[2019] Leituras de Maio, ou a resenha de “Rainha do Ar e da Escuridão”

Literatura, Na Estante

Não é surpresa pra ninguém que o mês de maio foi O PIOR MÊS DE LEITURA pra mim, desde 2018. Eu já esperava por isso, já que estava e férias e viajando.

A parte boa é que finalmente consegui ler o livro que me tomou metade do mês anterior.

A parte ruim é que só li metade de um livro em maio.

Vocês acompanham abaixo o resuminho do livro e a minha opinião sobre ele. Prometo explicar o porquê de ter demorado tanto nessa leitura:


1) “Rainha do Ar e da Escuridão” – Cassandra Clare

Rainha do Ar e da Escuridão é a conclusão épica para outra grande trilogia do universo de Instrumentos Mortais da autora best-seller Cassandra Clare.

Sangue inocente foi derramado nos degraus do Salão do Conselho, e o mundo dos Caçadores de Sombras se encontra à beira de uma guerra civil. Parte da família Blackthorn foge para Los Angeles, em uma tentativa de descobrir a origem da doença que está acabando com os bruxos. Enquanto isso, Julian e Emma tomam medidas desesperadas e embarcam em uma perigosa missão para o Reino das Fadas a fim de recuperar o Volume Negro dos Mortos. O que encontram é um segredo capaz de destruir o Mundo das Sombras e abrir um caminho tenebroso para um futuro que nunca poderiam ter imaginado. Em uma corrida contra o tempo, Emma e Julian devem salvar o mundo dos Caçadores de Sombras antes que o poder mortal da maldição parabatai destrua tudo o que amam.


Vou até mudar um pouco o formato desse post pra poder falar mais um pouco sobre o livro, já que foi o único concluído nesse mês. Não vai ser bem uma resenha, pois não vou detalhar nem nada, mas vou falar dos meus sentimentos a respeito.

Obviamente eu tenho uns mixed feelings aqui.

Entendam, Cassie Clare é uma das minhas autoras favoritas e eu passei os últimos 12 anos lendo as histórias dos Shadowhunters, então meio que sempre vou amar tudo o que ela escreve.

Minhas expectativas estavam altíssimas para ler a conclusão da trilogia de Os Artifícios das Trevas e o encerramento do arco de Julian e Emma em “Rainha do Ar e da Escuridão”, mas acabei quebrando a cara ao ir com muita sede ao pote e as coisas não serem tão perfeitas quanto eu achei que seriam.

Tipo, não foi ruim! Foi muito bom, mas tiveram coisas que me atrapalharam bastante e o primeiro problema é que esses livros demoram demais para serem lançados.

Eu havia lido “Senhor das Sombras”, o livro 2 da trilogia, em 2017, ou seja, HÁ DOIS ANOS ATRÁS. E acreditem, isso impactou muito a minha leitura. Claro que tiveram acontecimentos no final do livro anterior que foram inesquecíveis, mas grande parte daquele conteúdo se perdeu na minha memória e eu passei os primeiros capítulos do livro 3 completamente perdida.

Não bastasse estar super perdida no começo da história, o livro também começa com um ritmo bem lento e 84 pontos de vista diferentes.

Ok, não são realmente 84 POVs, mas a impressão que dá é essa, por que são muitos e nem todos eram tão interessantes assim. Pra mim isso é meio que um problema e impacta diretamente no meu ritmo de leitura. Acho que isso explica muito o por que de eu ter demorado 15 dias pra ler 300 páginas.

Deixando de lado o fato do livro enrolar demais e demorar pra pegar ritmo, ter todos aqueles pontos de vista que achei meio inúteis e que acho que poderiam ser facilmente cortados, quando ele entra nos trilhos a história suga a sua alma.

“Rainha do Ar e da Escuridão” é dividido em 3 partes e a coisa começa a ficar boa a partir da parte 2. Se eu demorei 15 dias pra ler 300 páginas, as outras 442 foram lidas basicamente em 2 dias e me deixou completamente desnorteada.

Mesmo com esses problemas no começo, é uma história muito bem estruturada e que aborda diversos plots. Acho que ali tinha história pra 2 ou 3 livros em vez de apenas 1.

Particularmente eu curto muito o arco d’A Tropa. Apesar de me deixar sempre muito puta quando lia (e ser até meio chato de ler, confesso), acho muito importante e muito legal quando autores fazem essa metáfora sobre problemas reais do governo atual dentro de seus livros. Infelizmente vivemos no Brasil um momento muito parecido com o que os norte-americanos vivem nos Estados Unidos, o que sempre faz com que a gente reflita e se identifique quando algo assim acontece. Nesse post sobre a série Supergirl eu falo um pouquinho sobre isso.

Claras referências à esses dois senhores

Apesar de ter gostado muito desse arco, detestei o final dele. Não vou dar nenhum tipo de spoiler aqui, mas a resolução pareceu meio forçada. Achei meio sem pé nem cabeça e bem conveniente (não pros mocinhos da história, sabe? por que deu merda e tal). Pareceu que a autora estava forçando uma situação que poderia ser resolvida de mil outras formas, mas que ela precisava que fosse dessa maneira. Provavelmente o final de “Rainha do Ar e da Escuridão” ficou como ficou devido à necessidade do plano de fundo da trilogia final que vai fechar as Crônicas dos Caçadores de Sombras: Os Poderes Perversos.

Fora os pontos negativos, a escrita da Cassie é impecável. Ela consegue misturar com maestria uma trama politica, caça à demônios e romance. Aconteceu tanta coisa nesse livro que me fez pirar que eu poderia ficar escrevendo aqui a noite inteira. Vou destacar algumas coisas pra vocês não acharem que só falei mal da história:

  • Toda a trajetória de Emma e Julian tem uma conclusão arrebatadora que me fez gritar e chorar, mas acredito que esse seja um dom da Cassie: seus protagonistas sempre sofrem de formas inimagináveis por amor. Você não conheceu o verdadeiro amor impossível até ler um livro da Cassandra Clare, meu bem;
  • Ty e Kit, e não vou falar mais pra não dar spoiler, mas o plot deles nesse livro foi uma das coisas que mais me causaram nervoso e me fizeram passar mal até o final. Além do mais eu shippo muito esses dois, aff…
  • Christina e todo o romance que a envolveu. Eu não quero falar demais pra não estragar a experiência de quem vai ler esse livro e berrar de excitação em certas partes, POR QUE O NEGÓCIO É BOM! Partiu meu coração no final? Partiu. Mas todo o percurso e descoberta foram incríveis! Amo como a Cassie consegue ser pioneira em inserir todas as formas de amor em seus livros de maneira super natural e verídica, sem forçar a barra. E amo e odeio o quanto ela faz até os personagens coadjuvantes sofrerem por amor;
  • Thule. Marquem esse nome, não vou dizer o que significa, mas tem todo um arco nesse livro e suspeito que ainda vá ser muito importante na última trilogia;
  • Os Blackthorn. Que família, amigos! Eles são completamente apaixonantes e já passaram por tanta merda que eu só queria que a próxima trilogia não fosse focada neles POR QUE JÁ CHEGA DE FAZER MEUS BEBÊS SOFREREM. Mas obviamente vai e com certeza não vai ser fácil pra eles.

Tem mais um milhão de pontos que eu queria citar, tanto plot, tanta coisa aconteceu nesse livro! Como disse ali em cima, foi história pra 3 partes. A única coisa que digo é: vai ser difícil de ler no começo, mas vai valer muito a pena. Com a Cassandra Clare e os nossos Caçadores de Sombras sempre vale a pena.

Acho que no final das contas isso aqui ficou realmente com cara de resenha, uma coisa meio descoordenada, mas avisei né: muitos mixed feelings aqui.

Agora que junho começou e eu voltei pra minha rotina, vamos apenas esperar que meu ritmo de leitura melhore e que eu possa trazer um post recheado de muitos livros lidos no próximo mês!

Não deixem de me contar aqui nos comentários o que vocês andam lendo 😉

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Game of Thrones: Do Luxo ao Lixo

Na TV

Se você é um ser humano e vive num planeta chamado Terra, mesmo que não assista, com certeza sabe que no último domingo foi ao ar o episódio final da série Game of Thrones, baseada na saga de livros de George R. R. Martin.

Não vou me estender muito na introdução desse post, por que se você assistiu a série por tantos anos quanto eu, não vai precisar de um resumo sobre o show produzido por David Benioff e D. B. Weiss. E se você não assistiu nada da série, provavelmente odeia a galera obcecada que enche sua timeline toda semana com discussões sobre os episódios, e não vai se interessar nem um pouco pelo que tenho a dizer hoje.

E o que eu tenho a dizer, meus amigos, nada mais é do que um desabafo. Eu preciso falar sobre o final e sobre os meus sentimentos a respeito da trajetória desta que foi uma das minhas séries favoritas por tanto tempo.

Agora, você que é fã, assim como eu, não espere uma crítica com análise intrincada e profissional. Isso não é uma crítica. É só uma pessoa desabafando sobre sentimentos, muitas vezes confusos e contraditórios. E atenção, estejam preparados, por que não vou poupar spoilers abaixo:

Acho que o ideal é começar dizendo que não estou exatamente surpresa pelos acontecimentos deste último episódio. Todo mundo notou como a série decaiu a partir da sétima temporada, como todas aquelas tramas complexas e enigmáticas acabaram transformadas em plots fracos e preguiçosos. Sendo assim, minhas expectativas já estavam extremamente baixas, porém não da pra dizer que não fiquei decepcionada.

A impressão que tive foi a de que os produtores estavam mais interessados em chocar e surpreender o público do que em desenvolver com coerência o arco dos personagens e da própria série.

Tantos anos desenvolvendo Daenerys Targaryen como uma mulher forte, que lutava pelos fracos e oprimidos, que sempre batalhou contra o legado de seu pai louco e cruel, e que inclusive prendeu seus dragões, SEUS FILHOS, por que um deles matou uma criança inocente. De repente, essa mesma personagem começa a incinerar qualquer um que não dobre o joelho. De repente ela queima uma CIDADE INTEIRA CHEIA DE INOCENTES.

E não adianta vir me jogar a cartada de que ela enlouqueceu, de que ela estava com raiva e que ela sempre teve o temperamento explosivo. Primeiro que não deu tempo de enlouquecer, e segundo que nem nos momentos de maior fúria da personagem ela machucou inocentes sem motivo algum.

Mas David Benioff e D. B. Weiss não cagaram só na cabeça da Mãe dos Dragões. Não vamos nos esquecer que Jon Snow, lá na quinta temporada, quando a série ainda tinha algum embasamento nos livros, morreu com inúmeras facadas por defender o que era certo acima de tudo. Que descaracterização medonha nesta temporada, onde o personagem virou, com o perdão da expressão grosseira, um “escravo de buceta”, assistindo todas as barbaridades de cabeça baixa, justificando as atitudes hediondas de sua rainha, completamente cego de amor.

E desculpa, gente, mas nunca engoli esse romance forçado entre Daenerys e Jon. Nem quando ele estava com a Ygritte, em um relacionamento muito mais bem desenvolvido, ele deixou o amor ficar no caminho do que era certo. No final ele só fez alguma coisa quando o Tyrion o convenceu, ameaçando a segurança de suas irmãs.

Falando em Tyrion, cadê o personagem que sempre se guiou pela INTELIGÊNCIA e não pela EMOÇÃO? Onde foi parar o estrategista brilhante da Batalha do Água Negra, que previu com facilidade todos os movimentos do inimigo com uma frieza impressionante?

Aparentemente ele também estava muito ocupado ficando cego de amor para perceber a enorme bandeira de perigo balançando no horizonte. Nem nosso amigo Varys virando churrasquinho foi capaz de previnir o personagem mais inteligente da série de que tinha caroço nesse angu.

Não vou nem mencionar a Cersei e como ela não chorou nem na situação toda do “Shame”, onde humilharam ela de todas as formas possíveis, fazendo a mulher CAMINHAR PELADA PELA CIDADE INTEIRA ENQUANTO JOGAVAM FRUTAS PODRES E PEDRAS NELA!

Agora a personagem que sempre tinha uma carta na manga, aquela que estava disposta a ir até as ultimas consequências, ficou apenas chorando enquanto observava a cidade queimar? A personagem mais astuta, que cagou na cabeça de todo mundo, morreu soterrada, chorando e abraçada com o irmão? Desculpa, mas Cersei Lannister merecia uma morte melhor.

A impressão que fica é a de que os produtores estavam com muita preguiça de desenvolver todas as tramas e sub-tramas dessa história. É possível perceber isso ainda no final da sexta temporada, quando metade do elenco explodiu dentro do Septo de Baelor. O resultado foi esse final obtuso e, apesar de todos os esforços de D&D para surpreender, previsível.

