Confira os Indicados ao Oscar 2019

Cinema

Atenção, cinéfilos e cinéfilas do meu Brasil!

A espera finalmente acabou!

Foi liberada hoje (terça-feira, 22/01), às 11h20 (horário de Brasília) a tão aguardada lista com os filmes que concorrem ao prêmio máximo do cinema!

Apertem os cintos, e confiram abaixo os Indicados ao Oscar 2019:

Melhor Filme

Pantera Negra
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody
A Favorita
Green Book: O Guia
Roma
Nasce Uma Estrela
Vice

“Green Book”

Melhor Atriz

Yalitza Aparicio (Roma)
Glenn Close (A Esposa)
Olivia Colman (A Favorita)
Lady Gaga (Nasce Uma Estrela)
Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)

Melhor Ator

Christian Bale (Vice)
Bradley Cooper (Nasce Uma Estrela)
Willem Dafoe
Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
Viggo Mortensen (Green Book: O Guia)

“Nasce uma Estrela”

Melhor Atriz Coadjuvante

Amy Adams (Vice)
Marina De Tavira (Roma)
Regina King (Se a Rua Beale Falasse)
Emma Stone (A Favorita)
Rachel Weisz (A Favorita)

Melhor Ator Coadjuvante

Mahershala Ali (Green Book)
Adam Driver (Infiltrado na Klan)
Sam Elliott (Nasce uma Estrela)
Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
Sam Rockwell (Vice)

“Vice”

Melhor Direção

Spike Lee
Pawel Pawlikowski
Yorgos Lanthimos
Alfonso Cuarón
Adam McKay

Melhor Roteiro Original

The Favourite
First Reformed
Green Book
Roma
Vice

“Infiltrado na Klan”

Melhor Roteiro Adaptado

The Ballad of Buster Scruggs
BlacKkKlansman
Can You Ever Forgive Me?
If Beale Street Could Talk
A Star is Born

Melhor Figurino

The Ballad of Buster Scruggs
Pantera Negra
A Favorita
O Retorno de Mary Poppins
Duas Rainhas

“A Favorita”

Melhor Cabelo

Border
Mary Queen of Scots
Vice

Melhor Direção de Arte/Design de Produção

Black Panther
The Favourite
First Man
Mary Poppins Returns
Roma

“Roma”

Melhor Trilha Sonora

Pantera Negra
Infiltrado na Klan
Se a Rua Beale Falasse
Ilha de Cachorros
O Retorno de Mary Poppins

Melhor Canção Original

All the Stars – Black Panther
I’ll Fight – RBG
The Place Where Lost Things Go – Mary Poppins Returns
Shallow – A Star is Born
When A Cowboy Trades His Spurs For Wings – Ballad of Buster Scruggs

“Pantera Negra”

Melhor Fotografia

Cold War
The Favourite
Never Look Away
Roma
A Star is Born

Melhor Edição

Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody
A Favorita
Green Book: O Guia
Vice

“Bohemian Rhapsody”

Melhor Edição de Som

Pantera Negra
Bohemian Rhapsody
O Primeiro Homem
Um Lugar Silencioso
Roma

Melhor Mixagem de Som

Pantera Negra
Bohemian Rhapsody
O Primeiro Homem
Roma
Nasce Uma Estrela

“O Primeiro Homem”

Melhores Efeitos Visuais

Avengers: Infinity War
Christopher Robin
First Man
Ready Player One
Solo: A Star Wars Story

Melhor Documentário

Free Solo
Hale County This Morning, This Evening
Minding the Gap
Of Fathers and Sons
RBG

“Vingadores – Guerra Infinita”

Melhor Animação

Os Incríveis 2
Ilha de Cachorros
Mirai
Wifi Ralph
Homem-Aranha no Aranhaverso

Melhor Filme Estrangeiro

Capernaum
Cold War
Never Look Away
Roma
Shoplifters

“Homem-Aranha no Aranhaverso”

Melhor Curta Metragem – Animação

Animal Behavior
Bao
Late Afternoon
One Small Step
Weekends

Melhor Curta Metragem – Documentário

Black Sheep
End Game
Lifeboat
A Night at the Garden
Period. End of Sentence.

“Animal Behavior”

Melhor Curta Metragem – Live-Action

Detainment
Fauve
Marguerite
Mother
Skin

Já estou preparando meu plano de ação para assistir a maioria desses filmes antes da cerimônia e fazer as minhas previsões, mas não é preciso ser um grande gênio para afirmar que “Green Book” e “Roma” são os favoritos da noite.

A cerimônia do Oscar vai ao ar no dia 24 de fevereiro, domingo, a partir das 22h (horário de Brasília).

E vocês, gente? Já têm suas apostas?

Me contem aqui nos comentários 😉

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“Quinze Dias”

Literatura, Na Estante

Acho que já devo ter comentado aqui como tenho muita raiva de mim mesma quando fico muito tempo com um livro espetacular esquecido na prateleira.

Pois é, aconteceu de novo.

Comprei o “Quinze Dias” na Bienal do Livro do Rio de Janeiro de 2017, por puro consumismo, depois de conhecer o Vitor Martins, autor dessa obra prima contemporânea, no estande da Globo Alt e ele narrar pra mim a premissa de sua história:

Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática. 

Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho. 

Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.

Por mais que “Quinze Dias” pareça ser um livro com uma jornada “mundana”, sobre duas pessoas se conhecendo e se apaixonando durante 15 dias, havia algo de muito especial nessa premissa, uma coisa que a gente não vê por aí com muita frequência: um romance LGBT, leve e gostoso, como se fosse um desses filmes românticos, e sem final trágico (segundo o próprio Vitor Martins me informou antes da minha compra).

“E então, para quebrar o silêncio, eu digo a verdade. Porque quem diz a verdade abre o caminho para as coisas boas. Acho que foi minha mãe quem disse isso uma vez. Ou Dumbledore.”

Não me entendam mal, mas eu tô cansada de assistir filmes LGBT em que no final as duas pessoas nunca conseguem ser felizes, sempre tem uma delas que morre, ou não consegue sair do armário, ou um milhão de outros dramas. Eu só queria uma história leve e engraçada, cheia de amor e com um final maravilhoso e eu finalmente encontrei!

E essa é a minha coisa favorita sobre “Quinze Dias”.

Minha outra coisa favorita é que, mesmo o Felipe sendo gay, esse não é o “problema” da vida dele, pelo contrario, o personagem é muito bem resolvido sobre sua sexualidade, porém enfrenta muitos problemas de auto-estima e é assombrado pelas inseguranças que só um adolescente gordo, que sofre diariamente com bullying na escola, é capaz de entender.

