7 meses sem repaginar esse visual, e pior que nem foi por falta de tentativa.

Quem acompanhou a saga do cálculo renal aqui no blog viu meu drama da vida real, aquele da pessoinha que esperou mais de um mês pra agenda da cabeleireira dela ficar livre e quando finalmente chegou o dia do agendamento teve uma crise de pedra no rim e foi obrigada a desmarcar.

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Como quem acredita sempre alcança, eis que depois de mais um mês de espera, consegui mais uma vaga no agendamento disputadíssimo do VizuHairClub e, se Deus quiser, nada mais ficará entre mim e a tesoura da Carol dos Caracóis na próxima semana.

“Mas Pamzinha, você não podia ir em outro salão cortar esse cabelo? Por que esperar tanto?”

Olha gente, vocês que leram o post do trauma capilar sabem que eu fiquei muito marcada pelo trabalho horrível de uma pessoa que se dizia profissional. Hoje em dia, mesmo acompanhando um monte de cabeleireiro talentoso pelo Instagram, tem só uma pessoa que eu confio pra mexer no meu cabelo, e essa pessoa é a Carol.

Conheci a Carol Castilho quando ela ainda trabalhava na Unidade Augusta do Retrô Hair, e foi uma coisa totalmente por acaso, um alinhamento cósmico maravilhoso (e se você não acredita em alinhamentos cósmicos, por favor leia esse post). Foi num desses dias que me deu a louca pra cortar o cabelo, mas eu não estava mais feliz com a minha antiga cabeleireira e todo mundo me falava muito bem do Retrô, então liguei lá na hora do almoço e pedi pra cortar o cabelo com qualquer pessoa que estivesse disponível naquele mesmo dia.

Engraçado que hoje em dia jamais faria isso. Precisaria estar stalkeando o profissional há meses no Instagram pra decidir cortar assim do nada. É por essas e outras que falo que meu encontro com a Carol em julho de 2016 foi obra do destino.

Lembro claramente como ela me recebeu bem, como falamos sobre a Lua que entrava em Leão naquele dia, como ela reconheceu algumas propriedades do meu cabelo só de olhar e me propôs soluções pra gente lidar com ele.

Eu mostrei uma foto da Scarlett Johansson como inspiração, e diferentemente de outros profissionais, ela não fez EXATAMENTE aquele corte. Ela fez algo que iria funcionar mil vezes melhor no meu cabelo e no meu rosto, e de algum jeito respeitou a inspiração que tinha mostrado.

Depois disso ela virou a minha profissional de confiança. A única pessoa que sento na cadeira e falo “faz o que quiser ai”.

Enfim, normalmente quando me da louca pra cortar o cabelo, eu já tenho em mente o corte que pretendo fazer. Entretanto dessa vez estou bem dividida.

Adoro cabelos curtos e ultimamente meu cabelo não passa do long bob. Por isso mesmo, estava querendo deixar ele crescer. Então uma das minhas opções é apostar num long bob mais longo, e deixar essa cabeleira crescer pela primeira vez em anos, afinal, em maio de 2019 vou ser madrinha de casamento novamente, e queria muuuuuuito um cabelo comprido pra poder brincar melhor com os penteados.

Abaixo, alguns cortes nesse estilo mais longo:

 

O negócio é que, a ultima vez que cortei meu cabelo também foi a vez em que descolori ele tão loucamente que ele ficou branco e muito agredido. Até hoje as pontas quebram facilmente e eu sinto como se meu cabelo estivesse caindo aos pedaços. Quando me olho no espelho a minha vontade é me livrar de toda essa parte mais seca e espigada do cabelo.

Então outra opção seria um blunt bob, que me livraria, além das pontas maltratadas, dos restos de progressiva que ainda permeiam meus fios. É um corte que me agrada muito e estou quase convencida de que vai fazer minha cabeça pelos próximos meses ha-ha-ha:

 

A parte ruim é que o sonho do penteado intrincado no casamento ano vem escorre pelo ralo 😦

Mas ainda assim, como sou uma pessoa super preparada, já comecei a fuçar o Pinterest e descobri que existem algumas opções de penteados bem despojados e maravilhosos pra quem tem o cabelo curto:

 

Anyway, tenho até a próxima terça-feira (18) pra decidir o futuro do meu cabelo e seria ótimo saber a opinião de vocês a respeito!

Então sintam-se livres e desimpedidos pra me dar conselhos e dicas aqui nos comentários ou nas minhas redes sociais 😀

Aquela de quando resolvi fazer meu Mapa Astral

Astros, Nas Estrelas

Olha, se tem uma coisa que eu sempre fui, essa coisa foi ser cética.

Eu sei que hoje em dia é muito fácil pra qualquer amigo meu me apontar como a “louca dos signos” do grupo, mas acreditem, nem sempre foi assim.