Mas nem tudo são espinhos. Lá em cima eu disse que não detestei tudo, e é verdade. É possível apreciar algumas coisas dessa finale, na medida do possível. Como a primeira vez em que Emilia Clarke apareceu em cena nesse episódio. Foi belíssimo o abrir de asas de Drogon ao fundo, dando a impressão de que Daenerys estava abrindo suas asas ali.

O fato do dragão queimar o Trono de Ferro em vez de Jon quando encontra o corpo da mãe também foi poético. É como se Drogon soubesse que quem de fato matou Dany foi o seu desejo pelo Trono. Apesar de tudo, gostei muito dessa analogia.

O destino de Arya também não foi de todo ruim, aliás, foi um dos mais coerentes se a gente pensar na lambança toda que fizeram. Eu imagino que alguém que passou por tudo que ela passou não ia conseguir apenas voltar pra casa e brincar de casinha com a família. Muito menos se casar e virar a Lady de algum castelo. O destino de Arya ou era a morte ou esse que deram pra ela, correr livre por aí, como sua loba, Nymeria. Particularmente eu preferia a morte, acho que iria condizer muito mais e fazer sentido na jornada da personagem.

Agora, a coisa mais coerente que aconteceu nessa season finale foi a coroação de Sansa Stark como QUEEN IN THE NORTH (sim, eu falei isso gritando).

Entendam, eu sempre odiei a Sansa, e achava a personagem insuportável, irritante, mimada, egoísta e sonsa. Porém, no decorrer das últimas temporadas, acompanhando tudo o que ela passou, todo o sofrimento na mão de inúmeros homens, percebi como ela cresceu e aprendeu com os próprios erros. Talvez a Sansa tenha sido a personagem que mais cresceu e mais se desenvolveu na série, e seu final honrou toda a trajetória espetacular da personagem.

E foi só isso que eu gostei mesmo.

Pra mim a maior piada foi o Broken King de Bran Stark como soberano dos agora Seis Reinos. Essa foi a coisa mais sem pé nem cabeça de toda a história de Game of Thrones, ganhando inclusive da Arya matando o Night King. É nessas duas situações que podemos ver com absoluta certeza a preocupação dos produtores em apenas chocar e surpreender o público, se esquecendo completamente da coerência.

Onde foi parar aquela história de “Não sou Bran”, “Não sou Lorde” e “Sou o corvo de três olhos”? O segredo mais bem guardado de toda essa história, o maior plot twist da série, a verdadeira ascendência de Jon Snow e seu direito como herdeiro legitimo ao Trono de Ferro foi basicamente pra NADAAAAAAA!

Pra que tanto desenvolvimento, pra que toda essa trajetória preparando o personagem pra ser um grande líder, um guerreiro inspirador? Foi só pra ele voltar exatamente pro mesmo lugar em que estava no primeiro episódio da série? Se fosse pra ser assim, era melhor deixar ele morto lá na quinta temporada mesmo.

Pelo menos dessa vez, quando reencontrou o lobo que quase morreu por ele, o personagem não foi um cuzão e fez pelo menos um afago no Ghost. Não vou mentir, rever o lobo gigante sem orelha me fez chorar como um bebê e eu segui assim até bem depois dos créditos.

Chorei pelo lobo negligenciado desde o final da quinta temporada. Chorei pelo dragão que perdeu os irmãos e a mãe a troco de nada. Chorei pela Brienne que só ficou ali escrevendo sobre a morte do homem que amava. Chorei pela descaracterização de todos esses personagens tão brilhantemente construídos no inicio. Chorei por que acabou, pelo final, esse que foi porquíssimo e aquele que poderia ter sido. Poderia ter sido tão melhor, gente.

No fim das contas foi tão descabido. Uma desconstrução de tudo o que foi construído nas primeiras temporadas. Uma distorção dos personagens pra satisfazer as conveniências porcas desse roteiro chulo, que vem sendo feito nas coxas desde o finalzinho da sexta temporada. Sinceramente não fiquei surpresa com esse fim, depois de tudo que vimos nessa ultima temporada de bosta, ficou até condizente e não tive expectativas melhores, porém não teve como não ficar desapontada com o rumo que as coisas tomaram.

Só resta dizer que foi de partir o coração ver uma série com o potencial pra ser a melhor série de todos os tempos ter essa morte horrível e ir, literalmente, do luxo ao lixo.

E vocês? O que acharam dessa Series Finale?

Me contem aqui nos comentários 🙂

[2019] LEITURAS DE ABRIL

Literatura

Se eu estava achando ruim o inferno astral de março e como ele afetou as minhas leituras, vocês não imaginam o que a iminência das minhas férias e os preparativos pra minha viagem fizeram com as leituras de abril e com a minha escrita em geral.

Abril foi um mês de muita correria e piração, fui totalmente relapsa com o blog e mal abri meus arquivos de escrita. A leitura foi tão lenta que parecia um flashback de 2018. Consegui ler 2 livros nas duas primeiras semanas do mês e nas duas ultimas fiquei encalhada em “Rainha do Ar e da Escuridão”, e acreditem, ainda estou na metade desse livro, que tem quase 800 páginas e letras miúdas.

Agora, sem muito chôroro, vamos às leituras de abril:



1 ) “Uma Noite e a Vida” – Chris Melo

Virgínia é inconstante e sonhadora por natureza. Depois de largar tudo para viver como mochileira e retornar a São Paulo logo após a aventura não se desenrolar da maneira como havia imaginado, a jovem fotógrafa se conforma com uma rotina pacata e saudável e um emprego entediante, mas que paga suas contas. Ela deseja a todo custo provar aos pais (e a si mesma) que está pronta para encarar a vida adulta de forma independente e sem confusões, mesmo que isso signifique deixar seus sonhos e planos grandiosos para trás.

Caio é o típico garotão boa-praça, que sempre conquista a todos com seu charme, estilo despojado e bom papo. Apaixonado por música, festas, garotas, cigarros e muita farra, o jovem está prestes a se formar em publicidade, mas seus pensamentos escapistas o impedem de vislumbrar o futuro recheado de responsabilidades que se aproxima. E está bem assim – ele sempre acredita que está e que as portas vão sempre se abrir por onde quer que passe.

Quando o destino une a vida dos dois, Virgínia redescobre seu lado amoroso, divertido e sonhador. Caio, por outro lado, se dá conta de que nem todo o carisma do mundo é capaz de resolver alguns problemas. Entre conflitos pessoais e familiares, segredos que vêm à tona e momentos de insegurança, eles se apoiam na esperança de que a empatia seja maior do que todas as diferenças e que o sentimento que os envolve seja mais forte do que toda a realidade.

Em uma narrativa dinâmica, sensível e leve, esses dois jovens paulistanos descobrirão que crescer é mais do que contar aniversários e quitar boletos, que amadurecer dói e alivia na mesma medida, que sucesso pode, muitas vezes, ser um conceito totalmente distorcido e que amar está além do que as canções de amor são capazes de entoar.

Uma coisa que sempre digo sobre a escrita da Chris é que ela tem uma qualidade muito única: ela parece poesia em forma de prosa. Sua redação é mágica e nos leva de forma encantadora e reflexiva através da jornada de seus personagens. Ela sempre fala de amor, que se manifesta de diferentes formas em cada uma de suas histórias. Pode ser um romance épico, casual ou cotidiano, uma certeza nós sempre temos: vai ser arrebatador acompanhar uma narrativa pela visão da Chris, e neste novo romance não poderia ser diferente.


2 ) “Todo o Tempo do Mundo”- Maurício Gomyde

E se você um dia descobrisse que viaja ao passado toda vez em que fica muito feliz? E que vai ao futuro toda vez em que fica muito triste? Pois isso é o que acontece com Vitor Pickett.
Tudo começou na noite em que ele beijou Amanda, e Vitor nunca teve chance de descobrir se aquilo é dádiva ou maldição, porque, ao fim daquela festa, Amanda foi embora para outro canto do mundo, para nunca mais voltar.
Vinte anos depois, ele é um recluso dono de vinícola numa cidadezinha do Sul do Brasil, e acha que ela morreu num atentado; Ela, entretanto, é casada e gerente da livraria mais bonita do mundo, em Buenos Aires.
Mas um reencontro inesperado poderá mudar tudo. Vitor entenderá por que viaja no tempo? Amanda revelará que não é quem ele sempre imaginou? Aquele amor renascido será mais poderoso do que tudo que os separa? 
As respostas dependerão de Vitor subverter a lógica insana de seu corpo e conseguir alterar um fato do passado. Porque, se é verdade que quando a primeira lágrima desce do olho esquerdo, o choro é de tristeza, e quando desce do direito o choro é de felicidade, aquele poderá ser o sinal mais poderoso de suas vidas…

Eu sou apaixonada pelos romances do Maurício Gomyde, ele é um desses escritores que te prendem desde a primeira página e te deixam completamente viciada na história. Nunca é apenas um romance, suas histórias sempre têm um background super rico, com personagens tremendamente reais e verdadeiros. Tudo acontece por um motivo e os encontros e desencontros desse livro quase me levaram a loucura.



3 ) “Carta aos Astros”- Ray Tavares

Aos 21 anos, todos estamos perdidos, mas Diego Neves acredita ser o mais perdido de todos. Preso a um curso de graduação pelo qual não se interessa, sem sucesso na carreira que gostaria de seguir e perdidamente apaixonado pela melhor amiga, ele não sabe exatamente como foi que a sua vida ficou tão complicada. Incapaz de conseguir desfazer o nó que ele próprio formou na cabeça, Diego decide escrever uma carta para cada mulher que passou pela sua vida, redimindo-se de todo mal que um dia já causou. Coincidentemente (ou não), cada garota possui um signo diferente. E ele vai descobrir o que exatamente a astrologia lhe reserva.

Esse aqui eu li a maior parte em março, pelo Wattpad, mas como só foi finalizado no final de abril, acabei por ler a última página só agora, então ele vai entrar como leitura neste mês pra eu não me sentir tão inútil sobre as minhas leituras. Gente, essa história é um spin-off de “Os 12 Signos de Valentina” e é incrível demais! Li a maior parte dele (os 38 capítulos disponíveis naquele momento) em uma sentada, é tão incrível que eu não quis levantar pra comer até chegar ao final! Agora ele já está completinho lá no Wattpad, e vocês podem acompanhar por esse link 😀


Enfim, eu tenho o pressentimento de que talvez o mês de maio vá ser tão fraco em leituras quanto foi o de abril, primeiro por que sigo encalhada no mesmo livro e segundo por que estou viajando e a leitura têm sido a ultima das minhas preocupações, mas espero que pelo menos a parte da escrita receba uma atenção mais especial 😀

E vocês, pessoal? O que andam lendo?

Estreias da Semana (11/04/2019)

Cinema, Nas Telonas

Mais uma quinta-feira e mais um bocado de filme bacana chegando aos cinemas brasileiros nesta semana! Peguem a pipoca e acomodem-se, por que vem aí as Estreias da Semana de 11/04/2019:


After

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 46min
Direção: Jenny Gage
Gêneros: Romance, Drama
Nacionalidade: EUA

Tessa Young (Josephine Langford) é uma jovem de 18 anos que acaba de ingressar na faculdade. De roupas recatadas e bastante ingênua, ela é apresentada ao mundo das festas através de sua colega de quarto, Steph (Khadijha Red Thunder), bem mais liberal. Logo conhece Hardin (Hero Fiennes Tiffin), um jovem rebelde que renega o amor, apesar de ter lido os principais romances sobre o tema. Aos poucos os dois se aproximam, iniciando uma ardente paixão.


Ayka

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 54min
Direção: Sergey Dvortsevoy
Gênero: Drama
Nacionalidades: Rússia, Alemanha, Polônia, Casaquistão, China

Ayka (Samal Yeslyamova) é uma jovem de origem cazaque, que vive ilegalmente em Moscou. Ela dá à luz num hospital local, mas abandona o seu filho por medo de ser descoberta e deportada. Logo depois, ela enfrenta as complicações pós-parto, a fome, a solidão, a falta de emprego e a perseguição da máfia local, a quem deve dinheiro. Um dia, os mafiosos exigem que Ayka volte ao hospital, recupere o bebê e entregue a eles.


Border

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Direção: 1h 50min
Direção: Ali Abbasi
Gêneros: Drama, Fantasia
Nacionalidades: Suécia, Dinamarca

Tina (Eva Melander) é uma policial que trabalha no aeroporto fiscalizando bagagens e passageiros. Depois de ser atingida por um raio na infância, ela desenvolveu uma espécie de sexto sentido, fazendo com que seja capaz de “ler as pessoas” apenas pelo o olhar. Isso sempre representou uma vantagem na sua profissão, mas tudo muda quando ela identifica um criminoso em potencial e não consegue achar provas para justificar sua intuição. Após o episódio, ela passa a questionar seu dom, ao mesmo tempo em que fica obcecada em descobrir qual o verdadeiro segredo de Vore (Eero Milonoff), seu único suspeito não legitimado.