“Terapia não é coisa de maluco! Na verdade, tem muita gente que fica maluca por falta de terapia!”

Nesses “Quinze Dias”, além de conviver com Caio, Felipe também vai amadurecer e aprender a se amar e a se achar lindo, exatamente do jeito que ele é. É notável a evolução do personagem durante a história. Como ele passa da pessoa que não consegue trocar duas palavras com Caio, para o garoto que conversa com o outro apenas no escuro, até enfim, depois de muito trabalho na terapia, conseguir falar com seu crush e mostrar quem realmente é.

“Eu já assisti a comédias românticas e frequentei sessões de terapia por tempo demais para saber que a minha felicidade não pode depender de outra pessoa. Mas ainda assim eu queria ter alguém que me chamasse de Vida e me convencesse a entrar na piscina e dissesse que me ama baixinho, de um jeito que só dá pra ouvir bem de perto.”

Todos os personagens são muito bem construídos, e muito bem aproveitados no decorrer da história, e eu me apaixonei por cada um deles de um jeito muito único e especial, principalmente pela mãe do Felipe. Que mulher maravilhosa, gente! Que personagem carismática e incrível.

“Todas as mães são, Felipe. Está na nossa genética. É difícil não ficar doida depois que um ser humano sai de dentro de você.”

Também me apaixonei pela pluralidade de seres humanos habitando as 208 páginas de “Quinze Dias”. Obrigada, Vitor, por me dar gays, lésbicas, gordos e gordas, e por trazer essa mensagem tão importante:

“Você não deveria ter vergonha de ser quem você é.”

O livro é super leve e gostoso de ler, Deus sabe que, se tivesse tido tempo nessa vida corrida, teria lido numa sentada só, por que não queria e mal conseguia parar de ler! Apesar de abordar homossexualidade, bullying, preconceito e as diferentes relações familiares, a trama flui de maneira natural e suave, com todos os temas sendo bem explorados, mas sem sufocar o leitor.

“Gente babaca vai existir sempre, mas a gente aprende a resistir. E isso é o mais importante. Não abaixar a cabeça e lutar pelo que você acredita.”

Chorei e me emocionei com os diálogos mais tocantes e também dei risadas muito altas no transporte público com inúmeras situações vividas por esses personagens tão queridos. Fiquei estupidamente empolgada com todas as referências à Cultura Pop e morri de amores por esse casal fofo e maravilhoso. Eu queria muito ser amiga deles. Sério.

“Conversas que nos ensinam coisas novas são as melhores conversas.”

No mais, a escrita do Vitor Martins é muito especial. Em momento algum senti que estava lendo um livro. A cada página, mais parecia que um amigo estava me contando essa história. Fiquei fascinada com a narrativa, com a simplicidade do enredo e das situações cotidianas, tão bem orquestradas, que mais pareciam a vida real. Só posso desejar que algum dia eu consiga escrever desse jeito.

“O mundo inteiro é seu.”

Enfim, “Quinze Dias” é um livro espetacular, a comédia romântica LGBT que todos nós pedimos à Deus, e ainda têm o bônus de ter sido escrito por um autor nacional mais do que talentoso!

E aí, já leu essa história?

Me conta aqui nos comentários 😉

“Homem-Aranha no Aranhaverso”

Cinema, Nas Telonas

Durante a CCXP de 2017 pude acompanhar o painel da Sony Pictures e assistir em primeira mão a entrevista com os produtores Christopher Miller e Phil Lord, que nos apresentaram, com exclusividade, o primeiro teaser de “Homem-Aranha no Aranhaverso”.

Desde então estou completamente obcecada com a ideia desse filme e praticamente fiz um calendário mental para contar os dias até sua estreia.

A espera acabou na última quinta-feira, 10 de janeiro, quando chegou aos cinemas de todo Brasil a mais nova animação do Teioso.

Situada no Universo Ultimate, a trama acompanha os passos do jovem Miles Morales, que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras versões do Homem-Aranha.

“Homem-Aranha no Aranhaverso” é um respiro delicioso depois de todos os longas centrados em Peter Parker. Parece que a Sony finalmente entendeu que o público já estava meio cansado da mesma história de origem e resolveu investir em um novo protagonista, com uma nova história, novos dilemas e novos problemas.

A animação é uma das coisas mais bonitas e diferentes que já vi. Não EXISTE nada assim na história do cinema e parece que estamos assistindo a um quadrinho animado em três dimensões. Sério, a Direção de Arte desse filme é inacreditável, tudo nele é visualmente impressionante.

Além do visual belíssimo, que mistura diversos estilos de animação, o filme ainda faz várias referências aos quadrinhos, com os quadros de pensamento e os sons e barulhos. Fora todas as homenagens sutis aos Aranhas anteriores, não só os animados, mas também os live-actions e até os memes da internet.

O design é impecável e equilibra muito bem os traços em 2D dos Aranhas secundários com os em 3D do trio principal. Amei a clara referência aos animes com a Peni Parker e aos cartoons com o Porco Aranha, e tudo isso sem forçar a barra, é muito natural e bonito na tela.

Falando em coisas naturais e bonitas na tela, a interação entre os personagens é fantástica e cada um deles têm seu espaço para brilhar. Até mesmo os vilões, que tem pouco tempo em tela, são apresentados com uma profundidade palpável.

Outro ponto alto da animação é a trilha sonora, que estou escutando desde que sai do cinema:

O roteiro é impecável e muito bem desenvolvido, com diálogos coerentes e uma trama super convincente. O longa sabe equilibrar perfeitamente as sequências de ação, com a comédia e os momentos mais emocionantes. Perdi as contas de quantas vezes gargalhei no cinema, quantas vezes vibrei e gritei pelos personagens, e também quantas chorei em momentos de emoção pura.

“Homem-Aranha no Aranhaverso” não é apenas a melhor animação que já assisti, quiça o melhor filme do Homem-Aranha já feito. Talvez seja também o melhor longa de Super Heróis da atualidade.

Além de cair no gosto do público, o filme ainda levou o Globo de Ouro e o Critics Choice Movie Awards de Melhor Animação e estou com os dedos cruzados e torcendo muito para que ele receba também uma estatueta do Oscar

E aí, já foi aos cinemas conferir a nova aventura do Cabeça de Teia?

Me conta o que achou aqui nos comentários 😉

P.S.: a animação conta não apenas com uma, mas com duas cenas pós-créditos e, acredite em mim, você não vai querer sair do cinema sem assisti-las!