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Durante a maior parte da minha vida eu fui a pessoa que só acreditava vendo. Sempre tentei preencher aqueles vazios bizarros com algum tipo de religião, mas rapidinho essas coisas deixavam de fazer sentido pra mim, já que imediatamente começavam meus questionamentos internos e as respostas nunca me satisfaziam por completo.

E se eu já não acreditava muito em religiões, quem dirá em horóscopo.

Por que no fim do dia, a arte da astrologia pra mim nunca passou de horóscopo. E gente, isso é um erro grave. Longe de mim vir aqui dar aula de astrologia pra alguém, logo eu, que sou só uma entusiasta que adora falar umas abobrinhas por ai, mas reduzir e julgar a astrologia pelos horóscopos de revista é a mesma coisa que comparar o ato de misturar água e sabão pra fazer espuma com todo o conceito de Química. Astrologicamente falando, os horóscopos meio que são um ultraje, mas não é sobre isso que eu vou discorrer infinitamente aqui hoje, risos.

Ah, não. Hoje a gente vai conversar sobre Mapa Astral e sobre como ele foi a porta de entrada para drogas mais pesadas pra mim no mundo da Astrologia. Então pode pegar seu balde de pipoca, sentar mais confortavelmente e vir comigo nessa aventura:

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Tudo começou com uma das minhas fatídicas viagens pra Belo Horizonte, pra visitar a dona Júlia Mascarenhas, membro fundador da Panelinha.

Agora já não me lembro muito bem do ano, mas acontece que a dona Ju também estava nessa onda de Mapa Astral e com apenas algumas palavras e cliques resolvemos fazer o meu.

Mas primeiramente, o que é um Mapa Astral?

O Mapa Astral mostra a posição correta dos astros e dos signos do zodíaco em relação à Terra no momento de nascimento de uma determinada pessoa. De acordo com a astrologia cabalística, a posição dos astros no momento em que nascemos influencia nossa maneira de ser. As configurações de um Mapa Natal se repetem apenas a cada 26.000 anos, portanto ele é quase como uma impressão digital – não existe um igual ao outro. Para interpretação correta do posicionamento dos planetas e seus aspectos, é necessário consultar um astrólogo.

Fonte Wikipédia.

Pra mim, o Mapa Astral é uma ferramenta de autoconhecimento. Não quer dizer que o que é descrito nele tá talhado na pedra, até por que o que faz uma pessoa são as suas escolhas e não a posição de um bando de planetas no céu na hora do nascimento delas. Porém, acredito que esses planetas influenciam em algumas características das pessoas e, no dia em que li meu mapa astral, entrei em choque. Por que, basicamente, aquele texto do site Astro.com estava descrevendo a pessoinha que eu sou.

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Enquanto a Ju lia meu mapa pra mim, fui ficando cada vez mais impressionada. Ele não só revelava algumas das minhas características mais básicas, como eu ser espirituosa e impaciente, gostar de artes, música e literatura ou ser apaixonada por coisas bonitas e brilhantes. Mas também algumas coisas mais intrínsecas à mim, como a dificuldade em me relacionar romanticamente com outra pessoa, ou como sou estupidamente indecisa e sempre acabo escolhendo as opções mais “seguras” em vez de seguir meus sonhos.

Pessoas, as vezes a gente tem alguns problemas na vida, mas não sabe quais são. Só sabe que tem alguma coisa errada, e daí, quando a gente não sabe o que é, a gente não sabe como consertar. Essa primeira vez que li meu mapa astral foi como se de repente eu tivesse aberto os meus olhos pra algumas coisas sobre mim mesma e finalmente conseguisse entender o que tava errado dentro de mim.

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Não me entendam mal, eu não to culpando as estrelas pelos meus erros ou nada assim. Não é aquela coisa: “ai, fiz todas essas escolhas bosta na minha vida por que meu signo é de Áries”.

É mais como algo dentro de você fazer sentido.

Depois desse primeiro contato comecei a ficar meio obcecada com o assunto e fui pesquisar mais a fundo. E conforme eu ia pesquisando, também ia enchendo o saco de todos os meus amigos. Cheguei no ponto de fazer Mapa Astral pra todos eles, só pra todo mundo entender que esse negócio É REAL.

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Não consegui muitos seguidores nessa empreitada, mas me identifiquei com outras pessoas que também seguiam por esse caminho e juntos fomos descobrindo coisas novas.

Em agosto de 2017 eu estava passando por uns perrengues muito loucos e tudo que eu queria saber era quando aquela merda toda ia acabar, então me dei de presente uma consulta com um astrólogo profissional, pra uma leitura detalhada do meu Mapa Astral. Por indicação da minha mana Laís (por que não confio muito de procurar qualquer pessoa, já que tem um monte de picareta por aí), me encontrei com a Mônica num espaço super bacana e com uma energia sensacional.