De Pernas pro Ar 3

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 48min
Direção: Julia Rezende
Gênero: Comédia
Nacionalidade: Brasil

O sucesso da franquia Sex Delícia faz com que Alice (Ingrid Guimarães) rode o mundo, visitando os mais diversos países em uma correria interminável. Sem tempo para se dedicar à família, quem assume a casa é seu marido João (Bruno Garcia), que cuida dos filhos Paulinho (Eduardo Mello) e Clarinha (Duda Batista), de apenas seis anos. Cansada de tanta agitação, Alice decide se aposentar e entregar o comando dos negócios à sua mãe, Marion (Denise Weinberg). Porém, o surgimento de Leona (Samya Pascotto), uma jovem competidora, faz com que mude seus planos.


Em Trânsito

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 41min
Direção: Christian Petzold
Gênero: Drama
Nacionalidades: Alemanha, França

Quando Georg (Franz Rogowski) tenta fugir da França após a invasão nazista, ele rouba os manuscritos de um autor falecido e assume sua identidade. Preso em Marseille, acaba conhecendo Marie (Paula Beer), que está desesperada para encontrar seu marido desaparecido – o mesmo que ele está fingindo ser. Para complicar ainda mais, ele começa a se apaixonar por ela.


Horácio

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 26min
Direção: Mathias Mangin
Gênero: Drama
Nacionalidade: Brasil

Durante um único dia, diversas figuras marginalizadas se cruzam pela cidade de São Paulo: um jogador sem talento, uma prostituta sem sorte, um capanga encontrando seu amor, um chefe autoritário, a filha dele, um agiota… Entre essas pessoas, um contrabandista de 80 anos de idade (Zé Celso) entra em desespero ao descobrir que o capanga por quem está apaixonado não o ama.


Los Silencios

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 29min
Direção: Beatriz Seigner
Gênero: Drama
Nacionalidades: Colômbia, Brasil, França

Amparo (Marleyda Soto) é mãe de dois filhos pequenos e está fugindo dos conflitos armados da Colômbia. Na tríplice fronteira do país com o Peru e o Brasil, ela e os meninos se abrigam em uma pequena ilha com casas de palafita no Rio Amazonas. No local, eles encontram o pai (Enrique Diaz), que supostamente estava morto.


Meditation Park

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 34min
Direção: Mina Shum
Gênero: Drama
Nacionalidade: Canadá


Maria (Pei-Pei Cheng) e Bing (Tzi Ma) são um casal que imigraram de Hong Kong para o Canadá 40 anos atrás. Uma mãe, esposa e dona de casa dedicada sua vida toda, Maria se vê obrigada a procurar por independência quando sua realidade é balançada por encontrar roupas íntimas de outra mulher no bolso de seu marido.


Primeiro Ano

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 32min
Direção: Thomas Lilti
Gênero: Drama
Nacionalidade: França

Benjamin (William Lebghil) acaba de se formar no ensino médio e está começando seu primeiro ano da faculdade de medicina. Já Antoine (Vincent Lacoste) está começando o primeiro ano pela terceira vez. Quando os dois se conhecem, uma amizade logo se forma e os dois se unem para enfrentar noites mal dormidas, um ambiente extremamente competitivo e a pressão das expectativas para seu futuro.


Superação – O Milagre da Fé

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 1h 56min
Direção: Roxann Dawson
Gêneros: Drama, Biografia
Nacionalidade: EUA

John Smith, um menino de 14 anos, passeava com a família em uma manhã de inverno no Lago St Louis, no Missouri, quando, acidentalmente, sofreu uma queda e se afogou. Chegando ao hospital, John foi considerado morto por mais de 60 minutos até que sua mãe, Joyce Smith, juntou todas as suas forças e pediu a Deus para que seu filho sobrevivesse. Sua prece poderosa foi responsável por um milagre inédito.


Suspíria – A Dança do Medo

Data de lançamento: 11 de abril de 2019
Duração: 2h 32min
Direção: Luca Guadagnino
Gênero: Terror
Nacionalidades: Itália, EUA

Susie Bannion (Dakota Johnson), uma jovem bailarina americana, vai para a prestigiada Markos Tanz Company, em Berlim. Ela chega assim que Patricia (Chloë Grace Moretz) desaparece misteriosamente. Tendo um progresso extraordinário, com a orientação de Madame Blanc (Tilda Swinton), Susie acaba fazendo amizade com outra dançarina, Sara (Mia Goth), que compartilha com ela todas suas suspeitas obscuras e ameaçadoras.


E aí, gente? Quais dessas estreias pretendem ver no cinema nesse fim de semana?

Me contem aqui nos comentários 🙂

ESTREIAS DA SEMANA (04/04/2019)

Cinema, Nas Telonas

Quinta-feira no BR é dia de estreia nos cinemas!

Como falei nesse post aqui, a partir de agora, toda semana, vocês vão poder conferir todos os filmes lançados em território nacional, e já se programar pra pegar aquele cineminha safado no final de semana.

Então preparem a pipoca e partiu conferir as estreias da semana:


Duas Rainhas

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 2h 04min
Direção: Josie Rourke
Gêneros: Histórico, Drama
Nacionalidades: EUA, Reino Unido

Mary (Saoirse Ronan), ainda criança, foi prometida ao filho mais velho do rei Henrique II, Francis, e então foi levada para França. Mas logo Francis morre e Mary volta para a Escócia, na tentativa de derrubar sua prima Elizabeth I (Margot Robbie), a Rainha da Inglaterra.


Bio – Construindo uma Vida

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 45min
Direção: Carlos Gerbase
Gêneros: Drama, Ficção científica
Nacionalidade: Brasil
  
Nascido em 1959 e morto em 2070, um homem tem uma patologia especial que não o permite mentir. Depois de sua morte, amigos e membros de sua família se reúnem para relembrar acontecimentos especiais pelos quais passaram juntos e que montam um interessante retrato da biografia do rapaz. 


Família Submersa

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 31min
Direção: Maria Alché
Gênero: Drama
Nacionalidades: Argentina, Brasil, Alemanha, Noruega

Quando Rina morre repentinamente, a vida de sua irmã e companheira de vida Marcela é completamente abalada. O velório é sobreposto por conversas sobre o passado e assuntos familiares que incomodam Marcela, principalmente por estar recebendo todos em sua casa.


Milagre

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Direção: Mauro Ventura
Gênero: Documentário
Nacionalidade: Brasil


Apesar dos milagres serem o elemento central da fé cristã, atualmente, são poucos os que se propõem  a adentrar o tema. Através de conversas com pensadores como Olavo de Carvalho, Raphael de Paola e Wolfgang Smith, o diretor Mauro Ventura inicia uma investigação filosófica acerca desse fenômeno, com o objetivo de dissecá-lo de forma profunda e desvendar os seus enigmas para a contemporaneidade.


Mussum – Um Filme do Cacildis

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 15min
Direção: Susanna Lira
Gênero: Documentário
Nacionalidade: Brasil

A trajetória do humorista e sambista Antônio Carlos Bernado Gomes, o “Mussum”, é contada de diferentes ângulos. São reveladas facetas mais sérias da figura que foi eternizada no imaginário popular brasileiro por sua participação no programa “Os Trapalhões”. Por trás de sua persona humorística e debochada, Antônio Carlos mantinha uma rotina de responsabilidades com sua família, projetos e compromissos. A sinopse oficial ainda não foi divulgada.


O Chalé é uma Ilha Batida de Vento e Chuva

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 12min
Direção: Letícia Simões
Gênero: Documentário
Nacionalidade: Brasil
 
Após uma viagem para o Pará, a diretora Letícia Simões entrou em contato com o livro de Dalcídio Jurandir. O documentário é uma homenagem ao romancista, que, enquanto escrevia os livros que compõem sua saga de 10 volumes, subia e descia o Rio Tapajós de barco para trabalhar como inspetor de escola.


O Tradutor

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 47min
Direção: Rodrigo Barriuso, Sebastián Barriuso
Gênero: Drama
Nacionalidades: Cuba, Canadá

Trabalhando na Universidade de Havana, um professor de literatura russa é obrigado a trabalhar como tradutor para crianças vítimas do desastre nuclear de Chernobyl quando elas são enviadas até Cuba para tratamento médico.


Quando Margot encontra Margot

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 35min
Direção: Sophie Fillières
Gêneros: Comédia , Romance
Nacionalidade: França

Depois de se esbarrarem em uma festa na noite parisiense, Margot, de 45 anos; e Margot, de 20 anos, percebem que são a mesma pessoa, com um quarto de século de diferença. A partir de então, elas desenvolvem uma estranha amizade, na qual uma delas passa por momentos da vida que a outra já conhece; e a outra tenta auxiliar a mais nova a não cometer os mesmos erros desnecessários.


Shazam!

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 2h 12min
Direção: David F. Sandberg
Gêneros: Ação, Fantasia
Nacionalidade: EUA

Billy Batson (Asher Angel) tem apenas 14 anos de idade, mas recebeu de um antigo mago o dom de se transformar num super-herói adulto chamado Shazam (Zachary Levi). Ao gritar a palavra SHAZAM!, o adolescente se transforma nessa sua poderosa versão adulta para se divertir e testar suas habilidades. Contudo, ele precisa aprender a controlar seus poderes para enfrentar o malvado Dr. Thaddeus Sivana (Mark Strong).


Três Faces

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 40min
Direção: Jafar Panahi
Gênero: Drama
Nacionalidade: Irã

Uma famosa atriz iraniana recebe um vídeo perturbador de uma garota implorando por ajuda para escapar de sua família conservadora. Ela então pede seu amigo, o diretor Jafar Panahi, para descobrir se o vídeo é real ou uma manipulação. Juntos, eles seguem o caminho para a aldeia da menina nas remotas montanhas do norte, onde as tradições ancestrais continuam a ditar a vida local.


Um Funeral em Família

Data de lançamento: 4 de abril de 2019
Duração: 1h 49min
Direção: Tyler Perry
Gênero: Comédia
Nacionalidade: EUA

Madea (Tyler Perry) e seus companheiros achavam que estavam indo para uma reunião de família como outra qualquer. Porém, tudo se transforma em um pesadelo quando de repente eles precisam planejar um funeral no meio de sua viagem a Georgia.


E aí, pessoal? O que vão assistir no fim de semana?

Contem pra mim aqui nos comentários 🙂

[2019] Leituras de Março

Literatura, Na Estante

Março sempre é um mês meio tenebroso pra mim. Digam o que quiserem, mas o Inferno Astral sempre me pega de jeito e avacalha a maior parte dos meus planos.

Entre batidas de carro, golpes do destino e toda sorte de pequenas coisas desagradáveis que antecederam meu aniversário, também enfrentei uma barrigada tremenda na parte literária da minha vida, tanto na escrita quanto na leitura.

O terceiro mês do ano foi aquele em que mal escrevi pro blog, salvo alguns textinhos feitos nas coxas (desculpa gente!), pra não dizer que não publiquei nada. Também foi o mês que tropecei na escrita do meu livro novo (um que faz parte dos meus projetos pra 2019, que ainda tô devendo texto aqui), e acabei não escrevendo nem uma frase sequer.

E março também foi o mês em que li menos páginas este ano. Me senti bem triste com isso, já que as Leituras de Fevereiro excederam expectativas e eu queria muito ter mantido o mesmo ritmo. Mas, como nem tudo são flores, principalmente no meu Inferno Astral, passemos a listinha (ligeiramente reduzida) com as leituras deste mês:


1) “Boa Noite” – Pam Gonçalves

Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina. Não que tudo isso seja ruim, mas também não faz dela a mais popular da escola. Agora, na universidade, ela quer finalmente ser legal, pertencer, começar de novo. O curso de Engenharia da Computação – em uma turma repleta de garotos que não acreditam que mulheres podem entender de números -, a vida em uma república e novos amigos parecem oferecer tudo que Alina quer. Ela só não contava que os desafios estariam muito além da sua vida social. Quando Alina decide deixar de vez o rótulo de nerd esquisitona para trás, tudo se complica. Além de festas, bebida e azaração, uma página de fofocas é criada na internet, e mensagens sobre abusos e drogas começam a pipocar. Alina não tinha como prever que seria tragada para o meio de tudo aquilo nem que teria a chance de fazer alguma diferença. De uma hora para outra, parece que o que ela mais quer é voltar para casa.

É engraçado, por que eu achei que iria gostar muito mais deste livro do que do “Uma História de Verão”, também da Pam Gonçalves, que li em fevereiro. Não que tenha sido um livro ruim, foi muito bom e abordou um tema muito importante: o assédio contra mulheres dentro das faculdades. Mas achei esse livro menos profundo, apesar do assunto “mais pesado”.