“Minha vida (não) é uma comédia romântica”

Literatura, Na Estante

No ano passado tive o prazer imenso de conhecer a escrita da autora Lola Salgado, através de seu livro “Sol em Júpiter“, publicado pela Harlequin. Lembro de ter sido fisgada primeiramente pela capa maravilhosa, pelo nome, que me remetia à astrologia (e todos sabemos que esse é meu calcanhar de Aquiles – vejam aqui), e, por fim, me apaixonei pela sinopse. Devorei o livro em pouquíssimo tempo e ele virou um dos meus favoritos de 2018.

Sério, eu fiquei tão obcecada pela história, e consequentemente pela autora, que minha primeira parada na Bienal do Livro de 2018 foi no estande da HarperCollins pra poder conhecê-la e dizer o quanto “Sol em Júpiter” tinha sido importante pra mim. Os detalhes desse encontro, vocês podem ler neste post aqui.

Sendo assim, a minha primeira leitura de 2019 não poderia deixar de ser o novo livro da autora, lançado em e-book pela Amazon, “Minha vida (não) é uma comédia romântica” entrou pra minha lista de desejos assim que a Lola liberou a capa no seu Instagram, em outubro, junto com a sinopse:

Chloe Tavares não aguenta mais assistir de camarote seus planos indo por água abaixo. Já desistiu de três faculdades, cansou de lidar com as implicâncias de tia Célia e, para piorar, ser atendente de telemarketing na CarreTel está longe de ser o emprego dos sonhos (o tarado que telefona diariamente é um dos motivos). Ela precisa tomar uma atitude e dar um jeito em sua vida. Por que, então, não começar com um amor como o das comédias românticas? É o item mais fácil da lista, certo?
Porém, ela nem podia sonhar que acabaria sendo amaldiçoada no caminho. E, dentre todas as coisas saindo do controle, talvez a pior seja o fato de o seu melhor amigo, Tales Gentil, começar a provocar coisas esquisitas em seu coração.

Pela sinopse pode parecer só mais um daqueles livros super clichês sobre se apaixonar pelo melhor amigo, mas gente, GENTE, não é! NÃO É SÓ ISSO NÃO! Eu ainda diria que o romance, mesmo sendo o foco principal da protagonista, acaba ficando em segundo plano quando a gente analisa o livro como um todo. “Minha vida (não) é uma comédia romântica” na verdade é sobre se descobrir e encontrar o seu lugar no mundo.

A Chloe tá perdidinha gente. Ela não sabe o que quer pra si mesma e nem qual rumo seguir na vida dela. A garota tá totalmente frustrada por trabalhar num telemarketing, ainda morar com os pais e não conseguir encontrar um curso na faculdade que vai realiza-la. O problema é que ela acha que arrumar um namorado vai fazer ela se sentir completa de novo e acaba ficando obcecada com isso, se metendo nas maiores enrascadas que vocês puderem imaginar.

Durante a leitura muitas vezes me vi na própria Chloe. Várias situações, inúmeras frases e incontáveis atitudes da personagem já aconteceram comigo, e me peguei as vezes rindo demais e as vezes chorando também, por que entendia muito bem os dramas pelos quais ela estava passando e sabia como certas coisas doíam.

A escrita da Lola é tão maravilhosa, que quando me dei conta estava percebendo as coisas junto com a Chloe. Por exemplo: no inicio da trama, a protagonista enxerga seu melhor amigo apenas assim, como um amigo, e eu também só o via assim. Chegou um ponto do livro em que fiquei morrendo de medo de não conseguir shippar o casal quando o momento chegasse. Mas então, quando Chloe começa a ter aqueles sentimentos conflitantes por Tales, GENTE, eu também comecei! Fiquei babando por ele igual ela!

Fora isso, todos os personagens são tão verdadeiros, tão tangíveis. É como se você virasse a esquina e pudesse dar de cara com eles, pois são pessoas comuns, com defeitos e qualidades. Eu desafio qualquer um a ler essa história e não enxergar na própria família uma Tia Célia, aquela pessoa que te ama sim (do jeito dela), mas não consegue deixar de fazer comentários mordazes, que fazem você se sentir um lixo, só pra poder se sentir melhor consigo mesma. Ou então uma Thais, aquela amiga que te entende por completo e nunca te julga.

A autora ainda foi super inclusiva, nos presenteando com uma variedade étnica enorme nesse livro, inclusive a própria protagonista é negra. Também amei que ela abordou a transição capilar e como a Chloe encontrou a própria identidade através dela, e ainda inspirou outras pessoas a passarem pelo processo.

“Minha vida (não) é uma comédia romântica” é aquele livro delicioso, que você termina de ler em uma sentada (se tiver tempo), que te faz rir loucamente, te faz chorar de emoção e de ódio em algumas situações, mas principalmente, é um livro que deixa o coração quentinho quando termina. Além de te fazer pensar um bocado na vida e nas suas escolhas.

Eu não poderia ter começado meu 2019 melhor ♥

E vocês, gente? O que estão lendo nesse 2019?

Me contem aqui nos comentários 🙂

“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”

Cinema, Nas Telonas

Na semana passada estreou nos cinemas de todo o Brasil um novo capítulo do “Wizard Word” concebido por J.K. Rowling, autora da série de livros do bruxo mais famoso do mundo. Desta vez a aventura é nas telas dos cinemas com “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald“, que conta com roteiro da própria Rowling e direção de David Yates, o responsável pelos quatro últimos filmes da série “Harry Potter” nos cinemas.

O segundo filme da franquia “Animais Fantásticos” se passa na Paris de 1928, apenas alguns meses após os acontecimentos de seu antecessor:

No longa, Newt Scamander (Eddie Redmayne) reencontra os queridos amigos Tina Goldstein (Katherine Waterston), Queenie Goldstein (Alison Sudol) e Jacob Kowalski (Dan Fogler). Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da MACUSA (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres mágicos de sangue puro e seres não-mágicos.

Como Potterhead assumida, vou confessar que tinha grandes expectativas quanto à essa sequência, mas antes mesmo de comparecer aos cinemas para conferi-la fui bombardeada com inúmeros headlines de críticas negativas.

Obviamente evitei ler os textos pra não haver nenhuma influência na minha opinião, mas baixei minhas expectativas consideravelmente e devo dizer, nem isso ajudou muito.

Não é que o filme seja de todo ruim. Ele tem suas partes satisfatórias, como por exemplo o belíssimo visual, como todos os outros filmes desse Mundo Mágico, não decepciona. 
“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” pode muito bem receber indicações ao Oscar por “Melhores Efeitos Visuais”, “Melhor Maquiagem e Penteado” e “Melhor Figurino”. Inclusive o 3D desse longa é uma das melhores experiências que já tive, e olha que não sou muito fã, mas neste filme foi quase como magia, rs.