Se a experiência de ler um mapa através de um site já tinha sido super reveladora, vocês não tem noção do que foi pra mim conversar com uma pessoa que estudou isso por anos e tem um entendimento totalmente superior do assunto. A Mônica lia meu mapa detalhadamente e me contava coisas que o site não contou, me falando sobre meus karmas e dharmas e me ajudando a compreender por que as coisas estavam como estavam e também dando aquela força pra eu descobrir como melhorar tudo.

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Depois disso passei a acreditar em algo. Não é bem uma religião, por que acho que todas elas tem um pouquinho de verdade, mas não acredito nessa coisa louca de dois pesos e duas medidas. É muito hipócrita da parte das pessoas só serem boas por que acham que serão punidas com o inferno se não forem. Isso não é ser bom de verdade.

Mas acredito numa força maior, que a gente pode chamar de Deus ou de Universo, e eu acredito em energias boas e energias ruins. Também acredito na troca dessas energias, e acredito que as coisas que você faz sempre voltam pra você. Boas ou más, cedo ou tarde, elas voltam.

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Enfim, acredito que toda essa jornada que começou lá atrás, comigo sendo convencida por uma amiga a ler um Mapa Astral na internet, teve o proposito de culminar nessa minha fase mais iluminada, entendendo algumas coisas e acreditando em algo e, acima de tudo, tendo a confiança de que as coisas vão dar certo em algum momento e vão acontecer como têm que acontecer.

 


E pra quem chegou até o final e ficou morrendo de curiosidade de como fazer seu Mapa Astral, eu ensino vocês 😀

Primeiramente vocês precisam saber a data e hora exata do nascimento de vocês e também o local, pois tudo isso influencia na posição dos astros. Abaixo vou indicar 3 sites que costumo usar pra fazer um milhão de consultas:

Todos esses sites são bem instintivos e de fácil preenchimento, mas se vocês tiverem qualquer dúvida podem deixar aqui nos comentários ou me enviar mensagens pelas minhas Redes Sociais (Facebook, Instagram, Twitter) que vou ter o maior prazer em ajudar 😀

De todo jeito, não deixem de me contar aqui nos comentários como é a relação de vocês com a Astrologia!

McFly não voltou, mas…

Música, Nos Fones de Ouvido

…Danny Jones sim!

Posso até estar um pouco atrasada com esse post, porém não mais do que os ídolos dos Galaxy Defenders mundo afora, que aguardam ansiosamente por um Álbum 6 da banda desde 2012.

A dura realidade é que quem é fã de McFly tá bem acostumado a fazer papel de trouxa e ser iludido pela banda, que lançou seu ultimo álbum de estúdio, “Above the Noise“, em 2010, terminou de gravar seu famigerado sucessor em 2013 e vem postergando o lançamento do Disco 6 desde então.

Nesse meio tempo, entre “Above the Noise” e o Gasparzinho que se tornou o 6º álbum da banda, rolou de um tudo:

  • Teve o segundo greatest hits da banda, intitulado “Memory Lane: The Best of McFly“, lançado em versão normal e deluxe, com dois CDs, sendo que o segundo é composto de covers e demos;
  • Teve o grande flop, McBusted, uma super banda formada pelos integrantes do McFly e do Busted e eu tenho alguns calafrios quando me lembro desses tempos sombrios;
  • Fomos iludidos mais uma vez, quando o McFly se reuniu novamente para a “Anthology Tour”;
  • A banda inclusive voltou ao estúdio para trabalhar no álbum 6, mas não lançaram e nem divulgaram nada sobre, e a gente segue esperando até hoje;
  • O Doug Poynter virou modelo e até começou a tocar em uma nova banda, chamada INK;
  • O Tom Fletcher teve 3 filhos e ainda virou escritor de livros infantis;
  • O Harry Judd teve 2 filhos e virou algum tipo de guru fitness;
  • Até mesmo Danny Jones começou a se reproduzir nesse mundão de Deus e teve um filho esse ano;

Entretanto, Danny não ficou parado, senhoras e senhores! O frontman da banda seguiu super engajado com a música, como coach do The Voice Kids UK e, mais recentemente,  lançando seu primeiro single solo, que é do que a gente veio falar aqui.

Em 6 de julho deste ano Danny liberou a faixa  “Is This Still Love”.

Abaixo vocês conferem o clipe oficial, naquele estilo “menos é mais” que me arrancou suspiros e fez com que a música subisse pro topo da minha playlist de favoritos do mês:

Eu to seriamente apaixonada por essa canção, principalmente depois de ouvir a versão acústica:

Agora só me resta esperar ansiosamente por mais singles desse deuso e torcer para que todos sejam tão maravilhosos quanto esse primeiro. Ah, sim… e também esperar pelo álbum 6 do McFly né, afinal “Galaxy Defenders stay forever!” ♥️

E vocês, o que acharam desse retorno incrível do Danny para a música?