2) “Bom Ano” – Pam Gonçalves

Pam Gonçalves traz de volta a Manu, de Boa noite, para falar sobre amor, amizade e aquele medo que dá quando precisamos encarar a vida adulta.

Um ano e meio depois dos acontecimentos de Boanoite e tudo o que Manu quer é reunir os amigos e ter uma noite de Ano-Novo divertida e inesquecível. Agora que todos estão se formando na faculdade, a vida parece um verdadeiro tsunami. E o mais inquietante é que todos parecem saber muito bem como lidar com a vida adulta. Todos, exceto Manu. Com Dani se recusando a conversar e os amigos ocupados com seus próprios dilemas, a garota investe toda a atenção na festa de Ano-Novo. Organiza comida, bebida, lugar… mas acaba querendo controlar um pouco mais que isso. Bom ano discute o papel dos amigos e amores em momentos cruciais da vida, com o tom sempre bem-humorado e sensível de Pam Gonçalves.

Esse conto, além de trazer de volta personagens de “Boa Noite”, também nos mostra um pouquinho como está da vida da Analu, protagonista de “Uma História de Verão”, então dizer que adorei foi pouco. Adoro esses crossovers. E mais, achei que a escrita da Pam evoluiu demais dos outros dois livros pra esse conto. 


3) “Tinderela e o Coração de Cristal – Vol. 2” – Bianca Briones

Beatriz é uma mulher na casa dos trinta, que coleciona decepções amorosas. Ela não se encaixa no padrão de beleza imposto pela sociedade e não se importa muito com isso, porém sente uma necessidade imensa de ser amada, essa carência a coloca em situações que a machucam emocionalmente cada vez mais.
Em uma brincadeira de amigos, ela acaba no Tinder, um pouco receosa a princípio, depois passa a crer que poderá, enfim, encontrar o amor.
Tinderela e o Coração de Cristal é uma história contada em 12 volumes, que serão lançados ao longo de 2019, um a cada mês, sempre na última semana. Na saga, acompanharemos um ano na vida de Beatriz, e sua busca desesperada por amor. E, assim como ela, descobriremos, aos pouquinhos, que antes de encontrar um grande amor, precisamos encontrar a nós mesmos.
No SEGUNDO VOLUME, a nossa Tinderela conhece Giovani, um jovem de 22, instrutor de academia, que a surpreende de formas que ela sequer poderia imaginar. Será que as inseguranças de Beatriz a permitirão que ela o deixe se aproximar?

O volume 2 da história da nossa Tinderela veio só pra deixar a gente mais curioso com o que o futuro reserva para Beatriz. Adoro a escrita da Bianca, e vou dizer isso pra sempre, é tão incrível que faz com que você leia o conto inteiro e nem se dê conta disso. Quando percebe já acabou e você ficou chupando o dedo, tendo que esperar até o mês seguinte pra ler a continuação.


4) “Heroínas” – Laura Conrado, Pam Gonçalves e Ray Tavares

Não faltam heróis. Dos clássicos às histórias contemporâneas os meninos e homens estão por todo lugar. Empunhando espadas, usando varinhas mágicas, atirando flechas ou duelando com sabres de luz. Mas os tempos mudam e já está mais do que na hora de as histórias mudarem também. Com discussões feministas cada vez mais empoderadas e potentes, meninas e mulheres exigem e precisam de algo que sempre foi entregue aos meninos de bandeja: se enxergar naquilo que consomem.
Este é o livro de um tempo novo, um tempo que exige que as mulheres ocupem todos os espaços, incluindo a literatura.
Laura Conrado imaginou as Três mosqueteiras como veterinárias de uma ONG, que de repente contam com a ajuda de uma estudante que não hesita em levantar seu escudo para defender os animais.
A Távola Redonda de Pam Gonçalves é liderada por Marina, que diante do sumiço do dinheiro que os alunos de sua escola pública arrecadaram para a formatura, desembainha a espada e reúne um grupo de meninas para garantirem a festa que planejaram.
E Roberta é a Robin Hood de Ray Tavares. Indignada com a situação da comunidade em que vive, a garota usa sua habilidade como hacker para corrigir algumas injustiças.
Este é um livro no qual as meninas salvam o dia. No qual elas são o que são todos os dias na vida real: heroínas. Finalmente.

Não vou mentir: eu tenho problemas com livros de contos. Principalmente quando são de autores diferentes, por que sempre acaba que uns contos são melhores do que outros, e no fim das contas você fica presa por dias num conto de 100 páginas não tão legal assim. Isso aconteceu com esse livro, mas juro que tudo valeu a pena quando cheguei no conto da Pam Gonçalves, e GENTE, essa talvez tenha sido a melhor história que ela escreveu até agora. Foi tão bom, tão bem executado e escrito que queria ver isso no cinema algum dia.


5) “Quando Saturno Voltar” – Laura Conrado

Conta história envolvente e divertida sobre aceitar mudanças inesperadas e seguir em busca da felicidade. Em seu novo romance, Laura Conrado conta a história de Déborah Zolini, uma jornalista sonhadora e fã de Pablo Neruda que trabalha como assessora de imprensa de um clube de futebol da segunda divisão e namora o médico Sérgio há quatro anos. Ela faz planos de construir uma vida a dois, arrumar um emprego melhor e correr atrás de desejos que ainda não realizou. Só que a vida, ou as estrelas, guardam surpresas para Déborah. Em uma viagem ao Chile, ela encontra uma mulher misteriosa que lhe fala sobre o retorno de Saturno. O planeta, que leva, em média, 29 anos para dar uma volta no sistema solar, voltará à posição em que se encontrava quando a jornalista nasceu. Para quem acredita em astrologia, esse é momento em que as pessoas passam por várias mudanças, que vão prepará-las para encarar o resto de sua vida. Déborah não leva a moça muito a sério, mas pede às estrelas que a ajudem a realizar seus desejos. No entanto, no voo de volta ao Brasil, um encontro inesperado começa a abalar a vida aparentemente certinha da protagonista. Aos poucos, Déborah começa a notar que seu namoro anda meio morno, a falta de reconhecimento no trabalho a incomoda. Ela começa a admitir que não está gostando do rumo que as coisas estão tomando. Será a hora de partir para novos desafios? Trocar aquele relacionamento confortável pelo frio na barriga? Sair de vez da zona de conforto e ver o que acontece?

Se o conto da Laura que eu li em “Heroínas” não me deixou muito animada, tudo foi esquecido quando li “Quando Saturno Voltar”. Tiveram umas pequenas coisas que me incomodaram, tipo a personagem depreciar outras por questões de aparência física, o que eu relevei, por que afinal de contas, na época em que o livro foi escrito, não estava tão em voga quanto está agora a sororidade e o feminismo, que admito mudaram muito a minha percepção sobre certas coisa. Se eu tivesse lido o livro no ano de lançamento isso não teria me incomodado, mas atualmente me deixou desconfortável. Porém, o que são uma ou duas cenas com esse tipo de situação, perto da perfeição desse livro INTEIRO? Sério, talvez “Quando Saturno Voltar” tenha sido meu livro favorito de Março, amei a escrita e a jornada da personagem! Além de ter me identificado demais com a Déborah, já que estou no meu Retorno de Saturno e cheia de coisas mal resolvidas na vida! Enfim, fiz até um post no Instagram falando sobre o livro, se vocês quiserem mais detalhes.


6) “Literalmente Amigas” – Laura Conrado, Marina Carvalho

Duas das mais populares autoras brasileiras da nova geração, as mineiras Laura Conrado e Marina Carvalho se juntaram pela primeira vez para escrever Literalmente Amigas.
Quando Gabi e Lívia, duas apaixonadas por livros, se conheceram em uma comunidade sobre literatura em uma extinta rede social, não imaginavam que se tornariam melhores amigas e que criaram um blog de resenhas literárias, o Literalmente Amigas. 
Desde então, elas são inseparáveis, apesar das personalidades muito diferentes! Gabi é um pouco avoada, desorganizada financeiramente, de riso fácil e vive uma história de conto de fadas com o namorado de longa data. Já Lívia é assertiva, firme e possui planos bem delineados para seu futuro, embora ainda não tenha encontrado o emprego dos sonhos nem um romance arrebatador como o de seus livros favoritos.
Juntas, elas enfrentam as dificuldades da juventude, seja na profissão, seja no amor, até tudo começar a mudar quando ambas são selecionadas para a mesma vaga — para a qual as duas se inscrevem, sem contar uma para outra — na principal editora do país. Será que a paixão pelos livros, que antes unia as amigas, agora se tornará o motivo do término da amizade?

Mais um livro que mexeu demais comigo. Como vocês acompanharam neste post aqui, conheci as minhas melhores amigas através da internet, “por culpa” da literatura. Então ler uma história sobre melhores amigas unidas pelo amor aos livros fez com que eu me identificasse demais com a história. Achei a escrita meio elaborada demais (daquelas que têm um pouco de palavras mais difíceis, sabe?) pro público-alvo: jovens adultos, o que me fez dar uma derrapada no começo, principalmente por que eu tinha acabado de sair de várias leituras leves e fáceis, mas depois de ajustar o ritmo a história fluiu super bem e fiquei encantada demais com o romance presente e a amizade tão bonita entre duas pessoas tão diferentes.


7) “O Livro Delas” – Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Chris Melo, Fernanda Belém, Fernanda França, Graciela Mayrink, Leila Rego, Lu Piras, Tammy Luciano

Nove talentos da literatura nacional, que conquistaram os corações e mentes de leitores, em um livro de contos inesquecível. Organizado por Renata Frade, responsável pelo projeto LitGirlsBr, que visa a aproximar escritoras e leitoras e fomentar o debate sobre literatura nacional, O livro delas reúne histórias de Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Chris Melo, Fernanda Belém, Fernanda França, Graciela Mayrink, Leila Rego, Lu Piras e Tammy Luciano, e apresenta o que há de mais representativo no estilo de cada escritora. Do sobrenatural ao chick-lit, passando por romance, aventura, drama e denúncia social, a coletânea agrada desde os leitores jovens adultos aos mais velhos. Em comum, o talento das nove autoras para contar belas histórias. O texto de orelha é assinado pelo escritor Maurício Gomyde.

Esse livro me fez ter certeza de que tenho problemas com antologias. É aquele probleminha de vários contos num livro só, escritos por autores diferentes, uns muito bons, uns mais ou menos e alguns ruins. Isso afetou bastante o meu ritmo de leitura, mas sou muito grata por ter lido esse livro. Primeiro por que a maioria dos contos eram bem bacanas, e com uma média de 50 páginas, ou seja, rapidinhos. Mas o principal motivo da minha gratidão foi o conto da Chris Melo, “Era Amor”. Teoricamente um conto banal, em forma de diário, com uma história bem cotidiana, sobre uma mulher tentando superar um divórcio. A premissa pode não parecer muito atraente, principalmente pra mim que nem namoro, imagina casar e se separar, nenhum tipo de identificação, certo? ERRADO! O conto fala de amor, com uma poesia que é bem característica da Chris. Chorei igual uma idiota dentro do ônibus e constatei algo que já sabia: Chris Melo é minha autora favorita. Isso que ela fez não é nem escrever, é magia.


Bom pessoal, essas foram as minhas leituras de março, composta apenas por escritoras nacionais que eu adoro, com histórias maravilhosas! Inclusive esse ano eu só estou lendo bons livros! 2019 tá saindo melhor que a encomenda!

Além desses 7 livros, também li os 37 capítulos disponíveis no Wattpad de “Carta aos Astros” (QUE É INCRÍVEL, VOCÊS PRECISAM LER!!!), spin-off do livro “Os 12 Signos de Valentina”, escrito pela Ray Tavares. Acabei não colocando ele aqui no meio por que a história ainda não foi finalizada, mas provavelmente ele deve entrar nas Leituras de Abril 😀

Agora é torcer pra voltar pro ritmo de leitura de Fevereiro e deixar a barrigada e o Inferno Astral em Março.

E vocês, o que estão lendo?? Contem pra mim aqui nos comentários 🙂

Estreias da Semana (28/03/2019)

Cinema, Nas Telonas

Desde o começo do ano estou louca para implementar uma “coluna” fixa aqui no blog. Como vocês que acompanham o Pamelisses puderam perceber, eu ando um pouco sumida e normalmente isso acontece quando o volume de trabalho aumenta e fico tão esgotada mentalmente que mal consigo alimentar o hobby da escrita.

Uma forma de sempre atualizar a parte de Literatura do Blog foi criar a “coluna” mensal das “Leituras do Mês“, mas sinto muita falta de poder fazer isso com a parte de Cinema aqui do Pamelisses, então, unindo o útil ao agradável e matando dois coelhos com uma cajadada só, eis que nasce a coluna semanal fixa de Estreias da Semana!