Outro ponto alto do filme foi a participação de Jude Law na pele de Alvo Dumbledore. Embora com pouco tempo de tela, o ator nos mostrou toda sua versatilidade ao cumprir com louvor a missão de interpretar um personagem tão icônico quanto o futuro Diretor de Hogwarts em sua versão mais jovem. É incrível como até alguns trejeitos de Michael Gambon (o Dumbledore da franquia “Harry Potter”) foram incorporados à performance de Law e trouxeram muito mais veracidade para o personagem.

Outra atuação digna foi a de Johnny Depp, que retornou como Gerardo Grindelwald. Embora eu não saiba muito bem se foi a performance de Depp que foi boa ou se meu ranço pelo ator transcendeu e contribuiu pro meu ódio pelo personagem… O caso é que Depp é tremendamente convincente na pele desse vilão, que não distribui sorrisos ou trejeitos bizarros como seus personagens anteriores, mas é frio e polido, sem exageros, e não convence seus seguidores pelo medo, como o cruel Voldermort, mas sim pela lábia afiada.

No cinema até brincamos chamando o personagem de “Bolsonaro Bruxo” e no final das contas essa foi a comparação mais verdadeira que fizemos quanto ao antagonista desta franquia. Foi assustador de tão verídico acompanhar como ele arrebanhava discípulos com apenas um discurso distorcido.

Infelizmente os pontos altos do filme ficam por aqui e não foram suficientes para fazer de 
“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” um longa satisfatório. Precisamos encarar um simples fato: J.K. Rowling é uma estupenda escritora de literatura, mas não é assim tão boa quando se trata de escrever um roteiro para o cinema.

E acho que o maior exemplo disso é o pouco brilho que o quarteto protagonista tem em tela. Não é um desempenho ruim, mas não é algo memorável como estamos acostumados em se tratando do Mundo Mágico (passaram bem longe de Harry, Rony e Herminone). Acho, inclusive, que se a gente tirasse Newt, Tina, Jacob e Queenie, a narrativa ficaria na mesma.

Me lembro da época em que “Animais Fantásticos e Onde Habitam” estreou nos cinemas e muita gente caiu matando em cima e criticou demais o roteiro da escritora, enquanto me mantive firme defendendo uma das minhas heroínas. E a verdade é que o roteiro do filme anterior da franquia não foi tão ruim e tão cheio de pontas soltas quanto esse. Muita gente vai dizer que essas pontas soltas na verdade são ganchos para as sequências, mas a sensação que tive na sala de cinema foi só a de enormes buracos na história. Assim não da pra te defender, J.K..

E que história, não é mesmo? Estou procurando pelos “Crimes de Grindelwald” até agora. E também pelos “Animais Fantásticos”. E se perguntarem, não consigo traçar uma linha clara do enredo desse filme. Parece que não acontece nada, mesmo que um milhão de coisas tenham acontecido. Juro que foi como sair do cinema depois da sessão de “O Hobbit: A Desolação de Smaug”: o mesmo filme longo, parado e em alguns pontos meio chato, com graves problemas de continuidade e sem nenhum clímax.

Mas pelo menos em O Hobbit eles tinham o dragão.

Acredito que se o roteiro tivesse focado em apenas dois plots e desenvolvido eles com propriedade, o filme teria sido um sucesso. Porém é muito difícil dar foco em 84 tramas diferentes no cinema. Pode ficar incrível nas páginas de um livro, mas as telas são uma mídia completamente diferente e algumas coisas precisam ser cortadas pelo bem do desenvolvimento do enredo.

Não quero nem comentar no desperdício da personagem Leta Lestrange, vivida por Zoë Kravitz, que poderia ter tido muito mais atenção e um plot muito mais bem desenvolvido. A história da personagem era incrível, mas acredito que se tivesse tido mais tempo para desenvolvimento em filmes futuros teria sido mais bem aproveitada. E olha que ela foi apenas um dos meus botes de expectativa afundados por esse longa. Decepção define.

Minha outra canoa naufragada foi a do Nicolau Flamel, que só apareceu como fan service e não fez nada de útil além de ser engraçadinho na cena com o Jacob. Gente, pra que colocar um dos nomes de mais peso no Mundo Bruxo num filme, se ele só vai aparecer pra ser inútil, contradizendo tudo o que ouvimos falar dele na saga “Harry Potter”?

E esse também é o caso da Nagini, concebida apenas pra ser a broderzinha do Credence, sem nenhuma relevância real para a história. E mais uma vez eu repito: pra que enfiar essa personagem no enredo? Pra que mais um plot com desenvolvimento precário?

Enfim, como puderam notar este é o relato de uma fã ensandecida de desgosto. Posso ficar aqui o dia todo falando mal desse filme, mas não garanto não jogar nenhum spoiler cabeludo na cara das pessoas.

No fim das contas  o que precisam saber é que é um filme lindo (visualmente falando), que, se você é um fã de Harry Potter, vale a pena sim conferir e tirar suas próprias conclusões. Se no final você não curtir, vai ter valido a pena por rever Hogwarts mais uma vez, ficar todo arrepiado (a) e chorar um pouquinho de saudade. Vai valer pelo Dumbledore e também pelo 3D mais magnifico que assistirá na vida.

Agora, é impontante ir preparado para um filme com muitos plots, onde nenhum deles é desenvolvido com eficiência, momentos em que você não sabe o que está acontecendo (e não de um jeito bom), e momentos totalmente desnecessários e que não fazem sentido algum.

Mas, talvez o mais importante: esteja preparado para um filme sem nenhum clímax no final e com um gancho para a sequência que deveria ser um plot-twist-mind-blowing, mas só conseguiu deixar os fãs confusos e furiosos, e gritando FAKE NEWS na sala de cinema. Inclusive, todos os possíveis plot twists dessa narrativa (e aqui inclui-se a mudança de lado de alguns personagens) foram tão mal elaborados que só pareceram um negócio meio sem pé nem cabeça.

E aí? Já assistiram “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”?

Me contem aqui nos comentários o que acharam.

O Retorno Militudo de “Supergirl”

Na TV

Exibida pela CW, a série baseada nos quadrinhos da personagem kryptoniana, “Supergirl”, retornou às telas americanas no dia 14 de outubro e iniciou seu 4º ano em grande estilo e com um tema pra lá de importante.

É engraçado eu ter ficado tão impactada com esse retorno, já que “Supergirl” sempre foi a série do Arrowverse que eu menos gostava… aquela mais fraquinha, deixada pra trás até por “Legends of Tomorrow”, porém nunca deixei de assistir. O show sempre teve uma qualidade que me prende, mesmo nas temporadas mais arrastadas.

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Neste novo ano o inimigo da “Supergirl” não é um vilão qualquer, fácil de liquidar. Desta vez nossa heroína vai ter que enfrentar o ódio de pessoas normais, mães e pais de família, “vilões” que não são essencialmente maus.

A série começa a abordar a xenofobia e os fatores que a desencadeiam, como fascismo, através de uma metáfora muito bem trabalhada: o ódio contra os imigrantes alienígenas buscando anistia na Terra. E esse assunto da intolerância é TÃO importante e se aplica demais à situação atual, não só do Brasil, mas do mundo.

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O interessante é que a Kara, até metade do primeiro episódio, parece só olhar para o próprio umbigo, já que não passou pelos preconceitos que outros alienígenas passaram e ainda passam. Claramente a nossa heroína representa aquela turma que faz parte da minoria, mas é coberta de privilégio e só enxerga o que de fato acontece depois de um choque de realidade.

A Kara não enxergar essa intolerância é exatamente o problema do mundo atualmente. Pra ela é muito fácil dizer que não sofre esse preconceito sendo idêntica à um ser humano, e ainda por cima loira linda e adorada por toda a população da Terra. Ela demora à entender a situação atual e os crimes de ódio cometidos contra os alienígenas, chegando inclusive à uma discussão acalorada com J’onn J’onzz, personagem que está totalmente engajado na defesa dessas minorias.

Parece muito com tudo o que estamos vendo atualmente na nossa sociedade, não?

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Foi tão real e esmagadora a forma que trataram o preconceito contra os alienígenas, fazendo um paralelo gritante com a forma que os estadunidenses tratam os imigrantes. E na forma como os próprios brasileiros têm tratado alguns refugiados e algumas das minorias presentes na nossa sociedade.

Quando a Supergirl finalmente acorda para a realidade, o choque é grande, e é aquela sensação que todos temos aqui no peito:

“Pensar que há tanta raiva lá fora, eu não quero acreditar. Pensei que esse país, que nós tínhamos melhorado. Lutar contra algo tão vasto, unir um mundo tão dividido… é esmagador.”

Outro fator importantíssimo, que veio pra cimentar a posição da série à respeito de todas as minorias, foi a adição de uma atriz trans no elenco desta temporada.

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Nicole Maines interpreta Nia Nal, uma jovem jornalista transsexual, também conhecida como a heroína Dreamer. A personagem comenta durante o segundo episódio como já sofreu com o preconceito e hoje se posiciona em defesa dos alienígenas.

O lema “Earth First”, utilizado pelos “vilões” dessa temporada, pode ser sim uma referência ao “America First” de Donald Trump, mas também não deixa de ser uma referência ao “Brasil acima de tudo” que preencheu nossos ouvidos nos últimos meses.

Mais didático que isso impossível, obrigado por esse plot Greg Berlanti.

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Enfim, é sempre certo que quando envolve política, quase todos acabam apoiando algum lado e a maioria se tornando extremamente cega sobre o contexto da sociedade! “Supergirl” está de parabéns por tratar dessa temática de forma tão genuína, sem perder os princípios da série.

Você não precisa amar/gostar de todas as pessoas, mas você precisa respeitá-las.

Combate ao preconceito sempre.

Obrigada, “Supergirl”!

“Estilhaça-me”

Literatura, Na Estante

A resenha de hoje vem lá o fundo do meu bau, ou da minha estante, e vai falar de um dos livros distópicos mais apaixonantes que já li!

Encantador, poético e vertiginoso são apenas alguns adjetivos que uso para me referir à “Estilhaça-me”, de Tahereh Mafi.

Como todos sabem, ou não, tenho um enorme fraco por romances distópicos que costumam ser mais platônicos que qualquer outra coisa. Normalmente se passando em sociedades opressoras, onde um simples toque é um crime, e o amor proibido dos protagonistas te faz devorar páginas e mais páginas sem se dar conta do tempo. Esses romances me conquistam e fazem meu coração doer, mesmo sendo muito parecidos entre eles, com elementos já conhecidos, eles têm suas diferenças e características que os fazem únicos.

No romance de Tahereh Mafi, Juliette não toca alguém há exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez (que foi por acidente) foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas o Restabelecimento tem planos para ela. Planos para usá-la como arma. E Juliette tem seus planos. Após uma vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez — e para obter um futuro com o único garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.

Acho que o que faz de “Estilhaça-me” um romance único é o jeito com que Tahereh Mafi escreve. Nunca li nada parecido. No começo pareceu confuso, mas a partir do momento em que você entra no embalo das frases e sentenças tudo parece fazer mais sentido, fluir melhor, soa mais verdadeiro. É como se você estivesse sob pele da protagonista, com as emoções a flor da pele. Não acho que algum dia uma personagem tenha sido tão desnudada aos olhos do leitor quanto Juliette Ferrars foi nesse primeiro romance da autora.

A história se passa num futuro não muito distante, onde a Terra está morrendo, arrasada e devastada pela inconsequência do homem. As nuvens são das cores erradas, os pássaros não voam mais, os animais estão doentes e a população está morrendo de fome, sendo controlada pel’O Restabelecimento, que prometeu fazer a sociedade voltar a ser o que era antes.

Não é surpresa nenhuma quando tudo o que O Restabelecimento faz é oprimir os cidadãos, matar os fortes demais para uma rebelião, desprezar idosos e crianças. Vamos conhecendo essa realidade no decorrer do livro, morrendo de curiosidade para saber mais e descobrir o que aconteceu, já que a protagonista (nossos olhos e ouvidos nessa história) está presa em um manicômio há cerca de 3 anos e há 264 dias não toca ninguém.

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Juliette é uma garota de 17 anos, e um dos únicos personagens essencialmente bons a quem me afeiçoei. Normalmente tenho uma queda por personagens com desvios de caráter e os bonzinhos demais chegam a me irritar. Mas foi diferente com a mocinha de Tahereh Mafi, talvez por causa de seu dom, que me lembrou tanto a minha personagem favorita dos X-Men, que foi impossível não gostar.

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O toque de Juliette é letal, até mesmo fatal. Seus próprios pais lhe viraram as costas e ela sempre sofreu com o preconceito e a culpa de ser quem é. No inicio da trama é possível pensar que a personagem tenha até enlouquecido durante os anos de confinamento. A repetição de palavras, uma atrás da outra, as sentenças riscadas, o querer e não poder querer, ela é um livro aberto para o leitor, insana e esquecida de quem é. Pelo menos até ganhar um colega de cela, que faz perguntas demais e não responde nenhuma das dela.

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Adam é um garoto que deve ter a idade dela, com tatuagens nos braços, olhos profundamente azuis e um sorriso fácil. O motivo de ele estar ali é um mistério e não sei dizer se é por que vemos tudo pelos olhos de Juliette (e tudo com ela é tão intenso e real que você acaba assimilando suas emoções), mas simplesmente não tem como não se apaixonar por ele.