A partir de agora, toda quarta-feira (véspera da virada das cinessemanas no Brasil e, consequentemente, data que antecede as estreias de filmes nos cinemas), vocês vão poder conferir um resumo que tudo que vai estrear nos cinemas naquela semana e já se programar pra assistir aquele filme safado.

Agora, sem mais delongas, fiquem com as Estreias da Semana de 28/03/2019:


A Rebelião

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Duração: 1h 49min
Direção: Rupert Wyatt
Gêneros: Ficção científica, Suspense
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Em um bairro de Chicago, quase uma década após uma invasão alienígena no planeta Terra, acompanhamos como é a vida das pessoas nos dois lados do conflito, o dos colaboradores e o dos dissidentes.




António Um Dois Três

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Duração: 1h 35min
Direção: Leonardo Mouramateus
Gênero: Drama
Nacionalidades: Portugal, Brasil

Sinopse: Lisboa, Portugal. António (Mauro Soares) é um jovem que, após passar a noite fora de casa, é cobrado pelo pai devido a uma carta anônima que recebeu, dizendo que o filho abandonou a faculdade há cerca de um ano. Diante da situação, António foge de casa e encontra refúgio na casa de Mariana (Mariana Dias), uma ex-namorada. Lá ele conhece Débora (Deborah Viegas), uma brasileira que alugou um quarto por um único dia, com quem acaba se envolvendo.


Dumbo

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Lançamento: 1h 52min
Direção: Tim Burton
Gêneros: Família, Aventura
Nacionalidade: EUA

Sinopse: 1919, Joplin, Estados Unidos. Holt Farrier (Colin Farrell) é uma ex-estrela de circo que, ao retornar da Primeira Guerra Mundial, encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. Além de perder um braço no front, sua esposa faleceu enquanto estava fora e ele agora precisa criar os dois filhos. Soma-se a isso o fato de ter perdido seu antigo posto no circo, sendo agora o encarregado em cuidar de uma elefanta que está prestes a parir. Quando o bebê nasce, todos ficam surpresos com o tamanho de suas orelhas, o que faz com que de início seja desprezado. Cabe então aos filhos de Holt a tarefa de cuidar do pequenino, até que eles descobrem que as imensas orelhas permitem que Dumbo voe.


Gloria Bell

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Duração: 1h 41min
Direção: Sebastián Lelio
Gêneros: Romance, Comédia dramática
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Uma mulher sozinha com 50 anos e espírito livre (Julianne Moore) ocupa suas noites buscando amor em boates para adultos solteiros em Los Angeles. Sua frágil felicidade muda no dia em que conhece Arnold (John Turturro). Sua intensa paixão deixa ela alternando entre esperança e desespero, até ela descobrir uma nova força e que agora, surpreendentemente, ela consegue brilhar mais do que nunca.


Happy Hour – Verdades e Consequências

Data de lançamento: 28 de março de 2019 
Duração: 1h 54min
Direção: Eduardo Albergaria
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidades: Brasil, Argentina

Sinopse: Após um acidente, Horácio (Pablo Echarri) muda completamente suas perspectivas de vida e decide confessar para sua esposa, Vera (Letícia Sabatella), que deseja ter relações com outras pessoas, embora ainda queira continuar o casamento. Confusa e inserida em um momento profissionalmente complicado, ela não gosta da ideia mas percebe que precisa, mais do que nunca, continuar seu casamento.


Inezita

Data de lançamento: 28 de março de 2019 
Duração: 1h 25min
Direção: Hélio Goldsztejn
Gêneros: Documentário, Biografia
Nacionalidade: Brasil

Sinopse: Tendo comandado o programa Viola, Minha Viola por mais de 30 anos, Inezita Barroso foi um dos grandes expoentes da música popular brasileira. No entanto, a caminhada até o sucesso não foi nada fácil. Nascida em 1925, a artista teve que romper com preconceitos e estigmas que excluíam as mulheres da cena musical sertaneja do país, além de batalhar muito para mostrar seu valor como pesquisadora folclórica.


Minha Obra-Prima

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Duração: 1h 41min
Direção: Gastón Duprat
Gênero: Comédia
Nacionalidades: Espanha, Argentina

Sinopse: Renzo Nervi (Luis Brandoni) já foi um pintor bem-sucedido em Buenos Aires, mas hoje não consegue vender um único quadro. Seu amigo Arturo Silva (Guillermo Francella), negociante de obras de arte, faz o possível para valorizar os quadros de Nervi, porém a personalidade arrogante do artista não ajuda nos negócios. Um dia, um acidente inesperado proporciona aos dois uma possibilidade inédita (e ilegal) de ganharem dinheiro dentro do corrupto mercado de obras de arte.


Os Últimos Dias de Copacabana Jack

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Duração: 1h 15min
Direção: Rob Curvello
Gêneros: Policial, Drama
Nacionalidade: Brasil

Sinopse: Vivendo em um pequeno apartamento situado no coração de Copacabana, um sexagenário solitário cumpre rigorosamente sua monótona rotina todos os dias. Quando ele assiste na TV sobre diversas investigações que apontam o aparecimento de misteriosos pacotes manchados de sangue nas ruas, percebe que seus hábitos podem ser o segredo para desvendar a identidade de um assassino em série. 


The Cleaners

Data de lançamento: 28 de março de 2019 
Duração: 1h 25min
Direção: Hans Block, Moritz Riesewieck
Gênero: Documentário
Nacionalidades: Alemanha, Brasil

Sinopse: No sombrio submundo da internet, quem é responsável por controlar o que vemos e o que pensamos? Um olhar analítico sobre a indústria virtual responsável por fazer limpezas digitais, apagando e controlando os conteúdos que ficam visíveis online.


Uma Viagem Inesperada

Data de lançamento: 28 de março de 2019
Duração: 1h 27min
Direção: Juan José Jusid
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidades: Argentina, Brasil

Sinopse: Pablo (Pablo Rago) é um engenheiro argentino que mora no Brasil. Ele trabalha como responsável pela criação de uma nova plataforma de petróleo numa empresa localizada no Rio de Janeiro. Morar longe de sua família é algo que gerou certo afastamento. Porém, quando seu filho passa por um problema, Pablo viaja para seu país natal em busca de soluções.


Vox Lux – O Preço da Fama

Data de lançamento: 28 de março de 2019 
Duração: 1h 50min
Direção: Brady Corbet
Gêneros: Drama, Musical
Nacionalidade: EUA

Sinopse: Celeste (Natalie Portman) é uma menina que sobrevive após uma grande tragédia, o que a torna conhecida nacionalmente. Após um tempo, ela se lança como cantora e alcança o estrelato.


Enfim, gente!

Espero que tenham gostado dessa novidade. Se tiverem alguma ideia de conteúdo que vocês gostariam de ver aqui, e que seja bem a cara do Pamelisses, me digam lá nos comentários 😉

E aproveitem pra me contar qual desses filmes vai fazer a cabeça de vocês nesse fim de semana!

[2019] Leituras de Fevereiro

Literatura, Na Estante

Minha gente, esse ano tá voando! Pisquei e fevereiro já chegou ao fim. Parece que foi ontem que eu vim aqui contar sobre as minhas Leituras de Janeiro e falar a respeito da minha resolução cheia de projetos pessoais.

O post com essas resoluções e o resumo das minhas metas de 2019 ainda vou ficar devendo, mas as minhas Leituras de Fevereiro já estão entre nós!

Na correria que foi esse segundo mês do ano acabei não resenhando nenhum livro aqui no blog, mas vou deixar vocês com o resumão de tudo o que fez a minha cabeça no quesito literatura:


1) “Tinderela e o Coração de Cristal” – Bianca Briones

Beatriz é uma mulher na casa dos trinta, que coleciona decepções amorosas. Ela não se encaixa no padrão de beleza imposto pela sociedade e não se importa muito com isso, porém sente uma necessidade imensa de ser amada, essa carência a coloca em situações que a machucam emocionalmente cada vez mais.

Em uma brincadeira de amigos, ela acaba no Tinder, um pouco receosa a princípio, depois passa a crer que poderá, enfim, encontrar o amor. 

Tinderela e o Coração de Cristal é uma história contada em 12 volumes, que serão lançados ao longo de 2019, um a cada mês, sempre na última semana. Na saga, acompanharemos um ano na vida de Beatriz, e sua busca desesperada por amor. E, assim como ela, descobriremos, aos pouquinhos, que antes de encontrar um grande amor, precisamos encontrar a nós mesmos.

Eu nunca canso da escrita da Bianca Briones, é incrível como ela consegue criar personagens tão reais e atuais. O único defeito dessa história é que é curta demais e eu já estou mais do que ansiosa pra ler o volume 2!


2) “Em Pedaços (Recomeços #1)” – Lauren Layne

Uma garota com segredos corrosivos. Um ex-soldado com cicatrizes externas e internas. Um amor que pode salvar ambos… ou destrui-los de vez.

Aos vinte e dois anos, Olivia Middleton tem Nova York aos seus pés. Por fora, ela é a garota perfeita — linda, inteligente e caridosa — mas, por dentro, guarda um segredo terrível: um erro que a afastou das duas únicas pessoas que realmente importavam na sua vida. Determinada a esquecer o passado, ela deixa Manhattan e vai trabalhar como cuidadora de um soldado recém-saído da guerra. O que ela não esperava era que seu paciente seria um jovem enigmático de vinte e quatro anos tão amargurado quanto atraente.

Paul Langdon está furioso — com o mundo, com a vida, com o seu pai e, principalmente, consigo mesmo. Depois de sofrer na pele os horrores da Guerra do Afeganistão, a última coisa que ele quer é a companhia de uma princesinha nova-iorquina linda, mimada e irritante. A presença de Olivia parece tóxica para Paul: ela o incomoda, mas ele não consegue afastá-la, por mais que tente.

Nessa recontagem moderna de A Bela e a Fera, Lauren Layne nos traz uma história irresistível de perdão, cura e, acima de tudo, amor.

Me descobri obcecada pelos livros da Lauren Layne! São histórias absurdamente clichês, que você sabe exatamente todos os pontos de virada e o final, nada surpreendente. Entretanto a escrita dela é completamente viciante e você não consegue largar o livro até chegar à página final. Terminei esse numa sentada só e em seguida já estava obcecada procurando pelo próximo.


3) “Como Num Filme (Recomeços #0.5)” – Lauren Layne

As regras são claras… até o momento em que são quebradas. Neste livro da série Recomeços, conheça a história de Ethan. As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova York e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota.

Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou?

Esse livro se passa antes dos acontecimentos de “Em Pedaços”, mas deve ser lido só após o término do primeiro. A história deste romance segue o mesmo padrão do anterior: clichê, previsível e sem nenhuma surpresa, mas também mantêm a mesma qualidade de seu predecessor: é impossível desgrudar das páginas até chegar ao final! Você consegue lê-lo de uma vez só e é aquele livro ideal para espairecer entre uma leitura mais pesada e outra.


3) “Os 27 Crushes de Molly” – Becky Albertalli

Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, vive dizendo que ela precisa ser mais corajosa, mas Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas.

Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã.

Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo?

Em Os 27 Crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar.

Eu amei muito esse livro! Terminou e eu só queria pegar a Molly e colocar ela dentro de um potinho! Eu queria virar amiga dela e dos amigos dela! Amo a escrita da Becky (mesma autora de “Simon vs. a Agenda Homo Sapiens”), amo que seus personagens são super bem construídos e como existe toda uma preocupação em retratar a inclusão de diversas etnias e tipos de opção sexual entre os seus personagens. O nome disso é representatividade e a escritora faz com maestria enquanto nos guia por uma história completamente envolvente! 

P.S.: esse livro se passa no mesmo Universo dos outros livros 
da autora, então você pode ter um infarto ou dois com a 
citação à personagens que já conhecemos e amamos!


5) “Leah Fora de Sintonia (Creekwood #2)” – Becky Albertalli

Sequência do sucesso Com Amor, Simon.

Leah odeia demonstrações públicas de afeto. Odeia clichês adolescentes. Odeia quem odeia Harry Potter. Odeia o novo namorado da mãe. Odeia pessoas fofas e felizes. Ela odeia muitas coisas e não tem o menor problema em expor suas opiniões. Mas, ultimamente, ela tem se sentido estranha, como se algo em sua vida estivesse fora de sintonia. No último ano do colégio, em poucas semanas vai ter que se despedir dos amigos, da mãe, da banda em que toca bateria, de tudo que conhece. E, para completar, seus amigos não fazem ideia de que ela pode estar apaixonada por alguém que até então odiava, uma garota que não sai de sua cabeça.