E como dito anteriormente, costumo ter um fraco por personagens com desvios de caráter. Nesse livro não é diferente. Nosso vilão é o líder do Setor 45, que têm uma obsessão por Juliette e pelo poder dela. Apesar de ter apenas 19 anos, Warner é implacável, gosta de poder e está disposto a tudo para obtê-lo e mantê-lo. Ele pode ser bem desprezível, mas vou confessar, gostei muito dele.

Outra coisa que também gostei muito nesse livro é o crescimento da personagem principal. Conforme a história evolui, a própria Juliette evolui também. Conforme ela vai ficando mais sã as frases riscadas vão ficando mais raras no decorrer das páginas. Há verdade em seus pensamentos sobre si mesma, sobre as situações em que ela se encontra, sobre Adam e até mesmo sobre Warner.

Este primeiro livro fecha um ciclo de autoconhecimento para Juliette e nos dá um formidável gancho para a continuação, “Liberta-me”. Antes deste, ainda temos um e-book do ponto de vista de Warner, uma espécie de “1.5” intitulado “Destrua-me”, e disponibilizado gratuitamente. E esse e-book, juro, mexeu com todos os meus feelings em relação ao vilão que adorava odiar e agora adoro amar!

Além de “Liberta-me” a série ainda conta com “Incendeia-me”, o 3º livro, e um e-book com o ponto de vista de Adam, o “2,5”, “Fragmenta-me”.

Essa ano a autora resolveu ressuscitar a série com uma nova trilogia. O 4º livro, “Restaura-me”, foi lançado aqui no Brasil pela Universo dos Livros, e a Tahereh já divulgou a capa do 5º volume, “Shadow Me”, que deve ser lançado em março de 2019 nos Estados Unidos.

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Sinceramente, eu ainda não tenho certeza se quero ler essa segunda trilogia. Sou terrivelmente traumatizada com “segundas trilogias” (obrigada por isso, Cassie Clare), e li algumas resenhas bem negativas sobre “Restaura-me”.

Enfim, quem aí já leu “Estilhaça-me”? O que acharam?

Me contem aqui nos comentários 😉

“Mensageira da Sorte”

Literatura, Na Estante

Eu ando extremamente preocupada com todos os desastres políticos pelo qual nosso país vem passando nas últimas semanas… acho que nunca estive tão engajada com uma eleição como estou nesse 2018, do tipo que não consegue nem dormir direito e tem pesadelos, entre outras coisas.

A literatura pra mim sempre foi um escape, e nesse show de horrores em que o Brasil se transformou, não podia existir melhor fuga do que um bom livro, e eu não poderia ter escolhido um título melhor pra me ajudar a espairecer nessa semana sombria!

Mensageira da Sorte” é o primeiro romance nacional publicado pela Plataforma21, um selo da V&R Editoras, e foi escrito por ninguém mais, ninguém menos que Fernanda Nia.

E se vocês nunca ouviram falar dessa autora maravilhosa, vem comigo que conto tudo!

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A Fernanda Nia mora no Rio de Janeiro e se formou em Publicidade e Propaganda pela ESPM. No último período da faculdade, criou o site de tirinhas “Como eu realmente” como forma de extravasar a sua criatividade. Por causa da boa recepção do público, mantém até hoje o portal com o compromisso de postar duas tirinhas inéditas por semana, e em 2014 conquistou uma série de livros publicados pela Editora Nemo.

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Além de autora, é também publicitária, ilustra e cria conteúdo para outros projetos do mercado editorial e publicitário, ou para clientes em geral. E nesse ano ela lançou seu primeiro romance YA, o “Mensageira da Sorte“:

A SORTE É IMPREVISÍVEL.

Em pleno Carnaval carioca, durante uma confusão em um protesto contra a AlCorp – uma corporação que controla o preço dos alimentos e medicamentos no país – Cassandra Lira, ou Sam, passa a ser uma mensageira temporária no Departamento de Correção de Sorte (DCS), uma organização extranatural secreta incumbida de nivelar o azar na vida das pessoas. 

Para manter esse equilíbrio, os mensageiros devem distribuir presságios de sorte ou azar para alguns escolhidos. O primeiro “cliente” de Sam é justamente o seu vizinho e colega de classe, Leandro. O garoto é um youtuber em ascensão e a ajuda dela, na forma de uma mensagem sobre nada menos que paçocas, impulsiona Leandro a fazer um vídeo que o levará para o auge da fama. O que Sam não sabe é que o rapaz também é um ávido participante dos protestos contra os abusos da AlCorp, comprometido a expô-los em seu canal, independentemente dos riscos que possa correr, e a garota se vê obrigada a usar a sorte do DCS para protegê-lo. 

Mesmo que não entenda por que foi escolhida para trabalhar para o Destino, logo ela se vê no meio de uma rede de intriga, corrupção e poder. 

Ainda lidando com a culpa pela morte do próprio pai e com seus sentimentos por Leandro, Sam embarcará na jornada de desmascarar a quadrilha que está deteriorando o sistema da Justiça, tanto a natural quanto a extranatural, e fazer com que a balança do Destino se equilibre outra vez.

Gente, primeiramente eu queria dizer que conheci a Fernanda na Bienal do Livro desse ano, inclusive menciono ela nesse post aqui. O engraçado é que eu não fazia ideia de quem ela era ou sobre o que se tratava seu livro. E agora só queria agradecer a Nicole com todas as minhas forças por ter insistido pra eu ficar na fila de autógrafos com ela e consequentemente adquirir meu “Mensageira da Sorte” e conhecer a autora no evento, por que essa história foi uma das melhores que eu li em 2018!

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Segundamente, a escrita leve e divertida da Fernanda te prende desde o primeiro paragrafo! Eu fiquei totalmente envolvida com a história logo de cara, apaixonada por todos os personagens, que inclusive são muito bem construídos, com características únicas e marcantes. Existe aquela coerência e fidelidade a si mesmos, que alguns autores as vezes esquecem de colocar nos personagens em nome das conveniências da história.

Também adorei toda a diversidade étnica presente no livro, e o fato das mulheres serem muito empoderadas! Quero destacar aqui a Ivana e a Cecilia, QUE GUERREIRAS, meus amigos! Amei a personalidade de cada uma delas, sua força interior e sua confiança nas próprias crenças. Essas duas lutaram pelo que acreditavam até o fim.

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O casal principal também é só amor. Ambos, Sam e Leandro, têm seus demônios para lidar e cada um lida de um jeito totalmente diferente. Enquanto Sam se fecha em si mesma, Leandro se esconde atrás de piadas e um humor ácido. Existe uma dinâmica perfeita entre os dois, que conseguem ser fofos sem serem melosos. Os dois são bons e lutam pelo que é certo sem parecer aqueles protagonistas chatinhos, que nunca tem um pensamento ruim, ou nunca erram.