Nesta sequência do sucesso “Com Amor, Simon”, vamos mergulhar na vida e nas dúvidas da melhor amiga de Simon Spier. Em um livro só dela, mas com participações mais do que especiais dos personagens do primeiro livro, vamos acompanhar Leah em sua luta para se encontrar e saber com quem dividir suas verdades e seus sentimentos mais profundos.

Em Leah fora de sintonia, Becky Albertalli mostra por que é uma das vozes mais importantes e necessárias de sua geração. Sem nunca soar didática, a escritora lança mão dos mesmos ingredientes que tornaram “Com Amor, Simon” um sucesso mundial: a leveza, o senso de humor, a representatividade e a certeza de que vale a pena contar histórias sobre jovens que podem até estar perdidos, mas estão determinados a encontrar seu caminho.

Esse livro dividiu muitas opiniões! Principalmente por que mostra um outro lado da Leah, um bem diferente do que foi mostrado em “Simon vs. a Agenda Homo Sapiens” e eu não sei se foi por que as pessoas não entenderam bem, mas eu adorei demais essa história. A Leah não é uma personagem fácil e estar dentro da cabeça dela por 320 páginas pode não ser uma missão fácil se você não compreender a personagem. Existem motivos pra ela ser como é e, conforme a gente se aprofunda na história dela, vai compreendendo melhor suas ações. Essa é a magia desse livro e dos outros escritos pela Becky: ela não cria personagens perfeitos! Todo mundo é cheio de defeitos e dramas e tem sua própria jornada de descoberta pra percorrer. É sempre uma honra poder acompanhá-los por todo esse caminho.

P.S.: é ideal que esse livro seja lido depois do da Molly, pois têm acontecimentos relacionados.


6) “O Natal dos Neves” – Ray Tavares

A família Neves é… peculiar. Grande, barulhenta e cheia de opiniões, é exatamente o oposto do ambiente em que Isadora cresceu. Talvez seja por isso que Andrei esteja tão receoso em apresenta-la aos pais e aos irmãos durante a data mais caótica do ano: o Natal. Ou talvez seja porque ele está 100% pronto para dizer as temerosas três palavrinhas para a namorada, “eu te amo”, mas precise encontrar o momento perfeito para isso.

Observação: o conto se passa após o final de “Os 12 Signos de Valentina”, porém, antes do epílogo do livro.

Aquele conto curtinho pra matar a saudade de personagens tão queridos! Foi ótimo acompanhar a história pelo ponto de vista do Andrei e ficar suspirando a cada página pelo jeito como ele vê a Isadora. Que amor lindo! Além do romance, não podia faltar muita comédia, afinal é uma história da Ray Tavares, e se ela não me fizer gargalhar pelo menos uma vez por capítulo tem alguma coisa errada!


7) “Dumplin'” – Julie Murphy

Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação.

Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre.

Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo… até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular… e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca. Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.

Puta que pariu! Esse livro é incrível! Uma das melhores coisas que li na minha vida e acho que deveria ser lido PELO MUNDO INTEIRO! Alguém coloca ele nas pautas das escolas, todo mundo deveria conhecer a história da Will. Adorei a narrativa da Julie Murphy e se pudesse teria lido o livro inteiro de uma vez só. Ainda não conferi a adaptação para as telas, mas quero muito fazer um comparativo assim que assistir o filme na Netflix.


8) “Amor Plus Size” – Larissa Siriani

Maitê Passos é uma garota linda, de dezessete anos e mais de cem quilos. Ela passou a infância e a adolescência sendo resumida ao peso. Mas e quando é justamente esse o fator que pode mudar completamente a sua vida?

Em meio ao turbilhão do ensino médio, com uma mãe obcecada por dietas, um crush antigo por Alexandre, o cara mais gato da escola, e uma amizade deliciosa com Isaac, fotógrafo amador, Maitê vai descobrir que não precisa ser igual a todas as outras meninas para ser feliz.

Neste romance corajoso e cheio de reviravoltas, Larissa Siriani narra a história de uma jovem descobrindo seu lugar no mundo, construindo uma jornada incrível de autoconhecimento, aceitação e empoderamento.

A mensagem desse livro é maravilhosa! Se no que li anterior à ele a protagonista já era completamente empoderada, nesse a gente acompanha de perto a jornada de auto-conhecimento da personagem central, ao se dar conta que é linda exatamente do jeito que é e só precisa enxergar isso e tomar o poder para si. Adorei a história e acho que deveria ser pauta nas escolas também. Esse é um livro muito importante, que dá voz e representatividade à um público que precisa de atenção e relevância na nossa sociedade também.


9) “Um Dia dos Namorados (im)Perfeito” – Larissa Siriani

Tudo o que Isaac quer é dar à namorada um primeiro Dia dos Namorados perfeito, com direito a flores, jantar e, quem sabe, se ele der sorte, uma noite inesquecível. Mas quando tudo começa a dar errado e ele é forçado a improvisar. Isaac percebe que o mais importante não é como vai passar o dia 12 de Junho – é com quem.

Um contro amorzinho de “Amor Plus Size” que vem pra matar a saudade de personagens super queridos! Adorei que ele é do ponto de vista de Isaac e a gente pode dar uma espiadinha nos pensamentos dele! Super romântico e com pitadas de humor, não pode ficar de fora da sua lista de leituras!


10) “O Amante da Princesa” – Larissa Siriani

Um romance sensual e divertido sobre as escolhas que são feitas por nós — e sobre tomar as rédeas da vida nas próprias mãos.

Maria Amélia de Bragança é princesa do Brasil, prometida a Maximiliano Habsburgo, arquiduque da Áustria. Mas não há nada que ela deseje menos do que esse casamento: como alguém pode querer que ela se case com um homem que nem sequer conhece? O que Amélia não esperava é que seu noivo chegasse ao Palácio das Janelas Verdes, em Lisboa, acompanhado do amigo Klaus Brachmann, um homem charmoso e experiente que se sente compelido a seduzir a princesa apenas pelo prazer da conquista. Uma viagem inesperada que Maximiliano precisa fazer se mostra a oportunidade perfeita para que Klaus ensine uma coisinha ou outra a Amélia entre quatro paredes… E, conforme o jogo avança, a possibilidade de casamento se torna cada vez mais remota para a princesa, que agora precisa proteger seu coração a todo custo.

Eu fiquei completamente arrasada com o final desse livro! Sério, floi um romance arrebatador! Me apaixonei completamente por todos os personagens, torci e me identifiquei com eles, ri e me diverti, chorei e sofri e ainda me emocionei pra caramba. ESSE É UM LIVRO COMPLETO, MINHA GENTE! Esse é aquele romance histórico nacional (que ainda por cima é inspirado por personagens reais) que falta na sua estante! Amém Larissa Siriani, já quero toda uma série de livros de época inspirados em personagens reais!


11) “O Natal dos Brachmann” – Larissa Siriani

Klaus Brachmann é um homem recluso, que não quer nada além de criar sua filha em paz. Mas o Natal é uma data para ser celebrada em família, e nada impedirá Berta Prilgsheim de ver seu querido irmão este ano. E quando um desastre transforma as festas em desespero, os Brachmann precisarão se unir mais do que nunca para superarem suas dores juntos e descobrirem o verdadeiro sentido do Natal.

O conto se passa alguns anos após o livro ” O Amante da Princesa” e aqui a gente consegue visualizar como alguns personagens tão amados estão depois daqueles eventos traumáticos. Não vou mentir, chorei praticamente o conto inteiro, ainda de coração partido. Mas achei a história muito importante por dar um background pra vilã do livro e fazer a gente perceber que ela não era má só por ser, haviam motivos e aqui ela se redime.


12) “Uma História de Verão” – Pam Gonçalves

É o último verão de Analu perto de casa antes da faculdade. Entre a dificuldade de se entender com seus pais, que queriam que ela cursasse Direito e não Cinema, e as persistentes comparações com seu irmão gêmeo, André Luiz, o grande exemplo de filho que faz tudo para agradar, a garota está cansada de tanta hipocrisia e da cobrança de todos e só quer aproveitar suas férias com os amigos. O lugar é lindo, o clima está ideal e não faltam lembranças em cada cantinho da praia. Pena que nem todas são boas: a primeira decepção amorosa e grande paixão de Ana Luísa, Murilo, está de volta com o sorriso cafajeste de sempre e novas promessas. De um lado, o futuro em uma nova e incrível cidade, São Paulo; do outro, os amigos, a família e um amor traiçoeiro que ao mesmo tempo machuca e envolve.

Eu tô besta com esse livro! Foi o primeiro que li da minha xará, a Pam Gonçalves, e senti como se estivesse lendo uma das histórias da Meg Cabot, só que ambientada no nosso BRzão. Além de ser um romance para Jovens Adultos, super leve e fluído, que aborda diversos assuntos, também é uma história cotidiana, que pode estar sendo vivida por diversos jovens. O que mais amei foi o final inesperado, nem um pouco clichê, mas completamente verdadeiro. Aprendi aqui algumas lições com a Analu e vou levar essa história de verão comigo pra sempre.


Bom gente, sigo muito feliz com as minhas leituras de 2019 até agora. Todos os livros foram maravilhosos e me mantiveram nesse ritmo incrível!

Adorei que esse mês li vários livros representativos, com personagens que são gordas e empoderadas! Acho muito importante ter espaço para esse tipo de literatura nos dias de hoje, assim a gente conscientiza todas essas jovens impressionáveis que não precisa existir um padrão de beleza imposto pela sociedade, VOCÊ É LINDA SIM! O importante é se amar do jeitinho que você é!

Mês que vem eu volto com as Leituras de Março!

E vocês, o que andam lendo?

Oscar 2019: Os Vencedores da Noite

Cinema

Na noite do último domingo (24/02) foi ao ar a cerimônia do Oscar 2019 e quem me acompanha pelo Instagram pôde conferir em momento real a premiação. Se você perdeu meus surtos, não se preocupe! Tá tudo registradíssimo nos destaques da minha bio, e você pode conferir aqui.

Esse Oscar me deu algumas rasteiras, e várias coisas que eu considerava como certas acabaram se revelando equivocadas. Entre elas: o flop de “A Favorita”, um dos meus filmes prediletos dessa temporada, que teve 10 indicações e acabou levando apenas uma estatueta, e essa estatueta era justamente a que eu jurava já pertencer à Glenn Close, atualmente a atriz viva com mais “derrotas” no Oscar (parece que ela caiu na Maldição do DiCaprio).

Eu, assistindo esse Oscar

Sem mais delongas, vou listar abaixo os filmes vencedores e tecer alguns comentários:

Bohemian Rhapsody, foi o grande vencedor da noite, abocanhando 4 estatuetas, entre elas:

Melhor Edição de Som;
Melhor Mixagem de Som;
Melhor Montagem;
Melhor Ator;

E eu tô bem pistola com esses prêmios todos. Sério gente, a Academia surtou geral. Ou esse Oscar tá comprado. São as únicas explicações pra “Bohemian Rhapsody”, um longa divertido e sobre uma banda que todo mundo ama, sim, porém cheio de problemas técnicos e com uma das Montagens mais cagadas que já vi na vida ter levado esse prêmio.

Eu, assistindo esse Oscar

E não vou nem falar do desgosto que foi esse Oscar de Melhor Ator pro lip sync mais caricato de todos os tempos. Eu sei que a atuação do Rami Malek dividiu opiniões, mas sinceramente, eu não senti que ele estava atuando ali, achei a imitação dele do Fred Mercury tremendamente irrisória e não entendi por que resolveram premiar isso. Todos os atores que concorriam nessa categoria tinham atuações muito mais consistentes que a do Malek, até o Bradley Cooper merecia mais.

Sobre os prêmios de som, faz sentido, com todas aquelas cenas de shows, porém, se fosse pra ir por esse lado, preferia que “Nasce Uma Estrela” levasse.

Rami Malek, vencedor do Oscar de Melhor Ator por “Bohemian Rhapsody”

Green Book, mesmo cercado por diversas polêmicas, não se deixou abater e garantiu 3 estatuetas, entre elas a do prêmio principal:

Melhor Filme;
Melhor Roteiro Original;
Melhor Ator Coadjuvante;

Olha gente, sinceramente gostei muito de Green Book, e achei sim que ele tinha condições de levar Melhor Roteiro e Melhor Filme, ENTRETANTO, e esse é um grande entretanto, premiar um filme envolvido em diversos escândalos que vão do racismo ao assédio sexual, é um tapa na cara que transforma todos os esforços de inclusão que a Academia teve ao indicar filmes como “Infiltrado na Klan”, “Pantera Negra”, “Roma” e “Se a Rua Beale Falasse”, em pó. É como se estivessem legitimando preconceito e misoginia. Não faz sentido e ainda me faz pensar que a Academia está mudando sim, mas para pior.