Inclusive, Sam entrou pra minha lista de mocinhas favoritas. Ela é a heroína, apesar de seus medos, inseguranças e limitações, é quem corre pra salvar os amigos, não a princesa na torre esperando o resgate.

O romance é um ponto muito bem abordado no livro. Não está em primeiro plano e não é aquela coisa forçada, sendo jogada na nossa cara a cada página. As coisas se desenvolvem num ritmo perfeito, tá ali num plano de fundo, acompanhando os plots principais, que são a missão da Sam como Mensageira Estagiária do DCS e todo o esquema de corrupção da Alcorp e os protestos.

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Outra coisa executada com maestria por Fernanda Nia em “Mensageira da Sorte” são as piadas, o humor sarcástico e todas as referências nerds inseridas de forma muito elegante na história. Perdi as contas de quantas gargalhadas dei durante a leitura e de quantas referências me empolgaram entre os capítulos.

Agora, apesar do tom leve, a história trata de alguns assuntos mais delicados, como: a morte de entes queridos, depressão, opressão social, corrupção e a luta pelos direitos da população. Existem diversos momentos em que somos convidados a refletir sobre a vida, sobre o bem e o mal e sobre como nada é assim preto no branco, que existem milhares de tons de cinza misturados e como é muito fácil apontar o dedo e criticar as atitudes das pessoas sem conhecer a história completa.

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Acho que o que eu mais gostei em “Mensageira da Sorte” foi o fato de os vilões terem motivações plausíveis. Apesar de se tratar de um YA com um pézinho lá no sobrenatural, os personagens são tremendamente reais, bem gente como a gente, inclusive os vilões! Suas atitudes não são motivadas apenas pela maldade em seus corações e a vontade de dominar o mundo! Todo mundo chegou onde chegou devido à escolhas difíceis e movidos por sentimentos bem legítimos.

Essa história foi tão real que, quando terminei o livro, fiquei esperando um Mensageiro vir me trazer um presságio de sorte pra equilibrar a minha balança, que ta pendendo ridiculamente pro lado do azar. Como diria um amigo meu, parece que a Sorte olha pra mim e desvia, então alô, Mensageiros da Sorte, tá na hora de me ajudar aqui!

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Enfim, “Mensageira da Sorte” é um livro completo! Possui ação, aventura, mistério, comédia e romance na medida certa. É um livro leve, perfeito pra se desintoxicar daquela leitura mais pesada, ou sair da fossa naquela semana mais tenebrosa, e, apesar disso, ainda te faz refletir muito sobre as coisas importantes da vida, sobre solidariedade, sobre certo e errado e sobre felicidade e finais felizes.

E não posso deixar de exaltar essa capa maravilhosa, com detalhes incríveis que fazem alusão à peças importantíssimas dessa história! A diagramação da Plataforma21 também é de fazer chorar de tão bonita! Amei que o livro tem aquelas páginas mais amarelinhas e com uma gramatura bem leve, parecida com a de jornal.

Pra finalizar, fica aqui esse pequeno quote do livro, um dos meus favoritos:

“Não existem finais felizes. Felicidade é uma busca constante”

E ai gente, bateu aquela vontade de ler “Mensageira da Sorte”?

Pra quem já leu, me conta aqui nos comentários o que achou 😉

“Venom”

Cinema, Nas Telonas

Semana passada chegou aos cinemas BR a tão aguardada adaptação do filme encabeçado pelo clássico vilão dos quadrinhos do Homem-Aranha: “Venom”.

Esculachado pela crítica em suas sessões de teste e pré-estreias, e até mesmo comparado à fiascos como “Mulher-Gato” (2004) e “Quarteto Fantástico” (2015), o longa não é assim tão ruim, inclusive achei “legalzinho”, aquele filme meio “Temperatura Máxima”, que não é terrível, mas está bem longe de empolgar.

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Girando em torno do famoso jornalista Eddie Brock, o longa não faz nenhum tipo de referência ao Cabeça de Teia, inclusive, no meu entendimento, parece se passar em um Universo Paralelo, que nem conta com a existência do Teioso.

Imagino que talvez essa tenha sido a intenção da Sony depois das negociações de cessão de direitos do Homem-Aranha com a Marvel. Eles não deixam exatamente claro que o filme se passa em um outro universo, meio que jogando aquele verde pra ver se conseguem se encaixar dentro do MCU caso a oportunidade surja.

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Fica muito claro que o estúdio não quer perder uma franquia nesse nicho de super-heróis, que faz tanto sucesso no mercado cinematográfico atualmente, e depois de sucessos como “Deadpool” e “Logan”, enxergaram em “Venom” sua grande oportunidade de abocanhar aquela fatia de mercado destinada aos anti-heróis, e cair no gosto do público com um filme mais adulto e mais violento.

E teria sido ótimo, se não tivessem cagado legal no pau, já que o filme não tem nada de adulto e muito menos de violência.

San Francisco, Estados Unidos. Eddie Brock (Tom Hardy) é um jornalista investigativo, que tem um quadro próprio em uma emissora local. Um dia, ele é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), o criador da Fundação Vida, que tem investido bastante em missões espaciais de forma a encontrar possíveis usos medicinais para a humanidade. Após acessar um documento sigiloso enviado à sua namorada, a advogada Anne Weying (Michelle Williams), Brock descobre que Drake tem feito experimentos científicos em humanos. Ele resolve denunciar esta situação durante a entrevista, o que faz com que seja demitido. Seis meses depois, o ainda desempregado Brock é procurado pela dra. Dora Skirth (Jenny Slate) com uma denúncia: Drake estaria usando simbiontes alienígenas em testes com humanos, muitos deles mortos como cobaias.

Primeiramente, pra dar aquela reduzida safada na classificação etária do filme, e conseguir levar um maior publico composto por adolescentes aos cinemas, o estúdio cortou praticamente todas as cenas “violentas” do longa. Existe, claro, uma menção à violência, que nunca é mostrada. Por exemplo: mal me lembro de ver sangue na tela de cinema, mesmo depois do Venom sair devorando cabeças por aí.

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O ritmo é lento. Parece que o primeiro ato, aquele de apresentação dos personagens, acaba invadindo pelo menos metade do ato de desenvolvimento, e a história em si não anda! Fica todo mundo esperando o Eddie Brock ficar pronto, toda a trama em stand-by, no aguardo do mocinho chegar lá para alcança-la.

O roteiro é bem clichê, tremendamente comum e nada surpreendente. Tem um bocado de incoerências bizarras e aquelas conveniências escrachadas que dão uma bela de uma vergonha alheia. Temos toda uma sequência de invasão à um laboratório de última geração, onde nenhum dos personagens parece se importar com as câmeras de segurança, por exemplo.

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Outro ponto fraquíssimo é a comédia pastelão inserida no meio da trama. As cenas que eram pra ser engraçadas, com aquele humor ácido dos filmes adultos (e esse NÃO É um filme adulto), acabou ficando forçado e despropositado. Olha, eu amo o Tom Hardy e acho que ele fez um esforço descomunal nesse filme pra fazer a coisa toda funcionar, mas haviam momentos em que as expressões dele eram tão exageradas que beiravam o ridículo.

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E a Michelle Williams gente, 4 vezes indicada ao Oscar, totalmente desperdiçada nessa narrativa, e usando a pior peruca da história do cinema. Eu passei tanto tempo incomodada com a peruca, que nem consegui prestar muita atenção na performance dela.

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Porém, ninguém me incomodou mais em “Venom” do que o Riz Ahmed, que encarnou o vilão Carlton Drake. Tenho certeza que a intenção dele era parecer um daqueles ricaços blasé, mas o tiro saiu pela culatra, e nem assim ele convence. O vilão não tem carisma nenhum, não cativa, e tem uma motivação bem porca e sem sentido.

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Acho que o problema de “Venom” foi a preguiça no desenvolvimento do roteiro. Parece que escolheram o caminho mais fácil, aquela jornada mais clichê impossível, a receita saída de um filme de ação dos anos 90, bem raso e bem fraco. Faltou sangue, faltou personalidade, faltou culhões da produção.

A CGI é meio precária, tanto que a produção usou e abusou das cenas escuras e noturnas, dos cortes abruptos onde não da pra ver direito o que tá acontecendo naquela sequência de ação, e desconfio que tudo isso foi pra disfarçar a pobreza dos efeitos especiais.

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Acho que eles poderiam ter sido muito mais felizes no desenvolvimento do projeto se tivessem dado um foco maior na relação Brock/Venom, que ficou meio sem pé nem cabeça, muito mal aproveitada e cheia de mais incoerências.

No todo, não é um filme assim tão ruim, mas todos esses probleminhas no decorrer de 2 horas e 20 minutos incomodam um pouco. Se formos parar pra pensar, o filme não entrega nada menos do que foi prometido nos trailers liberados. É exatamente aquilo lá, sem nenhuma pretensão além. Minha dica é ir assistir despretensiosamente, sem grandes expectativas.

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Ah, e o longa conta com 2 cenas pós-créditos: uma fazendo alusão a um personagem muito esperado em uma possível sequência, inclusive com Woody Harrelson, que aparece apenas nessa cena. A outra é uma prévia de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, a animação protagonizada por Miles Morales, que estreia em 20 de dezembro aqui no BR e promete ser infinitamente melhor do que “Venom”.

Enfim, agora quero saber a opinião de vocês.

Já assistiram “Venom”? O que acharam?

Me contem aqui nos comentários!

A ansiedade para “Nasce uma Estrela” e minha obsessão musical da semana

Cinema, Música, Nas Telonas, Nos Fones de Ouvido

Na próxima semana, aqui no Brasil, vai rolar a estreia do remake de “Nasce uma Estrela”, protagonizado pelo ícone Lady Gaga e por Bradley Cooper, que além de ter dado uns pitacos no roteiro, também é o responsável pela direção do longa.

O engraçado é que esse filme já teve 3 versões anteriores:

A primeira, de 1937, estrelada por Janet Gaynor e Fredric March, tratava-se de um drama sobre uma jovem sonhadora, que chega à Hollywood na década de 30 com o desejo de se tornar uma estrela do cinema, e seu sonho vira realidade quando um famoso ator coloca os olhos nela numa festa em que trabalhava como garçonete. Apaixonado, ele impulsiona sua carreira e a transforma realmente em uma estrela.

A Star is Born (1937)

A segunda versão, de 1954, protagonizada por Judy Garland e James Mason, carrega o mesmo enredo da primeira, porém, desta vez, veio em formato de musical.

A Star is Born (1954)

As coisas mudam na versão de 1976, que apesar de ter sido um grande sucesso popular nos anos 70, é considerada pela crítica como a pior versão das três produções. Estrelando Barbra Streisand e Kris Kristofferson, a história desta vez gira em torno de uma jovem cantora iniciante que se envolve romanticamente com um famoso astro do rock. Ele a ajuda a deslanchar sua carreira, e ela começa também a se tornar uma estrela.

A Star is Born (1976)

A nova versão de 2018 possui o roteiro mais similar à sua predecessora, porém já vem sendo um sucesso de critica desde suas exibições de teste, e há quem fale em Oscars de Melhor Atriz para Lady Gaga e Melhor Ator e Diretor para Bradley Cooper.

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Uma curiosidade é que esse papel inicialmente não seria da Gaga e sim de Beyoncé, que precisou abandonar o projeto por causa da gravidez. Outra é que, originalmente, quem teve a ideia de uma nova versão de “Nasce uma Estrela”, foi Clint Eastwood, mas só Deus sabe o por quê de ele ter abandonado a direção do longa…

O caso é que parece que não perdemos nada com a saída de Clint Eastwood, pois enquanto Bradley Cooper surpreende como Diretor e também como cantor, Lady Gaga se revela uma grande atriz, que, além de ter composto grande parte das canções que recheiam o remake, também pediu para que todas as músicas do filme fossem gravadas ao vivo enquanto filmavam as cenas, em vez de em estúdio.

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E foi por causa de uma dessas canções que o post de hoje veio à luz.

Na semana passada foi liberada a primeira faixa da trilha sonora do filme: “Shallow”, e eu estou completamente O-B-C-E-C-A-D-A por ela.

Do tipo que ouve o dia inteiro em looping infinito.

Do tipo que toda vez que assiste ao clipe chora igual um bebê.

A obsessão pela música foi tanta que acabou extravasando para o filme e então precisei escrever esse texto pra dividir com vocês a minha paixão absurda e precoce, além da ansiedade louca pra conferir esse longa nos cinemas.

E pra jogar ainda mais combustível na minha obsessão, hoje foi liberada a Soundtrack completa do filme, que conta com 34 faixas:

Enquanto o remake não estreia no Brasil, a gente segue aqui, completamente ansiosa e apaixonada por essa história que mal conhecemos, mas já consideramos pacas, e ouvindo essa trilha sonora inteira pra já chegar no cinema no dia 11 de outubro cantando junto com os personagens.

E vocês, ansiosos para a estreia de Lady Gaga nas telonas?