Sinceramente, só não questiono o Oscar do Mahershala Ali.

Mahershala Ali, vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Green Book: O Guia”

Roma, um dos grandes favoritos da noite, com 10 indicações, levou apenas 3 estatuetas e me deixou bem desconfortável por não ter levado o prêmio de Melhor Filme, que além de merecido, ia mostrar pra industria qual era a nova cara da Academia. Seus prêmios foram:

Melhor Direção;
Melhor Fotografia;
Melhor Filme Estrangeiro;

Acho que quando foi anunciado o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro eu já sabia que Roma não levaria o prêmio principal da noite, mas não esperava a rasteira que citei aqui em cima. No mais, temos que exaltar muito Alfonso Cuarón, que roteirizou, produziu, fez a fotografia e dirigiu essa verdadeira obra de arte.

Alfonso Cuarón com seus prêmios de Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Filme Estrangeiro

Pantera Negra, com 7 indicações, o primeiro filme de herói a ser indicado na categoria principal do prêmio, também não decepcionou e faturou 3 estatuetas:

Melhor Direção de Arte;
Melhor Figurino;
Melhor Trilha Sonora;

Eu não tenho do que reclamar desses prêmios. Apesar de só ter apostado que levariam Melhor Figurino, cada uma dessas estatuetas foi mais do que merecida.

Jay Hart e Hannah Beachler, vencedores do Oscar de Melhor Direção de Arte por “Pantera Negra”

Vice, que era um dos favoritos, com 8 indicações, e que na minha opinião deveria ter levado os prêmios de Melhor Montagem e Melhor Ator também, acabou ficando apenas com a estatueta de Melhor Maquiagem.

Outro queridinho tombado, A Favorita, com 10 indicações, levou apenas o inesperado Oscar de Melhor Atriz para Olivia Colman. Não que a performance de Olivia tenha sido ruim, passou bem longe disso, ela foi incrível neste longa, porém dividia o protagonismo do filme com Emma Stone e Rachel Weiz (inclusive acredito que todas elas tenham praticamente o mesmo tempo de tela, o que me deixou bem confusa com essa indicação), e além de tudo tem a questão de que tava todo mundo contando com esse Oscar pra Glenn Close.

Esse provavelmente foi aquele momento em que pensaram “Eita, esquecemos de premiar um dos favoritos, toma esse Oscar aqui mesmo”.

Olivia Colman, vencedora do prêmio de Melhor Atriz por “A Favorita”

Meus tombos prosseguiram com os vencedores das categorias a seguir:

Melhor Curta-Metragem: Skin;
Melhor Documentário: Free Solo;
Melhores Efeitos Visuais: O Primeiro Homem;

Mesmo tendo errado esses palpites, o único que me incomodou levar o prêmio foi O Primeiro Homem. Eu até entendo os motivos: se pararmos pra pensar nos Efeitos Visuais que realmente tornaram reais os acontecimentos do filme, é bem merecido, nunca vou esquecer a primorosidade daquela cena do primeiro pouso na Lua.

Porém, em “Vingadores: Guerra Infinita” vemos pousos ATRAVÉS DO UNIVERSO, um monte deles aliás, bando de arrombado!

Desculpa, mas fico com a impressão que a Academia deu esse prêmio só para O Primeiro Homem levar alguma coisa pra casa, tipo um “cala boca”, e além disso ainda entra ai aquele velho preconceito que o Oscar tem com os filmes da Marvel.

Paul Lambert, Ian Hunter, Tristan Myles e J.D. Schwalm, vencedores do Oscar de Melhores Efeitos Visuais por “O Primeiro Homem”

Graças a Deus nem só de rasteiras foi esse Oscar! Também acertei mais algumas categorias, que, obviamente, na minha opinião, foram prêmios mais do que merecidos e aqueles que mais vibrei:

Melhor Curta de Animação: Bao;
Melhor Curta Documentário: Period. End of Sentence.;
Melhor Animação: Homem Aranha no Aranhaverso;
Melhor Roteiro Adaptado: Infiltrado na Klan;
Melhor Atriz Coadjuvante: Regina King, por “Se a Rua Beale Falasse”;
Melhor Canção Original: “Shallow” de “Nasce uma Estrela”;

Spike Lee recebendo seu Oscar pelo Melhor Roteiro Adaptado de “Infiltrado na Klan”, em um dos meus momentos favoritos dessa premiação!

No fim das contas acabei contabilizando 12 acertos daqueles palpites que dei aqui nesse post. E apesar da revolta ser bem grande, não apenas pelos prêmios que não acertei, mas por aqueles que acredito piamente não terem sido merecidos, foi uma cerimônia bacana, com momentos incríveis!

Entre os melhores momentos da noite estão: a abertura com o show do Queen + Adam Lambert; o discurso emocionante de Regina King ao receber sua estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante; Keegan-Michael Key, encarnando a Mary Poppins e descendo de guarda-chuva no meio da cerimônia; o discurso da Lady Gaga ao tomar posse de seu prêmio de Melhor Canção Original; e claro, O MEU MOMENTO FAVORITO, NÃO SÓ DO OSCAR, MAS DO ANO INTEIRO, Lady Gaga subindo ao palco com Bradley Cooper para cantar “Shallow”.

E é com o vídeo dessa performance incrível que eu termino o post de hoje ♥

Lady Gaga e Bradley Cooper performam “Shallow” de “Nasce uma Estrela

E vocês, pessoal, acertaram muita coisa ou também foram tombados como eu?

Contem pra mim aqui nos comentários 😉

Oscar 2019: Palpites e Previsões

Cinema

A noite do próximo domingo (24/02), que coroa os melhores na industria cinematografia, se aproxima e, conforme prometido nesse post, chegou a hora de dividir com vocês meus palpites e previsões sobre os prováveis vencedores do Oscar 2019.

Ainda não consegui assistir todos os filmes que concorrem este ano e, infelizmente, não acredito que vá conseguir. Algumas categorias, como Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Documentário, Melhor Curta, Melhor Curta Documentário e Melhor Curta de Animação irão sofrer com a minha falta de embasamento para minhas opiniões.

É extremamente difícil encontrar os filmes que concorrem nessas categorias e salvo um ou outro, sei que não vou conseguir assistir a maioria, mas, tendo finalizado a maratona com os longas que concorrem nas categorias principais, me sinto preparada pra vir aqui palpitar.

Lembrando que sou apenas uma entusiasta da 7ª arte, minha gente… longe de mim vir aqui com a pretensão de ser algum tipo de guru no assunto. Deus sabe que o cinema pra mim é um hobby e nunca estudei a fundo pra ter alguma propriedade profissional nesse quesito.

Com esse ponto devidamente esclarecido, passemos às previsões desta reles fã que vos fala:

Melhor Curta de Animação

Começando pelas categorias que tenho menos conhecimento, aqui acredito que o vencedor seja o Curta “Bao”, da Pixar. Pra quem não conhece, a Animação esteve em cartaz junto com “Os Incríveis 2” e fala sobre a maternidade de um jeito bem diferente. Faz algum tempo que assisti, mas me lembro de ficar profundamente emocionada com a metáfora, que trata do poder nocivo da superproteção dos pais. O curta problematiza a maternidade superprotetora e chama atenção para a importância de não centralizar a vida emocional da mãe no filho ou na filha. 

Por se tratar de um curta atemporal, poético e provocador, pra mim é um dos favoritos para receber o Oscar nesta categoria.

Cena de “Bao”, indicado na categoria “Melhor Curta de Animação”

Melhor Curta-Documentário

Nesta categoria, infelizmente não consegui assistir nenhum filme, mas com alguma pesquisa sobre os indicados e os favoritos da crítica, minha aposta é em “Period. End of Sentence.”. O documentário explora os costumes de uma aldeia rural nos arredores de Delhi, na Índia, onde as mulheres lideram uma revolução silenciosa. Eles lutam contra o estigma profundamente enraizado da menstruação. O filme fala sobre esse triste cenário, em que são proliferadas informações errôneas, disseminando distorções que desembocam em constrangimentos sociais.

Conseguindo desenhar um esboço contundente da força das outrora subjugadas mulheres que arregaçam as mangas em função da própria liberdade, na minha opinião este é o vencedor nessa categoria.


Cena de “Period. End of Sentence.”, indicado na categoria “Melhor Curta-Documentário”

Melhor Curta-Metragem

Mais uma categoria que não consegui assistir nenhum dos filmes, então, me baseando no enredo dos indicados e na opinião da critica, minha aposta é em “Marguerite”, o curta que mostra o relacionamento de uma mulher idosa e sua enfermeira, e como elas desenvolvem uma amizade que a inspira a descobrir desejos não reconhecidos e, assim, ajudá-la a fazer as pazes com seu passado.

Aqui dou meu palpite baseada na opinião da crítica.


Cena de “Marguerite”, indicado na categoria “Melhor Curta-Metragem”

Melhor Documentário

Nesta categoria, minha aposta é o documentário “RBG”, que conta a história de Ruth Bader Ginsberg, justificando a fama da diligente juíza norte-americana, que dedicou sua carreira a lutar contra a discriminação de gênero, fazendo isso com impressionante resiliência e estratégia, foi responsável por momentos decisivos para a evolução das leis dos EUA que, pela precedência e poder de influência do país, tiveram impactos progressistas em todo o mundo.

Escolhido como o Melhor Documentário de 2018 pelo National Board of Review, acredito que levará a estatueta de Melhor Documentário no domingo à noite.


“RBG”, indicado na categoria “Melhor Documentário”

Melhor Filme Estrangeiro

Confesso que só assisti a um dos filmes que concorrem nesta categoria, e foi o sucesso de critica, distribuído pela Netflix e dirigido por Alfonso Cuarón. Com 10 indicações ao Oscar, “Roma” é um dos favoritos em diversas categorias e não precisei pensar muito para elegê-lo o “Melhor Filme Estrangeiro”. Na verdade, o longa tem grandes chances de abocanhar o principal prêmio da noite.

Cena de “Roma”, indicado à “Melhor Filme Estrangeiro”

Melhor Mixagem de Som

Chegando às categorias mais técnicas, finalmente posso me basear nos meus próprios feelings, tendo assistido à todos os filmes indicados aqui, acredito que este prêmio fique com “O Primeiro Homem”, a cinebiografia de Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua. Gente, a inteligência de toda a Equipe de Som deste filme é surreal! Tanto a mixagem, quando a edição, são insanas!

Melhor Edição de Som

E é por isso que acredito que “O Primeiro Homem” também leva a estatueta de “Melhor Edição de Som” este ano. Tanto na pré, quanto na pós produção, a sonoridade do longa é impecável. Não vejo como nenhum dos concorrentes nessas categorias possam superar a qualidade da Mixagem e Edição deste longa.

“O Primeiro Homem” indicado nas categorias “Melhor Mixagem de Som” e “Melhor Edição de Som”

Melhor Edição

No quesito edição, pra mim, “Vice”, é imbatível! O filme sobre Dick Cheney, ex vice-presidente americano, que é completamente anti-Dick Cheney, foi indicado em mais 7 categorias e encanta pela montagem! A forma genial como são intercaladas cenas metafóricas com as situações apresentadas no longa e uma das sequências finais, que mescla cenas de um transplante de coração com um desastre, com certeza vai render a estatueta de “Melhor Edição” pra esse filme, na minha opinião.

“Vice”, indicado à “Melhor Edição”

Melhores Efeitos Visuais

Aqui eu vou seguir meu coração e ser bem tendenciosa. Isso por que todos os filmes que concorrem nessa categoria são surreais no quesito Efeitos Visuais! Todos eles são sensacionais e não deixam a desejar quando falamos de trazer o irreal para o mundo real. São filmes com efeitos impecáveis e quando olhei pra lista de concorrentes soltei um riso nervoso, por que me parece impossível decidir entre eles. Nessa sinuca de bico, resolvi favorecer “Vingadores: Guerra Infinita” no meu palpite. Além de ter sido um espetáculo cinematográfico, o longa foi um dos meus favoritos em 2018 e nunca vou me esquecer dos efeitos visuais que transformaram o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, aqui no Brasil, no Planeta Vormir.

Cena de “Vingadores: Guerra Infinita”, indicado à categoria de “Melhores Efeitos Visuais”. Aqui podemos ver Thanos no Planeta Vormir, que ganhou vida graças às gravações no Maranhão.

Melhor Maquiagem

Aqui, novamente, acredito que o vencedor seja “Vice”. O trabalho impecável da equipe transformou Christian Bale em Dick Cheney e eu nem sequer reconheci o Sam Rockwell quando assisti o filme, minha gente! Vi o nome dele nos créditos e fui procurar que personagem ele tinha interpretado por que “não vi” ele no longa. Quase caí pra trás quando me dei conta de que ele interpretou o ex-presidente George W. Bush filho.

Christian Bale e Sam Rockell, caracterizados, respectivamente, como Dick Cheney e George W. Bush, em “Vice”, que concorre ao prêmio de “Melhor Maquiagem”

Melhor Figurino

Essa categoria me deixou completamente confusa. Os concorrentes também são impecáveis no quesito figurino e fiquei tão cheia de dúvidas quanto na categoria de Efeitos Visuais. Depois de muito pensar cheguei à dois favoritos: “Pantera Negra” e “A Favorita” e aqui vou usar o mesmo critério de desempate que utilizei com a questão dos efeitos: vou apostar em um dos meus filmes favoritos do ano passado, um gigante que não pode ser considerado apenas um filme de super herói, com sua crítica social e politica e reflexões tão atuais. É um prazer poder presenciar uma produção como essa ser indicada em 7 categorias do maior prêmio do cinema! Pode entrar “Pantera Negra”, você não merece apenas a estatueta de “Melhor Figurino”, você merece o mundo!

Cena de “Pantera Negra” que concorre na categoria “Melhor Figurino”

Melhor Trilha Sonora

Acredito que a partir de agora vou me repetir bastante falando sobre como fiquei em dúvida entre 2 ou mais filmes por categoria. Aqui fiquei entre dois filmes, que apesar de muito diferentes, possuem semelhanças incríveis, entre elas a Trilha Sonora espetacular. Falo mais uma vez de “Pantera Negra” e “Se a Rua Beale Falasse”, novo filme do diretor de “Moonlight”, que concorre em mais 2 categorias. Mesmo sendo encantada pela trilha sonora de “Pantera Negra”, desta vez meu critério de desempate é a opinião da crítica, que coroa “Se a Rua Beale Falasse” como o favorito nesta categoria. Não por menos, já que é possível perceber o quanto o trabalho executado pelo compositor é fundamental para se acompanhar esse drama de um homem injustamente acusado de ter cometido um estupro e a luta de sua família para livrá-lo da condenação.

Cena de “Se a Rua Beale Falasse”, indicado à categoria “Melhor Trilha Sonora”

Melhor Canção Original

Aqui eu sigo meu coração descaradamente! E é possível perceber isso desde esse post aqui. Por sorte, acredito que meu coração possa estar com a razão, se a gente levar em consideração a opinião da crítica sobre o grande favorito nesta categoria. “Shallow”, canção do filme estrelado por Bradley Cooper e Lady Gaga e interpretada pelos dois no sucesso de público e crítica “Nasce Uma Estrela” é, sem sombra de duvidas, umas das minhas canções favoritas de todos os tempos. O remake dirigido por Cooper ainda concorre em mais 7 categorias e na minha opinião vai garantir pelo menos a estatueta de “Melhor Canção Original”.

Lady Gaga e Bradley Cooper interpretando a canção “Shallow” no longa “Nasce Uma Estrela”, que concorre à “Melhor Canção Original”

Melhor Animação

Pra mim, o vencedor dessa categoria poderia facilmente ser indicado na de Melhor Filme também. Estou falando de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, animação da Sony Pictures que narra as aventuras de Miles Morales sob o manto do Homem-Aranha. Aqui no blog fiz inclusive uma critica ao filme, rasgando elogios e apostando na indicação dele ao prêmio máximo do cinema. Na minha opinião, o longa não é apenas a Melhor Animação do ano, É A MELHOR DE TODOS OS TEMPOS!!! Se você leu a minha crítica ou assistiu ao filme vai concordar comigo sobre a qualidade superior dessa animação em relação as outras, que são ótimas também, mas “HOMEM-ARANHA NO ARANHAVERSO” É DISRUPTIVO! Essa animação está muito à frente das outras…

Cena de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, que concorre na categoria “Melhor Animação”

Melhor Roteiro Adaptado

Essa categoria é disputada por filmes geniais, que poderiam levar, cada um, uma estatueta pela adaptação sensacional do roteiro. Mais uma vez sou obrigada a seguir meu coração e eleger “Infiltrado na Klan”, de Spike Lee, como o favorito à “Melhor Roteiro Adaptado”. Além de ter tido uma passagem meteórica por Cannes, recebendo diversos elogios pela sua história, seu roteiro genial, repleto de tapas na cara, tem tudo para levar esse prêmio.

“Infiltrado na Klan” disputa o prêmio de “Melhor Roteiro Adaptado”

Melhor Roteiro Original

Mais uma vez divida entre dois filmes espetaculares, neste caso “Roma” e “A Favorita”, precisei pensar não apenas com meu coração aqui, mas ler muitas críticas pra conseguir desempatar os dois longas. Depois de muito matutar, elejo “A Favorita” como o possível vencedor do prêmio de “Melhor Roteiro Original” devido aos seus diálogos afiados e humor negro sensacional. É um dos roteiros mais elogiados da temporada, narrando um jogo político de poder repleto de manipulações e subterfúgios. É um filme inteligentíssimo, que acredito levar a melhor sobre o roteiro dramático de “Roma” no próximo domingo.

Cena de “A Favorita”, indicado à “Melhor Roteiro Original”

Melhor Fotografia

A verdade é que “Roma” e “A Favorita” são os maiores indicados da noite, cada um concorrendo em 10 categorias, e isso não é por acaso, a qualidade dos dois longas é inegável, e fruto de muita dúvida, pelo menos pra mim, na hora de apontar um possível vencedor. No quesito “Melhor Fotografia” nem se fala! Enquanto o filme de Yorgos Lanthimos abusa dos planos abertos com lentes panorâmicas, rendendo um resultado estupidamente original à fotografia, Alfonso Cuarón aposta na simplicidade de um longa todo em preto e branco, mas de forma aguçada, trabalha os movimentos de câmera com uma expertise descomunal. Por esse motivo, acredito que quem leva essa estatueta seja “Roma”.

“Roma”, indicado à “Melhor Fotografia”

Melhor Direção de Arte

E o embate entre “A Favorita” e “Roma” prossegue. Aqui, acredito que o longa estrelado por Emma Stone, Rachel Weiz e Olivia Colman seja o favorito, principalmente por que produções de época sempre são prestigiadas pela Academia e, nas últimas dez cerimônias, quatro filmes do gênero saíram com o prêmio.​ Além disso, “A Favorita” trata-se de um filme belíssimo, visualmente encantador, com cenários construídos de forma que nunca vi igual… é uma produção de tirar o fôlego!

“A Favorita”, indicado à “Melhor Direção de Arte”

Melhor Atriz Coadjuvante

Uma das categorias que me deixou mais confusa foi essa. Na hora que fizeram as indicações esqueceram a Claire Foy, que foi uma das melhores coisas em “O Primeiro Homem”; tiraram o nome da Marina de Tavira só Deus sabe de onde; e indicaram Emma Stone e Rachel Weiz, ambas de “A Favorita”, como coadjuvantes, quando poderiam ter indicado Olivia
Colman, que facilmente levaria a estatueta nessa categoria. Aqui fica a dúvida entre Amy Adams (Vice) e Regina King (Se a Rua Beale Falasse), mas acredito que esta ultima fature a estatueta, já que, no papel da mãe da uma garota que vê seu noivo sendo injustamente acusado de um crime e tendo que pagar por isso, ela é a força moral do filme, em uma atuação contida, porém nunca menos que segura.

Regina King em “Se a Rua Beale Falasse”, indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante

Melhor Ator Coadjuvante

Aqui eu não tive nenhuma dúvida! E acho que ninguém deve ter também… Apesar de ter admirado a performance de Richard E. Grant em “Poderia me Perdoar?” não tem como ignorar o talento absurdo de Mahershala Ali, que brilha insanamente em “Green Book: O Guia”. Baseei minha previsão aqui particularmente em uma cena do longa de Peter Farrelly, aquela na chuva, onde o personagem de Ali perde a compostura pela primeira vez no filme, e fala sobre como é ser um homem negro e gay, que não se encaixa com seu “próprio povo” devido à sua cultura e muito menos é tratado com dignidade pelos brancos americanos no final dos anos 60. Essa cena, amigos, me tirou o folego, me deixou toda arrepiada e a emoção nos olhos de Mahershala me fez chorar.

Mahershala Ali concorre ao Oscar de “Melhor Ator Coadjuvante” pelo longa “Green Book: o Guia”

Melhor Atriz

Se eu fosse seguir meu coração, daria esse Oscar pra Lady Gaga, que me surpreendeu e emocionou em “Nasce Uma Estrela”. Porém, quando olho para suas concorrentes, acredito que a performance dela não tem força pra brigar pela estatueta. Aqui descarto Olivia Colman, que não me pareceu uma protagonista em “A Favorita” e Yalitza Aparicio, de “Roma”, que não parece ter culhões pra essa briga de cachorro grande. Fiquei em dúvida entre Melissa McCarthy e seu trabalho incrível em “Poderia me Perdoar?” (gente, eu juro que essa mulher se transforma quando não tá tentando ser engraçada) e Glenn Close, numa performance METEÓRICA em “A Esposa”. Mesmo cheia de dúvidas, meu palpite é na Glenn, que durante o longa conseguia transmitir as mais diversas emoções apenas com um olhar.

Glenn Close, indicada ao Oscar de “Melhor Atriz” por “A Esposa”

Melhor Ator

Mesmo competindo com gigantes como Willem Dafoe (que acabou com a minha vida na pele de Van Gogh, durante o longa “No Portal da Eternidade”) e Viggo Mortensen de “Green Book: O Guia”, acredito que esse Oscar pertença à Christian Bale e sua transformação em Dick Cheney no filme “Vice”. Mesmo que aqui o favorito seja Rami Malek e seu Freddie Mercury de “Bohemian Rhapsody”, não vou conseguir respeitar a Academia se ela premiar a performance que mais imita do que atua de Malek.

Christian Bale em “Vice”, que disputa o prêmio de “Melhor Ator”

Melhor Direção

Minha aposta aqui é em Alfonso Cuarón por “Roma”. Além de ter sido indicado e saído vitorioso nas principais cerimônias do cinema, Cuarón representou, através de “Roma”, uma infinidade de coisas para o universo da sétima arte e ainda conseguiu emplacar um filme nada comercial, que não tem efeitos grandiosos, tem um ritmo lento, é todo preto e branco e ainda conta uma história muito particular sobre a vida e a dor de uma pessoa comum.  O sucesso desse longa desconstrói preconceitos, padrões e métricas para o cinema e suas pomposas premiações.

Alfonso Cuarón dirige Yalitza Aparicio em cena de “Roma” e concorre na categoria de “Melhor Direção”

Melhor Filme

Essa é a categoria que mais me deixou confusa e principal pivô da demora para que esse post visse a luz do dia. A razão é muito simples: EU NÃO FAÇO A MENOR IDEIA DE QUEM PODE LEVAR ESSE PRÊMIO!

“A Favorita”, que já mencionei ser brilhante em inúmeros quesitos é um dos meus favoritos nessa categoria, e talvez “Green Book: O Guia”, que é excelente, mas que não deve ir muito longe devido aos escândalos em que foi envolvido. “Infiltrado na Klan” é um filme genial, mas que não sei se tem condições de levar essa estatueta. Não acredito que a Academia premiaria “Pantera Negra” ou “Bohemian Rhapsody” e eleger o remake de um remake, como “Nasce Uma Estrela”, parece meio bizarro. “Vice” possui montagem e atuações estupendas, mas seria o bastante pra fazer dele o Melhor Filme?

Cenas dos Indicados ao Oscar de “Melhor Filme”

No fim das contas, sempre acabo voltando pra um filme: “Roma”.

Sei que “Roma” enfrenta inúmeras desvantagens em relação aos outros indicados. Como citei acima, trata-se de um filme nada comercial, que não tem efeitos grandiosos, tem um ritmo lento, é todo preto e branco, não é falado em língua inglesa e ainda por cima foi distribuído por um serviço de Streaming, para horror da Academia. Porém, não consigo deixar de apostar as minhas fichas nesse sucesso de crítica.

Então, seja o que Deus quiser. Mesmo cheia de dúvidas, tá na hora de fechar meu bolão particular e eleger meu palpite na categoria de “Melhor Filme”, e é em “Roma” que eu aposto.

“Roma”, indicado à “Melhor Filme”

Pra você que chegou até aqui, neste que foi o maior post que já escrevi na minha vida, meus parabéns! Se tiver interesse em conferir todos os indicados em todas as categorias do Oscar 2019, o link para o post esta aqui 😀 e também vou dividir a planilha que usei para me organizar na hora de assistir todos os filmes, dividida por prioridades (quantidade de indicações e categorias mais importantes), que ainda conta com a aba de palpites.

Obrigada pelas visitas e não deixem de compartilhar comigo suas opiniões e apostas para os grandes vencedores do Oscar 2019 aqui nos comentários!